segunda-feira, 10 de abril de 2017

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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ANGOLA
1-Um país rico com 20 milhões de pobres 

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FONTE: GRANDE REPORTAGEM SIC

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7 - CRAZY HORSE CABARET

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FONTE: Canal ARTE - 31 Dec 2011

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MINUTOS DE

CIÊNCIA/133


Por que a Terra
tem desertos

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Fonte: Minuto da Terra
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 VIII-MEGA MÁQUINAS

3- Aviões Espaciais

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*Interessante série reveladora da quase perfeição mecânica, notável produção da NG.

**  As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores. 

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HOJE NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"


FMI: 
O trabalho está a perder terreno para
o capital e a culpa é da tecnologia

Nas últimas décadas, os salários perderam peso nas economias mais desenvolvidas. O FMI diz que o principal culpado é o avanço tecnológico, mas também atribui responsabilidades à globalização. Portugal é um dos países onde o trabalho perdeu terreno.

A tendência é clara: desde os anos 70 o trabalho está a perder terreno para o capital. Isto é, a percentagem do rendimento que vai para os salários está a cair, transferida para outro tipo de rendimentos. Isso é especialmente claro nos países mais desenvolvidos. Entre 1991 e 2014, o peso do trabalho caiu em 29 das 50 maiores economias do mundo (dois terços do PIB mundial). O Fundo Monetário Internacional (FMI) argumenta que o progresso tecnológico e a robotização são responsáveis por metade dessa degradação. 

Nas economias avançadas - onde está integrado Portugal - o peso dos salários começou a afundar na década de 80, atingindo antes da crise financeira de 2008 o seu valor mais baixo em 50 anos e, desde essa altura, ainda não recuperou. Num capítulo de análise do seu mais recente World Economic Outlook, o FMI procura descortinar os motivos para essa perda de relevância.

Os técnicos do Fundo concluem que nos últimos 20 anos, a perda de peso do trabalho tem origem dentro de cada indústria. Isto é, as causas não estão relacionadas com o crescimento de sectores onde o factor trabalho é menos relevante em detrimento daqueles onde ele pesa mais, como por vezes se argumenta. Na realidade, mais de 90% da transformação é gerada por movimentos intra-sectoriais (a China - com uma massiva transferência de trabalhadores da agricultura para a indústria - é uma excepção).

O rendimento do trabalho segue uma trajectória descendente há mais de 30 anos nas economias avançadas:

Portugal é um dos países onde o trabalho perdeu terreno entre 1991 e 2014, com uma quebra de cerca de dois pontos percentuais a cada dez anos, próximo da evolução observada em países como a Holanda, os EUA ou a Turquia. Indonésia, China e Cazaquistão são as economias onde as perdas dos salários são maiores, próximas dos quatro pontos percentuais (a cada década). Malásia, Filipinas, Brasil e Grécia registam os maiores aumentos, entre os três e os seis pontos.

Mas o que está a provocar essa transformação? É difícil separar os vários factores, mas o FMI fez as contas possíveis e concluiu que os avanços tecnológicos são responsáveis por metade da diminuição do peso do trabalho na economia. Identifica dois desenvolvimentos: a diminuição do preço dos bens de investimento e a exposição à automatização. Leia-se, a substituição de trabalho humano por máquinas.

Por exemplo, o aumento da capacidade de computação - cresceu 50% ao ano durante mais de três décadas - deu às empresas a capacidade e o incentivo para automatizar tarefas de rotina. Uma evolução decisiva para a perda de importância dos salários de trabalhadores com qualificações médias. Quantas mais pessoas tiver empregadas nessas tarefas, mais suscetível estará um país à perda de relevância dos salários em favor do capital.

"A análise empírica sugere que cerca de metade da queda do peso do trabalho deverá ter origem no impacto da tecnologia", pode ler-se no documento do FMI. "Para determinada alteração no preço relativo do investimento, economias com elevada exposição a tarefas mais rotineiras sentem quatro vezes mais a queda do rendimento do trabalho do que outras onde a exposição é menor."

O FMI, forte defensor do impacto da globalização, desvaloriza os seus efeitos negativos nas economias e nota que uma maior integração internacional "expandiu o acesso a capital e tecnologia", permtiu "a melhoria das condições de vida e tirou milhões de pessoas da pobreza". Argumenta que a integração em cadeias de valor globais e maior inclusão financeira teve um papel menos relevante na perda de peso dos salários, estimando-o em cerca de metade dos avanços tecnológicos. Políticas públicas e reformas do mercado laboral e de produto são os outros factores em jogo.

Embora seja difícil separar cada um deles, quando estes factores são somados as conclusões são mais robustas: 75% da degradação do peso dos salários na Alemanha e em Itália veio da tecnologia e da globalização. 50% no caso dos Estados Unidos.

O declínio da fatia salarial da riqueza é bastante abrangente, tendo afectado sete dos dez grandes sectores da economia, com especial destaque para as áreas transaccionáveis, como a indústria, os transportes e as comunicações. É dedicada maior atenção à tecnologia de informação e comunicação, que tem contribuído de forma decisiva para a automatização de tarefas mais rotineiras, o que leva à substituição de trabalho por capital.

No passado, a adaptação demorou uma geração
Uma diminuição do peso dos salários não teria necessariamente de ser má para os trabalhadores. A tecnologia podia estar a fazer a produtividade (PIB por hora trabalhada) acelerar mais rápido do que os salários, mas estes também poderiam estar a crescer. O problema é que a produtividade tem crescido a um ritmo lento  e os salários nem sequer conseguem acompanhar essa velocidade de caracol.

Ou seja, o pouco crescimento que existe vai para o capital. Uma vez que o capital está bastante concentrado nas famílias mais ricas, isso resulta ao mesmo tempo num agravamento das desigualdades. "A desigualdade pode fomentar tensões sociais e a investigação recente sugere que pode também penalizar o crescimento económico", referem os técnicos. "À medida que a economia continua a enfrentar um crescimento desapontante, o reconhecimento de que os ganhos do crescimento não têm sido partilhados de forma abrangente tem fortalecido uma reacção contra a integração económica e um maior apoio a políticas de orientação interna."

O FMI explica que aquilo a que estamos a assistir não é propriamente uma novidade histórica. Durante episódios anteriores de industrialização - a primeira e segunda revoluções industriais - observaram-se quebras do peso do trabalho em alguns períodos e entre alguns grupos de trabalhadores. Nessa altura, a desigualdade também aumentou. "Apesar de os efeitos da tecnologia nestas alterações seja difícil de quantificar, o pico histórico da desigualdade (entre o final do século XIX e início do século XX nos países desenvolvidos) eram consideravelmente mais elevado do que é hoje", nota o Fundo, acrescentando que o ajustamento normalmente dura "uma geração".

* Uma economia avançada é aquela onde o valor do trabalho rende menos? Só se for avançada em desumanidade.
** A culpa não é da tecnologia, a culpa é dos pobres que não fazem frente a quem os explora, estão incluídos os agentes das forças de segurança que apesar de também pobres cumprem as ordens dos ricos.

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MANUELA HASSE

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A vida verdadeira

Eu, por acaso, gostava mesmo de saber, afirma Ricardo com um sorriso, meio envergonhado. A turma não reforça o interesse, a vontade de saber. Partem do princípio que já se sabe, é algo adquirido, ou que não interessa assim tanto conhecer. O que parece estranho é que estar num curso de desporto subentende que a génese do desporto constitui um conhecimento indispensável, obrigatório para qualquer estudante universitário pois, na realidade, antes de chegarem à Universidade não houve interesse ou oportunidade para conhecer como se desenvolveu este fenómeno social fundamental da sociedade moderna.

Há 40 anos que estudamos o desporto. Esse estudo não começou connosco, começou antes, com os mais velhos que me precederam, que passaram o testemunho assim como o exemplo, o interesse e o respeito pelo conhecimento, pelo saber. Voltarei a esta questão. Por agora, centremo-nos na dificuldade de compreender que sempre acompanha o que consideramos adquirido ou, também, quando se acredita que basta perguntar para conhecer – por mais boa vontade que haja, apenas podemos traçar em linhas gerais a génese de algo que é a sociedade que conhecemos. A par da desorientação em que por vezes caímos, dificuldade em compreender o fenómeno em estudo, em penetrar aquilo que se esconde sob a aparência do óbvio, impõem-se o pasmo diante daqueles que sabem tudo, perceberam tudo e, com imenso à vontade, um sorriso e uma compreensão inesgotável, dispõem-se a explicar-nos tudo mas, verdadeiramente, tudo aquilo que não entendemos – o que se oculta por trás do óbvio. Acontece, no entanto, esses apenas nos levam a compreender que, em estado mais lastimável do que o nosso, julgam ter compreendido tudo e, sem saberem, não perceberam grande coisa.

Não nos referimos à sensação de total perplexidade quando, decididos a iniciar uma nova experiência no domínio do desporto se avança, por exemplo, pela prática da vela - depressa compreendendo que tínhamos de aprender tudo, absolutamente tudo: a terminologia técnica, a nomenclatura, a análise e a leitura da situação, as técnicas básicas de aparelhar e desaparelhar a embarcação, atender às velas, o estai, o leme, as espias, as adriça, a retranca, a temida retranca, as escotas, bombordo e estibordo, as mareações, os ventos, as manobras de orçar e de arribar, etc., etc. O equilíbrio, a velocidade, a coordenação, a força, a aplicação da força, o jogo de forças entre membros superiores (braços), os membros inferiores (pernas) a flexão, a flexão total, a atenção permanente ao movimento permanentemente variável, para não voar borda fora, a noção de equipa e a questão fundamental da liderança. Quem manda é o skipper e não há discussão. Mesmo porque, provavelmente, não haverá tempo para isso mal se levante um pé de vento que a todos obriga a uma concentração máxima – de movimentos, da atenção. Se tudo isto, e já não é pouco, se passa sobre a embarcação, há que aprender ao mesmo tempo a ler, interpretar, procurar todos os sinais no exterior, no mar, no céu, à superfície da água. A isso tudo se prende a tomada de decisão, sempre em movimento, na mais vertiginosa das velocidades pois 34 nós podem parecer duas vezes mais se a maré está a encher ou a vazar, se estamos junto à costa ou a meio do nada, se vamos a favor (ao largo) ou contra o vento (bolina) se pretendemos entrar na marina, amarar, manobras que também reclamam nervos de aço e enorme sangue frio para saltar para a o cais e amarrar, sem demora, 8 toneladas de embarcação. Após os momentos iniciais, não já aqueles em que caímos à água no rio Tejo, nadamos para escapar ao barco em si, no golpe certo do corpo procuramos escapar ao velame, aprendemos a virar o casco, ...até os momentos em que começamos a tentar velejar mais a sério, compreendemos que, na verdade, não sabemos nada. Que a especialização nos desportos, que a competição, a alta competição parece impôr, longe de nos preparar para ‘tudo’ limita-nos, afinal, através da repetição, da delimitada variação dos exercícios, na ideia assente que a mera circunscrição deste ou daquele aperfeiçoamento, desta ou daquela correcção do gesto técnico, da biomecânica propriamente física e mecânica do gesto, seria a forma correcta de actuar, de executar, de fazer.

É também por isso que é nas idades mais baixas que se deve dar a oportunidade a que cada criança, cada jovem, tenha a possibilidade de experimentar vários desportos e, depois, então, escolher. Seria bom que todos fossem obrigados a aprender a velejar – disciplina obrigatória a nível nacional, formação fundamental de vida, de compreensão da multiplicidade de factores que fazem não só um bom velejador mas um bom cidadão, um bom ser humano e social, a aprendizagem do valor do trabalho em comum, de equipa, do respeito pelo outro, da importância e da necessidade do outro, do ser amigo. Recordo Alfredo, do Algarve, jovem adolescente que não hesitou em lançar-se à água para salvar a velejadora em formação que acabara de sair borda fora – no entanto, exímia nadadora! A par de uma formação o mais rica possível, a possibilidade de escolha das actividades desportivas de lazer, a dedicação posterior a uma possível especialização, a competição. Nada disto é novo. Terá ficado esquecido? Nada disto é novo e as gerações mais velhas, aquelas que nos vão deixando no trabalho, na vida, sabiam-no bem. Talvez por isso tivessem mantido aquele ar de meninos, já depois de vidas feitas, quando se juntavam e riam e brincavam a meterem-se uns com os outros, por causa dos jogos que haviam jogado, a simplicidade ligada ao facto de não terem de parecer aquilo que não eram - até porque todos se conheciam demasiado bem. Que o desporto tem destas coisas, não há hipóteses de andar a fazer de conta por muito tempo, de se levar a si próprio a sério. Observá-los nestas situações, em profundo divertimento, alheios aos outros, àqueles que não pertenciam ao círculo mágico, será para sempre uma das imagens mais ricas, mais vivas, mais profundas de uma geração de autênticos pioneiros da área profissional onde, por escolha ou acidente, acabaram por construir as suas carreiras, as suas vidas. Não serão, decerto, heróis, mas viveram sem qualquer dúvida tempos heróicos. Tempos em que era preciso fazer tudo pois pouco, muito pouco, havia sido feito antes deles. Estamos nos fins dos anos 40, 50, 60, 70. Todos da mesma escola, o INEF, todos formados na mesma cultura, entre a higiene e a moral, o desporto e a rebeldia. Não brinquem com eles. Observem como actuam, como falam, como riem, o que dizem – o que escreveram e escrevem ainda.

Referimo-nos – sim – à necessidade de conhecer e de compreender, acessíveis através de estudos cada vez mais rigorosos e exigentes, um fenómeno cuja complexidade emerge desde as manifestações mais antigas e que é indispensável aos que pretendem desenvolver uma actividade profissional nestes domínios. E que qualquer pode desenvolver nos extensos campos dos desportos. Contudo, se tiver estudado o fenómeno nos domínios que a história, as ciências sociais em geral aprofundam, terá uma compreensão mais precisa desse fenómeno social e humano e, diante da tomada de decisão que tiver de concretizar, estará melhor preparado para o fazer de forma mais correcta, isto é, com maior adequação, com melhor resultado – caso se pretenda que através do desporto a qualidade de vida seja melhor.

Uma introdução tão grande para quê? Para dizer que sabemos pouco, ou quase nada, mas sabemos alguma coisa, talvez o essencial. É que para compreender o desporto, há que fazer desporto e, ao mesmo tempo, estudar o que é o desporto para os homens, as mulheres, as crianças, os mais velhos. Desse modo, o que se conhece por meio do estudo de ordem mais teórica e o que se conhece através de uma experiência prática completa-se, consolida-se, de alguma forma, faz sentido. Praticar desporto, cair e levantar-se, magoar-se e prosseguir, aguentar a dor, o esforço, persistir, resistir, ganhar e perder, sentir a vergonha e o embaraço e superar essas e outras limitações, descobrir e enfrentar os limites e ultrapassá-los, descobrir a cooperação, a generosidade, a iniciativa, a escolha. É olhar o perigo, medir o risco, sentir o medo e seguir em frente. Na verdade, atirar-se para a frente. Tudo isto, com os outros, diante dos outros. Mas estaremos a falar de guerra ou de desporto? É necessário lembrar que o desporto, no desporto, se trata da representação de um combate, de um confronto, de um combate simbólico, uma coisa a que as crianças chamariam ‘um fazer de conta’. Aí, a coisa começa a complicar-se: o que é exactamente isso da representação, isso do simbólico, isso do ‘fazer de conta’? Isso é uma parte do que é preciso estudar e que só se procura, só se encontra se já se tiver passado por isso. É que só encontramos o que procuramos. Quanto a isso, não há nada a fazer. É a vida. O homem, enquanto ser vivo, tem necessidade natural, biológica, de movimento. Enquanto ser vivo de relação, ser humano e social tem necessidade de movimento segundo formas, ritmos, estruturas que se organizam consoante as culturas em que estão inseridos, de que fazem parte. O jogo, a arte, as diversas maneiras de assegurar a sobrevivência, são manifestações dessa necessidade básica e profunda. Contudo, tão profunda quanto a necessidade de movimento biológico, físico, propriamente dito, há a necessidade de avançar, de compreender, de aceder a um sentido para a sua existência e que a prática do desporto pode oferecer. É importante sublinhar isto. Embora o desporto não seja uma solução para tudo, nem para todos os problemas do homem e do mundo, este é o domínio em que actuamos, pelo estudo, pela formação, pela especialização – a diferentes níveis. Além do mais, este é um elemento de cultura comum a todos, uma língua que a maioria entende, logo, um meio de comunicação excepcional.

O desporto constitui-se numa oposição. Representa uma oposição. Uma oposição contra um adversário, um adversário que pode ser um único oponente, uma equipa, um elemento da natureza ou o próprio indivíduo. De facto, sempre o próprio indivíduo. Contudo, cada um de nós não existe, não teria qualquer hipótese de sobreviver, de crescer, de reproduzir-se, de um viver de relação – sem os outros. Cada um de nós precisa de cada um dos outros para ser gente. O desporto é uma das maneiras em que tudo se organiza de modo a estar com os outros, a aprender com os outros. Aprender os outros? Sem dúvida. Mas através dos outros, nessa proximidade, nessa intimidade pública, social, aprendermos-nos a nós próprios. Sempre nós e sempre outros. Há várias definições de desporto. A de Coubertin, muitas vezes ainda citada, corresponde a uma outra época, a um outro desporto, um desporto que começava a ser tomado em conta como algo importante e necessário. Esta noção, do sociólogo alemão Elias, parece-nos suficientemente alargada e clara. Pode então tudo ser desporto? Quando se chega aqui, é o momento de indicar que é preciso estudar, que não chega descobrir isso pois o isso (abreviemos) não existe sem aquilo. E aquilo é o quê? Bom, aquilo pode ser muita coisa, mas realmente muita coisa, alguma da qual que já se começou a estudar há muitas décadas. E para que ‘muita coisa’ tenha começado a ser estudada, teve de haver quem se interessasse por ‘alguma coisa’, concentrasse a sua atenção e o seu tempo nessa matéria, a estudasse. Como cada indivíduo não existe isolado, essa é uma impossibilidade que a sociologia vinca (e que dá razão de existir à própria sociologia), algo houve em torno daqueles que se dedicaram ao estudo de certas coisas para que certas coisas fossem estudadas – por exemplo, o desporto. Logo que estas práticas (comportamentos regulares) desportivas são assinaladas por um conjunto de indivíduos interessados na educação dos mais jovens e atentos, ao mesmo tempo, às diferentes necessidades da sociedade, foi preciso encontrar uma legitimidade social e fundamentá-la. Tudo isso levou tempo, muito tempo.

A mudança na vida colectiva não ocorre de um dia para o outro. Para tanto, era indispensável conhecer bem profundamente o que se identificava como algo interessante. Estas práticas não foram criadas pelos jovens. Estes reproduziam o que haviam visto os mais velhos fazerem. E os mais velhos faziam aquilo que era tradicional fazerem, que haviam encontrado nos hábitos e nos costumes da sua região, da sua vida familiar, da rede de relações em que se encontravam inseridos desde que se lembravam de existir. Um fenómeno da dimensão que conhecemos, da natureza que descobrimos, das mudanças que vai introduzindo, não pode fixar-se numa definição que se imponha. Qual a perspectiva que pretende conhecer? O domínio do jogo, a expressão social, a representação, o drama, a tensão? Como separar cada uma destas expressões da vida de relação e manter o respeito, o rigor, por aquilo que se procura conhecer tal como é – e não como gostaríamos que fosse – mais simples, mais controlável, menos extraordinário, imprevisto? Além do mais, não acontece sozinho, nem por acaso. Nem foi inventado por ninguém que tenha decidido um dia, em que acordou bem disposto (desejamos nós!), e tenha lançado mãos à obra e decretado: ‘eis a minha obra: o desporto!’. Ou decidido: ‘Hoje eu vou inventar o desporto!’. Nada disso. O desporto é um fenómeno histórico em curso, é uma construção de todos, em todos os momentos em que corrigem aqui, decidem que vai ser assim, que a partir daqui os limites passam a ser estes, um processo que se encontra estabilizado mas prossegue, está longe de estar encerrado. E longe de acontecer isolado.

Parece que o desporto avança por aí, na sociedade, no tempo, no espaço europeu, sem jamais se cruzar com a ginástica, a educação física, a higiene. De acordo com os nossos estudos, estudos que não começaram agora (isto é, hoje, ou agora, ou connosco), o movimento, o exercício, a actividade, associavam-se a algo benéfico, positivo, favorável ao equilíbrio geral daqueles que a ele se dedicavam por razões de necessidade ou de divertimento, algo bom para a saúde. Este era um facto observado, um dado empírico, um conhecimento construído através da experiência. Aliás, a palavra desport encontra-se em França a partir do século XI, antes disso não existia, assim como o verbo desporter. Significa recreações ao ar livre. Todo o tipo de recreações efectuadas ao ar livre, mesmo aquelas que eram utilizadas para preparem os mais jovens da nobreza nas lides da vida militar futura – a guerra como a única ocupação digna da nobreza. Para além da equitação, jogos diversos a cavalo e a pé, com lança, com a preocupação de aprenderem a defender-se, a defender e a atacar. Mas, também, a participação em jogos populares, os jogos em que parte da população masculina participava em momentos particulares do ano, da vida local, da vida familiar. Ou danças, populares ou corteses, brincadeiras e jogos como, por exemplo, a péla, a crosse, a bilharda e outros. Guerra e lazer, para a nobreza, trabalho e ócio, para a população em geral. Porém, a oposição, o confronto presente. E a vontade de todos de invadir outros campos do viver e transformar aquilo que se encontra impregnado do que é corrente, comum, sem chama. O rastilho para a explosão de um prazer que se situava no âmbito do real, o outro lado. O mundo do risco, do drama, da tensão e da vida verdadeira. Dedicar algum tempo à leitura sem pressa do ensaio de Johan Huizinga, holandês, e reitor da Universidade de Leyde. Homo Ludens é um clássico fundamental, de 1938. Trabalho editado em português no ano de 2003, pelas Edições 70. Ler, reler Huizinga, jamais será tempo perdido. Não o ler, sim. Um desperdício.

Muito bem, em termos muito gerais. E a ginástica? E a higiene? Como se impõem como uma realidade, um fenómeno social? É essa uma outra história? Depende do ponto de vista, da perspectiva – como dizemos: depende da pergunta inicial. Segundo aquilo que temos vindo a estudar, a investigar, os dados e os estudos que temos vindo a reunir e o que temos vindo a pensar ao longo destas quatro décadas, a ginástica, a higiene, e o desporto, a medicina, são parte da mesma história. Ou seja, estas manifestações da vida social, da realidade materializada em factos que são justamente a ginástica, parte da higiene, o desporto, parte da vida natural e colectiva, a medicina, logo, a vida social – partilhada, de todos e entre todos, vão ao encontro das mesmas questões: melhorar as possibilidades de estar vivo e viver, resistir aos limites impostos pelo carácter temporário da vida, dar às sociedades a capacidade de fortalecerem as suas forças para se manterem vivos. Como estes são fenómenos humanos e sociais, o movimento associado à ginástica inspira-se no conhecimento médico grego antigo, toma como referência, e legitimação, o modelo grego. A ginástica é parte da higiene – na Grécia Antiga como nos países europeus que a desenvolvem desde os fins do século XVIII. Através da ginástica, aliás das diferentes propostas de ginástica desenvolvidas, o que se visa é activar o movimento, (soa a pleonasmo!) conduzido e moderado, em crianças enfermiças, crianças cujas vidas eram dominadas pela fraqueza, atreitas à doença, numa palavra: frágeis. Até poderem atingir a idade de fazerem qualquer tipo de actividade, fosse ela laboral ou desportiva, caso desejassem entregar-se a práticas de lazer inovadoras, havia que promover condições de assegurar a sobrevivência, havia que ganhar forças, aguentar-se nas pernas, organizar os movimentos e os gestos, descobrir o corpo próprio, aprender a estruturar-se no tempo (o ritmo) e no espaço (o próximo e o distante), a coordenação das maneiras de fazer, isto é, as diferentes formas de encadeamento do movimento, dos diferentes modos de movimentar-se no tempo e no espaço. Havia que promover, em primeiro lugar, a vontade de agir. O exercício dessa vontade. E se as crianças eram, em geral, enfermiças, os adultos, os pais e as mães, não seriam muito saudáveis certamente. Uns por umas razões, outros por outras – em comum, um quadro de vida colectiva feito de grandes necessidades.

Tanto o desporto quanto a ginástica desenvolvem-se numa sociedade europeia marcada pela fraqueza física e psíquica, a debilidade, a doença. A miséria generalizada – conhecemos bem o que se verificava em Portugal, através do trabalho de Jorge Crespo, A História do Corpo (1992). O que se verificava em Portugal, agravado pelo atraso, não era muito diferente do que se encontrava noutros países europeus, nos países nórdicos, na Rússia, entre a própria população inglesa, britânica. Desporto e ginástica: ambos procuram, em momentos simultâneos, a ritmos diferentes, em lugares diferentes, buscam os mesmos fins, fortalecer, agregar, desenvolver a iniciativa, a vontade de actuar. Se conscientemente os ingleses se entregam aos desportos nos seus tempos de lazer, na base e na tradição desses desportos está a necessidade de desenvolverem actividades que contribuam para o encontro com os outros, o enfrentar das más condições atmosféricas, a determinação em vencer a inércia, a valorização da acção. Revestem-se de cultura, são os costumes, a ética associada à vida activa, ao trabalho físico. No caso da ginástica, na verdade, das ginásticas, elas provêm dos esforços de médicos e de pedagogos, muitos destes filósofos e, também, físicos (isto é, médicos) para pensarem em formas de contribuir para o fortalecimento das crianças em sociedades com níveis de mortalidade infantil assustadores e formas essas concebidas, por via intelectual, enquanto parte integrante da educação. Toda esta edificação teórica (explicação dos benefícios em bases científicas ou empíricas, justificação social e educativa) era estabelecida, na verdade possível, com base nos conhecimentos da tradição cultural grega onde a ginástica, parte dos recursos de prevenção da medicina grega, era comum na educação em geral e, em particular, dos jovens efebos (em idade de prestarem o que equivalia ao serviço militar, de se prepararem para defenderem a sua cidade-Estado). Esse era o modelo primeiro, a referência tomada como ponto de partida. Filósofos e físicos, homens dedicados ao pensar da vida e da existência, da doença e da morte, implicados no mundo do vivido e constrangidos pelas limitações da medicina, uma ciência feita de saber empírico – de uma maneira geral, por toda a Europa.

O desporto, os jogos, jogam-se nos campos, progressivamente nos territórios limitados das Public Schools (equivalente grosso modo às escolas secundárias mais recentes). A ginástica, nos espaços interiores, no projecto e nas tentativas de concentrar a atenção num campo reservado, privado, da vida e da morte mas fechado ao acto, ao movimento conduzido pelo conhecimento médico comprovado – o corpo. O lugar da doença, dos males, dos medos, da morte. Um conhecimento que não se confrontava apenas com os limites da própria medicina, das próprias técnicas, dados suficientes para não confiar com facilidade nas propostas médicas higiénicas e educativas de salvação. O corpo, tomado no seu território privado, verdadeiramente político (a única propriedade, a única ferramenta, a única possibilidade de assegurar o viver pelo labor, a labuta conhecida) opunha igreja e ciência, poderes que se sobrepunham na luta pela sobrevivência daqueles em que a fragilidade, a par da debilidade, deixava homens, mulheres e crianças, entregues a si mesmos. Campo da vida, do prazer, da dor e do sofrimento, as mentalidades e as barreiras sociais, onde a igreja havia semeado e fertilizado o universo do medo, haveria que apresentar provas da validade, da garantia das propostas médicas e higiénicas materializadas nos diferentes ginásticas propostas. Enquanto isso, em Inglaterra, rapazes e homens arrojavam-se pelos campos em jogos viris dominados pelo divertimento, a afirmação das supremacias masculinas, a confrontação socialmente controlada de forças e de rivalidades, endurecia corpos e vontades, avançava sem outras dificuldades para além da argúcia e das capacidades de uns e de outros. Um outro jogo de forças, frontal, lugar onde a imortalidade desafiava a morte.

Perante a impossibilidade de encontrar um conhecimento terapêutico sólido na ciência médica, a higiene era o recurso que se impunha. A arma de prevenção mais acessível, possível, contra a lentidão no avanço dos estudos de uma medicina adequada às necessidades de populações e de sociedades bastante mais complexas do que aquelas em que as teorias médicas gregas – tratados de Hipócrates e de Galeno – vigoravam em geral na Europa ainda nos finais do século XVIII. Enquanto demoravam as descobertas, os avanços, as propostas e os fundamentos cientificamente seguros, só restava aos médicos, à medicina, o caminho da higiene e, dentro desta, a ginástica. Uma forma médica e educativa de remediar os males, de melhorar o que se possuía. Era pouco, muito pouco. Era, no entanto, o possível. Interessante é assinalar, por agora, que estes dois domínios da vida social, médica-científica e económica se encontram entrelaçados desde os seus inícios, uma génese radicada numa visão do mundo comum.

* Professora Agregada da Universidade de Lisboa, Faculdade de Motricidade Humana

IN "A BOLA"
29/03/17

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1197.UNIÃO



EUROPEIA



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HOJE  NO 
"DESTAK"
Junta e moradores de Carnide 
reúnem-se para decidir novas ações
.contra parquímetros

A Junta de Freguesia de Carnide, em Lisboa, vai reunir-se na próxima semana com moradores para decidir novas formas de contestar o estacionamento tarifado no centro histórico, estando em cima da mesa avançar com uma providência cautelar. 
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"Dia 18 [de abril], reuniremos com a população à noite para definir o que vai acontecer. Estamos, neste momento, a verificar tudo o que são pressupostos legais para interpormos alguma ação", disse hoje à agência Lusa o presidente da Junta de Freguesia de Carnide, Fábio Sousa (CDU).

Assegurando que serão usados "todos os mecanismos legais à disposição", o autarca disse que, "muito provavelmente", irão avançar com uma providência cautelar. 

* Todos os habitantes automobilizados de Lisboa sabem do comportamento discricionário da EMEL cuja principal actividade não é regular o estacionamento mas autuar.  Nem trata todos os cidadãos por igual, existem bairros onde há espaço reservado para os moradores e outros onde o caos é absoluto apesar de as taxas serem as mesmas. Tudo o que for feito para chatear a EMEL nós apoiaremos, dentro da legalidade.

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1-A MAIOR MENTIRA
DA HUMANIDADE 

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* Pela sua importância sentimo-nos responsáveis pela edição deste tema do qual somos totalmente "apaniguados" cuja autoria é de PETER JOSEPH.

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10-CAPITALISMO

UMA HISTÓRIA DE AMOR

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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HOJE  NO 
"i"

Dijsselbloem: "Portugal não queria realmente a minha demissão"

Presidente do Eurogrupo diz que o silêncio de Mourinho Félix na última reunião foi demonstrativo da vontade portuguesa
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O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, revelou acreditar que Portugal não queria realmente a sua demissão, na sequência dos comentários que proferiu sobre os países do sul da Europa gostarem de "gastar dinheiro em copos e mulheres".
No entender do ministro holandês, o facto de Mourinho Félix, secretário de Estado Adjunto e das Finanças, ter "ficado calado" na última reunião conjunta é uma prova inequívoca de que Portugal não estava assim tão interessado na sua saída do organismo.
"Estava à espera que o colega português pedisse a minha demissão”, confessou Dijsselbloem em entrevista ao diário holandês "De Volkskrant", no qual garantiu também sentir "tristeza" pela repercussão que os infames comentários acabaram por atingir. "Entristece-me muito que tenhamos dedicado tanto tempo e energia a uma entrevista enquanto a Grécia cai numa nova crise", afirmou, considerando que foi tratado como se tivesse cometido um "crime de guerra".

Dijsselbloem, de resto, voltou a negar-se a pedir desculpa pelas declarações, garantindo ter sido mal interpretado. "Não podia retratar-me de uma coisa que não tinha dito, de uma coisa à qual não me referi", salientou.

Questionado sobre se espera cumprir o seu mandato até janeiro de 2018 à frente do grupo que reúne os ministros das Finanças dos países do euro, o social-democrata holandês lembrou que a curto prazo irá haver um novo Governo no seu país, pelo que o Eurogrupo terá de "procurar rapidamente um novo presidente", embora deixando no ar a possibilidade de concluir o mandato caso não seja encontrada uma solução em tempo útil.

* TÍTULO EM 07/04/17 NO "OBSERVADOR"




Governo exige pedido de desculpas e .Dijsselbloem
. reage: estou “chocado”


O secretário de Estado das Finanças exigiu um pedido de desculpas público ao presidente do Eurogrupo sobre as declarações sobre os países do Sul da Europa. Dijsselbloem não gostou e reagiu.

** Em que é que ficamos, não é preciso o holandês demitir-se, basta que exale o último suspiro.

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Diva

Dia que tchuva bem

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HOJE  NO 
"A  BOLA"

FIFA
Estados Unidos, México e Canadá apresentam 
candidatura conjunta ao Mundial-2026

A CONCACAF, confederação de futebol da América Norte, Central e Caribe, anunciou, esta segunda-feira, a candidatura à orgnaização do Mundial 2026.
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A maior competição de seleções seria disputada nos Estados Unidos, México e Canadá, que apresentaram a proposta em Nova Iorque. 

* Mais uma provocação a Trump.

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HOJE NO 
"AÇORIANO ORIENTAL"


Coleção doada por Pablo Picasso pela
.primeira vez em exposição em Barcelona

Uma coleção doada por Pablo Picasso, em 1970, que inclui obras do pintor e de outros artistas espanhóis, está pela primeira vez em exposição, no Museu Picasso de Barcelona, noticiou hoje a agência espanhola Efe.
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Intitulada “Otros artistas en la donación Picasso 1970”, a mostra, que ficará patente até ao dia 03 de setembro, reúne uma seleção de 236 pinturas a óleo, 1.149 desenhos, 17 álbuns de desenhos, duas gravuras, quatro livros de texto com desenhos à margem e 47 obras de outros artistas.

Em fevereiro de 1970, Picasso doou uma série de obras à cidade de Barcelona, em memória do amigo e artista espanhol Jaume Sabartés, e essas obras foram aquelas que o pintor deixou ao cuidado da família, quando se mudou para Paris.

A mostra, com curadoria de Malén Gual, é apresentada em três espaços, designados “A rooms”, e das 47 obras de outros artistas apenas 24 foram expostas, ao lado de sete peças de Picasso.

O primeiro espaço explora a família e a formação académica, contando com “Jardín de un convento”, que apresenta um retrato da irmã de Picasso, Lola, juntamente com um esboço feito pela própria, em 1897.

Uma outra peça exposta no primeiro espaço, chamada “Una de elas, Paisaje com iglesia”, de 1881, trata-se de uma reprodução de uma obra de Rafael Blanco Merino, num retrato que Picasso fez da irmã a bordar.

A escola de pintura Llotja é evocada em dois retratos de Picasso: Um deles foi feito por um colega de Picasso, Ramon Riu, em que o pintor “aparece com aspeto de menino” e outro é um autorretrato, de 1896, em que “como de costume, Picasso aparenta estar mais velho do que estava na realidade”, explicou a curadora Malén Gual.

O segundo espaço é constituído pelas obras de artistas que frequentavam a cervejaria Els Quatre Gats, local que Picasso usava para se encontrar com outros artistas e onde, em 1900, expôs a primeira exposição individual.

Neste espaço, estão em exposição as obras do pintor espanhol Carles Casagemas, amigo de Picasso e com quem viajou para a Exposição Universal, em Paris, de 1900.

No segundo espaço também está um desenho do pintor espanhol Santiago Rusiñol, intitulado “Cabeza de hombre” de 1900, ao lado do retrato feito por Picasso.

Além do desenho de Santiago Rusiñol, está exposto, lado a lado, um retrato que Picasso fez do seu pai, em 1896, com o que fez Leandro Oroz Lacalle.

A mostra termina com um espaço que expõe as peças de artistas e amigos de Picasso, como é o caso das sete esculturas de Julio González e do autorretrato de Manolo Hugué.

“A partir de 1904, González foi viver para Paris e tornou-se colaborador de Picasso”, disse Manél Gual, “esculpiam peças juntos e alguns desenhos de González relevam semelhanças com os do período azul de Picasso”.

Pablo Picasso, nascido em Málaga, foi pintor, escultor, ceramista, cenógrafo, poeta e dramaturgo, e passou a maior parte da sua vida em França.

O artista ficou conhecido como cofundador do cubismo - ao lado de Georges Braque - e inventou uma série de técnicas.

Entre as suas obras mais famosas contam-se "As Meninas D’Avignon" (1907) e "Guernica" (1937).

* A quem puder ir a Barcelona tem aqui uma exposição imperdível.

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Filho de Paula Rego mostra
 a nova exposição 
da Casa das Histórias

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FONTE: SÁBADO

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HOJE  NO 
"CORREIO DA MANHÃ"

CESPU apresenta queixa-crime 
contra presidente da Ordem 
dos Médicos do Norte

Posição surge depois de António Araújo ter acusado o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD), em Vila Real, de "dar cobertura" a um "falso" Curso de Medicina da CESPU.

A Cooperativa de Ensino Superior, Politécnico e Universitário (CESPU), sediada em Paredes, disse esta segunda-feira que vai apresentar uma queixa-crime contra o presidente da Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos por "falsas e difamatórias" acusações sobre a instituição.
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Esta posição surge depois de António Araújo ter acusado o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD), em Vila Real, de "dar cobertura" a um "falso" Curso de Medicina da CESPU. "A CESPU lamenta que a Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos, que nunca contactou a instituição para obtenção de esclarecimentos adicionais sobre a matéria, venha publicamente, na pessoa do seu presidente António Araújo, proferir juízos falsos sobre as instituições envolvidas.

Face à gravidade das afirmações proferidas, a CESPU irá agir judicialmente contra os responsáveis", referiu em comunicado. Para esclarecer a situação e demonstrar as "evidentes falsidades", a instituição de ensino vai solicitar a intervenção dos ministérios da Saúde e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

A CESPU adiantou que através dos seus estabelecimentos de ensino "nunca" submeteu à Agência de Acreditação do Ensino Superior (A3ES) um Curso de Medicina em colaboração com uma universidade espanhola como, diz, é do conhecimento das entidades competentes. "Os licenciados em Ciências Biomédicas que continuam os seus estudos numa outra universidade, portuguesa, espanhola ou de qualquer outro país, passam a ser alunos dessa universidade. Como acontece com os licenciados de qualquer outra instituição quando ingressam num dos cursos de Medicina das universidades, portuguesas através de concurso especial para licenciados", sustentou.

A cooperativa revelou ainda que "há muito é sabido" o seu interesse em lecionar o Mestrado Integrado em Medicina, sendo atualmente a única instituição com uma candidatura em avaliação pela A3ES. Aos alunos do Curso de Ciências Biomédicas é-lhes proporcionado, à semelhança de outras licenciaturas, ensino em ambiente real de trabalho, dado ser uma "mais-valia", podendo posteriormente prosseguir a sua formação em mestrados integrados, mestrados ou doutoramentos quer em Portugal, quer noutros países.

A CESPU, constituída em 1982, é uma instituição privada, sem fins lucrativos, que tutela administrativamente o Instituto Universitário de Ciências da Saúde e o Instituto Politécnico de Saúde do Norte, que integra a Escola Superior de Saúde do Vale do Ave e a Escola Superior de Saúde do Vale do Sousa.

* Cheira a esturro e muito. Aliás o ensino superior de Vila Real não anda nas bocas do mundo pelas melhores razões, estamos a lembrarmo-nos da questão relacionada com alunos brasileiros noticiada há uns meses atrás.

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