terça-feira, 28 de março de 2017

UMA (DES)GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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9-BODY PAINTING

ERIN HEATHERTON 


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GRANDES LIVROS/34

AUTORES DO MUNDO


3- Walden ou
A Vida nos Bosques

Henry D. Thoreau

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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HOJE  NO  
"CORREIO DA MANHÃ"

PS revoluciona prazo entre casamentos

30 dias de diferença como mínimo legal para nova relação contra os atuais 180 dias.

O PS estipula 30 dias após a dissolução de um casamento para se poder realizar novo matrimónio num projeto-lei que será amanhã discutido. 
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O Bloco de Esquerda e o PAN também têm projetos, com um objetivo em comum: acabar com as diferenças de prazo entre homens e mulheres para realizarem um segundo casamento. É que o Código Civil, datado de 1966, ainda mantém as diferenças: 180 dias para os homens e 300 para as mulheres. 

Os socialistas também querem colocar um ponto final na diferença de prazos, mas vão mais além, defendendo um prazo mínimo de 30 dias, conforme adiantou ao CM Pedro Delgado Alves. Também cai por terra a obrigatoriedade de uma declaração judicial para as mulheres certificarem o Estado de que não estão grávidas ou tiveram algum filho depois da dissolução do casamento. Esta imposição está prevista no artigo 1605 do Código Civil (prazo internupcial) para as mulheres que queiram encurtar o prazo de 300 para 180 dias para nova relação. 

Sandra Cunha, uma das autoras do projeto do Bloco de Esquerda, diz ao CM que o partido "tem abertura" para discutir os prazos mais curtos pedidos pelo PS e tudo fará para garantir o consenso no Parlamento.

* VALE MAIS TARDE DO QUE NUNCA!

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2-O DESPERTAR DA CHINA

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* Um acordar vigoroso, exemplar na voracidade!


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HOJE  NO 
"OBSERVADOR"

Mulher de François Fillon formalmente
.indiciada por desvio de fundos públicos

Penelope Fillon, mulher do candidato de direita às presidenciais francesas, foi indiciada por desvio de fundos, apropriação indevida de fundos públicos e fraude agravada.

A mulher do candidato às presidenciais francesas, François Fillon, foi acusada de três crimes, noticia o britânico The Guardian. Penelope Fillon está a ser indiciada por desvio de fundos, apropriação indevida de fundos públicos e fraude agravada.

Mulher de Fillon ganhou 500 mil em emprego falso

Entre 1998 e 2012, Penelope Fillon foi contratada mais do que uma vez pelo marido enquanto assistente parlamentar. Um cargo que nunca terá ocupado e pelo qual recebeu meio milhão de euros.

Por Ana Cristina Marques

Penelope Fillon, de 61 anos, foi ouvida durante horas esta terça-feira em tribunal, no âmbito de uma investigação sobre a suspeita de falsa prestação de serviços. A 25 de janeiro era notícia que a mulher do ex-primeiro-ministro francês, e candidato de direita às eleições presidenciais de maio, teve durante anos um emprego fictício enquanto assistente parlamentar.
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A alegada função permitiu-lhe ganhar cerca de 500.000 euros de dinheiro público, segundo avançou à data uma investigação do jornal satírico Le Canard Enchaîné. Ao todo, a mulher e dois dos cinco filhos do casal terão acumulado mais de 900.000 euros em cerca de dez anos.

Fillon formalmente indiciado por desvio de fundos

O candidato à Presidência francesa, François Fillon, vai ser investigado por suspeitas de desvio de fundos públicos e por apropriação indevida de fundos.

Por Rita Cipriano

Fillon, por sua vez, que foi formalmente indiciado em meados de março por desvio de fundos públicos e apropriação indevida de fundos. Apesar de estar a ser investigado, François Fillon continua na corrida às eleições presidenciais francesas.

* VÃO-SE  FILLONER


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V-VIAGENS
 DE DESCOBERTA
1- POR UM FIO
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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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HOJE NO 
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS/
/DINHEIRO VIVO"


20 Truques usados pelos 
supermercados para consumir mais

Conheça alguns truques usados pelas cadeias de distribuição de todo o mundo para levar os clientes a consumirem mais.

Quando vai às compras num supermercado ou hipermercado provavelmente não se apercebe, mas existem alguns estímulos criados dentro destes espaços que convidam os clientes a consumirem mais. Desde a iluminação, passando pelos cheiros, pela disposição dos produtos nas prateleiras ou mesmo pela colocação dos produtos que se encontram em campanha, todos estes elementos são estudados detalhadamente pelas cadeias de distribuição no mundo inteiro.
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1. Som ambiente 
A escolha da música ambiente não é aleatória. Vários estudos comprovam que uma melodia calma leva a que as pessoas percam mais tempo e gastem mais dinheiro no supermercado. Música alta e mais ritmada compele os consumidores a moverem-se rapidamente, mas não influencia os valores gastos. A música clássica incentiva compras de valor mais avultado. 
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2. Tempo 
A maioria dos supermercados não tem janelas nem relógios, para que não seja perceptível a passagem do tempo.
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3. Luzes e cores 
A escolha das luzes e das cores também não é deixada ao acaso nas grandes superfícies comerciais. A cada alimento é associada uma cor: à zona das frutas e dos legumes é geralmente atribuída a cor verde, associada à ideia de natureza e de frescura. Nas carnes é muitas vezes usado o vermelho e no peixe o azul, associado ao mar e ao frio.
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4. Localização em loja 
Os bens de primeira necessidade, como o leite, a carne, os frutos e os legumes, estão normalmente no fundo da loja. A ideia é obrigar o consumidor a fazer um percurso maior e, no caminho, ir adicionando ao cesto produtos que de outra forma não veria.
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5. Lazer 
Algumas superfícies comerciais estão a criar áreas de lazer estrategicamente colocadas, como cafés, para levar os consumidores a ficar mais tempo na loja. 
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6. Largura dos corredores 
Enquanto os corredores centrais são largos, os corredores interiores tendem a ser mais estreitos. A ideia é que o movimento de carrinhos gere congestionamento: os consumidores abrandam a velocidade e acabam por reparar mais nos produtos.
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7. Entrada 
Quando há categorias de produtos destacadas, como acontece no Natal ou na Páscoa, ou quando há as chamadas feiras (de puericultura, de material escolar ou de produtos regionais, por exemplo) é logo na entrada do supermercado que os produtos são expostos. Quando entra, ainda de carrinho vazio, o consumidor está mais recetivo a levar coisas que não planeava comprar.
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8. Piso 
A cor e o desenho do piso são escolhidos para acelerar ou atrasar o consumidor. Até a textura e o barulho que as rodas do carrinho fazem é pensada. Caso haja muito ruído, o consumidor tende a andar mais devagar. 
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9. Ofertas 
Todos os produtos que são dados a experimentar aos consumidores têm um único propósito: levar à compra. Há estudos que referem até que quando alguém prova um produto gratuitamente sente-se forçado a comprá-lo.
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10. Produtos em destaque 
Nem sempre os produtos que estão numa 'ilha' estão em promoção. A ideia é, muitas vezes, conseguir que o produto seja destacado e fique mais visível, sem que o preço se tenha alterado. O consumidor tende a pensar que sim e a juntá-lo ao carrinho com a ideia de que terá desconto. 
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11. Temperatura 
A temperatura nas superfícies comerciais é sempre amena para manter o cliente confortável e tentar prolongar a visita.
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12. Reorganização 
Quando conhecemos bem a loja, vamos diretos aos produtos de que precisamos, sem dar grande atenção ao resto da oferta e sem margem para grandes distrações. É comum que a localização dos produtos seja alterada para obrigar o consumidor a procurar pela loja e a percorrer secções onde habitualmente não iria.
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13. Carrinhos de compras 
A partir de uma determinada dimensão, é comum que haja, à entrada das lojas, longas filas de carrinhos de compras. Na verdade, os carrinhos foram inventados nos anos 30 para levar os consumidores a comprar mais produtos. Quanto maior for o carrinho, maior será o gasto. Por isso, sempre que possível, opte por um cesto ou, se for comprar pouca coisa, segure os produtos na mão. Vai sentir-se menos tentado.
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14. Altura dos produtos 
Os produtos mais caros são colocados ao nível dos olhos. Para preços mais vantajosos, olhe para cima e para baixo. Os produtos que possam despertar o interesse das crianças são geralmente colocados mais abaixo.
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15. O número 9 
Em vez de 1€, os produtos têm um preço de 0,99€ para levar o consumidor a arredondar para baixo e aumentar a probabilidade de compra. Parece disparatado, mas há vários estudos que o comprovam. Oito estudos realizados nos Estados Unidos entre 1987 e 2004 dão conta de aumentos de vendas na ordem dos 24% para produtos cujos preços terminam com o número 9. Um outro estudo, levado a cabo pela Universidade de Chicago e pelo MIT, procurou provar o efeito psicológico do algarismo. Para isso, foram impressas três versões do mesmo catálogo e cada um foi exposto a uma amostra de dimensão idêntica. O mesmo produto, com três preços diferentes (34, 39 ou 44 dólares) vendeu mais na versão de 39 dólares.
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16. Promoções 
Quando são apresentadas as frases promocionais "5 unidades por 5€" há uma ideia de que está a beneficiar de um desconto. Mas convém fazer as contas para verificar se o preço por unidade é mais reduzido e vantajoso com a compra de um maior número de unidades. Por outro lado, limitar as quantidades que cada consumidor pode adquirir também aumenta a propensão para a compra, por causar a ilusão de desconto.
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17. "Casar" os produtos
 A disposição de produtos nunca é deixada ao acaso, embora possa parecer. Junto das massas encontram-se os molhos pré-preparados ou, junto das cervejas, os snacks salgados. A ideia é levar o consumir a adquirir ambos.
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18. Aromas 
É habitual que as flores estejam à entrada da loja. Além da componente visual, o objetivo é atrair o cliente através do olfacto. É também por este motivo que alguns produtos de pastelaria são colocados à entrada, sobretudo quando ainda estão quentes. Os aromas agradáveis, além de abrir o apetite, levam a que se realizem mais compras por impulso.
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19. Promoções na frente de loja 
Muitas das superfícies optam por colocar, na frente de loja, os produtos em promoção. E já se sabe que as promoções são sempre atrativas e levam os consumidores a comprar em maior quantidade ou mesmo produtos de que não necessitam. 
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20. Linha de caixas 
Diz-se que a linha de caixas é a área mais rentável dos supermercados. É onde normalmente são expostas guloseimas, pastilhas elásticas, revistas ou pilhas, entre outros produtos que tendemos a agarrar. Enquanto esperamos, sem poder sair do sítio e já cansados do exercício de auto-controlo, há sempre qualquer coisa que acaba mesmo por chegar à caixa.
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O objetivo é proporcionar aos clientes uma experiência agradável de consumo e levá-los a consumir produtos que não estavam na sua lista de compras inicial. 

* Com papas e bolos se enganam os tolos!


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JOSÉ DIOGO QUINTELA

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Boa boca ou má educação

Antes, dizer não gosto era ser malcriado. Agora, é ser consciencioso. Percebe-se.

Pela segunda vez na minha vida, paguei a uma rapariga fantasiada de Cinderela para se fechar numa sala a entreter um grupo de foliões, durante duas horas. A primeira vez foi uma despedida de solteiro, desta feita foi o aniversário da minha filha. Significa que a minha vida está num plano íngreme. Só não sei se a subir, se a descer. Ao entregar uma das crianças ao pai, ocorreu o seguinte diálogo:

Eu – O Quim portou-se muito bem. Comeu tudo.
Pai do Quim – Ai, eu sou um mau pai? Vamos embora, Joaquim. A tua mãe tem a quinoa ao lume.

Antigamente, uma criança que comia tudo era bem-educada. Agora, se não tem uma restrição alimentar qualquer, é porque os pais não lhe ligam. Se não há ali uma intolerância à cenoura, uma alergia a coentros ou uma reacção epidérmica ao esparguete al dente, das duas, uma: ou é vítima de maus-tratos, ou é uma espécie de Tarzan, criado por bichos. Uma criança que se desloca sem o seu próprio saco intravenoso de corticoides, para o caso de ter urticária, tem de ser intervencionada pela Segurança Social.

Quando o almoço em casa da minha avó era favas, eu juntava tudo num bolo alimentar e trabalhava-o nas bochechas, desbastando-o com língua e dentes, até ficar uma esfera polida, sem sabor nem consistência, que deglutia empurrado com TriNaranjus. E, se me oferecessem mais, repetia. Fora de questão dizer que não gostava.

Hoje, bastava-me informar que era intolerante a leguminosas e ainda me davam os parabéns por ser tão cauteloso. "Dá gosto vê-lo comer com tantas restrições!", diria a minha avó. O ‘esquisitinho’ de antanho é a moderna criança ideal. Antes, dizer ‘não gosto’ era ser malcriado. Agora, é ser consciencioso. Percebe-se. Uma criança que não gosta de queijo é niquenta, uma que é intolerante à lactose é enferma, coitadinha. Uma é maçadora, a outra padece de coisas. Mas, no fim do dia, o vomitado de uma criança com nojo de queijo e o de uma talvez alérgica a talvez derivados do talvez leite, deixa o mesmo aroma azedo.

A restrição alimentar é a antiga bola de cauchu: não parei de chatear os meus pais até me arranjarem uma. Basta escolher da roda dos alimentos restritos. À conta disto, as competições entre mães evoluíram. Onde outrora cotejavam os feitos das crianças, quem começou a falar mais cedo, quem já soletra, agora concorrem para ver quem é superior ao nível de restrições alimentares.

Mãe 1 – O filho da Sandra tem 11 alergias e 7 intolerâncias.
Mãe 2 – Que sorte! O meu já não come trigo.
Mãe 1 – Só agora? O meu nunca papou. Só de ouvir falar em trigo incha-lhe a glote.
Mãe 3 – Um dia o meu entrou em choque anafilático porque mordeu um colega que come pão.
Mãe 2 – Colegas que comem pão!?
Mãe 3 – Os pais são estranhos. Às vezes vão ao McDonald’s. Foi convidado a sair da escola.

DITOS JORNALISTAS
Ao nível de polémicas histéricas, 5 dias é uma eternidade. Daí já não ir a tempo de comentar o caso do rude holandês. Resta-me comentar os comentários. Destaco dois. No DN, Paulo Baldaia escreve: ‘A ideia de que vamos continuar a ter o socialista (!?) Jeroen Dijsselbloem (…)’ J

á Luísa Meireles, na newsletter do ‘Expresso’, diz: ‘Dijsselbloem, dito membro do Partido Trabalhista (…)’. Ou seja, o director do DN (?!) e a dita redactora principal do ‘Expresso’ acham que um palerma não pode ser de esquerda. Gastamos em vinho e mulheres, mas pelos vistos sobra algum para esbanjar em dito jornalismo.

VOU LEVAR DODOTS PARA O GABINETE DE VOTO
Pergunta à Comissão Nacional de Eleições: posso levar um pacote de Dodots quando for votar? É que moro numa zona burguesa de Lisboa, o que significa que na minha vizinhança há imensas feministas de classe média-alta. A feminista de classe média-alta pugna pela eleição de mulheres para cargos políticos.

E, nas próximas autárquicas, têm duas candidatas em quem votar. Se, no seguimento do que preconizaram nas eleições americanas, insistirem no slogan ‘votar com a vagina’, vou querer um toalhete para poder votar em condições de higiene.

SOL EM TEIXOSO, CHUVA NA CITY
O Tribunal Constitucional confirmou que os administradores da CGD têm de entregar as declarações de rendimentos, mas isso não chega. O Presidente da Caixa devia ser também obrigado a entregar um atestado psiquiátrico a certificar de que tem dupla personalidade, condição essencial para quem precisa de duas caras para administrar o banco.

Uma, capitalista, para ir à City dizer que a CGD vai ser gerida com profissionalismo e atenção ao dinheiro dos investidores.

A outra, socialista, para acalmar a esquerda e garantir que mantém abertos balcões com trinta funcionários em povoações de dez habitantes. Paulo Macedo protagoniza o ‘Estranho Caso do Dr. Macedo e o Sr. Paulo’. De dia, o querido líder que vela pela população de Teixoso; de noite, um estafermo que não deixa a Caixa falir.

 IN "CORREIO DA MANHÃ"
25/03/17


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1184.UNIÃO



EUROPEIA





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HOJE NO 
"RECORD"
Árbitro dá cabeçada em jogador angolano 

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O particular entre a África do Sul e Angola terminou sem golos mas ficou marcado por um momento insólito, quando o árbitro Joshua Bondo reagiu ao protesto de Natael Masuekama com uma ligeira cabeçada e ainda acertou com o braço no jogador do 1º Agosto. O angolano atirou-se para o chão, mas a partida prosseguiu.

* Árbitro não agride, "pacifica".

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124-BEBERICANDO

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COMO FAZER "CAIPIRINHA DE VINHO
COM MORANGO DOS NAMORADOS"


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60 anos do Tratado de Roma

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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"
Todos os dias há uma vítima de "stalking"


Nos últimos três anos, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) registou 1197 casos de "stalking", 411 em 2016, segundo o relatório divulgado esta segunda-feira.

Ou seja, todos os dias é reportado um crime de perseguição persistente de alguém rejeitado, que deve merecer especial atenção, defende Daniel Cotrim, responsável pela APAV, porque está frequentemente associado aos atos mais hediondos dentro da categoria violência doméstica. 

No limite, acaba em homicídio.

* Há figuras públicas vítimas deste tipo de violência, António Manuel Ribeiro, vocalista dos UHF denunciou corajosamente a perseguição de que foi alvo durante anos.

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Norah Jones

Don't Know Why

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HOJE NO   
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS  
DA MADEIRA"

Estado financia construção e equipamento 
.do novo hospital da Madeira em 50%

Da reunião entre o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque e o primeiro-ministro, António Costa, destacam-se alguns esclarecimentos sobre o novo hospital da Madeira. Fica a garantia de que a República vai pagar metade da obra e dos equipamentos da nova unidade hospitalar.
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Albuquerque interrogou se o financiamento do Estado abarcava apenas a construção do edifício, ou se também incluía os equipamentos e ficou a saber que Costa vai comparticipar ambos, chegando a um valor aproximado de 50%. Uma percentagem que deixou o chefe do executivo madeirense “satisfeito, mas não totalmente”.

Na prática a comparticipação da República deverá atingir os 170 milhões de euros.
Em relação ao empréstimo da Região junto da República, resultante do PAEF, foram colocada a possibilidade de redução dos juros. A Região está a pagar 40% a mais do que o Estado paga às instâncias europeias, valores que Albuquerque pretende aproximar. O Governo Regional pretende chegar aos 2% de juros o que significaria uma redução de despesa anual de cerca de 20 milhões de euros.

Por último, é da vontade do Governo Regional que se crie um grupo de trabalho para resolver, de uma vez por todas, a questão dos subsistemas de saúde.

“Como sabem, a Região, durante muitos anos, era financiada nos tratamentos que o Serviço Regional de Saúde prestava aos serviços da GNR, à PSP e às forças armadas. Subitamente, foi alterado o enquadramento nacional dessa lei, e neste momento, temos contabilizada uma dívida de 15,7 milhões”, assume Albuquerque. “Evidentemente, está fora de questão a Região deixar de prestar estes serviços essenciais e cuidados de Saúde aos nossos militares e à polícia mas é fundamental criarmos um grupo de trabalho para chegarmos a um entendimento nesta matéria”, concluiu.

António Costa, em breves declarações antes de seguir para a reunião com o presidente da República, confirmou os 50% do hospital, mas foi menos claro na questão dos juros do empréstimo.

“Ficou devidamente esclarecido que apesar de a comissão técnica ter dado um parecer negativo á integração do hospital como projecto nacional, a República assume correrá por conta da Região, em exclusivo, os investimentos no terreno e no projecto e que em relação à construção e equipamento será repartido e a República assumirá 50%”, afirmou.

Sobre o empréstimo, apenas diz que é uma matéria “a estudar”. Mais clara é situação da dívida dos subsistemas de saúde - forças armadas, justiça e polícias - que deverá ser regularizada.

“Relativamente às dívidas dos subsistemas de saúde, o que vimos é que o grupo de trabalho deverá ser alargado a isto e apurar as dívidas cruzadas que existem e estabelecer mecanismos de pagamento”.

* Desejamos para o povo da Madeira o melhor dos mundos, os governantes regionais que não são povo, longe disso,  se arrotam postas de autonomia têm de ser consequentes e deixar de mamar na teta da mãe continente, vale mais sustentar burros a pão-de-ló!

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HOJE  NO  
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

BCE defende-se e diz 
ser democrático e transparente

O Banco Central Europeu responde às críticas da Transparência Internacional de que falta transparência em Frankfurt e de que o banco central tem um papel demasiado político para o qual não tem mandato democrático.

O BCE recusa críticas de falta de transparência e legitimidade democrática para as funções que assume na Zona Euro. 
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A posição do banco central surge na sequência de um relatório da Transparência Internacional, uma entidade de fiscalização internacional anti-corrupção, que faz vários reparos aos poderes e práticas do BCE, reclama mais transparência e um papel menos activo do banco central em decisões com implicações políticas, como a participação de Frankfurt nas equipas da troika que preparam e supervisionam os resgates financeiros, como aconteceu em Portugal.

No relatório "Dois lados da mesma moeda: transparência e responsabilização do BCE", a Transparência Internacional propõe a saída do BCE da ‘troika’ por tal implicar decisões de carácter político que não são compatíveis com a natureza da sua independência, defende que a instituição comunique mais claramente as suas decisões, e que aumente a transparência das suas actividades – nomeadamente com melhorias nos sistemas que enquadram o "whistleblowing" [mecanismo para denúncias] e os contactos com partes interessadas nas suas decisões (lóbis). Propõe ainda que o BCE adopte um período de nojo de dois anos para os seus altos quadros antes de passaram a trabalhar para o sector privado.

A avaliação publicada a 28 de Março nota o papel crescente do BCE na condução das políticas na Europa com a crise, o qual vai para além das suas apreciações enquanto membro da troika. Nos poderes do banco central incluiu-se o financiamento de emergência a bancos (um tema quente na crise como aconteceu na Grécia), a supervisão das grandes instituições bancárias (um papel assumido em 2014), e a participação nas soluções de reconfiguração do sistema bancário europeu (um tema quente em Portugal, mas que ganha importância europeia na gestão da crise italiana e em particular no caso do Monte dei Paschi).

A posição do BCE foi defendida ao mais alto nível, primeiro num comunicado da instituição e com declarações do presidente Mario Draghi, que notou as melhorias nesta frente nos últimos anos e manifestou disponibilidade para continuar, e depois com uma intervenção de Benoît Cœuré, um dos seis membros do Conselho Executivo do BCE, numa conferência de apresentação de resultados do relatório.

Para Benoît Coeuré, o BCE é independente por decisão política da União Europeia com o objectivo de preservar a estabilidade de preços, mas a "independência não significa arbitrariedade", defendeu, considerando que "de uma perspectiva democrática, o BCE responde pelas suas políticas à representação dos cidadãos da União Europeia", ou seja ao Parlamento Europeu, onde presta contas regularmente. Quanto à participação na troika, o representante do banco central defende que essa foi também uma decisão política, prevista em legislação europeia, que não é da competência do BCE alterar. Embora esteja sempre disposto a colaborar em alterações que os governos considerem uteis.

No que diz respeito à transparência e integridade da actuação do BCE, Coeuré também defende o desempenho do banco central, notando por exemplo que o BCE publica, com três meses de atraso, um diário das actividades e reuniões oficiais de cada membro do Conselho Executivo, que procura ter regras claras de comunicação com a sociedade, incluindo com investidores (melhoradas durante a crise após uma polémica sobre reuniões com representantes do sector privado dias antes das decisões de juros), e que implementou um enquadramento de prática éticas para os seus funcionários "que provavelmente o mais exigente de qualquer instituição da UE ou banco central".

* Nenhuma estrutura na UE é transparente/independente, pertencem todas as lobies fortíssimos, até um analfabeto sabe.

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