sexta-feira, 3 de março de 2017

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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3-EVACUANDO A TERRA


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HOJE  NO 
"RECORD"
Eduardo Barroso revela "estranho
.convite" de Pedro Madeira Rodrigues

Li com o interesse de um sportinguista apaixonado, a entrevista a Pedro Madeira Rodrigues (PMR), e a propósito da resposta à pertinente pergunta sobre se ele tinha sido candidato como vogal na lista de Pedro Baltazar (PB) em 2011, gostava de os informar do seguinte:
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Como apoiante desde a primeira hora de Bruno de Carvalho (BdC), e achando que em 2011 seria uma tragédia que Godinho Lopes (GL) pudesse ganhar, tomei a iniciativa de juntar PB e BdC num almoço por mim promovido no Restaurante Lacerda, perto do meu Hospital. Apesar de o almoço ter decorrido de uma forma civilizada, foi impossível chegar a um acordo de fusão das listas.

Posteriormente, apareceram em minha casa três membros da lista do meu amigo PB, nomeadamente três elementos entre os quais dois dos vogais referidos por PMR, excitadíssimos, simpatiquíssimos com a seguinte proposta: desafiavam-me a ser eu a ser o candidato da lista de PB à presidência do Conselho Diretivo com uma única condição: se fosse eleito, como garantiam, eu nomearia PB para presidente da SAD, juntamente com um deles que já não me recordo qual era. Claro que isto me obrigaria a abandonar a candidatura a Presidente da Mesa da Assembleia Geral (MAG) nas listas de BdC e passar a ser candidato a Presidente na lista deles.

Para não ser indelicado, comecei por dizer que ser Presidente da Direção obrigaria a um regime 'full time' que a minha vida profissional não permitiria, entre outros argumentos. A essa indisponibilidade foi-me garantido que precisaria de dar apenas duas horas semanais ao Sporting, para assinar as papeladas e outras coisas que fossem necessárias. O resto eles fariam tudo, que eu não precisaria de me preocupar. Finalmente, apesar da enorme simpatia dos interessados que tanto empolaram a minha auto-estima, acabei por lhes dizer que nunca trairia o Bruno, pois acreditava muito nele - por isso, continuaria como seu candidato à MAG como Presidente e pedi lhes para desistirem, pois não tinham chance nenhuma de ganhar, iriam dividir os votos e dar mais chances de vitória a GL, tal como veio a acontecer.

Percebi que só lhes interessava o futebol, queriam apenas a SAD, e prejudicar BdC.

Sei que Pedro Baltazar não irá votar PMR, e provavelmente também não votará BdC, mas é claro para todos que não apareceu desta vez a dar o seu aval a PMR a nenhum nível. Estranho? Penso que não. Claríssimo: acha que ele não tem qualquer preparação para o cargo.

O meu filho mais novo assistiu a todo o diálogo com os elementos que foram a minha casa e, como eu não disse logo que não, por gentileza, pensou por momentos que me deixaria seduzir pela possibilidade de ser Presidente do meu querido Sporting.

O que vos conto sobre este estranho convite atesta de facto como, desde o princípio, o que era importante para PMR era o controlo da SAD e o ódio irracional a BdC. Ele preferia, tal como aconteceu e com consequências trágicas, que GL vencesse.

Nunca esquecerei esse fim de tarde em minha casa. Nuno Fernandes Thomaz, o mais simpático e activo, poderá confirmar ao promenor tudo quanto vos agora refiro.
Não sei se vos interessa este esclarecimento, façam dele o que entenderem, subscrevo-me com consideração.
Eduardo Barroso

Entretanto, Eduardo Barroso enviou uma atualização à sua carta.
Depois de vos mandar este email, um amigo enviou-me um eventual desmentido deste acontecimento feito por PMR. Dizendo que a ida a minha casa tinha acontecido mas que o convite era apenas para presidente da MAG. PMR é um mentiroso, um trafulha e um aldrabão. Não esperava que ele tivesse a lata e a coragem de mentir desta maneira. Rui Morgado sabe desde essa altura deste convite e dos termos que reportei. Aliás só assim fazia sentido que perante a minha incompatibilidade da exigência da presidência e a minha vida profissional me tivessem proposto que apenas precisaria de dar ao Sporting duas horas por semana!!

Confesso que passei a desprezar PMR. Malcriado, impreparado e pretensioso. Mas nunca o pensei aldrabão.

Pensa que é melhor do que outros mas não presta. O meu filho que assistiu a tudo não acredita nesse desmentido.

Não acredito que Nuno Fernandes Tomaz dê cobertura a esta mentira. Ele pode dizer que eu apenas disse a verdade do que se passou.
Cumprimentos do EBarroso

* Sem palavras!

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1-ASSALTO 
AO CASTELO

O GRUPO ESPÍRITO SANTO



FONTE:YoggiDoggy»»GRANDE REPORTAGEM SIC - Notável trabalho de jornalismo de investigação conduzido por PEDRO COELHO. Episódio exibido a 01/03/17.

* Quando nos livraremos destes vigaristas?

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HOJE NO   
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

PS e BE querem acabar com pagamentos em dinheiro acima de três mil euros

O Partido Socialista (PS) e o Bloco de Esquerda (BE) apresentaram esta sexta-feira no Parlamento uma proposta legislativa para proibir os pagamentos em dinheiro para montantes iguais ou superiores a 3.000 euros, sejam operações de particulares ou de empresas.

A proposta de alteração à Lei Geral Tributária, que entrou hoje na Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA), refere que "é proibido pagar ou receber em numerário em transações de qualquer natureza que envolvam montantes iguais ou superiores a 3.000 euros, ou o seu equivalente em moeda estrangeira".



Tal aplica-se às transações tanto de particulares como de empresas, pelo que acima do montante definido os pagamentos têm de ser feitos por transferência ou cheque, ou seja, por meios de pagamentos que permitam a identificação do destinatário.

Já nos pagamentos ao Estado (taxas, impostos, emolumentos) a proposta é que o limite seja de 500 euros.

Para cidadãos particulares não residentes que façam pagamentos em Portugal o limite é de 10 mil euros.

Por exemplo, um turista estrangeiro em Portugal pode pagar cinco mil euros em dinheiro.

Os socialistas e os bloquistas fazem ainda outra proposta de alteração à legislação para que seja "proibida a emissão de valores mobiliários ao portador", em que não se conhece a quem pertencem os títulos.

Já as ações ao portador existentes terão que ser convertidas em títulos nominativos (ou com titular identificado) no prazo de seis meses, lê-se na proposta.

Contactado pela Lusa, o socialista João Paulo Correia disse que a ideia de transferências mais avultadas não poderem ser feitas em dinheiro é "uma medida de combate à fraude económica e evasão fiscal" e que foi já aplicada noutros países europeus com sucesso.

Quanto ao fim de ações ao portador, o deputado considerou que é "uma medida de grande importância para aumentar a transparência nos mercados de capitais".

Estas propostas são votadas terça-feira no grupo de trabalho de combate à fraude, quinta-feira na Comissão de Orçamento e Finanças e, se passarem, irão depois a plenário da Assembleia da República.

* Concordamos na generalidade, mas não percebemos, "Para cidadãos particulares não residentes que façam pagamentos em Portugal o limite é de 10 mil euros." Os cidadãos não residentes são mais sérios que os residentes?

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Adam Smith e Karl Marx
Liberalismo e Socialismo




FONTE: Globo Ciência

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HOJE NO  
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS
DA MADEIRA"

São Martinho, 
“uma freguesia que é uma cidade”

A freguesia com mais habitantes da Madeira, mas também a que receberá maior número de turistas (para pernoitar) na Região, celebra hoje os 438 anos de elevação à categoria de paróquia. São Martinho está em festa.
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O RESPONSÁVEL
Na cerimónia que assinalou a data do alvará régio assinado pelo Cardeal D. Henrique, criando assim a paróquia de São Martinho, que mais tarde viria a ser a Freguesia de São Martinho, conforme lembra a Junta liderada por Duarte Caldeira Ferreira, não faltaram elogios.

O presidente da Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo destacou as várias obras realizadas naquele concelho, sobretudo nos últimos anos, mas também relevou o cariz social do trabalho feito pela equipa do actual presidente de Junta.

Paulo Cafôfo realoçou contudo a “crise de crescimento” de que padece a freguesia de São Martinho, o que compete aos que governam a cidade cuidar da mesma.

Aliás, referiu, o crescimento e a importância social e económica desta freguesia torna-a já uma cidade dentro da cidade do Funchal. “É aquela que tem maior número de eleitores, representa muito mais que vários concelhos da Região, o que nos obriga a enfrentar e responder a vários desafios”, disse, que têm sido superados com muita capacidade de trabalho”.

“Problemas financeiros resolvidos”, o autarca destaca que passou-se à fase de olhar mais pelas pessoas, que ainda não receberam os resultados do novo momento económico.

Ainda assim, realçou as pequenas obras que têm sido feitas pela Junta, com pequenos arranjos significativos que valem tanto quanto as grandes obras para as pessoas. A área cultural e de dinamização de eventos foi outro aspecto destacado por Paulo Cafôfo.

* 432 anos de "paroquianices" é obra.

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MILENA PANEQUE

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Doenças raras afetam 600 mil

Assinala-se hoje , (28/02), o Dia Internacional das Doenças Raras. Uma doença é considerada rara quando afeta, no máximo, uma em cada 2000 pessoas. Apesar de cada doença rara afetar um pequeno número de pessoas, sete a oito mil doenças raras já identificadas afetam, no seu total, cerca de 8% da população.

Isto implica uma estimativa de mais de 600 mil pessoas com doenças raras em Portugal e entre 24 e 36 milhões de pessoas na Comunidade Europeia. Olhando para estes números, podemos dizer que as doenças raras são menos raras do que se imagina.

"Com a investigação, as possibilidades não têm limites", é este o mote escolhido para o Dia Internacional das Doenças Raras de 2017. Porque a investigação leva ao desenvolvimento de tratamentos inovadores para doenças já conhecidas, potenciando uma melhor qualidade de vida a todos os que se deparam com este tipo de patologias, sejam doentes, familiares ou cuidadores. Para além disso, a investigação pode levar à identificação de doenças até agora desconhecidas, assim como ao conhecimento das alterações genéticas causais. Só com mais investigação é possível o diagnóstico correto e atempado, bem como o aconselhamento genético para informação acerca dos mecanismos subjacentes e riscos para descendentes e outros familiares das pessoas afetadas.

É fundamental intensificar esforços no domínio da investigação básica, translacional, epidemiológica e clínica. E é urgente uma política pública concertada e com fortes incentivos à investigação e desenvolvimento de meios de diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos doentes. Os custos da investigação aliada à dimensão do público-alvo podem assumir-se como um obstáculo à aposta das farmacêuticas no desenvolvimento de medicamentos órfãos. Os medicamentos órfãos destinam-se à prevenção e/ou tratamento de doenças raras, ou que, por razões económicas, não seriam suscetíveis de ser desenvolvidos sem incentivos. É verdade que já existem incentivos para a investigação e desenvolvimento deste tipo de medicamentos, mas estamos ainda muito aquém das necessidades existentes.

Apesar do número de medicamentos órfãos ter vindo a aumentar, continuam disponíveis apenas para um número muito reduzido de doenças. Em Portugal temos cerca de 600 mil doentes e apenas são comercializados 67 medicamentos órfãos (dados do Infarmed, de 2014). Mesmo que não representem uma cura, estes remédios podem permitir que a doença não progrida do mesmo modo, prologando a expectativa de vida, mantendo de alguma forma a sua qualidade ou reduzindo as limitações associadas à doença.

Muito há ainda por fazer para dar impulso à investigação e melhorar a prevenção, diagnóstico e tratamento dos doentes afetados por doenças raras. Nesta longa caminhada, é importante reconhecer o papel cada vez mais importante das associações, na sua contribuição para o fomento do conhecimento e sensibilização para as doenças raras. É importante não esquecer também que os doentes devem estar no centro da decisão, sendo sempre incluídos a todos os níveis no desenvolvimento de políticas, programas de investigação e protocolos para doenças raras específicas, o que nem sempre acontece.

Muito caminho há ainda a percorrer, mas espera-se que, reunindo os esforços da comunidade científica e sensibilizando as autoridades públicas, seja possível trazer mais esperança aos doentes raros, que afinal não são assim tão raros.

* ACONSELHADORA GENÉTICA i3S DA UNIVERSIDADE DO PORTO

IN "JORNAL DE NOTÍCIAS"
28/02/17


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1159.UNIÃO



EUROPEIA



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HOJE  NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"
Deutsche Bank 
prepara reforço de capital 
de 10 mil milhões

A solução para reforçar capitais, que não está fechada nem aprovada, pode passar, segundo a Bloomberg, pela venda de novas acções e da alienação de parte do seu negócio de gestão de activos.

A instituição financeira alemã Deutsche Bank está a preparar um plano de reforço de capitais que poderá chegar aos 10 mil milhões de euros, através da venda de novas acções (num montante até 8.000 milhões de euros) e da alienação de parte do seu negócio de gestão de activos.
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A notícia foi avançada esta sexta-feira, 3 de Março, pela Bloomberg, que citava fontes próximas do processo e oficialmente confirmada depois pelo banco ao Financial Times. Segundo fonte oficial, o reforço está "sujeiro a condições de mercado e à aprovação do conselho de administração e do conselho de supervisão."

A agência noticiosa acrescentava que os contornos da operação poderão ficar definidos este fim-de-semana. A solução - que ainda não está fechada - poderia ser uma alternativa ao cenário de venda do Postbank (negócio que ainda não encontrou comprador), referem as mesmas fontes, permitindo além disso reintegrar a unidade de banca de consumo.Já as divisões de trading e de banca de investimento poderão ser reunidas numa só.

O negócio de gestão de activos - que gere 774 mil milhões de euros - poderá ser vendido através da entrada em bolsa, onde seria disperso 30% do capital.

O actual administrador financeiro, Marcus Schenck, poderá estar de saída do cargo no âmbito da reestruturação dos cargos dirigentes, estando a ser ponderada a criação de um vice-CEO.

O modelo poderá ser submetido à análise do conselho de supervisão do banco, a 16 de Março. Dentro deste órgão, a solução que mais agrada é a reintegração do Postbank e o aumento de capital. Um novo aumento de capital, visto como a melhor opção neste momento, diluiria contudo fortemente a posição dos actuais accionistas.

As dificuldades do banco alemão acentuaram-se em Setembro passado, quando as autoridades norte-americanas pediam o pagamento de 14 mil milhões de dólares para pôr fim a um processo judicial relacionado com títulos hipotecários, um valor que acabou por ser reduzido em Dezembro. 

Em Agosto do ano passado o Goldman Sachs detectou necessidades de capital de 2.000 milhões de euros no banco. Em Outubro, a instituição levantou cerca de quatro mil milhões de euros em vendas privadas de dívida. Em Junho de 2014, o banco tinha feito um aumento de capital de 8,5 mil milhões de euros.

Em 2015 o banco encerrou o ano com prejuízos de 6,8 mil milhões de euros e com perdas de 1,4 mil milhões no ano passado.

As acções do Deutsche Bank encerraram esta sexta-feira a cair 1,3% para 19,14 euros.

* Este reforço de capital a acontecer é uma tremenda vigarice e só é possível porque Draghi não manda em Merkel.

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V-HISTÓRIA DO SÉC.XX
5- A LENTA RECUPERAÇÃO
DE 1968 a 1989

* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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BOLSEIROS DE INVESTIGAÇÃO




FONTE: ESQUERDA.NET

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HOJE  NO
"DESTAK"
Exposição de Almada Negreiros em
.Lisboa recebeu 30 mil visitantes num mês

A exposição "José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno", que abriu ao público faz hoje um mês, recebeu 30.007 pessoas, indicou à agência Lusa fonte da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. 
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Inaugurada a 02 de fevereiro e aberta ao público no dia seguinte, a exposição apresenta cerca de 400 trabalhos, muitos deles inéditos, e acontece cerca de um quarto de século depois da última grande mostra dedicada ao artista do modernismo português.

Almada Negreiros (1893-1970) deixou uma vasta obra de pintura, desenho, teatro, dança, romance, contos, conferências, ensaios, livros manuscritos ilustrados, poesia, narrativa gráfica, pintura mural e artes gráficas, cuja produção se estendeu ao longo de mais de meio século. 

*  Almada Negreiros um desvairado génio.

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Elba Ramalho e Gilberto Gil

Na base da chinela, Qui nem jiló e Baião


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HOJE  NO
"i"
Habitação. 
Relatora especial da ONU 
condena vistos gold

Análise de Leilani Farha após visita a Portugal já foi entregue ao Conselho de Direitos Humanos da ONU. Críticas são duras.

A relatora especial da ONU que esteve em Portugal em dezembro para avaliar as políticas de habitação no país alerta que o programa de atribuição de vistos gold não beneficiou as populações mais carenciadas, antes pelo contrário. “Apesar da enorme injeção de capitais (...) não resultou na criação de empregos e nem uma pequena parte dos ganhos foi aplicada no desenvolvimento de habitação acessível”, lê-se no documento entregue esta semana ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.
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Na realidade, continua a relatora Leilani Farha, “este esquema, a par de outros fatores como a escassez de casas para arrendamento a longo prazo e o acesso mais facilitado ao crédito à habitação e baixas taxas de juros, podem ter exacerbado os problemas de acessibilidade para os agregados de médios e baixos rendimentos.”

O relatório da visita a Portugal, que teve lugar entre 5 e 13 de dezembro do ano passado, apresenta um balanço do programa de vistos gold à data desta avaliação.

Leilani Farha lembra que os vistos são atribuídos a quem compre bens imóveis de valor igual ou superior a 500 mil euros e edifícios antigos em perímetros urbanos para recuperação acima de 350 mil euros, quem faça transferências de capital no montante igual ou superior a um milhão de euros ou a quem garanta a criação de pelo menos 30 postos de trabalhos (desde 2015 passou a ser exigida a criação de apenas dez postos de trabalho). Entre outubro de 2012 e setembro de 2016, revelam dados publicados no relatório entregue à ONU, dos 3.888 vistos gold atribuídos, a grande maioria (3.669) foram concedidos a estrangeiros que adquiriram imobiliário e apenas seis a investidores que criaram empregos. “Apesar destes investimentos representarem apenas 0,06% do parque residencial de Portugal, o esquema gerou 2,37 mil milhões de euros, dos quais 2,14 mil milhões da compra de imóveis, pressionando o custo do alojamento no país.” A relatora sublinha ainda que, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística, entre 2015 e 2016, as áreas urbanas registaram um aumento de 5% a 10% no preço das casas. Na Amadora a subida foi de 9,4%, no Porto de 7,2% e em Lisboa de 5,2%.

A crítica aos vistos gold está longe de ser a única no documento de 20 páginas entregue no âmbito da 34.ª sessão do Conselho de Direitos da ONU, que decorre até dia 24 em Genebra. A relatora, que em dezembro já tinha alertado para o perigos da “turistificação” e do aumento dos alugueres temporários em Lisboa e no Porto, considera que as medidas do governo para travar a especulação e garantir que os centros históricos não se transformam em “enclaves de ricos e estrangeiros” têm sido insuficientes.

Confrontada com os despejos no bairro 6 de Maio na Amadora, Farha sublinha que despejos forçados sem soluções definitivas para a população são uma “violação grosseira da legislação internacional de direitos humanos”. A relatora, que trabalha também na ONG Canada Without Poverty, denuncia ainda que as condições de vida que encontrou no bairro da Torre, em Loures, são algo que nunca se espera ver, “definitivamente não num país desenvolvido que ratificou os instrumentos internacionais em matéria de direitos humanos que protegem o direito a habitação condigna”. Pessoas a viver no meio do lixo e sem luz são alguns problemas.

A ausência de dados precisos sobre a população sem abrigo no país (as estatísticas apontam para um número entre 4.000 e 50.000) e as condições de vida de comunidades ciganas e de origem africana mas também de idosos nas “ilhas do Porto” ou de cidadãos com deficiência são outros alertas no relatório, que considera que as medidas de austeridade do programa do ajustamento só vieram piorar o cenário e aumentar a pobreza.

A relatora apela ao governo português para que crie uma moldura legal que garanta “consistência e coerência” aos programas e políticas do governo na área da habitação. O i procurou obter uma reação do Ministério do Ambiente, que tutela esta área, mas não obteve resposta até ao fecho da edição.

* Sempre fomos contra os "vistos gold", idílica invenção do sr. Portas.

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HOJE  NO
"A  BOLA"

País
Marcelo enaltece coragem 
do presidente do Comité Olímpico
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O Presidente da República enalteceu a coragem e disponibilidade de José Manuel Constantino para iniciar um novo mandato à frente do Comité Olímpico de Portugal, realçando a sua visão a médio prazo para o desporto.

«Foi muito reconfortante ouvir as suas palavras. São as palavras de um líder que sabe exatamente quais são as metas, os objetivos da sua atividade. Conhece as dificuldades. O grau de exigência é crescente. Aquilo que há décadas parecia mais simples, é hoje muito mais complexo. Em cada concretização de Jogos Olímpicos essa dificuldade aumenta, ao mesmo tempo que aumentam as expectativas dirigidas àqueles que nos representam. E, por isso, queria louvar a vossa coragem, porque é preciso ter coragem para, terminado um mandato, avançar para um novo mandato, sabendo que vai ser mais difícil que o anterior», disse Marcelo Rebelo de Sousa.

O Chefe de Estado elogiou a disponibilidade de José Manuel Constantino para liderar o COP em mais um ciclo olímpico.

* Nem sempre concordamos com o sr. Presidente da República apesar de o seu desempenho como estadista ser, nossa modesta opinião, francamente positivo. José Manuel Constantino é um homem muito sério.

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12-VERGONHA ALHEIA
 FACHETÁRIA



* "Vergonha Alheia" é um conjunto de vídeos produzido pelo site brasileiro "AlfaCon Concursos Públicos"
De uma maneira bem humorada são relatadas várias frases "assassinas" da língua portuguesa. Como em todos os países que adoptaram esta língua como nacional, os atentados à gramática são incontáveis, deixamos-vos com esta peça muito bem apresentada que também serve para reflectir sobre o estado da educação nos nossos países.

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HOJE NO
 "AÇORIANO ORIENTAL"

Manuel de Arriaga, um Presidente 
de "altos valores éticos" que pagou
 para viver em Belém

O primeiro Presidente da República, que morreu há 100 anos, foi um homem de "altos valores éticos" que pagou para viver no Palácio de Belém, disse o diretor do Museu da Horta, de onde era natural Manuel de Arriaga.
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“A sua própria residência oficial é um arrendamento que fez do seu bolso, primeiro ao Palácio do Manteigueiro, no Chiado, onde hoje é o Ministério da Economia”, afirmou Luís Meneses, explicando que, a partir de 1912, Manuel de Arriaga pagou mensalmente ao Ministério das Finanças “100 mil réis” pela renda no Palácio de Belém, em Lisboa.

Manuel José de Arriaga Brum da Silveira (Horta, 1840 – Lisboa, 1917) foi o primeiro presidente da República de Portugal, tendo sido eleito com 121 votos, mais 35 do que Bernardino Machado, um dos principais adversários, a 24 de agosto de 1911, segundo a página na Internet da Presidência da República.

O seu mandato decorreu num período político conturbado, durante o qual empossou seis governos. Foi obrigado a resignar a 26 de maio de 1915, “saindo do Palácio de Belém escoltado por forças da Guarda Republicana”, informa a página.

“Renunciou muito magoado, por ter sido acusado como um ditador que tinha suspendido a Constituição e, no fundo, a postura de Manuel de Arriaga foi a de tentar conciliar o inconciliável dada a situação política do regime republicano”, destacou Luís Meneses.

Para o diretor do Museu da Horta, na ilha do Faial, que colaborou na elaboração do programa científico da Casa-Museu Manuel de Arriaga, na mesma cidade, o primeiro chefe de Estado do país foi “um Presidente que serviu a República e não o contrário”, tendo exercido o mandato “de forma muito cautelosa e dialogante”.

“Tinha como seu secretário particular um filho, a quem assegurava a despesa. O carro do Presidente da República também era pago do seu bolso. Existem recibos e faturas”, realçou Luís Meneses, acrescentando que quando o Presidente, por motivos de saúde, teve de ir para próximo da costa arrendou a Cidadela de Cascais para se restabelecer.

Manuel de Arriaga foi professor, advogado, deputado, escritor e poeta, desempenhando ainda, entre outros, os cargos de procurador da República e reitor da Universidade de Coimbra, instituição onde se formou.

“Era um homem culto, aliás tirou um curso em Coimbra, trabalhando e estudando, uma vez que tinha tido um desaguisado com o pai, com quem durante muitos anos não falou e que lhe cortou a mesada, porque o pai era monárquico e ele republicano”, sublinhou Luís Meneses.

O diretor do museu classificou Manuel de Arriaga como “homem íntegro, sem riqueza, porque não foi herdeiro do pai e acabou por morrer de forma muito simples”.

De acordo com Luís Meneses, Manuel de Arriaga desejou “um funeral simples, mas acabou por ter uma cerimónia com honras de Estado”.

Com o processo de trasladação dos seus restos mortais em 2004 para o Panteão Nacional, em Lisboa, Luís Meneses disse que a figura de Manuel de Arriaga foi “rebuscada e redescoberta pelas novas gerações”, porque “estava um pouco esquecida”.

“O próprio Estado Novo também tratou de colocar no silêncio a obra e a postura política [de Manuel de Arriaga]”, observou Luís Meneses, que tem testemunhado um “crescente interesse” pelo político, através das visitas à casa-museu, o Solar dos Arriagas.

O imóvel, onde nasceu e viveu Manuel de Arriaga até aos 18 anos, foi recuperado pelo Governo Regional dos Açores, tendo sido inaugurado em novembro de 2011 como espaço de interpretação dos ideais republicanos.

Ao primeiro Presidente da República Manuel de Arriaga sucedeu outro açoriano, Teófilo Braga (Ponta Delgada, 1843 – Lisboa, 1924).

* O 1º Presidente da República Portuguesa era um homem digno.

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HOJE NO 
"CORREIO DA MANHÃ"

Psicopata perigoso sai da cadeia
 18 anos depois de matar pais 

Tó Jó foi condenado a 25 anos de cadeia, mas tribunal de execução de penas diz que não representa perigo.

António Jorge, conhecido por ‘Tó Jó’, matou os pais no último eclipse do milénio, a 13 de agosto de 1999. Está preso há quase 18 anos e o Tribunal de Execução de Penas decidiu agora que pode ser libertado. 
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A data para a saída do estabelecimento prisional de Coimbra está marcada para 7 de março. ‘Tó Jó’ vai morar para Coimbra, para casa de uma tia. Ficará em liberdade condicional, até ao final da pena, em agosto de 2024. O parricida de Ílhavo foi alvo de uma perícia na altura do inquérito que o dava como imputável. 

Mas o médico dizia mais: que Tó Jó podia voltar a matar. Dezoito anos depois, a dúvida dos juízes de Ílhavo continua. Quem cometeu o crime, em conluio com Tó Jó? A violência do homicídio mostra que o jovem, então com 23 anos, não agiu sozinho. 

O pai, o médico Jorge Machado Santos, foi assassinado com 33 facadas; a mãe, Maria Fernanda, foi morta com mais de duas dezenas de golpes. Dias depois, a PJ de Aveiro deteve o filho; a mulher, Sara Matos; e um amigo de ambos, Nuno Lima, atribuindo-lhes a suspeita do duplo homicídio. Mas só António Jorge foi condenado. 

* É muito difícil vaticinar o futuro deste homem quer agora ou daqui a 8 anos.

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NÃO É SÓ NO BRASIL
QUE SE ROUBA ASSIM



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HOJE  NO  
"OBSERVADOR"

A ferramenta secreta que permitiu 
à Uber escapar às autoridades

A Uber utilizou durante anos uma ferramenta tecnológica que permite "trocar as voltas" e escapar às autoridades de todo o mundo.

A Uber utilizou durante anos uma ferramenta para enganar e escapar às autoridades, em lugares onde o serviço encontrava resistência ou onde foi banido. A investigação é do The New York Times.
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MENTIREIROS
O “truque” foi usado em todo o mundo e começou, no início de 2014, com o programa VTOS — abreviatura de” violação dos termos de serviço”, em inglês — e envolveu a ferramenta “Greyball”, que utilizava dados recolhidos pela aplicação da Uber para detetar utilizadores que usassem o serviço para agredir os motoristas, interromper as operações da Uber ou preparar “ciladas”. No entanto, o VTOS passou também a ser usado para identificar e evitar as autoridades.

A utilização da “Greyball” foi gravada no final de 2014 quando o agente Erich Englant, de Portland [EUA], tentou apanhar um veículo Uber numa investigação ao serviço. É que Uber tinha acabado de se instalar na cidade sem autorização. Na aplicação apareciam diversos carros Uber na zona mas Erich não conseguiu apanhar nenhum. A Uber ativara uma versão falsa da app, com carros “fantasma”. 

A empresa começou por desenhar um perímetro digital à volta dos edifícios das autoridades e vigiava as pessoas que abriam e fechavam frequentemente a app — processo designado de “eyeballing” — perto desses edifícios, o que poderia significar que trabalhavam para o Governo. Outras técnicas passavam por avaliar os cartões de crédito dos clientes, procurando associações às autoridades, bem como o perfil dos utilizadores nas redes sociais.

O The New York Times avança que a informação foi dada por quatro funcionários da Uber, que pediram anonimado pelo facto de os dados serem confidenciais e com receio de retaliações. O jornal estima que pelo menos 50 a 60 pessoas dentro da empresa tivessem conhecimento da ferramenta.

A “Greyball” foi aprovada pela equipa jurídica da Uber mas levantam-se questões quanto à sua legalidade, podendo constituir uma obstrução intencional da justiça.

* Ubermelgas, fantástico. E dizem-se sérios...

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HOJE NO 
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS
Relatório americano: 
Há violações de Direitos Humanos
 nas prisões portuguesas

Problemas apontados têm a ver com "uso excessivo da força e abuso de detidos e presos pela polícia e guardas prisionais, condições pouco saudáveis e de sobrelotação nas prisões e violência contra mulheres e crianças", diz o relatório

O relatório anual sobre direitos humanos do Departamento de Estado norte-americano, divulgado esta sexta-feira, diz que existe uso excessivo da força nas prisões portuguesas e que estas estão sobrelotadas e oferecem condições pouco saudáveis.
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"Os maiores problemas de Direitos Humanos [em Portugal] incluem uso excessivo da força e abuso de detidos e presos pela polícia e guardas prisionais; condições pouco saudáveis e de sobrelotação nas prisões e violência contra mulheres e crianças", sumariza o relatório.

O documento indica, por exemplo, que em 2015 foram feitas 717 queixas sobre maus tratos e abusos pela polícia e guardas prisionais e que no mesmo ano as prisões estavam a funcionar a 110 por cento da sua capacidade.

O relatório conclui, no entanto, que "o governo investigou, acusou e puniu os responsáveis pelos abusos dos Direitos Humanos."

Segundo o governo americano, outros problemas relacionados com direitos humanos em Portugal incluem a "encarceração de jovens com adultos, a negação de representação legal e contacto das famílias com os detidos, desrespeito da Policia Judiciaria (PJ) pelos direitos dos detidos, detenção longa pré-julgamento, detenção de candidatos a asilo, alguma corrupção no governo, prática de mutilação genital feminina de meninas da Guiné-Bissau e outras comunidades africanas, discriminação da sociedade face aos ciganos, obstáculos à organização laboral, tráfico de pessoas para exploração sexual, trabalhos forçados e crescimento da diferença salarial entre homens e mulheres."

Quanto à violência contra mulheres e crianças, o departamento de Estado norte-americano considera que "violência contra as mulheres, incluindo violência doméstica, continua a ser um problema" e contou 20 mulheres vítimas mortais nos primeiros oito meses do ano passado.

"Abuso de crianças é um problema", refere o relatório, citando número da Associação Portuguesa de Apoio à Vitima (APAV), que contabilizou 1,084 crimes contra crianças em 2015.

Apesar de notar que "crianças da Europa de Leste, sobretudo de origem cigana, foram forçadas a mendigar e cometer crimes de propriedade", os autores realçam que "o trabalho infantil ocorreu em casos muito limitados."

* É verdade que lamentavelmente há violações dos direitos humanos em Portugal, mas o Departamento de Estado americano devia estar atento ao  novo inquilino da Casa Branca ele próprio um genuíno  violador dos direitos humanos.

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FORMULA1


2017



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1174
Senso d'hoje
FILOMENA GALLO
Secretária da LUCA COSCIONI 
"Há uma falta de vontade política
para dar a Itália uma lei que
respeite a vontade dos cidadãos
e as suas directivas
no que respeita à sua saúde"


*Sobre a questão do direito a morrer, em caso de doença terminal, a euronews falou com Filomena Gallo, Secretária da associação Luca Coscioni, ligada ao Partido Radical italiano, sobre a lei que continua por aprovar pelo parlamento.

FONTE: EURONEWS

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