sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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21-A ASCENÇÃO

 DO DINHEIRO

O que também grandes banqueiros
e prestigiados políticos não querem
que se saiba acerca do dinheiro

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* Veja também "O DINHEIRO COMO DÍVIDA" editado nas 5 semanas anteriores ao do início  desta série neste mesmo horário.

** As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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HOJE
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
Embaixador deixa Portugal
 com processos laborais

A Rádio Renascença avança hoje que existem vários processos em tribunal contra a embaixada por alegados despedimentos ilícitos, todas com datas posteriores à chegada de Saad Mohammed Ali

Houve pelo menos sete pessoas despedidas desde que Saad Mohammed Ali iniciou funções em Lisboa, avança hoje a Rádio Renascença, depois do anúncio de ontem de que o embaixador iraquiano iria deixar Portugal em sequência do caso da agressão de um jovem em Ponte de Sor no verão passado, cuja autoria os filhos gémeos assumiram publicamente. 
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O PAI DOS PUTOS BANDIDOS

De acordo com a mesma fonte, existem vários processos em tribunal por despedimentos ilícitos. A embaixada justificou os vários casos laborais com a guerra contra o Estado Islâmico.

Segundo a rádio, um dos casos é o de uma funcionária que alegadamente começou a receber cartas da embaixada a dizer que já não precisavam dos seus serviços quando se encontrava de licença de maternidade, após uma baixa por gravidez de risco. A funcionária nunca terá recebido carta oficial de despedimento, ficando assim impedida de receber subsídio.


Existe um outro caso, diz a Renascença, de um outro funcionário dispensado quando estava de baixa médica. Num outro, a cujo processo a rádio teve acesso, a embaixada alegou que os tribunais portugueses não têm competência para julgar estas situações. Segundo a mesma fonte, em primeira instância foi-lhe dada razão, mas no recurso o Tribunal da Relação considerou que estes podem decidir sobre o pagamento de retribuições intercalares mas não para decidir sobre indemnizações ou reintegrações.

Em declarações à rádio, a embaixada iraquiana não desmente os casos. Justifica-os com a guerra contra o Estado Islâmico. "A situação no Iraque está difícil, com o problema no norte do Iraque, onde o exército está a combater o Estado Islâmico. 

No ministério [dos Negócios Estrangeiros do Iraque] tivemos alguns descontos dos ordenados dos funcionários locais, até diplomatas. Os funcionários locais não aceitaram os descontos, não aceitaram as informações que chegaram. Não temos nada a ver. O ministério tomou a atitude. Como eles não aceitaram, deixaram a embaixada. Nós não podemos fazer nada, porque a ordem é do ministério", defendeu.

* Afinal os putos bandidos têm a quem saír.

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OS NÚMEROS
DE 2016



CLIQUE EM "Programa OLHOS NOS OLHOS"

Se no dia do programa, 18 de Janeiro, não teve oportunidade de ficar mais esclarecido sobre o tema, dispense-se tempo para se esclarecer agora, este programa é extenso mas terrivelmente claro e polémico.
Fique atento às declarações do Dr. Pedro Braz Teixeira.

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HOJE  NO
"RECORD"

Madeira Rodrigues anuncia 
'dispensa' de Jorge Jesus

Pedro Madeira Rodrigues anunciou, esta sexta-feira, que Jorge Jesus deixará de ser treinador do Sporting caso seja eleito presidente do clube de Alvalade nas eleições de 4 de março. A decisão do candidato surge depois de Jesus ter entrado na Comissão de Honra de Bruno de Carvalho. 
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"Nem Bruno de Carvalho devia ter feito este convite, nem Jesus devia ter aceite. Mas parece que o fez... o foco de Jesus não devem ser as eleições mas sim a equipa. Isolando a equipa deste processo eleitoral, que é o que tenho tentado transmitir. Jesus escolheu um lado e isso tem consequências. A consequência imediata é que ele não será o meu treinador quando eu tomar posse a 4 de março", afirmou, não acreditando que o timoneiro opte permanecer se ganhar as eleições:

"Jorge Jesus é um homem de carácter e vai cumprir a sua palavra. Não me passa pela cabeça que isso não aconteça. Não há outro cenário."
Madeira Rodrigues anunciou ainda que irá agora começar a "procurar um treinador cujo perfil está identificado e que possa servir o Sporting para que o clube volte às vitórias e volte a ser ganhador"

Marco Silva?
Descrevendo brevemente o perfil de treinador que pretende - "ganhador, que viva os ideais leoninos e que aposte na formação" -, Madeira Rodrigues não quis abordar o nome de Marco Silva. "Tem contrato... Não queria perturbar mais a equipa. Quando tiver feito a escolha vocês saberão."

* Madeira Rodrigues tem razão absoluta.

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COM PORTÕES
ABERTOS

O SUICÍDIO EUROPEU

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A xenofobia, o fanatismo religioso destruirão o homem, do qual temos  dúvidas que seja ser humano.


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HOJE NO 
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Cocaína torna difícil 
esquecer coisas irrelevantes

Os consumidores de cocaína têm mais dificuldade em esquecer coisas irrelevantes, o que afeta a sua capacidade de deixar o vício, afirmaram cientistas espanhóis e holandeses.

Os investigadores do Centro de Investigação da Mente, Cérebro e Comportamento, das universidades de Granada e Leiden, sugerem que a cocaína pode alterar o controlo da mente para esquecer informações irrelevantes ou persistentes.
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Entre estas encontram-se os pensamentos intrusivos ou repetitivos que levam viciados em cocaína a consumir reiteradamente, tornando a desintoxicação mais difícil.

A experiência incidiu sobre consumidores ocasionais, viciados e pessoas que nunca consumiram drogas.

Confrontados com uma lista de palavras a recordar e outra de palavras a esquecer, os consumidores não conseguiram esquecê-las intencionalmente.

As palavras que não conseguiram esquecer pareciam interferir com as relevantes, tornando mais difícil recordar a informação relevante.

O consumo prolongado da cocaína altera as zonas do cérebro responsáveis pela seleção e processamento de informação.

* Toda a droga apreendida corresponde a 10% da total traficada, donde não existe vontade política a nível mundial para acabar com o narcotráfico.

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DANIELA SANTIAGO

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Almaraz e Donald Trump: 
perigo nuclear

Ambos podem poluir, contaminar, envenenar tudo o que os rodeia. O desastre é imprevisível, tal como são as consequências, desastrosas e irreparáveis.

“Nada pior que um louco com uma arma.” Esboço um sorriso, quando oiço a frase de um comentador da Cadena Ser, no carro. Ainda não tomou posse e Donald Trump já conseguiu desestabilizar o mundo. 

Sabemos que o multimilionário adora dar nas vistas, escandalizar, provocar, no entanto, na Casa Branca tudo muda de figura. Enquanto tento aquecer as mãos, numa Madrid soprada a frio polar, a discussão aquece na rádio, apesar de todos estarem de acordo. 

Trump tem, para além de língua afiada, um arsenal nuclear ao dispor e um jeito particular para cometer incidentes diplomáticos, tão poderosos e letais como um ataque químico. Em vésperas da tomada de posse já abriu fogo, em várias frentes:
  • Saúda o Brexit e insta outros países da União Europeia a fazerem o mesmo, a promoverem referendos para se separarem do projeto europeu. Claro que desmantelar, enfraquecer a Europa é a melhor forma de destruir económica e politicamente qualquer "rival”;
  • Assegura que a Nato está obsoleta;
  • Acusa Angela Merkel de potenciar atentados terroristas graças à política migratória da Alemanha;
  • Atiça a ira dos palestinianos quando, em plena Cimeira do Médio Oriente, em Paris, faz saber que pretende mudar a Embaixada norte-americana de Telavive para Jerusalém;
  • Espicaça os mexicanos, continua a provocar o Presidente Peña Nieto que já assegurou que não vai pagar muro nenhum, a separar os dois países.
O diretor da CIA não poupa nas críticas mordazes ao Presidente eleito. John Brennan pede a Donald Trump para pensar antes de falar e lança um alerta, assegura que Trump não compreende a ameaça real que os russos representam para os EUA. O problema é que, ao que tudo indica, Donald terá o “rabo preso” e bem “preso” por Putin. Estará mais condicionado do que se sabe ou pensa.

Numa semana, marcada pelas decisões unilaterais de Espanha quanto à construção de um cemitério de resíduos nucleares em Almaraz, a menos de uma centena de quilómetros de Portugal, o mundo inteiro estremece perante os riscos da “loucura” de um único homem.

Em Espanha, Almaraz nem sequer é notícia. Não aparece nas páginas dos jornais. No encontro, no imponente Ministério da Agricultura e Ambiente de Madrid, só apareceu, para além da imprensa portuguesa, uma televisão e uma rádio regionais, da Estremadura. Portugal apresentou queixa em Bruxelas. Espanha não comenta.

Em nada me surpreende o desfecho. Sempre disse nas intervenções em direto, para os noticiários da RTP e da Antena 1, que seria quase impossível o Executivo de Mariano Rajoy voltar atrás, retroceder depois de dar luz verde às mais distintas etapas do processo, em vários ministérios e instituições estatais. Mais, questiono se, alguma vez, ponderaram a possibilidade de o fazer.

Quem ficou mal na fotografia foi o próprio Rajoy e o Rei Filipe VI. Em novembro, na Moncloa, o Presidente do Governo de Espanha garantiu a António Costa que tudo seria feito com transparência (e foi, mas sem consultar Portugal). Quanto ao monarca, por ocasião das cerimónias fúnebres de Mário Soares, reuniu-se com o Presidente da República a quem deixou a certeza de não existirem decisões unilaterais quanto a Almaraz. Terá sido mesmo esta afirmação que desbloqueou o encontro entre o Ministro do Ambiente português e a homóloga espanhola, contudo, as duas horas de reunião não serviram para nada e tanto as palavras de Mariano como as do Rei caíram em saco roto.

Mesmo assim, deve ser mais fácil travar e desmantelar Almaraz, do que parar um homem que nem sequer se sabe comportar como homem, quanto mais como político e ainda mais como presidente do EUA.

Quanto aos riscos de ambos, mantem-se o equilíbrio: são imprevisíveis, tóxicos e potencialmente letais.

IN "RTP NOTÍCIAS"
17/01/17

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1117.UNIÃO



EUROPEIA



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HOJE NO 
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS
DA MADEIRA"

Agrobio vem à Madeira 
divulgar agricultura biológica

A Agrobio, Associação Portuguesa de Agricultura Biológica, vai estar no Funchal, no próximo dia 26, no Colégio dos Jesuítas, Sala I do Pátio, com o workshop “’Agricultura Biológica e Desenvolvimento Rural Sustentável”’.
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A Agrobio vai atravessar o atlântico e visitar a Ilha da Madeira com o propósito de divulgar a Agricultura Biológica no contexto de uma ruralidade sustentável, com o suporte da política agrícola comum.

Esta iniciativa é realizada em parceria com Organica, Universidade da Madeira, Quercus, Bolsa de Terras. A iniciativa conta com o apoio da Câmara Municipal do Funchal.
A participação é gratuita mas sujeita a inscrição. Saiba mais em www.agrobio.pt.

* Uma boa iniciativa mas é preciso estar-se atento aos "agrobigaristas".

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IV-HISTÓRIA DO SÉC.XX
6- A LENTA RECUPERAÇÃO
DE 1945 a 1968
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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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O mundo islâmico em 7 minutos

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HOJE  NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

Draghi: 
Qualquer país que queira sair da Zona
. Euro tem de deixar as contas em dia

O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, afirmou numa carta a dois eurodeputados italianos que qualquer país que pretenda sair da Zona Euro terá de resolver as suas obrigações e dívidas junto do sistema de pagamentos daquele bloco antes de poder cortar os seus laços.

Mario Draghi é peremptório: se um Estado-membro da Zona Euro quiser sair do bloco da moeda única só poderá fazê-lo sem quaisquer obrigações ou dívidas pendentes.
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Este comentário – uma rara referência, por parte de Draghi, à possibilidade de a Zona Euro poder perder membros – foi feito numa carta enviada pelo presidente do BCE a dois eurodeputados italianos e que foi divulgada esta sexta-feira, 20 de Janeiro, avança a Reuters.

"Se um país quiser deixar o Eurosistema, as responsabilidades ou dívidas do seu banco central para com o BCE terão de estar integralmente saldadas", salientou Draghi na missiva.

Segundo os dados de final de Novembro do sistema de pagamentos Target 2, citados pela Reuters, isso deixaria Itália com uma dívida de 358,6 mil milhões de euros para pagar.

De acordo com a mesma fonte, também Espanha e Grécia acumularam elevadas dívidas junto do Target 2, ao passo que a Alemanha sobressai como maior credora – com 754,1 mil milhões de euros a receber.

Ontem, recorde-se, o BCE manteve, tal como se esperava, a taxa de juro central em 0%. Além disso, Draghi reiterou que o banco central da Zona Euro vai manter o programa de compra de activos pelo menos até ao final do ano, tendo igualmente frisado que as taxas de juro ficarão no actual nível ou mais baixas bem para lá dessa data, e que se os sinais da economia piorarem o banco central está pronto para reforçar os estímulos que tem no terreno. 

* Disse o óbvio mas disse com oportunidade!

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Gloria Gaynor

I Will Survive

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HOJE  NO
"DESTAK"

Instituto de Coimbra defende 
que politécnicos devem 
atribuir doutoramentos

O presidente do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC), Rui Antunes, voltou a defender hoje o fim das barreiras para que politécnicos possam atribuir graus de doutoramento aos seus alunos. 
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"A divisão que atualmente existe entre o ensino superior politécnico e o ensino superior universitário deixou de ter razão de ser", reafirmou Rui Antunes, considerando que a manutenção de um sistema binário é uma "distinção prejudicial, não só para as instituições, como para a inserção no mercado de trabalho de alguns dos diplomados".

Segundo o presidente do IPC, "não faz sentido manter uma divisão do ponto de vista jurídico entre o que o politécnico e uma universidade podem fazer". 

* À vontadex, mestrados e doutoramentos já se compram a granel.

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HOJE  NO
"i"
Dez concelhos vão ficar sem luz no domingo. 
O seu será afetado?

A interrupção no fornecimento de energia poderá durar cerca de 7 horas.

A eletricidade vai faltar em dez concelhos de Portugal Continental este domingo, dia 22 de janeiro. 
Ao longo desse dia, a EDP irá realizar trabalhos nas redes de distribuição de energia e consequentemente irá interromper o fornecimento de luz em 10 concelhos do país.

Os concelhos afetados serão Coimbra, Figueira da Foz, Santo Tirso, Trofa, Azambuja, Cartaxo, Ferreira do Zêzere, Tomar, Lisboa e Albufeira. 
De realçar que a interrupção no fornecimento de energia poderá durar cerca de 7 horas. 

* Fique atento ao apagão.

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6-VERGONHA ALHEIA
 CINTO AS FEZES

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* "Vergonha Alheia" é um conjunto de vídeos produzido pelo site brasileiro "AlfaCon Concursos Públicos"
De uma maneira bem humorada são relatadas várias frases "assassinas" da língua portuguesa. Como em todos os países que adoptaram esta língua como nacional, os atentados à gramática são incontáveis, deixamos-vos com esta peça muito bem apresentada que também serve para reflectir sobre o estado da educação nos nossos países.

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HOJE  NO 
"A BOLA"
FIFA
Collina é o novo presidente do 
Comité de Árbitros da FIFA
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O antigo árbitro italiano Pierluigi Collina é o novo presidente do Comité de Árbitros da FIFA, anunciou esta sexta feira, em comunicado, a Federação italiana de futebol.

Collina, que até aqui era o responsável pela arbitragem da UEFA, irá suceder a Ángel Maria Villar no cargo da FIFA. 
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* Diz-se que como árbitro era exemplo de idoneidade.

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HOJE NO  
"AÇORIANO ORIENTAL"

Cientistas abrem caminho 
a armazenamento de memória 
cem vezes maior que o atual

Cientistas catalães usaram ADN para criar dispositivos de armazenamento de dados com memórias cem vezes superiores aos atuais, através de nanotecnologia.
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Na investigação do Instituto de Química Avançada da Catalunha, os cientistas criaram segmentos de ADN (as moléculas que carregam a informação genética dos seres vivos) que colaram a outras moléculas funcionais.

Com esta técnica, projetam criar nanodispositivos, do tamanho de moléculas ou átomos, e associá-los a outros dispositivos microeletrónicos e a moléculas funcionais, como as de proteínas ou enzimas.
Num estudo publicado na revista especializada Advanced Materials, os cientistas catalães "colaram" um conjunto de moléculas de ADN numa superfície de ouro e conseguiram imprimir uma linha como as que se utilizam nos circuitos eletrónicos, numa superfície de 10 nanómetros (uma medida mil milhões de vezes mais pequena que o metro).

Este método permitirá criar circuitos mais pequenos, possibilitando armazenar mais memória em menos espaço (como uma 'pen', ou dispositivo USB com cem vezes mais capacidade que as atuais) ou criar sensores de alta resolução.

* Virá o tempo em que um só cabelo será um disco rígido portátil que transportaremos na cabeça, que será dos carecas...

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MADAGÁSCAR
 População só tem cactos para comer

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 HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"

Pais agredidos pelos filhos calam-se 

Apenas 25% fazem denúncia à polícia. APAV seguiu 1777 casos em três anos.

Apenas um quarto dos 1777 pais vítimas de violência por parte dos filhos, e que foram assistidos entre os anos de 2013 e 2015 pela APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima), fez queixa às autoridades policiais. Um encobrimento motivado por "vergonha, sentimento de culpa ou desconhecimento" das vítimas, que maioritariamente são mulheres viúvas acima dos 65 anos. 
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De acordo com o relatório da APAV ‘Violência Filioparental 2013-2015’, ontem divulgado, todos os dias há, em média, pelo menos um pai ou mãe agredido pelos filhos. Dos 1777 processos de apoio em três anos foram identificados 4327 crimes. Este fenómeno da violência doméstica disparou de 2014 para 2015, com a APAV a registar, respetivamente, 553 e 667 casos. "Ainda assim, a maior parte não denuncia os filhos porque tem vergonha, sentimento de culpa ou desconhece que o pode fazer. 

Há preconceito por irem a uma esquadra", lamenta ao CM Maria de Oliveira, da APAV. A forma como os casos chegam à associação é dividida: "Metade pelas próprias vítimas; a outra metade pelos familiares, amigos, vizinhos ou instituições." Um desses casos é o de Hermínia (nome fictício), com mais de 70 anos, que chegou à APAV pelo seu banco. O filho começou a agredi-la e a tirar dinheiro quando ficou viúva. "Fechava os punhos, batia-me de um lado e de outro, puxava-me os cabelos, batia-me na cabeça, batia-me nos olhos, apertou-me o nariz, tapou-me a boca e apertou-me o pescoço e outras coisas mais", contou à Lusa. 

Entre os 4327 crimes registados pela APAV, houve 1658 casos de maus-tratos psíquicos, 1090 maus-tratos físicos, 698 ameaças, mas também 123 roubos ou duas violações.

* E estas bestas dizem ser seres humanos...

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 HOJE  NO  
"OBSERVADOR"

O discurso de Trump 
descodificado em 5 pontos

À frente do "povo", Trump quer acabar com a "carnificina americana", "erradicar o terrorismo da face da Terra" e pôr sempre a "América primeiro". Foram 16 minutos que podem definir a nova presidência

1-O povo vs. Washington.
 “Estamos a dar o poder ao povo” 

Nada mudou: o discurso inaugural de Donald Trump como novo Presidente americano podia ter sido feito durante a campanha eleitoral. Mais uma vez, Trump assumiu-se como representante dos cidadãos americanos contra as elites políticas e económicas. 
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“A cerimónia de hoje tem um significado muito especial, porque hoje não estamos apenas a transferir o poder de uma administração para a outra, ou de um partido para o outro. Estamos a transferir o poder de Washington, D.C., e a dá-lo a vocês, o povo”. Aliás, Trump voltou a repetir a mesmíssima frase que usou na noite 8 de novembro, quando ganhou as eleições: “Os homens e mulheres esquecidos nunca mais vão ser esquecidos”.

Insistindo na ideia de que só agora o povo norte-americano estará verdadeiramente representado no governo, Trump criticou o establishment de forma violenta. E quem é o establishment? Simples: são eles. “O sistema protegeu-se a si próprio mas não os cidadãos do seu país. As vitórias deles não foram as vossas vitórias. Os triunfos deles não foram os vossos triunfos. E enquanto eles celebravam na capital do nosso país, as famílias em dificuldades em todo o nosso país tinham pouco que festejar”, disse Trump, a poucos passos de Barack Obama (um dos “eles“), a quem antes tinha agradecido por ter sido “magnífico” no processo de transição do poder.

“Os politicos prosperaram, mas os empregos faltaram. E as fábricas fecharam”, disse Trump. “Nunca mais vamos aceitar políticos que são só conversa e nada de ação, sempre a queixar-se sem fazer nada relativamente aos problemas”. A simpatia com que se dirigiu aos antigos presidentes no início do discurso foi substituída em poucos minutos por ataques diretos às políticas anteriores à sua eleição.

Agora, garantiu, “as coisas vão começar a mudar”. E regressou à retórica populista: “Este é vosso momento. Pertence-vos”. E insistiu: “O que verdadeiramente importa não é que partido controla o nosso governo, mas se o nosso governo é ou não controlado pelo povo. O dia 20 de janeiro de 2017 será recordado como o dia em que as pessoas se tornaram novamente nos governantes desta nação”.

Sobre este novo poder do povo, um dos temas que mereceram mais destaque durante os 16 minutos que durou o discurso de Trump, o novo presidente dos EUA não foi contido. “Toda a gente vos está a ouvir agora. Vieram dezenas de milhões para fazer parte de um movimento histórico, um movimento como o mundo nunca viu antes.”

2-A segurança da América e dos americanos 
“Esta carnificina americana acaba aqui e agora”

Foi a expressão mais marcante do discurso: “carnificina americana”. Conhecido apoiante do direito dos americanos a terem armas, Donald Trump dedicou uma parte significativa da sua retórica à criminalidade nos EUA. “O crime, os gangues, as drogas, que roubaram tantas vidas e tiraram ao nosso país tanto potencial… Esta carnificina americana acaba aqui e agora”, disse Donald Trump.

Mesmo que os números mostrem uma progressiva diminuição das taxas de crime ao longo dos últimos anos (uma das excepções foi Chicago, a cidade de Obama), o último ano ficou marcado por um conjunto de crimes muito mediáticos, como o tiroteio em Austin.

A nível internacional, houve referências à NATO, ainda que implícitas. “Durante décadas”, criticou Trump, “subsidiámos os exércitos de outros países enquanto permitíamos a triste diminuição do nosso exército. Defendemos as fronteiras dos outros e recusámo-nos a defender as nossas”.

O novo Presidente americano deixou ainda uma afirmação que pode ser interpretada como mais uma abertura a futuras relações de proximidade com um novo aliado, a Rússia: “Vamos reforçar velhas alianças e formar novas”.

3-O combate ao extremismo islâmico 
“Vamos erradicar completamente o terrorismo islâmico da face da Terra” 

A proposta parece simples: “Vamos erradicar completamente o terrorismo islâmico da face da Terra”. O método também parece harmonioso: “Vamos procurar uma relação de amizade e boa vontade com os países do mundo” e “unir o mundo civilizado contra o terrorismo”.

Tudo isto, referiu Trump, tendo sempre em conta “que é direito de todos os países pôr os seus interesses em primeiro lugar”. Contrariamente ao defendido pelos neoconservadores do tempo de George W. Bush, Trump considera que os EUA não devem forçar os outros países a implantarem a democracia pela força das armas americanas: “Não queremos impor o nosso estilo de vida a ninguém, mas antes deixá-lo brilhar como exemplo. Vamos brilhar para todos nos seguirem”.

4-A importância do protecionismo 
“América primeiro, América primeiro” 

A defesa do protecionismo foi uma das principais bandeiras de Donald Trump em campanha — e também ocupou uma grande parte do discurso inaugural. “De hoje em diante, vai ser só América primeiro, América primeiro.” Depois de ter forçado um acordo com a Carrier, uma fábrica de equipamentos de ar condicionado, impedindo-a de desviar mil postos de trabalho dos EUA para o México, e de ter acusado a Ford de querer despedir trabalhadores norte-americanos, Trump voltou a defender a manutenção dos empregos norte-americanos, criticando as empresas que retiraram fábricas do país. “Fizemos outros países ricos enquanto a riqueza, a força e a confiança do nosso país se dissipou no horizonte. Uma a uma, as fábricas encerraram e deixaram o nosso país sem pensar nos milhões e milhões de trabalhadores americanos que deixaram para trás”, disse no seu discurso.

“Cada decisão que tomarmos em termos de comércio, impostos, imigração e negócios estrangeiros vai ser feita para beneficiar os trabalhadores e as famílias americanas. Temos de proteger as nossas fronteiras do saque de outros países, que estão a fazer os nossos produtos, a roubar as nossas empresas e a destruir os nossos empregos”, afirmou ainda, com grande dureza retórica, garantindo que vai “reconstruir o país”.

A promessa que deixou no discurso foi que, “de hoje em diante, uma nova visão vai governar a nossa terra”: “De hoje em diante, vai ser apenas a América primeiro, a América primeiro”. E, contra todas as críticas a este modelo económico, garantiu: “A proteção vai conduzir à prosperidade e à força”.
O novo Presidente prometeu novamente uma política de investimento em infraestruturas, que terá de negociar com o Congresso, e que poderá ascender a um bilião de dólares (que poderão misturar fundos públicos e privados): “Vamos trazer os nossos empregos de volta, vamos trazer as nossas fronteiras de volta. Vamos trazer de volta a nossa riqueza e vamos trazer de volta os nossos sonhos. Vamos construir novas estradas e auto-estradas e pontes e aeroportos e túneis e caminhos de ferro por toda a nossa nação”. E concluiu: “A América vai começar a ganhar outra vez, vai ganhar como nunca”.

5-O apelo à união entre raças “Negros, castanhos ou brancos. 
Todos temos o mesmo sangue”

O último grande tema do discurso de Trump foi a unidade dos americanos, com muitas referências bíblicas e religiosas. “Quando a América se une, a América é totalmente imparável”, afirmou. “Partilhamos um só coração, uma só casa e um só destino glorioso”.

Comprometendo-se com todos os americanos, Trump evitou referir-se às discórdias internas provocadas pela campanha presidencial (uma das mais duras de sempre), exceto numa pequena expressão entre referências bíblicas. “A Bíblia diz-nos quão bom e agradável é quando o povo de Deus vive em unidade. Temos de nos expressar abertamente, debater os nossos desentendimentos honestamente, mas procurar sempre a solidariedade”.

O novo Presidente tem sido criticado por ter escolhido uma administração com pouco equilíbrio racial: o governo Obama tinha 48% de afro-americanos e latinos, enquanto o governo Trump tem apenas 14%. No discurso de tomada de posse, usou a retórica para apelar à união: “É tempo de lembrarmos aquela sabedoria antiga que os nossos soldados nunca vão esquecer — que quer sejamos negros, castanhos ou brancos, todos sangramos o mesmo sangue vermelho dos patriotas”. Mais: “Todos nós beneficiamos das mesmas liberdades gloriosas e todos saudamos a mesma grande bandeira americana”.

* A equipa governativa de Trump não podia ter melhores facínoras

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