quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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 3-DEUS, UM DELÍRIO

 O VÍRUS DA FÉ

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HOJE NO  
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Médicos assinam atestados em branco para escolas de condução

Presidente da Associação de Escolas diz que é prática corrente clínicos passarem atestados sem ver os alunos. Tutela garante que legislação vai mudar.
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Escolas de condução têm "acordos" com clínicos para a obtenção de atestados médicos para quem quer tirar carta. Os atestados estão assinados, mas em branco. Escolas e alunos preenchem o resto. O presidente da Associação Portuguesa de Escolas de Condução, Alcino Cruz, fala em "prática corrente".

* Idoneidade de médicos e donos das escolas "inquestionável", o que dirá o sr bastonário da OM?

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MOSCHINO

FULL FASHION SHOW
INVERNO
2016/2017

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HOJE 
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS
DA MADEIRA"

Venezuela com 28.479 assassínios 
em 2016

A Venezuela registou 28.479 homicídios em 2016, ou 91,8 assassínios por 100.000 habitantes, o que a torna, segundo especialistas, no segundo país com mais criminalidade violenta do mundo, informou hoje o Observatório Venezuelano da Violência.



“A previsão para o ano de 2016 é que, no final do ano, teremos 28.479 pessoas vítimas de morte violenta, para uma taxa de 91,8 mortes violentas por cada 100.000 habitantes”, disse o diretor da organização não-governamental, o sociólogo Roberto Briceño León.

Embora esta taxa de crescimento deste tipo de crimes possa ser considerada “moderada”, segundo Briceño, no caso da Venezuela ela é “alarmante”, porque o país é o segundo com mais criminalidade violenta, depois de El Salvador (103 homicídios por 100.000 habitantes) e antes das Honduras (59 homicídios por 100.000 habitantes).

* Nicolas Putrefacto é um espanto, 79 crimes de sangue por dia e o ano ainda não acabou.

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II-A Verdadeira História da Internet

2 - A Pesquisa

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HOJE  NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

António Guterres quer reunir-se com
.Trump "logo que seja possível"

O próximo secretário-geral da ONU, António Guterres, disse querer encontrar-se com o Presidente norte-americano eleito, Donald Trump, "logo que seja possível" e que é sua "determinação estabelecer um diálogo construtivo com a nova administração".

"Tive (...) uma excelente reunião de trabalho com o Presidente Putin e espero que o mesmo possa vir a acontecer com Donald Trump", disse esta quarta-feira à noite António Guterres, em entrevista à SIC, referindo-se ao encontro que teve no final de Novembro com o chefe de Estado russo, Vladimir Putin.

"Seguramente, terei o maior interesse em visitar Trump logo que isso seja possível", afirmou Guterres, sublinhando que os Estados Unidos são "não só o principal financiador [das Nações Unidas], mas um elemento fundamental em tudo o que é a ação das Nações Unidas".
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O ex-primeiro-ministro português, que sucede a Ban Ki-moon, a 1 de Janeiro, no cargo de secretário-geral da ONU, afirmou que "há uma questão decisiva que é estabelecer um diálogo construtivo com a nova administração americana. "Essa é a minha determinação e tudo farei para que assim aconteça", sublinhou.

Questionado sobre o cepticismo demonstrado por Donald Trump quanto ao aquecimento global, posição que mudou ligeiramente depois da eleição, ao afirmar que pode vir a apoiar acordos internacionais contra as alterações climáticas e que tem "uma mente aberta", Guterres admitiu uma posição diferente da nova administração.

"Haverá seguramente do novo Governo uma posição diferente" da assumida pela Administração de Barack Obama, disse, frisando contudo a postura aberta da sociedade e das empresas norte-americanas.

Trump volta a criticar a ONU
Esta quarta-feira, Donald Trump voltou a atacar as Nações Unidas, sublinhando que a organização "não está a altura" do seu potencial e que, em vez de resolver problemas, "os provoca".

Donald Trump falava à porta da residência do clube Mar-a-Lago, no norte de Miami, onde está a passar férias. "Quando é que se viu a ONU a resolver problemas? Não o faz, causa problemas", disse Donald Trump.

Donald Trump tem criticado a ONU desde que, na sexta-feira passada, o Conselho de Segurança aprovou uma resolução que condena a política de colonatos israelitas em território palestinianos.

* António Guterres tem um excelente jogo de cintura.

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RICARDO ARAÚJO PEREIRA

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 Mariquice linguística

Considero que todas as pessoas, independentemente da cor, género, religião ou orientação sexual podem ser achincalhadas. Sou pela igualdade

Como, por razões de saúde, não estou presente nas chamadas redes sociais, conto com vigilantes florestais amigos para me manterem informado acerca dos incêndios que vão lavrando por lá. Tendo sido esta semana responsável por um, ainda que de pequena dimensão, desejo aproveitar este momento, em que os indignados não dedicaram ainda a sua indignação a outro alvo, para os indignar ainda mais.

O escritor e crítico literário Eduardo Pitta (EP) comentou certo passo de uma das centenas de entrevistas que tenho dado a propósito do lançamento de um livro. O entrevistador falou--me de uma rábula antiga em que se usavam palavras como "coxo" e "mariconço". E eu disse que esse sketch, bem recebido na altura, hoje seria, provavelmente, considerado inadmissível.

As observações de EP vieram demonstrar que eu tinha mais razão do que pensava. Diz ele: "(.) em Portugal, (.) os homossexuais masculinos dividem-se em três grupos: homossexuais, gays e bichas. (.) não sei o que é um mariconço. (.) Mas RAP lamenta não poder achincalhar os mariconços." Estou a tentar reproduzir com rigor e honestidade as palavras de EP um cuidado que, infelizmente, ele não teve comigo: eu nunca lamentei não poder achincalhar os mariconços (até porque, na verdade, posso e considero, aliás, que todas as pessoas, independentemente da cor, género, religião ou orientação sexual podem ser achincalhadas. Sou pela igualdade).

O sketch em causa, curiosamente, não achincalhava ninguém.

A rábula não tinha (mas talvez devesse ter) a clássica indicação "nenhum mariconço foi magoado durante a filmagem deste sketch", para sossego de todos. Para situar os leitores que têm o bom gosto de não acompanhar o meu trabalho, explico melhor: era uma rábula sobre a enunciação de palavras tais como "coxo", "vesgo", "fanhoso" ou "mariconço", num tipo de discurso a que não deviam pertencer. No sketch, uma personagem não domina certos códigos de linguagem e outra corrige-a. Dito assim parece aborrecido, mas o visionamento da rábula acaba por demonstrar que é mesmo aborrecido.

Ora, hoje não interessa o contexto nem a intenção com que uma palavra é dita: a sua simples enunciação é uma ofensa um achincalhamento. Nos EUA, livros como Não Matem a Cotovia estão a ser banidos dos programas e das bibliotecas por conterem a palavra "nigger". Não importa se o objectivo é denunciar o racismo ou praticá-lo: aquela palavra é interdita.

Este apetite para excluir palavras do espaço público tem várias causas. Vou começar pela palavra "coxo" (embora a comunidade coxa tenha mantido a este propósito o silêncio sensato do costume).
Decidiu-se que pessoas como os coxos são demasiado frágeis para aguentarem o peso da palavra "coxo". Há que almofadar o vocábulo, para os proteger. Talvez o caso mais interessante seja o da palavra "velho".

Para salvar os velhos do opróbrio da palavra "velho", o termo foi substituído por "sénior". Mas este ano, o Departamento de Excelência Inclusiva da universidade do New Hampshire concluiu que substituir a palavra "velho" por um eufemismo poderia indicar que estamos a colocar uma carga negativa na velhice (o que, aliás, é óbvio).

De modo que resolveram banir a palavra "sénior" e reabilitar a palavra "velho".

A palavra "mariconço" é rechaçada por outras razões, entre as quais a seguinte: há uma compulsão actual para a literalidade que leva a que certas pessoas acreditem que as palavras têm um único significado. É um entendimento infantil do funcionamento da linguagem, mas é o argumento de EP: "mariconço" designa um homossexual masculino, e ele só não sabe que lugar lhe atribuir na sua taxinomia de homossexuais. No meu mundo, no entanto, as palavras têm mais do que um significado. 

Quando digo às minhas filhas que não sejam maricas, não estou a pedir-lhes que não sejam homossexuais masculinos. Elas sabem, aliás, que, se quiserem ser homossexuais masculinos, o pai não se opõe. Do mesmo modo, quando digo que "estou fodido", não pretendo transmitir a ideia de que as relações sexuais são desagradáveis, embora o diga sempre em tom de lamento. Quando a comunidade homossexual escolheu, e bem, adoptar a designação "queer", transformou um insulto num emblema. É uma das características que distinguem as palavras dos actos: uma ofensa pode passar a ser uma honra; um soco nunca deixa de magoar. Quando Mark Ashton organizou o "Concerto dos Pervertidos", não contribuiu para perpetuar a ideia de que a homossexualidade é uma perversão ajudou a destruí-la. Ashton é um herói pessoal porque, na minha qualidade de mariconço, nutro especial respeito por homossexuais que não são dados a mariquices.

Mas, infelizmente, agora vivemos num tempo em que até os escritores parecem ter esquecido que a linguagem é mais complicada do que parece. E isso foi a única coisa que eu lamentei.

IN "VISÃO"
21/12/16

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1094.UNIÃO



EUROPEIA


LEMBRAM-SE DA SUBSERVIÊNCIA?

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HOJE  NO
"DESTAK"

Cerca de 20% das portagens aumentam
 5 e 10 cêntimos em janeiro

Algumas portagens nas autoestradas portuguesas terão um aumento de 5 e 10 cêntimos a partir de 01 de janeiro, ficando de fora desta atualização 78% das portagens, que não terão "qualquer acréscimo de preço".
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O Ministério do Planeamento e Infraestruturas indicou hoje que "a atualização [das portagens] abrange 22% das taxas aplicadas e será de apenas 0,05 euros na generalidade das taxas de Classe 1, sendo de 0,10 euros num número reduzido de situações", acrescentando que "em 78% dos casos não haverá qualquer acréscimo de preço".

A revisão anual das taxas de portagem nas autoestradas entra em vigor a 01 de janeiro de 2017, de acordo com os respetivos contratos de concessão, que preveem a atualização com base na variação do índice de preços ao consumidor. 

* Qualquer assalto por pequeno que seja é roubo.

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2-A vida em Cuba
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* Esta reportagem foi concretizada antes da morte do ditador Fidel de Castro.

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OS TUGAS


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HOJE  NO
"i"

Natal.
 Portugueses gastaram 3,2 mil milhões

Os dados da SIBS, empresa que gere a rede multibanco, mostram que este ano a época de Natal ficou marcada por um aumento do número de transações nas caixas e terminais de pagamento automático e também por um aumento nos levantamentos feitos pelos portugueses

Este Natal, os portugueses abriram mais os cordões à bolsa: As compras pagas com multibanco aumentaram, assim como o número de levantamentos. De acordo com os dados da SIBS, divulgados ontem, em dezembro foram levantados mais de 2,3 mil milhões de euros e gastos mais de 3,2 mil milhões.
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Segundo as estatísticas da empresa que faz a gestão da rede multibanco, estes números representam um aumento de 7,7% no número de operações feitas por multibanco, durante a semana do Natal. Já as estatístiscas que dizem respeito ao período compreendido entre 28 de novembro e 25 de dezembro mostram que, em comparação com os dados de 2015, foram levantados, durante o período de compras de Natal mais 100 milhões de euros.

No total foram realizadas 82,8 milhões de operações de pagamento através de multibanco e as compras que foram feitas atingiram quase os 3,3 mil milhões de euros. Quanto aos pagamentos, a SIBS mostra que foram gastos mais 200 milhões de euros.

Mas não é só. Em média, os portugueses levantaram por dia 69 euros. Ao todo, foram feitos cerca de 34,5 milhões de levanamentos. E, em compras, os portugueses pagaram em média, nas lojas, cerca de 40 euros.

Pico na véspera de Natal 
O pico de transações em toda a rede multibanco nacional aconteceu no dia 24 de dezembro, por volta das 11:52. A SIBS sublinha que na véspera de Natal foram processadas 267 transações por segundo.

Ainda assim, vários estudos sobre as tendências de consumo nacionais mostram que a maioria preferiu fazer as compras duas semanas antes do dia de Natal. Já sobre os sítios onde todos preferem comprar os presentes, um estudo da Deloitte revela que o destaque continua a ir para o centros comerciais. Só quando se trata de ter de comprar ou comida ou brinquedos é que a escolha passa a recair nos supermercados.

Uma tendência que afasta os portugueses do resto da Europa, já que a maioria prefere, de acordo com a Deloitte, fazer as compras nas lojas de rua.

Comerciantes otimistas
Mas a verdade é que já muitos esperavam que este fosse um bom Natal em vários aspetos. Os comerciantes, por exemplo, já tinham feito saber que tinham boas expetativas.

A poucos dias da véspera de Natal, Vasco Mello, da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), tinha explicado que acreditava que as vendas estariam “acima do ano passado, entre 10% a 15%”.

Mas para este entusiasmo também muito contribuiu a perspetiva de um aumento do número de turistas estrangeiros em Portugal entre o Natal e o Fim do Ano. Até porque o índice de confiança do setor do turismo atingiu recentemente máximos históricos e a maioria dos empresários acredita que este tem sido um impulsionador do consumo no nosso país.

A melhorar o cenário está ainda o facto de Portugal continuar a somar recordes e expetativas positivas quando o tema é turismo. De acordo com o barómetro setorial, os operadores turísticos não podiam estar mais otimistas na projeção do que serão os próximos seis meses e assumem que tanto o Natal como o Ano Novo trarão mais receitas, dormidas e turistas do que em igual período do ano passado.

Mais gasto
Mas as contas que dizem respeito ao que os portugueses gastaram a propósito no Natal ainda não estão fechadas. Isto porque, de acordo com o último estudo do Observador Cetelem, este ano 23% dos portugueses aproveitaram para esperar pelas promoções. A percentagem de portugueses que quiseram esperar pelos saldos é superior à de 2015 (20%).

“Para a maioria dos consumidores, esperar pelos saldos posteriores ao Natal não terá sido uma opção, tendo preferido comprar todos os presentes antecipadamente. Mas há quem o tenha feito e há 7% dos inquiridos que ainda não sabem se vão recorrer à época de saldos para realizar algumas compras finais”, explica o estudo divulgado ontem.

Os dados analisados neste estudo mostram ainda que são as mulheres quem mais pretende aproveitar para comprar alguns presentes apenas nesta altura em que os preços estão mais baixos (28%). Já em relação aos homens, pode dizer-se que seguem menos esta tendência (18%).

* Esbanjaram em rabanadas, vai faltar dinheiro para o papo-seco.

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George Michael, Elton John

Don't Let The Sun Go Down On Me

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HOJE  NO
"A BOLA"

França
Hazard jogou bêbado e marcou três golos

Eden Hazard mudou-se do Lille para o Chelsea em 2012. E fez questão de fazer uma festa de despedida, conforme revelou agora o médio Rio Mavuba, seu companheiro de equipa na altura, ao jornal britânico The Independent.
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«[Hazard] quis organizar algo para se despedir. Nessa noite não dormiu e esteve sempre a beber, mas no dia seguinte jogámos com o Nancy e fez um hat-trick em meia hora. Todos pensámos que era, de facto, um dos grandes», contou o ainda médio do Lille.

Mavuba explicou ainda que se tratava do último jogo da Liga francesa e o Lille já tinha o terceiro lugar garantido na classificação. 

* Sem qualquer juízo moralista consideramos que ficar bêbado não engrandece ninguém, é apenas uma bestialidade, como pode ser isto notícia?

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HOJE NO  
"AÇORIANO ORIENTAL"

Presidente francês indulta mulher vítima
.de violência conjugal que matou marido

O chefe de Estado francês decidiu indultar uma mulher condenada a 10 anos de prisão pelo assassínio do seu marido violento e que se tornou um símbolo da luta contra a violência conjugal, anunciou hoje a presidência.
 
François Hollande concedeu-lhe “uma remissão do resto da sua pena de prisão”, o que “põe fim imediato à sua detenção”, indica um comunicado da presidência francesa.
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“O presidente da República considerou que o lugar” de Jacqueline Sauvage “não era na prisão, mas junto da sua família”, adianta.

Jacqueline Sauvage, 69 anos, matou o marido em 2012 com três tiros nas costas após 47 anos de violência, igualmente sexual, de que também foram vítimas os seus quatro filhos. O assassínio ocorreu um dia depois do suicídio do seu filho.

As suas três filhas, que sempre a apoiaram, testemunharam contra o pai, explicando terem sido violadas e espancadas, como era a sua mãe.
Jacqueline Sauvage foi considerada culpada em primeira instância e num recurso em dezembro de 2015.

O seu caso comoveu associações feministas, personalidades do mundo da cultura e responsáveis políticos. Circularam petições pedindo a sua libertação, uma das quais recolheu perto de 436.000 assinaturas.

O presidente Hollande concedeu-lhe um perdão parcial no início do ano, permitindo-lhe pedir a liberdade condicional. Mas esta foi recusada em primeira instância e em apelo.

* O indulto pecou por tardio.

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POLO AQUÁTICO FEMININO
2016
PORRADA DEBAIXO DE ÁGUA
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SÃO BRAVAS AS MENINAS


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HOJE NO  
"CORREIO DA MANHÃ"

450 detidos na operação 
"Festas Seguras" da PSP

A polícia deteve cerca 450 pessoas e apreendeu perto de 36 mil doses de droga durante a primeira fase da operação "Festas Seguras", que decorreu entre 15 e 26 de dezembro, anunciou hoje a PSP. 
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Do total das detenções, 162 deveram-se a condução com excesso de álcool, enquanto 56 foram por tráfico de droga, 47 por falta de carta, 26 por furto e 10 por posse de arma ilegal. Houve ainda 76 detenções que resultaram de mandado de detenção. 

Os números resultam da primeira fase da operação "Polícia Sempre Presente - Festas Seguras 2016", na qual estiveram envolvidos 6.557 elementos policiais, num total de 925 operações, adianta a PSP em comunicado. 

Neste período, a PSP apreendeu também 33 armas, das quais 11 eram armas de fogo. Foram ainda apreendidas perto de 36.000 doses de droga, com destaque para a cocaína (21.741 doses), heroína (7.896), haxixe (3.007) e 'ecstasy' (770), adiantam os dados da Polícia de Segurança Pública. 

Durante a operação, foram fiscalizadas cerca de 29.400 viaturas, tendo sido detetadas 290 infrações por falta de inspeção obrigatória, 287 por uso indevido do telemóvel e 79 por falta de cinto de segurança. Foram ainda verificadas 1.401 infrações por excesso de velocidade, através de radar. 

Ao nível da sinistralidade rodoviária, a PSP registou, neste período, 484 acidentes, dos quais resultaram 157 feridos (três graves e 154 ligeiros). A Operação "Polícia Sempre Presente - Festas Seguras 2016" está a ser desenvolvida a nível nacional, em toda a área de responsabilidade da PSP, até ao dia 02 de janeiro de 2017.

* PSP e GNR são forças de segurança de proximidade da maior importância.

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HOJE  NO 
"OBSERVADOR"

Há 50 anos, a indecência de 
Natália Correia libertou-nos

Em Dezembro de 1966 foi publicada a "Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica", um conjunto de textos então considerados "imorais". Nuno Costa Santos lembra a obra e o alvoroço que gerou. 

Passam 50 anos da edição da Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica, escândalo literário apreendido e matéria de julgamento em Tribunal Plenário, acusada de ofender o “pudor geral”, a “decência”, a “moralidade pública” e os “bons costumes”. Passa meio século desse serviço que Natália Correia prestou à liberdade.
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O projecto de reunir textos “dos cancioneiros medievais à actualidade” considerados malditos pelas regulamentações legais e sociais vigentes foi, segundo a investigadora Isabel Cadete Novais, o aprofundamento de uma empreitada iniciada por Manuel Cardoso Marta, amigo de Natália, a quem a escritora comprara uma generosa biblioteca. Terá sido o jornalista que a iniciara sob o título “O purgatório dos poetas” e após a sua morte o projecto fora recuperado, completado e publicado com outra designação, no ano de 1966, pelas edições Afrodite, de Ribeiro de Mello.

Juntam-se assim dois nomes subversivos nesta provocação bem preparada: o da extravagante açoriana e o do excêntrico portuense Fernando Ribeiro de Mello, o “Editor Contra”, para usar a expressão do título de um livro da autoria de Pedro Piedade Marques. Nesse volume, editado em 2015 pela Montag, descrevem-se assim, com citações do prefácio, as razões da pesquisa: “Esta antologia foi um trabalho de fundo da poetisa, visando ‘exumar do cemitério das obras malditas’ poesias que trouxessem à superfície (e à modorra dos anos finais de Salazar) as ‘recalcadas supurações do instinto’”.

O prefácio, “O Cativeiro de Afrodite”, começa por aludir ao facto de Carolina Michaëlis de Vasconcelos, quando se ocupou das cantigas satíricas dos nosso Cancioneiros medievais, ter declarado que não evitaria as obscenidades típicas do “género Burlesco” dos Cancioneiros, sempre que estivesse em causa apurar a verdade.

 PANTEÃO DO HEDONISMO
E que autores figuravam nesse pouco recomendável álbum de família? De jograis de corte e do Abade de Jazente a poetas na altura ainda na casa dos 30, como E.M. de Melo e Castro e Herberto Helder, que escreve em “Ciclo” os seguintes versos:

Escuto a fonte, meu misterioso desígnio
de cantar o amor.
Da tremenda alegria da carne
deve vir o espírito do canto, da vossa
deslumbrante alegria, ó intensas
criaturas solares (…)

De autores do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende até a um António Botto (com dois inéditos) ou a um Luiz Pacheco, cujo “Coro de Escárnio e Lamentação dos Cornudos em Volta de São Pedro tem um inequívoco “Finale, muito católico”:

Assim termina o lamento  
pois recordar é sofrer.  
Ama e fode.  
É bom sustento!  
E por nós reza um pater

Mais ou menos no centro deste panteão nacional do hedonismo em forma de verso encontra-se, naturalmente, Manuel Maria Barbosa du Bocage. O texto que antecede o rol de poemas com os quais o bardo nascido em Setúbal em 1765 é representado tem o tom e o desenho próprios da autora de “A Ilha de Circe”: “É com Bocage que a poesia erótica portuguesa se preenche de maior complexidade e explora com a mais refinada ciência poética a versatilidade do Eros proteico”. A nota é rematada com uma referência à contradição que nele se sacudia: “E não é com menor brilho que o poeta celebra ou abomina os transes da luxúria do que aquele amor imaterial que ‘na terra quer imitar o do céu’”.
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Daniel Pires, presidente da direcção do Centro de Estudos Bocageanos, vê nestes termos a importância da publicação da Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica. “Foi um marco relevante por divulgar inúmeros textos poéticos ditos imorais, por ser o corolário de uma ampla investigação, quer em arquivos, quer em bibliotecas, e ainda por revelar inéditos de vulto que se encontravam em colectâneas manuscritas antigas”. Chama a atenção para o prefácio “marcante, nos domínios conceptual e formal”. E para a circunstância decisiva de a iniciativa ter partido de uma mulher, contribuindo para o desmoronamento de um tabu sexista.

Segundo o autor de Bocage, a Imagem e o Verbo (Imprensa Nacional — Casa da Moeda, 2015), as opções de Natália Correia relativamente a Bocage reflectem o estádio da investigação da época. “A introdução é clara e abrangente e tem o mérito de afirmar que uma parte da poesia de carácter erótico ou pornográfico que lhe é atribuída não lhe pertence”. Considera pertinente a selecção de poemas, realçando a publicação de um excerto de “Cartas de Olinda e Alzira”, “eventualmente o primeiro manifesto feminista português, hino que exorta à insurreição dos sentidos e denuncia uma sociedade anémica e preconceituosa”.

É importante referir que o volume se distingue graficamente, como lembra Piedade Marques, pelas ilustrações de Cruzeiro Seixas e pelos poemas visuais de Ernesto de Melo e Castro e Mário Cesariny de Vasconcelos (reproduções facsimiladas dos poemas “Panasca” e “Praeludium”). Há escolhas, surpreendentes, de textos de Antero de Quental, Camilo Castelo Branco e Fernando Pessoa. E, no grupo dos autores mais recentes à época, estão nomes como João Rui de Sousa e Liberto Cruz. E, mais nova, Maria Teresa Horta.

 A autora de Amor Habitado, que aceitou, sem a questionar, a escolha de poema feita por Natália Correia, releva o facto de ser uma mulher a ter o desassombro de assinar a antologia, numa altura em que eram muito poucas as mulheres que assumiam posições de destaque nos assuntos literários. “Era inusitado”. Os escritores, sublinha, na altura muito unidos, colocaram-se todos do lado dela. Com destaque para David Mourão-Ferreira, que escreveu um texto para a badana no qual se podiam encontrar afirmações como esta: “Não ter medo das palavras e não recear as realidades que elas exprimem é, sobretudo, evitar o trânsito pelo consultório do psiquiatra”. Mourão-Ferreira categorizará ainda a “antologia” como “obra de erudição, de criação e de civismo” que haveria de constituir, para as gerações vindouras, um documento indispensável. Mas é provável, anotou, que o nome de Natália também suscitasse nalguns a “sádica nostalgia das fogueiras do Santo Ofício”.

 OS "SUBALIMENTADOS DO SONHO"
Durante muito tempo, recorda Maria Teresa Horta, os censores não se importavam com o género poético. Mas tudo se alterou a partir do momento em que José Carlos Ary dos Santos começou a repetir que a poesia era uma arma. Tal como toda a gente previa – a começar pela própria Natália –, o livro foi apreendido pela PIDE e o julgamento teve lugar no Tribunal Plenário — e não, como aconteceu com o processo das “Três Marias”, num tribunal correcional. 
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Em Editor Contra – Fernando Ribeiro de Mello e a Afrodite é lembrado o veredicto oficial sobre a “Antologia”: “Apesar do pretensioso prefácio da autora da selecção, eivado de tendências sartreanas e das intenções que daí derivam, não é possível admitir que seja viável a circulação deste livro em Portugal, dado o seu carácter pornográfico”. Foi apreendida e retirada do mercado. Houve buscas da PIDE em casa do editor, da organizadora e de colaboradores. Ribeiro de Mello decide então que deve ser posta a circular imediatamente nas livrarias uma edição pirata e Natália Correia concordou com a decisão. O livro seria apresentado como uma importação do Brasil e assim não teria de passar pela censura. “O autor dessa edição pirata terá sido o livreiro Luís Alves Dias, então a trabalhar no Centro do Livro Brasileiro em Lisboa, que pagou os direitos ao editor e à organizadora para uma edição de três mil exemplares”. Foi esta edição pirata que popularizou a obra e a espalhou.
A edição da obra aconteceu em 1966 mas o julgamento só terminou em 1970, acabando a obra por ser considerada ofensiva dos pudores referidos no início deste texto. A escritora escreveu um violento poema para ler durante a sessão judicial que terminava com os seguintes versos:

ó subalimentados do sonho! 
a poesia é para comer

O seu advogado, Adelino da Palma Carlos, demoveu-a do gesto. Fernando Dacosta escreve em O Botequim da Liberdade (Casa das Letras, 2013) que o jurista terá feito o comentário entre próximos: “É doida varrida, se o tivesse feito levava uma talhada que não se endireitava!”.

Segundo o relato do Diário de Lisboa de 21 de Março desse ano, acabaram condenados, no julgamento que terminou a 21 de Março de 1970, Natália Correia, o editor Fernando Ribeiro de Mello, a 90 dias de prisão correccional, substituíveis por igual tempo de multa a 50$00 por dia e mais 15 dias de multa à mesma taxa. Também foram distribuídas penas de 45 dias de prisão – substituíveis por multas — para os escritores Luiz Pacheco (que foi dispensado de pagar por causa da sua situação económica), Mário Cesariny de Vasconcelos, José Carlos Ary dos Santos e Ernesto de Melo e Castro. As penas de Natália, Cesariny, Ary dos Santos e Melo e Castro foram suspensas pelo período de três anos. Os livros apreendidos foram declarados perdidos a favor do Estado para serem destruídos.

A terceira edição da “Antologia” surgiu em 1999 com o selo de uma associação entre a Antígona e a Frenesi, quando as editoras cumpriam 20 anos de existência. Luís de Oliveira e Paulo da Costa Domingos justificam-se: “Dois editores, a contrapelo de quem antes e de quem depois tentou disfarçar a festa do corpo, selam, aqui e em público, a sua inabalável amizade, dando, pois, expressão física a um tão forte conjunto de poemas eróticos e satíricos”. O livro fecha com espírito anárquico, apelando ao prazer: “Os editores dedicam o esforço posto nesta edição aos leitores que fazem do erotismo prática viva e satirizam os costumes e a ordem”. Uma dedicatória à altura de Natália.

 Nuno Costa Santos, 41 anos, escreveu livros como “Trabalhos e Paixões de Fernando Assis Pacheco” ou o romance “Céu Nublado com Boas Abertas”. É autor de, entre outros trabalhos audiovisuais, “Ruy Belo, Era Uma Vez” e de várias peças de teatro.

* Natália Correia era uma senhora notável como notáveis são a sua literatura, a actividade política e os desencontros com a vida. Não tinha nem um pingo de vulgaridade.

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Festa aos 15 anos 
México

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* 54,4% dos mexicanos vivem em estado de pobreza, dados de Agosto 2016. O México está incluído no grupo dos 25 países com maior desigualdade social em todo o mundo e para o confirmar temos esta festa paranóica.

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HOJE 
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Professores sem salário?
 É "normal", diz o ministro

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior disse hoje estar "tranquilo" e considerou que a situação de docentes a trabalhar nas faculdades sem remuneração "é normal", recordando que essa prática ocorre em todo o mundo.

"Em todo o mundo as instituições do ensino superior colaboram com técnicos, peritos e especialistas que não são pagos apenas no contexto das instituições", notou Manuel Heitor, que falava aos jornalistas em Coimbra, em reação a uma notícia publicada no Jornal de Notícia (JN) que dá conta de que os reitores das universidades estão a contratar docentes e investigadores para dar aulas, mas sem receber qualquer remuneração.

O ministro da Ciência sublinhou que não teve "qualquer indicação de falhas" e que há a consciência de que hoje Portugal tem "instituições responsáveis".
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Manuel Heitor afirmou estar "não apenas tranquilo mas confiante", após a conversa que teve hoje de manhã com o presidente do Conselho de Reitores das Universidades (CRUP), considerando que o futuro passa por "melhores universidades e universidades abertas à sociedade".

Nesse sentido, deve haver uma "grande inter-relação entre os nossos docentes, que se dedicam a 100%, como aqueles que têm outras atividades e que vão temporariamente às instituições de ensino superior participar nos seus programas. É normal numa sociedade aberta, autónoma e livre", salientou o membro do executivo socialista, que falava aos jornalistas no final do 5.º Fórum Anual de Graduados Portugueses no Estrangeiro (GraPE), que decorreu hoje no auditório da reitoria da Universidade de Coimbra.

Manuel Heitor rejeitou a ideia de que esta é uma forma das universidades reduzirem custos, entendendo-a apenas como um mecanismo de "abertura com a sociedade em geral" e com as empresas ou com o tecido hospitalar em particular.

"Em qualquer país do mundo é normal que os médicos deem aulas em faculdades de medicina, farmácia ou em escolas de tecnologias de saúde. É o mecanismo normal de inter-relação das instituições do ensino superior com a sociedade civil", constatou o governante.

O ministro da Ciência frisou que o Governo não tem conhecimento de "nenhuma instituição que não seja normal", havendo mecanismos de inspeção e de acreditação para todas as situações anómalas que possam surgir.

Também o presidente do CRUP, António Cunha, considerou hoje que a existência de docentes a trabalhar nas faculdades sem remuneração é uma "situação pontual, está prevista na lei e não tem por objetivo a redução de custos".

"Normalmente esta situação é de natureza pontual num quadro da chamada contratação sem remuneração, que é uma figura para professores convidados, que existe, está prevista na lei e é algo que até é bastante importante e positiva para as universidades", explicou à Lusa António Cunha.

O JN adianta que só a Universidade do Porto contratou 40 docentes sem remuneração, destacando ainda dados do Ministério da Ciência e do Ensino Superior que apontam em 2014 para a existência de 176 casos a nível nacional.

* É um "normal" mais p'ró anormal desculpará V. Exa sr. ministro, numa sociedade aberta e democrática quem trabalha deve ser remunerado.


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