quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

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115-ACIDEZ
 

FEMININA


VIVENDO DE APARÊNCIAS



A IMPRESCÍNDIVEL TATY FERREIRA


* Uma produção "ACIDEZ FEMININA" - BRASIL


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Chiaroscuro

Curta Metragem
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HOJE  NO
"AÇORIANO ORIENTAL"
Portugal insiste na 
"importância estratégica" das Lajes

O Governo português tem insistido, junto dos Estados Unidos, sobre a "importância estratégica" da base das Lajes, nos Açores, e que a redução do contingente militar apontado pela administração norte-americana "é excessiva", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros.
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 "Mantemos, em relação a esta [de Barack Obama] e à próxima administração [liderada por Donald Trump], a mesma expectativa. Há razões que justificam que os Estados Unidos compreendam melhor a importância estratégica das Lajes como base militar para a sua força aérea e que a redução de contingente que querem concretizar é excessiva", disse Augusto Santos Silva à Lusa, a propósito da reunião da comissão bilateral permanente entre Portugal e os Estados Unidos, que decorreu esta quarta-feira em Sintra.

O chefe da diplomacia portuguesa lembrou que o processo de decisão norte-americana sobre o uso da base das Lajes, na ilha Terceira, não está ainda concluído - quer o organismo norte-americano equivalente ao Tribunal de Contas quer o Congresso ainda vão pronunciar-se. A reunião da comissão bilateral permanente serviu para as duas partes fazerem "o balanço do adquirido nas negociações, de forma a que a nova administração possa retomar o assunto com toda a informação necessária", depois de tomar posse, a 20 de janeiro, referiu Santos Silva. "Com esta e com a próxima administração, insistimos que as Lajes e os Açores podem constituir uma boa plataforma para reforçar a cooperação entre Portugal e os Estados Unidos em duas áreas essenciais: segurança e defesa e investigação e desenvolvimento, em torno das ciências e das tecnologias do espaço, dos oceanos e do clima", sublinhou.

Na reunião desta quarta-feira, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, fez uma "apresentação muito extensa" do projeto português de criação de um laboratório científico no Atlântico, sediado nos Açores. O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, que participou na comissão bilateral permanente, defendeu a necessidade de uma abordagem "mais eficaz e mais rápida" na resolução de questões ambientais na base das Lajes.

O chefe do executivo regional referiu que a questão das infraestruturas também foi abordada na reunião, dado que estão "num processo de determinação da sua posse", na sequência da decisão de redimensionamento das forças norte-americanas na base.

Na sequência do anúncio, a 08 de janeiro de 2015, da redução da presença norte-americana nas Lajes, os Açores apresentaram um plano de revitalização económica da Terceira no qual pedem ao Governo nacional que assegure junto dos EUA 167 milhões de euros anuais, durante 15 anos, para a ilha. Mais de metade dessa verba - 100 milhões de euros anuais - tem como destino a "reconversão e limpeza ambiental" de infraestruturas e terrenos construídos e ocupados pelos Estados Unidos ao longo dos mais de 60 anos, alguns deles com problemas já diagnosticados de contaminação.

*  Os Açores já não têm importância estratégica militar, a guerra já está ao nível dos super pokemones e portanto o ministro português anda a tentar vender bem a banha da cobra.
Americanos se sujaram, limpem!

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XLVIII- O UNIVERSO

1- Uma Janela

para o Universo


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HOJE NO 
"CORREIO DA MANHÃ"
Presidente do Senado brasileiro 
julgado por desvio de dinheiro

Renan Calheiros está ainda acusado de uso de documentos falsos.

0 Presidente do Senado brasileiro julgado por desvio de dinheiro O presidente do Senado e do Congresso brasileiros, Renan Calheiros Foto Reuters A maioria dos juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil decidiram esta quinta-feira que o presidente do Senado, Renan Calheiros, será arguido por peculato e desvio de dinheiro público.
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Em cima da mesa, que reúne onze magistrados, estão também as acusações contra Renan Calheiros de falsidade ideológica e uso de documentos falsos, sobre as quais ainda não foi alcançada uma maioria até ao momento para uma tomada de decisão . O caso remonta a 2007, quando Renan Calheiros foi acusado de receber subornos da Mendes Júnior para apresentar emendas que beneficiariam a empreiteira. Em troca, a empresa terá pago a pensão de uma filha de Renan Calheiros. O político terá adulterado documentos para justificar os pagamentos.

A acusação levou Renan Calheiros a demitir-se do cargo de presidente do Senado, mas voltou a ser eleito para a função em 2013. O presidente da câmara alta do Congresso é um importante dirigente do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e um homem próximo do Presidente brasileiro, Michel Temer, do mesmo partido. Renan Calheiros é alvo de outras onze investigações no STF, sendo a maior parte delas relacionadas com a Operação Lava Jato, que investiga um mega esquema de corrupção na petrolífera estatal Petrobras. 

* E a Dilma foi para a rua???

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 III-HISTÓRIA 
DO TERRORISMO

3-OS ANOS DA GUERRA SANTA
1989 a 2011



* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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HOJE  NO 
"OBSERVADOR"

“Brexit”, “geringonça” e “racismo” 
entre as dez candidatas à Palavra do Ano

A votação para escolher a Palavra do Ano começou esta quinta-feira, anunciou a Porto Editora, que organiza a iniciativa desde 2009. A lista final, que pode ser consultada aqui, inclui as palavras Brexit, campeão, empoderamento, gerigonça, humanista, microcefalia, parentalidade, presidente, turismo e racismo.
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A escolha pode ser feita até “ao último minuto do dia 31 de dezembro” e a palavra vencedora será conhecida “na primeira semana de janeiro” de 2017, numa cerimónia pública.

A seleção das dez palavras finais começou em maio deste ano e foi feita a partir de sugestões avançadas pelos votantes, num processo que passa sobretudo pelo estudo da frequência e distribuição do uso das palavras, da monitorização da comunicação social e das redes sociais e, ainda, dos acessos e consultas aos dicionários digitais da Porto Editora.

A Palavra do Ano, que vai na oitava edição, “já faz parte do calendário dos portugueses, tal a curiosidade que desperta e a participação crescente nas votações, na ordem das dezenas de milhares, apesar de se fazer exclusivamente online“, disse à Lusa fonte da editora.

No ano passado, registou-se uma participação superior a 20 mil pessoas. As palavras eleitas nas edições anteriores foram esmiuçar (2009), vuvuzela (2010), austeridade (2011), entroikado (2012), bombeiro (2013), corrupção (2014) e refugiado (2015).

Brexit, geringonça ou campeão. As dez palavras de 2016

Brexit, palavra que define a saída do Reino Unido da União Europeia, surgiu associada ao referendo do passado mês de junho. Já campeão, foi escolhida depois de Portugal se ter tornado campeão europeu de futebol em julho.

O termo empoderamento passou “a ser usado com maior frequência para designar formas de obter mais controlo sobre a própria vida, através da conquista de direitos civis, independência ou equidade de géneros”, explicou fonte da Porto Editora. Geringonça, um termo usado por Paulo Portas para se referir à formação do atual Governo, liderado por António Costa, e passou a ser usado para designar a maioria de esquerda no parlamento, que apoia o executivo.

Humanista foi, segundo a Porto Editora, “um dos adjetivos mais utilizados para qualificar António Guterres durante o processo de seleção que o levou ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas”. O termo microcefalia tornou-se conhecido devido à pandemia registada este ano, em alguns Estados sul-americanos, principalmente no Brasil.

“Tema frequente ao longo do ano” foi ainda a parentalidade, o “conjunto de atividades desenvolvidas pelos educadores com vista a um melhor desenvolvimento das crianças”. Já presidente “tornou-se muito frequente nas notícias”, desde que Marcelo Rebelo de Sousa tomou posse a 19 de março, adianta a Porto Editora.

“Os excelentes resultados da indústria do turismo têm um impacto positivo na economia do país, mas esta realidade abriu o debate em termos de sustentabilidade e qualidade de vida nas grandes cidades”, e daí também a escolha do termo turismo para votação.

Por fim, surge a palavra racismo que, segundo a Porto Editora, tem crescido de forma preocupante. “Têm-se multiplicado atitudes e manifestações de racismo um pouco por todo o mundo, com particular incidência na Europa, mas também nos Estados Unidos da América”, referiu ainda a mesma fonte.

Votação da Palavra do Ano chega pela primeira vez a Angola e Moçambique

Pela primeira vez desde a sua criação, a iniciativa foi aberta a Angola e Moçambique através da Plural Editores. Nos dois países, a votação decorre também até ao dia 31 de dezembro, avançou a editor em comunicado. As palavras vencedoras serão conhecidas em meados de janeiro próximo, segundo fonte editorial.

Em Angola, foram a concurso dez palavras frequentemente usadas ao longo do ano, que incluem crise, candando, kandengue, kínguila, diversificação, kixiquila, esperança, liberdade, kamba e paz. A lista final foi selecionada por um grupo de lexicólogos da Plural Editores em Angola através de um “trabalho permanente de observação e acompanhamento da realidade” linguística e da “análise de frequência e distribuição de uso das palavras e do relevo que elas alcançam, tanto nos meios de comunicação e redes sociais, como no registo de consultas online e mobile dos dicionários da Porto Editora”, explicou à Lusa fonte editorial. Além disso, foi ainda tido em conta a opinião dos votantes.

Candando é termo com origem no quimbundo kandandu e significa “abraço”. “Foi recentemente adotado como marca por uma nova cadeia de hipermercados”, explicou à Lusa a mesma fonte. A palavra crise foi escolhida por causa da “a crise económica e financeira que Angola atravessa, agravada pela baixa do preço do petróleo no mercado internacional”. “Foi um tema inevitável ao longo do ano, e daí a escolha da palavra.”

Diversificação foi um termo escolhido também por causa da economia. “A diversificação da economia, muito dependente dos dividendos do petróleo, tem sido apontada como a principal medida para superar a queda nas receitas e ultrapassar a crise”, adiantou a fonte. “Num contexto de crise social e económica, a esperança é o sentimento por trás da coragem e otimismo com que os angolanos encaram o futuro”, acrescentou, justificando a inclusão do termo na lista final.

Kamba, um “termo [que] ganhou relevância num contexto social em que o espírito de entreajuda faz a diferença”, é “usado para designar aquele que é amigo, companheiro”. Kandengue, palavra da língua quimbundo, significa “criança” e “por elas [as crianças] se enfrentam as dificuldades e é nelas, nos mais novos, que se deposita a esperança da nação”. Kínguila é um termo usado para descrever “as mulheres que transacionam divisas estrangeiras ao preço do momento, sem taxas ou perguntas, nas ruas das cidades, fruto da acentuada desvalorização do kwanza”, a moeda angolana.

Kixiquila vem do termo quimbundo kixikila, que significa “assentar”, numa alusão ao registo dos valores. Com “os grandes desafios económicos com que se debatem as pessoas, popularizou-se esta prática informal de poupança partilhada, em que o acumulado de cada mês é rotativamente entregue a cada um dos participantes”, explicou a mesma fonte.

Liberdade, “em especial a de expressão, foi dos valores mais demandados em diferentes manifestações e incidentes ao longo deste ano” em Angola, sendo por isso que foi escolhida pela Plural Editores. A par da liberdade, também a paz continua a ser um desejo por parte dos angolanos. “Catorze anos depois da assinatura do Memorando do Luena e dos acordos de paz e de reconciliação nacional, o desejo de paz continua bem presente.”

Em Moçambique, as palavras finais são crise, mamparra, diálogo, paz, dívida, solidariedade, educação, tchilar, liberdade e txunar. Crise foi escolhida por causa do “desequilíbrio das contas públicas na sequência de um quadro internacional de crise económica veio aumentar a frequência de uso desta palavra”, disse à Agência Lusa fonte do Grupo Porto Editora.

A palavra diálogo está relacionada com “o diálogo político, sobretudo entre os dois maiores partidos, a Frelimo e a Renamo, é apontado como chave para um entendimento que assegure um clima de paz”. Já dívida, fruto do debate que se gerou este ano sobre “a dívida pública moçambicana, com juros dos mais altos do mundo, que torna urgente um plano de resgate que permita ao país ultrapassar a crise”.

Educação foi a quarta palavra escolhida. “Apesar das várias reformas feitas neste setor e dos enormes desafios que a gestão da rede escolar do país apresenta, uma educação de qualidade continua a ser uma preocupação premente da sociedade civil e uma prioridade para o futuro”.

Outro termo selecionado é liberdade. “A participação cívica em debates e manifestações públicas demonstrou a importância dada pelos moçambicanos à liberdade de expressão e de imprensa, e daí a escolha do termo para votação”. Mamparra, outro termo, tem ganhado destaque nas redes sociais, sendo usado para “designar alguém inexperiente ou ignorante, e também empregado para descrever o comportamento desregrado de alguns membros da classe política e de gestores de empresas públicas, assim como a atitude passiva com que o povo o encara”.

Paz faz também parte do grupo de finalistas e está relacionada com “o fim dos confrontos entre as Forças de Defesa e Segurança e o braço armado do maior partido da oposição, a Renamo, foi uma reivindicação constante com vista ao alcance da paz”. “A solidariedade é um valor fundamental numa altura em que o país enfrenta grandes desafios políticos, económicos e sociais”.

Outra palavra escolhida, tchilar, é oriunda do inglês chill out, sendo “usada para designar o ato de relaxar, descansar ou até divertir-se, sempre de uma forma descontraída”. “Txunar, é uma “expressão popularizada pelas redes sociais”. “Txunar é o que fazemos para aprimorar o aspeto de algo ou de alguém”.

* Palavras brilhantes

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MARIA JOÃO MARQUES

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Fidel Castro e 
as ditaduras fofinhas

Nos nossos jornais alegadamente credíveis, Fidel era impecável. Nos sites do DN e do Expresso, quem os lesse pensaria que tinha morrido um Gandhi. E o Público anunciava "A morte muito antes do sonho".

Que fartote de declarações de amor por ditaduras e por ditadores. Mal morreu Fidel Castro, quase todos os jornais enlouqueceram. Afinal morreu um avô fofinho que conduziu benevolentemente o seu povo à prosperidade económica, ao bem-estar social, ao mais livre ambiente onde as mais ousadas ideias e expressões artísticas floresciam, ao escrupuloso respeito pelos direitos das mulheres (que, de resto, promoveu politicamente como ninguém: é ver a quantidade de mulheres políticas high-profile da Cuba das últimas décadas) e dos homossexuais (os rumores de prisão para os gays são calúnias imperialistas, claro). Certo?

Pelo que se viu em jornais alegadamente credíveis, Fidel era impecável. Nos sites do DN e do Expresso, quem os lesse pensaria que tinha morrido um Gandhi ou outro apologista da não-violência.

O carrasco de Cuba foi descrito como ‘líder carismático’, uma ‘vida histórica’, ‘o eterno revolucionário’, blablablabla. A ditadura cubana, a repressão castrista, a violência sobre os opositores políticos, os que fugiam de Cuba como se do inferno, e os milhares de vítimas, e famílias das vítimas, de Fidel Castro – esses pareciam invenções de bebedores da água suja do capitalismo: nem se notaram.
O Público teve durante horas online uma manchete de um texto sobre a vida de Castro (bem expurgado de informações com bolinha, bem entendido) com o título ‘A morte muito antes do sonho’. E por baixo afiançava que era o ‘ultimo herói do socialismo ou o último pirata das Caraíbas, agora tanto faz porque, como todos os idealistas, morreu muito antes do sonho’. (Perdoem-me o vernáculo: sonho?! Herói?! Apre!)

Bom, tecnicamente em alguns textos os jornais não mentiram. Se tenho dúvidas quanto ao carisma (quando se é preso se se duvidar do carisma de um governante, geralmente age-se como se esse estivesse impregnado do mais carregado carisma), já não há dúvidas que Fidel Castro foi ‘histórico’. Da mesma maneira que, ficando pelos exemplos comunistas, o bilhetinho que o marechal Lin Biao deixou numa das reuniões do Politburo do Partido Comunista Chinês, certificando que a sua mulher era uma ‘virgem pura’ quando casaram, também foi histórico. Em boa verdade, por se situar no contínuo do espaço e do tempo, aquela vez em que me cruzei com Donatella Versace (e os seus numerosos e atraentes guarda-costas) numa sala de espera do aeroporto de Heathrow também foi histórica.

E de facto Fidel Castro foi revolucionário. Assim como a tecnologia que permitiu as bombas atómicas de Hiroshima e Nagasaki foi revolucionária. Mais: como bem se leu nos jornais, a história julgará o barbudo opressor – mas esqueceram-se de dizer que o vai condenar. Ou que nada impede adiantarmos o serviço da sentença nem tomarmos nota de quem elogiou tal criatura.

As aldrabices sobre Castro aí pelos jornais eram tantas que Henrique Monteiro teve de escrever a tentar por juízo na cabeça de colegas de profissão em processo de alucinação. E o Público lá fez por recuperar a dignidade com um editorial de Diogo Queiroz de Andrade, onde punha os tracinhos altos nos dd (de ditador), dando uma boa ideia da governação do esbirro caribenho.

As reações dos políticos foram igualmente repugnantes. Do PCP veio o gozo descarado costumeiro. Jorge Sampaio, essa insignificância política de que não rezaria a história se um dia Cavaco não tivesse perdido umas eleições, deu um testemunho (e porquê, Deus meu, alguém se lembra de pedir um testemunho a Jorge Sampaio?) onde aplaudiu a simpatia do hirsuto Castro, entre outras qualidades adoráveis. Do atual Presidente, que há pouco tempo se fez fotografar sorridente ao lado do tirano, também nada de tragável veio.

Mas o pior chegou na forma dos votos de pesar que o parlamento aprovou pela morte da criatura. E se do PS extremista se espera todos os enlevos com as ditaduras comunistas, já não se perdoa que o PSD tenha escolhido abster-se nesta votação. É por estas e por outras que a suposta direita parlamentar merece todas as geringonças que a atropelem: os eleitores não respeitam quem não se dá ao respeito.

Enfim. Para terminar com uma nota de humor, depois das entranhas revolvidas com as reações portuguesas à morte de um carrasco das Caraíbas, podemos pelo menos reconhecer que ninguém por cá foi tão ridículo como Trudeau – deu azo a uma das hashtags mais divertidas dos últimos tempos –, que produziu um tributo a Fidel Castro que até a canadiana CBC chamou de ‘deliberadamente obtuso’. Parece que Fidel amava de amor profundo o povo cubano (matou e prendeu uns tantos, mas o que interessa isso?) e criou um maravilhoso mundo com boa saúde e educação.

O que é verdade. Quem não aprecia um destino de turismo sexual com oferta de gente muito escolarizada a prostituir-se? Também me lembro do filme Guantanamera, dos idos dos anos 90, onde uma professora universitária e um seu antigo aluno referiam áreas do saber cubanas, utilíssimas em qualquer curso superior, da estirpe de ‘marxismo dialético’ ou ‘socialismo aplicado’. Quem não saliva pela oportunidade de estudar isto?

Em todo o caso, os meus pêsames à família. Desejo que não se amofinem uns com os outros à conta das partilhas. Afinal os filhos são muitos e dividir os novecentos milhões de dólares que a revista Forbes calculou como fortuna pessoal do comunista Castro não deve ser fácil. Espero que nenhum venha a passar dificuldades nem tenha de prescindir das férias no seu iate nas ilhas gregas.


IN "OBSERVADOR"
30/11/16

* Temos tido quase sempre a reserva sobre artigos de opinião, mas neste saudamos a autora que pôs os pontos no ii desta necrofilia pegajosa, um ditador quando morre não é bonzinho, é felizmente, um ditador morto.

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1067.UNIÃO



EUROPEIA



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HOJE  NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
Charlie Hebdo goza com Merkel na 
sua primeira edição na Alemanha

Com uma tiragem inicial de 200 mil exemplares, alguns dos seus conteúdos serão originais, outros serão traduzidos do francês
 
A primeira edição alemã do jornal satírico Charlie Hebdo chegou hoje às bancas com uma primeira página que ridiculariza Angela Merkel, mas também a Volkswagen, recentemente envolvida no escândalo das emissões de CO2. "VW apoia Merkel", afirma a manchete do semanário, mostrando uma caricatura na qual um mecânico da marca alemã repara a chanceler, colocada num elevador hidráulico, enquanto diz: "Um tubo de escapa novo e fica pronta para mais quatro anos". Uma clara referência ao anúncio de recandidatura a um novo mandato feito há menos de duas semanas pela líder do executivo germânico.
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O semanário francês Charlie Hebdo, conhecido por ridicularizar líderes políticos e religiosos, tornou-se um símbolo da liberdade de expressão depois do ataque terrorista de que a sua redação, em Paris, foi alvo a 7 de janeiro de 2015, e no qual morreram 12 pessoas. Em causa estariam as suas famosas e polémicas caricaturas do profeta Maomé.

Agora o Charlie Hebdo aventura-se pela primeira vez numa edição estrangeira e a sua campanha de lançamento teve também como alvo Angela Merkel, com uns cartazes nos quais a chanceler surgia sentada na sanita a ler o jornal, e com o seguinte slogan: "Charlie Hebdo. É um alívio".
Com uma tiragem inicial de 200 mil exemplares - o dobro do jornal satírico mais popular da Alemanha, o Titanic -, alguns dos seus conteúdos serão originais, outros serão traduzidos do francês.

Hoje de manhã, alguns alemães diziam que iriam comprar o Charlie Hebdo como um gesto de solidariedade. "Para mim, é mais um sentimento de que apoio isto e que quero que continue o que começou", declarou à Reuters Tim Wuennemann.

Sobre esta incursão na Alemanha, Riss - cartoonista que ficou gravemente ferido no atentado de 2015 e que atualmente dirige o jornal - disse, à televisão ARD, acreditar que há espaço para o Charlie Hebdo no mercado alemão. "Humor há em todo o lado, incluindo na Alemanha. É uma experiência para nós publicar o Charlie Hebdo noutra língua e tentar encontrar novos fãs para o jornal que ajudem a defendê-lo".

* O humor é seiva.

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Não deixar
ninguém para trás


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VII-CAÇADORES 

DE TEMPESTADES

1- REVOLTA NAS PLANÍCIES



* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

** Por lapso na passada quinta-feira não foi editado a 1ª parte do episódio VII, as nossas desculpas.

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HOJE  NO
"RECORD"

Detidas 34 pessoas por viciação de resultados em Espanha e Portugal

A polícia espanhola deteve esta quinta-feira 34 pessoas, incluindo seis jogadores de ténis, por viciação de resultados em torneios em Portugal e Espanha, que lhes terão rendido em apostas cerca de meio milhão de euros.
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O responsável da operação da Guardia Civil, que se estendeu por várias províncias espanholas, indicou em conferência de imprensa que todos os tenistas são homens e figuram entre as posições 800 e 1.400 no 'ranking' mundial. Na tabela nacional, estão entre o 30.º e o 360.º lugar.

A polícia acrescentou que a investigação, designada 'Operação Futures', encontrou provas de que os detidos, todos espanhóis, estão envolvidos na manipulação de resultados em 17 torneios de categorias inferiores - Future e Challenger - disputados no Porto, em Madrid, Sevilha, Huelva e Tarragona.

Os alegados líderes na rede estão entre os detidos e foram capturados em Sevilha e na Corunha.

Os tenistas estão acusados de corrupção no desporto e incorrem numa pena de seis meses a quatro anos de prisão, além de poderem ser punidos pelas autoridades desportivas. Os implicados estão indiciados, entre outras coisas, por burla e associação criminosa.

* O crime compensa, em muitos casos.

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The Voice Portugal 2016

Francisco Murta

I Can't Make You Love Me (Bon Iver)


Gala

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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Controlador aéreo estagiário
 pôs aviões em rota de colisão

Um avião da empresa britânica FlyBe esteve envolvido num incidente de quase colisão, depois de um controlador aéreo estagiário não ter conseguido resolver a situação, dizendo "não sei por onde ir".

O caso aconteceu em julho deste ano na aproximação ao aeroporto de Exeter, no Reino Unido, mas só agora foi revelado com a divulgação do relatório do incidente.


CIRCUITO DESCENDENTE DOS AVIÕES EM LONDRES
O voo da FlyBe já tinha sido obrigado a abortar a aterragem devido à existência de "tráfego aéreo desconhecido em conflito", mas a solução encontrada pelo controlador aéreo não foi a melhor, enviando este voo de encontro a um avião privado, que não tinha ativado ainda o seu plano de voo.
Depois desta aterragem abortada, o controlador pediu à aeronave comercial que subisse até aos três mil pés e virasse à direita para voltar a executar a aproximação, mas pouco depois o controlador percebeu que estava a enviar a aeronave para uma área perigosamente perto de um avião privado que tinha surgido no radar sem indicação de altitude.

Nesta altura, o controlador hesitou, deixando as aeronaves a cerca de 300 pés (91,44 metros) de diferença de altitude e 1,5 milhas náuticas (2778 metros) de distância horizontal, valores abaixo das distâncias de segurança impostas na navegação aérea (três milhas laterais e mil pés de distância vertical, na maior parte dos casos).

"Hum, não sei por onde ir"
Depois de o estagiário ter admitido que não estava a conseguir resolver esta situação de perigo iminente, um controlador sénior que supervisionava o seu trabalho tomou controlo da situação e conseguiu voltar a criar uma margem de separação entre as duas aeronaves.

O relatório concluiu que a situação foi criada porque o controlador de Exeter percebeu que havia um conflito entre duas aeronaves, mas continuou a direcionar o avião da FlyBe para a rota do avião privado.

Apesar de a segurança das aeronaves ter sido colocada em risco, a ação do supervisor anulou a possibilidade de colisão, revela o jornal "Exeter Express and Echo".

* Que não se pense ser o primeiro incidente do género, acontece às dúzias desde que há aviação.

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3 - Restauração da Independência





ÚLTIMO EPISÓDIO

Conta-me História: um historiador e um amigo com idade para ser seu filho viajam em cada episódio por um tema da riquíssima História de Portugal. Apresentação: Luís Filipe Borges e Prof. Fernando Casqueira. RTP1 2013
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 2 - Restauração da Independência





Conta-me História: um historiador e um amigo com idade para ser seu filho viajam em cada episódio por um tema da riquíssima História de Portugal. Apresentação: Luís Filipe Borges e Prof. Fernando Casqueira. RTP1 2013
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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS 

DA MADEIRA"

“Sida imparável”

“Sida imparável”. Esta é a manchete do dia de hoje, feriado nacional, mas que se assinala em todo o mundo o Dia Mundial da Luta Contra a Sida.
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“Número de infectados aumenta na Região: até Junho deste ano havia 624 casos registados, mais 33 do que no mesmo mês de 2015”, referimos na primeira página com uma foto do laço vermelho, que simboliza a luta contra esta doença.

Também afirmamos que a ‘Abraço’ detecta falhas na prevenção e alerta para preconceitos e comportamentos de risco. 

* Uma "guerra" desesperante.

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 1 - Restauração da Independência





Conta-me História: um historiador e um amigo com idade para ser seu filho viajam em cada episódio por um tema da riquíssima História de Portugal. Apresentação: Luís Filipe Borges e Prof. Fernando Casqueira. RTP1 2013


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HOJE NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

Paulo Macedo 
é o novo presidente da Caixa

O ex-ministro da Saúde de Passos Coelho é o senhor que se segue na liderança da Caixa. Paulo Macedo terá aceite o convite há vários dias. Este é o plano B que António Costa tinha traçado para contornar a polémica em torno de António Domingues.

Paulo Macedo vai ser o próximo presidente da Caixa Geral de Depósitos, substituindo António Domingues, sabe o Negócios.
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O antigo ministro da Saúde de Pedro Passos Coelho terá aceite o convite há vários dias, tendo já tido tempo para constituir a sua equipa, cujos nomes deverão ser enviados esta sexta-feira para aprovação por parte do Banco Central Europeu. Este é o plano B de António Costa que o Negócios noticiou há umas semanas, depois de ter crescido a polémica em torno de Domingues.

Para a imprensa chegou a passar a ideia de que o actual administrador da Ocidental Vida não estaria disponível para ser presidente da CGD, preferindo o lugar de vice-governador do Banco de Portugal. E que só teria aceite liderar o banco do Estado face às dificuldades do Governo em encontrar um substituto para Domingues. Uma gestão de informação que terá permitido a Macedo constituir a sua equipa para a administração da Caixa com discrição.

Consigo, o ex-vice-presidente do BCP deve levar José João Guilherme, antigo administrador do maior banco privado português e do Novo Banco, para administrador executivo. Já na equipa de não executivos estará Esmeralda Dourado, antiga presidente do Interbanco e actual administradora não executiva da SAG, apurou o Negócios, que vai ajudar a cumprir a exigência do BCE de que haja mulheres na administração da CGD.

Já Rui Vilar, que transita da actual equipa, vai assumir o lugar de "chairman", como o Negócios avançou no início da semana.

CGD aplaude Macedo
Dentro da Caixa, o nome do antigo director-geral de Finanças é visto com bons olhos, dado o currículo que o gestor tem no sector financeiro e no desempenho de cargos públicos. Esta última experiência é encarada como uma vantagem face a Domingues que acabou por renunciar ao cargo depois de várias semanas de polémica em torno da entrega das declarações de rendimentos dos gestores da CGD.

Por outro lado, o facto de Macedo ter sido vice-presidente do BCP pode ajudar a acelerar o processo de autorização do seu nome por parte do BCE. Além disso, o gestor tem credibilidade no sector, designadamente em processos de reestruturação como aquele que a Caixa enfrenta nos próximos anos. O próximo presidente da CGD vai pôr em prática o plano de negócios e capitalização que Domingues deixa fechado e que implica a saída de cerca de 2.500 trabalhadores nos próximos quatro anos, o encerramento de balcões e o abandono de alguns mercados internacionais.

Os contactos entre o Governo e Paulo Macedo começaram ainda antes de Domingues ter formalizado o seu pedido de renúncia, que só foi oficializado na sexta-feira e conhecido publicamente no domingo. Algumas semanas antes, o próprio presidente demissionário da Caixa tinha avisado a tutela da sua intenção de sair da instituição até ao final do ano, comprometendo-se a entregar o pedido de demissão apenas depois de ter concluído a versão final do plano de negócios em que assenta o processo de capitalização do banco.

Além de Domingues, renunciaram à administração da CGD mais seis administradores, três executivos e três não executivos. Permanecem em funções Rui Vilar, que agora passa a presidente não executivo, e três executivos: Tiago Ravara Marques, João Tudela Martins e Pedro Leitão.

* Uma grande jogada de António Costa para "coser" a boca aos PSD e CDS. 
Falou-se sempre bem de Macedo enquanto Director Geral de Finanças, já como ministro da Saúde encostou-se muito aos empresários de saúde privados em detrimento do SNS. Como não somos de caluniar diremos, a ver vamos.

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HOJE  NO
"DESTAK"

MPLA desmente rumores sobre estado 
de saúde de José Eduardo dos Santos

O Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) desmentiu hoje rumores sobre o estado de saúde do presidente do partido e chefe de Estado angolano, garantindo que José Eduardo dos Santos continua a cumprir a sua agenda normal.
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Em nota de imprensa enviada à agência Lusa, em Luanda, o partido, no poder em Angola desde 1975, responsabiliza "círculos afetos a setores da oposição ao MPLA e ao Governo angolano" por utilizarem as redes sociais para "especular" sobre o estado de saúde do Presidente da República.

"Nunca é demais repetir que, mediante o cumprimento da sua agenda, o camarada Presidente José Eduardo dos Santos tem dirigido, pessoal e diretamente, os trabalhos dos órgãos e organismos de cúpula do MPLA e do Estado, nomeadamente as reuniões do Bureau Político (que hoje teve lugar) e do Comité Central do partido, do conselho de ministros e das suas comissões", lê-se no comunicado.

* Olha que pena, já morreu tanta gente boa este ano que agora podia ser a vez dos ditadores.

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 A RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA



* Depois do "patriotismo" do governo Passos/Portas ter eliminado o feriado do dia 1º de Dezembro  é  uma alegria voltar a comemorar a restauração da nossa identidade.

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HOJE  NO
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Eutanásia. 
Debate chega a São Bento
 no início de 2017

Aprovado relatório da petição sobre a despenalização da morte assistida. O tema sobe a plenário da Assembleia da República já no início do próximo ano


O tema da despenalização da morte assistida (eutanásia) vai mesmo subir ao plenário da Assembleia da República. O passo que faltava para esse debate foi dado ontem com a aprovação na Comissão de Assuntos Constitucionais, por unanimidade, do relatório final da petição, de que foi relator o deputado do Bloco de Esquerda José Manuel Pureza. A discussão deverá acontecer no início do próximo ano.


“Os deputados aprovaram o relatório, e a petição, subscrita por mais de quatro mil pessoas – número mínimo exigido legalmente para subir a plenário – está em condições de seguir para debate. Agora só falta agendar o dia”, disse ao i o parlamentar do Bloco, partido que está a ultimar uma iniciativa legislativa sobre o mesmo tema.

O também vice-presidente do parlamento não excluiu a possibilidade de o BE vir a agendar a discussão do projeto-lei para o dia do debate da petição, mas não se comprometeu com datas.

“Estão a ser ultimados os derradeiros pormenores. Mas não sabemos ainda quando vamos propor o agendamento. Há, até por tradição, a possibilidade de se fazer essa marcação para o dia em que a petição for a plenário. É uma hipótese. Mas não tem de ser assim. Para já, o debate da petição terá de ser agendado pela conferência de líderes. Depois logo se vê. Mas esta é uma prioridade para o BE”, adiantou o deputado.

Para José Manuel Pureza, o projeto-lei que está a ser elaborado “é um documento difícil em termos jurídicos. Difícil porque é um exercício muito exigente do ponto de vista jurídico-penal, médico, social e cultural. Tudo tem de ser tratado de forma milimétrica. De enorme rigor. E é isso que tem sido feito pela equipa que está a tratar o tema”.

Para o deputado, a aprovação do relatório por unanimidade não tem nada a ver com o que se passará depois em plenário quando se debater a iniciativa do BE.

O deputado classificou como “um passo positivo” a aprovação do relatório da petição, depois de um debate “franco e intenso”, mas não “mais do que isso”.

O tema faz há muito parte dos objetivos políticos do BE. O deputado não quis alongar-se sobre a posição das restantes forças políticas no parlamento, mas lembrou “uma recente iniciativa do PS” sobre o tema e que, “em questões de consciência”, tanto os socialistas como o PSD costumam “dar liberdade de voto” às respetivas bancadas. O CDS é contra. O PCP tem mantido silêncio.

Para os peticionários a morte assistida “consiste no ato de, em resposta a um pedido do próprio – informado, consciente e reiterado – antecipar ou abreviar a morte de doentes em grande sofrimento e sem esperança de cura”.

E, de acordo com os autores da petição, essa morte assistida pode revistir “duas modalidades: ser o doente a auto-administrar o fármaco letal (suicídio medicamente assistido) ou ser este administrado por outrem (eutanásia)”.

O relatório faz uma abordagem ao direito português aplicável e ao direito comparável, visitando legislação de países como os Estados Unidos, Canadá e Holanda, não esquecendo jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos do Humanos.

O relator destaca ainda que o tema “coloca a sociedade portuguesa perante uma controvérsia de suma importância com três dimensões: médica, ética e jurídica”. Alexandre Quintanilha, Catarina Portas, Clara Ferreira Alves, Francisco Teixeira da Mota, José Pacheco Pereira, Maria Antónia Almeida Santos, Maria Filomena Mónica, Miguel Esteves Cardoso, Olga Roriz, Paula Teixeira da Cruz, Rui Rio, Sobrinho Simões e Teresa Pizarro Beleza são alguns dos 8427 subscritores da petição.

* A morte assistida é apenas uma questão de humanidade, o nosso respeito a quem assinou a petição.

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