sábado, 22 de outubro de 2016

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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XV-SEM VERGONHA


2- FANTASIA SEXUAL

PAULA BARROS

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ATÉ AO PRÓXIMO SÁBADO

A NOSSA FICÇÃO
A MÓNICA MOREIRA LIMA, jornalista de profissão não chegavam as notícias comezinhas do quotidiano, nem que fosse uma bomba de neutrões.
Pensou, pensou, engendrou equipa tão louca como ela, baratinou os maiorais da TV GUARÁ e "amadrinhou"o "SEM VERGONHA" programa despudorado tão ao nosso gosto, cheio de pimenta por todo o lado, sem qualquer grosseria e divertido.
Ela só pode ser inteligente e boa!

O QUE DIZ A AUTORA
O Sem Vergonha é o programa mais polémico e irreverente da TV brasileira. Já rendeu vídeos para os quadros Top Five do CQC e Passou na TV do Agora é Tarde, ambos da BAND. Foi tema de uma matéria de duas páginas na maior revista de circulação nacional, a VEJA. E culminou com uma entrevista antológica ao Rafinha Bastos, no Agora é Tarde. Todos os programas estão disponíveis no blog e no YouTube. Não recomendo sua exibição para menores de 18 (anos ou cm) para evitar traumas futuros. Falo de sexo sem pudor, sem frescuras, sem meias palavras, sem eufemismos e com muito bom humor. Advertimos que o Sem Vergonha pode provocar ereções involuntárias e uma vontade irreprimível de dar, sem restrições de orifícios.


FONTE: TV GUARÁ

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6-CREPÚSCULO



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5-Filho da Mãe
1ª Temporada

Múltiplas Aparições

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5-CREPÚSCULO



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ALERGIA ALIMENTAR


1- DIAGNÓSTICO CLÍNICO/II

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Uma interessante série conduzida pelo  Dr. Aderbaldo Magno Sabrá, Membro Titular Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Membro da Academia Nacional de Medicina,Professor de Pediatria, Gasteroenterologia e Alergia Alimentar.

* Uma produção "CANAL MÉDICO"

* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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4-CREPÚSCULO



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PARTIU MARTE

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FONTE: Nerdologia


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3-CREPÚSCULO



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CARMEN REINHART

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Os perigos 
da complacência da dívida

É difícil imaginar uma recuperação sustentada do crescimento da Grécia sem outra ronda de cortes e de perdão de dívida por parte dos credores oficiais, que agora detêm a maioria da dívida do país.

"O que o Governo gasta, o público paga. Não existe défice a descoberto", disse John Maynard Keynes na obra A Tract on Monetary Reform (Um tracto sobre a reforma monetária, numa tradução livre).

Mas Robert Skidelsky, autor da magistral biografia de três volumes de Keynes, não concorda. Num texto recente, intitulado o papão da dívida pública, Skidelsky apresenta uma narrativa condescendente, num tom geralmente reservado para crianças e animais de estimação, sobre a insensata preocupação do seu velho, antiquado e financeiramente iletrado amigo sobre o fardo colocado nas gerações futuras com o aumento da dívida dos governos.

Se o ponto de Skidelsky fosse que algumas economias, incluindo a norte-americana, beneficiariam de gastos mais elevados em infra-estruturas, mesmo com mais dívida, eu sinceramente concordaria. Há razões imperiosas para impulsionar o investimento público nos Estados Unidos, incluindo infra-estruturas deterioradas, crescimento tépido, baixas taxas de juro e espaço limitado para mais estímulos monetários. Para os Estados Unidos, tal ímpeto pode ser especialmente bem-vindo na medida em que a Reserva Federal está a subir as taxas de juro (ainda que gradualmente), enquanto outros países as aliviam ainda mais ou as mantêm, e o dólar provavelmente fortalece.

Mas este não foi o caminho que Skidelsky tomou. Em vez disso, na sua crítica a um comentário de  Kenneth Rogoff, argumentou que é disparatado que um país que pode emitir dívida na sua própria moeda se preocupe com o nível de dívida a médio prazo. Chamem-me antiquada mas este argumento cheira a complacência e não é apoiado em factos. Sobre este tema, Skidelsky confunde dois documentos diferentes sobre dívida e crescimento, um documento meu de 2012, no qual alegadamente há alguns receios com dados, com outro no qual fui co-autora com Rogoff e Vincent Reinhart, no qual não há nenhuns.

Vindo de um autor que conhece Keynes tão bem, tal complacência é desapontante. Não posso ler How to Pay For the War(Como pagar uma Guerra, numa tradução livre) e concluir que Keynes pensava que as elevadas dívidas de guerra eram um "papão" para o Reino Unido. De facto, o instrumento do acordo de Bretton Woods, que Keynes posteriormente ajudou a elaborar, foi desenhado para aliviar a difícil transição para a saída de uma situação de dívida.

O caso dos estímulos orçamentais de curto prazo, mesmo no caso de serem uma forma de aumentar a despesa com infra-estruturas, não podem ignorar as perspectivas de médio prazo para economias já com elevadas obrigações com a dívida, envelhecimento da população e o que aparenta ser uma tendência de queda estável do crescimento potencial da produção. 

Como Skidelsky nota, a dívida subiu significativamente no Reino Unido e nos Estados Unidos (entre outros) desde 2008, enquanto as taxas de juro continuaram baixas ou caíram. Devemos por isso concluir que uma dívida elevada não está ligada ao baixo crescimento e elevadas taxas de juro (que desencorajam os gastos públicos)?

Lendo um pouco mais do meu estudo desenvolvido com Rogoff e Reinhart, é possível ver que "há pouco que sugira um mapeamento sistémico entre as grandes subidas na média das taxas de juro e nas grandes (e negativas) diferenças no crescimento durante os episódios individuais de sobre-endividamento".

A nossa investigação considerou 26 episódios de elevada dívida entre 1800 e 2011, olhando tanto para as taxas de crescimento como para os níveis reais (ajustados à inflação) das taxas de juro. Em 23 destes episódios de elevada dívida, o crescimento era baixo e em oito o crescimento abrandou mesmo com as taxas de juro reais a manterem-se mais ou menos nos mesmos níveis ou a baixarem. O sobre-endividamento do Japão (dívida totalmente em moeda nacional), que remonta a 1995, ilustra este padrão.

Porque é que o elevado endividamento e baixo crescimento coexistem, apesar do financiamento barato?

Elevados níveis de dívida podem e limitam as capacidades do país para lidar com eventos adversos. Por exemplo, alguns dos grandes bancos italianos foram diagnosticados à medida que se aproximavam da insolvência e precisavam de uma recapitalização substancial. Não é surpreendente que a confiança das famílias e das empresas italianas tenha sido abalada e que as fugas de capital se tenham seguido. Se a dívida italiana não fosse já de 130% do PIB, o Governo poderia estar numa posição de dar os recursos para lidar definitivamente com os persistentes problemas da banca e da confiança?

O nosso estudo de 2012 identificou três países em situação de sobre-endividamento da dívida pública, algo que começou em meados da década de 1990 – a Grécia, a Itália e o Japão. Em relação a outras economias avançadas, estas três economias têm o pior desempenho em termos de crescimento. Para ser clara, o desempenho económico de um país depende de vários factores. Mas a visão de que é o baixo crescimento que faz com que a dívida suba, apesar de ser importante quando se avalia os efeitos cíclicos, dificilmente explica a experiência que estes três países tiveram em duas décadas.

É difícil imaginar uma recuperação sustentada do crescimento da Grécia sem outra ronda de cortes e de perdão de dívida por parte dos credores oficiais, que agora detêm a maioria da dívida do país. A Itália depende fundamentalmente das elevadas compras por parte do Banco Central Europeu das suas obrigações (os seus balanços de target 2 subiram recentemente, reflectindo fugas de capital). O Banco do Japão trabalha cada vez mais no sentido de aumentar as expectativas para a inflação e para o crescimento dos preços, que podem ajudar a diminuir o valor da dívida pendente. ("A inflação é um colector de impostos" como observou Keynes). Outros países, como Portugal, lutam contra o baixo crescimento e com uma posição orçamental frágil.

Os receios sobre os níveis de dívida (pública e privada) ultrapassaram as economias desenvolvidas e chegaram a muitos mercados emergentes. Não consigo lembrar-me de um Governo que esteja preocupado por ter baixos níveis de dívida. Talvez porque o papão da dívida tenha dentes.

Skidelsky não precisa que lhe lembrem do registo histórico que tem nada mais do que uma dúzia de economias desenvolvidas que receberam um alívio de dívida de uma forma ou de outra durante a recessão da década de 1930. A abordagem para reverter os níveis actuais de dívida provavelmente varia consideravelmente de país para país mas é tempo para um maior ênfase na reestruturação da dívida (que vem com um menu de opções) e não na acumulação de mais dívida.

Carmen Reinhart é professora de International Financial System na Kennedy School of Government da Universidade de Harvard.

IN "JORNAL DE NEGÓCIOS"
19/10/16

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1028.UNIÃO


EUROPEIA



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2-CREPÚSCULO



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A HERANÇA
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VIII-VIDA SELVAGEM
3- Os suricatas do Namibe
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1-CREPÚSCULO



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RECORDANDO

George Harrison e Bob Dylan

If Not For You

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HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"
Professora de escola católica fez sexo
. com alunos mais de 150 vezes

Uma professora de Sociologia de um colégio católico em Harrisburg, no estado norte-americano da Pennsylvania, está acusada de mais de 200 crimes sexuais com dois alunos, cujas idades não foram reveladas. 
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Randi Lynn Zurenko, de 33 anos, enfrenta 153 acusações de abuso sexual de crianças, 13 de abuso institucional, 33 de contacto impróprio com menores, 20 de envio de material audiovisual obsceno a menor e 13 de corrupção de menores. 

Uma das vítimas é uma rapariga mas, para já, a polícia não revelou o sexo da outra vítima. A mulher é casada e tem três filhos. A docente, que lecionava no Colégio Bichop McDevitt, começava por abordar os alunos nas aulas. Depois de ter a confiança dos menores, enviava-lhes selfies nua e tentava marcar encontros sexuais. 

Os alunos confessaram ter feito sexo com a professora "muitas vezes" num parque próximo da escola, no carro da professora, na casa desta e até na praia. As autoridades encontraram várias fotografias da professora em atos sexuais com os alunos, assim como dos menores nus, no telemóvel da docente de Sociologia. 

Durante o primeiro interrogatório, Randi Zurenko confessou ter tirado as fotografias. Os abusos da primeira vítima começaram em 2013 e só terão terminado quando a criança saiu do colégio. Já a segunda vítima foi abusada desde o início de 2015 até à semana passada, quando o caso foi denunciado. 

"Fomos informados de uma investigação policial no âmbito de um caso de relação imprópria de uma professora com alunos no passado dia 18 de outubro. Seguindo a política da diocese de Harrisburg, a docente em questão, a Sr.ª Zurenko, foi imediatamente suspensa e assim continuará enquanto decorrerem as investigações", disse a direção do colégio católico em comunicado.

A professora aguarda agora o início do julgamento, numa altura em que as autoridades tentam apurar se haverá mais vítimas.

* Azar não ser portuguesa e não dar aulas em Portugal....

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ESTA SEMANA NO
  "OJE/JORNAL ECONÓMICO"

Governo quer menos reclusos nas cadeias

A secretária de Estado da Justiça defende alterações ao Código Penal que permitam definir um novo “quadro sancionatório substitutivo da prisão de curta duração”.

A secretária de Estado da Justiça, Helena Mesquita Ribeiro, defendeu esta sexta-feira a diminuição das penas curtas de cadeia, dizendo que a promoção do trabalho comunitário e de uma maior utilização das pulseiras eletrónicas são prioridades do sistema judicial.
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Helena Mesquita Ribeiro, em conferência na Ordem dos Advogados, afirma que é “razoável” equacionar uma revisão ao Código Penal, com vista ao “aperfeiçoamento do quadro sancionatório substitutivo da prisão de curta duração, que passe pela revisão dos institutos substitutivos da prisão por dias livres e do regime de semidetenção, substituindo-os por medida de permanência na habitação com fiscalização por meios de controlo à distância”.

A secretária de Estado defende que este uso de pulseiras eletrónicas deveria ser também acompanhado por programas de reabilitação e de prevenção da reincidência, assentes no trabalho comunitário.
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Desde 2012, a população prisional aumentou para mais de 14 mil pessoas, sendo que mais de metade foram detidas nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. A maioria dos condenados são homens (94%) e são cidadãos nacionais (82%). Quase dois terços desta população tem menos de 40 anos de idade.

* Nós desejamos menos bandidos  nas ruas, políticos, banqueiros e afins....

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CHINA

MONTANHA DE LIXO ELECTRÓNICO

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HOJE NO
"A BOLA"

João Monteiro e Daniela Donean,
 marido e mulher campeões da Europa
 em pares mistos

O português João Monteiro conquistou com a romena Daniela Donean a medalha de ouro em pares mistos no Europeu de ténis de mesa que decorre em Budapeste, Hungria.
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Depois de estarem a perder por 0-2, Monteiro e Donean, marido e mulher, deram a volta ao resultado e venceram o par sueco Mattias Karlsson/Matilda Ekholm por 3-2, pelos parciais de 5-11, 10-12, 11-5, 11-6 e 14-12.

Em singulares masculinos, João Monteiro também venceu o grego Panagiotis Gionis por 4-0 (11-7, 11-8, 12-10 e 11-9) e confirmou o apuramento para os oitavos de final, onde está ainda Marcos Freitas depois de bater o alemão Benedikt Duda por 4-3 (6-11, 11-5, 11-9, 10-12, 12-10, 9-11 e 11-6).

João Geraldo ficou pelo caminho depois de perder por 1-4 com o francês Simon Gauzy mas garantiu, juntamente com Tiago Apolónia, a presença nos quartos de final na vertente de pares. João Monteiro fez dupla com o austríaco Stefan Fegerl e também seguiu em frente.

Em femininos, Fu Yu venceu a checa Hana Matelova por 4-3 e é a única portuguesa em prova depois de Jieni Shao ter sido eliminada pela alemã Ying Han (1-4).

* Amor campeão, que bonito.

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ESTA SEMANA 
NA "GERINGONÇA"

Revogado perdão de 19 milhões 
de Sérgio Monteiro à Barraqueiro

O parecer da Inspeção-Geral das Finanças já foi homologado e propõe a revogação parcial de despacho do governo anterior por haver dúvida sobre a “boa aplicação dos dinheiros públicos.” O despacho agora parcialmente revogado procedia ao pagamento de quase 19 milhões de euros, em 2012 e 2013, a duas empresas do grupo Barraqueiro, num processo liderado Sérgio Monteiro, então secretário de Estado dos Transportes.
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Os montantes em causa referem-se a compensações financeiras a operadores de transportes coletivo na Área Metropolitana de Lisboa, devidas pela sua adesão ao passe social, uma vez que o custo real do serviço é inferior ao valor pago pelo utente.

O cálculo dos montantes tem sido feito a partir de uma repartição com base num inquérito à mobilidade de 2007. Devido a problemas de contabilização na bilhética ficou assente que as compensações de 2012 e 2013 seriam entregues de forma provisória até ser apurado o montante realmente devido.

O despacho de 2015 de Sérgio Monteiro desobrigava as empresas de devolver o diferencial apurado pela Autoridade Metropolitana e que no caso na Barraqueiro ascendia a 19 milhões pagos indevidamente. O despacho foi na altura contestado pela Autoridade Metropolitana sem que contudo Sérgio Monteiro recuasse na sua decisão que subtraía 19 milhões ao erário público a favor da Barraqueiro.

* O sr. Monteiro um amigalhaço dos endinheirados.

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H.I.V

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HOJE 
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Évora inaugura memorial aos 
milhares de vítimas da Inquisição

Nos 480 anos da criação do Tribunal do Santo Ofício na cidade alentejana, nasce um monumento na Praça do Giraldo

Os milhares de vítimas da Inquisição portuguesa passam, a partir de hoje, a ter um monumento em sua homenagem na cidade de Évora. Situado entre a fonte da Praça do Giraldo e a Igreja de Santo Antão, onde se realizaram diversos autos-de-fé, o monumento, da autoria do escultor João Sotero, é inaugurado no dia em que se assinalam 480 anos sobre a data em que foi lida na Sé de Évora, perante o rei D. João III, a bula papal que autorizava a instalação e o funcionamento em Portugal do Tribunal do Santo Ofício.
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"Deu-se a circunstância de o rei D. João III estar em Évora, e haveria de ser aqui que seria lida a bula papal de criação da Inquisição em Portugal", diz ao DN o historiador Manuel Branco, revelando que o projeto de criação do memorial surgiu depois de terem sido encontradas diversas ossadas junto ao antigo Palácio da Inquisição, atual Fórum Eugénio de Almeida.

"As últimas obras ali realizadas puseram a descoberto as ossadas de diversas pessoas que morreram enquanto se encontravam detidas nos cárceres da Inquisição e que foram lançadas para a entulheira como se de um animal se tratasse", refere.
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Nem a morte das vítimas parou a ação persecutória do Santo Ofício: "Nalguns casos foi feita uma esfinge da pessoa para ser queimada na praça pública. Não escapavam a este ato de exorcismo."
Manuel Branco refere-se à Inquisição como "uma época trágica" que pôs "em evidência" a intolerância da sociedade portuguesa. Daí o desafio lançado à Câmara de Évora para a criação de um memorial de homenagem às vítimas.

"A intolerância, religiosa ou de outro tipo, é um problema que tem de ser banido da sociedade. Esta iniciativa pretende sensibilizar as pessoas para a importância de conviverem com a diferença", diz o presidente da autarquia, Carlos Pinto de Sá, lamentando que "se continuem a levantar vozes em torno de valores que julgávamos ultrapassados, como a xenofobia perante os imigrantes ou o terrorismo".

Durante o seu período de funcionamento, até 1794, os tribunais da Inquisição de Lisboa, Porto, Coimbra e Évora queimaram 1175 pessoas vivas (mais 633 em efígie) e impuseram castigos a mais cerca de 30 mil, número que os historiadores dizem "subestimar" a realidade.

"De início tudo o que era cristão novo ou luterano era alvo do Santo Ofício. Depois foi tudo a eito. Tudo o que era denunciado por comportamentos desviantes", diz o historiador Francisco Bilou. "Muitos morreram por ação direta da Inquisição, outros eram enviados para as galés ou para os lugares mais longínquos do reino."

No caso de Évora, Francisco Bilou diz não existir uma certeza absoluta sobre o local onde eram montados os cadafalsos, embora esse sítio fosse seguramente entre a fonte da Praça do Giraldo e a Igreja de Santo Antão. "As vítimas saíam em procissão desde o palácio da Inquisição, com os jesuítas à frente, desciam a Rua 5 de Outubro e eram encaminhadas para um palco em torno do qual tinham sido levantadas diversas bancadas."
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Aí chegadas, restava-lhes esperar pela leitura das respetivas sentenças: "Algumas tinham de se retratar publicamente, outras eram açoitadas, outras deportadas. Os casos mais graves culminavam com a queima dos réus numa fogueira."

Segundo Francisco Bilou, uma vez conhecida a sentença e "lidas as penas", a Igreja não ficava a ver a consumação do castigo: "Entregava o réu ao braço secular da justiça e a hipocrisia chegava ao ponto de dizerem que uma determinada pessoa deveria ser queimada, mas não deveria ser morta."
"Era uma festa, às vezes com o rei a assistir, um espetáculo que culminava com uma fogueira destinada a fazer o que diziam ser a justiça."

O historiador refere que qualquer "comportamento estranho" era suficiente para a abertura de um processo, algo que surgia diariamente fruto de uma "rede de cumplicidades e denúncias". Entre os casos que estudou, destaca o de um rapaz de 9 anos que teria dito em público "viva a lei de Moisés, abaixo a de Cristo".

"Foi denunciado à Inquisição por uma pessoa que dizia estar na rua para ir rezar a ave-maria. Ficou a suspeita de o miúdo estar tomado pela bebida, sem culpa alguma, mas ainda assim passou mais de um ano na prisão e foi condenado ao pagamento das custas, a alguns açoites e a vir à praça pública dizer que estava arrependido. Um requinte de malvadez", remata.

"Nom queria comer nem come touçinho nem carne de porco"
Entre os muitos "pecados" de Justa Rodríguez, queimada em auto-de-fé na Praça do Giraldo a 23 de setembro de 1543, constava o da alimentação. "Nom queria comer nem come touçinho nem carne de porco", escreveu o inquisidor, que viu nesta vontade da ré um claro indício de judaísmo, religião que proíbe o consumo de diversos alimentos.
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De origem espanhola, a mulher foi condenada por se ter desviado da "Santa fé católica" nos anos que antecederam a sua prisão no aljube de Évora. No processo é acusada, por exemplo, de ter lavado o cadáver do segundo marido derramando a água dos cântaros "ao modo e maneira que os judeus fazem a seus mortos", de ser vista a seguir os "ritos e cerimoniais" da lei judaica e de em certa ocasião ter negado que Jesus Cristo fosse o messias enviado por Deus.

Perante a gravidade das acusações, a Inquisição de Évora não teve dúvidas em considerá-la "herege e apóstata" (quem renuncia a uma determinada religião), condenando-a à pena mais grave.

Destino idêntico teve Luis de la Penha, garrotado e queimado na fogueira em 1626, depois de ter ganho fama como vidente e curandeiro. "Benzia enfermos, dizendo orações e palavras em voz baixa de modo que se não podiam ouvir e tinha um livro de quiromancia pelo qual vendo a mão de muitas pessoas dizia e adivinhava coisas que estavam por vir", registou o inquisidor Francisco Barreto, acusando ainda o réu de ter "muitos papéis escritos de sua letra, nos quais se continham invocações do Demónio, sortes para adivinhar, caracteres incógnitos e muitas orações supersticiosas e coisas tocantes à danada arte de magia e feitiçaria".

Nascido em Espanha, Luis de la Penha foi "denunciado, preso e sentenciado pela Inquisição em 1619", diz o historiador Francisco Bilou. Libertado uma primeira vez, acabaria por ser novamente preso e, desta vez, condenado à fogueira "porque a Igreja não tem mais que fazer com o réu por usar mal a misericórdia que no primeiro lapso lhe foi concedida".

* "santa inquisição" a "santa barbaridade" do marketing católico, não é barbaridade única cometida por esta colectividade de fé.

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HOJE
"RECORD"

Nuno Saraiva absolvido... 
após cumprir castigo

O Conselho de Disciplina (CD) da FPF revogou o castigo (15 dias suspenso e multa de 102 euros) a Nuno Saraiva pelo teor de um texto publicado pelo diretor de comunicação dos leões no Facebook a 16 de setembro.
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A decisão surge após o recurso do recorrente e, sabe Record, é fundamentada com o facto de o meio de prova para condenar Saraiva ser inválido.

O CD, na pessoa do seu presidente José Manuel Meirim, reconhece não ter reservas em mudar decisões, caso erre em primeira instância.

* Palmas para Meirim, pessoa séria admite cometer erros. Nuno Saraiva foi injustamente castigado tem direito a ser  indemnizado. 

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 POP ART











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