quarta-feira, 19 de outubro de 2016

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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 6-Os Extraterrestres


Chegaram


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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Estudantes em luta contra aumento de 
15 cêntimos nas senhas da cantina

Estudantes das universidades do Porto e do Minho aderiram à manifestação promovida pela Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
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Até ao final do mês, os estudantes vão concentrar-se em frente às cantinas, à hora de almoço, a protestar contra o aumento de 15 cêntimos no preço das senhas (passou de 2,50 a 2,65 euros), resultante do aumento do salário mínimo nacional.

"Basta de aumentos. Ensino Superior não é um negócio", podia ler-se, esta quarta-feira, numa faixa à entrada da cantina da Universidade do Minho, em Gualtar, onde um grupo de estudantes que organizou o protesto, em Braga, incitava à subscrição de um abaixo-assinado intitulado "Aumento? Só se for no financiamento", para ser entregue na Assembleia da República.

O documento pede o "congelamento imediato do preço do prato social no valor anterior a 1 de outubro" e "reforço da ação social escolar".

Rui Sousa, aluno do primeiro ano do curso de Direito, foi um dos que assinou, por considerar o preço da senha "bastante elevado".

"Além das despesas com alojamento e de, ainda, não saber se sou bolseiro, tenho que gastar mais de 100 euros por mês do meu orçamento só para as refeições", elucidava ao JN, antes de seguir para o almoço.
No caso da FLUL, por exemplo, os alunos queixam-se de nem sequer ter "cantina própria nem uma sala digna, com as devidas condições para comer as refeições que trazem de casa".

"Utilizaremos pratos de plástico [no protesto] de forma a simbolizar a degradação das condições do Ensino Superior", afirmam numa nota pública onde justificam a manifestação.

Os estudantes da Universidade de Coimbra também aderiram ao protesto, mas em solidariedade, já que, neste caso, a academia decidiu manter o preço da senha nos 2,40 euros.

* Não são muitos os estudantes perigosos, mas ridículos isso sim, abundam...

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MARC JACOBS

FULL FASHION SHOW
INVERNO
2016/2017

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HOJE NO  
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS
DA MADEIRA"

Trump com ligações a rede
 internacional de lavagem de dinheiro

Um dos negócios do candidato republicano à Casa Branca, o multimilionário Donald Trump, tem múltiplas ligações a uma alegada rede internacional de lavagem de dinheiro, segundo uma investigação do diário Financial Times cujos resultados foram hoje publicados.
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“Títulos de propriedade, registos bancários e correspondência mostram que uma família cazaque acusada de branquear centenas de milhões de dólares roubados comprou apartamentos de luxo numa torre de Manhattan parcialmente pertencente ao Sr. Trump e envolveu-se em grandes empreendimentos comerciais com um dos sócios do magnata”, noticiou hoje o FT.

A juntar às provas encontradas pelo jornal internacional de língua inglesa está o facto conhecido de Trump, após ter sofrido uma série de falências que fizeram com os que os bancos não lhe quisessem emprestar mais dinheiro, andar em permanente busca de sócios dispostos a financiar os edifícios que ostentam o seu nome.

O FT refere que “ao longo dos anos, o candidato presidencial norte-americano reuniu uma coleção eclética de financiadores e colaboradores, alguns com passados duvidosos, com ligações ao crime organizado ou a esquemas fraudulentos”.

“Mas talvez o maior risco para o complexo e por vezes opaco império empresarial do Sr. Trump era que fosse utilizado para um fim que as autoridades norte-americanas temem se tenha generalizado no setor imobiliário do país: a lavagem de dinheiro sujo”, escreve o FT.

Num momento em que Trump é candidato à Casa Branca, estas revelações levantam questões sobre que medidas adotam as suas empresas para garantir que os fundos que por elas passam são limpos, sublinha-se no texto.

Em janeiro deste ano, a então diretora do Departamento de Combate a Crimes Financeiros norte-americano, Jennifer Shasky Calvery, alertara que “autoridades estrangeiras corruptas ou criminosos transnacionais poderiam estar a usar o setor imobiliário de topo norte-americano para investir secretamente milhões de dinheiro sujo”.

Um ex-diretor de uma construtora que trabalhou com Trump acusou-o de “esquecimento intencional” quanto a pormenores sobre os negócios dos seus sócios. Mas um porta-voz da Trump Organization veio declarar que efetuava “extensas” verificações de antecedentes dos seus parceiros, contratando inclusive, para tal, investigadores externos.

Um desses sócios, a Bayrock, já antes tinha sido fonte de controvérsia, mas agora os pormenores da sua associação à família de Viktor Khrapunov, um ex-ministro da Energia do Cazaquistão e ex-presidente da câmara da cidade de Almaty, mostram que a Bayrock estava envolvida num alegado esquema de lavagem de dinheiro ao mesmo tempo que colaborava com Trump.

Advogados de Almaty disseram num tribunal norte-americano em março que Khrapunov e a sua família “conspiraram para saquear sistematicamente centenas de milhões de dólares de ativos públicos e para branquear os seus ganhos ilícitos através de uma complexa rede de contas bancárias e empresas de fachada, particularmente nos Estados Unidos”.

Viktor Khrapunov, que agora vive na Suíça, diz que está a ser atacado por se opor ao homem para quem trabalhava, o Presidente Nursultan Nazarbayev, o dirigente autoritário do Cazaquistão desde 1989, e os seus defensores afirmam que a fortuna da família Khrapunov vem do êxito nos negócios, não de desvio de fundos.

Segundo os especialistas, as leis que regulam os negócios imobiliários nos Estados Unidos são insuficientes, e as disposições contra o financiamento do terrorismo da Patriot Act, aprovada na sequência dos atentados do 11 de Setembro de 2001, obrigaram as entidades de crédito à habitação a realizar investigação do tipo “conheça o seu cliente”.

“Mas quem lava dinheiro paga em dinheiro, e transações como as dos apartamentos Trump Soho passaram por essa brecha, que só foi parcialmente colmatada este ano”, refere o FT.

Em janeiro, os Estados Unidos lançaram um programa piloto concebido para identificar os reais proprietários das empresas fachada usadas para comprar imóveis de luxo em Manhattan e Miami e, em julho, as autoridades indicaram que as novas regras corroboravam as suspeitas de que “aquisições em dinheiro de imóveis de luxo para habitação por uma entidade legal são altamente vulneráveis a abusos para lavagem de dinheiro”.

* Temos de reconhecer que Trump é o loiro mais sórdido do mundo.

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V-EVOLUÇÃO


3- O BIG BANG

DA MENTE

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HOJE NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

Perita fiscal do grupo constituído entre Governo, PS e BE bate com a porta

Glória Teixeira, convidada pelo BE para integrar o grupo de trabalho sobre política fiscal, demitiu-se. Acusa o processo de falta de transparência e lamenta que o Governo tenha ignorado a luta contra a fraude em sede de IRC, enquanto mantém a sobretaxa de IRS. 

 O grupo de trabalho constituído entre o Governo, PS e o Bloco de Esquerda para propor alterações nos diversos impostos vai continuar a trabalhar no pós-Orçamento do Estado, mas com uma baixa. Trata-se de Glória Teixeira, a perita independente convidada pelos bloquistas para integrar a equipa, que bateu esta quarta-feira com a porta. Motivo: "Ausência de critérios mínimos de transparência" sobre as opções políticas que foram tomadas - e com as quais não concorda.  
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Foi através de um e-mail a Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda, que Glória Teixeira, Professora Associada da Faculdade de Direito da Universidade do Porto, pôs termo à sua colaboração técnica.

Convidada pelo partido em Março para auxiliar a discussão (os grupos sectoriais integram elementos do BE, PS, Governo e convidados independentes de cada um dos lados), Glória Teixeira foi surpreendida com as opções de política fiscal que constam da proposta do Orçamento do Estado para 2017.

Entre os motivos do descontentamento está o facto de o Governo ter decidido manter a pesadíssima carga fiscal sobre trabalhadores dependentes, através da sobretaxa de IRS, e ignorar a luta contra a fraude e abuso fiscais em sede de IRC, à revelia do que tinha sido discutido no grupo de trabalho, sabe o Negócios.

No e-mail que dirige a Catarina Martins, Glória Teixeira alude ao processo de que fez parte para concluir que "não houve uma colaboração séria por parte do Governo", dizendo que ficou sem saber quem é responsável por quais propostas do Orçamento do Estado, e quais os critérios que presidiram à sua escolha. A manifestação de surpresa face à solução final da proposta de Orçamento sugere que boa parte das propostas que lá constam não nasceram no seio do grupo de trabalho, foram, antes, adaptações ou inovações que o Governo resolveu introduzir, ou deixar de fora.

A professora universitária lembra a Catarina Martins que em qualquer país civilizado, as propostas fiscais apresentadas vêm sempre acompanhadas com a indicação da sua fonte ou proveniência e respectiva exposição ou fundamentação.

A equipa das Finanças sai, em seu entender, descredibilizada, não só por não ter prestado a tal "colaboração séria" que se impunha", mas também devido ao facto de a situação do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais desacreditar o País e quem com ele se relaciona.

Em jeito de corolário, Glória Teixeira considera que a sua experiência é reveladora da "falta de transparência do Governo no âmbito do processo legislativo em Portugal".

O grupo de trabalho para rever a fiscalidade, constituído pelo BE e o Governo tinha por objectivo apresentar uma bateria de propostas de alteração aos diversos códigos para serem aproveitados para a proposta de Orçamento do Estado para 2017.

Os trabalhos deste grupo são para continuar, nomeadamente para passar a pente fino o Estatuto dos Benefícios Fiscais, mas, no que ao OE diz respeito, documento, contudo, relevou-se parco em alterações - o Governo chama-lhe o orçamento da "estabilidade fiscal" - e traz uma surpresa de última hora, que acabou por impor-se como solução para financiar o aumento em 10 euros das pensões de reforma até 633 euros de Agosto em diante.

Na área do IRC, as medidas são poucas e, embora não haja nenhuma especialmente poderosa, é mostrada preocupação relativamente à falta de financiamento e subcapitalização do tecido empresarial. E nada se estabelece sobre práticas fiscais abusivas das grandes empresas, numa altura em que a nível internacional o tema domina as agendas políticas, quer ao nível da OCDE quer ao nível europeu.

Aliás, num levantamento feito pela Comissão à escala europeia, e para o qual Glória Teixeira colaborou enquanto perita independente, eram identificadas dez brechas no código do IRC que permitem o chamado planeamento fiscal agressivo.

* Um imbróglio,  Glória Teixeira é altamente qualificada


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ELÍSIO SUMAVIELLE

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Shine Your Light

Bob Dylan não precisava do Nobel para ser o que já é: uma parte da vida e das referências de sucessivas gerações, entre elas a minha. Tanto quanto se sabe, o homem não teve ainda qualquer reação e pode muito bem não tê-la em definitivo.

Da cidade do pecado e do jogo, Las Vegas, não veio qualquer sinal do senhor que ali trabalhava quando rebentou a notícia. Como improvável seria que Las Vegas fosse um local frequentável pelo Dylan de há 50 anos, sendo a circunstância, aliás, outra evidência natural da enorme espessura do seu percurso de vida. Por isso mesmo, não espero do poeta uma reação similar à de Sartre, em pública e militante recusa do prémio.

Outros autores existem para quem o Nobel foi decisivo para se darem a conhecer ao mundo, e eu próprio, enquanto leitor, confesso que deixei alguns na página 50, apesar daquilo que o Nobel representa na mitologia literária.

Os meus livros de cabeceira não são necessariamente Nobel, e lá estão Aquilino e Lobo Antunes. Ora, o sr. Zimmerman, o tal que surripiou o Dylan ao poeta Thomas, por tudo aquilo que tem produzido e vivido desde 1962, pode muito bem não se prestar a qualquer tipo de exposição pública a esse respeito.

Ou então, que o possa fazer com a mesma displicência com que recebeu a medalha da Liberdade das mãos de Obama (caramba, sempre era Obama!), a quem deu três palmadinhas no ombro e seguiu como se nada fosse.

O seu grande livro é ele próprio, poeta de todas as fés, contradições e ironias do género humano. Daí o meu gozo intenso por esta herética atribuição.

Whatever… all right, Mr. Dylan!

IN "i"
18/10/16

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1026.UNIÃO


EUROPEIA



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1025.UNIÃO


EUROPEIA



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HOJE  NO
  "DESTAK"


Adicional do IMI garante 
Segurança Social por mais seis anos
 até década de 40 - Costa

O secretário-geral socialista defendeu hoje que o adicional do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) de valor patrimonial superior a 600 mil euros assegura a sustentabilidade do Fundo de Equilíbrio Financeiro da Segurança Social por mais seis anos. 
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António Costa falava na sessão de esclarecimento sobre a proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2017, no Teatro de São Luiz, em Lisboa, quando justificava as razões de o executivo ter criado o novo imposto aplicável a património de elevado valor.

Perante uma plateia de militantes socialistas, o primeiro-ministro começou por frisar que a receita deste adicional de IMI será "integralmente afeta ao Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social. 

* Temos dúvida,  mas damos o benefício.

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CURDISTÃO


1-GAROTAS EM GUERRA
 

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NÚNCIO, O GLORIOSO
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FONTE: LUÍS VARGAS

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HOJE  NO  
"i"

Há cada vez mais 
crianças refugiadas sozinhas

Foram mais de 20 mil as crianças refugiadas que chegaram sozinhas por mar a Itália desde janeiro deste ano.
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O número bate todos os recordes, alerta a Unicef, que divulgou ontem os dados mais recentes. Destas crianças, mais de 90% viajaram sem a família ou sem a companhia de um adulto.

São mais cerca de 3500 crianças face a 2015, quando chegaram 16 478 a Itália, das quais 12 360 (75%) não estavam acompanhadas ou foram separadas da família.

Os dados da Unicef indicam ainda que durante estes nove meses houve um aumento das crianças vindas do Egito, mas a maioria continua a chegar da África Ocidental.

A organização mundial diz estar a trabalhar com parceiros “a fim de acelerar a nomeação de tutores e para melhorar as condições de receção das crianças”, mas o “elevado número de crianças refugiadas “levou a atrasos significativos” neste processo.

A nomeação legal de tutores para alguns casos chega a demorar um ano, refere a Unicef em comunicado.

* Uma desgraça.

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JOAN BAEZ
Canta Bob Dylan

Blowing in the wind


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HOJE  NO
  "A BOLA"

Nadadora-salvadora salva polícia 
irlandês na praia de São Rafael

Vera Ribeiro, uma nadadora-salvadora ao serviço da associação AquaForm, salvou de afogamento um polícia irlandês, esta quarta-feira, na praia de São Rafael, em Albufeira.

Tudo aconteceu pelas 13 horas, quando Vera, que também é professora de Educação Física, estava sozinha na praia e viu o homem em dificuldades por ter sido «apanhado por uma corrente».

«Ele estava em situação de pré-pânico, por isso, não podia ficar num ponto em que ele me pudesse agarrar. Tive de o acalmar primeiro, pedir-lhe para se colocar em posição de segurança e só depois me aproximei», contou a nadadora-salvadora ao Jornal de Notícias.

Devido à elevada estatura do turista e polícia irlandês, Vera foi obrigada a fazer um esforço extra para o transportar para terra.

* Coragem e classe.

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HOJE  NO 
"AÇORIANO ORIENTAL"

Inquérito revela que 27,2% de pessoas
. vacinaram-se contra a gripe

Um inquérito hoje divulgado revela que 27,2% das pessoas vacinaram-se contra a gripe, sendo que a maioria não o fez pela primeira vez.
 
Os dados constam na primeira avaliação do "Vacinómetro", para a época gripal 2016-2017, uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar e do laboratório farmacêutico Sanofi Pasteur MSD.
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Para o inquérito, foram auscultadas, via telefone, 1.500 pessoas residentes em Portugal - 974 mulheres e 526 homens - com doenças crónicas, com 60 a 64 anos, com mais de 65 anos ou profissionais de saúde em contacto com doentes (isto é, pessoas dos chamados grupos prioritários para vacinação contra a gripe).

A vacinação contra a gripe começou a 01 de outubro.

No estudo, das 408 pessoas vacinadas, a maioria, 81,4%, disse que não foi a primeira vez que o fez.
Quanto aos 1.092 inquiridos que ainda não se vacinaram, 57,6% afirmaram, contudo, que tencionam fazê-lo.

Das pessoas que se vacinaram contra a gripe, 37,2% tinham mais de 65 anos, 33,2% eram doentes crónicos, 20,9% eram profissionais de saúde e 17,4% tinham entre 60 e 64 anos.

Lançado em 2009, o "Vacinómetro" visa "monitorizar, em tempo real, a taxa de cobertura da vacinação contra a gripe em grupos prioritários recomendados pela Direção-Geral da Saúde".
A iniciativa decorre durante cinco meses, com os próximos resultados a serem divulgados a 08 de novembro, a 06 de dezembro e a 28 de fevereiro (resultados finais).

* A percentagem de pessoas vacinadas é escassa.

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 ÁFRICA
 Mulheres lideram comunidades rurais

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HOJE NO  
"CORREIO DA MANHÃ"
Infarmed retira do mercado
 produtos capilares

A autoridade nacional do medicamento (Infarmed) anunciou esta quarta-feira a retirada do mercado de todos os lotes capilares da marca Analea por conterem mistura de conservantes proibidos que podem colocar em risco a saúde humana. 
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Em comunicado, o Infarmed esclarece que os lotes de produtos capilares da marca Analea possuem uma mistura de ingredientes cuja utilização é proibida em produtos cosméticos não enxaguáveis desde 16 de abril deste ano. 

Por isso, o Infarmed ordenou a suspensão imediata da comercialização e a retirada do mercado destes produtos. 

Em causa estão os produtos Analea Afro Ativador de Cachos, Blindagem Concentrada do Kit Analea Nutretrat Blindagem Construtora Capilar, Defrizante do Kit Profissional de Alisamento e Relaxamento Guanidina Jaborandi Regular, Propolis Natural Creme para Pentear e Analea Umidix Creme para Pentear Humidificante Multi S.O.S. 

"A utilização de produtos não enxaguáveis contendo esta mistura de conservantes pode colocar em sério risco a saúde humana por induzir alergia de contacto", anunciou o Infarmed. Por isso, a autoridade nacional do medicamento determinou a suspensão de venda do produto e pediu aos consumidores que os adquiriram que não os utilizem. 

* É preciso ter muito cuidado com os produtos que se aplicam na pele, os dermatologistas explicam.

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HOJE NO 
"OBSERVADOR"
“Deixar um bebé sozinho a chorar
 durante a noite é como abandoná-lo”

Helen Ball é antropóloga e especialista em sono do bebé. Nesta entrevista, explica a importância de os pais saberem que é normal os bebés acordarem durante a noite e como é mau não atender ao choro.

Como se interessou pelo sono dos bebés?
Comecei a interessar-me quando era estudante universitária. Quando tive os meus filhos tudo começou a fazer mais sentido, porque não pensamos nestas coisas até de facto termos filhos. Quando fiz o meu PHD estudava macacos em Porto Rico, depois de ir trabalhar para a Universidade de Durham, o meu campo de trabalho estava tão longe e tinha as crianças pequenas, decidi que tinha de mudar para estudar algo que pudesse estudar em casa, perto de casa.

Qual foi a sua premissa?
Estava interessada no comportamento das famílias durante a noite, em estudar o que as mães e os bebés faziam durante a noite. 
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Como era o seu ambiente de sono, como eram as suas interações durante a noite, como era a amamentação durante a noite, quão distantes estavam, como faziam com que tudo isto resultasse para eles, como conseguiam as mães amamentar frequentemente os bebés e dormir. Eu sabia como eu fazia: trazia o bebé para a minha cama. Mas, nessa altura, as pessoas desdenhavam a partilha a cama com os bebés. Pensavam que a maioria das mulheres não o fazia e eu não acreditava nisso. Aliás, eu achava que a maioria das mulheres, provavelmente, o fazia e queria descobrir se era verdade.

E então? O que descobriu?
Que a maioria das mães que amamenta traz os seus filhos para as suas camas e eles dormem muito nas suas camas. As mães que não amamentam trazem os bebés para as suas camas menos frequentemente. No Reino Unido, em média, metade dos bebés acaba na cama dos pais a certa altura da noite. Mas a amamentação é mesmo distintiva destes padrões.

Estes estudos são uma combinação de dados qualitativos e quantitativos. No início baseavam-se sobretudo nos relatos dos pais sobre o que estava a acontecer. Depois, com o equipamento vídeo, pudemos observar o que se passava no quarto e também trouxemos alguns pais ao laboratório do sono para medir os batimentos cardíacos, etc.

Mais recentemente os estudos tornaram-se outra vez mais qualitativos e começámos a perguntar às mães o que fazem durante a noite e porquê o fazem. Quais são as suas expectativas, que género de desfasamento existe entre as suas expectativas e a realidade.

Quando se tem um bebé, uma das perguntas que se ouve é: já dorme a noite toda? Isto combinado com aqueles casos de bebés que dormem desde muito cedo uma noite seguida cria falsas expectativas? Porque um bebé que dorme a noite toda é a exceção e não a regra, certo?
Claro. Creio que é muito interessante esta obsessão cultural que existe no ocidente; uma obsessão das pessoas que querem saber se os bebés das outras dormem a noite toda. Mas porque são tão intrometidos? Porque querem tanto saber isso? No outro diz estava a falar com uma colega minha que é antropóloga social e estávamos a comentar que os bebés têm de passar por uma série de ritos para se formarem enquanto pessoas, adultos por inteiro. 

Uma das coisas que eles têm de aprender é, por exemplo, a controlar os seus órgãos internos, e isso é feito naturalmente. Ora outra das coisas que tem de ser controlada é o sono. E parece que estamos a tentar transformar esta coisa, que é muito biológica, que tem tudo a ver com natureza, numa coisa dominada pela cultura. Foi esta transição do natural para o cultural que fez com que o sono seja algo em que toda a gente tem de se meter, ainda que as pessoas o estejam a fazer da maneira certa e que os seus bebés estejam a corresponder e a crescer de forma saudável. O que me parece é que estamos a tentar que os nossos bebés façam isto mais cedo do que é suposto, e cada vez mais cedo, mais cedo, mais cedo…

Mas porque acha que isto acontece com o sono? Porque ninguém diz: ah, vou treinar o meu bebé para ele conseguir andar mais depressa ou mais cedo…
Ah!, mas as pessoas gostam que os seus bebés estejam quietos, por isso não os vão incentivar a andar mais cedo, porque eles ficam menos controláveis. O problema é esta ideia de que são os bebés que têm de se adaptar e integrar nas rotinas dos adultos. 

Uma das mães que nós entrevistámos disse: os meus bebés sempre se adaptaram aos meus horários e às minhas rotinas. Portanto, existe esta ideia de que os bebés não devem incomodar os pais, não devem interferir na vida dos pais, alterando-a… Mas temos outros pais que dizem: os bebés dormem quando dormem e nós temos de nos moldar e adaptar-nos a isso. Portanto, há visões muito divergentes sobre este tema.

Mas a corrente do treino do sono ainda tem peso e está ativa. Cada mês que passa sai um livro que diz: 10 maneiras de pôr o seu bebé a dormir, faça isto e ele dorme numa semana, treine o seu bebé em duas semanas.
Acho que aqui no Reino Unido tínhamos isso há uns dez anos. Havia muitos livros sobre o tema, mas creio que isso agora já acabou e há pessoas que defendem que os bebés não devem ser treinados para dormir, porque estas coisas terão consequências traumáticas. Portanto creio que é capaz de estar pior nuns países que noutros.

Mas o que diria aos pais que estão tentados a experimentar o treino?
A primeira pergunta que eu lhes colocaria é esta: porque pensam que têm de o fazer? O que se passa com o sono do seu bebé, que os está a incomodar tanto que eles acham que precisam de fazer o seu bebé passar por este processo traumático? Porque é traumático para o bebé. E muitas vezes é traumático para os pais também. Estão a fazer isto porque precisam de dormir mais, ou porque foram pressionados por outras pessoas a fazê-lo? Portanto, eu acho que, antes de mais, quereria saber qual a razão por detrás dessa vontade de treinar o sono do bebé. 

Há pais que são muito vulneráveis às interrupções do sono e que precisam de conter e controlar o sono dos seus bebés. Mas eu acho que há outras formas de o fazer, em vez de treinar o bebé. Em vez de ser uma batalha, em que um lado ou o outro tem de ganhar, pode ser algo que una os interesses dos pais e dos bebés, fazendo com que se aproximem, harmoniosamente, tentando encontrar estratégias que funcionem para ambos.

Por exemplo?
Bom, para já, acho que devíamos falar com os pais sobre este tema antes de os bebés nascerem. Essa é a parte difícil, porque assim que os pais entram num padrão de treinar o bebé é difícil mudar-lhes as ideias, mas acho que se falarmos com eles antes de o bebé nascer, sobre quais são as suas expectativas, sobre o que eles acham que vão ser as suas noites, assim eles podem pensar quais são as necessidades dos seu bebé e as suas necessidades e como podem lidar com essas necessidades antes de os bebés ficarem completamente desesperados e com fome e desatarem aos gritos. 

Depois perceber de que forma podem lidar com as noites da maneira mais fácil possível para eles, por exemplo, evitando coisas como ter de descer escadas e fazer biberões a meio da noite e ter de acordar completamente. Ou seja, fazê-los pensar quais serão as suas estratégias durante noite, quem o vai fazer, quanto tempo demorarão a fazê-lo, como vão responder aos sinais do seu bebé, como aprendem a detetar os sinais do bebé antecipadamente, de forma a que lhe respondam e que ele vá dormir imediatamente em vez de entrarem numa situação em que o bebé chora desesperadamente e toda a gente tem de acordar… Creio que tudo gira em termos de saber reconhecer os sinais do bebé, saber quais as suas necessidades e saber como responder. Pensar por antecipação.

E talvez baixar as expectativas, não?
Sim, ter expectativas diferentes, expectativas realistas!

Que expectativas realistas devem ter? O que sabemos sobre o sono dos bebés? O que é que acontece habitualmente?
Sabemos que o bebé não vai dormir a noite toda aos três meses. Isso é certo. E, se por milagre, temos um bebé que dorme a noite toda aos três meses é altamente provável que ele comece a acordar aos quatro meses. O sono dos bebés não progride de forma linear, o bebé não vai dormindo cada vez mais e mais e mais. Às vezes ele dorme, outras vezes não. O sono do bebé, enquanto ser individual, varia de mês para mês e comparar o nosso bebé com o bebé de outra pessoa não serve de absolutamente nada. Porque eles são muito diferentes uns dos outros…. Então temos bebés que dormem 20 horas por dia até bebés que dormem 8 horas por dia. Não há um objetivo comum que devamos ansiar para um bebé de dois ou três meses. Mas todos os bebés, eventualmente, começam a dormir durante períodos mais longos. Mas muitos não dormem uma noite inteira até aos 12 meses.

Ou mais….
Sim. (risos)

É importante aceitar que é assim, não? Ou seja, ter a tal expectativa realista… É importante dizer às pessoas que o normal é isto, é os bebés acordarem várias vezes durante a noite?
Sim, mas mais que isso. Os adultos têm esta ideia de que uma boa noite de sono envolve ir para a cama, adormecer, ficar a dormir e não ser perturbado durante a noite. E que só se tiverem um longo período de sono não interrompido é que tiveram uma boa noite de sono. Mas isso não é, de facto, verdade. Porque nós podemos dormir o suficiente em períodos mais curtos, com interrupções, mas achamos que não.

Ajustar as expectativas é fundamental e se, de facto, nós medirmos o sono de uma pessoa e lhe perguntarmos quanto tempo ela dormiu normalmente subestimam a quantidade de sono que tiveram, mas em larga medida! Especialmente as mães de primeiro filho, subestimam muito o sono que tiveram.

Portanto, é completamente claro para si que o treino do sono é mau…
Temos de ver o que é isso do treino do sono, porque ele vem em embalagens bem diferentes. Algumas são muito duras e outras são o que se chama de gentle sleep training. Acho que aquele treino em que deixamos o bebé sozinho a chorar, ou o deixamos sozinho durante longos períodos e não voltamos, e não o confortamos, é muito mau. Porque é como abandonar um bebé, sendo que o bebé não sabe que não foi abandonado. E, por isso, os seus níveis de stress vão subir imensamente.

Agora, se a mãe e o pai acham necessário treinar o bebé para que não acorde tantas vezes durante a noite — e é importante saber que fazer isso terá impacto na amamentação — se acham que têm mesmo de fazer isso pela sua sanidade, ou outra coisa qualquer, então seria bom saberem que há outras variantes do treino do sono onde os pais ficam ao pé do bebé, confortam o bebé em vez de saírem do quarto, não o pegam ao colo, mas tocam nele, acalmam-no. Ou pegam-lhes ao colo, acalmam-nos e depois deitam-nos outra vez. Há uma panóplia de coisas.

Outro dos temas do sono dos bebés é: onde dorme o bebé?
Mas porque razão isso é sequer um tema? Alguém tem alguma coisa a ver com isso?

Isto é algo muito cultural, não é?
A maioria das pessoas no Reino Unido têm os bebés no seu quarto nos primeiros meses. Uma boa parte delas não os deixam até aos seis meses, ao contrário do que é altamente aconselhável, que eles fiquem no quarto dos pais pelo menos até aos seis meses. Muitos mudam os bebés por volta dos três meses, porque acham ou que o bebé os incomoda, ou porque já é grande demais, acham que seis meses é muito tempo, ou porque simplesmente montaram um lindo quarto e querem usá-lo. 

Os pais, os homens, são os primeiros a insistir que o bebé tem de sair do quarto. Costumo falar nas minhas palestras sobre os bebés humanos, sobre quão pouco desenvolvidos os bebés humanos são quando nascem. E, na verdade, durante os primeiros três ou quatro meses é como se eles estivessem a terminar a gestação.

É o chamado quarto trimestre da gravidez…
Sim. Portanto, colocar o bebé num quarto separado significa pôr completamente de lado, ignorar, esta ideia de que eles ainda são incapazes de manter a sua termorregulação, o seu ritmo cardíaco… A sua fisiologia ainda não se desenvolveu o suficiente para que eles estejam no ponto de serem independentes. Portante, parece-me muito duro, muito severo, colocá-los num quarto separado durante a noite, durante oito horas, e esperar que eles consigam lidar com isso.

E o co-sleeping? O que acha disso?
Bom, creio que se não é daquelas pessoas que tem comportamentos de risco então o co-sleeping é uma coisa completamente normal e o seu bebé não vai estar em risco por estar a fazer isso. Há uma pequena percentagem de pessoas e bebés para as quais o co-sleeping é um risco. Sabemos quais são esses riscos e eles têm a ver com o comportamento parental.

Por exemplo?
Fumar durante a gravidez, fumar quando se tem um bebé, beber álcool e adormecer com o bebé e dormir com o bebé em sofás. Há também alguns bebés que têm vulnerabilidades que desaconselham o co-sleeping, como bebés prematuros, alguns bebés que têm problemas cerebrais. Mas é uma percentagem mínima, a grande maioria dos bebés lida muito bem com o co-sleeping. Eles estão desenhados para estarem em contacto com as suas mães.

Há pessoas que têm receio de se virarem durante a noite e caírem em cima do bebé e por causa disso dizem que não dormem bem com o bebé na sua cama…
Não dormem? Aposto que dormem bem. E aposto que não vão rolar.

E o que responde aos argumentos de que o co-sleeping vai afetar a autonomia das crianças?
Onde estão esses estudos que dizem que colocar um bebé a dormir sozinho o vai tornar mais autónomo? Acho que não há nenhum. Não há evidência cientifica, é um mito. Não há evidência de que os bebés que dormem sozinhos são mais independentes ou mais autónomos quando crescem do que bebés que dormiram com os seus pais.

Instintivamente todas as mães querem os bebés junto delas, não?
Sim, instintivamente o que queremos é proteger o nosso bebé. Portanto, queremos que ele esteja onde o possamos ver e o possamos tocar para sabermos que ele está seguro.

A ideia que eu tenho é que, quando falamos com as pessoas que conhecemos e que têm bebés, elas fazem disto quase um segredo. Porque se formos ver, toda a gente dorme com os bebés na cama, pelo menos de vez em quando, ou metade da noite…
Sim, completamente. É estranho, porque parece que é algo que toda a gente sente que deve esconder.

Mas porquê? Não seria mais fácil assumir isso como algo normal, em vez de achar que é normal os bebés dormirem a noite inteira?
Sim, é verdade.

Como é que chegámos a este ponto, aqui no ocidente?
Eu creio que, se analisarmos isto do ponto de vista cínico, tem a ver com o sistema patriarcal. Com os homens terem de assumir controlo sobre tudo.

Acha mesmo?
(risos) Começou nos anos 20. Houve alguns pediatras homens e psicológicos do comportamento que pensavam que sabiam tudo sobre parentalidade e decidiram que iriam ensinar as mulheres a criar os seus bebés. Foi quando começaram a aparecer os guias para pais. É a supremacia do macho, é a sociedade patriarcal na qual as mulheres precisam de ser ensinadas a não serem demasiado indulgentes, não serem tão emocionais em relação aos bebés. Foi um esforço de controlo sobre as mulheres e sobre as crianças. Do ponto de vista sociológico é tudo sobre poder, tudo gira em torno do poder.

Há uma altura em que de facto as crianças deviam dormir a noite toda?
Depende de cada criança, mas a maioria parece começar a dormir a noite inteira por volta dos seis meses, uma ou outra noite, não todas as noites. Vai depender se mamam, se os dentes estão a nascer… Há tantas coisas que são disruptivas do sono no primeiro ano ou nos primeiros dois anos… 

A ideia de que, quando eles começam a fazê-lo, vão continuar a fazê-lo, e não pararão e nunca mais vão acordar durante a noite, é completamente irrealista, porque há muita coisa a acontecer nos seus corpos e no seu cérebro que os vai fazer acordar a meio da noite. Ao longo do tempo, gradualmente, eles vão dormir mais e mais, quando mais nada estiver a acontecer. Mas, quando algo está a acontecer, isso vai fazê-los acordar. Temos de aceitar que, durante os primeiros dois ou três anos, acordar durante a noite faz parte da paternidade. Faz parte. Quando eles tiverem 15 anos vamos ficar aborrecidos com o tanto que eles dormem!

Também há aquelas crianças que, apesar de dormirem a noite toda, têm dificuldade em adormecer, querem que o pai ou a mãe estejam ao seu lado. Como devemos lidar com isto? Ficamos lá?
Sim, isso é o que eu fazia, ficava lá. Esperava que eles entrassem num sono profundo e depois saía devagarinho. Se eles precisavam que eu estivesse lá para relaxarem o suficiente, de forma a adormecerem tranquilamente, então eu ficava lá. Não vejo qualquer razão para que tivesse de os forçar, de que forma seja, a adormecerem sozinhos, para ficarem aterrorizados e depois dormirem mal, porque não conseguiram relaxar e adormecer. Há todo o tipo de coisas estranhas a acontecer na cabeça das crianças pequenas. Eles veem monstros em todo o lado, por exemplo, portanto, se eles precisam do nosso conforto, isso faz parte do nosso trabalho enquanto pais, dar-lhes esse conforto.

* Quem sabe, sabe, pais aprendam.

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