domingo, 16 de outubro de 2016

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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6-MEIAS RIOT



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I-PEDRAS QUE FALAM
3-TERRAS COM NOME

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A RTP Madeira produziu um excelente documentário, numa série de 12 programas, sobra a temática dos recursos naturais com incidência nos recursos geológicos, a que denominou "Pedras que falam", de autoria do Engº Geólogo João Baptista Pereira Silva.


FONTE: NOEL SF
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5-MEIAS RIOT



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   II -ERA UMA VEZ O ESPAÇO

1- OS SÁURIOS

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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4-MEIAS RIOT




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Oded Shoseyov


Aproveitando os superpoderes

ocultos

da natureza


O que podemos obter quando combinamos os materiais mais fortes do mundo das plantas com as mais elásticas do reino dos insetos?
Materiais que possam transformar... tudo.
O nanobiotecnólogo Oded Shoseyov apresenta exemplos de materiais surpreendentes encontrados na natureza, desde pulgas de gato para sequoias, e mostra as maneiras criativas que a sua equipe utiliza para os aplicar em tudo, desde tênis esportivos para implantes médicos.

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3-MEIAS RIOT


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FERNANDA CÂNCIO

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Táxis uber alles?

Anteontem apanhei um táxi. Conduzia-o um imigrante de leste, jovem, simpático e correto. Faz aquilo há menos de um ano, para um patrão com vários carros. Teve de tirar o curso de habilitação - ou seja, investiu cerca de 500 euros - mas, ao contrário do que asseveram os representantes dos taxistas ser obrigatório, não tem contrato. Recebe 35% do valor marcado no taxímetro, dinheiro na mão. Não passa recibos, não desconta para a Segurança Social nem paga impostos. E assevera que grande parte dos motoristas estão nas mesmas circunstâncias.

Não faço ideia se a última frase é verdadeira. Mas, o que é grave, não creio que alguém saiba - a começar pelas autoridades. Ou pelo PCP, o partido que neste processo tem estado mais claramente do lado das reivindicações do setor, alegando ser a Uber símbolo da economia informal e da desregulação. E tem razão no que respeita à Uber. Mas e os táxis, como é? Cumprem as leis? Ninguém diria: biscateiros, faturas passadas apenas a pedido e de má vontade, carros a cair aos bocados e imundos, condutores malcheirosos, intoxicados, mal educados, agressivos, ladrões - já se viu de tudo. E agora, na segunda-feira, um dia inteiro de bloqueio de um aeroporto e de agressões e insultos em direto. São estes os heróis da classe operária, sério?

Não; não se trata, como vi escrito por muita gente estimável, de serem antipáticos e não se saberem defender - ou, como também li, de pertencerem ao povo, como se ser do povo significasse ser delinquente, machista e homofóbico. Trata-se, isso sim, de estarem muito longe de constituir um modelo de respeito pelos valores que supostamente representam. Haverá no setor quem cumpre as regras, claro, como há taxistas cordatos, honestos, asseados e que são os primeiros a desdenhar os que o não são (e a serem por estes prejudicados). Mas qual será a percentagem de fuga ao fisco? E de trabalho ao negro? E em que é que isso se distingue, na prática, da desregulação protagonizada pelas Ubers?

Haver muitas regras e não serem cumpridas porque ninguém as faz cumprir ou haver poucas ou nenhumas: nenhuma das opções é aceitável, nenhuma é justa. O Estado serve para mais do que aprovar leis. Tem de garantir que são cumpridas. E se por essa razão é escandaloso que o secretário de Estado da tutela diga (na RTP) que não tem de ter opinião sobre se a Uber e Cabify estão ilegais "porque isso é com os tribunais", é igualmente escandaloso que se permita há décadas a desobediência do setor de táxi às exigências legais, incluindo a do respeito pelos direitos dos trabalhadores - e dos clientes, que também são gente. O capitalismo selvagem e a roubalheira devem ser denunciados e combatidos quer usem boné e unha do dedo mindinho comprida quer não tenham rosto. Como a violência gratuita e o sexismo devem ser condenados - e punidos - venham de onde vierem. Sob pena de se concluir que todos os princípios são instrumentais.

IN "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
14/10/16

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1022.UNIÃO


EUROPEIA



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2-MEIAS RIOT



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I-DESTINO EDUCAÇÃO

1- DIFERENTES PAÍSES
DIFERENTES RESPOSTAS
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XI-VISITA GUIADA


IDANHA-A-VELHA/3

BEIRA BAIXA

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* Viagem extraordinária pelos tesouros da História de Portugal superiormente apresentados por Paula Moura Pinheiro.
Mais uma notável produção da RTP

* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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1-MEIAS RIOT



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Laura de Souza

O, patria mia

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Aìda de Verdi

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ESTA SEMANA NO
"SOL"

OE2017: 
Alunos do privado fora
 dos manuais gratuitos

O governo vai distribuir gratuitamente os manuais escolares para os alunos do 1º ao 4º ano mas apenas para os alunos da escola pública.

Tal como o i tinha avançado, a medida avança já em Setembro de 2017 mas o governo decidiu deixar de fora todos os alunos que frequentam o ensino privado, ao contrário do que aconteceu este ano letivo.
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Na proposta de Lei do Orçamento a que o i teve acesso, lê-se que “é prosseguido o regime de gratuitidade dos manuais no início do ano letivo de 2017/2018, a todos os alunos do 1.º ciclo do ensino básico da rede pública”.

A proposta do PCP  - que permitiu a distribuição gratuita dos manuais escolares a 80 mil alunos do 1º ano este ano lectivo -  incluía os alunos das escolas privadas. “São distribuídos gratuitamente os manuais escolares a todos os estudantes do 1.º ano do 1.º ciclo do ensino básico”, lê-se no artigo 127º da lei do Orçamento do Estado para 2016.

A exclusão dos alunos do privado foi a forma que o governo terá encontrado de acelerar a distribuição gratuita dos manuais, já que a medida estava dependente das verbas transferidas pelas Finanças para a Educação.

A mesma proposta da lei mantém a responsabilidade no Ministério da Educação para definir as regras da distribuição e devolução dos manuais escolares, que “podem  ser reutilizados na mesma escola ou em qualquer outra escola” que tenha adotado os mesmos manuais escolares.

* Nada temos contra as crianças que frequentam o ensino privado mas os seus papás "queques" estavam a ser  beneficiados por uma oferta gratuita do ensino que hostilizam.

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HOJE NO
"EXPRESSO"
Chefs criam receitas 
de combate ao cancro

Nunca foi tão estudada (e esteve tão demonstrada) a relação entre uma alimentação saudável, rica em leguminosas, e a prevenção do cancro. A pensar nisso, a Liga Portuguesa Contra o Cancro desafiou o chef José Avillez e Hernâni Ermida a criarem ementas para eles. Os chefs aceitaram


Assinala-se este domingo o Dia Mundial da Alimentação. E em 2016, declarado Ano Internacional das Leguminosas, a Liga Portuguesa contra o Cancro convidou alguns chefs da nossa praça para criarem receitas em que essa componente estivesse presente. José Avillez e Hernâni Ermida aceitaram o repto – e criaram, respetivamente, uma "Salada de grão-de-bico com bacalhau" e um "Estufado de grão com espinafres e ovos escalfados".

José Avillez explica porque decidiu contribuir: “Aceitei colaborar com a Liga Portuguesa Contra o Cancro na divulgação do Ano Internacional das Leguminosas pelo importante trabalho que esta desenvolve e por ser relevante divulgar a importância de uma boa alimentação. Infelizmente, hoje o cancro é uma doença presente em muitas famílias. Na minha família houve alguns casos e também nas famílias de algumas pessoas com quem trabalho. Acredito que a alimentação tem uma função essencial no nosso bem-estar e saúde. Não sou extremista, mas sou defensor de uma alimentação variada e equilibrada, preparada, sempre que possível, com ingredientes de qualidade. Gosto muito das leguminosas porque são alimentos muito nutritivos e versáteis.”

A ideia é chamar a atenção para um facto cada vez mais difundido entre a comunidade científica: a de que há alimentos que fazem diferença na prevenção do cancro. Até no Código Europeu contra o Cancro, a 5ª diretiva incentiva a ter "uma dieta saudável, rica em cereais, vegetais, frutos e leguminosas como forma de prevenção da doença". Dos variadíssimos estudos que estudam a relação entre cancro e alimentação, um dos mais completos foi publicado em 2007, conjugando investigações de referência a nível mundial, como o Fundo Mundial para a Investigação do Cancro (WCRF) e Instituto Americano para a Investigação do Cancro (AICR). 

As conclusões são claras: apenas 5% a 10% dos cancros são herdados diretamente, sendo a exposição a fatores ambientais muito mais importante. E ter uma dieta e um estilo de vida saudáveis podem prevenir os danos do nosso ADN.

Assim, está comprovado que uma dieta rica em fibras (que se encontram nos cereais, raízes, tubérculos e frutas e legumes) protege do cancro no intestino. "É provável que as frutas e vegetais protejam contra o cancro da boca, garganta, esófago, pulmão e estômago." E está comprovado que o caroteno (presente na cenoura), o licopeno (presente no tomate), a vitamina C e B e o selénio (presente nos frutos secos, gema do ovo e carne bovina) podem inibir a morte das células cancerosas. 

Também parece estar claro que o alho picado é muito positivo na prevenção do cancro gástrico; os carotenóides no cancro da boca, garganta e pulmões, o licopeno na prevenção do cancro da próstata; e a vitamina C no cancro do esófago.

O livro "A Revolução Smartfood", da autoria de Eliana Liotta, com a colaboração de dois médicos do Instituto Europeu de Oncologia, Pier Giuseppe Pelicci e Lucilla Titta, elenca igualmente 10 alimentos-chave protectores de doenças oncológicas. São estes o alho, os cereais integrais, as ervas aromáticas, a fruta fresca, os frutos secos, as leguminosas, o azeite, os óleos de sementes, as sementes oleaginosas e os produtos hortícolas.

Aqui fica a receita da salada de grão de bico com bacalhau que o chef Avillez criou para a Liga Portuguesa contra o Cancro:

Receita para 4 pessoas

Ingredientes:
150 g grão-de-bico seco (ou 500 g de grão-de-bico cozido)
750 g de postas de bacalhau demolhado
4 ovos cozidos
1 dente de alho pelado e sem gérmen
100 g cebola
100 ml azeite + azeite q.b. para a cozedura do grão-de-bico
30 ml vinagre
1 ramo de salsa (50 g)
1 folha de louro
Colorau q.b.
Sal marinho q.b.
Pimenta preta q.b.

Preparação:
Demolhe os 150 g de grão durante cerca de 6 horas. Depois de demolhado, escorra o grão e leve-o ao lume num tacho com água fria, um fio de azeite e sal. Deixe cozer durante aproximadamente duas horas, até estar tenro.
Coloque os ovos num tacho com água fria, leve ao lume e deixe que fervam durante cerca de 7 a 8 minutos. Ao fim desse tempo, retire os ovos da água quente e arrefeça em água fria, para os descascar.
Num tacho com água, sal, um fio de azeite e uma folha de louro, coza o bacalhau em lume brando. Quando as lascas começarem a soltar-se, retire da água, desfie o bacalhau e reserve num pouco da água da cozedura.
Pique finamente a salsa, a cebola e o alho, e misture com o bacalhau desfiado e o grão cozido. Tempere com um pouco de sal marinho, pimenta preta moída no momento, azeite e vinagre. Envolva bem e passe para uma taça de servir. Finalize com os ovos cozidos cortados em gomos e, se gostar, um pouco de colorau. Sirva tépido ou leve primeiro ao frio, caso prefira uma salada mais fresca.

* Toda a gente devia saber que a saúde ou a doença entram pela boca.

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O ÓDIO MATA




DIGA NÃO AO RACISMO!!!!!


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ESTA SEMANA NO
"DINHEIRO VIVO"

Dois milhões de euros para estudos do
. sistema de mobilidade do Mondego

O Governo vai disponibilizar até dois milhões de euros para estudos sobre o sistema de mobilidade do Mondego

O Governo vai disponibilizar até dois milhões de euros para estudos sobre o sistema de mobilidade do Mondego, cujo projeto inicial prevê a instalação de um metropolitano de superfície no Ramal da Lousã e em Coimbra. 
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De acordo com a proposta de Orçamento de Estado para 2017 (OE2017), que hoje foi entregue na Assembleia da República, será destinado um montante não superior a dois milhões de euros para custear os estudos com vista à concretização daquele projeto.

O Governo anunciou, em setembro, que até ao final de janeiro de 2017, será apresentado um estudo com o objetivo de apontar uma solução de mobilidade na região que foi servida pelo ramal ferroviário da Lousã (encerrado em 2009 para dar início às obras para implantação do novo meio de transporte) e na cidade de Coimbra.

 “Até ao final de janeiro de 2017 serão apresentados os elementos relativos ao estudo já encomendado ao LNEC [Laboratório Nacional de Engenharia Civil] e que tem como objetivo concretizar o primeiro estudo feito pelo LNEC e apontar clara e objetivamente aquilo que o laboratório nacional entende como solução de mobilidade” para esta zona, revelou então Luís Antunes, presidente da mesa da assembleia geral da Metro Mondego (MM), empresa responsável pelo projeto. 

 Luís Antunes, que também é presidente da Câmara da Lousã, falava aos jornalistas, em 06 de setembro, depois de ter participado numa assembleia geral da empresa, durante a qual o representante do acionista maioritário, que é o Estado, revelou a intenção de, deste modo, retomar o projeto. 

O estudo deverá apresentar, ainda de acordo com Luís Antunes, “conclusões que permitam, de forma objetiva, apontar uma solução de mobilidade para esta região”, bem como o valor necessário “e outras condições técnicas para a implementação do projeto”. 

Criada há 20 anos, com o objetivo instalar no ramal ferroviário da Lousã e na cidade de Coimbra uma rede de transportes públicos com base num metro ligeiro sobre carris, a sociedade MM é também integrada pelas câmaras municipais de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo. 

Na mesma altura, o Governo revelou, através de um comunicado, ter contratado um estudo ao LNEC para “a avaliação técnico-operacional e económico-financeira da introdução de um sistema de mobilidade do Mondego, entre os concelhos de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã”. 

 O documento, intitulado “Governo desbloqueia sistema de mobilidade do Mondego”, referia que o estudo vai, “entre outros aspetos, aprofundar as análises de custo-benefício já existentes e consolidar a estrutura de financiamento do projeto, com vista à sua candidatura a fundos europeus”. 

Os resultados deste estudo irão ainda contribuir para “a definição do futuro modelo de gestão e concessão do sistema de mobilidade a implementar”, acrescentava a mesma nota.

* O ramal da Lousã serviu durante décadas milhões de pessoas, um iluminado pateta decidiu fechar a linha sem dar alternativa  às populações que servia. Urge concretizar nova mobilidade.

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ESTE MÊS NA  
"EXAME INFORMÁTICA"

Vensmile K8, o teclado maleável 
que é um computador completo

A Vensmile apresentou um teclado de borracha maleável que se parece com tantos outros. A diferença? Este traz um PC completo integrado.
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Vai sempre precisar de o ligar a um monitor, mas de resto, todos os componentes necessários estão integrados no Vensmile K8. A empresa anunciou que este aparelho traz um touchpad, processador Intel Atom X5 Z8300, 4 GB de RAM e 64 GB de armazenamento flash.

O dispositivo pode ser completamente dobrado e arrumado dentro de um bolso. Conte ainda com ligações HDMI, VGA, USB 2.0 e USB 3.0, Bluetooth 4.0, Wi-Fi 802.11 b/g/n, porta jack 3,5 mm e slot para cartões microSD.

O K8 deve chegar aos mercados no final deste mês, com um preço recomendado de 200 dólares.

* Surpreendente o mundo da tecnologia.

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DIGA 84

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ESTA SEMANA NA  
"SÁBADO"

Tem 11 anos, hidrocefalia
 e está a caminho dos Grammy

Ele nem fazia ideia do que era um Grammy Latino. Quando lhe contaram que existia uma possibilidade de receber a estatueta ficou mais ou menos indiferente. Mas os pais explicaram-lhe e mal entendeu o que se passava... ficou histérico: "Deu uns saltos tremendos, louco de alegria", lembra a mãe Antónia Vega à revista SÁBADO. 
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 Adrián Martín Vega tem 11 anos, é natural de Málaga e foi nomeado para os Grammy latinos que acontecem no dia 16 de Novembro. Lleno de Vida (ou cheio de vida), o seu álbum de estreia lançado este ano e já disco de ouro, está nomeado para melhor álbum de pop tradicional – ao lado de outros grandes nomes como Andrea Bocelli.

O rapaz ultrapassou a barreira da idade mas não só. Adrián nasceu com hidrocefalia e uma má-formação nos braços. Quando ainda estava na barriga da mãe, os médicos não acreditavam que sobrevivesse e o seu crescimento foi repleto de dúvidas: será que vai andar? Será que alguma vez vai falar, comunicar? Tudo acabou por acontecer, a seu tempo, mas entre muitas intervenções médicas: Adrian foi sujeito a cerca de 15 operações nas mãos e à cabeça.

Tinha apenas um ano e meio quando começou a entoar melodias. A primeira coisa que apanhou foram os "parabéns" mas logo começou a cantar copla (música típica andaluza) com a avó. A música sempre fez parte do ambiente familiar. O rapaz tem um irmão, Rafa e duas irmãs – Maria e Sonia – todos mais velhos do que ele, mas é com Sonia que mais tem partilhado o gosto pela música: juntos cantam flamenco e fizeram um vídeo juntos, a cantar o tema Qué Bonito, de Rosario Flores, que já está a caminho dos sete milhões de visualizações.

Foram os vídeos caseiros, partilhados nas redes sociais, que ajudaram o rapaz a dar o salto. Foi assim que chegou a castings e aos talent shows espanhóis. O nervosismo era sempre muito, antes de subir ao palco mas, uma vez lá, tudo desaparecia, continua a mãe. "É mesmo um artista."

A percussão e os duetos
Adrián dispara o seu objectivo em poucas palavras: "Gostava muito de ser cantor profissional", diz à SÁBADO. O rapaz não só canta como tem um talento especial para a percussão. Aprendeu sozinho, sem aulas de música, e hoje não larga o cajón flamenco (uma caixa de madeira que emite som) nem a bateria. Em casa passa horas a tocar e a experimentar novos temas.

Nos dias que correm a sua agenda está cheia: todos os dias, da parte da manhã, tem aulas numa escola de educação especial e as tardes estão reservadas para as aulas de música. Quando tem um concerto, os pais tentam marcá-lo no período de férias; no futuro, terá que pedir autorização para faltar e ter mais aulas de apoio fora do horário normal, explicam os pais.

Nada foi planeado. As oportunidades surgiram e a do álbum, Lleno de Vida, foi mais uma: aí Adrián teve a oportunidade de gravar duetos com reconhecidos cantores espanhóis, como Rosario Flores, India Martínez, Coti, José Mercé, Estrella Morente, Niña Pastori e José Luis Perales. "Sentiu-se muito importante, aumentou-lhe muito a auto-estima", continua a mãe.

Na escola toda a gente o conhece, na rua também. Adrián não percebe bem o que é isto da fama mas, entretanto, é preciso manter a normalidade, lembram os pais. Não têm dúvidas que esta será a carreira do filho mas, para já, é preciso "desfrutar de cada momento, cada dia." E cantar por gosto. A família passou uns dias de férias em Lisboa onde Adrián também cantou - desta vez, aprendeu o fado. 

* Fantástica a existência de meninos como este.

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Creme de Ervilhas


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De: Chefe Henrique Sá Pessoa.
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ESTA SEMANA NA  
"VISÃO"

Tecnologia portuguesa controla
 100 milhões de passageiros por ano

Controlo de fronteiras por biometria facial é com eles. A Vision-Box, empresa de Carnaxide, foi a primeira a montar sistemas de controlo fronteiriço através de reconhecimento facial biométrico. Agora está presente em 150 países.

A empresa estava a testar um dos seus sistemas piloto de controlo fronteiriço através de biometria no aeroporto de Faro, quando ali aterrou um influente político britânico. Em princípio, viera só para jogar golf no Algarve, mas passou pelo portal eletrónico (e-Gate) e recusou-se a regressar ao seu país sem primeiro falar com os dirigentes da empresa responsável pelo desenvolvimento daquela tecnologia.
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Ora, a empresa tem o seu quartel-general em Carnaxide, nos arrabaldes de Lisboa, e chama-se Vision Box. Aquela história contada pelo seu CEO, Miguel Leitmann, à Bloomberg foi só o impulso para um voo em altura. Portais e quiósques eletrónicos idênticos aos que estavam a ser testados em Faro são agora usados nos aeroportos JFK, em Nova Iorque, e Heathrow, Londres, além de outros 70 internacionais.

Tudo começou quando Leitmann e Bento Correia (chairman) investigavam sistemas de vídeo-vigilância num laboratório do Estado português e perceberam as potencialidades comerciais da tecnologia que estavam a desenvolver. Em 2001, fundaram a Vision-Box, que acabou por se envolver nos primeiros passaportes biométricos em Portugal. Mais tarde desenvolveram os quiosques eletrónicos e os sistemas de portais que usam reconhecimento biométrico facial que ajudam os viajantes a passarem rapidamente através dos serviços de imigração e alfândega.

De forma simplificada, o sistema, que agiliza o fluxo de passageiros, funciona assim: em vez de um controlo de passaportes tradicional, responsável por longas filas, o passageiro dirige-se a um dos portais eletrónicos e só passa se o seu passaporte for autêntico e se ele for realmente o titular do documento, o controlo passa a ser feito do controlo biométrico facial.

A Vision-Box foi, segundo a própria start up lisboeta, a primeira empresa a desenvolver um sistema de portais eletrónicos baseados no reconhecimento facial por biometria. Atualmente, reclama ter instalado em todo o mundo 1.200 sistemas de controlo de fronteiras e e gestão de fluxo de passageiros nas fronteiras terrestres, marítimas e aéreas de 150 países, autenticando anualmente 100 milhões de passageiros.

Detentora de vários prémios nacionais e internacionais, a empresa contava em 2015 com cerca de 200 empregados, tendo registado uma faturação de cerca € 28 milhões.

* Portugal a brilhar

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A ARTE DA DENÚNCIA


Chama-se Luis Quiles, é um artista espanhol, e sem medo utiliza a paixão pela arte para criticar a sociedade. No fundo, "desenha para denunciar". 

Com nome artistítico de Gunsmithcat, Luis Quiles, marca a diferença pela forma como retrata a sociedade contemporânea nos seus trabalhos. Com sarcasmo, frieza e sem rodeios, Gunsmithcat, denuncia temas como a prostituição, a homofobia, a exploração, a fome, as drogas e as redes sociais.

Numa entrevista ao jornal italiano Il Fatto Quotidiano, o artista diz que "a tecnologia mudou a forma como comunicamos. Não quer isto dizer que seja pior do que no passado. É simplesmente diferente. Por um lado, com a Internet, é mais simples. Por outro, é também mais fácil de nos isolarmos da realidade". 
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Quanto às críticas, Luis Quiles diz que apesar de haver pessoas que agradeçam e que valorizem o trabalho que faz, e como o faz, há também "quem não concorde e que o escreva publicamente". Contudo, "é difícil silenciarem-me". 

Para o futuro, o artista espanhol está a pensar recorrer ao crowdfunding (angariar fundos para o projecto através da Internet) para publicar um artbook com todo o seu trabalho. Até lá, vai continuar a "desenhar e denunciar". 

TEXTO: "DIÁRIO DE NOTÍCIAS" 16/12/14
















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Senso d'hoje
ISABELLE 
GILLETE-FAYE 
SOCIÓLOGA FRANCESA 
“Cada vaga migratória
obriga a uma reflexão sobre
os direitos das mulheres"

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Não falamos de algo distante no tempo e no espaço: o casamento forçado e a mutilação genital feminina acontecem um pouco por toda a Europa. É quase impossível apresentar números exatos sobre a ocorrência destes fenómenos, uma vez que costumam suceder no maior dos segredos, no seio das próprias famílias. No entanto, as estimativas indicam, por exemplo, que há cerca de 500 mil mulheres na União Europeia que terão sido vítimas de excisão. O Insiders falou com Isabelle Gillette-Faye, socióloga francesa e responsável pelo Grupo de Abolição das Mutilações Sexuais Femininas e Casamentos Forçados .

FONTE: EURONEWS

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