quinta-feira, 13 de outubro de 2016

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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108-ACIDEZ
 

FEMININA


CURTINDO GATAS
NO facebook

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A IMPRESCÍNDIVEL TATY FERREIRA

* Uma produção "ACIDEZ FEMININA" - BRASIL


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HOJE  NO
"DESTAK"

António Guterres vai nomear mulher 
para secretária-geral adjunta

O futuro secretário-geral da ONU, António Guterres, anunciou hoje que vai nomear uma mulher para secretária-geral adjunta.
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"Quando propuser uma secretaria-geral adjunta será uma mulher. É a minha firme intenção que seja uma mulher", afirmou o antigo primeiro-ministro português, nas primeiras declarações à imprensa portuguesa desde que foi eleito para secretário-geral da Organização da Nações Unidas.

Guterres vincou que "é normal em termos de paridade que, se o secretário-geral for um homem, a secretária-geral adjunta seja uma mulher e que se a secretária-geral for uma mulher que o secretário-geral adjunto seja um homem". 

* Equilíbrio

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XLVI- O UNIVERSO

2- HUBBLE

SEGREDOS DO ESPAÇO

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HOJE  NO
"i"

A morte violenta antecedeu 
sempre as fugas dos últimos 30 anos

Dos irmãos Cavaco a “Palito”, passando pelo Osso da Baleia. No fim foram sempre apanhados

Não é uma situação inédita, mas também não é muito usual no país. As operações de caça ao homem são raras e por isso um rápido exercício de memória coletiva leva-nos a, pelo menos, três casos: a fuga dos irmãos Cavaco, de Manuel Palito e ainda de Victor Jorge, protagonista do caso conhecido como o “Massacre do Osso da Baleia”.
Um fugitivo “invisível”
Antes do caso Aguiar da Beira, a fuga mais recente foi a de Manuel Baltazar, mais conhecido por “Palito”, que esteve 34 dias fugido às autoridades. Condenado em 2015 à pena máxima – 25 anos de cadeia – pelo Tribunal de Viseu, a justiça classificou “Palito” como uma pessoa com “uma personalidade violenta, egoísta, egocêntrica e dominadora”. Foi condenado por quatro crimes de homicídio qualificado, dos quais dois na forma tentada: matou a mãe e uma tia da ex-mulher e tentou matar a ex-mulher e a filha com tiros de caçadeira.
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Os crimes ocorreram em abril de 2014 em Valongo dos Azeites, S. João da Pesqueira. Após os atos, o homicida – que já tinha antecedentes de violência doméstica – pôs-se em fuga. No mês que se seguiu, as zonas envolventes às aldeias de Trevões e Valongo dos Azeites encheram-se de militares da GNR e de agentes da Polícia Judiciária. Os meios de comunicação social em peso seguiram a perseguição: as imagens de patrulhas da GNR a cavalo encheram ecrãs. E rapidamente se percebeu que as buscas estavam para durar.
Caçador e conhecedor da zona, “Palito” protagonizou uma longa fuga e foi avistado várias vezes por populares. A duração da caça ao homem e os esforços infrutíferos das autoridades foram até alvo de paródias nas redes sociais.

Acabou por ser detido sem oferecer resistência, muito debilitado, quando tentava entrar na própria casa. Mais tarde explicou que ia buscar mantimentos. A PJ acreditava, na altura, que “havia fortes suspeitas” de que Manuel Baltazar teria “recebido a ajuda de uma ou mais pessoas” durante o tempo em que andou fugido.

A fuga mais mortífera do país  
Aconteceu a 28 de julho de 1986. A cadeia de Pinheiro da Cruz – estabelecimento de segurança máxima em Grândola – foi o cenário da fuga mais mortífera das prisões portuguesas. Seis fugitivos considerados perigosos, armados (até com metralhadoras!), mataram três guardas prisionais e feriram outro. Na fuga fizeram reféns outros três guardas que usaram como escudo para conseguir sair da prisão.

Os fugitivos puseram-se então em fuga. Todos tinham um passado conturbado e penas pesadas: Germano Ramiro Raposinho, de 32 anos, cumpria a pena máxima por homicídio. Vítor Cavaco, também de 32 anos, era conhecido por “Vítor Ameixa”, e tinha sido condenado a 17 anos por roubos. O irmão, José Faustino Cavaco, respondia pela alcunha de “Americano”, e cumpria pena de 19 anos pelo homicídio de um agente da PSP. O grupo de presidiários em fuga completava-se com dois ex-paraquedistas, Augusto José Ramalho e José Fernandes Gaspar, condenados a cinco e a 20 anos por roubos e finalmente Carlos Alberto Ferreira Pereira, condenado a 17 anos por assalto à mão armada.

“Embora Raposinho fosse, desde o início, apontado como o “cérebro” da fuga, Faustino Cavaco era considerado o mais perigoso dos seis”, de acordo com as palavras que escreveu este verão o Observador, que recuperou o caso no dia em que a fuga cumpriu trinta anos.

A perseguição tornou-se numa dor de cabeça para as autoridades e a população do Algarve – a região tida como destino da fuga – viveu em sobressalto: pistas falsas, avistamentos em discotecas e restaurantes, houve de tudo, o que não facilitou o trabalho às autoridades.

A 11 de agosto, quatro dos seis fugitivos já tinham sido apanhados. Dois em Lisboa, outros dois após um cerco em Quarteira. Um dos fugitivos, Augusto Ramalho, morreu durante o cerco: ter-se-á, alegadamente, suicidado. Era o ‘game over’ para estes quatro fugitivos, mas para os irmãos Cavaco o jogo das escondidas ainda estava a começar.

O filme só chegaria ao fim quatro meses após a fuga. A 24 de novembro, os irmãos foram localizados por um agente da PJ perto de Loulé. Tinham tomado de assalto a casa de um jardineiro da câmara, que descreveu depois o cenário. Durante 45 dias, os irmãos viveram ali, coagindo o proprietário, que saía todos os dias para o trabalho, enquanto a mulher e a filha ficavam na moradia. Entregaram-se sem resistência.

O massacre de Osso da Baleia  

Há 29 anos, Victor Jorge matou em dois dias sete pessoas: cinco na Praia do Osso da Baleia, Pombal e duas (a mulher e uma filha) na Amieira, Marinha Grande. O crime ficaria conhecido por “Massacre do Osso da Baleia” e ainda hoje é tido como um dos mais “horrendos registados em Portugal”.

De acordo com os relatos da época, Victor Jorge, que trabalhava numa agência bancária e nas horas vagas fotografava casamentos, “assassinou a tiro e à pancada naquela praia cinco pessoas que tinham participado numa festa de anos na Guia, Pombal”. Depois deste ataque mortífero no areal, dirigiu-se depois para casa, na Amieira, atraiu a mulher e uma filha a um pinhal próximo onde as matou à facada. A filha mais nova ainda foi ferida, mas segundo se veio a saber terá suplicado ao pai para não a matar e este deixou-a escapar com vida. O homicida, que tinha então 38 anos, fugiu durante dois dias às autoridades. Acabou por ser apanhado em Porto de Mós. Em tribunal, confessou o múltiplo homicídio. A defesa invocou que o réu era inimputável e chegou a alegar “doença mental grave”, pedindo o internamento.  Foi condenado a 20 anos de prisão.

 Foi libertado em 2005, ao fim de 14 anos preso. Em 2012, quando o crime perfez 25 anos, vivia em Inglaterra e alguma imprensa fez eco de que já teria tentado, por várias vezes, o suicídio.

* O crime de sangue é macabro.


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 I-HISTÓRIA 
DO TERRORISMO

4-OS ANOS DA LIBERTAÇÃO
1945 A 1970
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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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HOJE  NO 
"A BOLA"

Benfica tem o terceiro melhor 
marketing digital da Europa
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Um estudo colocou o Benfica entre os melhores clubes da Europa no que ao planeamento e estratégia de vendas nas plataformas digitais diz respeito.

A agência de marketing desportivo Sportt analisou a forma como os clubes europeus posicionam os seus produtos no mercado digital – estratégia de preços, portefólio, promoção e distribuição – e classificou a estratégia do Benfica como a terceira melhor a nível europeu.

«O comércio digital com design focado na experiência da marca, usa a identidade do clube. Tem uma estrutura de navegação semelhante à do comércio digital em grande escala. A navegação por categorias, menos focada no stock, oferece uma variedade de produtos. A equipa pertence à plataforma. Tem portes grátis para promoções. Funciona em português, espanhol e inglês. Tal como um elemento básico de um site, é interativo e móvel», lê-se na análise deste estudo ao site dos encarnados.

Segundo este mesmo estudo, só o Inter de Milão e o Paris Saint-Germain superam o Benfica na estratégia digital. Pior classificados neste ‘ranking’ ficam alguns colossos como o Manchester United, Bayern, Real Madrid, Manchester City ou o Barcelona, que utilizada as plataformas da marca que patrocina o clube para vender os seus produtos.

Ranking:
1. Inter Milão (Itália)
2. Paris Saint-Germain (França)
3. Benfica (Portugal)
4. Nápoles (Itália)
5. PSV Eindhoven (Holanda)
6. Manchester United (Inglaterra)
7. Juventus (Itália)
8. Roma (Itália)
9. Bayer (Alemanha)
10. Real Madrid (Espanha)
11. Manchester City (Inglaterra)
12. Dínamo Kiev (Ucrânia)
13. Celtic (Escócia)
14. Dortmund (Alemanha)
15. Atlético Madrid (Espanha)
16. Shakhtar Donetsk (Ucrânia)
17. Barcelona (Espanha)

* Repetimos, BENFICA é a a maior marca portuguesa.

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BRUNO VIEIRA AMARAL

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Bob Dylan não merecia

Mais do que qualquer outra coisa, este prémio é um manguito a todos os grandes escritores norte-americanos dos últimos 40 anos. Roth, McCarthy, DeLillo, Pynchon, foram ultrapassados de moto por Dylan.

Vi em direto o anúncio do vencedor do Prémio Nobel da Literatura: “strodmondstalet eigvarna literature prize vöng Bob Dylan…”. Quase caí da cadeira. “strodmondstalet eigvarna”????? Estes gajos só podem estar a gozar. Mas pronto. Quanto ao vencedor, acho bem. Também acho um bocado mal. Enfim, ainda não sei. Foi, sem dúvida, uma escolha corajosa. No ano em que pela primeira vez o prémio foi anunciado por uma mulher, a Academia mostrou ter tomates. Ou então que, lá dentro, estavam todos sob o efeito daquelas cenas que o Bob fumava.

Mais do que qualquer outra coisa – e o que, em menos de três horas, já se disse sobre o papel da Academia Sueca na destruição das barreiras da literatura daria para encher várias bibliotecas, ou discotecas – este prémio é um manguito a todos os grandes escritores norte-americanos dos últimos 40 anos. Philip Roth, Cormac McCarthy, Don DeLillo, Thomas Pynchon, geralmente apontados como possíveis galardoados foram ultrapassados pela direita, de moto, por Dylan. Há uns anos, um membro da academia criticava a literatura norte-americana por ser demasiado “insular”, umbiguista. 

Escolher Bob Dylan à frente de todos os outros é o mesmo que lhes dizer: “estão a ver o que é ser universal?” Recorde-se que Toni Morrison tinha sido a última norte-americana a receber o Nobel, há vinte e três anos.

Agora, a sério. Bob Dylan? É verdade que já tinha sido apontado várias vezes como um dos favoritos, mas era uma espécie de brincadeira paralela e secundária. Ninguém levava isso muito a sério até porque nenhum outro letrista, talvez à excepção de Leonard Cohen, era apontado como potencial nobelizado. E o que não falta são grandes letristas. A história do século XX está cheia deles. Claro que, sendo discutível, se pode dizer que Bob Dylan está noutro patamar. Tudo bem. Porém, repare-se nos nomes que o acompanham quando se trata de escolher os melhores autores de letras da música anglo-saxónica, de acordo com uma votação num site manhoso: John Lennon, Eminem, Roger Waters, Elliot Smith, Kurt Cobain, Neil Young, Tupac Shakur, Robert Plant e Freddie Mercury.

Pronto, talvez não seja a melhor lista, mas mesmo uma que inclua Bruce Springsteen, Nick Cave, Jarvis Cocker e Jay-Z, ou Joni Mitchell, Fiona Apple e Suzanne Vega, não fornece nenhum nome que possa algum dia vir a estar nas cogitações da Academia. Já para não falar que uma lista de potenciais letristas nobelizáveis seria ainda mais “ocidentalizada” do que é habitual: ou alguém consegue imaginar o Nobel ir para aquele grande letrista checo? Ou para um grande baladeiro turco? Ou para um tipo que renovou a grande tradição musical da África Ocidental? Ou para, por exemplo, Chico Buarque? E, na minha modesta opinião, a opinião de quem não faz parte da Academia, Chico Buarque é um letrista superior a Bob Dylan.

A Academia é muitas vezes criticada por atribuir o prémio a escritores desconhecidos, daqueles com nomes impronunciáveis, quando esse talvez seja o efeito mais positivo do Nobel: o de permitir que alguns grandes escritores com pouca ou nenhuma repercussão internacional vençam as barreiras de um mercado editorial cada vez mais dependente das “descobertas” recomendadas pelo mundo anglo-saxónico. Nesse sentido, atribuir o prémio a Bob Dylan é um desperdício, uma espécie de parênteses em que a Academia preferiu celebrar-se a si própria e à sua veia provocatória, naquele género de provocação passivo-agressiva em que o galardoado é um mero instrumento de agressão. Portanto, mais do que lhe atribuir o prémio, a academia atirou-lho à cabeça. E o grande Bob Dylan não merecia.

* Bruno Vieira Amaral é crítico literário, tradutor e autor do romance As Primeiras Coisas, vencedor do prémio José Saramago em 2015

IN "OBSERVADOR"
13/10/16

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1019.UNIÃO


EUROPEIA



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HOJE  NO
"AÇORIANO ORIENTAL"

Holanda prepara suicídio assistido
 de idosos que sintam que a vida
 chegou ao fim

O Governo da Holanda está a preparar legislação para autorizar o suicídio assistido de pessoas idosas que sintam que a sua vida chegou ao fim, anunciaram dois ministros.
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“Pessoas que consideram, após profunda reflexão, que completaram a sua vida, devem ter a possibilidade, sob rigorosas condições, de pôr fim à vida da forma digna que escolherem”, afirmaram os ministros da Saúde e da Justiça holandeses numa declaração conjunta.

A legislação em preparação considera que a convicção de “ter completado a própria vida é sentida sobretudo pelos idosos”, pelo que a autorização se lhes reserva, explicaram os ministros, sem contudo especificar qualquer idade.

Trata-se de pessoas que “já não veem qualquer possibilidade de dar um sentido à sua vida, sentem profundamente a perda de independência e estão isoladas ou sós porque perderam um ente querido”, afirmaram.

Pessoas, acrescentaram, que se sentem “dominadas por um cansaço absoluto e pela perda de amor-próprio”, mas que “para poderem pôr fim às suas vidas, precisam de ajuda”.

A Holanda permite a eutanásia desde 2002, ano em que, com a Bélgica, se tornou um dos dois primeiros países a autorizar a morte assistida de doentes incuráveis.

A legislação em vigor prevê que um mínimo de dois médicos certifique que não há qualquer alternativa razoável para o doente e que o sofrimento deste “é insuportável e sem qualquer esperança de melhora”.

Mas diferentes interpretações da lei têm suscitado polémica, sobretudo depois de menores de idade com doenças terminais terem sido autorizados a escolher a eutanásia e certas doenças mentais, como a demência, terem sido consideradas “sofrimento insuportável”.

Em 2015, a Holanda registou 5.516 casos de eutanásia, correspondentes a 3,9% de todas as mortes.
Mais de 70% dos que optaram pela eutanásia sofriam de cancro e 2,9% de demência ou de doenças psiquiátricas.

O novo quadro legal deverá prever que um “assistente na morte” – alguém com formação médica – só possa autorizar o suicídio assistido depois de se certificar de que nenhum tratamento pode superar o “desejo de morrer”.

A conformidade do caso com a lei tem depois de ser validada por uma comissão de especialistas.

Apesar de o suicídio assistido não ser legal, em 2013, um holandês que confessou ter ajudado a mãe de 99 anos a morrer não foi punido porque os juízes consideraram que “agiu por amor”.

* Nós concordamos com o suicídio assistido.

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BOB DYLAN

NOBEL DA LITERATURA
2016

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Blowin In The Wind

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The Rolling Stones & Bob Dylan
Like a Rolling Stone
live Rio de Janeiro

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V-CAÇADORES 

DE TEMPESTADES

1- UM ADEUS

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HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"
Ambulância transporta equipa 
de programa da TVI

O transporte de uma equipa do programa ‘Somos Portugal’, da TVI, por uma ambulância dos Bombeiros de Vila Verde, Braga, no passado domingo durante a ‘Festa das Colheitas’, está a gerar polémica.
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Elementos da corporação terão sido "obrigados" pelo vice-presidente da direção, Paulo Renato Rocha, a "transportar os colaboradores da TVI numa ambulância, em marcha de emergência, para fugir ao trânsito". Nesse período, entre as 13h30 e as 19h30, os Bombeiros de Vila Verde terão ainda recusado transportes urgentes, sendo obrigados a solicitar ambulâncias de outros concelhos.

O caso foi denunciado por um grupo de sócios dos Bombeiros, indignados com a direção, que irá apresentar queixa na Autoridade de Proteção Civil, no Ministério Público de Vila Verde e no DCIAP Lisboa.

Carlos Braga, presidente dos Bombeiros de Vila Verde, confirmou ao CM o transporte do staff da TVI, mas nega ter sido usada uma ambulância de emergência. "É uma colaboração normal, que costumamos prestar, mas o carro usado foi uma ambulância de transporte de doentes e não pôs em causa o socorro", explicou.

Já Paulo Renato Rocha escusou-se a comentar as acusações, dizendo apenas que a denúncia tem "finalidade política".

A TVI e a Coral Europa, produtora do programa, não comentaram a situação. O Ministério da Administração Interna não respondeu até ao fecho desta edição.

* Esta situação ridícula precisa de esclarecimento.

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Zizi Possi

As Rosas Não Falam


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CARTOLA
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HOJE NO
"OBSERVADOR"

Taxa sobre refrigerantes
 avança no Orçamento

Nova taxa sobre refrigerantes e outras bebidas açucaradas atingirá um máximo de 16 cêntimos por litro. Comerciantes terão quatro meses para escoar "stocks" e receitas reverterão para o SNS.

A “fat tax” vai mesmo avançar. A partir do próximo ano, os refrigerantes e as bebidas com uma taxa de álcool entre 0,5% e 1,2% vol. (conhecidas como bebidas sem álcool) com açúcar adicionado vão ficar mais caros. O aumento máximo não deverá ultrapassar os 16 cêntimos por litro e o mínimo rondará os oito cêntimos por litro, consoante a quantidade de açúcar presente na bebida.
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Ao que o Observador apurou, esta nova taxa — que foi avançada pelo Jornal de Negócios na semana passada, mas que o secretário de Estado adjunto da Saúde, em maio, ao Expresso, já tinha mencionado — será mesmo inscrita na proposta de Orçamento do Estado para 2017, que será entregue no Parlamento esta sexta-feira. A sua aplicação será diferenciada consoante o teor de açúcar presente nas bebidas.

Assim, aos refrigerantes e às bebidas com uma taxa de álcool superior a 0,5% vol. e igual ou inferior a 1,2% vol. com 80 gramas de açúcar por litro será aplicada uma taxa de 8,22 euros por hectolitro. E no caso das bebidas com 80 ou mais gramas de açúcar por litro o aumento corresponderá a 16,46 euros por hectolitro. O mesmo é dizer que o imposto variará entre os oito e os 16 cêntimos por litro.

O que significa que, por exemplo, uma lata de Coca-Cola (de 33 cl) — que tem 106 gramas de açúcar por litro — terá um acréscimo de cinco cêntimos por via deste novo imposto. Cinco cêntimos esses que vão acrescer ao preço da bebida antes do IVA, ou seja, na prática, a subida do preço final de venda ao público desta bebida será superior a cinco cêntimos.

Bebidas à base de leite, néctares e suplementos dietéticos escapam 
Tal como já se vinha falando, isentas deste imposto deverão ficar as bebidas à base de leite, soja ou arroz; os sumos e néctares de frutos e de algas ou de produtos hortícolas e bebidas de cereais, amêndoa, caju e avelã; bem como bebidas consideradas alimentos para as necessidades dietéticas especiais ou suplementos dietéticos.
Também escaparão à aplicação deste novo imposto as bebidas não alcoólicas utilizadas em processos de fabrico ou que sejam matéria-prima de outros produtos, bem como bebidas não alcoólicas usadas para controlo de qualidade e testes de sabor.

Comerciantes têm quatro meses para escoar stocks sem o novo imposto 
O Observador sabe que o Governo admite criar um período de transição para a aplicação desta medida. Os comerciantes que, à data da entrada em vigor da lei, tenham bebidas destas em stock terão a possibilidade de as vender sem a cobrança do novo imposto. Para isso terão de comunicar à Autoridade Tributária as quantidades que possuem em armazém e terão quatro meses para as escoar. Ou seja, só a partir de maio será aplicado o novo imposto na sua plenitude.

E as receitas que vierem a ser obtidas por via deste imposto, deduzidas dos encargos da cobrança, serão consignadas à sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS), até porque esta é uma taxa que visa diminuir os comportamentos nocivos à saúde.

Já em maio, numa entrevista ao Expresso, o secretário de Estado adjunto da Saúde, Fernando Araújo, revelou que as receitas com este novo imposto, que deveria estar pronto a tempo deste orçamento, seriam aplicadas “na promoção de hábitos saudáveis, com campanhas de prevenção contra a obesidade”.

“Sweet tax”: a versão light da “fat tax” 
O novo imposto a aplicar sobre os refrigerantes e bebidas com um teor de álcool até 1,2% vol. adicionados de açúcar fica muito aquém da “fat tax”, a taxa sobre produtos nocivos à saúde. A ideia original, que passava por agravar os preços dos produtos alimentares com excesso de sal, açúcar e gordura — mas estava longe de ser consensual –, derivou numa taxa sobre bebidas açucaradas e acabou mesmo num novo imposto apenas sobre refrigerantes e bebidas com um teor de álcool até 1,2% com adição de açúcar.

A “fat tax” não é uma ideia nova. Já em 2014, o então ministro da Saúde, Paulo Macedo, chegou a dizer publicamente que pretendia avançar com a aplicação de uma taxa sobre os produtos nocivos à saúde, de forma a melhorar os hábitos de consumo dos portugueses, apostando na prevenção da doença. Mas Pires de Lima, ministro da Economia, não tardaria a deitar a intenção por terra: “Não há taxa. É uma ficção, um fantasma que nunca foi discutido em Conselho de Ministros e cuja especulação só prejudica o funcionamento da economia”.

O objetivo do Governo com a introdução deste novo imposto passa por tentar disciplinar os hábitos de consumo. Resta saber se será suficiente para dissuadir os comportamentos alimentares menos saudáveis dos portugueses.

Ao DN, Pedro Graça, diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da Direção Geral de Saúde (DGS), afirmou recentemente que uma taxa sobre os produtos com açúcar só faria sentido se correspondesse a 10% a 20% do preço do produto que, segundo o especialistas, é o “valor estimado por economistas como sendo o que cria impacto na redução do consumo”.

* Uma "fat tax" com estes valores não passa de "pífia tax", valia mais não terem mexido.

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HOJE NO 
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Diretor-geral da Saúde contesta dados 
da OMS sobre tuberculose

Francisco George afirmou que a taxa de incidência da tuberculose, em Portugal, tem diminuído desde 2000, estando o país "abaixo da linha vermelha" dos 20 casos por cem mil habitantes

O diretor-geral da Saúde, Francisco George, contestou os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a incidência da tuberculose em Portugal, salientando que se trata de estimativas com margens de erro.
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Um relatório da OMS, divulgado esta quinta-feira, assinala que Portugal era, em 2015, o país da Europa Ocidental com a maior taxa de incidência de tuberculose, com 23 casos por cem mil habitantes.

À Lusa, o diretor-geral da Saúde sustentou, reagindo ao relatório, que a OMS apresenta "estimativas com margens de erro, e não números reais, absolutos".

Em comunicado, Francisco George esclarece que a taxa de incidência de tuberculose em Portugal, em 2015, era de 19,2 casos por cem mil habitantes, precisando que, no ano passado, foram diagnosticados e comunicados à Direção-Geral da Saúde (DGSaúde) 1987 novos casos da doença (excluindo retratamentos) de um total de 2158.

"Oportunamente, já tínhamos dito aos relatores que não concordávamos com o relatório e com a fórmula apresentada. Em Portugal, não há estimativas, há números absolutos correspondentes a cada caso que é diagnosticado e tratado", frisou, acrescentando que foi pedida à OMS uma auditoria ao sistema de informação usado pela DGSaúde, para que não seja aplicada a margem de erro nas estatísticas.

Para países como Portugal, com "sistemas de informação rigorosos que não foram auditados", é aplicada uma margem de erro, invocou.

O diretor-geral da Saúde apontou que a taxa de incidência da tuberculose, em Portugal, tem diminuído desde 2000, estando o país "abaixo da linha vermelha" dos 20 casos por cem mil habitantes.

"Mas temos a noção de que temos de continuar a trabalhar muito", comparando com os valores dos países na Europa Ocidental, ressalvou.

De acordo com o relatório da OMS, que tem estimativas sobre a doença à escala global, Portugal foi, em 2015, em termos europeus, apenas superado por países do Leste como Rússia, Roménia, Moldávia, Geórgia, Ucrânia, Bósnia-Herzegovina, Arménia, Bielorrússia, Letónia e Lituânia, com taxas de incidência da tuberculose superiores à da região europeia, que foi de 36 casos por cem mil habitantes.

Apesar da prevalência em Portugal, a DGSaúde realçou, em março, na divulgação de dados sobre a infeção, que o país atingiu, no ano passado, o número mais baixo de sempre de casos de tuberculose.

* Só uma pessoa com muita competência tem um percurso transversal a vários governos num lugar tão desejado como é o  de Director-geral da DGS.

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 UM RABO MUITO QUENTE

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HOJE NO 
"RECORD"

Fernando Santos: 
«Fiquei chocado com palavras de 
José Eduardo sobre Marco Silva»

Fernando Santos esteve no comando técnico dos três grandes do futebol português e por ele passaram vários jogadores que hoje em dia trocaram as chuteiras pelo banco. Marco Silva, apesar de nunca ter sido orientado pelo engenheiro, também fez esse percurso.
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O selecionador nacional conhece o técnico há largos anos e desenvolveu uma sólida amizade. Daí ser uma das testemunhas do processo interposto pelo treinador a José Eduardo, a propósito de uma entrevista feita em 2014.

O antigo jogador do Sporting falou de "interesses próprios" do técnico dos leões na altura que iriam contra os do clube e que, por esse motivo, não havia condições para a continuidade deste no cargo.

Durante a sessão desta quinta-feira, o selecionador manifestou o desagrado perante as palavras de José Eduardo. "Chocaram-me as declarações. Senti-me afetado por se tratar de questões pessoais", disse o selecionador, assumindo ter entrado em contacto com Marco Silva logo após ter tomado conhecimento das acusações de José Eduardo.

Face a palavras descritas como insensatas, Fernando Santos questionou Marco Silva sobre a natureza das declarações, frisando que o treinador estava na altura perplexo com a situação.

Questionado ainda sobre as interações entre Marco e o grupo de trabalho leonino, o selecionador respondeu que o treinador sempre teve uma ‘excelente relação’ com os jogadores do Sporting, não compreendendo assim as polémicas declarações de José Eduardo.

Na sessão, Fernando assumiu que todos os treinadores são alvo de crítica, mas desaprova quaisquer acusações de índole pessoal.

* Alvíssaras, há gente que gosta de alvíssaras. Fernando Santos não gosta de desonestidades.

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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Nobel da Medicina pede que 
se deixe de falar contra transgénicos

O Nobel da Medicina de 1993, o bioquímico inglês Richard John Roberts, pediu hoje aos ecologistas para deixarem de "assustar o mundo" com mensagens contra os alimentos transgénicos, salientando que nunca provocaram qualquer problema de saúde.
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Richard John Roberts, responsável pela carta de 110 prémios Nobel a apoiarem o cultivo de transgénicos, participou esta quinta-feira no primeiro Congresso Internacional sobre Pobreza e Fomes, organizado pela Universidade Católica de Valência, que vai reunir até sábado peritos naquelas áreas.

Num encontro com os jornalistas, o prémio Nobel da Medicina disse que o chegou o momento de o "Greenpeace e os partidos verdes deixarem de assustar todo o mundo" com as suas mensagens contra os transgénicos.

Uma mensagem, que segundo o bioquímico, é muito boa para aquelas organizações e partidos arranjarem fundos, mas que "faz muito mal aos países em vias de desenvolvimento e com fome".
Richard John Roberts fundamentou as suas afirmações na investigação científica e nos últimos 25 anos.

"Levamos 25 anos a consumir alimentos transgénicos ou animais que consumiram alimentos transgénicos e não há registo de um único incidente de saúde relacionado com aquele consumo", nem no meio ambiente, acrescentou.

* Apesar de torcermos o nariz aos transgénicos, talvez por ignorância, sabemos que este homem é um sábio.

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