terça-feira, 11 de outubro de 2016

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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4- ENSAIOS FOTOGRÁFICOS


CHRISTEN PRESS



FONTE: ESPN The Magazine

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GRANDES LIVROS/28

AUTORES DO MUNDO

3- AS VIAGENS DE GULLIVER


JONATHAN SWIFT




* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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HOJE  NO
"i"

A madrugada dos taxistas

323 taxistas resistiram até as 2h25 minutos de hoje, acabando por abandonar a Rotunda do Relógio quando a polícia prometeu que iria limpar a Rotunda e bloquear os restantes táxis que se espalhavam até ao túnel do aeroporto.

Depois de muitas promessas de luta e de confronto com a polícia e de ataques aos dirigentes que apelavam à desmobilização, os taxistas presentes aceitaram partir, até porque os cerca de 200 polícias presentes começaram a tomar posição de ataque.
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A CORTESIA PROFISSIONAL DUM TAXISTA
Aqui fica o retrato das últimas três horas de manifestação que meteu Reagan, Estaline e Guerra Colonial ao barulho. Horas antes, haviam assistido num ecrã montado para o efeito ao Ilhas Faroé - Portugal e ao programa Prós e Contras da RTP1.

Carlos Ramos, presidente da Federação de Táxis, avisou: "nós se ficarmos aqui ficamos sujeitos à força da polícia!". "Os dirigentes servem para assumir responsabilidades não é só para ouvir", esclareceu o dirigente que apelava a uma desmobilização: "É preciso sair", insistia. Os manifestantes respondiam com apupos e gritos. "Não saímos! Vergonha! A solução é a luta!".

Florêncio de Almeida, o líder da ANTRAL que partilhava o palanque em cima de uma pick-up, limitava-se a encolher os ombros depois de ter um discurso mais ambíguo. Como presidente da maior associação do sector, garantia que ficava "até ao último táxi". No entanto, Florêncio avisava: "Eles têm alguma razão na questão do contingente. Eles não querem mexer na lei do táxi, querem criar um novo setor para fazer concorrência ao táxi... Não podemos perder os trunfos que temos na mão, não podemos perder a moral... Estamos a prejudicar o público. Eu não vou tomar a posição para a desmobilizar, temos que repensar". Os taxistas reunidos na Rotunda do Relógio não gostaram e protestaram "fica tudo na mesma!". "Vim aqui para quê?", perguntavam. "A maioria vai aprovar a lei e o sr. Presidente da República vai promulgá-la; não tenham dúvidas", tornava Florêncio, como lhe chamam os 'colegas'.

Carlos Ramos retomava a palavra, garantindo que um partido político prometia que levaria a lei que o governo propõe a discussão na Assembleia. O i sabe que o dirigente se referia ao PCP. Mas Ramos também referiu "o próprio Passos Coelho" que no dia da manifestação criticou a posição do governo.
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MAIS SINAIS DE CORTESIA TAXISTA
Do aeroporto à saída da Rotunda do Relógio, o i contou 323 táxis. Longe do centro da manifestação, preenchiam os acessos do aeroporto sem qualquer espaço para outros automóveis. No túnel do aeroporto entre as chegadas e a Rotunda do Relógio, uns dormiam no seu interior, com as janelas abertas, outros juntavam-se para verem filmes em pequenos portáteis, uns fumavam, outros até namoravam. 
 
Um grupo de quatro mulheres distribuía fruta pelos carros. Um turista perdido, de mala de rodinhas atrás, deambulava meio perdido no bairro instalado pela classe. As bandeirinhas jaziam em baixo, sem vento, iluminadas por alguns faróis ligados e pela iluminação de rua alaranjada.
 
Nas chegadas do aeroporto, a polícia vigiava taxistas que procuravam fura-greves. Alguns turistas encostavam-se às paredes, sem perceber bem o que se passava, outros dirigiam-se ao metro que ainda ainda estava aberto. Dois belgas em viagem de negócios não se mostraram chocados perante a ausência de táxis. "Em Bruxelas também aconteceu. É chato, mas acontece". Um casal israelita também não se surpreendeu com o sucedido. "É um processo normal que acontece em todo o lado. Somos a favor da Uber, mas que faz muito lobbying, faz.". Um português regressado a casa rematou. "Isto só dá clientes à Uber. Onde é que você acha que posso apanhar um aqui?".

Um taxista tentou furar o bloqueio do aeroporto, recolhendo passageiros, e um colega prontamente correu atrás do fura-greves, pontapeando o pára-choques traseiro do táxi que decidira trabalhar. A polícia deteve o agressor. E os turistas observavam.

De volta à manifestação, os dirigentes, mais longe dos microfones, iam apelando à saída. "A melhor saída é saber sair. Não se perde força".  Um taxista de 78 anos de idade queixava-se às televisões. "Onde que estão os 3 mil do contingente de Lisboa? Há mais gente de fora do que táxis de Lisboa aqui. A indústria está degradada". Ao longe, ouve-se um grito. Outro veterano do setor proclamava: "Por mim morria neste praça! Enfrentei situações destas quanto estive na guerra colonial mas lá tinha uma arma!". O senhor acabou por sentir uma indisposição e uma das três ambulâncias do INEM, sempre em alerta, socorreu-o. A dança de microfones prosseguia. Florêncio de Almeida começava a suar por baixo da maquilhagem que resistia depois do programa de televisão a que fora nessa noite. 
 
Outro taxista lembrava um discurso de Ronald Reagan. "O caminho da paz nem sempre passa pela rendição! Se a polícia carregar em nós vai provar que estamos a viver uma república soviética como Estaline sobre a Ucrânia!" Não foi aplaudido.
 
Os polícias que cercavam a manifestação começavam a ajeitar as luvas e a estalar os dedos; um deles com uma caçadeira de canos cerrados ao ombro. O intendente do comando policial reuniu com Florêncio de Almeida e este voltou com a certeza que os carros na rotunda seriam rebocados e os nas redondezas seriam bloqueados e os seus proprietários levados a tribunal. Com a intenção de comunicar isso no palanque, os dirigentes viram-se confrontados com o não funcionamento do gerador. Ao fim de longos minutos e várias tentativas, tiveram sucesso. As primeiras cinco desmobilizações vieram daqui. Motoristas queriam saber se as multas dos bloqueamentos seriam pagas pelas associações. Foi-lhes assegurado que não. "Então mas não estavam connosco?", questionavam de volta. Florêncio respondia. "Eu não me escondo, estive sempre nas manifestações; querem ficar, ficamos. Não podemos é esticar a corda até ela partir. Temos que respeitar as pessoas que estão a ser pressionadas", referiu o líder taxista acerca de uma eventual carga policial. Eram já duas horas e doze minutos da madrugada. 
 
Segundo um dos coordenadores da Federação do Táxi, "o Ministério da Administração Interna deu ordens para usar força se for necessário". Carlos Ramos sustentou que "o Presidente da República ainda tem uma palavra a dizer, a Assembleia e as autarquias também".  Florêncio de Almeida completou, marcando manifestações para a próxima segunda-feira, "às oito da manhã". Uma no Palácio de Belém e outras duas, em frente à Câmara Municipal do Porto e à Câmara Municipal de Faro". E Ramos celebrou. "Boa viagem. Vamos em paz!".

O desfecho não parecia agradar à maioria, especialmente quem tinha feito a viagem desde o norte do país. Os dirigentes batiam palmas, os comandantes da polícia batiam continência e um dos ativistas abraçava um dos agentes. Florêncio de Almeida afirmou ao i que "a polícia foi responsável e o sector portou-se bem".

No fim, os 318 finais dispersaram. Um, lá desde a manhã do dia anterior, já ficara sem bateria e o veículo teve que ser empurrado por colegas. O comando da polícia lisboeta saudou os seus agentes. O "orgulho em comandar homens e mulheres com esta seriedade" foi enaltecido. Florêncio abandonou o local de táxi. Naturalmente.

* A manifestação de quem não foi a lado nenhum, desprestigiante.

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II-O ENCANTO DO
AZUL PROFUNDO


2-Austrália e Oceania



* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.
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HOJE  NO
"A BOLA"

Rui Vinhas, André Silva e Danilo Pereira premiados com o Dragão de Ouro
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O ciclista Rui Vinhas, vencedor da edição de 2016 da Volta a Portugal, conquistou o Dragão de Ouro de Atleta do Ano relativo à temporada desportiva de 2015/16.
O médio Danilo Pereira vai receber o prémio de futebolista do ano e o atleta revelação do ano foi o avançado André Silva.

A cerimónia de entrega dos prémios está marcada para 24 de outubro, no Coliseu do Porto.

 
Galardoados:
Atleta do Ano: Rui Vinhas (Ciclismo)
Futebolista do Ano: Danilo Pereira
Jovem Atleta do Ano: Sara Filipa Pinto (Boxe)
Treinador do Ano: Luís Castro
Atleta de Alta Competição do Ano: Brad Tinsley (Basquetebol)
Atleta Amador do Ano: Torbjörn Blomdhal (Bilhar)
Atleta Revelação do Ano: André Silva
Dirigente do Ano: Vítor Hugo
Funcionário do Ano: Isabel Aires
Projecto do Ano: W52-FC Porto-Porto Canal
Parceiro: MEO
Casa do FC Porto Nacional: Cantanhede
Casa do FC Porto Internacional: Long Island (Estados Unidos)
Carreira: Celestino Oliveira
Recordação: Luís César
Sócio do Ano: Dr. Renato Barroso

* Premiar é reconhecer valor, parabéns a todos.

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 6-O ESTRUPO

DA EUROPA




* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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HOJE  NO  
"AÇORIANO ORIENTAL"

BE diz haver descargas ilegais 
de conserveira para o mar

A cabeça de lista do BE por São Miguel às eleições regionais açorianas, Zuraida Soares, afirmou hoje que a conserveira Cofaco, em Rabo de Peixe, mantém "descargas ilegais para o mar, aos olhos de todos", originando "um cheiro nauseabundo".
 
"É um cheiro nauseabundo [...] 24 horas do dia e em determinados momentos é supernauseabundo. 
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TEM ANOS, A DESCARGA
Há anos que esta situação existe e é conhecida do Governo Regional, das entidades ambientais, da fiscalização do trabalho e da Câmara Municipal da Ribeira Grande e até hoje nada foi feito", apontou a também coordenadora do BE/Açores, em declarações aos jornalistas.

A Lusa contactou a empresa a propósito destas acusações, mas ainda não obteve uma resposta.
Numa ação de campanha à porta da indústria transformadora de conservas de peixe, na vila de Rabo de Peixe, em São Miguel, a candidata lamentou o alegado procedimento da empresa, apesar de estar de "boa saúde financeira" e "receber apoios de dinheiros públicos variadíssimas vezes e em quantidades significativas".

"Não tem o mínimo de respeito pelas pessoas que habitam e mais pelos trabalhadores e trabalhadoras que estão lá dentro e que durante todas as horas de trabalho têm este cheiro à volta. Se fosse um pobre que aqui estivesse, teria que cumprir todas as regras a que está obrigado", apontou Zuraida Soares.

À porta da fábrica, líder do BE/Açores distribuiu panfletos com as propostas do Bloco, enquanto as trabalhadoras prosseguiam em passo acelerado para a pausa de almoço.

Zuraida Soares referiu que as condições de higiene e segurança no trabalho na fábrica "deixam também muito a desejar".

"Desde logo, porque muitos trabalhadores não têm água para se lavar ao final de um dia de trabalho. E o BE pergunta onde é que está a fiscalização, mais uma vez, onde está o PS, onde está o Governo Regional?", referiu a candidata.

Os trabalhadores da Cofaco, acrescentou, "ganham durante cinco, 10, 15 e 20 anos o salário mínimo" e "não há nenhum tipo de retorno desta empresa ao nível social", como uma creche para os filhos das funcionárias. As mulheres estão em maioria entre os trabalhadores.

"Os transportes públicos também são coisa que não existe aqui à volta", acrescentou Zuraida Soares.

* Seria bom que os responsáveis pela qualidade do ambiente do Governo Regional fossem a Rabo de Peixe  verificar os desmandos da Cofaco.

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PAULO FERREIRA

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Com representantes destes 
os taxistas não precisam
 de inimigos

Os líderes associativos dos taxistas são, claramente, uma parte dos problemas do sector e nunca farão parte de uma solução digna, de uma evolução concertada que equilibre todos os interesses em jogo.

Às primeiras horas desta terça-feira assisti, através dos directos televisivos, à forma como acabou o protesto dos taxistas em Lisboa que tinha levado ao bloqueio de acessos ao aeroporto da cidade. Já escrevi várias vezes o que penso deste conflito e do essencial das reivindicações dos taxistas: não fazem sentido e são tão eficazes como tentar travar o vento com as mãos. Acresce a isso a violência e a boçalidade a que muitos recorrem para tentar conseguir o que não conseguem com a força dos argumentos, que afastam da sua causa mesmo os que acreditam nela.

Mas ao ver como acabou aquela “jornada de luta” e o desalento de muitos dos que fizeram centenas de quilómetros, em vão, para se juntar ao protesto, não pude deixar de partilhar alguma daquela tristeza pessoal e de sentir-me parcialmente solidário com eles. É que os taxistas – vamos deixar de lado os arruaceiros, que são ou deviam ser um caso de polícia – estão a passar por dois abalos ao mesmo tempo: o primeiro são as mudanças tecnológicas que estão a criar, pela primeira vez, concorrência ao seu negócio e a desafiar a forma como sempre se habituaram a operar; e o segundo, talvez mais importante, é a desastrosa incompetência de quem os representa nas associações do sector, em especial a de Florêncio de Almeida e a ANTRAL.

Foi penoso ver como nesta madrugada, depois de sair do Prós e Contas da RTP, os líderes associativos tentaram convencer os colegas que a ocupação da Rotunda do Relógio tinha que acabar, porque a polícia ia começar a bloquear ou a rebocar os táxis. E como alinharam ali as “vitórias” que já tinham conseguido para justificar a desmobilização, as mesmas que antes serviram para manter e prolongar o protesto.

Foi penoso confirmar que quem os levou para este beco reivindicativo, prometendo-lhes uma luta sem precedentes até às últimas consequências não tinha, afinal, pensado numa estratégia de saída digna, ponderada e honesta em função do que se viesse a passar nas ruas e nas conversa de gabinete com o Governo.

Foi penoso ver que o mesmo que dias antes incitava à violência garantindo que “vai haver porrada” estava ali agora supostamente preocupado com a violação à ordem pública que o bloqueio de acessos ao aeroporto manifestamente era.

Os honestos e legitimamente preocupados com o seu futuro, que para ali foram convencidos da justeza da sua indignação, viram assim ser-lhe tirado o tapete dos pés pelos mesmos que antes lhes garantiram que isto era caso para sitiar uma cidade.

Há muito que percebemos que os taxistas são os principais inimigos de si próprios. Pela forma como muitos operam, com comprovadas aldrabices, má educação e preocupação alguma com os clientes, mas também pelos que elegem para os representar.

Não há ali uma visão, uma antecipação das tendências do mercado, uma estratégia clara de concertação e negociação, uma separação entre o essencial e o acessório. Tão depressa querem o encerramento das plataformas electrónicas como a seguir reivindicam a possibilidade de eles próprios passarem a operar com elas. Queixam-se da concorrência dos preços mais baixos feitos pela Uber ou pela Cabify e a seguir o que exigem é o aumento da bandeirada e da sua tabela de preços durante alguns meses do ano.Defendem mais regulação hoje para amanhã protestarem contra o excesso de regras a que estão sujeitos – sem nunca perceberem que alguns benefícios que têm resultam tambem dessas obrigações.

Com lideranças destas os taxistas não irão longe. Hoje são uma classe profissional desacreditada, mal vista, sem qualquer base de apoio social e popular. A eles próprios o devem, por terem permitido que os maus profissionais e as más práticas com clientes sejam hoje vistas como representativas de todo o sector, o que é injusto, acredito, para a maioria deles. Foram décadas de complacência e de defesa dos trapaceiros em nome do cego corporativismo que recusa qualquer exigência e a expulsão da actividade dos que não cumprem um mínimo de regras.

Em anos nunca se viu uma acção ou ouviu uma palavra condenatória da mafia que opera no aeroporto, dos que enganam e maltratam clientes, dos que apedrejam carros concorrentes. Uma complacência que voltámos a verificar ontem mesmo.

E isto serve tanto para os taxistas como para qualquer outra actividade: o melhor começo para fazer vingar a razão que possam ter é expulsar os que estão dentro pelas razões erradas e com práticas erradas. Sei que a ética, a exigência e a honestidade são hoje vistos como valores em saldo, mas o caso concreto dos taxistas talvez nos alerte para a precipitação desse julgamento. No fim do dia, e quando tudo é evidente, a generalidade das pessoas recusa ser cúmplice de prevaricadores permanentes.

Os líderes associativos dos taxistas são, claramente, uma parte dos problemas do sector e nunca farão parte de uma solução digna, de uma evolução concertada que equilibre todos os interesses em jogo, a começar pelos dos cidadãos que querem legitimamente serviços de qualidade ao melhor preço possível.
É por isso que os sérios e honestos, que fazem desta profissão o seu sustento, que cumprem as regras e não estão ali para dar o golpe ao primeiro cliente que lhes entre pela porta do táxi, têm que começar por pensar se se sentem dignamente representados.

E se quem os representa o está a fazer por um altruísta amor a uma causa em que acredita ou se está, sobretudo, a tratar da sua causa pessoal.

Eu, por mim, fiquei esclarecido quando há um ano vi  esta reportagem da Visão. A última coisa que gostaria era ser representado por alguém com o tipo de práticas e de discurso que são descritos neste artigo. E num país a sério talvez Florêncio de Almeida nem pudesse ser mais taxista.


IN "OBSERVADOR"
11/10/16

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1017.UNIÃO


EUROPEIA


K.O.





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HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"
Conheça o suspeito do tiroteio na Guarda

Já é conhecida a identidade do suspeito da morte de um GNR e um civil.



Já é conhecida a identidade do suspeito da morte de um militar da GNR e de um civil em Aguiar da Beira, esta terça-feira. 

Pedro Dias é de Arouca, está em fuga e é considerado perigoso. O veículo em que seguia já foi encontrado em Candal. O suspeito foi visto e terá havido até uma troca de tiros, mas o homem acabou por abandonar a viatura e fugido a pé. 

Está montada uma caça ao homem que se estende de Aveiro até à fronteira de Espanha. O país vizinho já foi, de resto, avisado do crime e está em alerta. 

O suspeito estará fortemente armado e as autoridades pedem a quem o localizar para avisar imediatamente via 112. 

* Não hesite se suspeitar tê-lo visto ligue o 112.

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101-BEBERICANDO


COMO FAZER 
"SANGRIA"
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V-EXPEDIÇÃO CIENTÍFICA
2-ÁRVORES PETRIFICADAS



FONTE: felipe de souza lima

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HOJE NO
"OBSERVADOR"

Casal gay cede à pressão 
e desiste de concurso do IKEA

Lee Polyakov e o namorado concorreram a um concurso para serem capa do catálogo do IKEA da Rússia. Estavam quase a ganhar, mas decidiram desistir. Fala-se em "pressão" por leis contra homossexuais.

O concurso russo já vai na 7ª edição e a ideia é sempre a mesma: convidar casais, famílias e grupos de amigos a aparecer na capa do próximo catálogo da IKEA. Modo de participação: tirarem uma fotografia em casa “com uma abordagem criativa e bom humor, para aumentarem as hipóteses de ganhar”. Depois, as fotografias seriam votadas pelo público num concurso online no site da empresa sueca de mobiliário.

Lee Polyakov e o namorado decidiram concorrer e rapidamente subiram ao primeiro lugar das votações, o que lhes valeria a capa do catálogo na Rússia. Tinham já 7525 votos, uma larga diferença em relação ao segundo lugar, que tinha 834 votos. Mas o casal de dois homens acabou por desistir do concurso. O IKEA anunciou que a foto foi retirada do concurso “a pedido dos participantes”.
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A fotografia faria história, devido à dura legislação russa contra os homossexuais. Desde 2013 que é proibido por lei qualquer promoção de um “conceito distorcido” entre casais. Os que não cumprirem podem pagar multas que começam nos 100 euros ou serem mesmo sujeitos a penas de prisão.

Polyakov tinha partilhado a fotografia no Facebook a apelar ao voto, o que tira força ao facto de a desistência ter ocorrido por vontade própria. A teoria mais forte é, sim, a de que o casal foi pressionado para desistir.

A homossexualidade é considerada crime na Rússia desde 1993.

* Rússia, um país de mentalidade medieval.

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Leny Andrade e Zé Luiz Mazziotti

Acontece e Alvorada


CARTOLA
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HOJE NO 
  "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Portugal é um dos melhores países 
do mundo para se ser rapariga

Relatório de organização não-governamental compara situação e problemas que raparigas enfrentam em vários países do mundo
 
Portugal é um dos 10 melhores países do mundo para se nascer mulher, segundo um relatório da organização não-governamental Save The Children. O país está em oitavo lugar num ranking que pesa dificuldades e problemas que meninas e jovens enfrentam em vários países de todos os continentes.
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Segundo o ranking da Save The Children, publicado esta terça-feira para marcar o Dia Internacional da Rapariga, a situação em geral e as oportunidades das raparigas portuguesas são melhores do que as suíças, italianas, espanholas ou alemãs.

Este relatório analisou uma série de indicadores em vários países e atribuiu uma pontuação a cada um conforme a sua performance. Os indicadores eram o casamento infantil, a gravidez na adolescência, a mortalidade materna - para medir o acesso das mulheres a cuidados de saúde -, o número de mulheres no parlamento e a conclusão do ensino secundário.

Juntos, estes indicadores provaram que Portugal é um dos países em que as raparigas enfrentam menos problemas, mas o que mais contribuiu para a posição elevada no ranking foi o número de mulheres no parlamento. Em Portugal, um terço dos deputados no parlamento é do sexo feminino e este dado foi encarado como um sinal de representatividade na tomada de decisões.

A baixa taxa de mortalidade materna em Portugal - de 6 por 100 mil, ajudou o país a ficar melhor colocado do que, por exemplo, os Estados Unidos, em que 14 em cada 100 mil mulheres morrem no parto.

No topo do ranking surge a Suécia e logo depois a Finlândia e a Noruega. Holanda, Bélgica, Dinamarca e Eslovénia são os outros países que ficam à frente de Portugal. Logo atrás ficam Suíça, Itália, Espanha e Alemanha.

Os países em que as meninas enfrentam mais dificuldades, por outro lado, são o Níger, o Chade e a República Centro-Africana. Nestes três estados, em que poucas raparigas têm o ensino secundário completo, regista-se uma fraca representatividade feminina no parlamento, para além de elevadas taxas de casamento infantil, gravidez na adolescência e mortalidade materna.

Desenvolvimento nem sempre é sinónimo de igualdade
Este relatório veio comprovar que um alto nível de desenvolvimento económico não equivale diretamente a maior igualdade de género ou mais oportunidades para as mulheres.

Os Estados Unidos que são, por exemplo, um dos países mais desenvolvidos do mundo - estão em oitavo lugar no Índice de Desenvolvimento Humano global - aparecem em 32º lugar neste ranking. Isto porque, segundo as autoras do relatório, os Estados Unidos ainda apresentam elevados índices de mortalidade materna e gravidez na adolescência, para além de terem uma fraca representação feminina no parlamento.

Para Lisa Wise, diretora de desenvolvimento inclusivo da Save the Children e uma das autoras do relatório, esta é uma das provas de que "raparigas, ao contrário dos rapazes, veem ser-lhes negadas as oportunidades também em países de alta renda". Em declarações ao The Guardian, Wise afirmou que os Estados Unidos deveriam estar melhor colocados.

Na mesma medida, o Brasil surge abaixo do esperado devido ao elevado números de casamentos infantis e gravidezes na adolescência que, segundo as autoras, colocaram este país ao nível do Haiti.

Mais acima no ranking, a Austrália também foi criticada pelas autoras com uma nota que diz "nem todos os países ricos estão a agir tão bem quanto deviam". A Austrália surge apenas em 21º lugar, segundo as investigadoras, devido à pouca representação feminina no parlamento e ao elevado registo de gravidez na adolescência.

A destacar também é a performance do Ruanda, um dos países menos desenvolvidos do mundo que apresenta, no entanto, o maior número de mulheres no parlamento a nível global. No Ruanda, que está na 49ª posição, 64% dos deputados no parlamento são mulheres.

O país é ainda elogiado no relatório pelas ações que tem tomado na prevenção do casamento infantil e gravidez na adolescência, em comparação aos países vizinhos e outros países no mesmo nível socioeconómico.

* Apesar dos pesares é uma excelente notícia.

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HOJE NO 
"RECORD"

Nelson Oliveira: 
«As condições atmosféricas 
vão ditar quem ganha ou não»

Nelson Oliveira compete quarta-feira no contrarrelógio de elites, na distância de 40 quilómetros e no mesmo percurso que realizou domingo no 'crono' por equipas com a Movistar. O bicampeão nacional, que parte às 13H03 horas portuguesas, mais duas no Qatar, não tem dúvidas que quem vai ao pódio é quem se adaptar melhor às adversas condições climatéricas, ainda que o perfil do percurso, totalmente plano, também condicione o desfecho.
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"Hoje estavam 40 graus e os 40 graus daqui não se sentem da mesma forma que em Portugal. As condições climatéricas vão ditar quem ganha ou não", disse. Há ainda outro fator a ter em conta. "Na longa reta que nos conduz à cidade, espero que o vento esteja um pouco mais lateral do que encontrei no último treino. Hoje estava completamente de costas. Cheguei a rolar a 60 km/h. Condições como as de hoje favorecem os ciclistas mais pesados", o que não é o seu caso.

Perante também "um percurso que não se adapta totalmente às minhas características, porque é muito plano", Nelson Oliveira prefere "não fazer grandes promessas".

O melhor resultado do ciclista da Movistar em Mundiais de contrarrelógio é o sétimo lugar obtido há dois anos em Ponferrada, Espanha, resultado que repetiu este ano nos Jogos do Rio’2016. Já no Europeu, o mês passado, ficou às portas da medalha (4º).

* Tem valor e determinação para fazer uma boa prova.

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 A GRANDE QUEDA





FONTE: LUÍS VARGAS

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HOJE NO  
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

A cada sete segundos casa 
uma menina com menos de 15 anos

O casamento infantil, normalmente com homens mais velhos, deixa as meninas vulneráveis à violação e à violência doméstica, conclui a organização não-governamental de defesa dos direitos da criança Save the Children, num relatório publicado esta terça-feira.

A cada sete segundos uma rapariga menor casa, normalmente, com um homem mais velho. Segundo o relatório "Every last girl: free to live, free to learn, free from harm", publicado propositadamente no Dia Internacional das Meninas, o casamento de meninas de 10 anos com homens muito mais velhos é resultante de conflitos e pobreza e predominante em países como Afeganistão, Iémen, Índia e Somália.
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A ANGÚSTIA DESTA MENINA QUENIANA

A Save the Children destaca cinco fatores que contribuem para o desenvolvimento das raparigas: casamento infantil, nível de escolaridade, gravidez adolescente, mortalidade materna e número de mulheres no Parlamento.
O índice de oportunidades das raparigas foi avaliado em 144 países de acordo com os parâmetros anteriormente referidos e classificados do melhor para o pior país onde se pode ser rapariga. O primeiro lugar é ocupado pela Suécia. Portugal encontra-se posicionado em 8.º lugar, à frente da Suíça, da Itália, da Espanha e da Alemanha. Os países com a pior classificação e que ocupam os últimos lugares do ranking são a Somália, o Mali, a República Centro-Africana, o Chade e o Níger.

De acordo com o relatório, nos países onde há conflitos, muitas famílias preferem casar as filhas menores para as protegerem da pobreza e da guerra. De resto, a pobreza, a guerra e as crises humanitárias são os principais fatores que promovem os casamentos com menores.

Helle Thorning-Schmidt, diretora da organização Save the Children, afirma que o casamento infantil é o início de um ciclo de consequências, no qual são negados os mais básicos direitos, como o de aprender e o de ser criança.

"As raparigas que casam muito cedo não podem ir à escola e apresentam mais riscos de sofrer de violência doméstica, abusos e violação. Engravidam antes de o corpo estar completamente desenvolvido, o que é prejudicial tanto para a saúde das meninas como dos bebés e estão expostas a doenças sexualmente transmissíveis, como a sida", explica Helle.

Sahar, 14 anos, grávida de dois meses
Sahar tem 14 anos e está grávida de dois meses. Casou há um ano: "Tinha-o imaginado um dia de festa, mas foi miserável. Sentia-me mal, estava muito triste". Sahar é oriunda da Síria, mas a guerra levou-a a fugir para o Líbano e com o objetivo de a proteger o pai obrigou-a a casar.

Khadra fugiu do marido aos 16 anos
Khadra queria ser médica, mas o pai obrigou-a a casar, aos 15 anos, com um homem de 30. Teve de deixar de estudar e, ao fim de um ano a sofrer violência doméstica, conseguiu fugir. Foi então que soube que estava grávida e voltar à escola deixou de ser uma opção.
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Tamrea esteve seis dias em trabalho de parto
Tamrea foi forçada pelo pai a casar aos 12 anos, engravidou e o marido abandonou-a. A menina esteve em trabalho de parto durante seis dias e deu à luz em casa. Hoje, Tamrea aconselha outras jovens, pois não quer que elas passem o mesmo e acredita que se as raparigas forem para a escola podem ter uma vida melhor.

Sahar, Khadra e Tamrea são nomes fictícios, criados pela organização Save the Children, para proteger a identidade das meninas.

Atualmente, há cerca de 700 milhões de mulheres que foram obrigadas a casar com menos de 18 anos, um número que, segundo a UNICEF, alcançará os 950 milhões em 2030, se nada for feito para contrariar esta tendência.

* Em muitas regiões do globo a vida é bárbara.

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HOJE NO
  "DIÁRIO DE NOTÍCIAS
  DA MADEIRA"


Todos os detidos na manifestação
 dos taxistas vão ser julgados 
em processo sumário

Um dos três detidos pela PSP na segunda-feira durante o protesto dos taxistas, na zona do aeroporto de Lisboa, foi hoje libertado e vai ser julgado em processo sumário a 27 de outubro.
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A Procuraria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL) adianta que o arguido está também indiciado pelo crime de dano qualificado.

Este terceiro detido durante a manifestação dos taxistas foi hoje presente ao Ministério Público (MP), tendo ficado em liberdade e notificado para comparecer em tribunal para ser julgado em processo sumário a 27 de outubro.

Na segunda-feira já tinham sido presentes ao MP os outros dois detidos pela PSP, que também foram libertados e vão ser julgados em processo sumário, respetivamente nos dias 20 e 27 de outubro.

Segundo a PGDL, ambos os arguidos estão indiciados pelos crimes de dano qualificado e um deles indiciado ainda pelos crimes de detenção de arma proibida e ofensa à integridade física qualificada.
Durante o protesto dos taxistas, a PSP deteve dois homens junto à Rotunda do Relógio e outro junto ao aeroporto de Lisboa.

Em relação aos detidos na Rotunda do Relógio, fonte oficial da PSP adiantou que um foi detido por ter arremessado alguns objetos contra um carro da polícia e o outro por ter lançado um artefacto pirotécnico contra os agentes.

O outro homem, taxista, foi detido por vandalismo a um carro da Uber.

O protesto dos taxistas, que começou segunda-feira no Parque das Nações ao início da manhã, deveria ter seguido até à Assembleia da República, mas não avançou além da Rotunda do Relógio, onde ocorreram confrontos com a polícia, tendo os manifestantes bloqueado a zona do aeroporto de Lisboa durante mais de 15 horas.

O protesto dos taxistas esteve relacionado com as novas regras para as plataformas eletrónicas como a Uber e a Cabify.

Os taxistas exigem que o número de veículos afetos àquelas plataformas seja limitado à semelhança do que acontece com os táxis.

Os taxistas marcaram um novo protesto para segunda-feira junto ao Palácio de Belém e às câmaras do Porto e de Faro.

* A "UBER" sem mexer uma palha foi a grande vitoriosa de segunda-feira. A neutralização da longa marcha deve-se ao facto de  a classe não ter lideres de geito, o frentismo não é para um Estado de Direito, já deviam ter aprendido que à porrada nada se resolve.

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