sexta-feira, 30 de setembro de 2016

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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VIAJE POR PORTUGAL

COM O STREET VIEW



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5-A ASCENÇÃO

 DO DINHEIRO

O que também grandes banqueiros
e prestigiados políticos não querem
que se saiba acerca do dinheiro


* Veja também "O DINHEIRO COMO DÍVIDA" editado nas 5 semanas anteriores ao do início  desta série neste mesmo horário.

** As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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HOJE NO 
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Dez cooperativas vendem eletricidade 
a preços competitivos

Em Paredes subsistem, desde 1933, duas cooperativas elétricas. Ao longo de mais de 80 anos, a Cooperativa de Eletrificação de Rebordosa (CELER) e a Cooperativa Eletrificação de Lordelo (LORD) criaram redes de distribuição de energia, responderam eficazmente às avarias e mantiveram preços competitivos de eletricidades para os seus cooperantes e clientes.

E conseguem ainda investir milhões de euros no desenvolvimento das terras onde estão sediadas, nomeadamente Rebordosa e Lordelo. Sim, milhões de euros, porque estas cooperativas elétricas (às quais se juntam a Casa do Povo de Valongo do Vouga, em Águeda, e a Junta de Freguesia de Cortes do Meio, na Covilhã) não visam o lucro e canalizam todo o dinheiro excedente para projetos de cariz social, cultural ou desportivo.
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A LORD
"Todos os anos transferimos 200 mil euros para a Fundação", refere Francisco Leal, presidente da Cooperativa de Eletrificação A LORD, que é a principal financiadora de uma fundação com o mesmo nome. Criada em 1933, a LORD ficou com a concessão para a distribuição de eletricidade na freguesia de Lordelo, em Paredes e, com o dinheiro de 36 fundadores, construiu uma rede que levou energia às casas e fábricas de uma localidade que é um dos ícones da Rota dos Móveis.

Resistiram ao "canto da sereia"
Ao longo da sua história, passou por dificuldades financeiras, mas nem assim os seus responsáveis se deixaram encantar pelo "canto da sereia" da EDP e, atualmente, apresenta um volume de negócios a rondar os 3,5 milhões de euros anuais, proveniente de 4441 clientes. "A nossa grande vantagem é a proximidade aos clientes, que sabem onde podem dirigir-se. Depois, o nosso compromisso é que o preço seja sempre o mais barato possível e o nosso cliente paga menos do que os de outras empresas", garante Francisco Leal.

O dirigente salienta outras vantagens: "Pagamos os impostos em Paredes e os nossos lucros são investidos na cidade de Lordelo, que seria completamente diferente sem a intervenção de A LORD". A inauguração de um museu, avaliado em 600 mil euros, e a construção de um relvado sintético para o clube da terra são apenas alguns dos exemplos mais recentes.

"Apoiamos as coletividades"
Na freguesia vizinha, Rebordosa, o cenário é em tudo semelhante. 
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A CELER

A CELER nasceu no mesmo ano e com os mesmos objetivos e, 83 anos depois, granjeou sucesso idêntico com um volume de negócios de 3,7 milhões de euros. "Empregamos gente de cá, fazemos negócio com fornecedores locais e apoiamos as nossas coletividades", destaca Manuel Moreira, presidente da Cooperativa de Eletrificação de Rebordosa. O avultado investimento no complexo desportivo do Rebordosa Atlético Clube e a doação do terreno onde foi construído o novo centro de saúde são exemplos da política seguida.

"E resolvemos o problema dos nossos clientes em poucas horas", assegura o responsável.
"Nunca falha a luz e, se for preciso, até durante a noite vêm arranjar uma avaria. Também a iluminação pública é muito boa, o que torna as ruas mais seguras", confirma Manuel Pinheiro, habitante de Rebordosa.

* Fantástico, o Portugal desconhecido é um espanto.

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NÃO PODEMOS ESQUECER



CLIQUE EM "Programa OLHOS NOS OLHOS"

Se no dia do programa, 28 de Setembro, não teve oportunidade de ficar mais esclarecido sobre o tema, dispense-se tempo para se esclarecer agora, este programa é extenso mas terrivelmente claro e polémico.
Fique atento às declarações do Professor Daniel Bessa.

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HOJE NO 
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

Famalicão mete tubos 
nos órgãos de todo o mundo

Em Landim, Famalicão, mora um mini cluster-industrial de componentes que integram os órgãos de tubos das grandes marcas alemãs que estão presentes nas catedrais, igrejas e salas de espectáculo de todo o mundo.

O mestre organeiro alemão Georg Jann, agora com 82 anos, foi o responsável pela construção do Grande Órgão da Sé Catedral do Porto, inaugurado em 1985 e que era, na altura, o segundo grande órgão em Portugal e o primeiro no Norte do País.
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O MESTRE
Trata-se de um órgão neo-barroco, inteiramente mecânico, com três teclados, pedaleira completa, 3.500 tubos e com um "toque ibérico".

Depois de ter alcançado reconhecimento em Portugal, Georg Jann deixou a Alemanha e fixou-se em Portugal para ficar perto daquela que classificou como sua obra-prima. Decidiu então fundar uma oficina de construção de órgãos em Landim, Famalicão, tendo dado início ao desenvolvimento desta indústria neste concelho próximo do Porto.

Separadas por poucas centenas de metros, existe em Landim um conjunto de empresas organeiras que formam um mini-cluster industrial de manufactura dos elementos que integram os órgãos de tubos das grandes marcas alemãs que estão presentes nas catedrais, igrejas e salas de espectáculo de todo o mundo", realça a Câmara de Famalicão, em comunicado.

Na próxima segunda-feira, 3 de Outubro, o presidente da autarquia vai visitar três dessas empresas, começando pela JF Organpipes - Fabrico de Tubos de Orgão, que é responsável pelo delicado fabrico dos tubos metálicos flautados de diferentes comprimentos (notas) e características (registos).

Seguir-se-á a Bom Organum - Components for Organs, especialista na construção das trabalhadas fachadas de madeira que envolvem os tubos, fabrico de tubos em madeira e dos foles que injectam o ar.

A visita de Paulo Cunha a empresas organeiras de Landim deverá terminar na JMS Organaria, que produz os tubos de palhetas para produzir sons com timbres diferenciados.

Duas das empresas são ainda de administração alemã e a mais recente, a JMS, do casal Joaquim e Celeste Silva.

De volta Georg Jann, registe-se que, para além do grande órgão da Sé Catedral do Porto, destacam-se da sua obra enquanto organeiro, o Grande Órgão de Tubos da Igreja da Lapa, os órgãos da Igreja de S. Francisco, das Igrejas dos Grilos, da Senhora da Esperança, da Trindade, do Senhor de Matosinhos, de Mafamude e da Capela das Almas.

* Uma indústria da maior qualidade, que isto de entubar órgãos sem anestesia tem que se lhe diga. Parabéns aos empreendedores.

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INSTITUTO HIDROGRÁFICO


* FILME INSTITUCIONAL

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HOJE NO 
"DESTAK"


Yuan chinês integra a partir de sábado cabaz de moedas de referência

O yuan chinês faz sábado a sua entrada no conjunto das moedas de referência, ao lado do dólar e do euro, uma importante vitória para as autoridades de Pequim, que tentam o reconhecimento económico. 
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) tinha aprovado em novembro do ano passado a inclusão do yuan (moeda chinesa) no seu cabaz de moedas de reserva, do qual faziam parte até agora o dólar, o euro, a libra e o iene.

Quase um ano depois, a partir de sábado, a mudança entrará em vigor depois de um período de transição destinado a permitir a adaptação dos agentes dos mercados financeiros à decisão.

* "Devagarzinho" o chinoca leva a moedinha ao fundilho da lagardinha.

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CATARINA CARVALHO

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Uma minissaia e 
um niqab em Londres

Uma mulher toda coberta, de niqab e abaya, escolhe uma minissaia numa loja. Haverá melhor metáfora para a liberdade, ou a falta dela?

Londres, numa manhã de fim de verão. O calor aperta como é raro nesta terra fria. Nunca pensei fugir do sol em Londres. Já é setembro, mas estão 32 graus. Entro numa loja Banana Republic, em Kensington, tanto para aproveitar o ar condicionado como para ver as modas – uma coleção de outono leve e os habituais saldos permanentes a que os anglo-saxónicos nos habituaram. Restos de coleção de verão. Uma minissaia vermelha com 70 por cento de desconto? Em quanto é que fica, vou à etiqueta para fazer as contas, mas há uma mão que a agarra antes de mim.

O meu olhar, primeiro distraído, repara que a mão termina numa mancha negra, só se veem praticamente os dedos esgios. Olho com mais atenção – curiosidade desperta – e vejo que a mão pertence a uma mulher que veste uma abaya e um niqab, está coberta dos pés à cabeça. Na cara, onde tem apenas os olhos de fora, há um fio que prende o tecido que cobre o nariz e o liga à parte de cima. E ali está ela, toda coberta, a escolher uma minissaia – e não é preciso mais para acentuar a ironia da cena.

Londres está quente de mais para abayas. Está mais para minissaias. Apetece descobrir o corpo, como tantas e tantas raparigas na rua, que, de tão despidas, se tornam exemplos reais da lei – simplista, como são sempre as generalizações sobre os povos – que diz que as britânicas ficam sempre péssimas no verão, porque não se sabem vestir para o calor e têm a pele sempre demasiado branca para ficar bem à mostra. E é pele à mostra que se vê: pernas, braços, colo, em saias e calções curtos, decotes profundos, alças, muitas.

Aquela mulher, jovem, apesar de ter comprado uma minissaia naquela loja, não a vai usar. Ou vai usar, mas ninguém a vai ver, a não ser talvez as amigas, num local fechado e seguro. E agora entra o coro do politicamente correto, a dizer- me aos ouvidos que a escolha é dela, e ela fará o que quiser. E que o que é grandioso, na civilização que criámos neste Ocidente do mundo relativo, é que ela pode usar uma abaya e estar ao lado de uma mulher toda nua, por causa do calor. E eu respondo que não. Que me dá um frio na espinha de cada vez que vejo e olho nos olhos uma mulher de véu, hijab, niqab ou burqa – e penso que nada disto pode ser bom, um ponto é tudo.

Já não podia ser bom que alguém limitasse assim a sua liberdade – sobretudo quando a demonstra, depois, numa minissaia que compra – cobrindo-se. E é pior quando, ao cobrir-se, aquela mulher está a assumir a sua desigualdade. Está a dizer que é diferente, que é inferior. Seja aos olhos concupiscentes dos homens seja aos de Deus.

É tão simples, isto. Cobrir a cabeça e o corpo, por leis que diminuem uma mulher simplesmente por ser mulher, nunca pode ser considerado uma forma de liberdade. Será outra coisa, liberdade, não. Olho a mulher da abaya nos olhos e apetece-me gritar-lhe isto mesmo. Perguntar-lhe se não vê o que está a fazer. Não o faço, claro, por respeito e civilidade. Mas sei que talvez um dia venha a arrepender-me, perante a minha consciência, de não o ter feito. Porque, como dizia o escritor V. S. Naipaul, na semana passada, na entrevista que lhe fiz, em Londres, «é a nossa liberdade que está a ser posta em causa».


IN "NOTÍCIAS MAGAZINE"
25/09/16

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1006.UNIÃO


EUROPEIA



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HOJE NO 
"i"

O truque de Jorge Coelho 
descoberto por João Miguel Tavares

Jorge Coelho levou a guerra dos números do investimento para a Quadratura do Círculo. Antes de começar a explicar os dados, anunciou: “Eu fui estudar mesmo isto a fundo”. Depois, explicou por que motivo a economia portuguesa não está tão mal como diz a oposição de direita.
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No momento em que falava, a câmara da SIC Notícias aproximou-se dos papéis e isso foi suficiente para o cronista João Miguel Tavares apanhar a fonte dos dados referidos pelo socialista e a expor no Facebook.

“De repente, a câmara da SIC faz um zoom sobre a sua mesa e dá para ver o que ele está a ler: um mail de Joana Almodovar, que segundo o Linkedin é chefe de gabinete do Ministério da Economia, e que começava assim: "Encarrega-me o senhor ministro de remeter elementos...", escreve Tavares, que critica a forma como Coelho foi “papaguear para a televisão os memos do Ministério da Economia”.

Mas é preciso uma tremenda lata para ainda acrescentar: "Eu fui estudar mesmo isto a fundo". Não, Jorge, não foste. Limitaste-te a ler em público aquilo que uma assessora do governo escreveu para ti e por ti”, ataca o cronista.


* Brilhante...


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II-HISTÓRIA DO SÉC.XX
1- I-GUERRA MUNDIAL
DE 1914 A 1933


* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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Aeroporto de Atenas

O LIMBO DOS REFUGIADOS AFEGÃOS




FONTE: EURONEWS


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HOJE NO 
"A BOLA"
FIFA 17 já está no mercado

A Electronic Arts lançou no mercado o FIFA 17, que estará disponível no PC, Xbox One, PlayStation4, Xbox 360 e PlayStation3.
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«Este é um ano muito especial para o FIFA. Oferecemos um motor de jogo revolucionário, um inovador modo de história, e muito mais. É incrível a quantidade de novidades que a nossa equipa foi capaz de incluir este ano, e estamos preparados para que os nossos fãs entrem em campo e as experimentem por si próprios», afirmou David Rutter, produtor executivo.

FIFA 17 utiliza o motor de jogo Frostbite.

* Este inovador modo de história também contempla as vigarices cometidas por altos dirigentes da organização???

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Três Cantos


Olha o Fado


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HOJE  NO   
"AÇORIANO ORIENTAL"

Região tem 36 freguesias 
com menos de 500 eleitores

Das 155 freguesias dos Açores, 36 têm menos de 500 eleitores, sendo Mosteiro, na ilha das Flores, a que contabiliza menos inscritos para as eleições regionais, 30.
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FREGUESIA DE MOSTEIRO
Nesta ilha do grupo ocidental do arquipélago, nove das 11 freguesias distribuídas por dois concelhos têm menos de meio milhar de eleitores.

Destas nove, quatro não chegam a uma centena: além de Mosteiro (30 inscritos), Fajãzinha (69), Caveira (74) e Lajedo (94).

Os números provisórios de inscritos nas freguesias da Região Autónoma dos Açores à data de 18 de setembro são da Secretaria-geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI).

Os Açores vão a votos no dia 16 de outubro para eleger o novo parlamento regional.
De acordo com os resultados das eleições, o Representante da República nomeia depois o presidente do Governo Regional que, por sua vez, propõe os membros do executivo.

Dos 19 concelhos do arquipélago, só Ponta Delgada e Vila Franca do Campo (na ilha de São Miguel), Vila do Porto (ilha de Santa Maria) e Santa Cruz da Graciosa não contabilizam freguesias com menos de 500 eleitores.

Mas é na maior e mais populosa ilha do arquipélago, São Miguel, do grupo oriental do arquipélago, que está o concelho com maior número de freguesias nesta situação.

No Nordeste, sete das nove freguesias têm menos de 500 inscritos para as eleições regionais: Achada, Achadinha, Salga, Santana, Algarvia, Santo António de Nordestinho e São Pedro de Nordestinho, onde o número de eleitores varia entre 277 e 498.

Ainda nesta ilha é possível encontrar outras freguesias nas mesmas circunstâncias: Água Retorta (433 eleitores) e Faial da Terra (418), no concelho da Povoação; Ribeira Chã (481) na Lagoa, e Lomba de São Pedro (316), na Ribeira Grande.

De regresso ao grupo ocidental, Lajes das Flores tem seis das sete freguesias com menos de 500 eleitores, apenas escapando a esta tendência a sede do concelho, situação que se repete no concelho vizinho de Santa Cruz das Flores onde também só a freguesia sede do município contabiliza mais de meio milhar de eleitores, de um total de quatro.

Na vizinha ilha, do mesmo grupo, o Corvo, que não tem freguesias, possui 334 eleitores.
Já no grupo central dos Açores, com exceção de Santa Cruz da Graciosa, todos os concelhos das ilhas do Faial, Terceira, Pico e São Jorge repetem a situação.

No Faial, com um único concelho, Horta, das 13 freguesias, quatro – Capelo, Praia do Norte, Ribeirinha e Salão – contabilizam menos meio milhar de inscritos. No vizinho Pico, a segunda maior ilha dos Açores em território, seis freguesias dos três concelhos não alcançam também aquele número.

As freguesias são Calheta do Nesquim, Ribeirinha e São João, nas Lajes do Pico; São Caetano, na Madalena; e Santa Luzia e Santo Amaro, em São Roque do Pico.

São Jorge, por seu lado, que devido à diminuição da população “perdeu” neste sufrágio um deputado para a ilha de São Miguel, passando a eleger três parlamentares, apresenta três freguesias com menos de 500 eleitores: Manadas (no concelho das Velas), e Norte Pequeno e Topo (Calheta).

Angra do Heroísmo e Praia da Vitória (Terceira) somam também três freguesias com menos de 500 eleitores: Doze Ribeiras e Serreta no primeiro; Quatro Ribeiras no segundo.
No total, os Açores têm inscritos para as eleições regionais 228.160 eleitores, de acordo com os dados provisórios da SGMAI.

O arquipélago tinha o ano passado 245.766 habitantes, referem as estimativas provisórias anuais da população residente, do Instituto Nacional de Estatística.

Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, concentra mais de um quarto da população, com 68.403 pessoas.

Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, é o segundo concelho mais populoso (34.586 habitantes) e, logo depois, de novo em São Miguel, o município da Ribeira Grande (32.720).

No sentido inverso, Vila do Corvo, com 459 habitantes, é o município com menor número de residentes.

* A notícia só confirma o que já se sabe, má gestão dos recursos da Administração Pública.

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HOJE  NO  
"DIÁRIO ECONÓMICO"

Os motivos de Marcelo para chumbar
 a lei do acesso do Fisco às contas
 acima de 50 mil euros

"Considero ser um factor negativo e mesmo contraproducente, para a presente situação financeira e económica nacional, a adopção do novo regime legal, na parte em que não corresponde a compromissos europeus ou internacionais", diz Marcelo no comunicado onde explica o veto à lei.

"Vivemos num tempo em que dois problemas cruciais, entre si ligados, dominam a situação financeira e económica nacional", diz o Presidente da República na sua comunicação ao veto do decreto que aplica o regime de comunicação automática às contas em Portugal.
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A lei, tal como o governo a desenhou previa que comunicação automática às contas em Portugal se aplicasse aos portugueses e outros residentes fiscais no nosso País, mesmo que não tenham residência fiscal nem contas bancárias no estrangeiro, com saldos de mais de 50.000 euros, sem, para sua aplicação, qualquer invocação, pela Autoridade Tributária e Aduaneira, designadamente, de indício de prática de crime fiscal, omissão ou inveracidade ao Fisco ou acréscimo não justificado de património.

O primeiro argumento é o de que "se encontra ainda em curso uma muito sensível consolidação do nosso sistema bancário. O segundo, com ele intimamente associado, é o da confiança dos portugueses, depositantes, aforradores e investidores, essencial para o difícil arranque do investimento, sem o qual não haverá nem crescimento e emprego, nem sustentação para a estabilização financeira duradoura".

"É a pensar, desde logo, nestas razões, antes mesmo de se equacionar as obrigações da não vinculação externa, da necessidade, retroactividade e proporcionalidade do novo regime, do seu cabimento constitucional, da comparação internacional, ou de escasso debate público, que considero ser um factor negativo e mesmo contraproducente, para a presente situação financeira e económica nacional, a adopção do novo regime legal, na parte em que não corresponde a compromissos europeus ou internacionais".

"Tendo em conta estes argumentos e nos termos do Artigo 136.º, n.º 4 da Constituição da República, devolvo ao Governo, sem promulgação, o projecto de Decreto-lei registado na Presidência do Conselho de Ministros sob o número 127/2016, que regula a troca automática de informações financeiras no domínio da fiscalidade", diz o Presidente da República.

Marcelo Rebelo de Sousa explica antes que "suscitaram-se objecções de vária natureza, colocadas por variados quadrantes políticos e institucionais" e começa a elencar: Que esse alargamento a portugueses ou outros residentes, incluindo sem qualquer actividade fiscal ou bancária fora de Portugal, não era imposto por nenhum compromisso externo; Que existem já numerosas situações em que a Autoridade Tributária e Aduaneira pode aceder a informação coberta pelo sigilo bancário, sem dependência de autorização judicial, nomeadamente quando existam indícios de prática de crime em matéria tributária, de falta de veracidade do declarado, de acréscimos de património não justificado.

Continua o comunicado a dizer que "Que a Comissão Nacional de Protecção de Dados, no seu Parecer de n.º 22/2016, de 5 de Julho de 2016, questionara a conformidade do novo regime, na parte em causa, em especial com o princípio constitucional da proporcionalidade, ou seja, o uso de meios excessivos - por falta de regras especificadoras de indícios ou riscos justificativos - no sacrifício de direitos fundamentais, num contexto em que já existiam outros meios de actuação da Autoridade Tributária e Aduaneira, sem necessidade de decisão de juiz".

E acrescenta, que a aludida objecção da Comissão Nacional de Protecção de Dados não tinha sido ultrapassada com os ajustamentos pontuais introduzidos na versão definitiva do diploma, conforme esclarecimento divulgado pela mesma a 13 deste mês.

"Que, de acordo com dados publicamente disponibilizados por entidades actuando no sector, o novo regime para residentes em Portugal, sem residência fiscal ou qualquer conta bancária no estrangeiro, era, nos seus termos, mais irrestrito do que o vigente na maioria dos Estados-membros da União Europeia. Ou porque nestes Estados não há qualquer controlo automático, ou há de abertura de contas mas não de saldos, ou o limiar é mais elevado, ou se formulam exigências e regras de acesso e controlo inexistentes no presente decreto", escreve Marcelo.

"Que a inovação legislativa não fora precedida do indispensável e aprofundado debate público, exigido por uma como que presunção de culpabilidade de infracção fiscal de qualquer depositante abrangido pelo diploma, independentemente de suspeita ou indício", isto é, falta de debate público. Não houve debate público suficiente em torno desta medida, debate esse que era exigível pelo facto de a medida ter implícita uma presunção de culpabilidade de todos os depositantes.

* Nunca pensámos em concordar tanto com o PR. O fisco vai às nossas contas sempre que lhe apetecer sem dar cavaco a ninguém, a nova lei será uma redundância, talvez para satisfazer pulhitiquices.

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 UMA FOLHA CAI 

DO CÉU

DINAMARCA
O PAÍS DA FELICIDADE





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HOJE NO  
"CORREIO DA MANHÃ"

Idosas, doentes ou migrantes mais
. vulneráveis na violência doméstica

Mulheres idosas, doentes, com problemas mentais ou migrantes são grupos particularmente vulneráveis e com necessidades específicas de proteção enquanto vítimas de violência doméstica, segundo as conclusões de um estudo hoje divulgado.
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O trabalho sobre violência, Projeto SNaP (Necessidades Específicas e Proteção), destinou-se a identificar grupos de mulheres vítimas de violência doméstica com necessidades específicas, e as medidas para as proteger. Decorreu em mais quatro países europeus e em Portugal foi feito pelo Centro de Estudos para a Intervenção Social.

Conclui a investigação, de acordo com um comunicado do Centro, que o sistema de proteção a vítimas de violência doméstica é geralmente pensado de forma estandardizada e por isso não contempla a inclusão de vítimas com necessidades específicas.

É necessário, afirma-se no documento, levar em conta essas especificidades, nomeadamente aquando da imposição de medidas de coação num processo criminal. "Particularmente complexa é a situação de vítimas que estão dependentes de cuidados. Sobretudo nos casos em que a pessoa que habitualmente providencia os cuidados é a agressora, são escassas as soluções alternativas para assegurar o bem-estar das vítimas, nomeadamente soluções que tornem possível à vítima permanecer em sua casa dispondo do apoio adequado", alerta-se.

No documento assinala-se como "particularmente importante" a questão da proteção imediata. Porque "há sérias dificuldades" para encontrar abrigo para vítimas com necessidades específicas. É que - acrescenta-se - mulheres com problemas de saúde mental graves, mulheres com deficiências físicas graves, mulheres com deficiências intelectuais e mulheres dependentes de cuidados devido à idade ou a uma doença são tendencialmente colocadas em lares para pessoas idosas por impossibilidade de colocação numa casa abrigo.

No documento assinala-se também que as medidas de coação ainda são insuficientes e salienta-se a necessidade de uma resposta mais integrada, com melhor articulação no sistema judicial e entre diferentes organismos e serviços em geral.

* É imperativo que as medidas de coação sejam agravadas.

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HOJE NO 
"OBSERVADOR"

Coleção Miró 
vai ficar definitivamente em Serralves

Dois meses bastaram para encontrar uma morada definitiva para as obras do ex-BPN. O anúncio foi feito esta tarde: a coleção Joan Miró vai ficar em permanência na Casa de Serralves, no Porto.

Já está escolhida a futura morada das 85 obras de Joan Miró detidas pelo Estado português. O presidente da Câmara do Porto revelou que a coleção vai ficar em permanência na Casa de Serralves e o design expositivo vai ficar a cargo do arquiteto Siza Vieira. O anúncio foi feito esta sexta-feira à noite, na inauguração da exposição “Joan Miró: Materialidade e Metamorfose”, na Casa de Serralves, com as presenças do Primeiro-Ministro, do Presidente da República, do ministro da Cultura e até do líder do Governo espanhol, Mariano Rajoy.
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Rui Moreira referiu que a coleção “notável, coerente e indissolúvel” fica “sob a tutela” da Câmara Municipal do Porto. Não será um museu municipal, mas um polo municipal. O autarca do Porto revelou ainda que, embora o modelo institucional e financeiro ainda esteja a ser finalizado, devendo ser anunciado “dentro de dias”, as receitas da bilheteira reverterão na totalidade para a Fundação de Serralves.

A opção, explicou, foi tomada por ser “a menos onerosa” para o erário público, já que não implica a construção de um museu. Mas também porque o museu de arte contemporânea tem “os recursos técnicos para garantir a maximização deste projeto”. As obras que forem feitas na Casa de Serralves para adequar o espaço ao seu novo objetivo serão suportadas pelo município.

A exposição temporária “Joan Miró: Materialidade e Metamorfose” termina a 28 de janeiro de 2017. Ainda não há data para a abertura definitiva, já com as alterações de Siza Vieira no desenho expositivo. Ao lado de Moreira, o arquiteto portuense lembrou que a Casa de Serralves é um monumento nacional, classificado”, e que ficou provado com esta inauguração que “a Casa recebe muito bem uma exposição como esta “.

Dois meses bastaram para encontrar uma solução para as obras do ex-BPN, atualmente detidas pela Parvalorem e Parups, sociedades criadas para gerir a dívida do banco e tuteladas pelo Ministério das Finanças. Em julho, o ministro da Cultura, Filipe Castro Mendes, disse numa entrevista ao Público que o desejo do Governo era de que as obras ficassem no Porto, “assim o Porto responda”. Dois dias depois, Rui Moreira convocou a comunicação social para responder afirmativamente ao desafio, oferecendo um espaço municipal que servisse de museu, ou nacional, ou municipal.

Terminadas as visitas dos técnicos do Ministério da Cultura aos locais disponibilizados pela autarquia — mantidos em segredo –, António Costa anunciou esta semana que as obras vão “fixar-se definitivamente na cidade do Porto”. Por isso mesmo, Rui Moreira lembrou-o esta noite, como alguém “a quem o Porto fica para sempre com uma dívida de gratidão”.

Na mesma entrevista em que Castro Mendes desafiou o Porto a encontrar uma solução, disse que “não é objetivo de Serralves ficar com os Mirós”.

Dissipada está a dúvida sobre se o Estado vai alienar alguma das obras. Castro Mendes garantiu esta sexta-feira que a coleção ficará sob propriedade do Estado na sua totalidade.

* Lembramo-nos que no governo anterior, aquele de PC/PP, muitas barbaridades se disseram desta colecção, que os quadros eram irrelevantes, que a leiloeira inglesa iria "lixar" o Estado Português, que o sr. Nogueira Leite se irritou muito sempre com aquele ar emproado que toda a gente lhe conhece, enfim um ror de maldições que este governo em estilo discreto foi espanejando e entregou a colecção à Invicta tendo honras, o acto de inauguração, da presença de dois primeiros-ministros.
O governo anterior primou pela asneiredo.

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Não comemore antes da hora!



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HOJE NO  
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
"Comia-te toda". 
Tribunal diz que não é crime, 
é "falta de educação"

Mulher apresentou queixa contra um homem que lhe lançou comentário que considerou insultuosos. Absolvido em primeira instância, Relação de Coimbra confirmou decisão

"Estás cada vez melhor! Comia-te toda! És toda boa! Pagavas o que me deves!" Foram estes os comentários que levaram uma mulher de São Pedro do Sul a fazer queixa na polícia. Mas o juiz de primeira instância recusou julgar o caso, avança o JN. "O que está aqui em causa é apenas falta de educação" e não um crime, confirmaram depois os juízes desembargadores do Tribunal da Relação de Coimbra.
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O caso ocorreu em julho do ano passado, ou seja, dias antes da entrada em vigor da "lei do piropo". Mas, mesmo assim, a avaliar pela posição dos desembargadores, poderia até não ser enquadrado na nova legislação, uma vez que o que foi criminalizado foi a formulação de propostas sexuais.

Ainda de acordo com os juízes, "o que se passou foi que o arguido, de forma grosseira e boçal, se dirigiu à assistente, fazendo uma apreciação subjetiva acerca das qualidades físicas desta e anunciando os seus propósitos libidinosos relativamente a ela".

"O que está aqui em causa é apenas falta de educação e não o cometimento de um crime", dizem os desembargadores.

* De onde inferimos que se a cidadã de S. Pedro do Sul chamar "cabrão" a um juiz não é crime, é apenas falta de educação. Inferimos mal???

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HOJE NO 
"RECORD"


Madrid-Lisboa em BTT arranca com
. número recorde de participantes

Percurso será feito sem paragens

Um recorde de 778 ciclistas, entre os quais 96 portugueses, repartidos por 287 equipas partiram esta sexta-feira de Laz Rozas, para cumprir a ligação entre Madrid e Lisboa em BTT sem paragens.
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A Powerade Madrid-Lisboa em BTT Non-Stop, que vai na sua quarta edição, desafia os atletas a percorrer dia e noite os 770 quilómetros que separam as duas capitais ibéricas.

Nesta prova, os participantes podem optar por correr em grupos de quatro, três e dois ciclistas ou até mesmo sozinhos.

Dos 96 portugueses destaca-se um equipa mista composta por três homens e uma mulher, bem como sete atletas que vão fazer a prova individualmente.

A prova começa no município de Las Rozas, em Madrid, até ao Parque das Nações, em Lisboa, prevendo-se que os primeiros classificados terminem no sábado e que a chegada de todos os concorrentes se prolongue até domingo.

Em 2015, a equipa vencedora, cumpriu a prova em pouco mais de 30 horas, enquanto os mais atrasados ficaram perto das 55 horas.

Ao longo do percurso, os participantes podem recuperar energia e descansar por alguns minutos nos nove postos de controlo localizadas em Robledo de Chavela, Burgohondo, Navalpeal de Tormes, Navaconcejo, Cañaveral, Alcántara e Cedillo, em território espanhol, e Ponte de Sôr e Coruche, já depois de atravessada a fronteira.

Embora a maioria dos participantes sejam espanhóis e portugueses, a competição está a tornar-se cada vez mais internacional e este ano conta com corredores da Grã-Bretanha, Alemanha, França, Itália, Dinamarca, Suíça, Bélgica, Equador, México, Paraguai e Colômbia, entre outros.

A entrega dos prémios será no Parque das Nações, em Lisboa, pelas 11H30 de domingo.

* Um exemplo de como a estrada pode ser uma festa.

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