segunda-feira, 29 de agosto de 2016

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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4- N A N I S M O



* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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11-BARBA AZUL

POR PINA BAUSCH

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BALLET MODERNO NUMA DAS SUAS MAIS BELAS EXPRESSÕES

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I-BIOGEOGRAFIA


AULA-03



ÚLTIMO EPISÓDIO

COM A PROFESSORA THAÍS DE FÁTIMA CORRÊA

FONTE: CENTRO DE ENSINO E APRENDIZAGEM EM REDE DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS.

ATENÇÃO
Esta série só deve ser vista por quem quer verdadeiramente aprender sobre ecologia, se pretende vídeos recreativos tem muito onde procurar neste blogue. Obrigado.

* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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SOFIA MARO

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Ângulo de visão, 
ou o que está em causa 
no burkini

Não, o burkini não é um trapo anódino, mas sim um símbolo que faz parte da panaceia salafista. E não, não estamos a falar de medidas aleatórias tomadas em circunstâncias normais.

Denuncio aqui a postura moralista com que alguns portugueses nos têm brindado. Aqueles que pouco se insurgem contra os justiceiros e as guilhotinas para decapitar pirómanos e acham que o estado de urgência deve incluir e aceitar, indiscutivelmente, a excepção, depois de termos sofrido vários atentados no espaço de poucos meses. Vide o significado do próprio estado de urgência: ele implica que, estando o Estado de direito garantido, possam ser tomadas medidas que garantam uma certa paz e coesão social.

O clima que por aqui se vive é crispado — e sublinho que vivo na região de Cannes. Quanto ao burkini, recentemente proibido em três locais, incluindo nesta cidade, ele é visto como um detalhe ou uma novidade nas estâncias balneares. No entanto, traz consigo de forma inegável uma carga simbólica.

São os próprios muçulmanos moderados que denunciam a perniciosidade destas questões. Cito o exemplo dos jornalistas e escritores — Kamel Daoud, Boualem Sansal, Mohamed Sifaoui, Aalam Wassef — constantemente silenciados pelos bem-pensantes, sobretudo porque põem em causa os fundamentos do comunitarismo. Claro que são vozes discordantes, vivendo sob a ameaça permanente das fatwas que lhes foram declaradas. Por isso mesmo, a voz tem de ser dada aos muçulmanos moderados. Se defender a proliferação do comunitarismo, a sharia como baliza penal intracomunitária e o relativismo cultural é defender os direitos humanos, a sociedade ocidental adoeceu — e o plano da Arábia Saudita está a resultar.

E porquê o comunitarismo? Porque o mesmo serviu de garante eleitoral, porque ambas as partes assim o desejam e também porque aqui está bem instalado, como uma gangrena, o salafismo, amplamente promovido pelo wahhabismo da Arábia Saudita.

O salafismo não é uma prática religiosa, mas a construção de uma identidade político-religiosa totalitária que se reflecte na sua pretensão de representar os muçulmanos do mundo, a denominada Umma.

Quando menciono o papel do comunitarismo, falo na estratégia de guetização que pretende impor através do tecido muçulmano francês um alinhamento que se expressa através de clivagens e reivindicações. Especificamente, a exigência de determinados alimentos, roupas — no caso mencionado, o burkini –, comportamentos, escolas. Rejeitando todas as outras práticas do Islão por um direito de excomunhão, a exclusão acaba por ser o único destino dos takfir.

As próprias crianças recusam o Islão dos pais, nesta lógica de doutrinamento, levando por vezes à ruptura. Os seus principais inimigos são primeiro os outros muçulmanos, quer sejam oriundos de outras escolas sunitas, quer sejam xiitas ou sufis, e depois os outros, ou seja, nós. É toda uma lógica de exclusão deliberada e intencional. Consequentemente, e por viver muito perto, digo “não, muito obrigada”, inclusive aos contratos milionários celebrados entre o primeiro-ministro Manuel Valls e a Arábia Saudita.

A manifesta falta de solidariedade que existe em algumas áreas da sociedade portuguesa relativamente à política francesa sublinha o desconhecimento da própria história, desde De Gaulle à recusa de Dominique de Villepin em participar na cimeira dos Açores e consequente guerra do Iraque, e põe a nu a sacrossanta ingenuidade de algumas opiniões. Para não falar na inexistência de políticas de integração no nosso país. Em França, país julgado pela “vozes da razão” como extremista, a inclusão é um dado comum. Temos diariamente pivots negros e de origem magrebina nos blocos noticiosos, duas ministras magrebinas — Myriam El Komri e Najat Vallaud-Belkacem –, uma ex-ministra da justiça, Christiane Taubira, negra, e a acrescentar a isso temos ainda uma candidata à Presidência da República negra, Rama Yade. Sem falar no peso que os moderados têm na sociedade.

Assim sendo, não, o burkini não é um trapo anódino — como o confirma o editor egípcio Aalam Wassef, no jornal Libération e na revista Marianne —, mas sim um símbolo que faz parte da panaceia salafista. Não, não estamos a falar de medidas aleatórias tomadas em circunstâncias normais, mas sim da distância que altera em tudo o ângulo de visão.

*Escritora, foi candidata independente em 2014 pelo Bloco de Esquerda ao Parlamento Europeu

IN "OBSERVADOR"
22/08/16

Salafista - movimento salafista é um movimento ortodoxo ultraconservador dentro do islamismo sunita.

Sharia - é o nome que se dá ao direito islâmico. Em várias sociedades islâmicas, ao contrário do que ocorre na maioria das sociedades ocidentais, não há separação entre a religião e o direito, todas as leis sendo fundamentadas na religião e baseadas nas escrituras sagradas ou nas opiniões de líderes religiosos.

Wahhabismo - é um movimento religioso ou seita do islamismo sunita geralmente descrito como "ortodoxo", "ultraconservador","extremista", "austero", "fundamentalista" e "puritano". O principal objetivo é restaurar o "culto monoteísta puro". Os adeptos muitas vezes opõem-se ao termo wahhabismo por considerá-lo pejorativo e preferem ser chamados de salafistas ou muwahhid.

Ummah, "nação", "comunidade") - é um termo que no islão se refere à comunidade constituída por todos os muçulmanos do mundo, unida pela crença em Alá, no profeta Maomé, nos profetas que o antecederam, nos anjos, na chegada do dia do Juízo Final e na predestinação divina. É irrelevante a raça, etnia, língua, género e posição social dos seus membros. Todo o muçulmano deve velar pelo bem-estar dos integrantes da Umma, sendo estes muçulmanos.

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974.UNIÃO


EUROPEIA



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2- UM DIA NA VIDA
DE UM DITADOR


* Impressionante relato da vida de três dos maiores assassinos do mundo

* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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I- O FUTURO EM 2111
3-O TRANSPORTE
DO FUTURO


* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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Flash Mob Jazz

Mr Sandman


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 Goliath  
O avô dos drones modernos



FONTE: HOJE NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

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 Vida melhor para 
os prédios mais antigos



FONTE: EURONEWS

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37-NO GINÁSIO
COMBATA A ARTROSE"

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988
Senso d'hoje
MARIA JOÃO GAGO
REDACTORA PRINCIPAL
JORNAL DE NEGÓCIOS
"Como vai ser recapitalizada
a Caixa Geral de Depósitos?"



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BOM DIA


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39-CINEMA
FORA "D'ORAS"

II- SEXO, AMOR E TRAIÇÃO



* Um filme erótico brasileiro do século XX com a copiosa MALU MADER.

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