terça-feira, 5 de julho de 2016

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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APOCALÍPTICAS




















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GRANDES LIVROS/25

AUTORES DO MUNDO


1- A LENDA DO REI ARTHUR


GEOFREY ASHE



* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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HOJE NO 
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Praça do Saldanha 
terá "mais 69 árvores"

Em prol das obras de requalificação do Eixo Central haverá uma manutenção das árvores previstas no projeto

A Câmara Municipal de Lisboa informou hoje que serão transplantadas duas das 26 tipuanas existentes no Saldanha, enquanto "todas as outras serão mantidas" e a praça ganhará "mais 69 árvores".
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"No que concerne ao projeto da nova praça do Saldanha e por força da alteração da geometria da ligação da Avenida Casal Ribeiro à futura rotunda do Saldanha, está previsto que, das 26 tipuanas existentes, duas sejam transplantadas", informou o departamento de comunicação do município.

Quanto ao local da sua replantação, será determinado após a devida avaliação - resultante de uma vistoria da Direção Municipal de Estrutura Verde, Ambiente e Energia - mas prevê-se que ocorra na nova Praça do Saldanha.

"Todas as outras árvores existentes na Praça Duque de Saldanha (tipuanas) são mantidas, sendo ainda plantadas nesta área mais 69 árvores novas das seguintes espécies: jacaranda-mimoso, coreutéria, pereira-de-jardim, cerejeira-brava, plátano e tipuana", aponta a nota enviada à agência Lusa e entretanto divulgada no 'site' da autarquia.

Na semana passada, a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou por unanimidade uma recomendação do Partido Comunista Português (PCP) para que o executivo de maioria socialista "envide esforços para a manutenção das árvores previstas no projeto de requalificação do Eixo Central" (zonas do Saldanha e Picoas).

O PCP advogava que "foram abatidas e transplantadas um grande número de árvores, nomeadamente um conjunto de choupos negros", e apontou dúvidas relativamente ao futuro das tipuanas existentes na Praça Duque de Saldanha.

O município confirmou o "abate de cinco árvores (choupos), que decorreu no passados dias 16 e 18 de junho" na Avenida Fontes Pereira de Melo, acrescentando que "em substituição serão plantadas na nova avenida 192 novas árvores".

Face às críticas do PCP relativamente à carência das "devidas informações no local" do abate, a autarquia afirmou que "a remoção de qualquer árvore, determinada por razões de necessidade fitossanitária ou autorizada pelo senhor presidente da Câmara por necessidade imperiosa de realização de obra de interesse público, é previamente comunicada à Junta de Freguesia e publicitada na zona em causa".

"A preservação e incremento dos exemplares arbóreos existentes no local foi um dos principais pressupostos que presidiu à elaboração do projeto" de requalificação daquela zona da cidade, informou a autarquia.

Este projeto "integrou o relatório do arvoredo realizado em 2015 pela Direção Municipal de Ambiente e Espaço Público, que avaliou minuciosamente o estado de cada uma das árvores existentes, de modo a permitir que as opções de projeto prosseguissem eficazmente o propósito de preservação do maior número possível das árvores existentes", acrescentou.

Após queixas de um grupo de cidadãos face ao abate de alguns exemplares, a Lusa questionou o município, que informou em meados de junho que, na totalidade do projeto de requalificação do Eixo Central, vão ser plantadas 741 novas árvores, enquanto 15 das atuais seriam abatidas e 30 transplantadas.

O projeto do Eixo Central, já em obras, prevê o alargamento dos passeios, a criação de zonas verdes, a repavimentação das faixas de rodagem, o reordenamento do estacionamento e a criação de uma ciclovia bidirecional, no âmbito do programa "Uma praça em cada bairro".

* Embora não acreditemos nas vantagens desta megalomania construtora, a não ser como objectivo eleitoral, o número  da notícia é fetiche.

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 9- A BELEZA


DOS DIAGRAMAS


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HOJE NO
"RECORD"

Niki Lauda diz que Hamilton mentiu e 
que partiu quarto de hotel em Baku

O incidente na última volta da corrida do GP da Áustria, no domingo, deixou muitos na dúvida quanto à veracidade da revelação de Lewis Hamilton sobre ter feito as pazes com Nico Rosberg.
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Mas Niki Lauda, presidente não executivo da equipa de F1 da Mercedes, tratou de esclarecer tudo, ao assegurar que o britânico mentiu, acrescentando que este destruiu um quarto de hotel em Bauku, devido a um erro que cometeu na qualificação para o GP da Europa, que decorreu na capital do Azerbaijão, entre 17 e 19 de junho.

"Ele mentiu [a respeito das pazes com Rosberg] e a situação piora a cada vez que Rosberg vence", disse Lauda, em entrevista à estação austríaca ServusTV, revelando ainda: "Eu estava lá em Baku quando o Lewis destruiu o quarto. Mas quem parte paga e ele vai ter de pagar"

* O piloto continua a ser notícia pelos piores motivos, agora também é vândalo, mentiroso já  há muito tempo

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VIII-CIDADES
PERDIDAS


4- MACHU PICCHU


* Depois de "CIDADES OCULTAS" iniciamos neste horário e etiqueta "PEIDA URBANA"  a série "CIDADES PERDIDAS", histórias fabulosas que vai gostar de ver e ouvir. Obrigado por nos visitar.

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HOJE NO 
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Câmara do Porto aprova Medalha de Honra para Paulo Cunha e Silva

A Câmara do Porto aprovou esta terça-feira por unanimidade a atribuição da Medalha de Honra da cidade a Paulo Cunha e Silva, o vereador da Cultura que morreu em novembro.

Paulo Cunha e Silva é, este ano, o único galardoado com a Medalha de Honra da cidade do Porto, numa cerimónia marcada para sábado, às 11 horas, que vai incluir a atribuição de mais 23 distinções, segundo proposta aprovada em reunião camarária pública.
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O município vai, ainda, distinguir o Sporting Club da Cruz (mérito desportivo) e a agência de viagens Abreu, Américo Aguiar, presidente da Irmandade dos Clérigos, José Pedro Aguiar-Branco (PSD, ex-ministro da Defesa e ex-presidente da Assembleia Municipal do Porto), Carlos Lage (PS, ex-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional -- CCDR - do Norte), Rui Sá, vereador da CDU na Câmara do Porto durante mais de 12 anos, João Semedo, do BE e Manuela de Melo, do PS (mérito, grau ouro).

Poças Martins, ex-responsável pela Águas do Porto, Ana Luísa Amaral, escritora, Ricardo Fonseca, ex-presidente da Administração da Metro do Porto, o Coral de Letras da Universidade do Porto, Gastão Celestino Teixeira (conhecido como "lobo do mar", por resgatar quem cai ao rio Douro, na zona da Ribeira do Porto), o enólogo João Rosas Nicolau de Almeida e Jorge Olímpio Bento são outras das personalidades que a autarquia quer distinguir com a medalha de mérito grau ouro.

Entre os medalhados com grau ouro encontram-se, também, José António Martínez de Villarreal Baena, cônsul geral de Espanha no Porto, Manuela Gouveia e Levi Eugénio Ribeiro Guerra, antigo diretor do Hospital de S. João, entre outros.

O Sporting Clube da Cruz, fundado em maio de 1919, em Paranhos, é a proposta da Câmara para receber a medalha de mérito desportivo.

A autarquia refere que o clube "sempre desenvolveu a sua atividade em diversos desportos e modalidades, subsistindo, no presente, as secções de Futebol e Atletismo". "No campo desportivo o clube participa nos campeonatos distritais organizados pela Associação de Futebol do Porto com sete equipas em competição nos escalões Benjamins, Infantis, Iniciados, Juvenis, Juniores e Seniores", acrescenta.

Para a Câmara, "a relevância do Sporting Clube da Cruz não se limita ao desporto, mas alarga-se ao trabalho desenvolvido com a comunidade envolvente, uma das áreas mais carenciadas da freguesia de Paranhos".

As medalhas de "Bons Serviços - grau prata", destinam-se a Maria da Luz Ferreira, António Abel de Oliveira Monteiro Teixeira, Maria Palmira Saraiva Mendes e José Joaquim Moreira Teles.
De acordo com a Câmara, a Medalha Municipal de Honra destina-se a galardoar "quem tenha prestado à cidade serviços ou concedido benefícios de excecional relevância ou se tenha distinguido, pelo seu valor, em qualquer ramo da atividade humana".
A proposta de medalhados, grau ouro, "distingue personalidades e instituições que tenham praticado atos de que advenham assinaláveis benefícios para a cidade do Porto, melhoria das condições de vida da sua população, desenvolvimento ou difusão da sua arte, divulgação ou aprofundamento da sua história, ou outros atos de notável importância justificativos deste reconhecimento no campo artístico, científico, cultural ou profissional".
A medalha de "bons serviços" destina-se a "funcionários municipais que, no cumprimento dos seus deveres, se tenham revelado e distinguido exemplarmente".

* Uma justa homenagem a um homem inteligente e honrado. O mérito de instituições e cidadãos  deve ser premiado.

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ANTÓNIO BARRETO

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A deriva europeia

Em percentagem do total mundial, a população europeia está a diminuir. Além disso, é a mais envelhecida. A parte da União Europeia no produto global, perto de 15%, está em decréscimo. As taxas de crescimento da economia europeia são das mais reduzidas do mundo. A União deixou de ser uma grande potência industrial. E é cada vez menos uma potência financeira insubstituível. A capacidade científica da Europa atrasa-se em relação aos Estados Unidos e já está ameaçada por outros continentes. Sem a América e sem a Grã-Bretanha, a defesa e a segurança da União Europeia são quase inexistentes.

A Europa tem o mais generoso, solidário e acolhedor Estado social. É o continente onde mais se gasta por habitante em saúde, educação, cultura, apoio à família e ao rendimento, segurança social e apoio ao desemprego. É o único continente onde todos os países são democracias. É o continente que atrai maior número de turistas internacionais.

Em contas aproximadas, valores proporcionais e conceito alargado, a Europa tem actualmente cerca de 3,5 milhões de refugiados. É o continente que recebe mais refugiados vindos de outros continentes. Este é um enorme esforço de que muitos europeus podem ou devem estar orgulhosos.

A Europa parece transformar-se num parque temático. Ou num sítio do Património da UNESCO. O Estado social europeu, em qualquer das suas versões, da alemã à portuguesa, da inglesa à sueca, é uma obra-prima de solidariedade. Mas também é a condenação à bancarrota inevitável.

Poderá a Europa receber ainda mais refugiados e imigrantes em desespero? Talvez. Mas não esqueço os 3,5 milhões que já cá estão. Há limites, mas raras são as pessoas que querem falar dos limites. Sabe-se que se trata de questão difícil. Como estabelecer os limites? A que níveis? Com que regras?

Vai ser muito difícil encontrar uma resposta equilibrada para qualquer daquelas perguntas. Uns querem abrir as portas, sem limites. Outros querem fechar as portas, sem excepções. Uma solução equilibrada é aquela que não põe em causa (ou o menos possível...) os direitos dos cidadãos, as liberdades públicas, os valores culturais europeus, a solidariedade humana e os direitos universais.

A recusa europeia de considerar a imigração e a corrente de refugiados como uma questão política a tratar a tempo e horas, com rigor, tornou tudo mais difícil. A recusa europeia de aceitar que poderia haver uma política de controlo e de gestão dos imigrantes e dos refugiados atrasou e agravou os problemas. A ponto de entrarmos em crise ameaçadora. A evolução política de cada país, como na Inglaterra agora e noutros a seguir, revela as ameaças.

O mar do Sul, o "cemitério" mediterrâneo, os campos de refugiados, as multidões nas fronteiras e os conflitos políticos em tantas cidades europeias estão aí para revelar o que já sabemos, uma crise sem precedentes. As reacções políticas dos eleitorados, as derivas xenófobas, confirmam o mal-estar crescente. Não basta dizer que se trata de xenofobia e de racismo. Às vezes é, às vezes não é. Os cidadãos europeus têm o direito de preferir viver com imigrantes ou sem imigrantes.

A política será chamada a resolver, a encontrar as soluções equilibradas. Mas, por enquanto, tem contribuído para tornar tudo mais difícil. A direita defende valores europeus, as tradições culturais e o legado cristão. A esquerda defende valores universais, o laicismo, a solidariedade internacional e o multiculturalismo. A direita quer fechar, para preservar a Europa. A esquerda quer abrir, para mudar a Europa. Nenhuma parece ter razão.

Os Europeus têm o direito de querer mudar. Os Europeus têm o direito de querer conservar. Ambos têm razões. Nenhum tem a razão. O caminho é abrir, mas com critério e controlo. E integrar, com generosidade e liberdade.

IN "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
03/07/16

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919.UNIÃO


EUROPEIA



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HOJE NO 
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

Nasceram três empresas 
por cada uma que fechou

No primeiro semestre deste ano nasceram três empresas por cada uma que encerrou, embora as novas entidades tenham diminuído 4,0% em termos homólogos e os encerramentos tenham aumentado 1,2%, revela o barómetro Informa D&B.

Considerando os últimos 12 meses, a relação entre a constituição de novas empresas e encerramentos é de 2,2, um valor "ligeiramente mais baixo" do que o registado em 2015 (2,4), sustenta o trabalho divulgado hoje.
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Segundo as conclusões do barómetro, "apesar de os números totais do final do primeiro semestre registarem uma descida nos nascimentos de novas empresas e outras organizações, este indicador não apresenta uma tendência estável".

"Quando comparada a evolução com os períodos homólogos, depois de uma descida nos nascimentos desde Outubro de 2015 até Janeiro de 2016, este indicador recupera para o positivo em Fevereiro, voltando a recuar em Março e Abril e novamente a situar-se no positivo em Maio. Em Junho o número de constituições volta a descer 4%", refere.

Já os encerramentos de empresas, "após uma tendência para o aumento observada durante 2015, não apresentam uma tendência uniforme nos primeiros seis meses de 2016, com os meses de Março, Abril e Maio a recuarem em encerramentos, ao contrário dos restantes meses do semestre".

No total, o Barómetro Semestral da Informa D&B (que analisa os nascimentos, encerramentos, insolvências e o comportamento dos pagamentos do tecido empresarial) aponta que até Junho nasceram 20.377 novas empresas e outras organizações e encerraram 6.708 entidades, com a média diária a situar-se nos 147 nascimentos e nos 66 encerramentos.

Numa análise por áreas de actividade, verifica-se que os seis maiores sectores empresariais em Portugal apresentam no 1.º semestre "tendências opostas" no nascimento de empresas face ao período homólogo, com o alojamento e restauração e a construção a crescerem e os sectores dos serviços, retalho, indústrias transformadoras e grossistas a registarem uma descida.

No período, o sector das actividades imobiliárias destacou-se com o maior crescimento em nascimentos de novas empresas (31,0%), enquanto os sectores que mais contribuíram para a redução neste indicador foram o retalho (-415), a agricultura, pecuária, pesca e caça (-277) e os serviços (-230).

Entre os distritos com maior número de empresas e outras organizações, Lisboa é o que regista maior crescimento em novas entidades, com mais 278 constituições (+4,7%) do que nos primeiros seis meses de 2015. Com tendência oposta, o distrito do Porto reduziu o número de constituições em 6%.

Num semestre em que quase todos os distritos do país registaram uma descida na constituição de novas empresas face ao período homólogo, as excepções foram, além de Lisboa, Beja e Viana do Castelo.

No que se refere às insolvências, desceram na "quase totalidade" dos sectores e distritos, registando uma redução total de 24% face ao primeiro semestre de 2015, sendo que a percentagem de empresas que pagou dentro do prazo subiu 0,5 pontos percentuais face ao final de 2015, para 20,6%, o que compara com uma média europeia de 37,5% no final do ano passado.

* Há estatísticas elaboradas com pouco senso e muita intrujice por omissão:
1- E se fechou uma empresa com 100 empregados e abriram 3 com 10 empregados cada?
2- E se a empresa fechada tinha patrões honrados que pagaram até ao último tostão aos funcionários e as três que abriram já têm salários em atraso?
3- E se a empresa encerrada era uma indústria e as três que abriram vendem inutilidades de artigos importados e é só para lavar dinheiro.?
4- E se a empresa falida pagava salários fixos e as três que abriram só pagam comissões?
5- E se os donos da empresa falida a fecharam para fugir às suas obrigações e foram abrir outra três em concelhos diferentes para continuar a vigarizar?
6 e última falácia- E se o encerramento da empresa foi provocado por mau cumprimento do Estado e as três novas  fogem ao fisco?

Estatísticas....

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87-BEBERICANDO


Caipirinha de Vinho com Morango dos Namorados

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IX- PÁTRIA JURÁSSICA

4- ANATOMIA DO

TIRANOSSAURO REX




* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.
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HOJE NO
"DESTAK"

Mais de 88 mil afetados pelas 
inundações do nordeste da Índia

Mais de 88.000 pessoas foram afetadas pelas inundações causadas pelas chuvas de monção no estado do nordeste indiano de Assam, onde foram criados sete campos de ajuda e declarado o alerta em várias regiões. 
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Segundo dados da autoridade de Gestão de Desastres de Assam (ASDMA), o aumento do nível dos rios e as frequentes chuvas dos últimos dias afetaram 88.390 pessoas em 257 localidades de sete distritos desta região.

A ASDMA informou também que mais de 6.000 hectares de cultivo ficaram danificados pelas inundações, que causaram a morte de gado. 

* Na Índia trata-se melhor o gado do que as pessoas.

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Vanessa da Mata

Boa sorte


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HOJE NO 
"i"
A Pala de Siza Vieira está em perigo? 
Descubra porquê

A pala de betão do Pavilhão de Portugal é única. A ideia de a fechar, para ganhar espaço para a Universidade de Lisboa cumprir o protocolo a que se vinculou, é uma aberração
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Passear à noite no Parque das Nações - na Expo - é desolador. Com vida, embora cada vez menos, e luz durante o dia, está quase moribundo depois do sol posto.

Tirando o casino e o centro comercial, há cada vez menos restaurantes e bares sobreviventes e perde-se a conta aos espaços fechados, com ar abandonado, num cenário agravado pela penumbra do passeio ribeirinho, sem vivalma entre candeeiros apagados ou com as lâmpadas fundidas.

A FIL também já teve muito melhores dias - a Nauticampo deste ano (com um só pavilhão ocupado) é um espelho do desinvestimento num setor que devia ser prioritário num país à beira-mar plantado.

O Pavilhão Atlântico, quando não há espetáculos - ou seja, na esmagadora maioria dos dias do ano -, continua um espetáculo, porque a escuridão aumenta a sua grandiosidade. Mas não deixa de ser triste.
Como triste é não ver iluminadas as malhas que sustentam a parte suspensa do tabuleiro da magnífica Ponte Vasco da Gama, quais velas desenhadas sobre o rio. Deve ser para poupar para as obras milionárias que transformaram Lisboa num estaleiro.

A zona oriental de Lisboa, devolvida à cidade e recasada com o Tejo com uma obra extraordinária a pretexto da Expo 98, já viu muito melhores dias. A densidade de construção nos anos seguintes e o trânsito caótico sempre que lá se passa alguma coisa desajudaram.

Há erros que não se corrigem, mas outros há que têm solução. Mas há também aqueloutros que são perfeitamente evitáveis e não devem, não podem cometer-se.

Um destes tem a ver com o edifício-ícone de toda aquela zona e que dá pelo nome de Pavilhão de Portugal - que albergou a representação nacional na exposição internacional e que ainda este fim de semana deu sombra a caças e helicópteros da Força Aérea Portuguesa.

Sem futuro programado para além da Expo 98, o Pavilhão de Portugal esteve durante anos sem destino, até que há pouco mais de 12 meses (no final de maio de 2015) foi entregue à Universidade de Lisboa (UL). Com a promessa de 1200 m2 serem alocados por esta instituição à divulgação e promoção da ciência e da cultura, “com uma atividade muito intensa” e “para benefício e visitação de todos na área da arquitetura, das cidades, do ambiente, da energia e da lusofonia” - como declararam, em cerimónia solene, o reitor Cruz Serra e o ministro à época Jorge Moreira da Silva, respetivamente.

Ora uma das ideias absolutamente extraordinárias que estão em cima da mesa, por forma a dar cumprimento às obrigações protocolares muito resumidamente enunciadas, é... fechar a pala. Exatamente, fechar a pala. Sim, o ex-líbris daquele edifício, da Expo, da cidade, uma obra absolutamente fabulosa na arquitetura mundial.

A pala é arte. Pública. Para gozo e fruição de todos. Da cidade e de quem a visita.

Siza Vieira - autor do projeto, que há ano e picos ficou de colaborar com a UL na readaptação dos espaços do edifício que tão bem desenhou - tem de recusar. Só pode.

Ainda para mais agora que, como o seu amigo e colega arquiteto e artista Souto de Moura fez notar numa recente conferência em Chaves, até já abre janelas rasgadas e com vistas desafogadas em obras da sua autoria.

Fechar a pala, seja lá como for, com menor ou maior impacto visual, para fazer daquele espaço um auditório gigantesco, uma sala de eventos ou outra coisa qualquer, é um delírio.

A pala não tem igual no mundo da arquitetura. É única. É notável. Com luz ou no meio da escuridão, é um privilégio usufruir daquele espaço. Ou simplesmente contemplá-lo.

Fechá-lo com umas grades de circunstância para um espetáculo aéreo, como aconteceu no fim de semana passado, é uma coisa.

Fechá-lo de vez, parcial ou totalmente, com maior ou menor impacto, é criminoso.

Naquela pala não se pode tocar. Ou não se devia poder. Nem no espaço a que dá sombra, que é da cidade e de todos.

Há erros que podem e têm de se evitar. Este é um deles. E há que preveni-lo antes que tarde - cortar o mal pela raiz.

Acabar com as varandas, simplesmente não as projetando ou fazendo marquises para aumentar a área coberta, foi das modas mais estúpidas num país com um clima como o de Portugal.

Havia quem dissesse que era para não se ver a roupa pendurada a secar (os vendedores de máquinas de secar e a companhia de eletricidade agradeceram). Que dava mau aspeto aos condomínios e à cidade. Tretas.

Mais ainda agora que os bairros populares é que estão na moda e se vendem aos turistas que invadem Lisboa.

Fechar a pala do Pavilhão de Portugal é seguir a lógica errada das marquises. Uma varanda é uma varanda. Uma pala é uma pala. Esta... não tem igual.

Não a estraguem! Ou melhor, nem pensem em estragá-la!


* O abandono do Pavilhão de Portugal é um insulto aos portugueses, a  degradação do Parque das Nações deve-se ao folclore do consumismo.


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COMPARAÇÕES


850 versus 10.000 hp

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HOJE NO
"A BOLA"

UEFA alerta País de Gales: 
«O Europeu não é uma festa de família»

A UEFA recomendou os jogadores do País de Gales a não levarem crianças para o relvado no próximo jogo com Portugal, referente à meias-finais do Campeonato da Europa.
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O alerta surge depois de Gareth Bale, Robson-Kanu e Ashley Williams terem levado os respetivos filhos para o campo durante os festejos das vitórias sobre a Irlanda e a Bélgica.

«Estamos no Campeonato da Europa, não numa festa de família», começou por dizer Martin Kallen, diretor da UEFA, evocando questões de segurança, nomeadamente possíveis invasões de campo por parte dos adeptos: «Um estádio não é o local mais seguro para crianças pequenas.»

«As fotografias [dos jogadores com os filhos] são bonitas. Não somos 100 por cento contra mas temos de ser cautelosos», rematou.

* A UEFA tem razão.

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IDEIAS LUMINOSAS


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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS
DA MADEIRA"

Rota do Vinho Madeira 
conduz a região enoturística

A Secretaria do Turismo e Cultura, o IVBAM e os municípios de Câmara de Lobos, Calheta, Porto Moniz, São Vicente e Machico assinaram, hoje, um protocolo para a criação da ‘Rota do Vinho Madeira’. Mas, como lembrou Eduardo Jesus, o projecto pretende contar com a colaboração de um conjunto mais alargado de outros actores, dos ligados ao vinho aos envolvidos no turismo. 
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O governante, que tem a tutela do Turismo e que, por isso, lidera o projecto, tendo em atenção os objectivos a alcançar naquela área, disse que o protocolo pode criar as bases para a Madeira ser um território enoturístico.

Juntar a promoção do vinho à promoção turística preenche vários objectivos e reforça um dos vectores em que o executivo aposta: a cultura. Vinho é cultura e proporciona experiências, que é o que buscam os turistas.

A Rota do Vinho Madeira cria condições para o desenvolvimento de novos produtos turísticos, defende o património cultural e, entre muitas outras vantagens, valoriza a economia.

Em 2015, a Madeira produziu 3,33 milhões de litros de vinho licoroso e 130 mil de vinho de mesa. 80% das exportações são para a União Europeia e, dentro desta, ganham destaque Portugal (13%), França, Reino Unido e Bélgica. Fora da União, os principais cliente são Estados Unidos, Japão, Suíça, Rússia e Canadá.

* O Vinho da Madeira é um generoso de grande qualidade.

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Alcaldesa de Madrid 
viaja de metro


Esquerdista, ex-juíza e septuagenária: 
Manuela Carmena, a “alcaldesa” de Madrid

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HOJE NO
"DIÁRIO ECONÓMICO"

PSP vai perder cerca de 25% dos
.trabalhadores nos próximos cinco anos

O director nacional da PSP, superintendente-chefe Luís Farinha, alerta para a urgência de um rejuvenescimento do efectivo.

“A elevada média etária dos recursos humanos policiais, com valores muito próximos dos 50 anos em diversas unidades territoriais, são realidades que carecem de reversão urgente pelo rejuvenescimento do efectivo, do qual cerca de 25 por cento deixará o serviço activo nos próximos cinco anos por força das previsões estatutárias”, disse o director nacional da PSP, na cerimónia que assinalou os 149 anos daquela força de segurança.
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No discurso, o superintendente-chefe Luís Farinha adiantou que as projecções efectuadas apontam para que “as saídas de efectivos do activo, nos próximos cinco anos, sejam superiores às eventuais novas admissões”.

Nesse sentido, considerou “determinante” a afectação de recursos humanos e o ajustamento do dispositivo operacional em algumas áreas territoriais.

Em data de aniversário, o director nacional da PSP falou também da “insuficiência de alguns meios operacionais”, como as condições das instalações policiais.

“A persistência de instalações operacionais estruturalmente desajustadas e com menos adequadas condições de trabalho para os polícias e para o atendimento ao cidadão não favorecem o sentimento de segurança, nem beneficiam o trabalho policial e a imagem do Estado”, afirmou.

Luís Farinha defendeu igualmente “o reforço das capacidades operacionais das polícias municipais de Lisboa e Porto”, considerando tratar-se de “uma mais-valia geradora de sinergias”.

Com o reforço das capacidades, as polícias municipais de Lisboa e Porto passam a desenvolver, com carácter permanente, a regularização de trânsito e as actividades administrativa, enquanto a PSP “redirecciona a sua missão para outros âmbitos de intervenção no contexto da segurança pública, de prevenção e fiscalização rodoviária”, explicou Luís Farinha.

O director nacional da PSP manifestou-se ainda ao lado dos polícias em relação às “preocupações em matéria de condições de trabalho e exercício da função, bem como à legítima expectativa de progressão nas carreiras, particularmente pelos mais jovens”.

“Estou confiante que serão encontradas as soluções necessárias, justas e adequadas (…). No âmbito das minhas competências e do que for legalmente possível, tudo farei com vista à satisfação dos anseios”, disse ainda.

A cerimónia que assinalou os 149 anos da PSP, que decorreu nas instalações da direcção nacional da Polícia, em Lisboa, foi presidida pelo primeiro-ministro, António Costa, estando também presente a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa.

Durante a cerimónia, foram entregues os prémios de segurança pública e outras condecorações aos polícias que desenvolveram, em 2015, “actos heróicos e extraordinários envolvendo elevado grau de risco”.

* A PSP, já o referimos várias vezes, é entidade de referência na protecção de proximidade, tem de ter um corpo adequado às necessidades do país.

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FATO NOVO


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HOJE NO 
"CORREIO DA MANHÃ"
Bial lança fármaco para reduzir sintomas
. da doença de Parkinson 

Medicamento também retarda a progressão da doença. 

Um medicamento desenvolvido pela farmacêutica portuguesa Bial para reduzir durante duas horas o estado de rigidez e incapacidade nos doentes com Parkinson bem como a retardar a progressão da doença, foi aprovado pela Comissão Europeia e apresentado esta terça-feira no Porto. 

Este é o segundo medicamento totalmente desenvolvido pela Bial e o primeiro apresentado após o ensaio clínico ocorrido em França que ficou associado à morte de um dos voluntários e a danos neurológicos em outros quatro, a 17 de janeiro. 

O Ongentys é um medicamento de toma única diária, que deve ser combinado com outros fármacos ou terapias, e que permite aos doentes uma qualidade de vida adicional durante duas horas do dia, indicou o presidente da empresa, António Portela, durante a apresentação. 

"A doença de Parkinson é neurodegenerativa, crónica, progressiva e irreversível e caracteriza-se por uma progressão lenta, não existindo cura nem forma de a travar eficazmente, somente algumas terapêuticas para retardar o progresso", como é o caso do Ongentys. 

De acordo com António Portela, estima-se que existam 1,2 milhões de doentes com Parkinson na Europa, sendo que 22 mil registam-se em Portugal, valores avançados pela Associação Europeia da Doença de Parkinson (EPDA). 

Normalmente, a doença manifesta-se entre os 55 e os 60 anos, sendo a prevalência de um em cada 100 indivíduos para essa faixa etária. O Ongentys foi desenvolvido ao longo de 11 anos, tendo este sido testado em mais de 900 doentes, em 30 países, ao longo de dois ensaios de farmacologia humana, explicou o presidente. 

Depois do verão, o medicamento vai começar a ser produzido em Portugal e comercializado na Alemanha (maior mercado europeu, onde existem cerca de 260 mil portadores da doença) e no Reino Unido. O desenvolvimento deste medicamento, cujo investimento rondou os 300 milhões de euros, vem "reforçar o compromisso com a saúde, com as pessoas e com a inovação terapêutica", acrescentou António Portela. 

A Bial faturou, em 2015, cerca de 215 milhões de euros, estando no primeiro semestre desta no crescer "a dois dígitos", segundo o presidente da empresa, que investe cerca de 40 milhões por ano em investigação, correspondente a 20% da sua faturação.

* Estamos de pé atrás, não esquecemos aquele grave incidente em França.

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PARECIA FÁCIL


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HOJE NO 
"OBSERVADOR"

Banco de Portugal acusa
Ricardo Salgado pela terceira vez

O ex-líder do BES foi acusado pelo supervisor bancário de 12 contra-ordenações por não ter aplicado um mecanismo de controle de branqueamento de capitais nas sucursais e filiais do banco.

O caso BES continua a dar que falar. Depois da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários ter concluído a sua primeira acusação contra diversos administradores da Portugal Telecom responsáveis pelo investimento em dívida do Grupo Espírito Santo (GES) entre 2010 e 2014, é a vez de o Banco de Portugal (BdP) voltar à carga contra Ricardo Salgado, Amílcar Morais Pires e António Souto, ex-administradores do Banco Espírito Santo (BES).
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Desta vez estão em causa os mecanismos de controlo de branqueamento de capitais que todos os bancos portugueses estão obrigados a implementar devido às regras da União Europeia de combate ao terrorismo e à corrupção — regras essas que foram transpostas para o ordenamento jurídico nacional através da Lei 25/2008 de 5 de junho.

No caso do BES, e de acordo com a acusação do BdP, estes mecanismos não existiam em 5 sucursais ou filiais que eram detidas pelo banco liderado por Ricardo Salgado. Nomeadamente, em Angola, Estados Unidos, Macau e em Cabo Verde.

As operações que o GES tinha no Panamá e no Dubai estão fora do âmbito desta acusação do BdP por serem detidas pela Espírito Financial Group (sociedade com sede no Luxemburgo) — e não pelo BES, a entidade que era escrutinada pelo BdP.

Ricardo Salgado foi acusado de 12 contra-ordenações, enquanto o BdP imputou 13 infrações a Morais Pires (braço-direito de Salgado e chief financial officer do BES), divididas da seguinte forma:
- 5 infrações estão relacionadas com o facto de Salgado, enquanto líder do BES, e de Morais Pires, enquanto administrador com o pelouro da área internacional, não terem cumprido o dever de implementar nas sucursais e filiais medidas equivalentes de controle de branqueamento de capitais às que existiam no BES em Portugal. Cada infração corresponde a cada uma das 4 filiais ou sucursais envolvidas, sendo que a operação em Cabo Verde teve os dois enquadramentos. E a de Angola foi a mais importante.

António Souto, administrador do BES que teve parcialmente a área internacional a seu cargo durante o seu último mandato no banco, foi apenas acusado de 4 infrações desta natureza.

-Um segundo grupo de 5 contra-ordenações são uma consequência da primeira alegada falha que acabamos de descrever e que diz respeito ao facto de o BES não ter aplicado mecanismos de fiscalização da aplicação dessas regras por parte das suas sucursais e filiais.

Souto, por seu lado, foi acusado de 4 infrações com estas características.
-2 infrações que dizem respeito à falha no dever de informar o BdP sobre os mecanismos de controle de branqueamento de capitais implementados nos exercícios de 2012 e 2013 nas sucursais e filiais do BES. As instituições de crédito têm o dever de produzir um report anual sobre esta temática e o relatório apresentado pela instituição liderada por Ricardo Salgado será omisso em relação às sucursais.
A António Souto foi imputada 1 infração pela mesma razão.

. 1 infração exclusivamente apontada a Morais Pires por não ter reportado ao supervisor bancário as dificuldades no acesso à informação que, mais tarde, a administração do BES se queixou em relação à operação do Banco Espírito Santo de Angola (BESA). Isto é, tendo em conta que se verificou uma restrição de troca de informação entre o BES e o BESA por alegada determinação do Banco Nacional de Angola, como já alegaram publicamente Ricardo Salgado e outros ex-gestores do BES, Morais Pires tinha o dever de informar o BdP disso mesmo. O que não terá acontecido.

Todas estas alegadas infrações têm um caráter doloso. Isto é, o BdP entende que Salgado e os restantes administradores agiram com a informação e a consciência de que estavam a agir de forma ilícita.
Devido à ação dos seus administradores, o BES (que, com o processo de resolução que levou à criação do Novo Banco, ficou conhecido como o ‘banco mau’), foi igualmente acusado pelo supervisor da banca.

Multa de Salgado pode chegar aos 2,5 milhões de euros
Como em qualquer processo de contra-ordenação, está em causa a aplicação de multas por cada uma das infrações imputadas aos arguidos.

No caso das entidades coletivas, como é o caso do BES, as acusações do BdP podem levar, após a aplicação de cúmulo jurídico, à aplicação de uma multa total entre os 25 mil e os 5 milhões de euros.

Já no caso dos ex-administradores do BES, as multas variam entre um mínimo de 12 mil euros e o 1,250 milhões de euros. Tendo em conta o cúmulo jurídico, e no caso de Ricardo Salgado, a coima total que resultar de uma eventual condenação por 12 infrações não poderá ultrapassar os 2,5 milhões de euros.

A inibição de funções no setor bancário e financeiro é uma pena acessória que poderá ser igualmente aplicada aos ex-administradores do BES.

Após a notificação da acusação do BdP, segue-se a fase de instrução onde o BES e os seus ex-gestores terão o direito de apresentar a sua defesa e requerer a produção de prova que conteste a acusação.
A última fase consistirá na apresentação, por parte dos instrutores do processo (que pertencem ao Departamento de Averiguação e Ação Sancionatória do BdP), de um relatório ao Conselho de Administração do Banco de Portugal que decidirá pelas sanções a aplicar.

Ponto da situação do caso BES
Esta é a terceira acusação que o Banco de Portugal conclui sobre o chamado caso BES/GES.
A primeira, relacionada com a alegação falsificação da contabilidade da ESI — Espírito Santo International (uma das holdings de controlo do Grupo Espírito Santo) e o alegado esquema fraudulento de emissão de dívida no valor de 1,3 mil milhões de euros que foi colocada em clientes do BES, já levou mesmo à condenação de Ricardo Salgado por parte do Conselho de Administração do BdP, liderado por Carlos Costa. O ex-presidente do BES foi condenado ao pagamento de 4 milhões de euros de multa e não poderá exercer funções em órgãos sociais de instituições de crédito e de instituições financeiras nos próximos 10 anos.

Durante a fase de instrução deste processo, foram ouvidas quase 100 testemunhas apresentadas pelos arguidos.

Salgado, assim como os restantes administradores condenados, ainda poderão recorrer desta condenação para o Tribunal de Supervisão, em Santarém. Está a decorrer o prazo para a apresentação desse recurso.
O caso da alegada falsificação da contabilidade de diversas sociedades do GES e o alegado esquema fraudulento de emissão de dívida está ainda sob investigação criminal do Ministério Público (MP).

Já a segunda acusação, diz respeito exclusivamente à atividade do Banco Espírito Santo de Angola (BESA) e à exposição o BES à operação angolana avaliada em mais de 3 mil milhões de euros — igualmente sob escrutínio criminal do MP num inquérito que deverá colocar a nu as relações muito próximas entre o regime de José Eduardo dos Santos e o GES.

No caso deste processo, está a decorrer a fase de contestação à acusação e, ao que o Observador apurou, já é certo que os 18 acusados vão apresentar entre 60 a 70 testemunhas que deverão ser ouvidas até ao final de novembro pelo BdP. A decisão do Conselho de Administração do banco central é esperada no primeiro trimestre de 2017.

Corrigido o valor total da coima que poderá ser aplicada a Ricardo Salgado, tendo em conta que esse valor não poderá ultrapassar, em cúmulo jurídico, o dobro do valor máximo aplicável

*Comparado com Ricardo Salgado, Alves dos Reis era um menino de coro.


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