quarta-feira, 29 de junho de 2016

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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Conversa da polícia no rádio
- Sr Sargento, chegámos ao local do crime.
- Passe o relatório...
- Uma mulher matou o marido. Foram 35 facadas, 3 balázios, cortou-lhe a cabeça e no fim pegou fogo ao corpo.
 - F…-se... Qual foi o motivo do crime?
- Ele pisou onde ela estava a passar a esfregona...
- E conseguiram capturar a agressora?
- Ainda não meu sargento, estamos à espera que o chão acabe de secar


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I.O QUE NÓS

"NÃO TEMEMOS"!



3-CHARGES SANGRENTAS

DE MAOMÉ 

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


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A Chave da Nossa Casa

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HOJE NO
"DESTAK"

Morreu o escritor futurista Alvin Toffler,
. autor de a "Terceira Vaga"

O escritor futurista norte-americano Alvin Toffler, autor de livros como a "Terceira Vaga" que inspiraram líderes mundiais, morreu em sua casa em Los Angeles, aos 87 anos, anunciou na quarta-feira a sua empresa de consultadoria. 
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Segundo um comunicado da Toffler Associates, o autor morreu segunda-feira. Não foi dada informação sobre a causa de morte.

No seu livro mais famoso, "Future Shock", publicado em 1970, Alvin Toffler falou sobre as mudanças sociais esperadas para o mundo. 

* Morreu um Homem que erradamente pensava serem a ciência e a tecnologia libertadoras do homem!

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ROBERTO

CAVALLI

WOMEN'S COLLECTION
PRIMAVERA/VERÃO
2016
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HOJE NO 
"i"

Petições: sobreviventes e pais de crianças com cancro querem tratamento mais justo

Iniciativas estão a reunir milhares de assinaturas


Duas petições em defesa de mais direitos de quem tem de lidar com a doença oncológica estão a reunir milhares de assinaturas. São iniciativas de pais de crianças doentes e de sobreviventes com um ponto em comum: querem um maior reconhecimento do que são as suas dificuldades e limitações por parte da Segurança Social e dos empregadores.

A primeira petição foi lançada em Abril pela recém-criada Associação de Pais Heróis (UAPHU), que tem como objetivo apoiar os pais de crianças e jovens com cancro. Defendem uma revisão da legislação no sentido de garantir uma maior apoio às famílias nestas circunstâncias. 
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Denunciam, por exemplo, que um pai ou mãe que acompanha uma criança com cancro e pede licença para assistência à família só recebe 60% do vencimento, quando o apoio aos adultos que enfrentam uma doença oncológica é de 100%. Outra limitação, argumentam os peticionários, é que a baixa por assistência a filho menor tem a duração máxima de quatro anos não prorrogáveis quando há situações em que a doença da criança se arrasta por mais tempo. Há ainda um problema com a contagem de tempo de serviço, que durante a baixa é suspensa.

Até ao momento esta petição já reuniu 11 284 assinaturas. O objetivo da associação é chegar às 30 mil, para poder apresentar uma iniciativa legislativa.

Já este mês foi lançada uma petição que apela ao “justo tempo de serviço do sobrevivente oncológico”. Os peticionários defendem que deve ser concedido a todos os sobreviventes uma redução do tempo de serviço para as 30 horas semanais, seja no público ou no privado e sem qualquer penalização no salário. Defendem também que seja possível a qualquer pessoa que tenha sido submetida a tratamentos de quimioterapia ou radioterapia a possibilidade de se reformar com 30 anos de serviço ou 60 anos de idade, sem penalização.

Em Portugal não há estatísticas oficiais sobre os sobreviventes de cancro mas as estimativas apontam para 200 mil a 400 mil pessoas.

Os peticionários alertam que são muitos os efeitos tardios associados aos tratamentos, como problemas cardíacos, alterações da função respiratória ou problemas do foro endócrino, em particular nas mulheres. A petição, que tem como destinatário o Presidente da República, já reuniu 3600 assinaturas.
 
* Vamos todos assinar por justa causa!


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II-EVOLUÇÃO


1- EXTINÇÃO

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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HOJE NO
  "A BOLA"

Seleção
«Não vou em cantigas do bandido…»
 - Fernando Santos


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Para o selecionador de Portugal, a vitória sobre a Polónia não ‘são favas contadas’. «Isso é a cantiga do bandido e eu não vou em cantigas do bandido. Não há facilidades. É um adversário tão favorito quanto nós e isso não cola porque vimos os jogos e sabemos do valor da Polónia», disse na projeção do encontro desta quinta-feira, que vale a qualificação para as meias-finais do Europeu.

«A Polónia é uma equipa que defende e ataca bem, com movimentos rápidos. Vê-se que é uma equipa bem trabalhada e com qualidade individual. Estudámos bem o adversário para controlarmos os pontos mais fortes e, quando tivermos a bola, explorar e fazer aquilo que sabemos fazer bem. Temos um lema que é entrar em todos os jogos para ganhar e, para isso, é preciso defender e atacar bem e fazer golos. Não há favoritos mas acredito que vamos ganhar», prosseguiu o selecionador.

Fernando Santos sublinhou o «crescimento natural» da seleção da Polónia, que defrontou como selecionador da Grécia no Euro-2012, e lembrou que na qualificação para o Europeu os polacos já haviam vencido a Alemanha, a quem arrancaram empate já na fase de grupos em França.

«Vai ser um confronto entre duas grandes seleções que têm o mesmo objetivo que é seguir em frente. Eu acredito que será Portugal mas é um jogo em que ninguém é favorito», insistiu.

* Mas a música de Fernando Santos também não alegra ninguém.

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ANDRÉ MACEDO

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Catarina Farage

Talvez uma das raras características com força para juntar todas as pessoas debaixo do mesmo teto seja a convicção íntima sobre o sentido único do progresso humano. A certeza de que o mundo evolui e continuará a evoluir do ponto A ao ponto B e depois ao C e etc., numa quase inabalável rota em frente que, bem ou mal, apenas registará raros e pontuais recuos, sempre corrigidos num tempo mais à frente. 

O pessimismo e a desconfiança que definem hoje os habitantes dos países mais ricos, expressos nas críticas corrosivas aos governos e à política - nem sempre com sentido de justiça -, contrasta e convive bem com este otimismo interior estapafúrdio. 

O filósofo John Gray definiu assim esta trip coletiva: "A maior parte das pessoas acredita que faz parte de uma espécie dona do seu destino. Ora, isto é fé, não é ciência. Nós humanos não falamos de um tempo em que as baleias ou os gorilas serão donos do próprio destino. Porquê então os humanos? Não precisamos de Darwin para vermos que pertencemos à espécie animal. Basta uma pequena observação das nossas vidas para chegarmos a essa conclusão." 

O referendo no Reino Unido é o exemplo mais recente. Uma parte dos que se deram ao trabalho de votar (28% da população não encontrou tempo...) achou que se escolhesse "sair" isso não teria impacto no resultado final nem nas suas vidas - o "ficar" venceria. A tal fé na evolução permanente: eu voto sem pensar muito ou não voto, não me incomodo, não me mobilizo, não penso, castigo os políticos, culpo-os sempre, mas a força do destino é tão espetacular que tudo acabará bem. E não é que metade do Reino Unido (52%) mergulhou de cabeça numa piscina vazia, que se sabia vazia, acreditando na retórica de um lunático culto (Boris Johnson) e na demagogia de um agitador xenófobo, o talentoso senhor Farage? 

O que é extraordinário é que, apesar deste resultado lastimável e perigoso para a Europa, Catarina Martins tenha ainda assim ousado pegar na arma do referendo ainda a fumegar, ameaçando disparar à queima-roupa se Portugal sofrer sanções por ter violado o défice público em 2015. O Bloco de Esquerda não percebeu nada desta história ou então, mais provável, percebeu muito bem. Fazer um referendo à permanência na UE é sempre autodestrutivo, divide, não resolve, não esclarece, radicaliza. Bebe nos piores instintos, alimenta-se da ignorância e da desinformação. Catarina Farage? Os extremos tocam-se de novo.

IN "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
27/06/16

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915.UNIÃO


EUROPEIA



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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS
DA MADEIRA"

Deutsche Bank e Santander falham 
testes de 'stress' norte-americanos

As subsidiárias norte-americanas do banco alemão Deutsche Bank e do espanhol Santander chumbaram no teste anual de stress da Reserva Federal (Fed), devido a falhas nos planos de capital e gestão de risco.

O Fed deu uma aprovação condicionada à remuneração acionista do Morgan Stanley e aprovou os planos de distribuição de capital de outras 30 instituições financeiras.
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O Santander Holdings USA falhou a avaliação do banco central americano pela terceira vez consecutiva e o Deutsche Bank Trust Corporation pelo segundo ano.

Na semana passada, o Fed anunciou que os 33 bancos considerados sistémicos para o sistema financeiro, ou seja "demasiado grandes para falir", tinham passado nos aspetos quantitativos do teste de 'stress', o que significa que considerou que tinham capital suficiente para aguentar um grande choque económico, como uma recessão grave.

No entanto, o Fed disse hoje que detetou, nos resultados finais do teste, falhas significativas no que respeita aos aspetos "qualitativos" de retorno de capital aos acionistas propostos pelo Santander e pelo Deutsche Bank, considerando que se baseavam em pressupostos que "não eram razoáveis nem apropriados".

A consequência imediata desta decisão é bloquear qualquer tipo de distribuição de capital dos dois bancos.

O Morgan Stanley pode faze-lo, mas terá de resolver as falhas identificadas num período de seis meses. Se não conseguir cumprir as recomendações neste prazo, o Fed pode bloquear distribuições adicionais.

O Fed considerou que o facto de a grande maioria das instituições ter recebido aprovação mostra as vantagens dos requisitos de capital impostos pelo banco central americano desde a crise financeira de 2008.

* Apenas bancos peudo-fortes.

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II.A ERA DOS JOGOS EM VÍDEO


1-O ROSTO

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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8-A GUERRA QUE NÃO VÊS

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A intriga, os interesses económicos, a orgia do poder, os falsos argumentos....

* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.>

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HOJE NO
"DIÁRIO ECONÓMICO"

Rajoy alerta: se o Reino Unido sai da UE,
 a Escócia também sai

Estas declarações foram imediatamente entendidas como um aviso ao caso espanhol a braços com tendências independentistas dos catalães. Com Rajoy está também Hollande nesta opinião.

Mariano Rajoy, presidente do Governo em Funções espanhol deixou um recado no seu discurso no último dia da Cimeira Europeia: "Se o Reino Unido sai da União Europeia, a Escócia também sai", disse citado pelo jornal Exapnsión.
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Estas declarações foram imediatamente entendidas como um aviso ao caso espanhol a braços com tendências independentistas dos catalães.
Esta mensagem foi proferida num altura em que Nicola Sturgeon, primeira-ministra escocesa visita Bruxelas, para se reunir com Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia.

O Governo espanhol opõe-se assim a que a Escócia negoceie com a Comissão Europeia fora do âmbito do Reino Unido e faz um paralelismo com as "Diferentes regiões de Espanha". O chefe interino do Governo espanhol que ainda não conseguiu um acordo parlamentar para governar, depois de ter ganho as eleições de domingo, considera que está fora das competências das regiões autónomas as negociações com a União Europeia.

Também François Hollande, chefe de Estado francês, disse que as negociações da União Europeia "têm de ser fazer com o Reino Unido, não com parte do Reino Unido"

A Escócia e a Irlanda do Norte manifestaram querer continuar a ser parte da União Europeia.

* Hollande e Rajoy têm razão!

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JAZZLAND


Ella Fitzgerald e Frank Sinatra

The Lady Is a Tramp

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HOJE NO 
"CORREIO DA MANHÃ"
Criado grupo para analisar 
caso da mãe em greve de fome 

Ana Maximiano está em protesto há 15 dias. 

O Instituto da Segurança Social criou um grupo para analisar o processo de Ana Vilma Maximiano, mãe de duas filhas que contesta a prorrogação, pelo tribunal de Cascais, da guarda das filhas ao pai, condenado por violência doméstica. 
ESTAMOS AO LADO DESTA MÃE

Em declarações à agência Lusa, o advogado de Ana Vilma Maximiano acrescentou que a decisão do Instituto da Segurança Social (ISS) lhe foi comunicada, bem como à sua cliente, hoje, numa reunião que mantiveram com elementos da direção do instituto, em Lisboa. "Constituíram um grupo para analisar todo o processo de Ana Vilma, que já não integrará elementos da Equipa de Crianças e Jovens (ECJ) de Oeiras-Cascais e que vai analisar a situação dela e da guarda das suas filhas como um todo", referiu Gameiro Fernandes à Lusa. 

A reunião de hoje "foi muito importante e profícua, porque a Dr.ª Sofia Borges Pereira e uma assessora informaram-nos que a situação destas duas crianças -- e de uma outra filha, de seis anos que se encontra no norte de Portugal a viver com o pai -- vai ser analisada por este grupo como um todo", sublinhou o advogado. A agência Lusa tentou contactar o ISS, o que não foi possível até ao momento. Ana Vilma Maximiano cumpre hoje o 15.º dia de greve de fome em protesto contra a decisão do Tribunal de Família e Menores de Cascais ter prorrogado, por mais seis meses, a entrega da guarda das suas duas filhas, de três e dois anos, ao pai destas, condenado por violência doméstica. 

Em causa no protesto de Ana Vilma está ainda uma terceira criança, com seis anos, cuja guarda fora entregue ao pai, em dezembro último, por recomendação da equipa que acompanha crianças e jovens em Aveiro que não chegou sequer a ouvir a mãe das crianças, disse ainda o advogado. Em causa na prorrogação da entrega, no dia 07 de junho, da guarda das duas crianças, pelo Tribunal de Família e Menores de Cascais, pela juíza Helena Leitão e da procuradora da República Margarida Pereira da Silva. O pai das crianças fora condenado, em março último, a dois anos e meio de prisão, suspensa por igual período, por violência doméstica sobre a mãe das filhas, tendo, igualmente, ficado proibido de se aproximar da mãe durante dois anos (medida acessória). Na base da prorrogação da entrega das crianças ao pai terá estado, segundo o advogado, o facto de a juíza ter alegado a falta de um relatório das técnicas da Equipa de Crianças e Jovens (ECJ) (do ISS) de Oeiras-Cascais que estava no tribunal, mas não estava disponível no Citius. "Um relatório no qual as técnicas da equipa de Oeiras-Cascais do ISS também não referem a condenação do pai, por violência doméstica sobre a mãe das crianças, nem a medida acessória", sublinhou Gameiro Fernandes. 

Na segunda-feira, Gameiro Fernandes entregou, no Tribunal da Relação de Lisboa, uma queixa-crime contra a juíza Helena Leitão e a procuradora Margarida Pereira da Silva por abuso de poder, denegação de justiça e colocação e exposição de menores em risco. Apresentou ainda um requerimento, no Tribunal de Família e Menores de Cascais, com um pedido de incidente de suspeição da juíza Helena Leitão. Ao longo dos 15 dias em greve de fome, Ana Vilma Maximiano já se manifestou frente aos conselhos superiores da Magistratura e do Ministério Público, Ministério da Justiça, Assembleia da República, Palácio de Belém e residência oficial do primeiro-ministro. 

Na quinta-feira, Ana Vilma Maximiano vai fixar-se frente às instalações da ECJ de Oeiras-Cascais, na Loja do Cidadão, em Cascais, e na sexta-feira estará frente ao Tribunal de Família e Menores de Cascais, onde conta manter-se todos os dias de semana enquanto conseguir manter-se em greve de fome, segundo o advogado.

* Estamos num Estado de Direito?

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HOLOGRAMAS

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O imaginário tornado 'realidade' .
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HOJE NO 
"OBSERVADOR"

IVA é “sentença de morte” 
para terapias não convencionais

Terapias não convencionais estavam isentas de IVA mas as clínicas vão ter agora de pagar 23% do imposto pelos últimos 4 anos. Pedro Choy fala em centenas de despedimentos e fecho de clínicas.

Os profissionais de Terapêuticas Não Convencionais (TNC), como a osteopatia, a acupuntura e a naturopatia, queixam-se de “ilegalidade” e “discriminação” por serem agora obrigados a pagar o IVA dos últimos quatro anos, quando todas as outras especialidades de medicina estão isentas de pagar este imposto. O assunto já chegou aos deputados do Parlamento e será amanhã discutido com o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais.
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Em causa está o enquadramento fiscal destas terapias. A maioria dos profissionais está coletada como “outros técnicos paramédicos”, regime que lhes dá isenção de IVA, pelo artigo 9º. Mas a situação mudou no ano passado, quando a Autoridade Tributária fez sair um ofício que anulou essa regulamentação e equiparou estes profissionais a “paramédicos”, fazendo com que afinal tenham de pagar 23% de IVA. Mais: segundo esse despacho da Direção de Finanças de 2015, as clínicas têm agora de pagar esse imposto sobre a faturação total dos últimos quatro anos, porque o IVA retroativo prescreve a cada quatro anos. O despacho é de agosto do ano passado e, na altura, ainda estava em funções o governo de coligação PSD/CDS-PP.

As clínicas que operam na chamada medicina não convencional foram assim notificadas para o pagamento do imposto pelos anos anteriores, imposto esse que nunca cobraram aos pacientes. “Ora, uma empresa ou um profissional que não cobrou esse imposto, com certeza que não o tem para devolver ao Estado. O que estamos a atravessar é uma autêntica barbaridade fiscal. Um confisco inqualificável que irá levar à falência várias empresas”, aponta Cátia Antunes, diretora da clínica Da Vinci, uma das lesadas.

A responsável já fez as contas e o valor total dos quatro anos que terá a pagar corresponde a meio milhão de euros. Para a diretora clínica da Da Vinci, esta situação é “injusta” e “ilegal” visto que estas formas de medicina foram regulamentadas como profissões de saúde e “todas elas estão isentas de IVA, desde a medicina à psicologia”, explica.

“Temos todas as obrigações que tem a medicina convencional: estamos inscritos na Entidade Reguladora da Saúde, como qualquer clínica, submetemos as nossas candidaturas à Administração Central da Saúde e nessa lei de 2015 foi-nos dada autonomia no diagnóstico e na terapêutica — não estamos sob a alçada de nenhum outro médico”, sublinha. Ou seja, para a responsável, é uma questão de terem os mesmos deveres mas não os mesmos direitos.
Pagar 23% de IVA na osteopatia e não pagar na fisioterapia não é justo. O cidadão é livre de escolher a medicina com que se quer tratar. E é obvio que esse acrescento vai condicionar a escolha. Se eu vou pagar mais numa, escolho a outra. Como se a saúde fosse um bem de luxo”, refere Cátia Antunes.

Pedro Choy: “Isto é uma sentença de morte”
Um dos empresários mais reconhecidos no ramo da acupuntura é Pedro Choy. A trabalhar na área desde 1987, o dono de 20 clínicas aponta efeitos devastadores para o negócio, mas também para os funcionários e para os pacientes. Tudo começa pela própria taxa que, no seu entender, é abusiva. “Cobram-nos 23%, como se fosse um produto de luxo. Isto é medicina, é saúde”, destaca.

Feitas as contas, se a cobrança for para a frente, o valor pago por Pedro Choy “corresponde a 147% da faturação”, visto que aos 23% pelos quatro anos ainda acrescem juros, dita a Autoridade Tributária. “Esses valores correspondem a 70 anos da totalidade do lucro da empresa. Vou ter que pagar muito mais do que o que ganhei a vida toda. E vou ter de pagar por ter trabalhado”, refere. Se assim for, Pedro Choy garante que vai ter de mandar “400 pessoas para o desemprego”.
A acupuntura e as terapias não convencionais são profissões de saúde. Estão regulamentadas. Não pode haver essa desigualdade de coletar a uns e não coletar a outros”, defende Pedro Choy.
Tanto Cátia Antunes como Pedro Choy optaram por não pagar ainda os valores, visto que vão ocorrer reuniões com o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, foi enviada uma carta ao ministro das Finanças, foi feita uma petição com 120 mil assinaturas e a Autoridade da Concorrência emitiu esta quarta-feira um parecer em que recomenda a isenção de IVA para estas terapêuticas. Tudo esperanças de que a cobrança seja repensada antes que os profissionais comecem a pagar a dívida.

Ganha a indústria farmacêutica?
Os dois responsáveis ouvidos pelo Observador consideram que, por trás desta situação, está uma espécie de favorecimento à indústria farmacêutica. “Isto vai levar à falência das empresas, vai levar ao despedimento de muitas pessoas, e o valor que vamos ter de pagar não vai compensar o prejuízo para o Estado. Então porque é que a Autoridade Tributária insiste?”, questiona a diretora clínica da Da Vinci. A resposta, diz, está no favorecimento da indústria farmacêutica.

Pedro Choy vai ainda mais longe: “O Estado perde, eu perco, o cidadão perde. Quem é que ganha? As indústrias farmacêuticas, que são as opositoras às medicinas convencionais. Penso que a Autoridade Tributária está a ser manipulada”, atira. Para ele, a intenção daquelas indústrias é “exterminar um concorrente”. E essa eliminação vai colar uma “sentença de morte” às clínicas.

* Isto é a "mão" da corporação Ordem dos Médicos que em determinadas áreas de especialidade está a perder clientes. Nunca nenhum profissional das terapias alternativas olhou nem assobiou para o lado oposto dum tumor com 1,6Kg de peso na cabeça duma jovem. Uma vergonha.

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TANTO PARA ESBORRATAR

COMO 

ACHINCALHAR

(DONALD DUMP)


























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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Marcelo considera declarações 
de Schauble "pressão política"

Presidente da República relativiza palavras do ministro das Finanças alemão. "Isto é um filme que nós já vimos", disse Marcelo
O Presidente da República relativizou hoje as declarações do ministro das Finanças alemão, depois corrigidas, sobre um eventual segundo resgate a Portugal, considerando que fazem parte da "pressão política" que costuma anteceder decisões europeias.

"Quando estamos a oito dias de uma decisão europeia - sobre qualquer país, não é sobre Portugal - começa a haver notícias nalguns jornais, declarações aqui e acolá, especulações aqui e acolá: vai acontecer, não vai acontecer", declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas. "Isto em política chama-se pressão política ou especulação política", acrescentou.
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O chefe de Estado, que falava à saída de uma iniciativa no Palácio da Ajuda, em Lisboa, defendeu que as declarações Wolfgang Schauble se inserem numa prática habitual e devem ser relativizadas: "Já não é a primeira vez, se virem bem. Isto é um filme que nós já vimos. Já é para aí a terceira, quarta ou quinta vez que assistimos a isso. Portanto, deve ser encarado relativizando".

"Faz parte da lógica da política e da lógica da especulação político-económica, ali nos últimos oito dias antes de uma decisão, haver as notícias e os comentários mais variados", reiterou Marcelo Rebelo de Sousa.

De acordo com a agência Bloomberg, Wolfgang Schauble afirmou hoje, numa conferência em Berlim, que Portugal está a pedir "um novo programa" e que "vai consegui-lo".

Depois, o governante alemão corrigiu aos jornalistas as suas declarações: "Os portugueses não o querem e não vão precisar [de um segundo resgate] se cumprirem as regras europeias", precisou.

"Eles têm de cumprir as regras europeias ou então vão ter dificuldades", disse o ministro das Finanças alemão.

Questionado se não atribuía importância às declarações do ministro alemão, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu: "Não é não dar importância. Eu não comento declarações de ministros portugueses, quanto mais de ministros de outros países, não é essa a função do Presidente da República".

"Agora, a função é lembrar que, sempre que há uma decisão destas - pode ser sobre Portugal, pode ser sobre outro país qualquer - ali oito dias antes surge uma notícia ali, outra notícia acolá, uma especulação, vai haver, não vai haver. E depois uma frase que é dita, mas é retificada ou é corrigida, mas fica no ar", completou.

Segundo o Presidente da República, não se deve "correr atrás das especulações ou de pressões" que antecedem decisões europeias, mas sim "manter a serenidade".

Em relação à decisão que a Comissão Europeia vai tomar sobre a eventual aplicação de sanções a Portugal por défice excessivo, Marcelo Rebelo de Sousa voltou a desdramatizá-la, sustentado que essa será apenas uma primeira apreciação, que terá de ir ao Conselho Europeu, o que nunca acontecerá antes de setembro.

"Portanto, temos de encarar isto, não como se o mundo acabasse, mas com muita serenidade", advogou, apelando a que não se entre "em dramatização".

Marcelo Rebelo de Sousa salientou que "o país uniu-se no parlamento em relação a isso", condenando a eventual aplicação de sanções. "Vamos aguardar para ver".

Inevitável rever previsões feitas "noutra Europa"
O Presidente da República considerou também inevitável haver uma revisão das previsões económicas que foram feitas "noutra Europa", antes do referendo que ditou a saída do Reino Unido da União Europeia.

Questionado sobre uma eventual revisão das metas macroeconómicas do Governo em outubro, o chefe de Estado recordou que já tinha falado num ajustamento de previsões, mesmo antes do referendo britânico.

"O que há de novidade é a votação no Reino Unido", disse. "Isto abre uma nova situação económica. E, portanto, as previsões que foram feitas noutra Europa, noutro mundo, noutra situação, naturalmente, irão sendo revistas. É inevitável que sejam revistas", acrescentou.

 * Gostamos dum PR e dum governo sem medo dos papões europeus, ao invés das alminhas que anteriormente mandaram em Portugal.

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NINA BURRI

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