domingo, 22 de maio de 2016

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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1-O OUTRO LADO


DA PASSERELLE

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6-MENINA ESTÁS À JANELA



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9-FAZER MAGIA
A MÁGICA DA CARTA
QUE ATRAVESSA O LENÇO

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FONTE: ComoFaz

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5-MENINA ESTÁS À JANELA



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XIX

ERA UMA VEZ O HOMEM


1- PEDRO, O GRANDE

DA RÚSSIA

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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4-MENINA ESTÁS À JANELA


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Sangeeta Bhatia


Pequenas partículas

que podem percorrer seu corpo

para encontrar tumores


E se conseguíssemos encontrar tumores cancerosos anos antes de eles nos prejudicarem, sem clínicas caras ou até mesmo sem uma rede elétrica estável? 
Sangeeta Bhatia, médica, bioengenheira e empreendedora, lidera um laboratório multidisciplinar, no qual são pesquisadas maneiras inovadoras para entender, diagnosticar e tratar doenças humanas. 
Seu alvo: os dois terços de mortes causadas pelo câncer que ela diz que podem ser totalmente evitadas. 
Com uma notável clareza, ela explica a complexa ciência das nanopartículas e divide seu sonho de um novo e radical teste para detectar câncer que poderia salvar milhões de vidas.

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3-MENINA ESTÁS À JANELA



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LEONÍDIO PAULO FERREIRA

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Desemprego e refugiados:
 dois medos

Eliminados os candidatos dos dois partidos centristas aliados no governo, a segunda volta das presidenciais austríacas decide-se amanhã entre Norbert Hofer, da direita populista, e Alexander Van der Bellen, um ex-líder do partido ecologista. Dadas as credenciais do FPÖ de Hofer, partido que muitas vezes chega a ser descrito como de extrema-direita, seria de prever uma espécie de frente republicana à la française que travasse a sua ascensão à chefia do Estado, mas nada de mais incerto. 

É que ao longo dos anos tanto os sociais-democratas do SPÖ como os conservadores do ÖVP fizeram alianças ocasionais com o FPÖ, legitimando a sua presença no leque político austríaco de uma forma, e voltando à comparação com a França, que nem esquerda nem direita clássica gaulesas permitiram à FN.

Aliás, os sociais-democratas do SPÖ, a que pertence o novo chanceler Christian Kern, governam desde 2015 a província de Burgenland com o FPÖ como parceiro minoritário. E os conservadores do ÖVP, também hoje no poder em Viena, contam no historial com a polémica aliança de governo com a direita populista em 2000 que levou pela primeira vez desde a fundação a União Europeia a declarar sanções diplomáticas contra um Estado membro. Na época liderado pelo carismático Jörg Haider, o FPÖ foi alvo de uma reação concertada das grandes potências europeias, com figuras como Joschka Fischer, ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, e Nicole Fontaine, a francesa presidente do Parlamento Europeu, a destacarem-se pelo tom ácido. A imprensa europeia falou então de um cordão sanitário que travasse a extrema-direita, mas pouca gente notou que os pós-fascistas italianos tinham já participado num governo de Silvio Berlusconi nos anos 1990.

Haider entretanto morreu e os seus sucessores no FPÖ têm procurado um tom mais moderado. Hoje o partido é liderado por Heinz-Christian Strache e há quem veja em Hofer apenas uma marioneta que, caso chegue à presidência, tudo fará para encontrar um pretexto para dissolver o governo e dar uma oportunidade ao chefe de ser chanceler. É simplista a tese, porque os 35% de Hofer dão-lhe o melhor resultado de sempre obtido pelo FPÖ e se for mesmo eleito terá margem para pensar por si mesmo. 

Engenheiro aeronáutico, com pose agradável e um discurso de preocupação social, tem procurado ganhar eleitores zangados com o bloco central. E a sua admiração pela britânica Margaret Thatcher coloca-o mais no campo liberal do que no pós-fascista.

As teses simplistas em relação à Áustria são assim um velho problema. Por exemplo, este sucesso da direita populista é associado à crise dos refugiados e a um medo que é mais forte do que o próprio sucesso económico do país, que, com 5,8% de desemprego, segundo o Eurostat, parece evidente. Mas as estatísticas nacionais (mais exigentes nos critérios do que as da UE) falam de 9,1% de desempregados, perto de meio milhão de pessoas num país de nove milhões. E, em janeiro, os 10,9% de desemprego registado foram um recorde em meio século. Ou seja, por baixo que seja o desemprego comparado com o de países como Espanha, Grécia ou Portugal, para os austríacos assume dimensões assustadoras e é bandeira fácil para os críticos do sistema.

Portanto, se Hofer for eleito, terá beneficiado da soma de três fatores: desemprego acima do habitual, receio gerado pelos 90 mil pedidos de asilo em 2015 sobretudo por parte de refugiados muçulmanos e um discurso bem mais sensato do que o do FPÖ no passado. A isto, claro, pode somar-se o descrédito evidente do SPÖ, que viu o anterior chanceler demitir-se por falta de apoios, dando lugar a Kern, e do ÖVP. A Europa estará amanhã de olhos na Áustria, mas atenção, esta UE a 28 não é nada igual à de 2000, com 15 membros apenas.

IN "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
21/05/16

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877.UNIÃO


EUROPEIA


 THERESA MAY
ESTÁTUA DA NÃO-LIBERDADE



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2-MENINA ESTÁS À JANELA



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IRÃO

Presas oito mulheres por posarem sem véu

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FONTE: EURONEWS

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VI-VISITA GUIADA


MUSEU

MACHADO DE CASTRO/3

 COIMBRA

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* Viagem extraordinária pelos tesouros da História de Portugal superiormente apresentados por Paula Moura Pinheiro.
Mais uma notável produção da RTP
* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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1-MENINA ESTÁS À JANELA



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Julia Fischer

The four seasons - Winter


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Vivaldi

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  HOJE NO 
"O JOGO"

Fernando Pimenta vence 
Taça do Mundo de Duisburgo

A Taça do Mundo foi disputada em português, com Emanuel Silva a ficar em segundo lugar.

O português Fernando Pimenta venceu este domingo a prova de K1 5.000 metros da Taça do Mundo de Duisburgo de canoagem de velocidade, impondo-se ao compatriota Emanuel Silva, que foi segundo.
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Fernando Pimenta concluiu a prova em 20.14,639 minutos, menos 0,609 segundos do que Emanuel Silva, enquanto o húngaro Richard Janza terminou no terceiro posto, com o registo de 20.16,623.

Hélder Silva terminou a competição de C1 200 metros no sexto lugar, enquanto Fernando Pimenta, João Ribeiro, Emanuel Silva e David Fernandes não foram além do sétimo lugar em K4 1.000 metros.

Antes, Tiago Tavares concluiu a final B de C1 200 metro no nono e último lugar e Bruno Afonso e Nuno Silva foram os quartos a terminar a final B em C2 1.000 metros.

No sábado, Beatriz Gomes e Helena Rodrigues venceram a prova de K2 200 metros em Duisburgo, enquanto Emanuel Silva e João Ribeiro conquistaram a medalha de bronze em K2 1.000 metros.

* Os e As canoistas de Portugal são valentes!

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SER MÃE

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ESTA SEMANA
 NA "SÁBADO"

Roleta sexual: jovens em orgias 
sem medo da sida?

Não é novidade a tendência dos anos 90 dos bug chasers, pessoas que procuram serem deliberadamente infectadas com o vírus HIV, mas os jornais internacionais têm reportado uma nova moda: as roletas sexuais. 
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Segundo jornais como o Daily Mail e o El Periódico, o jogo consiste na prática de orgias sem uso de métodos de protecção contra doenças sexualmente transmissíveis. Entre os envolvidos na festa sexual, deverá estar, pelo menos, um portador do vírus HIV. Sem saberem qual dos presentes na orgia tem sida, os jovens trocam incessantemente de parceiros. Depois, o período até ao vírus HIV ser detectado costuma ser até três meses e, muitos deles, continuam envolvidos nestas festas.

Apesar de muitos duvidarem da existência destas festas, os tablóides internacionais noticiam esta tendência e a respectiva preocupação dos especialistas - e grande parte dos casos reportados acontecem em Espanha.

O que levará os jovens a tais actos? "No caso das festas de sexo, o estímulo é combinar o orgasmo com a adrenalina. No entanto, este estímulo é de curto prazo e as consequências a longo prazo são perigosas. Não só existe o risco de contrair o HIV, como outras doenças sexualmente transmissíveis", disse a psicoterapêutico sexual, Kate Morley, ao site HelloU.

Veja o documentário The Gift (2003), para conhecer melhor a realidade dos bug chasers.

* A morte como devaneio... 

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A M O R













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ESTA SEMANA NA
"VISÃO"

Portuguesa cria app para mulheres
. conhecerem as suas próprias vaginas

Não basta descarregar a aplicação no telemóvel. Também precisa de uma peça de roupa interior concebida especificamente para explorar esta "ferramenta educacional", que visa prevenir problemas de saúde e esclarecer dúvidas sobre o sistema reprodutivo e a satisfação sexual das mulheres

Sabe onde fica e como funciona o clitóris? Consegue nomear todos os seus órgãos genitais? E por que são tão importantes os músculos do períneo? Estas e outras questões relacionadas com o corpo feminino são respondidas numa aplicação interativa para telemóveis que está a ser desenvolvida no Reino Unido por uma portuguesa da Marinha Grande.
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TERESA ALMEIDA
O projeto que Teresa Almeida apelidou de Labella é a sua tese de douramento em Interação Homem-Máquina, que está prestes a concluir no departamento de Computação Científica da Universidade de Newcastle. Já teve honras de apresentação no jornal britânico The Independent e, à VISÃO, a criadora desvenda um pouco mais do seu protótipo.

"A ideia é levar as mulheres a olharem para o seu corpo e a refletirem sobre ele. Não se trata de um jogo, mas de uma forma de abordar assuntos tabu de maneira divertida", explica.

Desafiar tabus é um modo de vida para esta artista, estilista, pesquisadora e educadora, como é descrita no site da Universidade de Newcastle. E entre as suas ambições profissionais nenhuma a entusiasma tanto como usar a tecnologia para desmistificar temas sensíveis ligados ao bem-estar das mulheres.

Com a Labella, Teresa Almeida espera facilitar a vida das "mulheres que vão ao médico e não sabem explicar onde têm um problema", ajudá-las a "prevenir a incontinência urinária e a manter os órgãos internos no sítio após uma gravidez" ou a entender a "importância do clitóris" na satisfação sexual. Mutilação, menstruação e contraceção são outros tópicos que pondera incluir.

"Muita gente me diz que as pessoas sabem isso tudo, mas não é verdade. Nos estudos que fiz com mulheres dos 15 aos 52 pude confirmar. Tanto que a minha ideia inicial era centrar o projeto na importância para a saúde dos exercícios do períneo e só evoluiu para algo mais abrangente ao aperceber-me da falta conhecimento e das dificuldades para usarem o vocabulário certo", conta.

Como funciona? 
Descarregada a Labella na internet, sem qualquer custo associado, a utilizadora terá de apontar o telemóvel para os órgãos genitais e esperar que a aplicação inicie. Para isso deve ter vestida uma peça de roupa interior concebida para o efeito, com um padrão que o telemóvel vai reconhecer e que terá um custo – a definir quando o projeto começar a ser comercializado, "dentro de alguns meses".

Surgirá então no ecrã uma imagem ilustrada do pavimento pélvico (ou períneo), igual para todas as utilizadoras e com múltiplas possibilidades interativas. Teresa Almeida sublinha que "não se trata de uma fotografia ou imagem real" e que o gesto é apenas simbólico - inspirado numa ação educativa frequente no Reino Unido, em que "uma enfermeira se desloca às salas de aula e distribui um espelho às alunas para que elas olhem através dele para o seu corpo".
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Um dos exercícios sugeridos na aplicação é encaixar os vários órgãos genitais no lugar certo e, argumenta a autora do projeto, "não é a mesma coisa tentar fazer um puzzle em cima da mesa ou tentar fazê-lo no telemóvel com a perceção de que se está a mexer nas peças do próprio corpo". A intenção é suscitar interesse num assunto sensível e reduzir o constrangimento a ele associado. Quem preferir, nem tem de vestir as cuecas - que Teresa Almeida pretende que sejam uma peça de coleção quando for lançada no mercado, com vários modelos diferentes.

A aplicação também convida a tocar nas várias partes do corpo visíveis no ecrã do telemóvel, não só para dar a conhecer as funções que desempenham, mas também como um desafio para as identificar corretamente. "Ao clicar na vulva, no ânus, no clitóris ou noutro ponto, surge o nome biológico dessa parte do corpo e também os nomes mais populares que as pessoas lhes atribuem. O objetivo é, através de um toque de humor, alargar o vocabulário das pessoas, que muitas vezes conhecem as expressões populares e desconhecem a designação biológica", explica Teresa Almeida.

À pedagogia, a Labella junta uma preocupação com a saúde, ao ensinar como se devem fortalecer os músculos do períneo e qual a sua importância. A criadora da aplicação lembra que essa "é a primeira resposta clínica a casos de incontinência urinária e uma medida preventiva do problema, tendo o mesmo efeito preventivo na deslocação de órgãos após a gravidez". Além disso, acrescenta, "a tonificação desses músculos facilita o prazer na atividade sexual". Os exercícios recomendados primam pela discrição: ninguém por perto saberá que os está a realizar e por isso podem ser feitos a qualquer hora e em todo o lado, "até no metro".

Teresa Almeida, nascida há 41 anos na Marinha Grande, emigrou em 2003 para Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde permaneceu até 2006 para fazer um mestrado em design e tecnologia; em 2007 deu aulas de design em Kuala Lumpur, na Malásia; e de 2008 a 2011 foi professora de design e arte interativa em Singapura. Desde 2012, encontra-se na cidade inglesa de Newcastle a trabalhar no doutoramento que está agora a concluir.

* A verdade é que ainda existem conceitos "pudorentos" relativamente à anatomia genital feminina, parece-nos que esta "app" vem ajudar quem mais precisa.


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Mas porque as meninas
têm de comprar as coisas
em cor de rosa?

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ESTA SEMANA NO
"SOL"
Crime em Braga: 
 empresário morto 
denunciou advogados à PJ

«Tornar-se-á mais fácil, na minha opinião, ligar todas as pessoas ao esquema montado, nomeadamente o tal Emanuel Paulino e o Pedro Bourbon. Possuo documentos que o comprovam». Foi em outubro de 2014 que João Fernandes fez esta declaração à Polícia Judiciária, depois de decidir contar tudo sobre o esquema de ocultação de bens a que a sua família tinha recorrido para evitar penhoras. Tinha perdido tudo, estava desesperado e, por isso, decidiu entregar dois dos homens que agora são suspeitos de o matar. Um deles, Pedro Bourbon, seu amigo de longa data.
 
SIMULAÇÃO

A investigação acredita que João foi sequestrado e assassinado em março por ser uma peça-chave num esquema criminoso de apropriação indevida de património. Conhecia os intervenientes, sabia muitos dos seus segredos e carregava consigo o peso de ter arrastado o seu pai e a sua mãe para a teia que lhes tirou o pouco que sobrava de uma vida de riquezas.

Os problemas com a fortuna da família começaram em 2008, quando as empresas de construção do seu pai entraram numa situação financeira que nunca mais viria a ter retorno. Por indicação de João Fernandes, consultaram o advogado Pedro Bourbon, que os aconselhou a «proteger» o património pessoal dos arrestos. Fernando e Maria das Dores, os pais, perceberam de imediato que o que lhes estava a ser sugerido não era legal, mas confiaram no plano do advogado.

Segundo a queixa-crime que viriam a apresentar mais tarde, em 2014, a partir do momento em que os bens passaram para uma ‘sociedade cofre’, a MonaHome Lda, administrada por pessoas da confiança de Bourbon, os pais de João Fernandes ficaram «nas mãos» do advogado.

Apesar do medo em embarcar nesta história, a amizade de João Fernandes com Pedro Bourbon sustentou a confiança da sua família na altura de transferir tudo o que tinha para uma sociedade que não lhe pertencia.

O contrato-promessa
Para que não fossem levantadas dúvidas sobre a venda do património à MonaHome, numa altura em que era previsível que se aproximassem arrestos – dadas as dívidas das empresas do pai – , o advogado Pedro Bourbon arquitetou um plano de que viria a gabar-se junto do seu círculo mais próximo. O objetivo era ter uma sentença de tribunal a obrigar Fernando a entregar os seus bens à MonaHome. Parece difícil? Mas não foi.

Corria o ano de 2010, quando foi acordado que a compra de todo o património – avaliado em cerca de dois milhões de euros – seria sinalizada no contrato-promessa de compra e venda pela sociedade MonaHome com um milhão de euros, sendo o resto dado na escritura. Apesar de ficar escrito que o sinal seria um milhão, só foram entregues 100 mil euros aquando do contrato (e esses 100 mil entregues a Fernando eram do próprio Fernando), havendo a promessa de que os outros 900 seriam pagos até à escritura. O que, apesar de acordado por escrito, nunca aconteceu.

Como em caso de incumprimento o vendedor tem de devolver o sinal em dobro, Bourbon deu ordens a Fernando para faltar à escritura, colocando-o assim de forma voluntária numa situação de incumprimento, que o viria a obrigar a pagar dois milhões à MonaHome. A decisão foi das Varas Cíveis do Porto. Ou seja, o pai de João Fernandes foi obrigado a entregar tudo o que tinha à MonaHome, mascarando ainda mais o plano para esconder património.

«Esta sentença foi o culminar da estratégia para esvaziamento do património pessoal», vieram a revelar mais tarde às autoridades Fernando e a mulher, Maria das Dores, acrescentando que por diversas vezes Bourbon se gabou de que «o esquema estava tão bem montado que até tinha o aval de uma sentença judicial transitada em julgado e que, como tal, era inabalável e indestrutível».

Quando ditou o seu fim
João acompanhou tudo. Até porque antes da solução encontrada para proteger os mais de dois milhões do seu pai também ele já havia recorrido aos advogados para salvaguardar créditos que tinha e aos quais queria evitar arrestos.

Os problemas surgiram a partir do momento em que Pedro Bourbon, o seu irmão Manuel e os restantes suspeitos agora detidos passaram a comandar os destinos do património da família. Entre os créditos de João Fernandes e os bens dos seus pais, estão em causa perto de quatro milhões de euros.
Tudo parecia correr bem até 2013. «O comportamento do Sr. Dr. Pedro Grancho Bourbon alterou-se radicalmente no último ano, tendo começado por protelar a entrega [a Fernando e Maria das Dores] do dinheiro das rendas dos imóveis arrendados e a venda de algum património para realizar dinheiro», lê-se na queixa-crime apresentada pelo casal em 2014, a que o SOL teve acesso.

Na mesma participação lembram que foi aí que a situação saiu do seu controlo: «O acordado seria precisamente que os participantes administrariam sem reservas o património».

Insistências e o primeiro ‘não’
Após a mudança de comportamento, os pais de João Fernandes – que terá sido sequestrado e morto em março – insistiram várias vezes, pedindo que fosse vendido pelo menos um prédio para que pudessem fazer face a algumas dificuldades: «Perante a insistência (...) Bourbon acabou por dizer que [o casal] não tinha direito a rigorosamente nada».

Enquanto bloqueava o acesso aos donos, a MonaHome ia-se desfazendo de parte do património por valores bem inferiores aos de mercado.

Quando os Fernandes souberam disso, as relações azedaram de vez. E, receando perder tudo, acabaram por se juntar a um dos credores a quem tinha tentado fugir com este esquema. Depois de abrirem o jogo, foi decretado um arresto à MonaHome tendo em conta as dívidas de Fernando à empresa desse credor a quem confessaram tudo.

Na chamada ‘empresa cofre’,a MonaHome, havia muitas incongruências: era uma sociedade com capital social de 5 mil euros, detida por dois homens da confiança de Bourbon, Luís Monteiro e Nuno Ferreira, e com um património de dois milhões.
Além disso não era a única sociedade do género ligada ao advogado de Braga, o que pode indiciar que este esquema estava a ser utilizado com diversos clientes.

Queixa arquivada
A queixa-crime apresentada em 2014 pelos lesados pedia uma investigação ao círculo de Pedro Bourbon, bem como às empresas MonaHome, Admirável Légua, Mocho Elegante, Construções Teixeira e Cunha, Tolo Investments e Construccions La Posa, por considerarem haver indícios de burla qualificada e associação criminosa. O Departamento de Investigação e Ação Penal de Braga concluiu, porém, não se verificarem os requisitos da prática de qualquer um dos crimes e decidiu arquivar.
No que toca ao crime de burla, esclareceu o MP que não podia fazer nada, uma vez que «a saída dos imóveis do domínio dos participantes foi realizada com o acordo destes». Foi aberta instrução, mas o juiz confirmou a decisão de arquivamento.

A ‘sentença’ de morte
Na sequência desta queixa-crime, João Fernandes decidiu abrir a boca e apresentar, também ele, uma participação à Justiça. Um passo difícil que só deu após uma conversa com um elemento da PJ.
«Aproveito para lhe informar que após ter estado a prestar declarações, e de uma reflexão, decidi eu próprio dar o passo de apresentar queixa-crime contra as mesmas pessoas, pelo que me fizeram a mim pessoalmente», escreveu no e-mail enviado à PJ e a que o SOL teve acesso.

As autoridades acreditam agora que foi nesse momento que esta guerra ganhou outros contornos. Além de informações sobre os outros elementos do gangue – entre os quais Emanuel Marques Paulino, conhecido como o ‘Bruxo da Areosa’ –, João tinha na sua posse uma prova de que a venda dos terrenos à MonaHome não passava de uma simulação. Isto porque a dada altura tinha conseguido que um dos sócios desta sociedade de fachada lhe cedesse por escrito algumas quotas da mesma. Na prática o documento não tinha grande valor, uma vez que não estava assinado pelos dois sócios, mas em tribunal poderia ser a chave para todo o esquema.

Sobre o ‘Bruxo da Areosa’, apontava-o como o número dois de Pedro Bourbon. «Era o mentor de burlas e esquemas que fazem, semelhantes ao que fizeram com o meu pai», contara nessa altura à PJ.

O dia em que foi raptado
O grupo, constituído pelos dois advogados Pedro e Manuel Bourbon, o ‘Bruxo da Areosa’ e outros quatro elementos ligados a cobranças difíceis, decidiu atacar a 11 de março. Segundo a descrição feita pela filha de João Fernandes, de oito anos, os homens que os abordaram estavam encapuzados e começaram de imediato a agredir com violência o empresário. A criança contou ainda que ouviu os homens gritarem «vamos matar-te». João, que estaria a ser seguido há já vários dias, terá apenas tido tempo para pedir ao grupo que não fizesse mal à filha.

Durante os últimos dois meses, os investigadores colocaram os suspeitos sob escuta e terão concluído que todos sabiam do assassínio do empresário. Em algumas chamadas, os elementos terão mesmo brincado com a esperança da família em reencontrar o empresário vivo.
Nas buscas realizadas esta semana, foram encontradas «várias armas de fogo, gorros, algemas, elevadas quantias de dinheiro e viaturas, entre outros objetos e documentos com relevância probatória».

Os arguidos continuavam ontem à noite a ser ouvidos pelo juiz de instrução.

* Que se faça justiça!

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NÃO PERCA A MEMÓRIA


















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ESTA SEMANA NO
"EXPRESSO"

Moção desafia PS a avançar com iniciativa para despenalização da eutanásia

Assinada por três dezenas de socialistas, a moção defende a despenalização da morte assistida e a legalização da eutanásia em Portugal. Pretende ainda que não seja punível administrar uma injeção a um doente para lhe tirar a vida, considerando que esta é ainda atualmente “a única forma de eutanásia punida pela lei” despenalização da morte assistida e para a legalização da eutanásia em Portugal

Cerca de três dezenas de socialistas subscrevem uma moção a apresentar no próximo Congresso do PS que desafia o partido a tomar iniciativas legislativas para legalizar a eutanásia. O texto da moção, a que a agência Lusa teve acesso, propõe a criação de um grupo de trabalho para discutir a despenalização da morte assistida, grupo a ser constituído por elementos de diversas áreas com relevo para o tema.
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“O objetivo do debate é o de se avançar para a despenalização da morte assistida e para a legalização da eutanásia em Portugal”, refere a moção setorial que vai estar no congresso dos socialistas entre 3 e 5 de junho, mas sem garantias de que seja discutida e/ou votada.

Subscrita por cerca de duas dezenas de deputados e por mais alguns militantes socialistas, a moção defende que o “ato médico de retirar a vida a um doente terminal a seu pedido reiterado e com o seu consentimento deve deixar de ser punível, como o é, atualmente” pelo Código Penal. Pretende também que não seja punível administrar uma injeção a um doente para lhe tirar a vida, considerando que esta é ainda atualmente “a única forma de eutanásia punida pela lei”.

“Administrar uma dose terapêutica para alívio da dor de um doente terminal e replicar essa dose, mesmo que ela possa provocar a morte, já não é ilegal”, defende o texto, inicialmente assinado pelas deputadas Antónia Almeida Santos e Isabel Moreira.

A moção recorda também que atualmente os médicos já são obrigados a respeitar a declaração de vontade do doente quando é pedido que não lhe sejam administrados mais medicamentos ou quando desejam que lhe sejam desligadas as máquinas de suporte de vida. “Não há por isso razões que impeçam o aprofundamento do debate e a adoção de medidas legislativas adequadas, por iniciativa do Partido Socialista, para dar mais um passo na garantia do princípio da autonomia individual e na afirmação dos direitos dos doentes em fase de fim de vida”, lê-se no texto da moção.

Até ao momento, o Bloco de Esquerda é o único partido a ter assumido que avançará com um projeto de lei sobre legalização da eutanásia. O debate sobre a morte assistida foi desencadeado por um movimento de cidadãos, que lançou um manifesto e posteriormente uma petição, que atingiu mais de oito mil assinaturas e será discutida no parlamento.

* A título pessoal não tenho dúvidas de que na altura própria quero ser "eutanizada"

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Couscous de Couve-Flor


com cenouras assadas

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De: Chefe Kiko
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