segunda-feira, 2 de maio de 2016

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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7-OS SEGREDOS DO
LIVRO DO PRESIDENTE
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NA DESPEDIDA DE BARACK OBAMA



* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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4-OUT OF CONTEST

FOR PINA BAUSCH
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BALLET MODERNO NUMA DAS SUAS MAIS BELAS EXPRESSÕES


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HOJE NO 
"DIÁRIO ECONÓMICO"

Berlim proíbe aluguer 
de casas de curta duração

A lei que entra hoje em vigor em Berlim proíbe os proprietários de alugarem os apartamentos para estadas de curta duração. As novas regras estabelecem coimas até 100 mil euros para quem prevaricar.

Aprovada originalmente em 2014, a Lei sobre a Proibição do Uso Indevido de Habitação foi desencadeada pela preocupação pública sobre a falta de apartamentos para arrendar na capital alemã, assim como pelas queixas de barulho dos turistas que passam férias em alugueres de curta duração, revela a notícia da Quartz.
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As pessoas poderão continuar a alugar quartos em suas casas, desde que esses quartos não tenham uma área superior a 50% do total da habitação. Também podem arrendar as casas por curtos períodos de tempo desde que tenham permissão oficial para o fazer mas, para isso, têm de dar uma explicação convincente às autoridades sobre as razões pelas quais precisam de alugar os apartamentos.

A nova regulamentação já começou a surtir efeito nas plataformas de aluguer de casas por curtos períodos de tempo, como a Airbnb. Segundo o site CityLab, à medida que se aproximava a entrada em vigor da nova lei o número de apartamentos para estadas de curta duração foi diminuindo. Em Fevereiro, estavam listados 11 mil apartamentos em toda a cidade e em Março o número caiu para 6.700.

As autoridades de Berlim esperam que, nos próximos meses, surjam no mercado cerca de mil novas casas para aluguer de longa duração e estimam que esse número possa chegar aos 10 mil ao longo do tempo, o que, ainda assim é considerado pouco numa cidade com mais de 3,5 milhões de habitantes.

Os alugueres de casas são muito regulamentados na Alemanha, um país que tem uma das mais baixas taxas de casas próprias entre a população dos países desenvolvidos.

* A esmagadora maioria dos alemães não tem casa própria por isso há necessidade de servir prioritariamente os residentes e depois os turistas ou moradores temporários, o valor da multa é elucidativo, é por isso que a Alemanha é um grande país.


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 MINUTOS DE

CIÊNCIA/99


MATEMÁTICA ENEM

GEOMETRIA ESPACIAL

CONES

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HOJE NO 
"CORREIO DA MANHÃ"

Alunos medeiam conflitos 
e previnem 'bullying'

Estudantes da EB2,3 de Póvoa de Lanhoso vigiam os intervalos.

Os intervalos das aulas na EB2,3 Professor Gonçalo Sampaio, em Póvoa de Lanhoso, são vigiados por "alunos mediadores", que têm como principais incumbências a gestão de conflitos e a prevenção do 'bullying', informou esta segunda-feira fonte daquela escola.

Em comunicado enviado à Lusa, a fonte acrescentou que o grupo de jovens mediadores é formado por 20 alunos dos 8.º e 9.º anos de escolaridade, que receberam formação para o exercício daquela função e que estão no terreno desde janeiro.
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Desde então, refere o comunicado, os conflitos nos recreios diminuíram, assim como as participações disciplinares associadas a ocorrências relacionadas com a convivência dos alunos. "Hoje, a ação dos jovens mediadores é bem aceite pelos seus pares e estes já são uma referência na escola", acrescenta.

Alunos garantem cumprimento do Código de Conduta 
Os mediadores atuam ao nível da gestão de conflitos provocados por zangas, ameaças físicas ou verbais, insultos, tentativas de vandalismo e de incumprimento do Código de Conduta da escola.

A sua ação estende-se também à prevenção do 'bullying', do 'cyberbullying' e de outras formas de pressão continuada e persistente sobre algum aluno.

Trata-se do Programa de Gestão e Mediação de Conflitos nos Recreios, criado naquela escola com o objetivo de minorar os níveis de conflitualidade e de indisciplina nos recreios. O programa assenta num misto de vigilância e de mediação, inicialmente orientada para os maiores intervalos da manhã e da tarde.

Em cada um dos intervalos, atua uma brigada que é composta por dois alunos, jovens mediadores. luntariado.

Estudantes abdicam dos intervalos
Os 20 alunos abdicam de um dos seus intervalos semanais para integrar o programa e cumprir a sua missão de vigiar e de gerir os conflitos entre os seus pares. Integram uma equipa de que também fazem parte duas professoras com formação em Mediação de Conflitos no contexto escolar. Este programa contempla, também, a dinamização do Gabinete de Mediação, que funciona no Gabinete do Aluno. 

O programa foi há dias apresentado aos pais e encarregados de educação, numa sessão em que a diretora da escola defendeu o alargamento da intervenção dos mediadores a outros intervalos e às refeições. Citada no comunicado, a diretora sublinhou que "a intervenção entre pares permite uma abordagem sem o cariz punitivo associado à intervenção por parte do adulto, sendo entendida como uma chamada de atenção para as consequências de alguns comportamentos menos adequados". 

O Programa de Gestão e Mediação de Conflitos da EB2,3 Professor Gonçalo Sampaio integra um plano mais alargado de combate à indisciplina e de erradicação da violência em meio escolar. 

Deste plano, fazem também parte o Código de Conduta (nas salas de aula, nos recreios e nos espaços comuns da escola), o Compromisso Tripartido e várias ações de sensibilização em contexto de sala de aula para prevenção do 'bullying' e do 'cyberbullying', dinamizadas pela GNR.

* Que este belo exemplo dado por jovens alunos seja observado pelos alarves que pontapetearam  o carro da sra. Secretária de Estado.

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III-TERRA SÚOR 

E TRABALHO

2- GADO

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HOJE NO
"OBSERVADOR"

Maria Luís na corrida a líder do PSD? 
No PSD fala-se em “aselhice”

As declarações de Maria Luís Albuquerque sobre uma eventual candidatura à sucessão de Pedro Passos Coelho motivaram reações distintas entre os sociais-democratas. Há os que consideram as palavras da ex-ministra das Finanças “naturais” e outros que as classificam como um “mau momento” e uma “aselhice política” da vice-presidente do PSD.
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É isso que defende, por exemplo, Feliciano Barreiras Duarte, membro da Comissão Política Nacional e deputado do PSD. Ao Observador, o social-democrata diz que as palavras de Maria Luís Albuquerque são “despropositadas” e que devem “ser interpretadas como um mau momento” da ex-ministra.
[Maria Luís Albuquerque] não tem tempo suficiente de militante para se pronunciar sobre esta matéria. O PSD tem muitos militantes que no futuro, e esperemos que esse futuro seja muito longínquo, podem vir a assumir uma candidatura”, sublinha Barreiras Duarte.
Tudo começou com a entrevista de Maria Luís Albuquerque ao Diário de Notícias. Desafiada a comentar a hipótese de, um dia, avançar para a liderança do partido, a vice-presidente do PSD foi muito clara em relação ao despropósito da questão: a sucessão de Passos “não está em cima da mesa”. Mas a resposta de Maria Luís não ficou por aqui. Perante a insistência dos jornalistas, a ex-governante acabou por não fechar a porta a uma eventual sucessão de Passos. “Relativamente a matérias dessa natureza não se deve dizer nunca. Depende muito das circunstâncias. Se me pergunta se tenho vontade ou se tenho essa intenção, não a tenho, mas nestas matérias afirmações absolutas de nunca parecem-me contraproducentes”.
Ora, Luís Marques Mendes acabaria por dar uma outra dimensão às palavras de Maria Luís. No seu habitual espaço de comentário, na SIC, o ex-líder do PSD classificou as declarações da ex-ministra das Finanças como um “erro“, que “fragiliza” e “enfraquece” a atual liderança de Passos.
Ao Observador, mesmo aqueles que reconhecem que Maria Luís não esteve bem preferem classificar a afirmação da vice do PSD como uma “aselhice” mais do que como uma “farpa política” propriamente dita. “Foi um pequeno descuido“, diz um deputado social-democrata. “Alguma falta de habilidade” e “de experiência política” de quem “poderia ter cortado logo a questão, dizendo que esse era um não-assunto”, atesta outro. “No limite, e só mesmo no limite, pode ter sido uma forma de Maria Luís se posicionar para o futuro”, reconhece outra fonte social-democrata que prefere não ser identificada.
Pedro Pinto, um velho amigo de Pedro Passos Coelho, que acompanhou todo o processo de ascensão política do ex-primeiro-ministro, desvaloriza. Com muita ironia, e sem se pronunciar concretamente sobre as declarações da ex-ministra das Finanças, Pedro Pinto atira:
Candidatos à liderança do PSD já conheço pelo menos uns dez. Mais candidato, menos candidato, não faz diferença. Com todo o respeito pela opinião do dr. Luís Marques Mendes, o posicionamento de qualquer um dos dez candidatos não fragiliza em nada a liderança [de Pedro Passo Coelho]. É de rir à gargalhada“.
A mensagem, mesmo entre os que condenam a precipitação da ex-ministra das Finanças em posicionar-se como eventual candidata, é uma: o partido está com Passos Coelho. É isso que verbaliza Fernando Virgílio Macedo, líder da distrital do PSD/Porto: “Não faz sentido falar de eventuais candidaturas à liderança do partido” quando Passos foi “eleito há dois meses, para um mandato de dois anos”.

Miguel Santos, vice-presidente do PSD/Porto, prefere desvalorizar as palavras de Maria Luís Albuquerque. “Não existe qualquer embaraço. A sucessão de Passos está completamente fora de questão. Não há assunto”, atira o deputado social-democrata.

O vice-presidente da distrital de Santarém, Duarte Marques, concorda. “Qualquer militante do PSD tem a obrigação de nunca fechar a porta a uma eventual candidatura à liderança. Tentar extrapolar ou criar outras interpretações é uma questão de má-fé”. Referindo-se ao comentário de Marques Mendes (que classificou as declarações de Maria Luís como um erro), o deputado social-democrata é perentório: “Não é erro. Erradas são as conclusões” que se tentam retirar de “uma declaração perfeitamente normal”.

No PSD, no entanto, há muito que existe a perceção de que Pedro Passos Coelho estará a preparar uma eventual linha de sucessão em torno de figuras com Jorge Moreira da Silva, que o sucedeu na liderança da JSD, ou precisamente de Maria Luís Albuquerque.

O facto de a ex-ministra não ter fechado a porta a essa sucessão pode ser interpretado como uma forma de marcar lugar na pole position social-democrata? “Acho, muito honestamente, que ela não teve essa intenção“, reitera Virgílio Macedo.

Também Pedro do Ó Ramos, deputado social-democrata e presidente da Comissão Política Distrital do PSD de Setúbal, círculo pelo qual Maria Luís foi eleita deputada, acredita que a ex-ministra não se tentou “colocar em bicos de pés”. “Maria Luís não estava a falar de um cenário que se venha colocar” a médio e longo prazo.

No futuro, e se assim o entender, terá luz verde, diz o deputado. “Maria Luís Albuquerque é o presente e o futuro do partido. Se tiver disponibilidade e se for essa a sua vontade tem todo o perfil para vir a liderar o PSD no futuro”.

* A história do PSD está recheada de aselhices, desde os primórdios, já ninguém se lembra que o líder Sá Carneiro foi escorraçado para fora do partido para dar lugar a um  triunvirato, já ninguém se lembra que o  PSD escolheu para candidato às presidenciais, um general  com suspeitas ligações à Pide/DGS, já ninguém se lembra que o PSD escolheu outro candidato às presidenciais um indivíduo que não subscreveu a Constituição da República, já ninguém se lembra que  um presidente do PSD, senhor de uma sofreguidão monetária, deixou  a liderança do governo para  ir genuflectir à sra. Merkel, já ninguém se lembra que um dos principais ministros do anterior governo era licenciado em aselhas equivalências, francamente, a aselhice da sra. Maria não passa duma aselhicezinha.Ganda Nóia.


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FAUSTO LEITE

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Direito laboral: 
Férias, pagamento de trabalho suplementar e insolvência

Fausto Leite responde a questões sobre direitos dos trabalhadores. Envie as suas perguntas para visaosolidaria@impresa.pt

1- Férias e trabalho suplementar
Trabalho num supermercado como operadora. A minha jornada de trabalho é de 7 horas, tenho uma folga fixa à quarta-feira e uma folga num domingo por mês.

Entrei de ferias a 21 de março e fui trabalhar dia 28. Quantos dias tirei de ferias?
Quando estou a fazer o turno da tarde a minha hora de saída é às 21h, mas nunca saímos antes das 22h e essa hora não é paga.
Posso chegar ao pé do patrão e dizer que me venho embora?

De 21 a 28 de Março, só gozou 4 dias úteis, porque o dia 25 de Março foi feriado (sexta-feira santa).
Não deve ameaçar com a saída, porque a falta de pagamento de uma hora diária de trabalho suplementar não constitui justa causa de resolução do contrato.
Antes de mais, pode reclamar o seu pagamento, com mais 25% (art. 268º, nº 1, alínea a) do Código do Trabalho). Se a reclamação não for atendida, pode participar esta “contra-ordenação grave” à ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho) e, se não resultar, recorrer ao Procurador da República junto do Tribunal ( Secção do Trabalho) mais próximo da sua residência.

2- Férias com o fim do contrato
Trabalhei durante 16 anos numa empresa e decidi sair de livre vontade para ter mais tempo para a minha filha. Tenho uma dúvida quanto aos subsídios de férias e de Natal: sendo eles pagos em duodécimos tenho direito a recebê-los na mesma? Termino o contrato a 30 de abril de 2016.
Se respeitou o aviso prévio de 60 dias e não gozou férias durante este período, terá direito à retribuição das férias e ao subsídio de férias vencidas em 1/01/2016 (que iria gozar e receber em 2016) e ainda à retribuição das férias respeitantes a 2016, na parte proporcional (4/12 X vencimento mensal). 

3-Falta de pagamentos de trabalho suplementar
Em 2013 e 2014 trabalhei 33 sábados e a minha entidade patronal ainda não me pagou nem me deu dias descanso.
O que posso fazer para os receber? 
Antes de mais, deve reclamar o pagamento desse trabalho suplementar (retribuição com mais 50%), directamente, ao seu empregador.
Se este recursar o pagamento, pode participar à ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho) e, se não for sindicalizado, solicitar o patrocínio do Ministério Público junto do Tribunal (agora Secção) do Trabalho mais próximo.

4-Insolvência e Fundo de Garantia Salarial
A 30 de abril de 2012 fui despedida no âmbito de um despedimento colectivo pelo administrador de insolvência na empresa onde trabalhava (eu e mais 4 pessoas). A empresa tinha pedido insolvência em 4 de janeiro de 2012 e a falência foi dada a 7 de abril de 2014.
Entreguei os documentos na Segurança Social para o Fundo de Garantia Salarial e, em junho seguinte, foi aprovado na assembleia de credores o PER (começariam a pagar aos trabalhadores em novembro de 2013). Como não cumpriram, pedi a fiscalização do PER ao administrador da insolvência.
Entretanto, o fundo de garantia salarial indeferiu o meu pedido por a empresa ter PER.
O administrador da insolvência pediu a sua falência/extinção que foi dada pelo tribunal a 7 de Abril de 2012. Em junho entregou-me em mãos novo documento para o Fundo de Garantia Salarial. Entreguei tudo.
Entretanto recebo o indeferimento porque dizem que estou a reclamar créditos emergentes que não são dos 6 meses antes ou posteriores da insolvência, como o meus créditos são anteriores a 1 de setembro de 2012 dizem que não têm de pagar.
O mais estranho ė que houve quem tivesse recebido e foi despedido no mesmo dia que eu e até anteriormente. Como posso proceder?

Não conheço o processo de insolvência, nem o PER, nem os seus créditos, nem o requerimento para o FGS, nem a data do indeferimento, para me pronunciar com rigor. Adianto, apenas, que, segundo o nº 4 do art. 2º do Regime do Fundo de Garantia Salarial (FGS), aprovado pelo Decreto-Lei nº 59/2015, de 21/04/2015:
“O Fundo assegura o pagamento dos créditos previstos no n.º 1 que se tenham vencido nos seis meses anteriores à propositura da ação de insolvência ou à apresentação do requerimento no processo especial de revitalização…”.
Se os créditos não se venceram nos 6 meses anteriores ao início da acção de insolvência, conforme a declaração do administrador de insolvência, o FGS nada pagará. Tudo depende dos créditos e da data do seu vencimento, que podem não ser iguais aos dos seus colegas a quem o FGS efectuou o pagamento.
Se não resultar a reclamação, poderá apresentar queixa ao Provedor de Justiça (Rua do Pau de Bandeira 9, 1249-088 Lisboa), uma vez que, embora legal, se afigura injusto este regime do FGS.

5- Compensação por trabalho extraordinário
Sou auxiliar de radiodiagnóstico num hospital privado com horário fixo das 9h às 18h de segunda a sexta. Pediram-me para trabalhar alguns sábados das 8h30 às 13h. Poderia esclarecer-me sobre os meus direitos ao sábado?
O trabalho suplementar ao sábado confere direito ao pagamento, no mínimo, do acréscimo de 50% por cada hora (art. 268º, nº 1, al. b) do Código do Trabalho). Neste caso, além da retribuição proporcional das 4,5 horas, deve receber mais metade desse valor.

Advogado especialista em Direito do Trabalho


IN "VISÃO SOLIDÁRIA"
29/04/16

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857.UNIÃO


EUROPEIA



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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

"Visitar a Europa faz um americano
. sentir-se bem com o seu país"

Paul Krugman está em Lisboa e escreve um artigo pessimista sobre a "economia diabética" da Europa, partindo da situação portuguesa

"As coisas estão terríveis aqui em Portugal, mas não tão terríveis quanto estavam há um par de anos.

A mesma coisa pode ser dita sobre a economia europeia como um todo. E isso são, julgo eu, boas notícias". É assim que Paul Krugman, Nobel da Economia, começa o seu artigo de opinião publicado esta segunda-feira no The New York Times, escrito de Lisboa, onde Krugman se encontra para uma conferência. No texto, a que chamou "A Economia Diabética", o economista discorre, numa ótica pessimista, sobre a recuperação da economia europeia, utilizando a situação portuguesa para lançar o tema.
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"As más notícias", continua Krugman no mesmo artigo, "são que oito anos depois do que era supostamente uma crise financeira temporária, a fraqueza económica prossegue, sem fim à vista. E é algo que deveria preocupar toda a gente, na Europa e não só".

Krugman começa depois por elencar os aspetos positivos em relação à zona euro, que finalmente conseguiu descer a taxa de desemprego para pouco mais de 10% , mas ressalva: nos Estados Unidos da América, a economia já cresceu 10% em relação aos níveis pré-crise e o desemprego já é inferior a 5%.

O economista parte depois para uma análise dos mercados financeiros, referindo-se especificamente às baixas taxas de juro, recuperando uma analogia de Narayana Kocherlakota, presidente da Reserva Federal do Minneapolis, para comparar o efeitos das baixas taxas na Europa com o do medicamento na doença crónica: "Respondendo aos críticos do dinheiro fácil que denunciam as baixas taxas de juro como artificiais, porque as economias não deveriam necessitar de mantê-las tão baixas, ele [Narayana Kocherlakota] sugere que comparemos as baixas taxas de juro com injeções de insulina que os diabéticos têm de levar. Estas injeções não fazem parte de um estilo de vida normal, e muitas têm efeitos secundários, mas são necessárias para atenuar os sintomas da doença crónica", resume. "No caso da Europa, a doença crónica é a fraqueza persistente nas despesas". E acrescenta: "a insulina do dinheiro barato ajuda a lutar contra essa fraqueza, ainda que não forneça a cura".

Krugman deixa ainda um alerta sobre a incapacidade da Europa para lidar com uma nova crise, seja ela no seu seio - na Grécia ou devido ao Reino Unido, após o eventual Brexit - ou por causa de uma recessão na China.

O economista deixa, porém, um conselho: "Não é difícil de ver aquilo que a Europa deveria estar a fazer para curar a sua doença crónica", escreve, referindo-se à necessidade de aumentar a despesa pública, especialmente nos países do centro europeu - Alemanha e França - o que iria possibilitar o crescimento das economias, mesmo as periféricas, como as de Espanha ou Portugal. "Mas fazer a coisa certa parece estar politicamente fora de questão", lamenta.

Numa nota de certa ironia, Krugman escreve mesmo: "vamos pô-lo desta maneira: visitar a Europa pode fazer um americano sentir-se bem com o seu próprio país".

* "Economia Diabética" é um excelente nome para a economia europeia.

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10-OPERAÇÃO CONDOR
TERRORISMO DE ESTADO

NA AMÉRICA LATINA

ANOS 70 

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ÚLTIMO EPISÓDIO

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VII-Engenharia Extrema

1-PLTAFORMA
DE GÁS TROLL


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HOJE NO
"RECORD"

Viana do Castelo acolhe 
Nacionais de Trampolim

Cerca de 300 ginastas em representação de 39 clubes vão participar, durante o mês de maio, em Viana do Castelo, nos Campeonatos Nacionais de trampolim individual e sincronizado, apresentados esta segunda-feira pela organização.
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De acordo com o vice-presidente da Federação Portuguesa de Ginástica, Luís Arrais, trata-se da "maior prova nacional" da modalidade, que este ano vai ter "um novo recorde" de clubes participantes, 39 no total, e "mais ginastas" do que na edição anterior, com 210 ginastas na modalidade de trampolim individual e 76 pares de trampolim sincronizado.

"Entre eles, vamos ter muitos dos nossos campeões da Europa, alguns campões do Mundo e os três ginastas que estiveram no 'test event' para apuramento aos Jogos Olímpicos. Naturalmente vão estar a Ana Rente e o Diogo Abreu, já apurados para os Jogos Olímpicos do Rio 2016", explicou.


O responsável, que falava a bordo do navio-museu Gil Eannes durante a apresentação da prova, desafiou ainda a autarquia de Viana do Castelo, que com a Escola Desportiva de Viana (EDV) participa na organização da prova, para, "face ao crescendo de atividade gímnica, a cidade concorrer à realização de uma Taça do Mundo da modalidade".

"Viana do Castelo tem tudo para que dê certo", frisou.

O vice-presidente da autarquia e vereador do Desporto, Vítor Lemos, "anotou" o desafio e sublinhou que "Viana do Castelo é uma cidade que se tenta afirmar e projetar também através da realização de eventos desportivos".

O campeonato nacional de trampolim individual e sincronizado vai decorrer no centro cultural, na frente ribeirinha da cidade.

* Desejamos que nos Nacionais de Trampolim  se obtenham bons resultados.

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Madredeus

O Sonho

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HOJE NO 
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Secretária de Estado recebida 
com insultos na Mealhada

A secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, foi recebida, este sábado, com insultos e protestos na Mealhada.

Cerca de 300 pessoas furaram o cordão policial e rodearam o carro da governante, no qual desferiram vários murros. Durante a confusão, uma militar da GNR sofreu ferimentos ligeiros naquele que foi o primeiro momento de tensão entre populares e membros do atual Governo.
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Alexandra Leitão estava no Cineteatro Messias no 7.º Encontro com a Educação enquanto algumas centenas de pais, professores e alunos de estabelecimentos de ensino privados protestavam, no exterior, contra a intenção do Governo de alterar a política dos contratos de associação.

A secretária de Estado saiu por uma porta lateral do Cineteatro e dirigiu-se para o automóvel quando os incidentes se precipitaram. Os protestantes furaram o cordão de segurança montado pelas autoridades e rodearam o carro de Alexandra Leitão, que não ganhou para o susto.

Segundo apurou o JN, o automóvel ainda foi alvo de vários murros antes de arrancar.

A pressão dos protestantes para chegar ao carro fez cair uma militar da GNR, que ficou com ferimentos numa mão, num ombro e numa perna. Recebeu tratamento hospitalar, mas teve alta pouco depois, segundo disse à agência Lusa fonte do Comando Territorial de Aveiro da GNR.

A Câmara da Mealhada lamentou os incidentes e manifestou solidariedade à militar.

* 300 alarves que não são punidos.

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'ESPERTINHAS'

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Como as máquinas automáticas detectam moedas falsas
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HOJE NO 
 "JORNAL DE NEGÓCIOS"
Aveiro cria microcarro 
para destronar “papa-reformas”

Emanuel Oliveira, estudante da Universidade de Aveiro, desenvolveu um microcarro que parece um crustáceo e promete fazer frente aos “papa-reformas”. Assim a indústria nacional queira segurar este volante.
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Chama-se E01 e quer trazer rapidamente o futuro para as estradas portuguesas. "Assim da indústria nacional surja uma mão para segurar este volante", desafia a Universidade de Aveiro (UA), onde Emanuel Oliveira, estudante do Mestrado em Engenharia e Design de Produto, desenvolveu um microcarro que "de pequeno tem apenas as dimensões".

Inspirado nas estruturas naturais, o E01 foi desenhado "para fazer concorrência aos carros eléctricos e valorizar a percepção dos microcarros". O seu exterior, "tal como os crustáceos, é constituído por partes que formam um elemento único, que é ao mesmo tempo a carroçaria e o chassis que envolve e sustenta todo o interior do veículo", descreve a UA, em comunicado.

Com capacidade para quatro pessoas "e preparado para ser produzido com o mínimo de material possível para o máximo de rigidez estrutural", o E01 é resultado da tese de mestrado de Emanuel Oliveira e valeu-lhe um 19.

De acordo com a UA, a grande novidade do E01 passa pela aposta na inovação estrutural do veículo. Nos métodos aplicados actualmente pela indústria automóvel, aponta o estudante, "a componente estrutural encontra-se absorvida por elementos que a disfarçam ou a ocultam e cuja complexidade de montagem se reflecte nos custos de produção".


Adicionalmente, em resultado da análise da evolução histórica desta tipologia de veículos e do mundo envolvente, "são facilmente detectados alguns indícios de mudança na forma de se conceberem as estruturas, como, por exemplo, nas obras arquitectónicas de Zaha Hadid, ou nos produtos desenvolvidos por Ross Lovegrouve".

Com quase 2,5 metros de comprimento por 1,60 de altura, o E01, sustenta ainda UA, "contraria a tendência dos carros com estas dimensões que o mercado já tem à disposição e que são pautados, na generalidade, por formas bastante regulares e rectilíneas".


Assim, e "no seguimento de algumas abordagens que começam a surgir sobretudo na arquitectura, a inspiração nas soluções apresentadas por elementos naturais no E01, apelidadas de biodesign, resulta num veículo onde a estrutura assume um papel preponderante na morfologia final, ou seja, aquilo que é conhecido como chassis passa a fazer parte da ‘casca’ que o compõem, estando exposto".
O microcarro desenhado na UA "apresenta assim uma grande versatilidade de uso pouco recorrente actualmente no mercado, em veículos com as mesmas dimensões", desde "a possibilidade de transportar quatro pessoas ao rebatimento dos bancos traseiros".
Com abertura em sistema de "tesoura" das duas portas laterais, o desenho final do E01 resultou num veículo onde os painéis do guarda-lamas frontais e traseiros, capô e portas "provocam uma sensação de flutuação, criando um dinamismo" que Emanuel Oliveira diz não se encontrar nos possíveis concorrentes de mercado.

Preço, segurança e versatilidade são oportunidades para o E01


"A concorrência neste segmento de mercado é forte, dado que existem propostas como o Smart Fortwo, o Renault Twizy e os próprios microcarros, mais informalmente conhecidos como papa-reformas", aponta Emanuel Oliveira.


Porém, ressalva o jovem designer formado na UA,"todos apresentam falhas, ora pelo elevado preço, ora por razões de segurança e versatilidade de uso, ou até mesmo questões estéticas, sendo também estes alguns dos pontos onde se encontraram as oportunidades" para o desenvolvimento do projecto do E01.

Em termos de motorização, o E01 "está pensado para recorrer a um motor eléctrico, onde a potência é transmitida às rodas traseiras, como o posicionamento das baterias no chão do veículo, melhorando desta forma a o seu desempenho, performance e comportamento em utilização".

Concebido o microcarro, terá o E01 "rodas" para ser industrializado? "Um dos objectivos a longo prazo desta investigação era precisamente a viabilização da mesma", reconhece Emanuel Oliveira, realçando que em Portugal "não faltam os muitos clusters tecnológicos dedicados, entre outros aspectos automobilísticos, à produção de componentes para veículos, e que podem convergir para a produção do veículo"


Neste caso, "será necessário investimento financeiro, sendo que o ‘know how’ está assegurado não só por esta investigação, bem como por outras de diversas áreas dentro deste tema, e ainda pelos profissionais que integram esta indústria, pretendendo esta investigação dar algum contributo adicional", conclui este jovem empreendedor.


Desenhado por Emanuel Oliveira, o projecto E01 foi orientado pelos docentes da UA Paulo Bago de Uva, do Departamento de Comunicação e Arte, e João Oliveira, do Departamento de Engenharia Mecânica.

* A "inteligência portuguesa" abunda, valha-nos isso!

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