quarta-feira, 6 de abril de 2016

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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II."PORQUE NÓS

FUGIMOS"!



4- FUGINDO  DO
 ESTADO ISLÂMICO

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HISTÓRIAS DE SOFRIMENTO



* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


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Yanis Varoufakis


DiEM25

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Para salvar a União Europeia de si própria

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HOJE NO 
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

Impedir despejos por dívidas tributárias:
 o que dizem os fiscalistas

Numa altura em que o Parlamento se prepara para impedir despejos por dívidas tributárias, o Negócios pediu a dois fiscalistas um olhar técnico sobre o diploma. O princípio é bom, mas são precisos alguns retoques na redacção. 

Os deputados votam esta quarta-feira, 6 de Abril, a versão final da proposta que pretende impedir que quem tem dívidas ao Fisco possa ser despejado da sua casa própria. Para os fiscalistas ouvidos pelo Negócios, o propósito é meritório, mas são precisos alguns acertos técnicos para a lei ficar mais clara e facilitar a sua execução.
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Diogo Bernardo Monteiro, sócio da FCB, começa por apontar a definição de habitação própria permanente, que é o activo que os deputados pretendem proteger da venda.

"Embora o conceito de habitação própria permanente seja usado em sede de IRS e de IMT, não existe um registo fiscal sobre o mesmo. Sem haver troca de informações, a Autoridade Tributária (AT) não tem forma de verificar se uma casa declarada como habitação própria permanente é mesmo a habitação permanente do contribuinte", uma situação que cria insegurança jurídica.

Para se perceber melhor, imagine-se um contribuinte que comprou uma casa, a declarou para efeitos de IMT como habitação própria permanente mas que entretanto a emprestou ou arrendou sem declarar. "Como se sabe que já não é habitação permanente? Como se faz a prova? Como é que o contribuinte pode contestar?", questiona o advogado, para quem estas questões têm potencial de discussão entre a AT e o contribuinte.

Serena Cabrita Neto, da PLMJ, concorda que será necessário densificar estes procedimentos, mas admite que tal se faça através de uma circular, pela AT. "Sendo um direito, a lei talvez pudesse ser mais explícita". Não o sendo, "julgo que a AT terá de esclarecer por circular os requisitos".

Uma segunda dúvida que o diploma levanta tem a ver com os escalões de IMT. Genericamente estabelece-se que um imóvel pode ser penhorado, mas não vendido pela Autoridade Tributária" se o seu valor não atingir a taxa máxima em sede de IMT (574.323 euros) – nestes casos, a suspensão só dura um ano, findo o qual, a casa é posta é venda pelo Fisco.

O IMT é, contudo, um imposto que incide sobre o valor patrimonial tributário ou sobre o valor de transacção do imóvel, consoante o que for mais alto, pelo que não se percebe qual deles é que serve de patamar, afirma Diogo Bernardo Monteiro, que lembra ainda que o IMT tem duas tabelas (uma para habitação própria permanente, outra para outros prédios), e que o diploma não distingue qual delas deve ser aplicada.

Para Serena Cabrita Neto esta é a principal imprecisão do diploma, porque "um imóvel pode ter sido sujeito à taxa máxima de IMT aquando da sua transmissão mas não ter esse valor patrimonial tributário".

Ainda neste ponto, Diogo Bernardo Monteiro questiona a mudança abrupta de escalão e que leva a discrepâncias como a seguinte: "Se um prédio valer 574.322 euros não pode ser vendido, mas se valer mais 5 euros já o pode". Aqui, diz o advogado, mais valia ter sido coerente e ter seguido um método progressivo, aproveitando os escalões do IMT, com níveis de isenção por escalão.

Por fim, há ainda referência aos prazos de prescrição, que o projecto de lei prevê que se suspendam durante o período em que o imóvel está penhorado mas sem poder ser vendido. Mas neste aspecto as opiniões dividem-se.

Diogo Bernardo Monteiro acha que "só faz sentido suspender um prazo de prescrição se a Autoridade Tributária não puder ir avançando com o processo", o que não acontece neste caso. Não podendo vender a casa, o Fisco pode ir procurando outros activos para penhorar, pelo que ao suspender o prazo de prescrição "estou a promover a ineficiência da AT, com prejuízo para o contribuinte", diz o advogado. Já Serena Cabrita Neto vê a decisão como "justa", já que não faz sentido o Fisco abdicar de um direito e deixar os prazos de prescrição a correr.

O advogado e sócio da FCB deixa ainda um comentário lateral, de fundo. Um relacionado com a injustiça que o diploma encerra ao apenas proteger o direito à habitação própria. "O direito à habitação é universal, mas um proprietário não pode ser despejado e um inquilino pode", assinala. "Então e se eu for arrendatário? Porque não há lei que impeça que o salário seja penhorado até ao montante necessário para pagar a renda?, questiona o advogado".

* Quando as leis que têm um objectivo humanitário e são redigidas de modo enviesado só vão beneficiar os grandes escritório de advogados, até parece de propósito.

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ANNA SUI

FULLF ASHION SHOW
PRIMAVERA/VERÃO
2016

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HOJE NO 
"DESTAK"

Cinemateca Portuguesa recebe prémio
 em Paris por ser 
"uma grande cinemateca mundial"

A Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema vai receber o Prémio Henri Langlois, em Paris, a 11 de abril, por ser "uma grande cinemateca mundial", disse à Lusa Frédéric Vidal, diretor-geral da associação que atribui o galardão. 
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"A cinemateca de Portugal é uma grande cinemateca europeia, mundial, com uma coleção excecional. Anualmente, homenageamos uma cinemateca pelo seu trabalho, pela vontade de preservar, divulgar e restaurar tesouros cinematográficos", declarou Frédéric Vidal.

O prémio, atribuído na categoria "Cinematecas e Restauros", já tinha sido entregue aos arquivos do CNC francês, às cinematecas de Bolonha, Berlim, Amesterdão, Luxemburgo, São Paulo e ao Instituto Lumière de Lyon. 

* Uma instituição ao serviço da 7ª Arte em Portugal, é uma honra.

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V-GENOMA HUMANO
3 - DESCOBRINDO
PODERES  OCULTOS

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HOJE NO 
"i"

“Dear Maria Luís”
 as cartas que comprometem 
a ex-ministra no Banif

A documentação que chegou aos deputados da comissão de inquérito ao Banif tem inúmeras cartas trocadas entre as autoridades europeias e nacionais.


A ex-ministra das Finanças, que é hoje ouvida no parlamento, foi confrontada sucessivamente pela Comissão Europeia com os atrasos na solução para o Banif.
Só quando o governo PSD já estava em gestão, prestes a ser substituído pelo executivo de António Costa, lançou o concurso de venda que falhou.
 
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12 de dezembro de 2014
Banif adiado para não pôr em risco saída limpa
“Dear Maria Luís.” A comissária europeia da Concorrência, Margrethe Vestager, começa a carta num tom amigável, mas depressa aumenta a pressão. 
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Dear Maria Luís
Questiona o “longo período de tempo” que decorreu desde que o Banif recebeu ajudas públicas sem que tivesse sido apresentado um plano de reestruturação “credível” e faz uma revelação: os prazos para que os problemas do banco fossem corrigidos foram sendo adiados para “não pôr em risco a saída do programa de assistência financeira”. Mas depois de um plano de reestruturação apresentado em outubro, chumbado por Bruxelas, a pressão sobe. As autoridades nacionais tinham apresentado sucessivas versões do plano, mas estas levantaram sempre “dúvidas na avaliação de viabilidade”. A comissária aceita a argumentação do governo, que se queixava de falhas na administração do banco, mas pede ao executivo português rapidez na substituição de Jorge Tomé, de modo que fosse possível apresentar um novo plano de reestruturação até março de 2015. Se tal não acontecesse, abriria uma investigação aprofundada ao Banif. Nesta carta são até sugeridos os moldes de um plano de reestruturação que seria aprovado em Bruxelas: a separação de ativos do banco. Os mais problemáticos iriam para um veículo especial e os bons ativos teriam de ser vendidos até final de 2017. O plano nunca avançou. Este plano não foi entregue e a Comissão abriu, de facto, uma investigação aprofundada em julho de 2015.
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 27 de março de 2015
Banif tem interessados mas ex--ministra não consegue mudar administração do banco
Uma carta de Maria Luís Albuquerque à comissária europeia da Concorrência, em resposta à carta de dezembro da Comissão, indica que existem dois interessados em comprar o banco. Este recebeu “um número de cartas de intenção de investidores que pretendem comprar a posição do Estado [60% do capital]”, indica a missiva citada pelo “Negócios” que anexa duas propostas de compra do Banif - uma do banco Haitong e a outra do fundo Cobussen & Partners. Contudo, Maria Luís Albuquerque revela que ainda não conseguiu encontrar quem substituísse Jorge Tomé na presidência executiva do Banif. “Lamento informar que a pessoa que tinha a intenção de nomear para CEO do Banif não conseguiu formar a equipa que considerava essencial para gerir o banco e recusou o convite.” Jorge Tomé acabou por manter--se como CEO do Banif e, com o resvalar dos prazos dados pela Comissão, Bruxelas acabou mesmo por abrir a investigação ao banco.
 
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12 de novembro de 2015
Bruxelas faz ultimato. Ex-ministra lança concurso e deixa decisão para o Governo seguinte
Numa carta de 12 de novembro, a Comissão Europeia dava a última oportunidade a um plano de reestruturação “credível” do Banif e colocava a primeira semana de dezembro como limite para apresentação de uma solução. A carta é dirigida à secretária de Estado do Tesouro, Isabel Castelo Branco, braço direito de Maria Luís para as questões financeiras. 
O vice-governador do Banco de Portugal, José Ramalho, é outro destinatário. A Comissão manifesta “dúvidas sobre a viabilidade do Banif” e “sérias preocupações com o cronograma para quaisquer decisões da Comissão quanto a ajudas públicas” ao banco. Esse prazo seria essencial para que a Direção-Geral da Concorrência, em Bruxelas, pudesse aprovar um plano de reestruturação do banco com “os parâmetros concretos de eventuais ajudas públicas”. Mas a ministra optou antes por lançar um processo de venda da instituição, que não foi bem-sucedido. O concurso de venda acabou para lá do prazo dado pela Comissão (20 de dezembro) e não foram encontrados compradores que pudessem salvar a instituição sem a necessidade de mais ajudas públicas. O banco foi alvo de uma medida de resolução.

* Nem Teixeira dos Santos conseguiu ser tão incompetente.

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JOÃO PEDRO MARQUES

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Comboios 
rigorosamente  vigiados

Não havia turmas mistas nas escolas e liceus que frequentei, nos anos 50 e 60, ou só as havia na fase final do ensino liceal e em casos muito particulares. Era muitas vezes assim, nesse tempo, e não apenas no âmbito escolar. Masculino e feminino costumavam ser sinónimos de mundos separados. Felizmente, a partir dos anos 70, o Portugal censório e puritano onde as mulheres não usavam biquíni foi-se abrindo a outras formas de ver e as coisas, nesse plano, mudaram substancial- mente. O horizonte das meninas e das mulheres tornou-se mais amplo, mais justo, e nas últimas décadas masculino e feminino passaram a coexistir e socializar nos mesmos espaços, salvo algumas exceções que têm que ver com o pudor e a nudez. Mas, tirando essas exceções, as mulheres frequentam com total à-vontade quase todos os espaços dantes reservados aos homens, da parada do quartel às bancadas do estádio de futebol. Ainda há "santuários" masculinos, como a taberna, por exemplo, mas estão em vias de extinção.

Essa tem sido a nossa maneira de viver, idêntica à de todas as sociedades não segregadas do Ocidente, que prezam e encorajam a igualdade entre sexos, e ainda bem que assim é. Foi, por isso, com alguma inquietação que soube que uma companhia ferroviária regional alemã, a Mitteldeutsche Regiobahn, decidira criar carruagens exclusivamente para mulheres na linha que liga Leipzig a Chemnitz. Essas carruagens estarão à disposição das passageiras que viajem sozinhas ou com crianças de idade inferior a 10 anos.
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Alguma imprensa associou essa medida ao medo causado por gangues de muçulmanos. Certos jornais lembraram os acontecimentos da noite de fim de ano junto à estação de comboios de Colónia, na qual dezenas de mulheres sofreram ataques de natureza sexual por parte de homens de aspeto árabe. Um desses homens, um argelino, acaba, aliás, de ser formalmente acusado pela justiça alemã e vai ser levado a julgamento. O representante da Mitteldeutsche Regiobahn negou que a decisão de criar carruagens só para mulheres estivesse ligada aos acontecimentos de Colónia ou a problemas de assédio sexual. A ideia, disse ele, partiu das passageiras, "que querem mais privacidade", mas é muito provável que a palavra "privacidade", neste contexto, signifique sobretudo "segurança". Vem, aliás, a propósito lembrar que também no Reino Unido o problema se coloca, com premência, e que o próprio Jeremy Corbyn, o líder dos trabalhistas, sugeriu que, em horário noturno, os comboios britânicos passassem a ter carruagens exclusivamente para mulheres, que assim estariam mais defendidas de agressores sexuais. E algo de semelhante já foi pensado para o metro londrino.
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Não sei se estas precauções foram geradas por agressões de muçulmanos ou se tiveram uma origem e um âmbito mais abrangentes. Em teoria podemos até admitir que, em certos casos, e como afirmou o porta-voz da companhia ferroviária alemã, as mulheres queiram efetivamente menos exposição. Mas mesmo nesse caso, nessa hipótese mais branda, estamos perante uma alteração de paradigma. O que me importa sublinhar aqui é que este nível de preocupação com a segurança ou com a tranquilidade das mulheres nos transportes públicos, venha ele dos órgãos decisórios ou das próprias mulheres, é um sinal de alarme que nos diz que algo está a mudar na Europa e para pior. Seja para defender seja para recatar quem nelas viaja, a criação de carruagens exclusivamente femininas representa um retrocesso civilizacional e um abalo em equilíbrios e igualdades que custaram muito a conseguir.
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Eu gostaria de poder dizer a Corbyn e aos diretores da Mitteldeutsche Regiobahn que a resposta adequada às questões da insegurança pública não pode ser a separação dos sexos. Gostaria de lhes dizer que as sociedades onde nos orgulhamos de viver não devem seguir essas estratégias de isolamento e compartimentação. Mas, se calhar, estou a ser ingénuo e a pensar segundo os parâmetros de um mundo em vias de desaparecimento. Se calhar o mundo aberto onde até agora nos movemos já começou a fechar-se e as mulheres, que estão mais expostas a assédios e ataques, passaram a estar menos livres para viver a sua liberdade. E isso, se se adensarem as nuvens negras que vejo no horizonte, é uma injustiça e um grande empobrecimento. Para todos nós.

* Historiador e romancista

IN "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
04/04/16


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831.UNIÃO


EUROPEIA


DINAMARCA: RECEPÇÃO AOS REFUGIADOS

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HOJE NO
"A BOLA"

«Jorge Sousa foi afastado por não dar
 100 por cento de garantias ao Benfica» 
- Octávio Machado

Octávio Machado considera que a presente temporada ficará indelevelmente marcada por uma «estratégia» que visou «afastar os árbitros que não garantiram a 100 por cento» vitórias ao Benfica.
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«Jorge Sousa apitou dois jogos do Benfica e o Benfica perdeu os dois. Foi afastado por não dar 100 por cento de garantias ao Benfica», acusou o diretor do futebol leonino, em declarações à Sporting TV.

A contestação a Slimani, sublinhou Octávio Machado, teve como objetivo «criar algumas dificuldades» ao Sporting, mas, acima de tudo, «colocar em causa» o árbitro da Associação de Futebol do Porto «para que não apitasse mais».

Para Octávio Machado, a saída anunciada de Vítor Pereira da presidência do Conselho de Arbitragem será em tudo benéfica ao futebol português.

«Só vem dar razão àqueles que têm chamado a atenção para a sua atuação através das nomeações», argumentou, enaltecendo o «ato de justiça praticado pelo presidente da Federação Portuguesa de Futebol».

* Veneno não falta a Octávio Machado.

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 2.LIXO EXTRAORDINÁRIO

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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8-UTOPIA E BARBÁRIE

HORRORES DE GUERRA

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HOJE NO  
"AÇORIANO ORIENTAL"

Quase 80% dos idosos 
que vivem em lares sofrem de demência

Nove em cada dez idosos em lares têm alterações cognitivas que sugerem demência, sendo que dentro deste grupo, 78% tem efetivamente demência, revelou um estudo realizado pela União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
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O estudo, integrado no projeto VIDAS - Valorização e Inovação em Demências, depois de uma investigação que demorou cerca de dois anos, envolveu 1.503 idosos de 23 instituições, avaliados por psicólogos e neurologistas para detetarem a existência de demências e o seu grau.

No final, foi possível ficar a saber que 90% dos idosos nos lares tem alterações cognitivas que sugerem demência, sendo que dentro deste grupo, 78% tem efetivamente um quadro de demência.
Constatou-se ainda que apenas três por cento dos idosos nos lares não tem alterações cognitivas e 8% tem alterações cognitivas, mas sem demência.

Em declarações à agência Lusa, o coordenador do estudo explicou que, numa primeira fase, foi pedido aos diretores técnicos e aos responsáveis das unidades para identificarem os idosos com e sem alteração cognitiva e aqueles com e sem demência.

Segundo Manuel Caldas de Almeida, havia entre 25% a 30% de idosos com demência, 5% de idosos sem alterações cognitivas e 6% com alterações cognitivas sem demência.
Os dados mostram também que 70% dos idosos naqueles lares não estavam detetados como tendo defeitos cognitivos.

Estes números alteraram-se significativamente na segunda fase do estudo, em que seis psicólogos avaliaram os 1.503 idosos e cujo diagnóstico foi posteriormente comprovado por duas neurologistas, tendo então revelado que a maioria dos idosos nos lares tem demência.

Entre os idosos avaliados, em 48% os sintomas iniciais da doença manifestaram-se na memória, mas em 55% afetou outros domínios cognitivos e em 33% alterou o comportamento.

Se na maioria (80%) a forma de início da demência foi progressiva, em 20% manifestou-se de forma aguda. Já a evolução da doença aconteceu em 67% dos casos de forma progressiva e apenas em 2% havia tendência a melhorar.

“Existe um número muito importante de pessoas com demências nos lares, e um número importante de pessoas com demência em que essa demência não é reconhecida”, apontou Caldas de Almeida.
O psiquiatra admitiu que o número final ultrapassou as expectativas iniciais e defendeu, por isso, que é preciso transformar os lares, já que estas instituições não estão a prestar um bom serviço em matéria de demências.
 “Não [estão a prestar um bom serviço] porque não estão preparados para ter pessoas com demência”, apontou.

A demência é uma doença que "não é provocada por uma pessoa estar em casa ou num lar", explicou Caldas de Almeida, salientando que uma tão elevada percentagem de pessoas com demência nos lares tem a ver com o envelhecimento da população e com o facto de serem as pessoas mais frágeis e mais dependentes que são referenciadas.

“Obviamente, os lares têm uma percentagem muito maior de pessoas com demência do que a sociedade em geral”, acrescentou.

No estudo da UMP participaram 1.503 pessoas, com idades entre os 46 e os 105 anos, a maioria (709) dentro dos 80 aos 89 anos, 30% do sexo masculino e 70% do sexo feminino.

Um total de 94% tem a escolaridade primária, 83% foram operários, trabalharam no setor primário ou eram trabalhadores não qualificados. Em matéria de estado civil, 57% é viúvo e 21% é solteiro.
Antes da institucionalização, 30% dos idosos tinham estado num centro de dia e 30% tiveram apoio domiciliário.

O motivo da institucionalização num lar teve a ver, em 42% dos casos, com uma dependência e em 30% com o isolamento ou solidão. 35% dos idosos tinha uma doença neurológica prévia, sendo que 65% destes ficaram com sequelas.

* A maior parte dos lares são ante-câmaras da morte de sofrimento prolongado.

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JAZZLAND

Debora e Dani Gurgel

e Septeto S/A

Encrenca

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HOJE NO  
"DIÁRIO ECONÓMICO"

O futuro passa por carros 
autónomos, ligados à Internet 
e com inteligência virtual

A condução autónoma deverá tornar-se normal daqui a alguns anos. Graças a esse sistema, haverá mais fluidez no trânsito, uma melhoria da segurança rodoviária, menos ruído e um uso mais eficiente do combustível. Descubra algumas das novidades que estão a chegar.

É um tema que está na ordem do dia e como tal a dissertação sobre ele é quase inevitável. O que hoje conhecemos sobre as tecnologias de apoio à condução nos automóveis serão, num futuro que parece cada vez mais próximo, substituídos por sistemas tecnológicos de condução 100% autónomos. Os veículos autónomos (VA) já circulam pelas ruas – em testes – e prepararam-se para um dia fazerem parte da vida quotidiana.
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Actualmente, a indústria automóvel já está a desenvolver carros ligados à Internet e veículos autónomos, onde o condutor assume um papel secundário. Mas não é apenas o conceito de condução que muda, também o design dos carros do futuro deve ser muito diferente dos actual.

Se por um lado são as metas ambientais que pressionam as construtoras a produzir veículos mais eficientes, apostando em energias alternativas, por outro os objectivos a cumprir ao nível da segurança e da optimização das cidades e recursos reforçam a importância de um automóvel autónomo.

Na Europa, a partir de Março de 2018, a ligação à Internet nos carros passa a ser obrigatória. A partir desta altura os veículos devem estar equipados com um sistema electrónico de alerta, de modo a melhorar a eficácia da intervenção em caso de acidente.

Toda esta revolução está a colocar lado a lado fabricantes de automóveis, gigantes tecnológicos e fornecedores de componentes para carros com um objectivo comum: criar um automóvel autónomo seguro e energeticamente eficiente.

O Económico dá-lhe algumas noções do que se espera que os veículos autónomos façam no futuro.

Autonomia do veículo
A primeira geração de veículos totalmente autónomos encontra-se neste momento em desenvolvimento pelos fabricantes de automóveis e pelos engenheiros de sistemas, com o objectivo geral da sua introdução em 2030.

Empresas como a tecnológica Google e a Nissan estão a investir forte no desenvolvimento de carros autónomos, que podem mesmo dispensar os condutores. A ideia é que estes carros façam uma viagem sozinhos sabendo o caminho, desviando-se de obstáculos e, claro, em segurança.

A BMW, antevendo aquilo que será a tecnologia de mobilidade autónoma para o próximo século do automóvel, apresentou o BMW Vision Next 100, um carro com novas técnicas de construção, tecnologias e moldes de design. Embora disponha de tecnologias autónomas, o Vision Next 100 também pode ser conduzido como um veículo normal, sendo que o interior altera-se consoante o modo escolhido. Em modo de condução autónoma, os bancos convergem para o centro, ao passo que a consola central e o volante retraem-se para criar um interior com mais espaço.

Estacionamento autónomo
Antes de chegarmos à condução autónoma, a Bosch está já a automatizar o estacionamento. Através do ‘smartphone’, o sistema manobra carros em espaços de estacionamento. O sistema de gestão activa conta com sensores colocados no pavimento que indicam se um lugar está ocupado ou não. Esta informação é transmitida em tempo real para um mapa que pode ser acedido via internet, o que permite ao condutor escolher um lugar para estacionar.
Em parceria com a Daimler, a Bosch quer revolucionar o estacionamento. A fabricante de componentes para automóveis quer ter veículos a estacionar por conta própria, voltando ao ponto de partida quando accionado o sistema.

Carros que comunicam
Imagine que está a atravessar um cruzamento e não consegue ver um outro carro que passou o sinal vermelho e vem na sua direcção. Se os carros se comunicassem, o acidente poderia ser evitado já que estes veículos iriam comunicar entre si e automaticamente accionavam os travões.

Esta tecnologia que se intitula Vehicle-to-Vehicle communication (V2V), já está a ser desenvolvida pelos fabricantes, tendo como objectivo reduzir o número de acidentes.

Inteligência virtual
Não há dúvida de que se caminha para um futuro onde os carros se tornam tão inteligentes como os ‘smartphones’. O objectivo é que o veículo, tal como um ‘smartphone’, aprenda mais sobre os hábitos do condutor, como por exemplo, sintonizar automaticamente a rádio que costuma ouvir ou que envie um SMS para o chefe a explicar que está atrasado devido ao trânsito.

Realidade aumentada no pára-brisa
A BMW já usa parte desta tecnologia. Em alguns modelos da marca alemã são exibidas informações básicas do carro, como velocidade, previsão do tempo ou a navegação. No entanto, os fabricantes acreditam que uma tecnologia mais desenvolvida poderia identificar objectos à frente e mostrar outras informações, como a distância até aquele objecto.

Ligação 4G
Um carro do futuro precisa de uma boa ligação à Internet. A melhor forma de o conseguir é através da tecnologia 4G, que permite velocidades altas, capazes de realizar tranquilamente tarefas como ouvir música, ler mapas, e-mails, mostrar previsão do tempo, entre outros.
A Toyota Motor anunciou, recentemente, que a parceria com a Microsoft, que arrancou em 2011, para colocar Internet nos seus veículos vai manter-se por mais cinco anos. O objectivo de ambas passa por criar novos serviços para veículos com ligação à Internet, como por exemplo, permitir criar redes de veículos conectados que podem partilhar informações sobre tráfego e condições climatéricas.

Sistema operativo
Para que serve um carro inteligente e com ligação 4G se não tem um sistema operativo eficaz que consiga gerir todas as tarefas? É aqui que a Google e Apple estão, mais uma vez, a disputar forças para implementar as suas versões de sistemas operativos nos carros.
Hoje já existem alguns modelos de automóveis com os sistemas Android Auto, da Google, e CarPlay, da Apple. Mas aqui ainda há muito para evoluir.

Motor eléctrico
Nos dias de hoje os motores movidos a energia eléctrica já não são uma novidade, mas no futuro podem assumir uma posição bem mais marcante. A norte-americana Tesla deu um passo nessa direcção ao abrir as suas patentes para que qualquer empresa possa usar suas tecnologias. O maior beneficiado será, claramente, o meio ambiente.

* Vem aí uma reviravolta de 360 graus.

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HIPER-REACÇÕES

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