quinta-feira, 31 de março de 2016

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

.

.
.
.

84-ACIDEZ
 

FEMININA


1º PRÉMIO DA INDUSTRIA

PORNOGRÁFICA




A IMPRESCÍNDIVEL TATY FERREIRA

* Uma produção "ACIDEZ FEMININA" - BRASIL

.
.


O FORASTEIRO





.
.

HOJE NO 
"AÇORIANO ORIENTAL"

Polícia aconselha mulher a desistir de queixa em caso de flatulência

Uma mulher sueca apresentou uma queixa à polícia por o homem com quem tinha combinado relações sexuais ter expelido pelo ânus uma ventosidade ruidosa e malcheirosa como vingança pela rejeição dela à última hora.
  .
O insólito foi relatado pela própria queixosa à edição eletrónica do diário Hallandsposten, em que lamenta que a polícia de Laholm, município no sul da Suécia, a tenha aconselhado a esquecer o caso, abandonando quaisquer diligências por "falta de provas".

A queixosa admitiu que tinha combinado com o homem ter relações sexuais, que incluíam o coito anal, mas que, na altura do ato, acabou por arrepender-se e rejeitar a ideia.

O homem, escreve o diário sueco, que não identifica nenhum dos intervenientes, terá então ficado "irritado", largando um cheiro nauseabundo num episódio de flatulência.

Iniciada a investigação, e depois de averiguar a residência da queixosa, a polícia não encontrou quaisquer provas, "nem do cheiro", lê-se no diário sueco.

"Cheirava mesmo muito mal", escreveu a mulher na queixa apresentada na polícia local, pedindo que o homem fosse condenado por assédio que, no limite, seria punível com um ano de prisão.
A polícia aconselhou a mulher a abandonar a queixa.

"É impossível provar que o homem tivesse feito de propósito para criar um ambiente malcheiroso na casa", disse Kenneth Persson, porta-voz da polícia local.

* Suécia aromática.

.
.
XL- O UNIVERSO

3- OS GIGANTES

DO ESPAÇO





As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


.
.
HOJE NO 
"DIÁRIO ECONÓMICO"

Criminalidade participada aumenta 
pela primeira vez em sete anos

O Relatório Anual de Segurança Interna de 2015 foi hoje entregue à Assembleia da República e indica que a criminalidade geral participada aumentou 1,3% face ao ano anterior, tendo-se registado mais 4.721 participações, num total de 356.032 participações.
 .
Incêndio/fogo posto em floresta, mata, arvoredo ou seara (aumento de 106,2%), burla informática e nas comunicações (mais 73,7%) e contrafacção, falsificação de moeda e moeda falsa (mais 34%) foram os crimes que mais viram a sua participação crescer.

A criminalidade geral participada às forças de segurança subiu, pela primeira vez, em 2015, em sete anos. A última vez que este valor tinha subido foi em 2008, quando aumentou 7,5% face ao ano anterior. Desde então verificava-se uma quebra anual consecutiva.

* Os portugueses estão mais atentos e é um acto de civismo.

.
.



13-O VENENO ESTÁ NA MESA


AGROTÓXICOS




As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


.
.
HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"

Solicitadora desvia 
2,5 milhões de penhoras 

Ao longo dos últimos três a quatro anos, as verbas foram sendo retiradas de contas-cliente. 

A solicitadora Aurora Boaventura, agente de execução, foi detida pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária, em articulação com a 9a secção do DIAP de Lisboa, sob suspeita de ter desviado, em proveito próprio, mais de 2,5 milhões de euros provenientes de penhoras ordenadas pelos tribunais, apurou o CM. 
 .

A detenção foi já esta manhã anunciada pela PJ, em comunicado. Ao longo dos últimos três a quatro anos, e de forma faseada, as verbas foram sendo retiradas de contas-cliente, abertas em bancos para o efeito das ações de penhora, sob a alçada da agente de execução que estava ao serviço da Justiça, nomeada por tribunais de norte a sul do país. Grande parte do dinheiro, que visava cobrir o pagamento de dívidas dos executados, terá sido desviado para o estrangeiro pela mulher com mais de 50 anos - que está agora indiciada por crimes de peculato e branqueamento de capitais. As suspeitas, neste caso, foram denunciadas há alguns meses pela Comissão de Acompanhamento dos Auxiliares da Justiça, conforme o CM apurou junto de fonte desta entidade fiscalizadora, que tem colaborado com a PJ e Ministério Público. 

Aurora Boaventura era sócia de António Gomes da Cunha, o ex-presidente da Câmara de Solicitadores que também foi preso pela PJ, há cerca de cinco anos, por crimes da mesma natureza. A detida, que já passou a ultima noite na prisão de Tires, deverá ser ainda hoje presente ao juiz de instrução criminal, em Lisboa. 

* Um modo inovador de "solicitar" o dinheiro aos outros.

.

GUSTAVO PIRES

.






Vergonha Olímpica 

Na Roma antiga, à força de contemplarem os espetáculos desportivos, os cidadãos perderam de vista o verdadeiro valor do desporto. Em consequência, o estádio olímpico foi transformado num circo e o atleta grego degenerou num gladiador romano cujo heroísmo servia, tão só, para suprir a mais vil das satisfações humanas, a paixão por ver correr o sangue.

No desporto, hoje, já não corre sangue. Mas corre dinheiro fácil e a rodos que desencadeia a corrupção que o gera. Em conformidade, as mais diversas organizações de âmbito nacional e internacional estão debaixo das maiores suspeitas quando não das maiores acusações. Os recentes escândalos no âmbito da Federação Internacional de Atletismo (IAAF) que se seguiram aos do Comité Olímpico Internacional (COI) (1999) e aos da Federação Internacional de Futebol (FIFA) (2015) vieram, novamente, colocar na ordem do dia a simples constatação de que o desporto não está bem e, a continuar assim, corre o risco de entrar numa dinâmica de auto destruição.

Na sequência dos escândalos de doping no atletismo, a ADIDAS, fazendo “tábua rasa” do seu próprio passado, segundo Sebastian Coe presidente da IAAF, deu à organização que gere o atletismo em termos internacionais, até ao final do ano para resolver o problema do doping e da corrupção que tomaram conta da modalidade. Na mesma linha de hipocrisia a Nestlé, outro dos patrocinadores da IAAF, resolveu anunciar que terminava o seu patrocínio pelo que deixava de apoiar o programa “Kids Athletics” no valor de cinco milhões de euros.

A corrupção pelo dinheiro e pelo uso de drogas a fim conseguir resultados desportivos já vem da origem dos próprios Jogos Olímpicos na Grécia antiga onde os atletas, para além de corromperem os adversários, utilizavam diversos produtos a fim de ganharem vantagem competitiva. Se na guerra, eram utilizados os mais diversos meios de corrupção e as mais variadas substancias alucinogénias, não custa a crer que também fossem utilizados no desporto onde a violência em modalidades como o pancrácio, catalisada pelos prémios e honrarias, podia chegar ao ponto que partir ossos, deslocar articulações ou arrancar olhos. Portanto, não podemos estranhar que, hoje, o desporto mundial em geral e o russo em particular estejam debaixo de enormes suspeitas relativamente à utilização de uma droga denominada “meldonium” ou “mildronate” que, embora, até ao final de 2015, não fizesse parte da lista das drogas proibidas, contudo, era administrada aos soldados soviéticos que, na década de oitenta, combatiam no Afeganistão, a fim de lhes aumentar a resistência física e psicológica.

Pierre de Coubertin tinha consciência de que o desporto podia derivar para situações, do ponto de vista da dignidade humana, absolutamente inaceitáveis. Por isso, sempre lutou contra uma conceção de desporto exageradamente concebida sob uma perspetiva biológica que facilmente se esquece do homem enquanto ser humano. O problema é que, a referida perspetiva biológica, na impessoalidade das leis científicas que determinam a performance do “homem máquina”, fixa marcas que não permitem senão a comparação das técnicas entre si no domínio organizacional, no dos métodos de treino ou, entre outros, no do apoio médico e dos sistemas de dopagem. Tudo isto tem vindo a acontecer desde os anos setenta e oitenta do século passado na URSS / Rússia, na RDA e, entre outros países, nos EUA. Em 1983, Dou Miller, CEO do Comité Olímpico dos Estados Unidos dizia: "estamos a transformar os nossos atletas em vigaristas e mentirosos. Existe, na realidade, um problema de droga. É altura de tomarmos medidas".

O problema é que, trinta anos depois, Sebastian Coe o atual presidente da IAAF está debaixo de enormes pressões na medida em que não pode alegar que nada sabia não só acerca do doping como da corrupção que, há muito, estava a corroer o corpo e a destruir o espírito da IAAF. E Sebastian Coe, candidamente, diz que é necessário “voltar a ganhar a confiança”, contudo, desde há muito que a IAAF, a FIFA e outras organizações internacionais não são merecedoras de confiança. E até o COI, depois de uma extraordinária liderança de Jacques Rogge, agora, sob a liderança de Thomas Bach e a sua Agenda 2020, corre o risco de voltar aos finais dos anos noventa em que a instituição perdeu toda e qualquer confiança por parte da opinião pública mundial ao ponto do próprio Antonio Samaranch, ao tempo presidente do COI, correr o risco de ser detido para averiguações caso entrasse nos EUA, devido aos escândalos relativos à candidatura (1995) de Salt Lake City aos JO de inverno em 2002.

Infelizmente, hoje, as políticas, tanto públicas como privadas, da generalidade dos países não são merecedoras de qualquer confiança. A ver bem, são portadoras das maiores desconfianças por parte dos cidadãos contribuintes que assistem incrédulos a serem lançados milhões de euros em organizações desportivas cujo único objetivo é transformarem o desporto numa incrível “máquina de guerra” ao serviço do neomercantilismo mais ou menos corrupto que formata a organização política da generalidade dos países. Em consequência, os Comités Olímpicos Nacionais que, de acordo com a Carta Olímpica, deviam trabalhar no sentido de promover a educação e a cultura olímpicas através de programas de generalização da prática desportiva, estão, transformados em Comités de Alta Competição do serviço dos respetivos regimes políticos.

Na linha do pensamento de Pierre de Coubertin diremos que, a fim de preservar os valores fundamentais do desporto e do Movimento Olímpico, é essencial que a avaliação e o controlo dos planos de desenvolvimento do desporto possam, prioritariamente, continuar a considerar os valores fundamentais da condição humana, na medida em que, salvo honrosas exceções, os atletas estão, simplesmente, a ser utilizados como “carne para canhão” ao serviço de dirigentes e de técnicos corruptos e de regimes políticos no mínimo incompetentes. Nestas circunstâncias, na linha do pensamento de Coubertin, é necessário, na dinâmica da euritmia do desenvolvimento, encontrar: a energia da ação; a inquietude da consciência; a lógica da razão; as exigências da vontade; e as tradições da cultura. Porque:

• Se a ação tem a sua energia, a consciência tem as suas inquietudes;
• Se a consciência tem as suas inquietudes, a razão tem a sua lógica;
• Se a razão tem a sua lógica, a vontade tem as suas exigências;
• Se a vontade tem as suas exigências, a cultura tem as suas tradições;
• Se a cultura tem as suas tradições, a ação tem a sua energia.

Esta necessidade é tanto mais premente quanto se sabe que a história recente do desporto, em matéria de corrupção, para além de muita hipocrisia, tem mostrado que a estratégia de resolução do problema não está a resultar. Fundamentalmente porque o uso de substâncias estimulantes no desporto não é uma questão que se resolva com mais sistemas de controlo, mais apertados, mais ameaçadores, a proferirem mais condenações e com sentenças mais pesadas. Com este tipo de procedimentos os problemas podem ser mitigados nas suas consequências contudo, as causas que os desencadeiam continuam intactas.

Em consequência, a IAAF tal como outras Federações Internacionais foram arrastadas para situações absolutamente degradante. Todavia, sem qualquer necessidade na medida em que os sinais, há muito, que anunciavam a tempestade. Em Roma (1960), devido a ter ingerido anfetaminas, o ciclista dinamarquês Knuth Jensen entrou em colapso durante uma corrida, sofreu uma queda fatal devido a fratura de crânio. No México (1968), o penta-atleta Hans-Grünner Liljenwall, de nacionalidade sueca, foi o primeiro atleta a ser desclassificado por uso de drogas, uma vez que testou álcool em excesso.

Em Montreal (1976), as transfusões sanguíneas estiveram na ordem do dia. Em Moscovo (1980), participaram 5923 atletas não se tendo registado qualquer caso de controlo positivo! Em Seul (1988), Ben Johnson testou positivo (esteroides) e teve de devolver a medalha. Em Atlanta (1996), a Irlandesa Michelle Smith conquistou três medalhas na natação. Embora acusada, nada se provou, contudo, em 1998 acabou por ser suspensa devido a ter adulterado uma amostra de urina. Em Atenas (2004), foram detetados 26 casos de doping. Foram considerados os Jogos mais sujos de todos os tempos. Em Pequim (2008), por mais espetaculares que os jogos possam ter sido, não deixarão, por isso, de ficar para a história sob a suspeita de utilização de “sangue de tartaruga”.

Claro que todos estes casos, entre muitos outros, passaram à história. Os dirigentes esqueceram-se deles tal como se esqueceram de Katrin Krabbe, de Diane Modahl, John Ngugi ou, até, dos abortos provocados que se praticavam na ex RDA como forma de aumentar a capacidade atlética das mulheres que competiam em nome da pátria amada. E, hipocrisia das hipocrisias, Ilona Slupianek lançadora de peso da ex RDA, em entrevista ao jornal "El País" de 19/12/89, até dizia que a RDA tinha sido pioneira em acabar com o tabu do sexo, nas atletas de alta competição. Apesar de tudo isto, os JO de Londres (2012), tidos como os Jogos “quase perfeitos”, muito embora tenham tido um saldo financeiro francamente positivo, do ponto de vista desportivo ficaram debaixo de enormes suspeitas:

• Mais de 800 atletas ficaram sob suspeita de terem recorrido a substâncias proibidas;
• Sete britânicos apresentaram testes suspeitos;
• Houve atletas como, por exemplo, a campeã do heptatlo Jessica Ennis-Hill que perderam ao competirem com atletas que ficaram debaixo de suspeitas;
• Dez vencedores de medalhas ficaram sob suspeitas de terem utilizados produtos proibidos;
• Em algumas finais um dos três atletas medalhados ficou debaixo de suspeitas.
• 80% das medalhas ganhas pelos atletas russos são duvidosas;
• O Quénia teve 18 atletas sob suspeitas.

Entretanto, para além da luta política que também é de considerar, os JO de Sochi (2014) continuam sob suspeita e não nos admiramos se ainda vierem a rebentar mais alguns escândalos.

Perante este cenário dantesco, Sebastian Coe que até foi Presidente do Comité Organizador dos JO de Londres (2012) afirma que vai resolver a questão da IAAF. E até anunciou a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária no final deste ano com o objetivo de serem discutidas as reformas radicais que ele pretende propor. Perante este propósito a pergunta é: Como é que podem ser discutidas e implementadas reformas por pessoas que, a serem levadas as reformas a bom porto, elas são as primeiras a serem reformadas? Quer dizer, Sebastian Coe, que é um político profissional membro do Partido Conservador, no fundo, prepara-se para mudar alguma coisa para que tudo possa ficar na mesma, até à próxima crise.

A situação que se vive no mundo do desporto é dramática na medida em que as organizações desportivas, para além dos discursos de circunstância dos seus dirigentes, cada vez fazem menos parte ativa do verdadeiro desenvolvimento do desporto. Hoje, os dirigentes da generalidade das organizações da superestrutura desportiva a nível internacional e dos diversos países, com a conivência dos respetivos governos, se não estão, pelo menos, parecem estar mais interessados nas carreiras políticas e nos contratos publicitários que lhes permitem viver numa “torre de marfim”, do que propriamente num verdadeiro processo de desenvolvimento do desporto.

Em consequência, as federações desportivas vivem assoberbadas de burocracias, encargos financeiros e pressões políticas de toda a ordem. Salvo raras exceções, não passam de instrumentos, mais ou menos dóceis, do poder económico e político. Quer dizer, na sociedade neomercantilista em que vivemos, o poder económico e o poder político, enquanto faces da mesma moeda, por ausência de uma cultura democrática, ao gerirem os países à imagem e semelhança de autênticos clubes de amigos, transformam o desporto num simples catalisador de negócios. E como os negócios, embora possam não ser, pelo menos, têm de parecer sérios, após a publicação do segundo relatório da Comissão Independente da Agência Mundial Anti-Doping (WADA), a ADIDAS decidiu dar por findo o seu contrato com a IAAF que, nos últimos onze anos, representou um encaixe de trinta milhões de euros.

É evidente que a ADIDAS, ao longo dos últimos onze anos, não viu nem ouviu nada acerca da corrupção que estava a tomar conta da IAAF! Contudo, o relatório da Comissão Independente da WADA afirmou que a corrupção era uma questão que, simplesmente, “estava incorporada na IAAF”. E, de facto, estava. Por exemplo, Liliya Shobukhova, que ganhou a prova da Maratona nos Jogos Olímpicos de Londres (2012), é acusada de ter pago mais de seiscentos mil dólares a fim de lhe anularem um controlo positivo.

Embora o mundo tenha ficado espantado com a “nobre” atitude da ADIDAS ao retirar o patrocínio à IAAF, contudo, foi por pouco tempo na medida em que a Dentsu que é parceira comercial da IAAF no Japão, conseguiu convencer a ADIDAS a aguentar até ao final do ano, para ver se as coisas se compõem. Claro que a ADIDAS, depois do espetáculo de ética ao anunciar a retirada de apoio à IAAF, agarrou a oportunidade na medida em que, com mais ou menos doping, o espetáculo há-de sempre continuar e a ADIDAS não pode prescindir da visibilidade, da notoriedade e dos lucros que consegue através do atletismo. E, como se impõe nestas situações, o presidente-executivo da ADIDAS de seu nome Herbert Hainer, na reunião anual da empresa, apressou-se a informar os acionistas que as relações com a IAAF, afinal, não haviam terminado. E, por incrível que possa parecer, afirmou: "A IAAF sabe exatamente qual a nossa política em termos de doping. Estamos numa situação de contato muito próximo com a IAAF e vamos ver, muito de perto, o que é que vão fazer a fim de resolver o problema”.

É evidente que estratégias que se limitam a atacar as consequências ignorando as causas jamais poderão desencadear resultados minimamente aceitáveis. Quer dizer, limitam-se a mitigar um problema sem irem à sua verdadeira origem. É um erro de políticas de curto prazo promovidas por políticos de “vistas curtas”. Em vez de trabalharem as causas (inputs) que dão origem aos problemas, limitam-se a, ilusoriamente, pretender controlar as variáveis de saída. Quer dizer, perante a incapacidade das organizações desportivas, os decisores políticos, em vez de atacarem as suas causas, limitam-se a considerar as consequências, com soluções cada vez mais caras, mais policiais, mais moralistas, mais hipócritas e mais inúteis.

Os romanos usavam o sistema “domnatio memoriae” a fim de purificarem a memória dos homens desprezados. Os gregos faziam precisamente o contrário. Os atletas corruptos eram obrigados a erigir nos estádios estatuetas em honra de Zeus. As estatuetas representavam as multas públicas que os prevaricadores eram obrigados a pagar pelas infrações cometidas. Para Pausânias (115-180) geógrafo e viajante grego, autor da “Descrição da Grécia”, os gregos em vez de procurarem esquecer aqueles que prevaricavam nos Jogos, pelo contrário, procuravam que os seus nomes passassem a ser um exemplo daquilo que não se devia fazer. Durante os Jogos Olímpicos de 388 aC um boxeur chamado Eupolus subornou os seus 3 adversários a fim de o deixarem vencer.

O juiz (hellanodikai) ao aperceber-se do assunto multou todos os quatro pugilistas. As multas serviram para pagar um conjunto de estátuas de bronze dedicadas a Zeus. Os gregos chamavam-lhes as Zanes que era o plural de Zeus. Elas, as estátuas, em verso, explicavam os termos em que os atletas tinham prevaricado e falsificado o espírito dos Jogos. E diziam: “as vitórias olímpicas eram para ser obtidas, não pelo dinheiro ou pela trapaça, mas pela destreza dos pés e a força do corpo”. Assim, as estátuas eram erigidas em honra de Zeus, pela piedade dos gregos, a fim de serem o terror dos transgressores.

A sociedade ocidental moderna segue a prática dos gregos. Aqueles que prevaricam, atletas, técnicos e dirigentes desportivos e políticos, sujeitam-se a ver, não em estátuas mas na comunicação social explanados, escalpelizados e até julgados os seus comportamentos menos próprios. O problema é que, agora, nem eles, nem ninguém, lhes liga coisa nenhuma. Deixou de haver vergonha. Como diria Pausânias, deixou de haver vergonha Olímpica.

Professor catedrático da Faculdade de Motricidade Humana

IN "A BOLA"
24/03/16

.
.


825.UNIÃO


EUROPEIA



.
HOJE NO 
"OBSERVADOR"

Porque Portugal merece 
ser mais do que um desvio

Por norma preterido pelos norte-americanos em detrimento do vizinho ibérico, o Mashable dedica um artigo a Portugal, onde faz um roteiro do que ver em Lisboa, Sintra, Cascais e Algarve.

Portugal é muito mais do que um desvio, começa por escrever o Mashable, num artigo destinado a distribuir elogios ao país de Camões, de Amália e do pé direito de Cristiano Ronaldo. 
 .

A honra não vem ao acaso: o site noticioso começa por afirmar que, enquanto Espanha tende a ser um destino frequente entre os turistas norte-americanos, o mesmo não se pode dizer do vizinho ibérico que, não raras vezes, acaba por nem ser incluído no roteiro de viagem.
Portugal pode ser um país relativamente pequeno, mas é fácil passar pelo menos uma semana a explorá-lo e ainda assim não ter tempo suficiente para desfrutar de tudo”, argumenta o Mashable.
Dito (ou escrito) isto, o site elenca uma série de razões para comprovar a afirmação, começando pela capital e as suas atrações históricas — desde a Torre de Belém, construída no século XVI, ao Padrão dos Descobrimentos –, sem menosprezar a comida. Considerando este tópico, o destaque passa sobretudo pelo bacalhau e suas receitas, mas também pelo afamado Pastel de Nata que já quase dispensa apresentações.

O roteiro proposto inclui ainda paragens em Sintra, Cabo da Roca e na vila piscatória de Cascais (não necessariamente por esta ordem), cenários que o Mashable diz serem capazes de garantir muitos “gostos” nas redes sociais.

Apesar de a imagem de capa do artigo pertencer à Invicta, o autor escolhe rumar até sul e levar os seus leitores ao quase sempre soalheiro Algarve e à sua imensa costa, com 130 praias e 40 campos de golfe. Nesta ponta do país, o que brilha será, então, o marisco e os “hotéis de prestígio”, mas também as muitas atividades que, caso haja coragem e vontade, prometem ficar facilmente para a posteridade: falamos (ou falam eles) de mergulho e snorkeling, a título de exemplo.

* Portugal é lindo.

.
.

Luxo e desing
à japonesa



FONTE: EURONEWS


.
.
.
VI-AMBIENTE FEROZ

2-FURACÃO




* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

.
.

HOJE NO  
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Amnistia acusa FIFA de "indiferença" face à exploração de trabalhadores no Qatar

Trabalhadores de países como Bangladesh, Índia e Nepal estão a ser alvo de exploração na construção dos estádios para o Mundial 2022

A Amnistia Internacional considera que a FIFA está a tratar com "escandalosa indiferença" a exploração laboral dos imigrantes que trabalham nos preparativos do Mundial 2022, nomeadamente na construção de estádios.

Num relatório intitulado "O lado obscuro do desporto rei: Exploração laboral na sede do Mundial do Qatar 2022", a Amnistia critica a FIFA pela "indiferença face ao péssimo tratamento dos trabalhadores imigrantes naquele país."

"A FIFA tem responsabilidade e pode fazer muito. A concessão do Campeonato do Mundo de Futebol é o seu negócio principal. Concedeu a organização do Campeonato a um país onde os trabalhadores imigrantes são sistematicamente abusados nos seus direitos. 
 .

Os trabalhadores sob contratos do Mundial estão em risco, como tal, tem de agir," condenou a Diretora de Investigação e Assuntos Globais da Amnistia Internacional, Audrey Gaughran.

Trabalhadores de países como Bangladesh, Índia e Nepal, que estiveram reunidos com o organismo, denunciaram estar a atravessar "condições sub-humanas" no Qatar - não podem deixar o país sem autorização, não podem mudar de emprego, os passaportes são confiscados e os pagamentos estão aquém do acordado.
.

Há, atualmente, cerca de cinco mil operários a trabalhar na construção dos Estádios para o Mundial 2022, mas estima-se que dentro de dois anos o número de trabalhadores aumente para 36 mil.

* Não é só por causa do petróleo que os os países árabes são muito ricos, é porque exploram como ninguém e poucos os denunciam.

.
.

Diana Krall

Fly me to the moon


.
.
HOJE NO 
"RECORD"
Responsável pela segurança nos Jogos
. acusa Dilma de não ter "escrúpulos"

O coronel Adilson Moreira, comandante da Força Nacional de Segurança Pública, órgão responsável pela segurança nos Jogos Olímpicos, demitiu-se e acusou a presidente brasileira, Dilma Rousseff, de falta de "escrúpulos".

Num correio eletrónico enviado aos seus subordinados e citado esta quinta-feira na imprensa brasileira, o coronel anunciou a sua decisão e fez críticas ao Executivo e à chefe de Estado.




"A minha família exigiu a minha saída, pois não é preciso ser muito inteligente para saber que estamos sendo conduzidos por um grupo sem escrúpulos, incluindo aí a Presidente da República. Sinto-me cada vez mais envergonhado. O que antes eram rumores, concretizaram-se", lê-se no texto.

Adilson Moreira acrescentou que a "administração federal não está interessada no bem do país, mas em manter o poder a qualquer custo".

O coronel, que estava no cargo interinamente desde janeiro, escreveu ainda que gostaria de ficar até ao final dos Jogos Olímpicos, mas que "não foi mais possível manter o foco na área técnica somente".

A demissão ocorre a cerca de quatro meses do início dos Jogos Olímpicos, que começam a 5 de agosto no Rio de Janeiro.

Segundo o jornal Estado de São Paulo, o Ministério da Justiça, do qual depende a Força Nacional de Segurança Pública, considerou, em comunicado, as declarações do coronel como "graves".

Como as declarações "podem implicar falta disciplinar e gesto de deslealdade administrativa", a tutela vai instaurar um inquérito administrativo e levar o caso à Comissão de Ética Pública da Presidência da República, uma vez que o coronel mencionou o nome de Dilma Rousseff, de acordo com a mesma nota.

O órgão também pediu à Advocacia-Geral da União, responsável pela defesa do Executivo, que verifique se o correio eletrónico é passível de eventuais medidas judiciais contra o coronel.

A Presidente Dilma Rousseff vive momentos de impopularidade devido à crise económica e a suspeitas de envolvimento de elementos do seu partido, o Partido dos Trabalhadores (PT), na Operação Lava Jato, que investiga um grande esquema de corrupção, incluindo o seu antecessor e mentor político, Lula da Silva.

A chefe de Estado enfrenta ainda processos de pedido de destituição do cargo, com base nas "pedaladas fiscais", atos ilegais derivados da autorização de adiantamentos de dinheiro e bancos para os cofres do Governo para melhorar o resultado das contas públicas.

* Fantochada do "coroné", não se sabe a mando de quem, começam os julgamentos na praça pública, a ditadura militar brasileira começou de modo semelhante:
A ditadura militar no Brasil, ou Quinta República Brasileira, foi o regime instaurado em 1º de abril de 1964 e que durou até 15 de março de 1985, sob comando de sucessivos governos militares. De caráter autoritário e nacionalista, teve início com o golpe militar que derrubou o governo de João Goulart, o então presidente democraticamente eleito. O regime acabou quando José Sarney assumiu a presidência, o que deu início ao período conhecido como Nova República (ou Sexta República).Apesar das promessas iniciais de uma intervenção breve, a ditadura militar durou 21 anos. 

.
.
MEDINDO 
O ABISMO OCEÂNICO


.
.
HOJE NO   
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

PSD, CDS-PP, PCP "chumbam" 
votos de condenação da situação
 de ativistas angolanos

As bancadas de PSD, CDS-PP e PCP rejeitaram hoje votos de PS e BE de condenação da situação de 17 ativistas angolanos condenados a penas de prisão, após julgamento por coautoria de atos preparatórios para uma rebelião e associação criminosa.

Comunistas, sociais-democratas e democratas-cristãos votaram contra o texto apresentado pela bancada socialista, a lastimar "a situação a que se assiste e que atenta contra princípios elementares da democracia e dos estados de direito, fazendo votos para que seja corrigida", o qual mereceu votos favoráveis de PS, BE, PEV e do deputado do PAN.
 .

O documento bloquista, que "condena a punição dos ativistas", "apela à tramitação do processo" sob "princípios fundadores do estado de direito" e "à libertação dos ativistas", também foi "chumbado", apesar da abstenção do PS e dos votos a favor de 17 parlamentares socialistas como Isabel Moreira, Porfírio Silva, Paulo Trigo Pereira, Edite Estrela, Sónia Fertuzinhos ou Maria da Luz Rosinha, entre outros, enquanto PCP, PSD e CDS-PP voltaram a contrariar a iniciativa.

Os outros parlamentares do PS que votaram a favor foram Rosa Albernaz, João Paulo Rebelo, Susana Amador, Tiago Barbosa Ribeiro, Carla Sousa, Maria Augusta Santos, Pedro do Carmo, Isabel Santos, Carla Tavares, André Pinotes Baptista e Marisabel Moutela.

Após a votação, à qual assistiram desde as galerias, entre outras pessoas, uma irmã do músico e ativista luso-angolano Luaty Beirão e o humorista Ricardo Araújo Pereira, que tem manifestado publicamente apoio à causa, vários tribunos anunciaram a intenção de apresentar declarações de voto.

A bancada do PCP avançou com um texto em que "reafirma igualmente a importância do respeito pela soberania da República de Angola, do direito do seu povo a decidir - livre de pressões e ingerências externas - o seu presente e futuro, incluindo a escolha do caminho para a superação dos reais problemas de Angola e a realização dos seus legítimos anseios".

Os comunistas justificaram os seus votos contra os textos com a "objeção da tentativa de retirar do foro judicial uma questão que a ele compete esclarecer e levar até ao fim no quadro do respeito pelos direitos, garantias processuais - incluindo instrumentos legais de recurso -, normas jurídicas e princípios constitucionais da República de Angola".

Na segunda-feira, um tribunal de Luanda condenou a penas entre dois anos e três meses e oito anos e seis meses de prisão efetiva 17 ativistas angolanos - um dos quais, Luaty Beirão, - após um julgamento iniciado em 16 de novembro, por coautoria de atos preparatórios para uma rebelião e associação criminosa.

Os jovens ativistas, detidos durante um encontro, a 20 de junho do ano passado e no qual partilhavam a leitura do livro "Da ditadura à democracia", rejeitaram sempre as acusações que lhes foram imputadas e declararam em tribunal que os encontros semanais que promoviam visavam discutir política e não promover qualquer ação violenta para derrubar o regime.

A editora em Portugal da referida obra de Gene Sharp, Bárbara Bulhosa, também esteve presente na Assembleia da República, ao lado de Araújo Pereira.

* Profunda nojice a declaração do PCP, demonstrativa do cordão umbilical que o liga ao cadáver da União Soviética. 
** PSD e CDS o nojo e a subserviência do costume.


.
.


6-LERDOS E


COMPANHIA














.
.

HOJE NO 
  "JORNAL DE NEGÓCIOS"

Em 15 dias... Orçamento foi aprovado,
. promulgado, publicado e entrou em vigor

Desde que foi votado a 16 de Março, o Orçamento do Estado de 2016 demorou apenas 15 dias até entrar em vigor. Um tempo quase recorde. 

Em modo acelerado e em tempo praticamente recorde, o Orçamento do Estado para 2016 ficou fechado e arrumado em 15 dias. Os serviços do Parlamento e o Presidente da República não foram os mais rápidos da história, mas ficam para a história pela velocidade que imprimiram ao processo.
 .

O documento orçamental foi aprovado na Assembleia da República a 16 de Março, ficou com a redacção final fixada a 24, saiu de Belém a 28, foi publicado a 30 para entrar em vigor a 31. Uma corrida contra o tempo e que só encontra paralelo, em temos de agilidade, durante os mandatos de Jorge Sampaio.

A julgar pela informação que a Assembleia da República disponibiliza na sua página electrónica, os orçamentos dos últimos 20 anos demoraram em média 48 dias entre a sua aprovação em plenário até à promulgação pelo Presidente da República - este demorou 12 dias apenas.

A eficiência fica a dever-se tanto aos serviços do Parlamento, como a Marcelo Rebelo de Sousa. Nas últimas duas décadas, os orçamentos demoraram praticamente 20 dias a sair do Parlamento depois de terem sido aprovados. Nestas três semanas os serviços recolhem as dezenas de propostas de alteração, consolidam-nas e dão uma redacção final ao texto. Só depois deste trabalho é que o texto final é oficialmente enviado para Belém, o que não quer dizer que o Presidente, nos entremeios, não esteja já a trabalhar. Os presidentes, por seu turno, demoraram em média 13 dias a dar o seu "ok". Marcelo Rebelo de Sousa demorou quatro dias desde que recebeu o documento até que o promulgou, fazendo-o com declaração ao país.


Orçamento da CES e do "enorme aumento de impostos" foi o mais demorado

O tempo de permanência dos orçamentos nas mãos dos presidentes varia muito mas acentuou-se ao longo dos anos, o que não será alheio à complexidade e potencial de polémica que os documentos passaram a incorporar.

O padrão mostra que Jorge Sampaio não se detinha muito tempo com o documento, tendo chegado a despachá-lo num dia (o de 1999), dois dias (em 1996 e 2002) ou em três dias (em 1997, 2001 e 2004).

Já Cavaco Silva não foi propriamente lento face aos 20 dias que a Constituição lhe concedia, mas esteve longe destas marcas: em média demorou 10,4 dias ao longo dos seus dois mandatos.

O Orçamento em que Vítor Gaspar anunciou um "enorme aumento de impostos", a par com a introdução de cortes nas pensões em pagamento, foi, de longe o que mais tempo deteve o anterior presidente, que só ao fim de 17 dias o promulgou.

Este foi o orçamento em que Cavaco pediu a intervenção do Tribunal Constitucional, e onde fez uma exposição dura onde classificava a CES de "confiscatória", "desigual" e "arbitrária".

* Uma nota positiva para os orgãos de soberania, Presidência e Assembleia da República.

.