segunda-feira, 21 de março de 2016

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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1-OS SEGREDOS DO
LIVRO DO PRESIDENTE

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NA DESPEDIDA DE BARACK OBAMA

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JIRI KYLIAN


3- A HISTÓRIA


DO SOLDADO

IGOR STRAVINSKY

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


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HOJE NO
"DESTAK"

Homem baleado em Palmela morto pelo
. proprietário da casa que tentava assaltar

O homem que morreu hoje durante o assalto a uma casa, em Palmela, era um dos quatro alegados assaltantes, que terá sido baleado pelo proprietário da residência, disse hoje à Lusa uma fonte da GNR. 
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A fonte do Comando Geral da GNR contou que os quatro homens tentavam assaltar a casa, na Quinta do Anjo, distrito de Setúbal, quando chegou o proprietário e, em reação, terá baleado um dos homens com uma caçadeira.

O homem, na casa dos 60 anos, foi identificado e detido, adiantou a mesma fonte, acrescentando que os outros três alegados assaltantes fugiram. 

*Pena que os outros três não tenham apanhado chumbo. 
O proprietário com sorte ainda será considerado um assassino por ter morto um coitadito que só queria roubar.

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 MINUTOS DE


CIÊNCIA/93


MATEMÁTICA ENEM

GEOMETRIA PLANA

CIRCUNFERÊNCIA

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II-TERRA SÚOR 

E TRABALHO

1- TRIGO

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


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HOJE NO 
"A BOLA"

Sporting
Leões revelam como será 
o Pavilhão João Rocha

O Sporting divulgou, nas redes sociais, um vídeo a mostrar como será o futuro Pavilhão João Rocha.
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O novo pavilhão terá capacidade para 3.000 lugares, cumpre os requisitos para todas as modalidades coletivas de pavilhão e está programado para ser inaugurado a março de 2017.

* Um equipamento desportivo que beneficiará milhares de atletas.

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NUNO COSTA SANTOS

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Afectos e mudanças

1. Estou com um problema de canalização e de vez em quando a Internet vai abaixo. Em termos de meias, a coisa não está famosa – há buracos vários e uma necessidade urgente de renovação, sob pena de não ser respeitado nem pela descendência. Incompatibilizei-me com um amigo e precisava de o substituir por outro, de preferência que aprecie whisky irlandês como eu. Ah, e gostava de ser mais feliz. Peço a Marcelo Rebelo de Sousa, nesta nova onda de afectos, para vir cá a casa tratar desses assuntos. Obrigado sou eu.

2. No congresso do CDS-PP que celebrou a subida ao poder de Assunção Cristas, o DJ de serviço passou uma música dos franceses Faul & Wad Ad. Sim, Ad. Ou AD, se quisermos. O que, segundo os analistas inteligentes, capazes de ler os sinais, poderá querer dizer algo do ponto de vista político, até tendo em conta as recentes palavras de charme de Passos para com um partido com o qual esteve casado. A música que escolheu chama-se Changes, título de uma célebre música de Bowie. Também podia ter passado Absolute Beginners, dada a chegada ao poder de uma nova geração de centristas. Ou então, considerando a necessidade de Assunção dar provas na era pós-Portas, a canção Under Pressure, feita em parceria com uma banda chamada Queen. Até por aí fazia sentido.

IN "SÁBADO"
20/03/16

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815.UNIÃO


EUROPEIA



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HOJE NO
"AÇORIANO ORIENTAL"

Crise teve um maior impacto na saúde
. mental de desempregados e idosos

A crise teve um impacto na saúde mental dos portugueses, em particular nos desempregados, idosos e pessoas com baixos rendimentos, indica o projeto Smaile, coordenado pelo Centro de Estudos em Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Coimbra.
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Dois estudos que integraram o projeto Smaile registam um impacto da crise na saúde mental da população portuguesa, em especial nos desempregados, idosos e pessoas com baixos rendimentos, bem como pessoas com maior probabilidade de isolamento social, como é o caso de viúvos, divorciados e solteiros.

Um desses estudos, que analisa as consultas e internamentos em serviços de psiquiatria nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, refere que, entre 2007 e 2012, registou-se um aumento de consultas em psiquiatria nos solteiros (45 por cento), nos viúvos (30%), nos desempregados (63%), estudantes (63%), nos reformados (27%) e nos sem atividade (38%).

Nas consultas, registou-se ainda um aumento em ambos os géneros, e em especial nos grupos etários dos 30 aos 49 anos (mulheres 11% e homens 22%) e dos utentes com mais de 65 anos (mulheres 42% e homens 47%).

Essa investigação, a que a agência Lusa, teve acesso refere ainda que no mesmo período houve um incremento de internamentos para o grupo etário dos 50 aos 64 anos (17,7%), para o grupo dos divorciados (19,2%) e para os desempregados (43%).

A psiquiatra e uma das investigadoras do estudo, Graça Cardoso, sublinha que "em momentos de crise, há que garantir serviços e apoios para minimizar" os efeitos da mesma, afirmando que em Portugal "cortou-se a eito, com pouco cuidado e deixando desprotegidas as pessoas que já estavam mais vulneráveis".

Segundo a investigadora da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, seria necessário um reforço dos serviços de saúde mental na comunidade e de cuidados primários, acompanhado por "políticas sociais dirigidas para os grupos mais vulneráveis".

Os resultados alcançados nos diferentes estudos integrados no Smaile "sugerem o impacto da crise na saúde mental da população", registado "na utilização dos serviços de saúde, nas condições económico-financeiras reportadas pelos indivíduos com pior saúde mental e na associação entre os padrões geográficos de mortalidade por suicídio e de privação material", sublinha a investigadora Paula Santana, coordenadora do projeto que procurou analisar a relação entre a crise e a saúde mental em Portugal.

Um dos estudos, que consistiu num questionário a 1.066 pessoas de Amadora, Lisboa, Mafra e Oeiras, feito entre 2014 e 2015, conclui que os inquiridos com rendimentos mais baixos e em situação de desemprego registam pior saúde mental.

"Além dos rendimentos e da condição perante o trabalho", existem outros fatores identificados neste inquérito que influenciam a saúde mental da população, sublinha a investigadora e coordenadora do CEGOT da Universidade de Coimbra.

Pessoas "do sexo feminino, com menor escolaridade, sem atividade física, com excesso de peso ou obesidade, com familiares desempregados, que expressaram ter dificuldades em pagar despesas, revelam maior risco de pior saúde mental", salienta Paula Santana.

O projeto Smaile (Saúde Mental - Avaliação do Impacte das condicionantes Locais e Económicas) reúne diversos estudos centrados no impacto da crise na saúde mental em Portugal, tendo sido financiado pelo Programa Operacional Fatores de Competitividade (COMPETE) e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

* Mas os responsáveis pela crise gozam da maior impunidade, passeiam, inauguram, assumem cargos directivos e até são deputados e ganham por fora.

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4-OPERAÇÃO CONDOR
TERRORISMO DE ESTADO

NA AMÉRICA LATINA

ANOS 70 
 
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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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V-Engenharia Extrema

1- O CÉU É O LIMITE
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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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HOJE NO
"DIÁRIO ECONÓMICO"

Manifesto anti-espanholização da banca
. junta 50 empresários e economistas

O manifesto anti-espanholização da banca, que deverá ser anunciado a 5 de Abril, conta já com 50 subscritores entre economistas e empresários, apurou o Económico. Estas categorias profissionais são as mais sensíveis ao facto de os bancos portugueses passarem a ser braços comerciais dos bancos espanhóis.

Na lista dos subscritores estão Manuel Pinto Barbosa e João Salgueiro, que se assumirão como porta-vozes do manifesto. Alexandre Patrício Gouveia é um dos promotores.

Manuel Pinto Barbosa, economista da Universidade Nova de Lisboa, foi 'chairman' da TAP e João Salgueiro foi presidente da Associação Portuguesa de Bancos e da Caixa Geral de Depósitos.
João Duque foi um dos economistas contactados para subscritor, soube o Económico, e diz que está a avaliar o manifesto.
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Este movimento vem dar expressão a uma preocupação crescente que surgiu desde que o Santander Totta comprou o Banif. Há a convicção de que o BCE, que tem a supervisão bancária no espaço europeu, quer bancos ibéricos fortes para evitar os défices de capital que têm afectado os bancos nacionais.

A venda do Novo Banco prevista para Julho e as negociações no BPI para a saída de Isabel dos Santos do capital e venda ao Caixabank, são os acontecimentos que alimentam esta preocupação.

A notícia do nascimento de um manifesto contra a espanholização da banca portuguesa foi revelada, este domingo, pelo comentador da SIC, Luís Marques Mendes. "Está a ser preparado um manifesto contra o domínio dos bancos espanhóis das instituições financeiras em Portugal", disse, acrescentando que Alexandre Patrício Gouveia, que é administrador do Corte Inglês e presidente da Fundação Batalha de Aljubarrota é um dos promotores da iniciativa.

A preocupação com o facto de os bancos portugueses serem todos comprados por espanhóis começou por um envolvimento político do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que no seu discurso de tomada de posse aflorou o tema. Naquilo que foi entendido como um apelo à oposição à espanholização da banca portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa disse esperar que o "sistema financeiro previna em vez de remediar e não crie ostracismos ou dependências contrárias ao interesse nacional, política a ensaiar novas fórmulas, exigência de respostas mais claras, mais rápidas e mais equitativas".

Segundo o "Expresso", o Presidente está concertado com o primeiro-ministro, António Costa e o com o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, para diversificar as fontes de capital accionista dos bancos. António Costa surge com um papel activo de exercício de uma magistratura de influência não oficial para que os accionistas espanhol e angolano do BPI dêem gás a um entendimento que passa pela saída de Isabel dos Santos do banco liderado pro Fernando Ulrich e em contrapartida abriu as portas à uma entrada da empresária angolana no capital do BCP, que o mercado antevê que poderá precisar de um aumento de capital a curto prazo.

O eventual domínio do sector por grupos espanhóis foi ainda motivo de um alerta do novo Presidente da República, na sua visita oficial a Espanha: "É importante haver uma participação significativa, o que é diferente de haver um exclusivo. É uma posição de fundo. Nenhuma economia deve ter uma posição exclusiva noutra economia".

* Estranha-se esta manifestação de portuguesismo súbito, quando se sabe  que muitos viviam satisfeitos até agora com o domínio da economia espanhola em Portugal. Quem deseja o "macho/religioso" J. Duque no movimento está apresentado.
"Heroses do mar" é o que eles são.

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William Vivanco

Del Oriente

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HOJE NO  
"CORREIO DA MANHÃ"

Portugal vai enviar 40 peritos 
do SEF para Grécia 

Decisão no âmbito do acordo para os refugiados entre a União Europeia e a Turquia. 

Portugal vai enviar para a Grécia 40 peritos do SEF, no âmbito do acordo para os refugiados entre a União Europeia e a Turquia, avançou esta segunda-feira à Lusa o Ministério da Administração Interna. 
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Inicialmente o gabinete de imprensa do MAI tinha avançado à Lusa que iriam ser enviados para a Grécia 40 peritos do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e um juiz, mas depois esclareceu que, para já, Portugal só garante a deslocação dos elementos da força de segurança. A disponibilidade para enviar os peritos foi manifestada, no sábado, durante uma reunião, através de videoconferência, entre os Estados-Membros da UE para decidir o apoio prestado no âmbito do acordo que prevê o regresso à Turquia dos migrantes ilegais que cheguem à Grécia. 

Ainda não há uma data para o envio dos 40 peritos do SEF, que vão ter valências em readmissão, retorno e escoltas para afastamento de cidadãos irregulares. Entretanto, no âmbito da Frontex (Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia) e no prazo de um mês, Portugal vai enviar para a Grécia mais sete peritos do SEF, que se juntam a outros sete que já se encontram no país. 

No acordo entre a União Europeia e a Turquia, Portugal manifestou-se também disponível para enviar para a Grécia, através da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) material de apoio. O acordo, que entrou em vigor no domingo, prevê que todos os migrantes irregulares oriundos da Turquia e que entrem nas ilhas gregas sejam devolvidos à Turquia. 

Após a assinatura do acordo UE -Turquia, na sexta-feira, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse que a aplicação do acordo vai custar entre 280 e 300 milhões de euros nos próximos seis meses. Juncker adiantou que a Comissão Europeia ficou com a coordenação da logística e que Bruxelas tem "que pôr quatro mil pessoas a trabalhar para se conseguir pôr em prática o acordo", que estipula que cada pedido de asilo seja tratado individualmente. 

* Muita parra pouca uva da parte das autoridades europeias, quanto à participação dos peritos do SEF estamos convictos que farão excelente trabalho. 
Ainda nenhuma autoridade da comissão europeia esclareceu se a Turquia compra ou não petróleo ao 'daesh'.

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TRÊS ANOS..UMA GRAÇA

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HOJE NO
"OBSERVADOR"

Oito em cada dez camiões 
estão a abastecer em Espanha

A Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) revelou esta segunda-feira que 80% dos camiões dos seus associados estão a abastecer em Espanha, devido ao preço mais baixo dos combustíveis no país vizinho.
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“Atualmente, Espanha é o país que mais garante o abastecimento aos transportadores portugueses”, denunciou esta segunda-feira a Antram, que fez um levantamento junto dos seus associados, segundo o qual “cerca de 80% dos camiões nacionais abastecem no país vizinho”.

Num total de 15.000 camiões de transporte de mercadorias dos associados da Antram, cerca de 12.000 estão a abastecer em Espanha, adianta a associação, com base num inquérito realizado recentemente junto das empresas que representa, explicou à Lusa o presidente da Antram, Gustavo Paulo Duarte.

“Apenas 10% o fazem em Portugal, seguido de França e Alemanha, com 5% cada”, revela o mesmo inquérito às empresas de transporte de mercadorias, após o aumento do Imposto Sobre Produtos Petrolíferos (ISP) em seis cêntimos por litro de gasóleo e de gasolina, em vigor desde meados de fevereiro.

Depois de falhadas as tentativas de negociação com o Governo, através do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, para minimizar o impacto do aumento do ISP, a Antram tem nova reunião agendada para 30 de março, com o ministro Adjunto, Eduardo Cabrita.

A Antram antecipa que a justificação do Governo para a medida se mantenha – compensar a queda preço do petróleo nas contas públicas: “Acontece que esta baixa se reflete em todos os países e, se em Portugal a carga fiscal for superior, as empresas portuguesas deste setor terão necessariamente um custo de produção superior aos demais concorrentes europeus”.

Na sequência dos encontros, o Governo propôs uma majoração do custo com o combustível em 20%, em sede de IRC, o que a Antram rejeitou por considerar que “não permite atingir o valor que as empresas terão que suportar com o aumento do ISP”.

Mais do que não sofrer este agravamento, as associações querem que o preço dos combustíveis, que representa 35% dos custos das empresas do setor, seja equiparado ao praticado em Espanha, o que deverá ocorrer através da devolução do ISP, com base no consumo real de combustível.

* Os actuais preços dos combustíveis são um assalto a quem precisa de viatura para trabalhar. Equidade é necessária, não pode acontecer uma benesse para os proprietários de camiões e as empresas que têm apenas veículos ligeiros para o exercício do trabalho serem penalizadas.
Já agora, os que têm carro para passear não têm de levar com o peso da carestia, se passeiam é porque já trabalharam e ganharam salário para comprar lazer, gerando rendibilidade no turismo.


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HOJE NO 
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
Quando os militares precisam 
de vender banha da cobra

No Centro de Treino de Sobrevivência da Força Aérea, em Penamacor, os pilotos aprendem a sobreviver em cenários de conflito. Saber usar uma boa história pode fazer a diferença

"Não gaguejes...", exclama um dos bandidos, num tom entre o paciente e o irritado, para o piloto da Força Aérea capturado. "Ninguém vem para a República da Malcata com um canivete que nem para capar grilos dá! Onde é que estão as armas?", continua o raptor, enquanto se ouve o som do facalhão a afiar um pau.
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A cena passou-se nas traseiras de uma habitação isolada nos montes em redor de Penamacor, há uma semana. Três militares da Força Aérea, cuja aeronave foi abatida, estão reféns de vários bandidos que procuram ganhar uns cobres. "Não tens nada nos bolsos?", pergunta outro salteador, sem se perceber a quem.

"Braços estendidos ao longo do corpo, não quero que te aleijes", diz outro patife, num tom amigável que procura suavizar o tom rude dos parceiros. Só que o primeiro grita de imediato, fazendo sobressaltar os jovens militares com os rostos tapados por capuzes: "Estás assim todo esticado porquê, [palavrão]?Estás a enervar-me... queres ir para o teu país?"

Dentro de casa, onde se inala o cheiro da lenha a crepitar na lareira sob a panela de ferro com água e legumes a ferver, o tenente-coronel Natalino Pereira segue atentamente o que se passa lá fora. Comandante do Centro de Treino de Sobrevivência da Força Aérea (CTSFA), este oficial piloto-aviador explica ao DN a razão de ser dessa unidade: formar e treinar pessoal navegante no uso de técnicas de sobrevivência, recuperação, resistência ao cativeiro e a interrogatórios ou para escapar ao inimigo.

"Ensinamos técnicas para o militar se manter vivo, dar informações erradas e sair com dignidade", refere Natalino Pereira, sem entrar em detalhes classificados de um curso que é ministrado no âmbito da NATO, o comandante do CTSFA - em que sobressai a esquadrilha de Sobrevivência, Evasão, Resistência e Extração (SERE).

"Se não aplicarem bem as técnicas de sobrevivência e salvamento individual", em especial todo o processo de contacto e encaminhamento das forças amigas enviadas para resgatar os membros das tripulações caídas atrás das linhas inimigas, os envolvidos nessa missão de busca e salvamento em combate "ou não vão lá, ou até os abatem" se considerarem estar a ser enganados, enfatiza Natalino Pereira.

"Têm de dar garantias de que cumprem as regras", insiste o oficial. Camuflagem, construir abrigos e esconderijos, capturar armas, encontrar e preparar comida (secar, fumar, salgar), fazer fogo ou tratar a água são competências que os formandos têm de adquirir para sobreviver em caso de necessidade - como ocorreu há algumas semanas, com os pilotos russos abatidos junto à fronteira entre a Síria e Turquia.

No caso dos interrogatórios, como reféns ou como prisioneiros de guerra, o que importa "é ser um bom ator"- leia-se vendedor de banha da cobra - para construir uma boa história e jogar com o tempo necessário para que os códigos na sua posse sejam alterados. "Não se pretende que um formando diga tudo ou que fique calado, até porque neste caso deixa de ter utilidade para o inimigo...", explica o comandante do CTSFA, sem verbalizar o que pode acontecer à saúde do militar nessa situação.

A gestão do stress por parte dos militares constitui um elemento central dos cursos dados pelo CTSFA, sublinha o seu responsável. "A falta de café, de comida, de bebida e do cigarro", o desgaste físico de terem de andar escondidos e ficar horas no mesmo local, suportar o frio e a chuva, o efeito do jogo polícia bom/polícia mau por parte dos interrogadores em situações de isolamento...

Escusando-se a falar do que se passa nas sessões de interrogatório, tornadas famosas com o uso - pelos EUA contra o terrorismo - da violência física e certas técnicas legalmente proibidas, o responsável do CTSFA diz que "o frio é que dói mais". Ah, andar todo molhado por causa da chuva também "deita muito abaixo", indica.

No quarto e último curso desta temporada, os 17 elementos - incluindo fuzileiros, um militar das operações especiais e agentes da PSP - que cumpriram a componente prática tiveram nota positiva. A formação começou a 29 de fevereiro, na base aérea do Montijo (parte teórica), e terminou a 15 de março na base tática de Penamacor.

Terra de emigração
"Só é pena não estarem cá o tempo todo", diz ao DN António Luís Soares, presidente da Câmara de Penamacor. Sendo uma terra de emigração, o município consegue duplicar a população residente nos meses de verão, incluindo os vizinhos espanhóis que frequentam as piscinas locais. Na época baixa do inverno, porém, são os militares que ali estão entre novembro e março - por períodos de duas semanas por mês - a dar vida ao local.

O impacto positivo dessa presença dos militares (menos de uma centena) sente-se a vários níveis, regista o autarca socialista. O mais evidente é o "fluxo económico muito considerável" para o concelho em termos de comércio, alojamento e alimentação. Nos combustíveis então deve corresponder a um euromilhões anual para a bomba de gasolina local.

Com 5200 habitantes (metade com mais de 65 anos) espalhados pelos 560 quilómetros quadrados do concelho, António Luís Soares destaca também o "efeito persuasivo" que a presença dos militares tem entre a população idosa.

"Sei que não é o papel deles, mas de forma indireta" contribuem - ao circularem dia e noite pelas estradas alcatroadas e nos caminhos de terra da região - para o sentimento de segurança das pessoas, diz António Luís Soares.

* Esta espécie de brincadeira não é paródia, é treino!


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 MARUNOUCHI

JAPÃO

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FONTE: EURONEWS

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HOJE NO
"RECORD"

Mundial em Peniche teve impacto
. económico de 10,6 milhões

A etapa de Peniche do mundial de surf, que em outubro deu a vitória ao brasileiro Filipe Toledo, gerou lucros na economia estimados em 10,6 milhões de euros, segundo um estudo apresentado naquela cidade nesta segunda-feira.
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O impacto económico da prova foi avançado por João Paulo Jorge, que liderou a equipa de investigadores do Instituto Politécnico de Leiria responsável pelo estudo económico.

O valor foi calculado nos gastos médios diários dos 100 mil visitantes que, segundo o estudo, estiveram em Peniche a assistir à competição nos 10 dias em que decorreu.

Os investigadores estimaram em 77,42 euros as despesas médias diárias (38,48 euros no caso dos portugueses e 148,70 euros no caso dos internacionais), que resultaram num gasto total de 7,7 milhões de euros (5,2 milhões por visitantes internacionais e 2,5 milhões por portugueses).

A essa despesa deixada na economia da região Oeste pelos visitantes acrescem 1,6 milhões de despesas efetuadas no país por pessoas ligadas ao evento, como organização e comunicação social.

Dos 10,6 milhões de euros, estima-se que 1,3 milhões de euros sejam ainda lucros indiretos na economia. O evento gerou ainda uma receita fiscal de 1,2 milhões de euros.

Dos cerca de mil inquiridos neste estudo, 66,4% dos portugueses e 40,3% de estrangeiros já assistiram a edições anteriores do evento, o que revela que "há uma fidelização na prova".

A secretária de Estado do Turismo, Ana Godinho, disse, na apresentação do estudo, que o mundial de surf "é um projeto paradigmático porque acrescenta valor ao turismo, ao valorizar a costa e o mar, ativos regionais".

Graças à prova, a única etapa na Europa, e ao fim de seis edições, "os europeus quando pensam fazer surf pensam em Portugal".

A etapa de 2016 do mundial de surf em Peniche está prevista para 19 a 29 de outubro.
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* Quem ler cruamente esta notícia dirá: - O prestígio está no dinheiro.

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DIETA

























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ONTEM NO  
"JORNAL DE NOTÍCIAS"


Passos Coelho quer esclarecimento 
sobre interferência em negócios da banca

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou este domingo que é preciso um "esclarecimento tão transparente quanto possível" sobre a alegada interferência direta do primeiro-ministro nos negócios entre a empresária angolana Isabel dos Santos e o setor bancário. 
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"Não temos boa memória dos tempos em que os governos e os primeiros-ministros se envolviam em processos societários que não respeitam ao Estado, respeitam aos privados, e era muito importante que houvesse um cabal esclarecimento dessa matéria", disse Passos Coelho, à margem de uma visita à Feira do Folar de Valpaços, Vila Real.
Para o líder do PSD, é preciso que os governos "salvaguardem a sua independência e a sua isenção de processos que não estão sob a sua alçada direta" e, por isso, espera que haja um "esclarecimento cabal desta matéria".

O Expresso noticiou que António Costa e a empresária angolana, para ultrapassar o impasse no BPI, reuniram-se em Lisboa e terão conciliado posições com o grupo financeiro espanhol La Caixa, com a filha do Presidente de Angola a vender a sua participação no BPI aos espanhóis e o BPI a ceder as suas ações do banco angolano BFA a capitais angolanos.

Já no sábado, o vice-presidente do grupo parlamentar do PSD Leitão Amaro anunciou um pedido de esclarecimento e referiu que vão ser formuladas oito perguntas ao Governo socialista sobre as alegadas interferências nos negócios entre a empresária angolana Isabel dos Santos e o setor bancário.

* É engraçada a memória do sr. Passos Coelho, esqueceu-se das interferências de gente do PSD na banca, Cavaco Silva entregou o Totta ao Champalimaud que logo a seguir o vendeu aos espanhóis, Oliveira e Costa, Dias Loureiro e muitos mais no BPN, a incompetência do próprio governo de Passos no BES e no Banif, os favores à "zeduzinha", as "swapps", etc.

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