sexta-feira, 11 de março de 2016

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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18.O QUE NÓS   


"APRENDEMOS"!




HIPISMO




Na etiqueta "PEIDA E DESPORTO" estamos a apresentar regras de várias modalidades desportivas e olímpicas desde 13 de Novembro de 2015. .
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** As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


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1.O NOVO MUNDO


DOCUMENTÁRIO DO

LIVRO DE MÓRMON



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HOJE NO 
"OBSERVADOR"
Como é que uma bactéria que come
. plástico pode salvar o planeta?

Chama-se "Ideonella sakaiensis". E é uma bactéria que decompõe em seis semanas uma quantidade de plástico que a natureza demoraria cem anos a eliminar.

Um grupo de cientistas japoneses descobriu uma estirpe de bactéria que consegue “comer” plástico.


 Uma descoberta que pode contribuir para resolver o problema galopante da poluição nos oceanos. Esta estirpe consegue perfurar e consumir completamente umas das variedades mais usadas de plástico, o politereftalato de etileno (PET), usualmente visto em garrafas de bebida, cosméticos ou nos comuns produtos de limpeza doméstica.

Os cientistas, num artigo publicado na revista Science desta sexta-feira, garantem que a Ideonella sakaiensis (assim batizaram a bactéria) consegue decompor o politereftalato de etileno (concretamente, uma folha fina deste material) em apenas seis semanas, quando na natureza essa mesma quantidade de PET demoraria um século a desaparecer por completo.

Embora não se preveja que as bactérias Ideonella sakaiensis sejam utilizadas para reduzir a poluição por plástico nos próximos tempos, é certamente uma boa notícia para o futuro. Uma notícia que contrasta com outra, anunciada no último Fórum Económico Mundial, em janeiro: um terço de todas as embalagens de plástico escapa aos sistemas de recolha de lixo e acaba na natureza.

Mas o alerta que foi feito em Davos, na Suíça, é ainda mais alarmante. Em 2050, e como só 14% de todas as embalagens de politereftalato de etileno (e outras variedades de plástico) são recolhidas para reciclagem, haverá tanto plástico nos oceano (em peso) quanto peixes. “O sistema atual de produção, de utilização e de abandono de plásticos tem efeitos negativos significativos: entre 73 mil milhões a 109 mil milhões de euros em embalagens de plásticos são perdidas anualmente.

A par do custo financeiro, se nada mudar, os oceanos terão mais plásticos do que peixes até 2050”, lê-se num comunicado do Fórum.

* E andamos todos contentes por nos estarmos a exterminar.

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HOJE NO
"i"

Ministro da Economia pede 
aos portugueses para não 
abastecerem em Espanha

Gasolina em Espanha é mais barata 30 cêntimos por litro, num depósito de 60 litros a diferença é de 17,5 euros.

O ministro da Economia, Caldeira Cabral, já pediu aos portugueses para não abasteceram o carro em Espanha. Esta é a reação do governante às contas da Anarec que alerta que ao abastecer um veículo em Espanha, pode-se poupar cerca de 30 cêntimos por litro.

Feitas as contas, num depósito de 60 litros a diferença é de 17,5 euros.

“Muitos portugueses estão a pagar impostos em Espanha e é algo que temos que em primeiro lugar pedir aos portugueses que não façam”, apelou o Ministro da Economia esta quinta-feira, solicitando assim aos portugueses que não vão abastecer os seus carros a Espanha.

“Temos que trabalhar com as associações do setor e ouvir quais são as propostas que têm para apresentar, e mostramos desde já toda a abertura para ouvir e tentar encontrar soluções, mas estamos num quadro orçamental que é o que é e é também nesse quadro orçamental que vamos ter de trabalhar em todo o país”, declarou Manuel Caldeira Cabral.

* O sr. ministro sabe o que é globalização e oferta de mercado e concorrência, faça alguma coisinha para os portugueses não quererem pagar impostos em Espanha.

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5-O LABIRINTO NEGRO

DAS PROFUNDEZAS


ÚLTIMO EPISÓDIO


* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Sophie Marceau 
rejeita Legião de Honra... e explica porquê

A atriz rejeitou a condecoração pelo Presidente Hollande por motivos políticos

A atriz Sophie Marceau afirmou esta terça-feira no Twitter que rejeitou receber a condecoração francesa da Legião de Honra das mãos do presidente François Hollande, e dá um motivo: a condecoração, com a mesma Ordem, do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed ben Nayef.
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Ben Nayef foi condecorado no dia 4 de março, por entre críticas de que é príncipe de um país onde apenas em 2015 foram executadas 154 pessoas.

Sophie Marceau explica com essa informação o facto de ter rejeitado a Legião de Honra, facto que, até esta ter decidido fazer a publicação no Twitter, não era ainda conhecido. Marceau cita uma publicação de um jornalista do Le Monde, que menciona o número de execuções na Arábia Saudita em 2015.

* Tem o nosso respeito.

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A Segurança e Saúde no Trabalho
ao serviço da produtividade



FONTE: EURONEWS

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HOJE NO 
"RECORD"

Tamila Holub bate recorde nacional
. absoluto dos 1.500 metros livres

Tamila Holub bateu esta sexta-feira o recorde português absoluto na prova dos 1.500 metros livres, com o tempo de 16.40,54 minutos, no primeiro dia de competição dos Campeonatos nacionais, que decorrem no Complexo Desportivo do Jamor.
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A nadadora do Sp. Braga, que ainda tem idade júnior (17 anos), já era a detentora do recorde nacional absoluto dos 1.500 metros, com o tempo de 16.43,22 minutos, máximo obtido em Singapura em 29 de agosto de 2015.

Tamila Holub não teve qualquer oposição e nadou praticamente sozinha contra o cronómetro, apesar de, na última semana, ter sido afetada com problemas nas amígdalas que não a deixaram treinar convenientemente.

"Não consegui preparar-me como desejava, mas este resultado veio confirmar a minha melhoria nesta prova", disse à Lusa a atleta bracarense, filha de pais ucranianos, mas nascida em Portugal.

* BRAVO

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RICARDO COSTA

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Discutir a morte

As declarações da bastonária dos enfermeiros não devem ser mais uma oportunidade perdida para colocar a eutanásia e a distanásia na lei e nas práticas deontológicas.

A pacatez enraizada dos nossos costumes sofre, por vezes, um abalo e um desconforto. Não somos povo para desejar grandes mudanças, ainda que quando tivéssemos mudado, geralmente em tempos de crise, carestia e urgência, mudámos para mais e melhor. Não somos um povo de sobressalto, mesmo que tivéssemos arrancado para a independência por causa do desafio de um filho contra o poder da mãe. Não dispomos de um rasgo coletivo que mobilize, sem prejuízo de uma forte identidade e de um estado de alma quando o estímulo é promovido e a motivação é acalentada. Somos assim e não queremos que nos incomodem muito com as verdades escondidas e as dissimulações evidentes. Há corrupção? Claro, mas não nos falem disso. Há influências traficadas fora da lei? Todos sabemos, contudo é melhor estar longe desses salões e corredores. Há dinheiros públicos mal gastos e bancos a falir por incompetência e ganância? Está à vista; todavia, os tribunais e as “autoridades” é que sabem e fazem o seu trabalho. Há professores a serem agredidos e insultados nas escolas? É conhecido, mas alguém há de resolver. Há pessoas cuja inação é subsidiada pelo dinheiro dos contribuintes em prejuízo da assistência efetiva à miséria e à carência? Assim será, mas “é assim” (como agora se diz). Quando alguém ilumina as verdades para as interrogações, assume as decisões e verbaliza as hipocrisias, o abalo aparece e o desconforto grassa.

É este o país em que vivemos. Por isso aprecio esses momentos de abalo no (aparentemente) pacato viver social, uma verdadeira oportunidade para avanço. Aprecio, portanto, personagens como Ana Rita Cavaco, bastonária dos enfermeiros, que apenas confirmou, em breve aceno e esclarecimentos suplementares, o que vamos sabendo – pela experiência própria ou pela narração dos próximos e conhecidos – como prática e reflexão médicas: na antecâmara da morte certa, ditada pela invalidade irreversível dos tratamentos, alivia-se a dor e suspendem-se ou não se iniciam novas terapêuticas; estabiliza-se o doente em sofrimento com sedação calmante e discutem-se as formas de reduzir o drama terminal em concílio com a família; remete-se o paciente para casa tendo em conta um fim aconchegado, ainda que eventualmente mais rápido.

Daí até ao tema da morte assistida, a eutanásia a pedido do doente lúcido e consciente, é o passo seguinte. Aquela que, na sombra, alguns confessam ou suspeitam. Aquela que ninguém pode censurar que se analise, para além da tensão e responsabilidade da vida dos médicos e dos enfermeiros, e, ato seguinte, se converta em matéria expressa da lei – como se fez com a interrupção da gravidez. Como ninguém pode censurar que se problematize a distanásia, o prolongamento artificial de um doente incurável, tantas vezes a pedido da família crente na “ligação à máquina”. Em suma, o ancestral tema da morte digna. Ou da dignidade na morte, olhando de frente para a degradação e a perda da autonomia. Que discutimos e ensinamos nas faculdades de Medicina e de Direito, tendo em vista o modo e o conteúdo das opções a traduzir em lícito e ilícito e nos princípios da deontologia. Que se discuta em sociedade é apenas prova de civilização que não devemos desperdiçar escondidos nas consciências e nos preconceitos.

Em nome deles, somos um país de comissões e de inquéritos. Que tantas vezes não servem para mais do que um caso concreto. E, pelo caminho, acrescentam apenas estigma sobre a coragem e a frontalidade. Se este fosse mais um desses casos, seria um enorme desperdício.

Professor de Direito da Universidade de Coimbra. Jurisconsulto

IN "i"
03/03/16


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805.UNIÃO


EUROPEIA



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HOJE NO  
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Santuário de Fátima lança 
Jogo dos Pastorinhos 

O Santuário de Fátima lançou esta quinta-feira o Jogo dos Pastorinhos, uma aplicação gratuita para dispositivos móveis criada no âmbito do Centenário das Aparições, que se comemora em 2017. 
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MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA JOGAR
Em comunicado, o Santuário informa que a aplicação destina-se a crianças a partir dos quatros anos e que estará disponível no Google Play e na App Store da Apple.
No Jogo dos Pastorinhos o objetivo é chegar primeiro ao Coração de Jesus. O Santuário explica que os jogadores começam por escolher com qual dos personagens querem jogar: a Lúcia, o Francisco, a Jacinta ou o menino. Podem jogar no máximo quatro jogadores ao mesmo tempo.

Depois de escolherem as personagens e escreverem o nome, os jogadores lançam os dados, um de cada vez, conforme as instruções que o jogo vai dando. A ordem de jogar será consoante a pontuação alcançada. Caso existam pontuações semelhantes jogam pela ordem em que inseriram os nomes, explica a nota do Santuário.

Cada jogador, na sua vez, lança os dados e avança no percurso pela Cova da Iria. Os pontos obtidos em cada lançamento de dados correspondem ao número de casas que cada jogador avança. Para chegar à última casa será necessário obter o número de pontos exato. Caso isso não aconteça, o jogador recua o número de casas correspondente aos pontos que sobram, acrescenta ainda o Santuário.

O jogo foi pensado conceptualmente pelo vice-reitor do Santuário e coordenador do Centenário das Aparições, padre Vítor Coutinho, e pelo diretor do Serviço de Estudos e Difusão, Marco Daniel Duarte, tendo sido produzido pela Terra das Ideias.

* Consta que existe uma pontuação especial para quem puser os pastorinhos a urinar atrás da azinheira.

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5-PIXO


PICHAÇÃO E PICHADORES



Documentário sobre pichação e pichadores, O impacto da pichação como fenômeno cultural na cidade de São Paulo e sua influência internacional como uma das principais correntes da Street Art.

O filme participou da exposição Né dans la Rue (Nascido na Rua), da Fondation Cartier pour l'Art Contemporain, em Paris.

O documentário mostra a realidade dos pichadores, acompanha algumas ações, os conflitos com a polícia e mostra um outro olhar sobre algumas intervenções já muito exploradas pela mídia. O filme não traz respostas, mas fornece argumentos para o debate: Pichação é arte ou é crime?


FONTE: BON VIVANT


* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


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7-PORTUGAL

1975 E AGORA

ENFERMEIROS



MÉDICOS



DOUTORAMENTOS


NÚMERO DE HABITANTES
POR MÉDICO


Como era Portugal em 1975? E como é nos dias de hoje? Uma série de episódios, numa cooperação entre a Pordata e a RTP, explicam como é que o país mudou ao longo dos últimos 40 anos.




** As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


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HOJE NO  
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

Só 5% dos administradores não 
acumulam cargos noutras empresas

A maioria dos gestores que ocupa cargos nas administrações das cotadas nacionais ocupa outras funções em simultâneo noutras empresas, revela relatório da CMVM.
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A acumulação de cargos nos conselhos de administração de várias empresas continua a ser uma realidade no mercado português. Cerca de 95% dos membros da administração de sociedades cotadas ocupava, em 2014, funções noutras empresas, adianta o Relatório Anual sobre o Governo das Sociedades Cotadas em Portugal, da CMVM, publicado esta sexta-feira, 11 de Março.

"Em termos de funções exercidas em várias sociedades, apenas 20 dos 422 cargos nos órgãos de administração eram ocupados por administradores que não exerciam funções em mais nenhuma sociedade", pode ler-se no documento publicado esta tarde.

Das 43 sociedades analisadas, em 31 cotadas a totalidade dos membros do órgão de administração acumulava cargos noutras sociedades, acrescenta a CMVM.

Esta é uma situação recorrente apontada pelo regulador em relatórios anteriores sobre o governo das sociedades. Ainda assim, o caso extremo de um gestor com mais cargos em mãos coube a Miguel Pais do Amaral, que chegou a acumular 73 funções em simultâneo em 2012.

* De quanta pobreza precisam estes gestores para terem tantos "tachos"?

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Pé na Terra


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HOJE NO 
"DESTAK"

UE mostra "profunda preocupação" 
pela militarização do Mar do Sul da China

A alta representante da União Europeia (UE) para a Política Externa, Federica Mogherini, mostrou hoje a sua "profunda preocupação" pela colocação de mísseis em ilhas do Mar do Sul da China, solicitando a não militarização desta disputada região. 
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"Causa grande preocupação a deslocação, temporária ou permanente, de forças ou equipamentos militares para zonas marítimas disputadas que afetem a estabilidade regional e possam ameaçar a liberdade de navegação e voo", declarou Mogherini, em comunicado.

Neste sentido, instou todas as partes que têm reclamações sobre a área a "abster-se de militarizar a região, utilizar o uso da força ou realizar ações unilaterais". 

* "profunda preocupação" quer dizer "enorme cagaço" e "impotência"

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A Arte da Marcenaria




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HOJE NO
"i"

Ministro da Economia pede 
aos portugueses para não 
abastecerem em Espanha

Gasolina em Espanha é mais barata 30 cêntimos por litro, num depósito de 60 litros a diferença é de 17,5 euros.
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O ministro da Economia, Caldeira Cabral, já pediu aos portugueses para não abasteceram o carro em Espanha. Esta é a reação do governante às contas da Anarec que alerta que ao abastecer um veículo em Espanha, pode-se poupar cerca de 30 cêntimos por litro.

Feitas as contas, num depósito de 60 litros a diferença é de 17,5 euros.

“Muitos portugueses estão a pagar impostos em Espanha e é algo que temos que em primeiro lugar pedir aos portugueses que não façam”, apelou o Ministro da Economia esta quinta-feira, solicitando assim aos portugueses que não vão abastecer os seus carros a Espanha.

“Temos que trabalhar com as associações do setor e ouvir quais são as propostas que têm para apresentar, e mostramos desde já toda a abertura para ouvir e tentar encontrar soluções, mas estamos num quadro orçamental que é o que é e é também nesse quadro orçamental que vamos ter de trabalhar em todo o país”, declarou Manuel Caldeira Cabral.

* O sr. ministro sabe o que é globalização e oferta de mercado e concorrência, faça alguma coisinha para os portugueses não quererem pagar impostos em Espanha.

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RESOLVA


O PUZZLE


Aperitif



Georgy-Kurasov - Oil-on-Canvas

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HOJE NO
"A BOLA"

Incidente de Sharapova aumenta a
. procura de meldonium em 100 por cento

Embora a russa Maria Sharapova tenha acusado positivo à substância meldonium, que é ilegal no ténis, essa situação acabou por ser positivas para as marcas que vendem o produto, visto que a procura aumentou em cem por cento em poucos dias.
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O meldonium, que é proibido na Europa e nos Estados Unidos, é destinado para tratar anginas e doenças cardíacas e também aumenta o fornecimento de sangue ao músculo cardíaco. É vendido apenas nos Países Bálticos e na Rússia.

A grande maioria dos sites avançam que o produto irá chegar com atraso, porque a procura é muito elevada.

* Há quem insista em se envenenar, produtos "clínicos" vendidos na internet é uma sorte não morrer.

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FOREVER YOUNG


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HOJE NO 
  "AÇORIANO ORIENTAL"

Portugal vai propor à União Europeia
. quotas de produção para 
o leite e carne de porco

A criação de quotas de produção com apoios a essa restrição para os setores do leite e da carne de porco são algumas das propostas que Portugal vai defender na segunda-feira em Bruxelas, antecipou hoje o ministro Capoulas Santos.
 
O ministro da Agricultura, Capoulas Santos, que se reúne na segunda-feira com os seus homólogos dos países da União Europeia, disse à agência Lusa que vai propor o "estabelecimento de um regime de quotas de produção" que, no caso do setor leiteiro, ao limitar a produção, permitiu nas últimas décadas manter os preços equilibrados".

O governante adiantou que vai defender apoios acrescidos à armazenagem, limiares de preços para produtos como o leite em pó e a manteiga e outras medidas temporariamente limitadoras da produção, como a redução do número de fêmeas reprodutoras no setor da carne de porco, e apoios à produção por cabeça de gado.
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Entre os sete dos 27 estados-membros que apresentaram propostas, Portugal defende que a União Europeia negoceie, no plano político, para que seja levantado o embargo russo aos produtos europeus.

"As exportações para a Rússia estão há vários meses bloqueadas e os russos são grandes clientes de carne de porco e produtos lácteos da União Europeia e essa tem sido uma das razões que têm provocado a inundação do mercado interno e a consequente pressão negativa sobre os preços", recordou o ministro.

Capoulas Santos defendeu ainda que quaisquer ajudas a ambos os setores terão de passar por "medidas comunitárias", mas "admitiu adotar outras medidas" no plano nacional e anunciou já quais uma redução em 50% dos pagamentos à Segurança Social desses trabalhadores a partir de abril e até dezembro.

* O governo anterior colocou os suinicultores num gueto, agora este governo ficou com o bácoro nos braços.

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CONEXÕES PERIGOSAS















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HOJE NO 
  "PÚBLICO"

Portugal tem 82 centros de referência 
nos hospitais, 60 foram "chumbados"

Coimbra fica com o único centro de referência para transplantes cardíacos em Portugal. Há três hospitais privados na lista de locais considerados de topo para o tratamento de determinadas doenças.

Não há encerramentos nem concentração de serviços, pelo menos para já. Os hospitais continuam a ter as mesmas valências. Mas, a partir desta sexta-feira, os portugueses passam a saber, preto no branco, quais são os 82 centros considerados de topo para o tratamento de determinadas doenças ou procedimentos muito complexos e caros, os chamados centros de referência nacionais. Só estes poderão ser integrados nas redes de referência europeias.

A escolha promete despertar alguma polémica, porque a maior parte destes centros (que foram seleccionados por uma comissão de peritos) fica localizada nos grandes hospitais das grandes cidades, basicamente Lisboa, Porto e Coimbra. Há também centros em três hospitais privados (duas unidades da CUF, Hospital da Luz, Hospital da Cruz Vermelha) na lista que é divulgada esta sexta-feira à tarde pelo ministro da Saúde no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Mas o que muda para os doentes? Por enquanto, não haverá grandes alterações, porque para que um paciente seja tratado num destes centros precisa primeiro de ser encaminhado pelo seu clínico assistente.  Só quando houver liberdade de escolha – e o ministro Adalberto Campos Fernandes já se mostrou disposto a abrir um pouco esta porta - será possível seleccionar o hospital em que se é tratado, independentemente da área de residência.

Para já, o que se fica a saber é que, em 19 áreas clínicas, foram apresentadas 134 candidaturas e seleccionadas 74 (que na realidade correspondem a  82 instituições, se considerarmos todos os serviços, uma vez que há centros que vão funcionar em consórcio, o que é novidade em Portugal). Os que não foram escolhidos não serão prejudicados, porque continuam a fazer o que faziam. "Isto não serviu para seleccionar centros especializados, mas sim centros altamente especializados”, sublinha Alexandre Diniz, da Direcção-Geral da Saúde (DGS) e membro da comissão de peritos que escolheu as unidades.

“Havia três caminhos possíveis. Um era proibir [a actividade dos que não têm casuística suficiente para tratar determinadas patologias], outro era deixar tudo como está,  e o terceiro era ter uma situação intermédia em que se faz uma selecção e se deixa o mercado funcionar", explica Jorge Penedo, coordenador do grupo de trabalho que avaliou a situação e propôs este modelo.  

Os centros de referência são, nas palavras dos peritos,  “unidades com reconhecidos conhecimentos técnicos “para dar resposta a doentes com situações clínicas que exigem “uma especial concentração de recursos ou de perícia devido à baixa prevalência da doença, à complexidade no diagnóstico ou tratamento e aos custos elevados”.

Para desempenharem adequadamente a tarefa a que se propõem devem ter equipas multidisciplinares experientes e altamente qualificadas e dispor de estruturas e equipamentos médicos muito especializados. Têm ainda que possuir competências nas áreas do ensino e formação e investigação e são obrigados a publicar os seus resultados, sendo também sujeitos a auditorias externas.
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Então, a solução agora preconizada implicará o fecho de alguns serviços no futuro? “O que é natural é que os doentes comecem a ir mais a estes centros”, admite Jorge Penedo, que assume que o modelo “precisa de ganhar maturidade”. “Esta solução não vai salvar a vida de todos os portugueses, mas vai representar um avanço significativo. Os profissionais passarão a trabalhar mais em equipa. Alguns [hospitais] deixarão de fazer coisas que fazem hoje”, sintetiza.

São seis dezenas as unidades que ficaram de fora deste processo de reconhecimento que tem um prazo de validade de cinco anos. No transplante de coração, por exemplo, apesar de serem quatro as unidades hospitalares que o asseguram em Portugal (hospitais de Santa Marta e de Santa Cruz, em Lisboa, e São João, no Porto), só o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra foi seleccionado como centro de referência nacional.

Mais uma vez, um doente que precise de um transplante cardíaco pode optar por este hospital?  "Se muitas pessoas escolherem os centros de referência, podem ter que se sujeitar a maiores tempos de espera",  antecipa o coordenador do Programa Nacional Para as Doenças Cardiovasculares, Rui Cruz Ferreira, para quem são necessárias as quatro unidades que fazem transplante cardíaco em Portugal (a comissão que avaliou a situação considerou, porém, que um destes seria dispensável).  “Não é uma questão de condições, mas de casuística", enfatiza.

“Não é uma questão de casuística pura e dura. Também conta a diferenciação dos profissionais, os recursos, a apresentação de resultados”, contrapõe Jorge Penedo. Seja como for, repete Alexandre Diniz, “o doente não pode chegar lá sozinho com um papel, tem que ser clinicamente referenciado”. No futuro, poderá haver “um desnatamento natural e progressivo”, reconhece, ao mesmo tempo que nota que o objectivo não foi o de encerrar serviços.

"Não é um carimbo eterno"
O processo arrancou há já alguns anos e acelerou na sequência da directiva de cuidados de saúde transfronteiriços, que refere expressamente a criação deste tipo de centros, os únicos que podem ser integrados nas redes europeias de referência, cujo concurso abre já para a semana.

Em Portugal, depois de o primeiro processo de selecção ter arrancado no ano passado em cinco áreas – epilepsia refractária, onco-oftalmologia, paramiloidose familiar, transplantes pulmonares, do pâncreas e hepáticos -, foi aberto novo concurso  para mais uma série de outras especialidades, nomeadamente patologias raras como as doenças hereditárias do metabolismo, que ficam concentradas em quatro unidades (duas no Porto, uma em Coimbra e outra em Lisboa).

Nesta fase, avançam também as áreas das cardiopatias congénitas e da cardiologia de intervenção estrutural, tal como outros cancros -  o do recto, testículo, esófago, entre outros. “Isto é o início, não é um carimbo eterno. E não há grandes novidades”, desdramatiza o director do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, Nuno Miranda, apesar de admitir que, no futuro, alguns hospitais possam deixar de fazer o que fazem actualmente.

Esta solução, volta a frisar, não implica, porém, proibir os que ficam de fora de continuar com a sua actividade, “Os centros de referência têm obrigações decorrentes [dessa classificação] e, eventualmente, benefícios financeiros. Mas isto não tem a ver com a rede de referenciação de oncologia, que foi aprovada há meses e que, por enquanto, é um documento de intenções. Ainda há hospitais que fazem tratamentos que não deveriam fazer", diz o médico. "Isto não se extingue por decreto", remata.

Esta sexta-feira, os escolhidos vão receber uma placa distintiva “para que a população saiba” quais são e, no Portal da Saúde, será possível localizá-los através de georreferenciação, diz Alexandre Diniz.  Numa segunda fase, os centros vão ter um modelo de financiamento específico que ainda não está definido, adianta o Ministério da Saúde.

A partir da próxima quarta-feira, os centros podem ainda candidatar-se à integração nas chamadas redes de referência europeias, um processo que durará três meses, explica Alexandre Diniz. “A Comissão Europeia exige que os centros sejam reconhecidos pelo Estado de origem com base em critérios científicos e específicos por áreas. Este processo foi muito moroso e minucioso”.

Guimarães não compreende por que ficou de fora. 
Há um centro hospitalar, o do Alto Ave (Guimarães), que se candidatou a centro de referência de doenças hereditárias metabólicas mas, olhando para a lista das unidades escolhidas, percebe-se que ficou de fora.

“É uma surpresa”, reage Olga Azevedo, cardiologista que coordena a unidade de doenças lisossomais de sobrecarga, que se integram no grande grupo das doenças metabólicas. A médica, que ignorava ainda o resultado final do concurso, sublinha que o hospital respondeu “a todos os requisitos” e cumpre  “todos os critérios” e alega que esta unidade é a que mais doentes acompanha nesta área. “ 

Temos casuística (180 casos de doenças lissossomais de sobrecarga), temos experiência, e até somos consideramos centro de excelência” para o diagnóstico e tratamento destas patologias, frisa.
"Nas doenças lisossomais, somos o maior centro a nível nacional e um dos maiores centros europeus, por razões genéticas e históricas", argumenta. Em Portugal, a região de Guimarães é aquela onde se concentra o maior número de casos do grupo destas doenças.

Sem conseguir entender por que razão apenas foram seleccionados "grandes hospitais das grandes cidades" – e no caso específico das doenças metabólicas foram seleccionados dois hospitais do Porto, o São João e o Santo António -, Olga Azevedo diz que o número de doentes está constantemente a aumentar.

Outros especialistas, que pediram para não ser identificados, põem em causa a constituição da comissão nacional que atribui o reconhecimento por integrar elementos de hospitais que se candidataram e que agora foram contemplados.

* Com este projecto é evidente  que a satisfação não colhe unanimidade mas é um ponto de partida, ficar parado é morrer.

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LÂMINAS AFIADAS


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HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"

Operação Furacão: 
Instaurados 149 inquéritos 

Recuperados mais de 146 milhões de euros. O Ministério Público aplicou a suspensão provisória do processo em 134 inquéritos da Operação Furacão, após o pagamento pelos arguidos das quantias devidas ao fisco e já recuperou mais de 146 milhões de euros. 
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Segundo o diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, Amadeu Guerra, na Operação Furacão, que começou a ser investigada há uma década, já foram instaurados 149 inquéritos, deduzidas cinco acusações, acusados 108 arguidos, entre pessoas singulares e coletivas e recuperados mais de 146 milhões de euros. "Pretendemos, ainda este ano, dar continuidade ao esforço que tem vindo a ser feito no sentido de continuar a proferir despacho final nos quatro processos ainda pendentes", disse Amadeu Guerra, em entrevista dada por escrito à agência Lusa. 

Sobre o facto de suspensão provisória do processo não ter sido aplicada a todos os arguidos, o diretor do departamento explicou que "face ao esquema de fraude, a investigação distinguiu entre os promotores da fraude e os aderentes aos esquemas de fraude. "Aos primeiros [promotores de fraude] não foi oferecida a possibilidade de, através da regularização fiscal, poder ser conferida a suspensão provisória do processo", por se colocarem "maiores exigências de prevenção criminal. Tais promotores não são agentes económicos produtivos e, por vezes, os serviços que oferecem possibilitam a utilização por formas de criminalidade mais grave", justificou. 

Volvidos três anos à frente do departamento do MP que investiga a criminalidade organizada mais grave e complexa, Amadeu Guerra realçou a aposta na formação especializada, na realização de perícias externas, nas assessorias técnicas e no apoio à investigação por parte de pessoas oriundas de autoridades públicas independentes, órgãos formais de controlo, em particular, no domínio da criminalidade económico-financeira.

* É obra!

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