quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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UM DIVÓRCIO INTRIGANTE

Num tribunal o  juíz pergunta à requerente
- A senhora tem a certeza do que está a pedir? A senhora quer o divórcio por COMPATIBILIDADE DE FEITIOS
-Não será o contrário? A mulher responde:
- Não Sr. Dr Juiz! É mesmo por COMPATIBILIDADE.

Eu gosto de cinema, o meu marido também!
Eu gosto de ir à praia, ele também!
Eu gosto de ir ao teatro, ele também! 

Eu gosto de homens e ele também!

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I."PORQUE NÓS

FUGIMOS"!



1-A FUGA DA SÍRIA


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ORÇAMENTO

PARA 2016

APROVADO



CLIQUE EM "Programa OLHOS NOS OLHOS"

Se no dia do programa, 23 de Fevereiro, não teve oportunidade de ficar mais esclarecido sobre o tema, dispense-se tempo para se esclarecer agora, este programa é extenso mas terrivelmente claro e polémico.
Fique atento às declarações do Dr. Pedro Braz Teixeira.

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HOJE NO  
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
Só 19% dos filhos de mulheres com 
a 4.ª classe têm sucesso escolar

Estudo realizado pela Direção-Geral de Estatísticas de Educação comprova grande impacto do nível socioeconómico das famílias

A conclusão não é nova nem surpreendente: há muito que se sabe, através de estudos e comparações nacionais e internacionais, que as habilitações literárias dos pais são um bom indicador das expetativas de sucesso escolar dos filhos. Mas esta é a primeira vez que o Ministério da Educação faz um levantamento de toda a sua rede - centrado nos alunos do 3.º ciclo de escolaridade - e chega a números definitivos.

E estes números são preocupantes: entre os estudantes cujas mães têm a quarta classe ou menos, apenas 19% têm percursos escolares de sucesso. Quando as mães têm habilitações ao nível da licenciatura ou bacharelato, a realidade é quase oposta: 71% de sucesso.

O critério de sucesso estipulado para este estudo da Direção geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) combina a avaliação interna com os resultados alcançados pelos estudantes nos exames nacionais de Português e de Matemática do 9.º ano. Para ser considerado um aluno de sucesso, este tem de concluir o 9.º ano sem retenções no seu currículo, conseguindo também uma nota positiva em ambos os exames nacionais.

Apesar destas conclusões, a DGEEC constata também que o insucesso não é uma fatalidade para os alunos, dando os exemplos dos distritos de Braga e Viseu, onde alunos cujas mães tinham qualificações muito baixas tiveram desempenhos superiores aos do distrito de Beja entre filhos de mulheres com o 12.º ano completo.

Numa nota de imprensa, o Ministério da Educação defende que "este estudo reforça a necessidade de colocar o foco na melhoria das aprendizagens e na inovação pedagógica como estratégia para a melhoria dos resultados, suportada pelo facto de ser possível inverter tendências preditas pelos baixos rendimentos".

A análise da DGEEC centrou-se nos alunos das escolas públicas - porque são os únicos para os quais o Ministério da Educação tem indicadores socioeconómicos completos. A escolha das mães como termo de comparação foi uma opção dos autores do trabalho que, no entanto, fizeram também uma simulação com os dados relativos aos pais, com resultados "semelhantes".

* Este elitismo tem de ser combatido para haver uma sociedade mais justa e menos corporativa.

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PRADA
FASHION SHOW
EXCLUSIVE
OUTONO/INVERNO
2015/2016
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HOJE NO
"RECORD"
Portugal foi o país 
que mais brasileiros recebeu em 2015

Segundo dados revelados pela Confederação Brasileira de Futebol, Portugal foi o país que mais jogadores recebeu vindos do Brasil em 2015. No total foram 136 os futebolistas que trocaram os campeonatos canarinhos pelos tapetes verdes portugueses, um valor que corresponde a 19% das transações efetuadas.
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No segundo posto surge o Japão, com 44, seguido pela Coreia do Sul, com 26. Curiosamente, o mercado mais voga de momento, o chinês, aparece apenas no 14.º posto, com apenas 13 transferências. Contudo, convém frisar que ainda não estão contabilizadas as mais mediáticas mudanças deste ano, como aquelas que levaram Gil, Renato Augusto ou Ralf à China.

Líder também no sentido inverso
Curiosamente, Portugal é também o país que mais jogadores viu sair rumo ao Brasil. Foram, ao todo, 98 jogadores, numa tabela na qual a ordem é precisamente a mesma: segue-se Japão e Coreia do Sul, com 34 e 26 atletas, respectivamente.

* Portugal continua a ser um país apetecível, por outro lado existem empresários que são traficantes de jogadores, mesmo para os futebolistas as condições de vida no Brasil nem razoáveis são para a maioria.


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IV-GENOMA HUMANO
2 - DECIFRANDO O
MISTÉRIO DO CANCRO


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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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HOJE NO     
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Identificados 120 milhões de euros em "bens criminosos" no Norte

O Gabinete de Recuperação de Ativos do Norte identificou, no anterior ano judicial, bens no valor de mais de 120 milhões de euros comprovada ou presumivelmente provenientes de atividade criminosa.

No relatório anual da sua atividade relativo ao anterior ano judicial, publicado esta quarta-feira no seu site, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto acrescenta que aqueles bens são imóveis, móveis e aplicações financeiras.
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Daqueles ativos, foram apreendidos ou arrestados bens no valor global de mais de 5,5 milhões de euros e liquidados bens no valor de mais de 19 milhões.

O valor dos bens efetivamente confiscados ascendeu a 1 milhão de euros.

Criado em finais de 2012, o Gabinete de Recuperação de Ativos funciona junto da Polícia Judiciária e tem como missão proceder, por determinação do Ministério Público, à identificação, localização e apreensão de bens ou produtos relacionados com crimes, a nível interno e internacional.

Cabe-lhe ainda assegurar a cooperação com os gabinetes de recuperação de ativos criados por outros Estados.

No anterior ano judicial, o Gabinete de Recuperação de Ativos do Norte iniciou 32 investigações patrimoniais e financeiras, desencadeadas em inquéritos da área da competência da Procuradoria-Geral Distrital do Porto.

Esta procuradoria abrange as comarcas de Aveiro, Braga, Bragança, Porto, Porto Este, Viana do Castelo e Vila Real.

* É uma luta de loucos  a que investigadores e magistrados diariamente encetam contra o crime organizado, só temos de os respeitar e felicitar. Infelizmente a falta de meios e dinheiro que as estruturas patenteiam pressupõe que o material recuperado corresponde a 30% do valor que os criminosos, muitos de colarinho branco, movimentam.

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TIAGO MOTA DUTRA

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Portugal sob pressão

A confiança nos Bancos Centrais e a credibilidade nas políticas monetárias já não é a mesma. Percebeu-se que a “manipulação” dos mercados financeiros através da injeção de dinheiro e programas de Quantitive Easing não perdura infinitamente. A bolha monetária terá um fim.

A economia mundial está sob pressão e Portugal, sendo dos países mais frágeis financeiramente do Velho Continente, vê a sua situação económica agravada. Perante uma dívida em percentagem do PIB de 130% (3ª mais alta da Europa), Portugal não tem margem de manobra. A mínima falha pode significar o 2º resgate por parte do FMI e medidas de austeridade ainda mais severas do que aquelas que já assistimos. Num clima pessimista a nível global, a melhor opção passa por jogar pelo seguro e não entrar em loucuras no pressuposto de que a economia portuguesa crescerá 1.80% em 2016.

Portugal está frágil e não há confiança no sistema financeiro (casos BES e Banif), o que afasta potenciais investidores. Independentemente do referido, o Estado Português necessita de se financiar. Como tal, o IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública definiu esta necessidade para 2016 em 7 mil ME líquidos, que serão obtidos através da emissão de títulos de dívida pública. No entanto, as taxas de juro das obrigações portuguesas a 10 anos passaram de 2.50% em fevereiro de 2015 para 3.50% hoje. Isto representa um maior custo de financiamento para Portugal que, ano após ano, apresenta défice orçamental e consequentemente mais necessidades de financiamento, levando a um crescente endividamento.

A dívida portuguesa é a mais volátil perante o atual pânico de mercado. E isto porquê? Porque as obrigações portuguesas apenas são consideradas Investment Grade pela agência de rating DBRS, o que as torna elegíveis como colateral para o BCE. Mas, perante a possibilidade de recessão e com politicas anti austeridade, o risco de um downgrade é superior.

IN "AÇORIANO ORIENTAL"
22/02/16

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HOJE NO   
"JORNAL DE NEGÓCIOS"
Governo quer "melhorar o serviço" que o
. IAPMEI e o AICEP prestam às empresas 

O deputado socialista acusou o IAPMEI de "comodismo" e de não ir à "procura dos investidores". O ministro concordou e considera que é preciso proceder a mudanças na actuação do IAPMEI e também da AICEP.

A actuação do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI) foi bastante criticada no parlamento pelo PS. E o ministro da Economia reconheceu que é preciso recalibrar o serviço de actuação desta instituição, mas também do Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

"Queremos melhorar o serviço que o IAPMEI presta às empresas", disse Manuel Caldeira Cabral esta quarta-feira, 24 de Fevereiro.
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"E para melhorar o serviço e a proximidade do IAPMEI e do AICEP, temos que fazer muitas coisas e temos melhorar muitas coisas que já estão a ser feitas", reconheceu o ministro da Economia.

As instituições têm fins diferentes. O IAPMEI é responsável pelo apoio às pequenas e médias empresas, enquanto o AICEP é responsável por atrair investimento para Portugal.

O ministro da Economia dava assim razão às críticas do deputado socialista Ascenso Simões que pediu a Caldeira Cabral para intervir. "É muito importante que intervenha no comodismo do IAPMEI", começou por dizer.

"Nos ultimos anos, o IAPMEI sentou-se nas suas carteiras e não foi a procura dos investidores. E é preciso que façamos junto dessa intituição um processo para o colocar novamente ao serviço das empresas", afirmou Ascenso Simões.

* O IAPMEI e o AICEP não foram quase sempre vespeiro de interesses para colocação de boys? Perguntar ofende?


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1.A ESPIRAL DA MORTE

 NO ÁRTICO E A BOMBA

RELÓGIO DE METANO


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2-UTOPIA E BARBÁRIE

HORRORES DE GUERRA

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


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HOJE NO
"DESTAK"

Manuel Alegre alerta para 
"ditadura do mau gosto" 
que prejudica literatura nacional

O poeta Manuel Alegre criticou hoje aquilo que definiu como uma "ditadura do mau gosto" alimentada pela comunicação social, que prejudica a literatura nacional e fomenta o desenvolvimento de uma "subliteratura". 
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Durante uma intervenção, na primeira mesa do encontro de escritores de expressão ibérica Correntes d'Escritas, na Póvoa de Varzim, Manuel Alegre considerou que "a palavra do Homem está pervertida, pela tecnocracia, pelos interesses, pelo império do dinheiro e também pela subliteratura".

"Entra-se numa livraria e quase se desanima. Há tempos estava numa livraria a assistir à apresentação de um livro, estava o Gastão Cruz ao meu lado, olhámos para as prateleiras e dissemos: 'Para que é que a gente anda a publicar livros?' Entra-se numa livraria e desanima-se ou quase", afirmou o escritor. 

* Está cheio de razão!

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JAZZLAND

   Ricardo Toscano

Quarteto   


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HOJE NO
 "i"

Eutanásia
Quatro mil pessoas assinaram
petição em 24 horas

Petição já tem garantido o mínimo de assinaturas necessárias para forçar discussão no parlamento. Médicos e enfermeiros promovem debates.

Bastou um dia para que os animadores do manifesto pela eutanásiam conseguissem as quatro mil assinaturas necessárias para forçar a discussão no parlamento.

Os líderes do movimento “Direito a Morrer com Dignidade” já tinham assumido que, caso a iniciativa não fosse levada ‘de livre e espontânea vontade’ pelos grupos parlamentares a discussão na Assembleia da República, iriam forçar a discussão.
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Assim, no domingo, o movimento lançou uma plataforma no site Petição Pública para a “Despenalização da Morte Assistida”, dirigida ao presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, onde o manifesto, anteriormente divulgado pelo i, foi integralmente publicado. Ontem, eram 18:03 quando o grupo atingiu o número necessário para levar a discussão até ao parlamento.

Recolha vai continuar. 
João Semedo que, desde novembro, tem sido um das caras por detrás do movimento, acreditava ontem de manhã que se iriam atingir as assinaturas necessárias até ao final do dia. A premonição estava correta, mas a intenção dos membros não parará por aqui. “A recolha vai continuar, não temos nem uma meta nem um limite, fazemos da petição um instrumento de esclarecimento e debate”, disse o antigo coordenador do Bloco de Esquerda ao i.

Para João Semedo, a rapidez com que os portugueses assinaram a petição “confirma o que o manifesto revelou: há uma grande preocupação na sociedade sobre as más condições em que se morre em Portugal e uma consciência muito generalizada que é possível e necessário fazer melhor”.
O político – e médico de formação – considera ainda que este resultado “é finalmente uma manifestação da maturidade da sociedade portuguesa, de aceitação das diferenças, de respeito pelo outro e pelas suas escolhas”. 

Debate na Saúde
A discussão está longe de ser pacífica – ou de estar terminada. Dentro da ordem dos Enfermeiros, a recém-eleita bastonária Ana Rita Cavaco – uma das signatárias do manifesto – vai promover um debate e referendo interno. “O doente é seguido e assistido em complementaridade por toda a gente. Enfermeiros e médicos têm que, em conjunto, discutir as questões, é em conjunto que a questão tem de ser encontrada, não podemos empurrar responsabilidades de uns para os outros”, disse a semana passada em declarações à agência Lusa.

O bastonário da Ordem dos Médicos (OM), José Manuel Silva, já tinha admitido ao i a possibilidade de realizar um referendo interno. Na quarta-feira passada, a sede da OM, em Lisboa, acolheu um debate – com um painel semelhante ao do último programa Prós e Contras, da RTP – sobre o tema.

Hoje, a Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos (SRNOM) promove o debate “Dignidade no fim da vida”, com a presença de vários médicos, entre eles o bastonário José Manuel Silva, Jaime Teixeira Mendes, Edna Gonçalves e Isabel Ruivo (uma das proponentes do manifesto). A discussão que tem sido feita, até agora, na sociedade civil, avança assim para o seio dos órgãos de saúde.

“A OM não pode nem deve ficar indiferente ao debate sobre todas as questões relacionadas com a dignidade no fim de vida”, considera Miguel Guimarães, presidente da SRNOM.

* O direito à dignidade quando a vida é um horror sem retorno.

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SIMPÁTICOS

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HOJE NO
 "A BOLA"

FIFA
Blatter e Platini recorrem para o TAS

Joseph Blatter e Michel Platini vão recorrer para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) da suspensão de toda a atividade ligada ao futebol imposta pela FIFA.

A decisão dos dois dirigentes surge na sequência do anúncio, por parte do organismo que tutela o futebol mundial, da redução do castigo de oito para seis anos.

«Estou profundamente desapontado com a decisão da Comissão de Recurso da FIFA e irei recorrer para o TAS», anunciou Blatter, em comunicado.

Também Michel Platini fez saber que vai recorrer àquele organismo, alegando que as acusações de que é objeto «não têm fundamento, são fabricadas e surreais em face das explicações» que apresentou no recurso.

* Só não percebemos porque foi reduzida a suspensão.

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TANTO PARA JULGAR
  COMO
AJUIZAR

ATÉ ONDE PODE IR UM JUÍZ?

“Censuro-a!” Foi assim que a juíza Joana Ferrer se dirigiu a Bárbara Guimarães, alegada vítima de violência doméstica. E pode? O estatuto dos magistrados admite pena disciplinar para o juiz que “causar perturbação no exercício das funções”. O Expresso foi ouvir vários magistrados e responsáveis de associações de apoio a vítimas

Até que ponto um juiz pode mostrar o que pensa sobre o caso que está a julgar? A juíza Joana Ferrer cometeu alguma falta disciplinar quando tratou a apresentadora Barbara Guimarães por “Bárbara” e o ex-marido dela, que está a ser julgado por violência doméstica, por “professor”? Ou quando disse à queixosa que a censurava pelo facto de ter apresentado queixa tão tarde e até ter mostrado que dá pouca credibilidade às queixas: “Parece que o Professor Carrilho foi um homem, até ao nascimento da Carlota [a segunda filha do casal], e depois passou a ser um monstro. O ser humano não muda assim”, disse a juíza. O senso comum diz que, no mínimo, a juíza pisou o risco. 
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O estatuto dos magistrados não prevê em concreto qual é a forma como os juízes devem tratar os vários intervenientes nos processos, mas admite uma pena disciplinar para o juiz que “causar perturbação no exercício das funções”. 

As declarações da magistrada Joana Ferrer podem, por isso, levar a um processo disciplinar. Por enquanto, o Conselho Superior da Magistratura não vai averiguar as palavras da juíza: “Não foi feita qualquer participação pelos advogados do processo e o conselho ainda não decidiu nada sobre o assunto”, explica uma fonte oficial. O coletivo feminista Maria Capaz escreveu uma carta aberta a criticar as declarações da juíza. O documento será entregue, em mão, no conselho, o que poderá levar à abertura de um inquérito disciplinar.

A juíza tratou sempre Manuel Maria Carrilho pelo título académico
Sem querer falar deste caso em concreto, Fernanda Palma, professora e ex-juíza do Tribunal Constitucional, admite que “os juízes não são robôs, exprimem a sua mundividência, e isso é a natureza das coisas”. Contudo, “têm de ter contenção, porque quem acusa ou quem julga está sempre sob suspeita”, e “o juiz está ali para julgar - e não para emitir opiniões”.

Maria José Costeira, presidente do sindicato dos juízes, não quer pronunciar-se e, por enquanto, a única reação é da associação das mulheres juristas, que mostrou “preocupação” pela “persistência de pré-juízos desconformes com o legalmente estipulado”. Esta associação é presidida por uma juíza desembargadora, Teresa Féria.

Bárbara Guimarães não reagiu às declarações da juíza
O advogado Pedro Reis, representante de Barbara Guimarães, também não quer falar: “O que tiver a dizer, digo-o no processo”. E Paulo Sá e Cunha, advogado de Manuel Maria Carrilho, diz que não fala “sobre casos em julgamento” e lamenta “que isso não seja observado por todos os juízes”. Qualquer um destes advogados pode pedir o afastamento da juíza, o que levaria ao recomeço do julgamento. 

Falta formação
Da próxima vez que uma mulher pensar em fazer queixa hesitará em fazê-lo, ao pensar nas palavras da juíza Joana Ferrer? É difícil ter uma resposta conclusiva. As associações que trabalham com vítimas de violência doméstica temem as repercussões, mas apontam o foco para a formação. Juízes, procuradores e técnicos deviam ter formação específica. 

“A forma como as vítimas devem ser tratadas está mais do que consignada. Devem-se evitar os juízos de valor, para evitar fenómenos de revitimização secundária, deve-se mostrar compreensão e estabelecer laços de proximidade”, diz Daniel Cotrim, da direção da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV). O procedimento descrito não é, no entanto, o que acontece sempre, mas o “vai acontecendo”. Faz falta formação uniformizada e por todo o país. “Não se sabe quantos juízes fazem formação, quem são esses juízes, que formação fizeram, qual o número de horas”, acusa Margarida Medina Martins, presidente da Associação de Mulheres Contra a Violência (AMCV). 
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Cada caso é um caso, cada juiz um juiz. Independentemente do género. “Não acredito que as mulheres em situações de poder sejam mais duras com outras mulheres. Não penso que seja uma questão de género”, defende Paula Teixeira da Cruz, ex-ministra da Justiça. Uma destacada magistrada do Ministério Público, que não quis ser identificada, considera que, por vezes, quem julga obedece aos seus padrões culturais. “Não tem a ver com o género, há sim uma questão cultural. Por exemplo, nos casos de condução sob efeito do álcool, é socialmente mais aceite que os homens sejam mais infratores do que as mulheres. Isso vem da sociedade.”

O facto de Bárbara Guimarães e Manuel Maria Carrilho serem figuras públicas poderia servir de pretexto para o caso ser julgado de forma exemplar. A AMCV vê este exemplo como um mau sinal e de que ainda há um longo caminho a percorrer no tratamento dos casos de violência doméstica. “O maior trabalho de como se deve proceder nestes casos tem sido concentrado em Lisboa, por isso é preocupante que se atue assim”, diz Margarida Medina Martins, presidente da mesma associação.


TEXTO Carolina Reis e Rui Gustavo

IN "EXPRESSO"
16/02/16

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HOJE NO
"AÇORIANO ORIENTAL"

Seriam necessários mais 
600 médicos para todos os utentes
 terem médico de família

O Ministério da Saúde prevê que seriam necessários mais 600 médicos de medicina geral e familiar para dar um médico de família a todos os portugueses, anunciando mudanças no concurso para colocação de recém-especialistas.
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A coordenação nacional para a reforma dos cuidados de saúde primários apresentou hoje uma ferramenta online que permite perceber o mapa dos recursos humanos nos centros de saúde, mostrando que há um milhão de utentes inscritos sem médico de família e que seriam precisos mais 616 clínicos para suprir as necessidades.

Na sessão de apresentação do Plano Estratégico da Reforma dos Cuidados de Saúde Primários, o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, mostrou-se convicto de que nos próximos dois anos poderá ser bastante alargada a cobertura de utentes com médico de família.

Rejeitando cair “na tentação comum aos governos” de anunciar médico de família para todos os utentes, o ministro disse que estão a ser criadas condições para ter mais médicos nos centros de saúde.

Além de possibilitar o regresso de médicos aposentados ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), o Ministério quer agilizar o processo de contratação de jovens médicos.

O secretário de Estado Adjunto, Fernando Araújo, adiantou que estão a decorrer negociações com o Ministério das Finanças que permitam alterar os concursos para colocação de médicos recém-especialistas, de forma a ter concurso centralizado a nível nacional e que dispense entrevista.

A ideia é tornar mais transparente e rápido o processo, disse, permitindo que, um mês depois de acabarem a especialidade, os novos médicos especialistas possam estar a trabalhar “nos locais onde são precisos”.
Desta forma, sem recurso a entrevista, os novos médicos passarão a ser submetidos a um concurso nacional em que apenas conte a nota de exame.

Questionado pelos jornalistas sobre de que forma pode garantir que os novos médicos quererão ficar no SNS, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde mostrou-se de que será o próprio projeto de reforma do SNS a fazê-los ficar:

“Vamos tentar cativá-los e sensibilizá-los. Se o projeto os motivar, eles próprios quererão. Tenho grande confiança de que vão ficar”.

Fernando Araújo lembrou que cerca de 300 médicos estão prestes a terminar a sua especialidade, ficando aptos a entrar no SNS.

Segundo a nova ferramenta online hoje apresentada pelo Ministério, que estará acessível a partir do Portal do SNS, trabalham nos cuidados de saúde primários cerca de 28 mil profissionais de saúde: mais de cinco mil são médicos e mais de oito mil são enfermeiros.

* Formem médicos e não os expulsem de Portugal, estranho que a Ordem dos Médicos diz haver médicos a mais, corporativismo já se vê.


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OTA
Eles vão lá em cima buscar energia

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* Uma produção "EURONEWS"


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HOJE NO
"DIÁRIO ECONÓMICO"

Bruxelas desvaloriza impacto da notícia
. da TVI na venda do Banif

A comissária europeia para a Concorrência, Margrethe Vestager, disse hoje não ter conhecimento sobre qualquer “relação problemática” entre a TVI e o banco Santander, questionada a propósito de uma notícia da estação, em dezembro de 2015, sobre o Banif.
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Respondendo a uma questão da eurodeputada Elisa Ferreira (PS) na Comissão dos Assuntos Económicos e Financeiros do Parlamento Europeu (PE) sobre a informação da TVI, a 13 de dezembro de 2015, de que o Banif poderia ser intervencionado nessa semana, a comissária disse não ter “conhecimento porque é que um canal de TV tenha feito passar estas notícias nem de qualquer relação problemática”, nomeadamente com o Santander Totta, que adquiriu entretanto alguns activos da instituição.

Na noite de 13 de dezembro de 2015, a TVI24 passou em nota de rodapé um “última hora”, onde afirmava: “Banif poderá ser intervencionado esta semana“ e, numa outra notícia enviada para telemóveis, a estação dizia “Banif: está tudo preparado para o fecho do banco”.

Uma semana depois, também a um domingo, o Banco de Portugal e Governo anunciaram a resolução do banco fundado em 1988 na Madeira, a venda de alguns activos ao Santander Totta e a transferência de outros (muitos deles ‘tóxicos’) para uma sociedade-veículo.

A operação surpreendeu pelo montante do dinheiro estatal envolvido, que no imediato foi de 2.255 milhões de euros, o que obrigou a um Orçamento retificativo e deverá fazer disparar o défice de 2015 para cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB).

No total, e retirando os 150 milhões de euros pagos pelo Santander Totta, os custos para contribuintes podem chegar até 3.600 milhões de euros.

O Banif disse que iria processar a TVI por causa da noticia avançada pela TVI24. A estação de televisão pediu desculpa por ter induzido os espectadores em erro e publicou um esclarecimento sobre a situação, onde lamentou a que a notícia relativa ao banco que divulgou em rodapé na emissão da TVI24 (o canal de informação do grupo) no domingo à noite "não tenha sido totalmente precisa e esclarecedora", podendo "ter induzido conclusões erradas e precipitadas sobre os destinos daquela instituição financeira".

Contudo, esse esclarecimento não foi suficiente para o conselho de administração do Banif. "A TVI vem agora pedir desculpa aos seus espectadores bem como aos clientes, trabalhadores e acionistas do Banif, desmentindo as notícias infundadas que desde domingo tem vindo a divulgar", lê-se na nota enviada pelo Banif à comunicação social, que adiantava que o grupo ia recorrer à justiça, divulgada pouco depois de ter sido publicado o esclarecimento pela estação de televisão.

"O Conselho de Administração do Banif reitera que tudo fará para fazer valer na justiça os danos irreparáveis causados ao Banif, pela forma irresponsável e deontologicamente reprovável como, sem qualquer preocupação pelo apuramento da verdade, publicaram afirmações erradas com graves consequências para a atividade do banco", informou a entidade, na altura ainda liderada por Jorge Tomé.
O ainda presidente do Banif, em entrevista à RTP Madeira a 15 de Dezembro, teceu duras críticas ao canal, dizendo que a informação avançada pela TVI "não é fundada" e é "tendenciosa", abalando a confiança dos investidores.

“Veio perturbar todo um processo estruturado que está em curso, em que a posição do Estado está a ser vendida”, explicou Jorge Tomé. Depois de sair da liderança do Banif, disse em entrevista à SIC que a venda foi feita num “contexto um bocado estranho”.

* A história é simples, o BANIF foi sempre um feudo de barões da Madeira, até Alberto João Jardim mandou no banco e, acaba como sempre, por os pacóvios do continente pagarem os desmandos.


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