domingo, 24 de janeiro de 2016

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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"ALTA


ANSIEDADE"!


2 - A MATEMÁTICA DO CAOS

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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SIMON PIERRO


iPAD MÁGICO

TheEllenShow

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XI- ERA UMA VEZ O HOMEM

1-OS CONSTRUTORES

DE CATEDRAIS

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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Alison Killing


  Quando não há espaço

para os mortos  


No Reino Unido, "se você quiser começar seu próprio cemitério", diz Alison Killing, "você pode".
Ela pensa muito sobre onde morremos e somos enterrados, e nessa palestra a arquiteta e TED Fellow oferece uma perspectiva econômica e social reveladora sobre uma característica negligenciada de nossas cidades: os cemitérios. Falando especificamente sobre o Reino Unido, ela explica as leis fascinantes, às vezes divertidas, e normalmente contraditórias, sobre onde você pode ser enterrado.

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MANUELA HASSE

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J. Jesus, a reinar. 
       Disciplina, impunidade e 
responsabilidade social

Arsène Wenger não gosta particularmente de José Mourinho. José Mourinho não gosta particularmente de árbitros. Uns e outros não gostam assim tanto da imprensa, e dos media em geral, particularmente quando os resultados dos jogos não são bons e, em especial, quando os resultados dos jogos, não sendo bons, se vão repetindo jogo após jogo, ou quando os erros de arbitragem complicam a vida dos clubes e, em particular, dos próprios árbitros.

Antes do jogo a favor da UNICEF, organizado por David Beckham algumas semanas antes do Natal e onde participaram antigos jogadores (Paul Scholes, Beckham, entre outros, ou jovens jogadores, Brooklyn, o filho de Beckham, jogador do Fulham) Alex Ferguson, entrevistado antes do jogo, parodiando Mourinho respondia, por duas vezes, e rindo, no comments (sem comentários). Uma semanas antes, Mourinho havia repetido I have nothing to say (não tenho nada a dizer), visivelmente irritado, quando o repórter educadamente lhe perguntava, uma vez mais, as causas e as consequências dos problemas óbvios vividos na equipa. Mesmo antes do Natal, de olhar fixo, a forma seca de van Gaal se livrar do repórter, que insistia na sua saída do Manchester United diante dos maus resultados registados, foi mandar o repórter ir comer as mints pies (pequenas empadas doces), típicas do Natal, e deixá-los trabalhar pois nada do que corria nas manchetes dos jornais, nos media, correspondia àquilo que, de facto, se passava. Na verdade, van Gaal estava furioso, à maneira holandesa. Impressionante, o auto-controlo.

Em Inglaterra, à saída de um jogo, quando Mourinho dirigiu palavras menos elegantes e menos serenas aos árbitros ingleses, a multa aplicada equivalia ao valor de um bom apartamento. Em Portugal, por razões inexplicáveis, existe um código de ética, publicado pela Associação Nacional de Treinadores de Futebol, que não tem grande importância e umas multas, menos do que simbólicas, do Regulamento de Disciplina da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (Nuno Sousa, O Público, 8 de Janeiro de 2016) não fazem qualquer diferença. É legítimo perguntar: para que serve um código de ética que não funciona? É que a ética está em cada um de nós e, desde cedo, em todas as circunstâncias da vida, e se o código existe sob a forma escrita, editada por um dos órgãos mais importantes do grupo profissional dos treinadores de futebol, é para vincar a sua existência, isto é, a sua eficácia corrente, prática, um conjunto de normas que regula a vida em comum. Vamos a ver se me faço entender. Não é porque existe um código de ética que a ética existe. O contrário é que vale – o código de ética existe porque existe uma ética na vida, exercida desde o interior de cada um de nós, que entende expressar uma conduta num código que é conhecido e compreendido por todos.

Por outro lado, para que existe um regulamento se esse regulamento não funciona como todos os regulamentos deveriam funcionar? Um regulamento não é um apêndice, não é um artifício, não é uma listagem de condutas que devem ser observadas. É algo que ao indicar, com toda a clareza, as regras de conduta que são reconhecidas por todos os responsáveis de uma determinada área, neste caso da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, e aceites por todos como as maneiras de agir que são adoptadas e respeitadas, sanciona com toda a severidade os desvios registados. Não é o caso. Para além dos valores ridículos impostos, sem qualquer graduação consoante a categoria dos clubes em que dirigentes e treinadores, ou outros, intervêm, nada acontece a não ser a total impunidade. A quem serve esta situação? Certamente que não serve o desporto. Obviamente, não serve o público, não serve o país. Para além do mais, é penoso verificar que, também no desporto, a impunidade grassa e a justiça é só para ser aplicada sobre os outros. Em Inglaterra, a justiça dentro e fora do desporto é exemplar e rápida na sua aplicação. Nas últimas semanas, em Portugal, assistiu-se a desafios, de J. Jesus contra Lopetegui, de J. Jesus contra Rui Vitória, do tipo dos pugilistas americanos antes de entrarem no ringue de boxe, o que se passa? No pasa nada! Não deixa de ser estranho.

Não se trata de teoria e muito menos de moralismos. Trata-se da vida comum, em que uns e outros têm responsabilidades, em que há normas e regras e devem ser controladas todas as circunstâncias que podem degenerar, muito facilmente, em confrontos incontroláveis de todos contra todos. Em situações que não se conformam com o respeito devido ao público, à sociedade e ao desporto, a perda de contratos de publicidade é uma das consequências imediatas. Será que nos contratos relativos aos direitos de transmissão dos jogos existem cláusulas relativas a consequências perante actos desrespeitosos perpetrados por qualquer profissional ligado ao desporto? É aí que entra também a responsabilidade das empresas que encontram no campo dos desportos e, em particular, do futebol, um vasto domínio de enriquecimento mas pouco contribuem para a dignificação do espectáculo e, ainda menos, para o nível elevado da conduta da vida pública. O desporto é um meio para que tal seja favorecido, não o contrário. Não deixa de se ganhar dinheiro por isso, pelo contrário – uma vez que participam na qualidade edificante, elevada e exemplar do desporto. Quando afirmamos que o desporto é a sociedade e que todos – dentro do desporto, a todos os níveis, à volta do desporto e fora do desporto – são responsáveis por uma conduta exemplar, isso significa que essa conduta é socialmente consciente. Não ignora que participa e tem repercussões em todos aqueles que, de uma forma ou de outra, estão ligados ao fenómeno social que é o desporto. Garantem-me, por aí, que é isso que vende. Que o Big Brother é que interessa. Pode ser.

A disciplina é dura para os jogadores. No centro do confronto jogado, diante dos ímpetos mais viris de derrota do adversário, os jogadores, em geral, submetem-se. Sabem que, no mercado de jogadores, jogar bem, dominar a técnica, a tática e a estratégia, não basta. É preciso ser disciplinado, trabalhador, persistente, concentrado, motivado, generoso, observador das regras dentro e fora do campo, que é preciso agradar ao treinador antes de agradar ao público. Para os jogadores, tudo é claro. Quanto a treinadores e a dirigentes parece que as fronteiras entre as boas práticas se esbatem tanto que se invade o domínio do vale tudo. Esse campo, não é o campo do desporto que proporciona actos extraordinários, acções que surpreendem tanto quanto revelam que tudo pode ser de outra maneira.

Vejamos. Tanto o treinador, como o dirigente a todos os níveis, representa a autoridade, distingue-se pelo rigor e a seriedade, a maturidade, suscita a confiança. Que ter autoridade não é ser autoritário. Só é autoritário quem não tem autoridade. A seriedade e o rigor, bem como a maturidade, manifestam-se em todos os momentos através do respeito pelo trabalho e por aqueles com quem se trabalha e para quem se trabalha. Treinadores e dirigentes têm de ser formadores de gente capaz para o desporto e, nessa actividade, para a sociedade entendida como o conjunto das relações que se estabelecem entre uns e outros, entre todos nós. Tem de ser um educador de homens e de mulheres, tem de representar um mentor, um modelo a seguir que inspira a superar os limites a que se está condicionado. Com Alex Ferguson, não havia dúvidas. Ficou registada a reacção perante os excessos publicitários de David Beckham e a falta de concentração no trabalho duro, o seu trabalho. Com Bobby Robson, o acompanhamento de Paul Gascoigne mais do que o de um treinador era a de um verdadeiro pai, vigilante, atento, paciente, até ao fim da vida. Que, no entanto, diante das qualidades e carácter desse jogador, admitiu ter aprendido com ele. Outros, entre os velhos, não abandonam, como Bobby Charlton, personificação dos valores do MU e que assiste, atento e impassível, a todos os jogos do Manchester United, com a sua mulher ao lado, apesar da idade, apesar do frio, apesar dos maus resultados. É uma presença, representa um modelo de dedicação ao clube inglês, à comunidade. André insiste comigo que a comparação não pode ser estabelecida com a sociedade inglesa, o futebol inglês, o desporto inglês, mas, antes, com a Turquia, a Grécia, o Irão!

Convém, no entanto, não esquecer, que o desporto moderno começa em Inglaterra, que é daí que é difundido para todo o mundo, um sinal de civilização, de desenvolvimento. Um avanço, tal como era entendido, que arrasta consigo a transformação das sociedades onde era integrado e onde integrava outras maneiras de fazer, outras formas de pensar e de projectar o mundo, de organizar o tempo e de planear o espaço. Há algum país que não tenha esta ou qualquer outra forma, mais ou menos ocidentalizada, de desporto? Uma vez que todo este movimento ocorre antes do aparecimento da televisão, a globalização do fenómeno foi defendida e propagandeada segundo interesses e valores caros à sociedade. Por isso as regras, por isso os grupos, os clubes, as associações, locais, regionais, nacionais, internacionais, mundiais! A preocupação de educar acompanha todo o desenvolvimento do desporto moderno. Ganham-se milhões, em Inglaterra, com a indústria da educação, da cultura, da produção de todo o tipo de indústrias, a vários níveis – e naturalmente, com o desporto. Não se permitiria que fosse de outro modo, ou não teria sido possível ter chegado ao estado a que chegou hoje se assim não tivesse sido. Quer queiramos ou não, é a referência inicial, referência esta que luta, conscientemente, por ser mantida como tal. Considere-se, nessa perspectiva, a organização dos Jogos Olímpicos de 2012, e a exigência colocada para que não houvessem falhas, em particular entre atletas britânicos, nas questões mais controversas e sensíveis como, por exemplo, o doping.

Quando, em Inglaterra, nos fins do século XIX, a aristocracia britânica, através dos seus jovens adultos do sexo masculino, impõe não só as regras que vigoram nos jogos em si, mas apressa-se a integrar normas e regras de conduta nos jogos, nos clubes, nas associações e nas federações de todos os desportos (os quais dirige), no sentido de marcar bem a diferença entre o jogo e a batalha campal. No essencial, essa pequena diferença – que mudaria tudo - assentava na maneira de se conduzir no jogo, no campo, em especial, e fora do campo, que passou a designar-se fair-play. Algo extremamente britânico que vigora no mundo anglo-saxónico, em geral, e que se expande pelo desporto a todo o mundo. Superior, inteligente, qualidade e refinamento indispensável a quem comanda gente, afirma dessa forma clara que manners make the man, as maneiras fazem o homem, falam por si e são indispensáveis na vida e no desporto, em particular. Ali, a justiça (o futebol e o desporto) funciona, sem exibicionismos, com a eficiência e, tanto quanto possível, a discrição britânicas - numa terra em que a comunicação social é feroz e, além do mais, extremamente bem preparada e responsável. E a vaidade é vista como uma forma de provincianismo.

Os professores sabem que só aprende quem quer. Não falta quem queira aprender entre nós, nas nossas universidades e nas universidades britânicas, em particular. Nós fazemos a nossa parte: estudamos, observamos, transmitimos o conhecimento, investigamos, acompanhamos os terrenos de jogo, os confrontos e as práticas, estamos presentes e abertos ao aprender, ensinamos, avaliamos. Ao mesmo tempo, convidamos uns e outros, atletas, jogadores, treinadores, dirigentes, médicos, fisioterapeutas, empresários, políticos, os diferentes media, para transmitirem as suas experiências, os seus saberes consolidados nos diferentes campos e níveis dos desportos. A universidade faz parte de uma extensa rede de profissionais empenhados em melhorar e valorizar o desporto, os seus agentes, a sociedade através do desporto, a vida em geral, a vida saudável e a vida social através do desporto. Constatamos o seguinte: enquanto a formação e os métodos de treino se multiplicam e apuram, a medicina do desporto aprofunda os seus recursos (de prevenção e de recuperação dos jogadores e das diferentes lesões) e multiplica as áreas que a apoiam, a tecnologia da mais avançada invade cada segmento da actividade, no entanto, as atitudes, inclinações para agir de uma determinada forma, e de pendentes do factor humano e social, em grande parte, as atitudes refreiam a mudança e a transformação mais profunda, contaminam e insistem em formas de comportamento anacrónicas que estão longe de contribuir para a valorização do desporto, de todos nós. Na estrutura social onde o desporto representa um modo de vida, esse é o factor que – uma vez alterado – permitirá a transformação decisiva de tudo. Não há desculpa.

Professora Agregada da Universidade de Lisboa, Faculdade de Motricidade Humana

IN "A BOLA"
20/01/16

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761.UNIÃO

EUROPEIA



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6-RETROSPECTIVA


ONU - 2015


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16-OS PRESIDENTES


HISTÓRIA DA REPÚBLICA

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* Iniciámos a série a cerca de três meses das eleições para a Presidência da República revelando a história deste órgão de soberania, os seus intervenientes desde a sua génese.
Hoje é eleito mais um Presidente da República Portuguesa.

** Uma notável produção da "RTP"

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Tiffany Poon

Moonlight Sonata

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Beethoven
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ESTA SEMANA NO
"OJE"

“A fiscalização, e consequentes penalizações, continuam a falhar”

Salvador e a sua Associação conhecem como poucos a causa da Mobilidade Reduzida. Por ela, lutam há mais de uma década e em várias frentes. Tudo em prol de uma maior igualdade de oportunidades. 

Quando, em 2003, cria esta Associação com o objetivo de promover a integração das pessoas com deficiência motora na sociedade e melhorar a sua qualidade de vida, que país encontrou? Portugal era então um país ativo e solidário para com esta causa?
No meu entender, Portugal sempre foi um país solidário com as causas sociais. 
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No entanto, nessa altura, existia um maior desconhecimento e discriminação relativamente às pessoas com deficiência. Antes de ter sido adotada a Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência na Assembleia Geral das Nações Unidas em finais de 2006 (foi depois ratificada por Portugal, em 2009), a deficiência era percecionada como uma característica inerente à pessoa (ex.: falta de visão, locomoção, falta de audição, etc.). Depois da Convenção, passou a existir uma nova abordagem na qual a deficiência é o resultado da interação entre a pessoa e o meio em que está inserida. Penso que foi um ponto de viragem e um alerta para a sociedade. De facto, se forem criadas acessibilidades, igualdade de oportunidades no acesso ao ensino e ao mercado de trabalho, se não existir preconceito, as pessoas com deficiência motora conseguem viver uma vida perfeitamente normal. Nos últimos dez anos, tem havido uma evolução e um aumento da solidariedade; no entanto, existe ainda um longo caminho a percorrer, para se passar da palavra à ação.

Há pouco mais de uma década, quais eram as maiores necessidades das pessoas com deficiência motora? E em que áreas a sociedade revelava as maiores lacunas?
As principais lacunas são criadas pela sociedade e consistem na falta de acessibilidades e no preconceito, devido ao desconhecimento que existe em relação às capacidades das pessoas com deficiência motora.

Os acessos aos edifícios públicos e privados, sobretudo aos que têm serviços em áreas cruciais como a saúde e o ensino, e as condições da via pública foram sempre os que mais se evidenciaram pela negativa. Continuam a ser focos problemáticos?
Esta continua a ser, sem dúvida, uma área onde há muito por fazer. Apesar de existir um decreto de lei de 2006 que obriga os espaços a tornarem-se acessíveis, sendo o prazo limite para adaptação o final deste ano de 2016. É certo que continuam a ser realizadas obras, nascer edifícios e a abrir espaços sem acessibilidades e a fiscalização, e consequentes penalizações, continuam a falhar.

E no contexto da luta pelas acessibilidades nasceu o site Portugal Acessível? Em que consiste e em que medida ajuda as pessoas?
O Portugal Acessível é um guia que disponibiliza informação sobre acessibilidades físicas em diferentes tipos de espaços, desde alojamento, restaurantes, praias, a outro tipo de serviços. Tem dois objetivos essenciais: por um lado, sensibilizar os espaços para a importância de serem criadas acessibilidades, uma vez que os mais de 3.500 espaços foram visitados presencialmente, e por outro, disponibilizar informação fidedigna às pessoas com deficiência motora sobre locais que podem frequentar sem os habituais constrangimentos com que se defrontam no dia a dia.

E ainda nesta área, apostaram no projeto Lisboa Acessível, aprovado no Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Lisboa (CML) em 2012. Como tem evoluído? Que balanço é possível fazer?
O projeto Lisboa Acessível, que submetemos em 2012 ao Orçamento Participativo da CML, pretende constituir o exemplo daquilo que deve ser uma cidade acessível. 


Escolhemos um eixo central da cidade de Lisboa, entre Entrecampos e o Marquês de Pombal, e propusemos que se tornasse livre de barreiras: passadeiras rebaixadas, passagens de autocarro acessíveis e remoção de obstáculos no passeio. Apesar de o regulamento prever que os projetos aprovados têm 18 meses para se concretizar (maio 2014), apenas agora as obras começam a avançar e com alterações introduzidas pela CML face ao projeto inicial. Estamos desiludidos com a demora, até porque foi um projeto submetido por um conjunto de nove parceiros (instituições relacionadas com a deficiência), mas muito expectantes.

A estas áreas juntou ainda a área do emprego e trabalha ativamente na inclusão das pessoas com deficiência no mercado laboral. Como são recebidas estas pessoas no mercado nacional?
Algumas entidades não se encontram tão abertas a uma empregabilidade inclusiva como seria desejável, o que se deve, por vezes, à falta de acessibilidade dos edifícios ou desconhecimento relativamente à deficiência motora e implicações que esta pode ter na execução de um trabalho. Felizmente, temos tido também bons exemplos de empresas com políticas de integração profissional mais inclusiva, com quem temos vindo a trabalhar, como a L’Oréal e a SAP. Temos verificado através da nossa intervenção, que a sensibilização detém um papel importante no que diz respeito à desmistificação da ideia pré-concebida de que deficiência está intrinsecamente ligada ao conceito de incapacidade. Isto leva a que haja cada vez mais uma maior abertura à integração profissional de pessoas com deficiência motora no mercado de trabalho. Esperamos continuar a contribuir ativamente para uma maior igualdade de oportunidades para estas pessoas e para um mercado de trabalho mais inclusivo e alerta para os aspetos relacionados com a responsabilidade social.

A Associação tem levado as suas lutas até aos decisores políticos? Na sua perspetiva, o que importa e urge ver melhorado através da intervenção do Estado?
Temos abordado os decisores políticos relativamente a vários temas. Considero que os mais prioritários são aqueles cuja mudança pode conduzir a uma vida mais independente das pessoas com deficiência motora: Acessibilidades – é o eterno tema que continua na ordem do dia. Continuam a ser criados espaços sem acessibilidades, a lei prevê demasiadas exceções e existem graves lacunas na fiscalização; Assistentes pessoais – possibilidade de as pessoas com deficiência poderem escolher entre ficar em casa com assistentes pessoais ou ser institucionalizados (o valor que o Estado despende por cada pessoa com deficiência num lar poderia, em alternativa, ser utilizado para pagar a um assistente pessoal para que a pessoa possa viver em sua casa, com a sua família, uma vida normal); Acesso ao mercado de trabalho – muitas das pessoas com deficiência beneficiárias de pensões, não ponderam voltar ao mercado de trabalho pela dificuldade que teriam em retomar novamente a pensão caso fiquem desempregados. Este é um tema que tem que ser simplificado; Valores reduzidos das pensões face às elevadas necessidades das pessoas com deficiência.

Diante de todo este cenário, a Associação foi concebendo e pondo em prática outros projetos que se estendem tanto ao desporto e à sensibilização de empresas como a apoios materiais. Quais os principais projetos em curso?
Atualmente, a Associação Salvador atua sobretudo em três áreas nas quais apoia diretamente cerca de 300 pessoas por ano com deficiência motora. Na Integração, através da atribuição de apoios diretos a pessoas com deficiência motora carenciadas (criação do próprio negócio e formação, obras em casa, desporto); na Integração Profissional (sensibilização de empresas, acompanhamento e encaminhamento de candidatos); na Promoção de Desporto Adaptado (dez modalidades); e eventos de convívio.
Também atuamos na área da Sensibilização, realizando palestras em escolas de todo o país, promovendo a prevenção rodoviária, e ainda criámos uma série televisiva.
Na área do Conhecimento, promovemos a compilação e partilha de informação através de conferências sobre temas relacionados com a deficiência motora, manuais informativos e estudos.

E para tudo isto, a Associação tem de contar com mecenas, parceiros e outros apoios. Apesar da crise, este apoio tem-se mantido?
A sustentabilidade da Associação Salvador é garantida pela consciência social das empresas, instituições e da população em geral. É crítica a participação de todos, pois é pela junção de esforços que se conseguem as verdadeiras mudanças. As empresas privadas e instituições continuam a ser os nossos principais financiadores. No entanto, apesar de haver um núcleo principal que se tem mantido, como a Fundação Calouste Gulbenkian, Liberty Seguros, Locarent, Novo Banco, REN, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e Semapa, os valores têm vindo a ser reduzidos pelo que temos que cada vez mais desenvolver outro tipo de iniciativas, como a aposta na campanha de consignação do IRS ou a campanha “Barrete Azul”, que desenvolvemos recentemente na altura do Natal.

Neste novo ano, por onde vão passar as lutas da Associação?  
Vamos continuar a nossa luta por uma sociedade mais inclusiva, na qual as pessoas com deficiência possam ter
uma participação plena. O nosso objetivo é tirar as pessoas de casa, potenciar os seus talentos e capacidades e torná-las mais ativas e independentes em todas as vertentes: social, desportiva e profissional. Por outro lado, continuaremos o nosso trabalho de sensibilização da sociedade para acabar com o preconceito e criar igualdade de oportunidades.
Uma das áreas em que vamos apostar cada vez mais é a da integração profissional, através da sensibilização das empresas para as capacidades das pessoas com deficiência e da orientação das pessoas com deficiência motora para uma procura ativa de emprego.

* Um trabalho da jornalista SÓNIA BEXIGA

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MAIS DIFÍCIL AINDA!!

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ESTE MÊS NO
"PC GUIA"
BQ vai lançar um tablet Ubuntu

A BQ anunciou recentemente que está a desenvolver um tablet que funciona com uma versão do Ubuntu.

O Aquaris M10 Ubuntu Edition da BQ conta com um ecrã de 10 polegadas e é alimentado por um processador 65-bit da ARM. Este tablet dispõe ainda de 2GB de RAM e pode ser ligado a teclados, ratos e a monitores.
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O GIMP e o LibreOffice são algumas das aplicações que a BQ poderá incluir no Aquaris M10 Ubuntu Edition.

A BQ confirmou ainda que o seu novo tablet vai marcar presença no Mobile World Congress 2016, um evento que irá decorrer em Barcelona entre os dias 22 e 25 de Fevereiro.

O tablet Aquaris M10 Ubuntu Edition deverá chegar aos mercados durante o próximo mês de Abril.

* E preços?

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QUESTÕES DE GÉNERO


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ESTA SEMANA NA
"SÁBADO"

O que não dizer a um amigo 
que se divorciou

Há clichés que deve evitar, apesar de querer dar uma ajuda. Uma terapeuta dá algumas sugestões de frases 

A primeira coisa que os amigos tenham fazer por alguém que passou por um divórcio é tentar arranjar soluções. 
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A terapeuta Kat Forsythe publicou um artigo na Divorce Magazine em que indica que isso acontece porque a sociedade valoriza "a acção e os resultados, a lógica em vez das emoções". A verdade é que apesar de ninguém gostar de ver um amigo a chorar, tal é necessário para as emoções serem processadas. Descubra os clichés que deve evitar. 
 
1-Não fiques assim" ou "não fiques triste"
Kat Forsythe diz que é impossível: claro que após o divórcio, as pessoas se sentirão mal. O seu amigo ou amiga já amou, ou ainda ama a pessoa de quem se separou. Será melhor dizer algo como "eu sei que deves estar a sentir-te muito magoado(a) agora". 

2-"Podes substituí-lo(a)"
Ninguém substitui ninguém. Só depois da dor que a pessoa sente depois do divórcio ter diminuído é que se interessará por alguém. Essa nova pessoa será completamente nova, sem nada a ver com a última relação. Diga antes ao seu amigo(a): "Toma conta de ti agora."

3-"Vais ficar bem"
Sim, isso vai acabar por acontecer, mas pouco tempo depois de uma separação, o que importa? Ficar bem é uma ideia distante e numa altura de fragilidade, tem de apoiar as pessoas de quem gosta no momento. "Esta tristeza vai acabar eventualmente, mas agora, parece que te partiram o coração" é mais verdadeiro. 


4-"Deixa passar o tempo"
Que remédio, indica Kat Forsythe. É claro que será necessário dar tempo ao tempo, mas agora também é preciso agir. Diga antes: "Eu estou aqui para te ajudar em todos os passos para ultrapassares isto."

5-"Sê forte por eles"
Admita: esta é uma das frases mais usadas com quem se separa e tem filhos. Numa situação má, é melhor que as crianças (que percebem melhor tudo do que as pessoas imaginam) vejam a mãe ou o pai a separar-se, a enfrentar a dor e a conseguir ultrapassá-la. Kat Forsythe defende que assim, também elas conseguem sobreviver a tempos difíceis. A terapeuta sugere que diga que não gosta que os filhos vejam os pais tão tristes, mas que "saberão que a vida é dura – e que é possível superar isso". 

6-Mantém-te ocupado(a)"
Isto apenas mascara tudo o que a pessoa que quer tentar ajudar sente. Se calhar, haverá momentos em que o seu amigo ou a sua amiga precisará de não fazer nada e de ficar triste, para lidar com o que sente. "Diz-me quando precisares de estar comigo, e quando precisares de estar sozinho(a)" é uma melhor alternativa. No final, o mais importante é que o seu amigo saiba que você está lá para ele e para o ouvir.

* E  que tal dizer "Ai aguenta, aguenta!"

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A TERRA É LINDA


1-A SENSIBILIDADE DE 


RICHARD SIDEY

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ESTA SEMANA NA
"VISÃO"

Estão a nascer mais bebés com
 o intestino de fora

Nas maternidades dos Estados Unidos surgem cada vez mais casos de nascimentos com defeitos na parede abdominal

Uma investigação realizada em 14 estados norte-americanos, incluindo Califórnia, Iowa, Texas e Nova Iorque – onde nasceu cerca de um terço dos bebés de todo o país nos últimos 18 anos –, revelou, esta semana, que o número de mães que dão à luz bebés com os intestinos fora da parede abdominal está a aumentar.

A prevalência de gastrosquise, um defeito de nascença, que também pode afetar outros órgãos viscerais, como o fígado e estômago, aumentou em cerca de 30%, passando de 3,6 por 10 mil nascimentos, entre 1995 e 2005, para 4,9 em 10 mil de 2006 a 2012, de acordo com o mais recente relatório do Centro de Controlo de Doenças.
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O defeito é mais frequente em filhos de mães com menos de 20 anos, embora a taxa tenha aumentado entre as progenitoras de todas as idades. É mais frequente em jovens caucasianas do que em outras raças: 18,1 por 10 mil partos, em comparação com 16,1 de mães hispânicas e 10,2 para de negras.

Durante 18 anos (1995-2012), a gastrosquise aumentou substancialmente entre os nascidos de mães negras não-hispânicas com 20 anos ou menos, subindo 263 por cento. "Não sabemos por quê", diz Coleen A. Boyle, diretor do centro nacional especialista em defeitos congénitos e deficiências de desenvolvimento do Centro de Controlo de Doenças. "Continuamos preocupados que esta condição esteja a aumentar e vemos um rápido crescimento entre os adolescentes negros não-hispânicos."

Fumar e consumir álcool durante a gravidez são fatores de risco, tornando as mulheres mais propensas a dar à luz um bebé com gastrosquise. No entanto, os investigadores não lhes atribuem a causa.

Apesar de o defeito na parede abdominal ser percetível logo nas ecografias durante a gravidez, só após o nascimento e, através de uma cirurgia, o intestino é colocado novamente dentro do abdómen.

* Não é uma situação normal e está cada vez mais frequente, mas resolve-se na esmagadora maioria dos casos com cirurgia pós-parto. Progenitores devem ter mais cuidado com a saúde.

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RECORDEMOS



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ESTA SEMANA NO
"SOL"

Nasceu uma rede social para partilha de experiências entre doentes oncológicos

Foi criada uma rede social para troca de informações e experiências entre doentes oncológicos.

O FalarSobreCancro.org é um site público e gratuito, aberto a doentes, mas também a familiares, amigos, profissionais de saúde ou investigadores.

O projeto está a ser atualmente apresentado a todos os doentes do Instituto Português de Oncologia do Porto e conta com o registo de cerca de 400 pessoas.

O site, além de potenciar a troca de experiências, vai também servir de plataforma esclarecedora, através do “Boletim Clínico”, gerido pelo IPO-Porto e que integra conteúdos clínicos e científicos que só podem ser publicados por profissionais de saúde devidamente habilitados.

“O cancro é a segunda maior causa de morte em Portugal e aquilo que assistimos, cada vez mais, é a um aproveitamento enorme da dor e do desespero do paciente por parte de terceiros, potenciado pela quantidade de

‘desinformação’ que a internet muitas vezes nos fornece”, explica Rui Oliveira, docente da Universidade do Minho que, com Nuno Martins, docente do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, é responsável pelo desenvolvimento da plataforma.

O projeto nasceu precisamente no âmbito da tese de doutoramento de Nuno Martins que estudou o trabalho de comunicação de cidadãos e instituições na luta contra o cancro através dos media participativos online.

O trabalho atingiu uma nova fase de investigação com o FalarSobreCancro.org, que passou a estar centrado no estudo de uma solução prática que ajude a comunidade oncológica na luta contra a doença.

* Quando a inteligência tem a palavra!

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