terça-feira, 19 de janeiro de 2016

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

.

MARISA MATIAS

À FRENTE NAS SONDAGENS


Segundo a empresa de sondagens "Esquerda.maspouco" está praticamente assegurada a eleição da eurodeputada Marisa Matias. Esta nova informação baseia-se no facto de que a população da Ilha Berlenga voará em massa a Peniche para depositar o seu vócó nas urnas, no espaço atribuído à candidata.

* "Campanha eleitoral não tem um décimo da piada sem sentido de humor"

.
.
SUAVEMENTE




.
.

GRANDES LIVROS/19

AUTORES DO MUNDO


1-O GRANDE GATSBY

 SCOTT FITZGERALD




* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


.
.
HOJE NO

"i"
Anúncios.
Guerra aberta nos produtos com cálcio

As ilegalidades não se limitam apenas ao uso ilegal de crianças nos anúncios sem que o produto em causa lhes seja dirigido. A polémica em torno dos anúncios de produtos com cálcio é outro desses exemplos.
.

A Ordem dos Farmacêuticos (OF) interpôs, no passado dia 18 de dezembro, uma providência cautelar para travar os anúncios publicitários do suplemento alimentar “Calcitrin MD Rapid” em todos os órgãos de comunicação social, alegando que lesam o direito dos cidadãos à saúde. Mas a verdade é que a publicidade continua a passar nas televisões portuguesas. “O que aconteceu depois disso?

Houve não só um reforço dos anúncios, que passam mais vezes na televisão em horários que apanham as pessoas mais vulneráveis, como também foram buscar figuras públicas como Simone de Oliveira para dar a cara por essa marca”, salienta ao i Mário Frota, presidente da Associação Portuguesa de Direito do Consumo (apDC).
 
Esta guerra entre a empresa Viva Melhor, responsável pela comercialização do produto, e a OF já chegou à Procuradoria- -Geral da República (PGR), através de uma queixa-crime entregue pelos farmacêuticos. Em causa estão as declarações prestadas pela empresa, que questionou a Ordem dos Farmacêuticos sobre a “guerra” que abriu contra o produto e lançou suspeitas sobre a intenção da estrutura corporativa em prejudicar o desempenho comercial da marca para beneficiar outras.
 
Na base das suspeitas estava o facto de a Ordem dos Farmacêuticos defender e recomendar os suplementos de cálcio, mas protagonizar uma guerra “injusta e injustificável” especificamente contra o Calcitrin, um suplemento que é líder de mercado e não é vendido nas farmácias, acrescentando ainda que esta ação “tem tanto de estranha como de suspeita razão de ser”.


* As vergonhosas escaramuças dos lobies pacificam-se em jantares de confraternização considerados de interesse nacional.

.
.
VI-OLHO DE 
HÓRUS


1 - SAQQARA
  
A MÁQUINA QUÂNTICA




O documentário apresenta a história de uma suposta organização sacerdotal hermética, pertencente à escola de mistérios conhecida como Olho de Hórus. Esta escola teria sido responsável pela orientação espiritual e a direcção dos destinos do povo egípcio durante milhares de anos.
Seu objectivo principal teria sido o de promover a elevação do nível de consciência dos egípcios através, principalmente, da construção de diversos templos sagrados ao longo das margens do rio Nilo. Além disso, os sacerdotes eram os zelosos guardiões da sabedoria acumulada desde tempos imemoriais, quando ainda "existia" o continente perdido da Atlântida.

A série foi baseada nas investigações do egiptólogo e matemático R. A. Schwaller de Lubicz e nas realizações da escola Olho de Hórus.

Para os antigos egípcios, havia um plano divino baseado na reencarnação destinado a que o homem experimentasse em sua própria carne as leis que determinam o funcionamento do universo. Vivendo um processo evolutivo através da acumulação de experiências ao longo de 700 "reencarnações", o ser humano, inicialmente um ser instintivo, ignorante, inocente e primitivo, poder-se-ia  transformar  num super-homem,  um sábio imortal.

Assim se produzia uma iluminação temporal do discípulo, durante a qual podia viajar conscientemente pelo tempo e pelo espaço.

O documentário original está dividido em 10 capítulos:
Capítulo 1: A Escola dos Mistérios.
Capítulo 2: O Senhor da Reencarnação.
Capítulo 3: A Esfinge, Guardiã do Horizonte.
Capítulo 4: A Flor da Vida.
Capítulo 5: O Complexo de Cristal.
Capítulo 6: A Máquina Quântica.
Capítulo 7: O Amanhecer da Astronomia.
Capítulo 8: O Caminho da Compreensão.
Capítulo 9: O Portal da Liberdade.
Capítulo 10: O Princípio Feminino.

..
.
ONTEM NO
"A BOLA"

BBC denuncia resultados combinados
. entre tenistas de topo

A BBC revela esta segunda-feira uma investigação que implica 16 tenistas que integraram o ´top 50´ mundial na última década em jogos com resultados combinados, mas que nunca foram acusados. 
 .
A cadeia britânica alega acesso a ficheiros mantidos em segredo, nos quais se inclui uma investigação iniciada pela própria Associação de Tenistas (ATP), em 2007, e que implica vencedores de Grand Slam.

«Na última década, 16 jogadores classificados nos 50 primeiros foram repetidamente assinalados pela Unidade de Integridade do Ténis (TIU) devido a suspeitas de que estariam a combinar resultados. Todos, incluindo vencedores de ´Grand Slams´, foram autorizados a continuar a competir», refere a investigação realizada em conjunto com o BuzzFeed News.

ATP recusa

Chris Kermode, presidente da ATP, sublinha que a investigação se refere a casos com 10 anos, mas que o organismo «vai investigar se surgirem novas informações», ao mesmo tempo que recusa que alguns casos não tenham sido devidamente investigados ou escondidos.

«Num relatório confidencial interno, em 2008, a equipa de investigação da TIU defendeu que 28 atletas deveriam ser investigados, mas as indicações não foram seguidas», continua a BBC. A ATP introduziu um novo código anticorrupção em 2009, sendo que violações anteriores já não poderiam originar novos processos.

Os documentos revelam uma investigação de 2007, depois de um jogo entre Nikolay Davydenko e Martin Vassallo Arguello que suscitou muita atividade em casas de apostas. Foram encontrados depois, à medida que a investigação avançou, polos de apostas na Rússia, norte de Itália e Sicília, onde houve ganhos de milhares de euros em alguns jogos, três deles em Wimbledon.

Um dos investigadores do TIU revela à BBC que foram encontrados uma dezena de tenistas que claramente faziam movimentar as apostas, ou seja, seria fácil cortar o problema pela raiz.

A reportagem - que sublinha que escolheu não revelar os nomes - alega ainda que, não só os tenistas não foram acusados como muitos ainda estão no ativo, sendo que oito dos atletas sinalizados vão disputar o Open da Austrália, o primeiro ´Grand Slam´ da temporada, que começa esta segunda-feira.

Mais informação será revelada esta terça-feira, num programa na Radio 4 da BBC.
 
 
* Nada nos espanta!

.
.



II-CIDADES 
PERDIDAS


1- A CIDADE DO

REI HERODES



* Depois de "CIDADES OCULTAS" iniciamos neste horário e etiqueta "PEIDA URBANA"  a série "CIDADES PERDIDAS", histórias fabulosas que vai gostar de ver e ouvir. Obrigado por nos visitar.


.
.

HOJE NO 
"AÇORIANO ORIENTAL"

Oceana pede alargamento da lista das espécies e habitats ameaçados

A organização internacional Oceana pediu à Convenção para a Proteção do Meio Marinho do Atlântico Nordeste (OSPAR) o alargamento da lista de espécies marinhas ameaçadas e que registam redução do número de animais.
 
Representantes dos 15 governos e da União Europeia da Convenção OSPAR reúnem-se em Trondheim, na Noruega, para debater a proteção de espécies marinhas e habitats ameaçados no Atlântico nordeste e a Oceana apela aos governos desta região, que considera serem indiferentes relativamente a 79% das espécies piscícolas em vias de extinção.

A lista de espécies marinhas ameaçadas não é atualizada deste 2008 e não inclui 79% das espécies piscícolas reconhecidamente em vias de extinção, explica uma informação da Oceana, que também refere a situação dos habitats cujas espécies que têm vindo a diminuir o número de efetivos, como é o caso das florestas de algas marinhas 'kelp'.

A Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas e Vulneráveis da IUCN (sigla em iglês para a União Mundial da Conservação da Natureza) lista 52 espécies ameaçadas no Atlântico nordeste, mas a OSPAR apenas se compromete a proteger 11 espécies, segundo a Oceana.

* Nós vamos pagar todos os desaforos cometidos em relação ao meio ambiente.

.

ALEXANDRE PARAFITA

.




O piropo

Com tantos problemas que o país tem em mãos, quem havia de dizer que o Parlamento se iria ocupar, no final do ano, a discutir e a aprovar uma lei contra o uso do "piropo"? Será que é matéria tão pertinente assim, quando o Código Penal já contempla a almejada criminalização? Diz claramente o n.º 1 do art.º 181: "Quem injuriar outra pessoa (...) dirigindo-lhe palavras ofensivas da sua honra e consideração é punido com pena de prisão até três meses ou pena de multa até 120 dias". A pena é branda? Então recorra-se ao art.º 170.º (mais severo ainda perante casos de importunação sexual). Mas por quê retirar ao piropo, na sua dimensão holística, um espaço de sobrevivência?

Lembre-se que o "piropo" ou "galanteio" é um microtexto de literatura oral, reconhecido como tal nas diversas culturas, portanto parte integrante do património imaterial. Alguns são até verdadeiras alegorias estéticas, merecedoras de estudo literário. Claro que aí não entram conteúdos que, violando as regras da cortesia e da boa educação, mas também da autoestima pessoal e social, são já objeto das punições legais mencionadas. Seria até absurdo encobri-los sob o manto diáfano de um pretenso uso cultural.

Veja-se alguns dos muitos piropos que enriquecem a nossa literatura oral: "Vou pedir o molde ao teu pai pra fazer bonecas"; "Ainda dizem que as flores não andam!"; "Deus te guarde e me dê a mim a chave"; "Se Adão se perdeu por Eva com uma só maçã, eu perdia-me por ti com o pomar inteiro"; "Se a beleza fosse pecado, tu não terias perdão de Deus"; "Muito mal devem andar as coisas no Céu para os anjos andarem na terra"; "Se o Sol pudesse mirar-te deixaria de haver noite"; "Quem me dera ser o copo onde bebes, tu matavas a sede e eu matava o desejo"; "Que me valha a Virgem Pura, mas primeiro a tua formosura"; "Se eu chegar a morrer nos teus braços, hei de voltar do Céu para morrer de novo"; "Teus olhos lembram-me o mar, e pobre de mim que não sei nadar"; "Ao ver uma flor assim, vou já comprar o jardim"; "Se me deres as tuas lágrimas, eu nascerei nos teus olhos".

Subestimar, criminalizando, estes microtextos, deixa caminho aberto a olhares reprovadores para outros géneros de literatura oral, de igual riqueza estética ou antropológica, como sejam provérbios, quadras, apodos tópicos, trava-línguas, pregões, fórmulas de superstições, perlengas, anfiguris ou adivinhas. Seria péssimo.

* ESCRITOR

IN "JORNAL DE NOTÍCIAS"
15/01/16


.
.


756.UNIÃO

EUROPEIA



.
HOJE NO 
"DIÁRIO ECONÓMICO"

George Soros
 “A União Europeia está 
à beira do colapso”

Grécia, Rússia, Ucrânia, o referendo britânico, a crise dos refugiados, o conflito na síria são alguns dos desafios da União Europeia.

A chanceler alemã, Angela Merkel, previu e a realidade concretizou-se. “A União Europeia está à beira do colapso”, diz George Soros, numa entrevista publicada na “New York Review of Books” e que o Económico republica em exclusivo para Portugal.
.
“A crise grega ensinou às autoridades europeias a arte de improvisar para ir resolvendo sucessivas crises. Esta prática é popularmente conhecida como uma fuga para a frente, embora fosse mais exacto descrevê-la como chutar uma bola por uma encosta acima de maneira que ela volta a rolar para baixo”, critica Soros. “Hoje a UE confronta-se não com uma crise mas com cinco ou seis crises ao mesmo tempo”, lamenta.

Quando a “Time” publicou na capa uma fotografia da chanceler alemã Angela Merkel, chamou-lhe a “chanceler do Mundo Livre”. Parece-lhe que a designação se justifica?
Sim. Como sabe, teci críticas à chanceler no passado e continuo a criticar a sua política de austeridade. Mas depois de o Presidente russo Vladimir Putin atacar a Ucrânia, ela tornou-se a líder da União Europeia e, por conseguinte, indirectamente, do Mundo Livre. Até então, havia sido uma política dotada, capaz de interpretar o estado de espírito do público e de tê-lo em conta. Contudo, ao opor-se à agressão russa, passou a ser uma dirigente que teve a coragem de rebater as opiniões dominantes.

Foi porventura ainda mais visionária quando reconheceu que a crise da migração tinha o potencial de destruir a União Europeia, primeiro por causar o colapso do sistema de fronteiras abertas de Schengen e depois por enfraquecer o mercado comum. Tomou corajosamente a iniciativa de mudar a atitude do público. Infelizmente, o plano não foi bem preparado. A crise está longe de estar resolvida e a sua posição de liderança – não apenas na Europa mas também na Alemanha e no seu próprio partido – é alvo de ataque.

Merkel costumava ser extremamente cautelosa e deliberada. As pessoas podiam confiar nela. Mas, na crise da migração, agiu impulsivamente e correu um risco enorme. O seu estilo de liderança alterou-se e isso inquieta as pessoas.
É verdade mas congratulo-me com a mudança. Há muitos motivos de inquietação. Como ela acertadamente previu, a UE está à beira do colapso. A crise grega ensinou às autoridades europeias a arte de improvisar para ir resolvendo sucessivas crises. Esta prática é popularmente conhecida como uma fuga para a frente, embora fosse mais exacto descrevê-la como chutar uma bola por uma encosta acima de maneira que ela volta a rolar para baixo. Hoje a UE confronta-se não com uma crise mas com cinco ou seis crises ao mesmo tempo.

Em termos mais concretos, refere-se à Grécia, à Rússia, à Ucrânia, ao próximo referendo britânico e à crise da migração?
Sim. E não chegou a mencionar a causa primária da crise da migração: o conflito na Síria. Como não mencionou o terrível efeito que os ataques terroristas em Paris e noutras partes do mundo tiveram na opinião pública europeia. Merkel previu correctamente o potencial da crise da migração para destruir a União Europeia. Aquilo que era uma previsão tornou-se uma realidade. A União Europeia precisa desesperadamente de conserto. É um facto mas não é irreversível. E as pessoas que podem impedir que o vaticínio de Merkel se concretize são na realidade o povo alemão. Penso que os alemães, sob a liderança de Merkel, alcançaram uma posição de hegemonia. Mas alcançaram-na sem custos. Normalmente, quem detém a supremacia tem de olhar não só pelos seus interesses mas também pelos interesses daqueles que estão sob a sua protecção. Chegou a altura de os alemães decidirem: querem aceitar as responsabilidades e as obrigações resultantes de serem a potência dominante na Europa?

Parece-lhe que a liderança de Merkel na crise dos refugiados é diferente da sua liderança na crise do euro? Acha que ela está mais predisposta a tornar-se uma líder hegemónica benevolente?
Isso seria pedir de mais. Não tenho qualquer razão para alterar as minhas opiniões críticas da sua liderança na crise do euro. Teria sido útil para a Europa se ela tivesse adoptado muito mais cedo o tipo de liderança que está a demonstrar agora. É pena que, quando a Lehman Brothers faliu em 2008, ela não tenha mostrado disposição para permitir que o resgate do sistema bancário europeu fosse garantido à escala de toda a Europa porque considerava que a opinião pública alemã prevalecente se oporia a isso. Se tivesse procurado alterar a opinião pública em lugar de segui-la, podia ter-se evitado a tragédia da União Europeia.

Mas não teria permanecido chanceler da Alemanha durante dez anos.
Tem toda a razão. Ela foi exímia a satisfazer as exigências e as aspirações de um largo sector do eleitorado alemão. Teve o apoio daqueles que queriam ser bons europeus e daqueles que queriam que ela protegesse o interesse nacional germânico. Não foi tarefa fácil. Foi reeleita com uma maioria mais alargada. Mas, no caso da crise da migração, baseou a sua actuação numa questão de princípio e estava preparada para arriscar a sua posição de liderança. Merece o apoio dos que comungam dos seus princípios. Levo esta questão muito a peito. Sou um veemente apoiante dos valores e dos princípios de uma sociedade aberta em virtude da minha história pessoal, tendo sobrevivido ao Holocausto como Judeu durante a ocupação nazi do meu país. E estou convencido de que ela perfilha esses valores em virtude da sua história pessoal, tendo crescido sob o domínio comunista na Alemanha de Leste e sob a influência do pai que era pastor. Por essa razão, sou seu apoiante apesar de discordarmos numa série de questões importantes.

É conhecido o seu envolvimento na promoção dos princípios de uma sociedade aberta e no apoio à mudança democrática na Europa de Leste. Qual é a razão da oposição e ressentimento profundos em relação aos refugiados nesses países?
Porque os princípios de uma sociedade aberta não estão suficientemente enraizados nessa parte do mundo. O primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán está interessado em fomentar os princípios da identidade húngara e cristã. A combinação da identidade nacional e da religião é uma mistura potente. E Orbán não está sozinho. O líder do partido no poder recentemente eleito na Polónia, Jaroslaw Kaczynski, está a adoptar uma abordagem semelhante. Não é tão inteligente como Orbán, mas é um político astuto e escolheu a migração para tópico central da sua campanha. A Polónia é um dos países europeus mais homogéneos dos pontos de vista étnico e religioso. Um imigrante muçulmano na Polónia católica é a corporização do Outro. Kaczynski soube pintá-lo como o demónio de forma magistral.

Em termos mais gerais, como vê a situação política na Polónia e na Hungria?
Embora Kaczynski e Orbán sejam pessoas muito diferentes, os regimes que desejam estabelecer são muito idênticos. Como já sugeri, procuram explorar uma combinação de nacionalismo étnico e religioso para perpetuarem a sua posição no poder. Num certo sentido, pretendem restabelecer o simulacro de democracia que prevaleceu no período entre a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais, na Hungria do Almirante Horthy e na Polónia do Marechal Pilsudski. Uma vez no poder, são susceptíveis de reter algumas das instituições democráticas que são e devem ser autónomas, sejam elas o banco central ou o tribunal constitucional. Orbán já o fez; Kaczynski está agora a começar. Será difícil afastá-los do poder. Para além de todos os outros problemas, a Alemanha vai defrontar-se com um problema polaco. Em contraste com a Hungria, a Polónia tem sido um dos países de maior sucesso na Europa, tanto económica como politicamente. A Alemanha precisa da Polónia para se proteger da Rússia. A Rússia de Putin e a Polónia de Kaczynski são mutuamente hostis mas são ainda mais hostis para com os princípios fundadores da União Europeia.

Que princípios são esses?
Sempre vi na União Europeia a corporização dos princípios da sociedade aberta. Há um quarto de século, quando comecei a envolver-me na região, tínhamos uma União Soviética moribunda e uma União Europeia emergente. E, curiosamente, ambas representavam uma aventura em termos de governação internacional. A União Soviética procurava unir os proletários de todo o mundo e a UE procurava desenvolver um modelo de integração regional baseado nos princípios de uma sociedade aberta.

Como se compara essa situação com a actual?
A União Soviética foi substituída por uma Rússia ressurgente e a União Europeia passou a ser dominada pelas forças do nacionalismo. No fundo, a sociedade aberta em que tanto eu como Merkel acreditamos, em virtude das nossas histórias pessoais, e a que os reformadores da nova Ucrânia desejam aderir, em virtude das suas histórias pessoais, não existe. A União Europeia devia ser uma associação voluntária entre iguais, mas a crise do euro transformou-a numa relação entre devedores e credores, em que os devedores têm dificuldade em cumprir as suas obrigações e os credores fixam as condições que os devedores têm de satisfazer. Não é uma relação voluntária nem igual. A crise da migração abriu outras fissuras. Por conseguinte, é a própria sobrevivência da UE que está em risco.

* Para reflectir.


.
.
 64-BEBERICANDO


COMO FAZER O DRINK INFINITY

COM RAFA DRINKS


.
.

 III - PÁTRIA JURÁSSICA
4-A VOLTA DOS
DINOSSAUROS



* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

.
.
HOJE NO  
"CORREIO DA MANHÃ"

Pede ajuda para tirar cinto de castidade Mulher queria evitar relações sexuais. 

Os bombeiros de Pádua, Itália, foram chamados para ajudar uma mulher de meia-idade a retirar... o cinto de castidade. 
 .

A mulher pediu ajuda após perder as chaves do cinto, que colocava para evitar ceder à tentação de ter relações sexuais. 

Após ajudarem a mulher, os bombeiros ainda lhe perguntaram se alguém a tinha obrigado a usar o cinto de castidade, mas rapidamente a mulher esclareceu que utilizava o objeto por vontade própria. 

* Provavelmente mais uma santa bafienta.


.
.

Inês Corte-Real


Gravity


The Voice Portugal Season 3
.
.
HOJE NO   
"OBSERVADOR"
Commerzbank: 
“Portugal é a nova criança problemática”
.da zona euro

De "bom aluno" para a "nova (velha) criança problemática" da zona euro. Os economistas do influente Commerzbank dizem que Portugal arrisca ver-se na mesma situação da Grécia. Um relatório demolidor.

O novo Governo português está a levar a cabo uma “mudança fundamental da política” que levará a um aumento da dívida e a uma erosão da competitividade. 
 .

Num relatório demolidor, o influente banco alemão Commerzbank diz que rapidamente a situação portuguesa pode evoluir para algo muito parecido ao que viveu a Grécia no último verão. Se o rating da agência DBRS cair, Portugal deixará de contar com o respaldo decisivo das compras de dívida por parte do BCE. A menos que peça um novo resgate, nota o banco alemão.

Portugal voltou a ser “uma criança problemática” na zona euro, diz o banco. Os receios do Commerzbank e de vários outros bancos de investimento no período pós-eleições estão a materializar-se. “O novo Governo em Portugal está a passar das palavras aos atos e já está em curso uma mudança fundamental da política económica”, lamentam os economistas Ralph Solveen e Jörg Krämer, este último economista-chefe do banco alemão.

Numa nota enviada esta terça-feira aos clientes, o banco alemão faz inúmeras críticas às medidas já anunciadas e revertidas pelo Governo, começando pelo regresso dos quatro feriados (sem salvaguarda de os tornar móveis, ou seja, encostados a fins de semana) e a intenção de fazer voltar os 25 dias de férias por ano para os funcionários com “poucas” faltas. O banco alemão fala aos seus clientes, também, da reversão dos cortes salariais na Função Pública e, olhando para o Programa de Governo, critica medidas como a “reversão da liberalização do mercado de trabalho, com o fortalecimento dos contratos coletivos de trabalho”. Esta é uma das muitas preocupações que o Commerzbank partilha com a Comissão Europeia.
O novo Governo não está, claramente, a contar com a liberalização e a redução da regulação para reavivar a economia. Ao invés, está a concentrar-se numa política orçamental mais expansionista e um maior papel do Estado na economia. E, no que toca ao investimento, este deverá ser estimulado sobretudo a partir do Estado, havendo esperança de que haja um apoio por parte do programa de investimentos lançado por Jean-Claude Juncker [o chamado Plano Juncker].

Commerzbank não acredita em défice abaixo de 3%… em 2016
O banco alemão lamenta que “os dois maiores sucessos do Governo anterior – a estabilização do défice e a melhoria da competitividade da economia portuguesa – estão em risco“. Ralph Solveen e Jörg Krämer fazem pouca fé nas previsões de Mário Centeno, ministro das Finanças, que presumem que haverá um “crescimento muito mais forte, associado às receitas fiscais” promovidas à custa de gastos públicos. Mas, mesmo que o Governo consiga um défice de cerca de 3% em 2016, “isso será perto de um ponto percentual acima do que estava acordado com a troika“.

O problema é que o Commerzbank não acredita, sequer, que seja possível chegar a esse défice de 3% em 2016 – o que significaria que o país continuaria sob a alçada do Procedimento por Défices Excessivos. “Vemos um risco significativo de que o défice público seja superior a 3% do PIB em 2016”, avisa o banco alemão, notando que a redução “muito urgente” do endividamento público será “muito mais lento do que estava planeado”.

Um problema ainda maior: a perda de competitividade
“Ainda mais grave [do que as questões das contas públicas] é a alteração das regras do mercado de trabalho e os custos mais elevados para as empresas” que daí advirão. Todos os progressos obtidos nos últimos anos, com uma redução dos custos do trabalho que é importante para a atração de investimento estrangeiro, estão em risco, diz o Commerzbank, salientando que isso foi “uma razão enorme para a recuperação registada na economia portuguesa”, incluindo os ganhos no campo do emprego e do consumo privado.
É por esta razão que o Commerzbank alerta os clientes que os planos de Mário Centeno irão, provavelmente, sair furados.
Com as medidas agora anunciadas, a recuperação sustentável está em risco de tropeçar, uma vez mais. Ainda que a política orçamental expansionista possa ajudar a impulsionar a procura do setor privado no curto prazo, qualquer ímpeto positivo deverá ser cada vez mais neutralizado – ou, mesmo, ultrapassado – pelos efeitos de um aumento dos custos do trabalho e da redução das margens de lucro das empresas. As previsões do Governo de que as medidas se pagarão a si próprias no longo prazo não deverão materializar-se.

Que fará Marcelo? E o que fará a DBRS?
Perante este quadro, o Commerzbank tenta olhar para frente e perceber se o Governo terá oportunidade, ou não, de executar o programa político previsto. Aí, o primeiro fator a entrar em jogo é a eleição do Presidente da República.

“Todas as sondagens apontam para a vitória do candidato apoiado pelos partidos que compunham o anterior governo [PSD e CDS], Marcelo Rebelo de Sousa, que deverá ter uma vitória clara”, conta o Commerzbank. E quem é Marcelo? Aos seus clientes, o banco alemão diz que “pelo facto de [Marcelo] não ser um defensor tão acérrimo das reformas estruturais como o atual presidente [Cavaco Silva], deverá evitar um confronto direto com a atual coligação de esquerda”.

Contudo, Marcelo “poderá equacionar tal decisão se houver conflitos persistentes” na aliança entre o Partido Socialista e os partidos à esquerda. “Já se pôde testemunhar um primeiro conflito quanto ao modelo de financiamento da reestruturação da banca”, assinala o Commerzbank.

Tão ou mais crucial para Portugal no imediato será, porém, a decisão que a agência canadiana DBRS tomará sobre o rating português. O Commerzbank assinala que a diferença entre os juros de Portugal e de Itália duplicou desde as eleições, num claro indicador de perceção de risco desfavorável para Portugal na comparação com outro país endividado e fragilizado pela recente crise europeia.

Ainda assim, “tendo em conta a escala da alteração da política económica em Portugal, a reação do mercado até pode ser vista como moderada”, sublinha o Commerzbank, muito crítico para o novo governo português. E porquê uma reação tão “moderada” como a duplicação do spread face a Itália? “Os investidores têm, claramente, confiança do BCE e no seu programa de compra de ativos”. Sem essa confiança, a reação seria bem pior, defende o banco alemão.

Muito pouco se deve tomar como garantido nos mercados financeiros globais nesta altura, contudo, avisa o Commerzbank. Mesmo estando a haver uma reação negativa que se pode considerar “moderada”, “a confiança pode começar a fraquejar nas próximas semanas”. E, em abril, espera-se uma decisão da DBRS sobre o rating de Portugal – a única agência que tem a dívida pública de Portugal acima de lixo e que, assim, viabiliza o financiamento dos bancos nacionais diretamente no BCE e a compra, por parte do mesmo BCE, da dívida pública portuguesa ao abrigo do programa de estímulos.

O Commerzbank lembra que, em meados de novembro, quando já se perspetivava a chegada ao poder do PS apoiado nos partidos à esquerda, a agência optou por manter o rating e, também, não mexer na perspetiva, que continuou estável. “Mas, tendo em conta as medidas entretanto anunciadas e as que faltam aplicar (e que pesarão no Orçamento), a DBRS pode tomar uma decisão diferente“, admite o banco alemão.

Se houver um corte do rating de Portugal aos olhos da agência canadiana, o BCE deixaria de poder comprar a dívida de Portugal ao abrigo do programa de quantitative easing, como está a acontecer (ainda) com a Grécia. A única forma de continuar a beneficiar dessas compras – que têm sido decisivas para a descida dos juros de Portugal – seria a entrada num novo programa de resgate, com condicionalidade sobre as políticas económicas.

Aí, “o novo Governo certamente irá tentar evitar pedir um novo resgate – já que isso poderia colocar o país na mesma situação da Grécia na primeira metade de 2015 – pelo que poderá tentar recuar nas mexidas na política económica”, admite o Commerzbank. Aí, diz o banco alemão, “tornar-se-ia provável um conflito com os apoiantes do Governo, da extrema esquerda, levando à perda da maioria parlamentar”. Resultado: novas eleições, possivelmente.

* Parece ser uma notícia feita por medida, estilo alfiataria de luxo. 
Aquilo que o banco alemão considera que o anterior governo fez com sucesso, foi o encaminhamento dos portugueses para a miséria. Dói-lhes muito ter saído a direita do poder, escorriam mais alvíssaras.


.
.
EQUILÍBRIO


.
.
HOJE NO   
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
Portugal é um dos 11 países com
 menor taxa de nados-mortos em 2015

Portugal está ao nível da Noruega

Portugal é um dos 11 países, de um total de 186, com uma menor taxa de nados-mortos em 2015, revela um estudo publicado esta semana na revista científica britânica The Lancet.

De acordo com o estudo, a taxa estimada para Portugal, em 2015, é de 2,2 nados-mortos por mil nascimentos, tal como a da Noruega. São considerados nados-mortos os bebés que nasceram sem vida após 28 semanas de gestação. Mortes antes das 28 semanas são consideradas abortos.
LINDO
O estudo salienta que, em 2015, cerca de 2,6 milhões de bebés, nos países analisados, eram nados-mortos, uma média de 7.200 por dia.

Para os editores da revista, Richard Horton e Udani Samarasekera, "o dado verdadeiramente horrível" é o que mostra que no ano passado 1,3 milhões de bebés morreram durante o parto. "A ideia de uma criança estar viva no início do parto e morrer por razões completamente evitáveis em algumas horas devia ser um escândalo de saúde de proporções internacionais", afirmaram os editores num comunicado, segundo a AFP. "Mas não é".

Entre os 11 países com taxas de nados-mortos mais baixas figuram ainda Islândia (que lidera com 1,3 nados-mortos por mil nascimentos), Dinamarca (1,7), Finlândia e Holanda (1,8), Croácia (2,0), Japão e Coreia do Sul (2,1), Nova Zelândia e Polónia (2,3).

Portugal surge à frente de países como Suécia e Suíça (2,8 nados-mortos por mil nascimentos), Reino Unido (2,9) e Estados Unidos (3,0).

No 'top 10' dos países com taxas de nados-mortos mais altas incluem-se Paquistão (que lidera com 43,1 nados-mortos por mil nascimentos), Nigéria (42,9), Chade (39,9), Níger (36,7), Guiné-Bissau (36,7), Somália (35,5), Djibuti (34,6), República Centro-Africana (34,4), Togo (34,2) e Mali (32,5).

98% dos casos de nascimento de bebés sem vida acontecerem em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, mas o estudo demonstra que a diferença entre ricos e pobres também se faz sentir em países desenvolvidos.

Num país desenvolvido, uma mulher pobre tem o dobro da probabilidade de dar à luz a um nado-morto do que uma mulher rica, segundo o estudo. E mulheres de origem africana ou do sul da Ásia, que vivam na Europa ou na Austrália, têm duas a três vezes mais probabilidades de dar à luz a nados-mortos do que mulheres brancas.

O mesmo estudo assinala que os três países que conseguiram mais reduzir, em média, por ano, a taxa de nados-mortos, entre 2000 e 2015, foram Holanda (6,8%), China (4,6%) e Polónia (4,5%). Portugal ocupa, neste parâmetro, a décima posição (3,5%), entre 159 países.

Para o cálculo da taxa de redução anual de nados-mortos, os autores do trabalho publicado na The Lancet tiveram em conta 159 países, e não os 186 iniciais, uma vez que foram excluídos os países com menos de dez mil nascimentos por ano.

Segundo os autores, a diminuição da taxa de nados-mortos não acompanha, porém, o ritmo da queda da mortalidade materna e infantil.

O trabalho foi conduzido por especialistas de mais de uma centena de organizações em 43 países.

* E VIVA o Serviço Nacional de Saúde porque este sucesso é obra do sistema de saúde pública.

.
.


 O QUE NÓS


  "FESTEJAMOS"!!!




O primeiro número da ONDA POP explica quase tudo, os primórdios, os conceitos, a paginação e artigos publicados demonstram o trabalho destes rapazolas nos idos de 60.

Ontem foi publicado o nº66 da edição impressa abrindo esta página com MIREILLE MATHIEU uma senhora cantora que até hoje vendeu mais de 130 milhões de discos,é obra. A  notícia é extensa e pormenorizada,vale por isso.

VIGON, só não é desconhecido porque a ONDA POP deu conta dele nos idos de 60, está tudo escrito de maneira clara, escutem-no.

DAVID BOWIE de novo na página pelo seu talento e cidadania merece ser notícia todos os dias.

O concurso "SCHWEPPS" tem uma miúda gira ao lado do pai talentoso.
.
ARCHIES E LOS GRITOS duas bandas para recordar.

Hoje morreu Almeida Santos, era um brilhante advogado em Lourenço Marques quando a ONDA POP andava no ar. Defensor à epoca os oposicionistas do Estado Novo e do Marcelismo, é autor de grande parte da principal legislação que ainda hoje vigora em Portugal.
Autor de muitos poemas musicados editou um disco, talvez há 8 anos, que ofereceu a amigos e família, uma boa voz com mais de 70 anos. Político hábil como poucos, preferiu mandar discretamente a ocupar o lugar de líder.
Nem sempre concordámos com as sua opiniões mas tem sem dúvida o nosso respeito e a inveja de muitos.

GIRA DISCOS de capas bonitas e bem feitas de acordo com a tecnologia da época, quase todas desconhecidas.

Cantem com a "ONDA POP"  com BERNIE BROWN, TRASH e TREMELOES, grandes intérpretes.

A "ONDA POP" continua cheia de informação verdadeira, bem elaborada e metódica, sem folclores, mantém a corência da sua génese.Na net e em português tem o condão de informar e trazer ao presente um passado glorioso de música como ninguém faz. Temos o orgulho de dizer que os autores são nossos amigos mas não é por isso que estão na "PEIDA", é pelo valor e inteligência que demonstram.
 
Neste blogue, na coluna da direita tem um link directo.
OBRIGATÓRIO IR VER!!!
ABJEIAÇOS

.