terça-feira, 12 de janeiro de 2016

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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 BELAS AS

CERVEJEIRAS

















MAIS AS CAMPESINAS!


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GRANDES LIVROS/18

AUTORES DO MUNDO


4-A REPÚBLICA

 PLATÃO


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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


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HOJE NO 
"OBSERVADOR"
Portuguesa vence 
Prémio de Jornalismo Rei de Espanha

Catarina Gomes, do Público, é a vencedora com "Quem é o filho que António deixou na guerra?". Portugal volta a receber um prémio de imprensa 20 anos depois. Em rádio, repórter da TSF venceu em 2010.

O Prémio de Jornalismo Rei de Espanha 2015, na categoria Imprensa, foi entregue à jornalista portuguesa Catarina Gomes pelo trabalho “Quem é o filho que António deixou na Guerra?”, publicado no Público.
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“A reportagem narra com uma linguagem emocionante a história de António Bento e da sua busca pelo filho que teve juntamente com uma angolana durante a guerra. É uma história que ilustra a proximidade entre dois povos e o sarar de feridas passadas”, explicou o júri.

Esta é a 33ª edição do prémio que é organizado pela agência de notícias espanhola EFE e pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional. Há 23 anos que o prémio de imprensa não vinha para Portugal. Estávamos em 1993 quando o prémio foi atribuído à portuguesa Maria Augusta Silva, do Diário de Notícias, com o trabalho “Década do Cérebro”. Mas ainda em 2010 José Francisco Guerreiro, jornalista da TSF, venceu o prémio na categoria rádio com a reportagem “Missão Haiti”.

Este ano, cada vencedor vai receber uma escultura em bronze do artista Joaquín Vaquero Turcios e uma verba de 6000 euros. Estavam a concurso seis trabalhos de jornalistas portugueses — dois na categoria imprensa, dois em televisão, um na categoria rádio e um na categoria jornalismo ambiental, esclarece o Público. No total, foram submetidos 185 trabalhos de 18 países.

* O trabalho vencedor é emoção permanente.


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V-OLHO DE 
HÓRUS


4 - SAQQARA

 O COMPLEXO 

DE CRISTAL


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O documentário apresenta a história de uma suposta organização sacerdotal hermética, pertencente à escola de mistérios conhecida como Olho de Hórus. Esta escola teria sido responsável pela orientação espiritual e a direcção dos destinos do povo egípcio durante milhares de anos.
Seu objectivo principal teria sido o de promover a elevação do nível de consciência dos egípcios através, principalmente, da construção de diversos templos sagrados ao longo das margens do rio Nilo. Além disso, os sacerdotes eram os zelosos guardiões da sabedoria acumulada desde tempos imemoriais, quando ainda "existia" o continente perdido da Atlântida.

A série foi baseada nas investigações do egiptólogo e matemático R. A. Schwaller de Lubicz e nas realizações da escola Olho de Hórus.

Para os antigos egípcios, havia um plano divino baseado na reencarnação destinado a que o homem experimentasse em sua própria carne as leis que determinam o funcionamento do universo. Vivendo um processo evolutivo através da acumulação de experiências ao longo de 700 "reencarnações", o ser humano, inicialmente um ser instintivo, ignorante, inocente e primitivo, poder-se-ia  transformar  num super-homem,  um sábio imortal.

Assim se produzia uma iluminação temporal do discípulo, durante a qual podia viajar conscientemente pelo tempo e pelo espaço.

O documentário original está dividido em 10 capítulos:
Capítulo 1: A Escola dos Mistérios.
Capítulo 2: O Senhor da Reencarnação.
Capítulo 3: A Esfinge, Guardiã do Horizonte.
Capítulo 4: A Flor da Vida.
Capítulo 5: O Complexo de Cristal.
Capítulo 6: A Máquina Quântica.
Capítulo 7: O Amanhecer da Astronomia.
Capítulo 8: O Caminho da Compreensão.
Capítulo 9: O Portal da Liberdade.
Capítulo 10: O Princípio Feminino.

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HOJE NO
  "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
Descoberta causa da esclerose 
lateral amiotrófica

Cientistas traçaram o rasto aos aglomerados tóxicos de proteínas que matam os neurónios motores

Investigadores dos Estados Unidos conseguiram pela primeira vez traçar o rasto aos aglomerados tóxicos de uma proteína que causam uma parte dos casos de esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença neurodegenerativa sem cura que afeta progressivamente os músculos, e acaba por conduzir à morte quando o doente deixa de conseguir respirar.
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Revelando a forma como estas proteínas se amontoam nas células - nos neurónios motores -, causando a sua morte, a descoberta abre caminho a novas terapêuticas, para tentar impedir a aglomeração de proteínas nas células, ou para neutralizar o seu efeito nocivo, segundo os autores do estudo.

"É um grande passo", diz a principal autora do trabalho, Elizabeth Proctor, da Universidade da Carolina do Norte, "porque até agora ninguém sabia quais eram as interações tóxicas na origem da morte dos neurónios motores nestes pacientes".

O estudo, cujos resultados foram publicados na revista Proceedings of the National Academy of Sciences no final de 2015, revela assim um potencial alvo terapêutico - o aglomerado proteico que conduz à morte dos neurónios motores -, mas constitui também um modelo para estudos noutras doenças neurodegenerativas, como a de Parkinson, ou a de Alzheimer.

É essa, de resto, a visão do coordenador da investigação, Nikolay Dokholyan, da mesma universidade. Segundo ele, "um dos maiores puzzles na medicina atualmente tem que ver com a forma como podemos abordar as doenças neurodegenerativas", porque,"ao contrário do que sucede em muitas outras doenças, incluindo o cancro, para estas não temos nenhuma alavanca para a combater".

O coordenador do estudo não tem dúvidas: "Os nossos resultados constituem uma grande descoberta porque lançam uma nova luz sobre a causa de morte dos neurónios motores e podem, por isso, ser muito importantes para o desenvolvimento de novas drogas."

O trabalho desenvolvido pela equipa de Nikolay Dokholyan incidiu sobre um subgrupo da doença, que está relacionado com uma mutação no gene que codifica uma proteína, a SOD1, e que se pensa estar na origem de um a dois por cento de todos os casos da doença.

Recorrendo a um modelo computacional e a estudos experimentais com células em laboratório, a equipa seguiu o rasto às proteínas e verificou que elas se aglomeram temporariamente em grupos de três e que nesse formato conseguem causar a morte em células neurónios motores.

"Pensa-se que o que torna estes aglomerados de três proteínas tóxicos, pelo menos em parte, é o facto de serem muito instáveis", explica a principal autora do estudo, notando que "essa instabilidade as torna mais reativas em relação a algumas zonas da célula que elas não deviam estar a afetar". A esclerose lateral amiotrófica é uma doença que afeta entre três e cinco pessoas em cada cem mil, na população em geral, e pensa-se que cerca de 10% dos casos terá origem genética.

Para todos os outros casos de ELA, a sua causa ainda é um mistério. José Afonso (na foto), foi vítima da doença e o físico britânico Shepen Hawking é talvez o mais famoso doente de ELA. Foi esta doença que levou muitos famosos a despejar baldes de água gelada pela cabeça abaixo em agosto e setembro de 2014, para angariar verbas destinadas à investigação nesta área. Valeu a pena porque, só nos Estados Unidos, foram angariados 115 milhões de dólares (cerca de 106 milhões de euros).

* Esta doença faz muitas novas vítimas todos os anos.


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I-CIDADES 
PERDIDAS


3- SHANG


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* Depois de "CIDADES OCULTAS" iniciamos neste horário e etiqueta "PEIDA URBANA"  a série "CIDADES PERDIDAS", histórias fabulosas que vai gostar de ver e ouvir. Obrigado por nos visitar.

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HOJE NO   
"RECORD"

Ian Smith: 
«Posso trazer alguns benefícios
 à seleção»

O novo selecionador de râguebi de Portugal, o escocês Ian Smith, manifestou esta terça-feira o desejo de fazer um bom trabalho no comando dos Lobos, acreditando poder trazer qualidade à seleção. 
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"Quero começar de uma forma simples. Quero ser pragmático e prático. Qualquer encontro internacional é fantástico, é muito bom para mim. Penso que posso trazer alguns benefícios à seleção, juntamente com a equipa técnica. Podemos fazer um bom trabalho", disse o novo selecionador, na conferência de imprensa de apresentação, em Lisboa.

O escocês, de 50 anos, vestiu a camisola da Escócia por 25 ocasiões, treinou ainda a equipa de sub-19 da Geórgia e foi responsável pela implementação da estrutura de alto rendimento da federação georgiana.

Já o treinador adjunto João Pedro Varela lembrou ter trabalhado com Ian Smith no passado, esperando corresponder às expectativas depositadas pela Federação.

"É um orgulho e uma honra. Espero estar à altura do desafio que me foi proposto, um desafio grande. Estou disposto a lutar por ele. Já tive oportunidade de trabalhar com o Ian [Smith] e quero mostrar os meus conhecimentos. Queremos tornar a Federação Portuguesa de Râguebi na instituição desportiva mais respeitada em Portugal. Acredito que posso contribuir para isso", enalteceu.

O presidente da Federação Portuguesa de Râguebi (FPR), Luís Cassiano Neves, mostrou-se feliz com a escolha, alertando para as dificuldades monetárias atuais da instituição, que não irão afetar a qualidade da seleção em campo.

"Estamos extremamente satisfeitos coma a escolha que fizemos. Foi o único nome considerado, pois tem um trajeto enquanto jogador notável. Quer o Ian [Smith] quer o João Pedro têm absolutamente claro que os tempos são diferentes do que foram no passado recente, em termos das disponibilidades financeiras", afirmou Luís Cassiano Nenes.

No entanto, o presidente da FPR garantiu que a preparação e "qualidade do jogo não será prejudicada por essas dificuldades".

"Temos que utilizar os recursos que temos e a ideia forte é que todos na federação podemos fazer melhor com menos", explicou.

A estreia do novo selecionador está marcada para 6 de fevereiro, em Cluj, no jogo entre Portugal e a Roménia, que marca o arranque da segunda volta do torneio europeu das nações, a 'segunda divisão' do mítico torneio das seis nações.

* Que leve os "lobos" o mais longe possível.

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FERNANDA CÂNCIO

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Marcelos para todos

Marcelo Rebelo de Sousa é um homem muito inteligente. E divertido. Tem sempre histórias e coscuvilhices para contar (mentira ou verdade, que importa), observações contundentes e avaliações certeiras para fazer, tudo embrulhado naquela expressividade conspirativa que relampeja malícia. Sim, é difícil não gostar de Marcelo - pelo menos de um deles.

E tantos há à escolha. Do homem que em 2010 foi a uma manifestação contra o casamento das pessoas do mesmo sexo fazer companhia a Isilda Pegado e PNR reclamando um referendo ao que nesta semana, no debate com Marisa Matias, asseverou que sendo presidente promulgaria o diploma da adoção por casais do mesmo sexo porque o importante, explicou, é assegurar o bem-estar das crianças, sejam os pais adotivos dois, um, de sexo diferente ou igual, devendo a decisão ser técnica.

Do homem que em 1998 defendeu - e conseguiu que fosse para a frente - um referendo para decidir se o aborto por vontade da mulher deveria continuar a ser crime, fez campanha pela manutenção desse crime e se congratulou com a vitória, ao homem que no referendo de 2007 veio dizer que nunca quis ver mulheres na prisão e que não concordava com os termos da pergunta (os mesmos da de 1998, que aprovou).

OK: evolui bués, Marcelo. E logo nas matérias normalmente caracterizadas (inclusive por ele) como "de consciência". Já nas outras como será? Vejamos por exemplo o caso do pedido de fiscalização de constitucionalidade dos cortes dos subsídios de férias e de Natal de pensionistas e funcionários públicos inscritos no OE 2012, a medida mais simbólica da era austeritária PSD-CDS. No citado debate com Marisa, negou ter criticado o pedido; mas em janeiro de 2012, na TVI, tinha sido claríssimo na sua censura aos deputados do PS que o assinaram e na certificação de que o TC jamais decretaria a inconstitucionalidade de um OE: "Não lembra ao careca", disse.

É verdade que quase se ia safando de ser confrontado com a contradição (anda tudo, media e campanhas adversárias, muito preguiçoso), mas das duas uma: ou no seu afã de fazer a corte à esquerda (e portanto de dar razão a quem lhe chamou cata-vento) mentiu deliberadamente ou não se recorda do que pensava e defendia há três anos. Lelé da cuca ou mentiroso: que bela opção. Vale que, se se confirmar a caminhada triunfal prenunciada nas primeiras sondagens, só o sofreremos um mandato. Foi ele que o jurou em 26 de janeiro de 2014 na TVI: "Deixo essa sugestão para os futuros candidatos presidenciais, que proponham aos partidos, porque têm de ser eles a rever a Constituição, que reduzam no futuro o mandato apenas a um, e não dois, mais longo, de seis anos ou sete anos, e, no caso de isso não acontecer, que assumam o compromisso de serem só por um mandato. Porque mais do que cinco anos, está provado, a meu ver, é mau." Olha que bom. A não ser que - oh, bolas, é o Marcelo.

IN "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
08/01/16

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749.UNIÃO

EUROPEIA



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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Burla de 250 mil euros 
com cabazes de Natal

Duas dezenas de empresas e um banco foram burlados por um grupo de nove arguidos que utilizou uma firma para, sem pagar um único cêntimo, comprar mercadoria, alegando querer oferecer cabazes de Natal, destinados a supostos clientes da indústria farmacêutica. 
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Ao todo, em apenas quatro meses, lucraram perto de 250 mil euros. Mas o esquema acabou por ser desfeito pela Polícia Judiciária do Porto e os nove indivíduos, entre eles um técnico oficial de contas (TOC) que, ao invocar a sua profissão, deu credibilidade ao esquema junto dos bancos. O julgamento, por crimes de associação criminosa, burla qualificada e falsificação de documentos, começa hoje no Tribunal S. João Novo.

* Estes nove vígaros são "naifs", se tivessem pedido ajuda a alguns dos banqueiros da nossa praça lucrariam mais e sofreriam menos.

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 63-BEBERICANDO

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COMO FAZER O DRINK DO FALSETE
COM DÉBORA DO FALSETE



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 III - PÁTRIA JURÁSSICA
3-A VOLTA DOS
DINOSSAUROS

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


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HOJE NO 
"JORNAL DE NEGÓCIOS"
Os 40 meses de Pedro Norton 
à frente da Impresa

Pedro Norton chegou a CEO da dona da SIC em 2012. Ao longo destes três anos e meio focou-se em reduzir o endividamento da empresa, em cortar custos e teve de lidar com a queda das chamadas de valor acrescentado.

O dia 6 de Março deste ano vai marcar a saída de Pedro Norton da Impresa. O gestor vai passar o testemunho de presidente executivo a Francisco Pedro Balsemão, filho do fundador do grupo, depois de nos últimos três anos e meio ter tentado reduzir a dívida bancária da dona da SIC e, ao mesmo tempo, encontrar fontes de receitas alternativas para compensar a queda da publicidade que o sector enfrenta, bem como a redução forçada do valor das chamadas de valor acrescentado.
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Pedro Norton deu os primeiros passos no grupo Impresa há 23 anos, como assessor do presidente do conselho de administração da Controljornal. Mas rapidamente foi subindo degrau a degrau, até substituir Pinto Balsemão como presidente executivo, a 1 de Outubro de 2012.

Pelo meio desempenhou funções de director financeiro, subdirector de programação da SIC, director de novos negócios e membro do conselho da administração da SIC Filmes e da SIC Notícias.

Em 2001 passa a CEO da Sojornal, empresa que detinha o Expresso. Em Abril de 2008 estende o seu pelouro a todas as áreas de actividade do grupo fundado por Pinto Balsemão, aos 35 anos, passando a ocupar o lugar de vice-presidente da comissão executiva da Impresa.

Aos 44 anos, em 2012, Pedro Norton substitui Francisco Pinto Balsemão na presidência executiva, tendo o fundador do grupo ficado como presidente da administração ("chairman").

Quando se sentou na cadeira de CEO, Pedro Norton tinha vários desafios pela frente. A Impresa tinha fechado o ano de 2011 com prejuízos de 35 milhões, as receitas tinham caída 8% para 249,7 milhões de euros e a dívida líquida do grupo de media, dono da SIC e da Visão, situava-se em 213 milhões de euros, uma das principais dores de cabeça do grupo.

Passados poucos dias de ter assumido a liderança do grupo, Pedro Norton avança com uma reorganização que levou ao fecho de cinco revistas e à saída de cerca de 50 pessoas. E o programa de redução de custos não ficou por aqui.

No início de 2013, foi proposto um corte de 10% nos salários de todos os membros do conselho de administração. Cortes que, posteriormente, também se estenderiam a alguns trabalhadores do grupo tendo sido repostos no ano seguinte.

Grupo sai do vermelho
Em 2013 Pedro Norton viu as contas da empresa passarem de negativo para positivo ao fechar o ano com lucros de 6,6 milhões de euros. Fruto, em grande parte, da reorganização em curso mas também do aumento em 35,8% para 49 milhões da rubrica de outras receitas devido à popularidade das chamadas de valor acrescentado.

Estas chamadas, populares nos programas televisivos, passaram a ser a galinha dos ovos de ouro das estações televisivas. Mas viriam a dar nova dor de cabeça aos grupos de media quando alguns operadores de telecomunicações decidiram bloquear as chamadas para os números 760 devido às avultadas dívidas dos clientes.

Apesar da queda desta fonte de receitas, Pedro Norton conseguiu manter o total dos proveitos relativos ao ano de 2014 em linha com o exercício anterior e aumentar os lucros em 66% para 11 milhões de euros. Uma tarefa impulsionada pelo aumento das receitas publicitárias nomeadamente na área de televisão e pelo crescimento da subscrição de canais.

O investimento em iniciativas assentes no digital, proclamado o futuro dos media, esteve também no topo da agenda do gestor, que muitos indicavam como o futuro herdeiro do legado de Balsemão.

Foi pelas mãos de Pedro Norton que nasceu, por exemplo, o Expresso Diário, uma edição do título Expresso publicada de segunda a sexta-feira apenas em formato digital e que abriu portas ao lançamento de iniciativas semelhantes por parte de outros grupos de media.

Ao longo dos seu mandato, o gestor sublinhou várias vezes que uma das suas grandes apostas passava pelo reforço de todas as marcas do grupo no segmento digital.
Em 2014 Pedro Norton assistiu ainda ao fim da guerra antiga entre a Impresa e a Ongoing, quando a empresa de Nuno Vasconcellos decidiu vender a participação que tinha no grupo de Balsemão. A guerra accionista entre os dois grupos era travada há mais de cinco anos, tendo gerado diversos processos em tribunal.

Bónus e mais cortes
Depois de ter lucros pelo segundo ano consecutivo, 2013 e 2014, no início do ano passado Pedro Norton decidiu repor os salários que tinham sido alvo de cortes  e até dar um prémio de desempenho a alguns trabalhadores.

"No período mais agudo desta crise pedimos a um conjunto de trabalhadores, a começar pela própria administração, que fizesse temporariamente uma redução dos seus vencimentos com o compromisso de que assim que a empresa tivesse uma performance melhor seriam repostos", contou no ano passado o presidente executivo do grupo, em entrevista ao Negócios.

Desde que assumiu a presidência executiva da dona da SIC, Pedro Norton reduziu os custos operacionais em 9,5%. Mas apesar do controlo de custos implementado pelo gestor, que antes de ingressar na Impresa passou pela banca de investimento, as contas da Impresa continuavam a enfrentar algumas dificuldades, fruto da contínua queda das receitas das chamadas de valor acrescentado. E no final de 2015 o grupo avançou com um programa de rescisões amigáveis com alguns trabalhadores.

Outra das "batalhas" encerradas por Pedro Norton enquanto CEO da Impresa viu o seu último capítulo ser escrito recentemente, quando há cerca de duas semanas a Impresa alcançou um acordo com a Altice, dona da Meo.

Depois de vários meses em conversações, a dona da SIC e a Altice chegaram a acordo no final do ano passado para a renovação do contrato de distribuição de conteúdos na plataforma da Meo.


As negociações entre a dona da SIC e a PT Portugal, que passou para as mãos da Altice em Junho, estavam tremidas no seguimento da proposta apresentada pelos novos donos da PT de não querer pagar pela distribuição destes canais na sua plataforma.

Dividendos? Talvez mais tarde
O forte endividamento ensombra o grupo desde pelo menos 2008. Ao longo dos quase três anos e meio enquanto CEO da Impresa, Pedro Norton conseguiu reduzir a dívida bancária líquida em mais de 8%. Quando entrou a empresa tinha uma dívida de 213 milhões e no final do terceiro trimestre de 2015, os últimos dados disponíveis, situava-se em 195 milhões de euros.

Apesar da melhoria dos resultados da dona da SIC, que integrou o PSI 20 em 2014, Pedro Norton deixa a liderança da empresa sem conseguir, contudo, voltar a distribuir dividendos aos accionistas

Como Pedro Norton explicou no ano passado, "a Impresa está desde 2008 muito empenhada numa redução agressiva da dívida. O tema hoje já não é preocupante, mas o entendimento que temos partilhado com os accionistas é de que é saudável continuar a descer um pouco mais a dívida antes de começar a distribuir dividendos", admitiu. "Seria insensato depois do esforço brutal que fizemos corrermos o mínimo risco de andar para trás no caminho que fizemos", acrescentou.

* Uma notícia clara sobre um homem de mãos limpas, até que enfim.

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David Bowie

Lets Dance

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HOJE NO
"DESTAK"

Série 'Guerra e Paz' estreia na RTP1

A novíssima série da BBC, baseada na obra-prima de Leon Tolstói, em estreia no dia 14, às 22h37, na RTP1. Uma superprodução que registou mais de 6 milhões de telespetadores na primeira semana de exibição em Inglaterra. 
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Portugal será o primeiro país a poder ver a série da BBC, que estreou este mês no canal britânico. “Guerra e Paz”, baseada na obra clássica de Leon Tolstói, é uma série que nos conta a história das famílias da aristocracia russa durante a época napoleónica, mais precisamente durante a invasão da Rússia pelas tropas de Napoleão. Essa invasão selou o destino das inúmeras personagens da história criada por Tolstói, afetando profundamente a vida, os amores, os desejos, as vinganças e a procura da felicidade de cada membro das famílias Bezukhov, Bolkonski e Rostov.

Este filme foi levado aos cinemas pela primeira vez em 1915 e, desde então, várias adaptações para teatro, ópera, cinema e rádio já foram produzidas. Esta nova versão, uma série dirigida por Robert Dornhelm, conta com a participação de um elenco de luxo e proveniente de sete países. 

* Pela informação que temos é uma série imperdível, Tolstoi escrevia superiormente.

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POUSO PERFEITO

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HOJE NO 

"i"


Polémica na saúde. 
Eduardo Barroso bloqueia 
nomeações para centro hospitalar

Os nomes estavam escolhidos e os convites feitos. Mas a oposição do cirurgião obrigou Adalberto Campos a passar ao plano B na nomeação dos novos responsáveis hospitalares.

O cirurgião Eduardo Barroso obrigou o ministro da Saúde a segundas escolhas no convite que tinha feito para substituir a direção do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC). Teresa Sustelo apresentou a demissão em dezembro, juntamente com outros responsáveis de saúde da Grande Lisboa, na sequência da morte de um jovem de 29 anos enquanto aguardava por uma cirurgia no Hospital de São José, mas as objeções do médico levaram Francisco Ramos a recusar o convite de Adalberto Campos Fernandes.
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Os momentos deste filme a cinco tempos – escolha de nomes, convite, objeção, recusa e segundas escolhas – passam-se entre os últimos dias de 2015 e a primeira semana e meia de 2016.

Os convites Dois dias antes do Natal, os presidentes da Administração_Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), do Centro Hospitalar de Lisboa Norte e do CHLC apresentaram a sua demissão em bloco – estavam todos em final de mandato e, com a morte de David Duarte a ecoar na comunicação social, decidiram afastar-se de imediato.

Cerca de uma semana depois, o ministro liga a Francisco Ramos, atual presidente do IPO de Lisboa, e convida-o para o lugar de Teresa Sustelo na direção do CHLC. Para o lugar de Luís Cunha Ribeiro na direção da ARSLVT, Adalberto Campos Fernandes terá escolhido Rosa Zorrinho (mulher do eurodeputado socialista Carlos Zorrinho e atual presidente do conselho de administração da Saudaçor).

Depois de receber o convite do ministro, Francisco Ramos começou a preparar a sua equipa. E para a direção clínica do centro hospitalar, o médico convidou Isabel Fragata. Foi aí que o conselheiro do ministro interveio.

Ameaças de demissão
Ao i, o cirurgião limita-se a dizer que “é preciso confiar nas escolhas do sr. ministro”. Eduardo Barroso recusa fazer comentários sobre os nomes apontados por Francisco Ramos, mas admite que o seu esteve na lista de opções a considerar: “Eu próprio fui convidado para diretor clínico do centro hospitalar.”

Quando a opção foi outra, Eduardo Barroso, diretor do Centro Hepatobiliopancreático e de Transplantação do Hospital Curry Cabral, terá ameaçado demitir-se. “O dr. Eduardo Barroso achou que eu não merecia ser diretora clínica do hospital, possivelmente porque pensou que, sendo eu uma mulher de decisão, poderia mexer nos serviços e ameaçar o seu statu quo”, diz ao i Isabel Fragata, atual diretora do serviço de anestesiologia e dos blocos centrais.

A posição de Barroso terá sido de tal forma intransigente que, passados poucos dias de apresentar o convite a Isabel Fraga, Francisco Ramos volta a ligar--lhe para retirar a proposta.

As consequências não ficaram por aí: o próprio diretor do IPO decidiu recusar o convite do ministro Adalberto Fernandes. De acordo com o jornal digital “Observador”, a (segunda) escolha do governante para a direção do CHLC acabou por recair sobre Ana Escoval. Para o lugar que caberia a Isabel Fragata, Escoval terá chamado Sousa Guerreiro.

O i não conseguiu obter uma posição de Francisco Ramos. Apesar de garantir que não tem “ambições políticas”, Isabel Fragata não esconde a “mágoa” com o episódio, ao mesmo tempo que se mostra surpresa com o facto de, “num Estado de direito, o dr. Eduardo Barroso poder influenciar decisões desta maneira”.

Isabel Fragata não aponta razões para o bloqueio levantado por Barroso ao seu nome. Mas o marido, José Fragata, também ele cirurgião e diretor da unidade de cirurgia cardiotorácica do Hospital de Santa Marta, em Lisboa, não nega uma certa “rivalidade” que existirá entre os dois cirurgiões. E considera mesmo que a posição “tentacular” de Eduardo Barroso “é um problema que o Estado de direito devia atacar de frente”.

* Esta história parece uma intriga dos meandros futeboleiros, que não podem acontecer na saúde. A ser verdade o ministro fica muito mal na fotografia. Quanto a Isabel Fragata e José Fragata são pessoas de grande profissionalismo e idoneidade.


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