10/06/2016


HOJE NO
"DIÁRIO ECONÓMICO" 
Espanha: 
Acusação pede 19,5 anos de prisão 
para cunhado do rei

O ministério público voltou hoje a pedir uma pena de prisão de 19 anos e meio para o cunhado do rei de Espanha, Iñaki Urdangarin, que, alegadamente, realizou um desfalque no âmbito do caso Nóos, em que a mulher, a infanta Cristina, também é acusada de evasão fiscal.
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A princesa e o seu marido estão entre 17 suspeitos que começaram a ser julgados em Janeiro último num caso que envolve negócios feitos pelo Instituto Nóos, uma organização sem fins lucrativos, com sede em Palma de Maiorca, que Urdangarin fundou e presidiu entre 2004 e 2006.

Urdangarin é acusado de ter utilizado as suas ligações à família real para ganhar concursos públicos para organizar, entre outros, eventos desportivos, tendo em seguida desviado fundos para a Aizoon, uma empresa que ele geria em conjunto com a infanta Cristina e utilizava para financiar o seu estilo de vida luxuoso.

O procurador anti-corrupção espanhol Pedro Horrach pediu para Iñaki Urdangarin, que esteve acompanhado pela sua esposa no tribunal em Palma, na ilha mediterrânica de Maiorca, uma pena de prisão de 19 anos e meio e uma multa de 980 mil euros.

Pedro Horrach também pediu uma pena de prisão de 16,5 anos para o sócio de Urdangarin, Diego Torres, que também é acusado de peculato.

Desde o início do caso, a acusação recusou a apresentação de uma queixa contra a infanta Cristina, que juntamente com o marido também se suspeita que tenha utilizado a Aizoon para realizar despesas pessoais, incluindo obras numa mansão em Barcelona, o que permitiu reduzir lucros tributáveis da empresa.

Entretanto, uma organização chamada "Mãos Limpas", levou a tribunal o caso da alegada evasão fiscal da infanta Cristina, visto que a lei espanhola permite que grupos privados possam iniciar este tipo de processos penais.

O advogado deste grupo privado pediu hoje uma pena de prisão para a irmã do rei Felipe VI, mas esta negou ter conhecimento das actividades do marido.

A imagem da “Mãos Limpas” foi manchada logo no início do julgamento, quando o chefe da organização foi detido por tentativa de extorsão, ao pedir aos advogados da infanta Cristina dinheiro em troca de deixar cair as acusações.

Este caso de corrupção que envolve a irmã do rei tem sido seguido com grande interesse em Espanha, tendo manchado a reputação da monarquia e contribuído para a abdicação do rei Juan Carlos, em Junho de 2014, a favor do filho.

* Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele, a ambição não tem limites, quanto à Infanta Cristina custa-nos acreditar na sua inocência.

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