sábado, 31 de dezembro de 2016

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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XIX-SEM VERGONHA


2 -SEXO VERBAL



ATÉ AO PRÓXIMO SÁBADO

A NOSSA FICÇÃO
A MÓNICA MOREIRA LIMA, jornalista de profissão não chegavam as notícias comezinhas do quotidiano, nem que fosse uma bomba de neutrões.
Pensou, pensou, engendrou equipa tão louca como ela, baratinou os maiorais da TV GUARÁ e "amadrinhou"o "SEM VERGONHA" programa despudorado tão ao nosso gosto, cheio de pimenta por todo o lado, sem qualquer grosseria e divertido.
Ela só pode ser inteligente e boa!

O QUE DIZ A AUTORA
O Sem Vergonha é o programa mais polémico e irreverente da TV brasileira. Já rendeu vídeos para os quadros Top Five do CQC e Passou na TV do Agora é Tarde, ambos da BAND. Foi tema de uma matéria de duas páginas na maior revista de circulação nacional, a VEJA. E culminou com uma entrevista antológica ao Rafinha Bastos, no Agora é Tarde. Todos os programas estão disponíveis no blog e no YouTube. Não recomendo sua exibição para menores de 18 (anos ou cm) para evitar traumas futuros. Falo de sexo sem pudor, sem frescuras, sem meias palavras, sem eufemismos e com muito bom humor. Advertimos que o Sem Vergonha pode provocar ereções involuntárias e uma vontade irreprimível de dar, sem restrições de orifícios.


FONTE: TV GUARÁ

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6-ADEUS 2016



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ESTADO DE GRAÇA
"Os Demóinos"



FONTE: PROGRAMA  RTP/1

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5-ADEUS 2016

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4- INFARTO AGUDO
DO MIOCÁRDIO

DIAGNÓSTICO I



DIAGNÓSTICO II



Uma interessante série conduzida pelo  Dr. António Luiz da Silva Brasileiro, Mestre em Cardiologia pela UERJ, Chefe do Ambulatório de Adultos do Instituto Nacional de Cardiologia.

* Uma produção "CANAL MÉDICO"

* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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4-ADEUS 2016


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CIDADES



FONTE: NERDOLOGIA

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3-ADEUS 2016


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ANA SÁ LOPES

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A saia travada da geringonça

Uma saia justa é a peça de roupa mais desconfortável que existe. É bonita, mas não dá para grandes aventuras: os passos têm que ser curtos e o seu uso exige uma enorme concentração.

Nesta edição do SOL, a deputada comunista Rita Rato compara a aliança que sustenta politicamente o Governo em funções a uma «saia justa», a propósito da derrota que a esquerda apoiante do Governo teve esta semana na concertação social. Costa preferiu desta vez dar a mão aos patrões, que não pretende alienar, deixando a um canto os partidos que lhe permitiram tornar-se primeiro-ministo, Bloco e PCP, e a central sindical que lhe tem oferecido de bandeja a paz social que o próprio Governo afirma ser uma das maiores conquistas do seu mandato.

Existiram já crises anteriores dentro da geringonça, e a primeira foi logo no arranque do processo, quando foi preciso arranjar uma solução para o Banif. O resgate do banco foi aprovado com os votos contra do Bloco de Esquerda e do PCP e foi o PSD que permitiu que a proposta do Governo avançasse.

O problema é que a opção do Governo em sede de concertação vai direta ao coração da inesperada aliança que se juntou para pôr um Governo em funções. Quando um dirigente do Bloco de Esquerda tão relevante como Jorge Costa diz que  «ao escolher a companhia da direita, Costa afasta a base política que sustenta o Governo» não está a brincar. Como não está quando afirma, segundo as suas contas, que «as medidas da Concertação Social, assumidas ou previstas, podem corroer boa parte do efeito redistributivo e de reposição de rendimentos acordado à esquerda». O que Jorge Costa diz é que o acordo de Concertação Social ataca os fundamentos da criação da geringonça. Não é pouco.

A segunda metade da legislatura vai ser mais difícil. O PCP e a CGTP voltarão à rua. Com os acordos com a esquerda cumpridos, Costa vai olhar para o centro. A coisa pode não partir, mas resta saber o que dizem as sondagens.

IN "SOL"
26/12/16

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1097.UNIÃO



EUROPEIA



























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2-ADEUS 2016


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INVERDADES


A MORTE DOS DISCÍPULOS



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XI-VIDA SELVAGEM
1 - GIRAFA
A Gigante Africana


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1-ADEUS 2016


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George Michael,Whitney Houston

If I Told You That


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O papel do BCE



O Banco Central Europeu pediu um plano de resgate de 8.8 mil milhões de euros para o Banco italiano Monte dei Paschi di Siena (BMPS), anunciou o banco na terça-feira, numa altura em que se pensou que bastariam 5 mil milhões de euros de recapitalização.


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2-Esforce-se por ser
muito boa pessoa



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AMOR













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1112
Senso d'hoje
MARIA GUADALUPE
RODRIGO
MISSIONÁRIA EM ALEPO
‘As mentiras da imprensa mundial
e os crimes dos terroristas
 apoiados por EUA e UE’


Impressionante testemunho desta missionária argentina, Irmã Guadalupe missionária em Alepo, Síria, recentemente destruída.Um verdadeiro filme de terror que se vive na Síria  há anos.

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FELICIDADE


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BOM ANO


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44-CINEMA
FORA "D'ORAS"

VI-7 PECADOS RURAIS


ÚLTIMO EPISÓDIO
(PRÓXIMO FORA-DE-HORAS A 04/01/17)

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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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18-A ASCENÇÃO

 DO DINHEIRO

O que também grandes banqueiros
e prestigiados políticos não querem
que se saiba acerca do dinheiro


* Veja também "O DINHEIRO COMO DÍVIDA" editado nas 5 semanas anteriores ao do início  desta série neste mesmo horário.

** As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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O CRESCIMENTO
FUTURO
DA ECONOMIA



CLIQUE EM "Programa OLHOS NOS OLHOS"

Se no dia do programa, 28 de Dezembro, não teve oportunidade de ficar mais esclarecido sobre o tema, dispense-se tempo para se esclarecer agora, este programa é extenso mas terrivelmente claro e polémico.
Fique atento às declarações do Professor João Cesar das Neves.

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 Temperatura e Precipitação
para o Século XXI



Este vídeo da NASA mostra como os padrões de temperatura e precipitação podem mudar ao longo do século 21, baseados nos dados do relatório do IPCC.

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HUGO SÉNECA

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Não há humores perfeitos

É necessário criar mecanismos que limitam o ciberbullying, evitam notícias falsas como aquelas que circularam em plena campanha eleitoral dos EUA ou que impedem que uma faixa da comunidade se torne bode expiatório dos males do mundo, mas convém estar especialmente atento na hora em que a defesa dos fracos e vulneráveis servir de desculpa para limitar a liberdade de expressão de humoristas - e dos internautas em geral.

Um dia, talvez menos distante do que seria desejável, poderei vir a ser proibido de publicar piadas sobre a Eugénia com quem trabalho e também sobre a eugenia que alguns humanos de mau gosto por aí preconizam. Não é por essa proibição ser aplicada que deixará de haver quem conte piadas de mau gosto sobre a eugenia e nada garante que a Eugénia com quem trabalho deixa de rir com uma piada que vai além do que preconiza a igualdade de género. Mas nesse dia, saberemos então que, em detrimento da liberdade de todos e cada um de nós, teremos assistido à eugenia de uma multidão de personagens que hoje são caricaturados por humoristas ou apenas pessoas que até nem se dedicam ao ofício, mas gostam de dizer piadas nas redes sociais, fóruns ou e-mails com mais de um destinatário.

Nessa altura, Ricardo Araújo Pereira, provavelmente o humorista mais reconhecido pelo público desde Herman José, e Rui Sinel de Cordes, provavelmente o mais cruel dos cultivadores do humor negro desde que há TV em Portugal, terão de se conformar em ser quadradões e a escreverem o que uma qualquer polícia do gosto lhes ditar. E nesse dia que eu espero que nunca aconteça, só haverá piadas divulgadas em público com pessoas normais. Os ciganos e os africanos não terão a veleidade de serem considerados pessoas suficientemente normais para figurarem em piadas; os homossexuais também não; as mulheres que são vítimas de violência doméstica serão ignoradas; os deficientes idem; e nem sequer haverá uma menção aos sem-abrigo, às vítimas de cataclismas e guerras, aos que vivem em regime de escravatura, aos que não têm sequer dinheiro para pagar medicamentos, aos analfabetos e aos que vivem em regiões ultraperiféricas sem maternidades e hospitais, aos impotentes que não conseguem manter um namoro, às loiras só porque são tema recorrente, aos alentejanos porque afinal eram os minhotos que inventavam tudo ou até a alguns ricos, que apesar de terem tudo, vivem em depressão e sofrem de ludodependência ou de alcoolemia… até não ser possível encontrar pessoas normais neste mundo para figurarem em piadas.

Em paralelo, saberemos que aqueles que ainda têm a mania de serem “normais” (sim, com aspas por respeito à realidade), estarão impedidos de estimular a curiosidade, de sentir compaixão, de questionar, de criticar, de denunciar ou apenas de rir com anedotas que envolvam pessoas que não correspondem à norma. Vamos deixar de contar piadas com a cor da pele, mas eventualmente não saberemos nada mais sobre as pessoas que têm a cor da pele diferente da nossa. Os dois tipos de interlocutores vão acreditar que, realmente, têm mesmo diferenças insuperáveis. E farão disso tabu. Enfim, lá se vai o efeito de tolerância e mitigação da tragédia que os estudiosos atribuem ao humor desde o início do século 20.

Sim, as piadas de mau gosto acabam, mas não tenham dúvidas de que as violações, o desemprego, as extorsões, a violência doméstica, a discriminação de género e a orientação sexual, a escravatura, as guerras, os infanticídios, as deficiências insuperáveis e as doenças incuráveis vão continuar, com maior ou menor taxa de incidência. Só não haverá é quem publique piadas com estes temas.

De alguma forma, o mote já foi dado, recentemente, com uma coima ao humorista Rui Sinel de Cordes por ter feito um chorrilho de piadas de mau gosto sobre o Natal, com pais natais e pedofilia à mistura. O programa passou à tarde – e por isso compreendo que tenha sido aplicada a coima de 20 mil euros pela Entidade Reguladora da Comunicação Social. Mais difícil de entender é a justificação apresentada pela ERC: «o exercício da liberdade de expressão, ainda que no campo do humor, não pode ser utilizado como estandarte à sombra do qual se perpetrem ofensas que visem enxovalhar, desprestigiar, rebaixar ou humilhar determinado grupo de cidadãos ou indivíduos». Mais um bocadinho e estamos todos limitados às piadas sobre a colocação de açúcar nos boiões do arroz para enganar as formigas.

Nunca fui fã e duvido que alguma vez ache grande piada a Sinel de Cordes – mas acho que tem direito ao mau gosto. É isso a liberdade – e tenho muitas dúvidas de que seja possível conciliar este direito com o conceito de liberdade defendido pela deputada Isabel Moreira num texto publicado no Expresso: «A esquerda, por definição, não absolutiza a liberdade em qualquer dimensão – e por isso também não o faz na liberdade de expressão – porque isso é a base da exploração dos mais fracos, das mulheres, dos pobres, dos negros, da comunidade LGBT, enfim, da parte mais frágil da sociedade, pelos mais fortes, pelos sexistas, pelos racistas, pelos xenófobos, pelos homofóbicos».

Não é preciso ser especialmente experiente e vivido para saber que uma deputada não faz toda a esquerda. E posso apontar três razões: 1) aquela declaração não corresponde à verdade histórica e nem sequer respeita a correta definição de liberdade; 2) cada uma das pessoas, na plena posse das suas faculdades, pode enveredar por múltiplas esquerdas que não cabem no que a senhora deputada considera ser a esquerda; e 3) mesmo dita com a convicção de quem julga conhecer as origens do Universo, aquela declaração esconde um potencial atentado à liberdade de expressão de todos os cidadãos, que hoje usam a Net como quiserem – e com o mau gosto que lhes coube em sorte.

Presumo que, sendo deputada, Isabel Moreira não defende posições em vão. Pelo que tenho sempre de pensar no que acontecerá se as suas ideias de liberdade alguma vez forem aplicadas. Será que as vítimas terão de solicitar à junta de freguesia declarações de pobreza para evitar a chacota? E as falsas declarações de rendimentos e os indícios de riqueza injustificada vão ou não ser importantes na hora de apurar a responsabilidade do autor de uma piada que mancha a honra de milhões de vítimas? E será que só os ricos e poderosos é que poderão ser proibidos de dizer piadas dos fracos e vulneráveis, ou será que os fracos e vulneráveis também estarão impedidos que dizer piadas dos respetivos companheiros de desgraça? E se estes fracos e vulneráveis quiserem contar piadas sobre ricos e fortes, será que podem?

E por fim uma questão ainda mais pertinente: será que, para acomodar a tentação da igualdade, a Constituição da República Portuguesa vai, por paradoxo, mudar o artigo 13º que institui que «todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei e que ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual»? Será que este princípio só conta para as “vítimas” das piadas ou fica suspenso para quem as conta?

A maioria das pessoas de bom senso poderá achar que todas estas probabilidades são demasiado estúpidas para alguma vez acontecerem… mas se calhar essas pessoas de bom senso também achavam demasiado estúpido que PSD, CDS, e PS subscrevessem, na Assembleia da República, uma proposta legislativa que obrigava os meios de comunicação social a indicarem previamente a forma e os recursos usados na cobertura de uma campanha eleitoral – e isso aconteceu num passado recente e felizmente a proposta não seguiu em frente.

Bem sei que é necessário criar mecanismos que limitam o ciberbullying, evitam notícias falsas como aquelas que circularam em plena campanha eleitoral dos EUA ou que impedem que uma faixa da comunidade se torne, exclusiva e repetidamente, bode expiatório dos internautas que se queixam dos males do mundo, mas ficarei especialmente atento na hora em que a defesa dos fracos e vulneráveis (que eu aplaudo, note-se, do mesmo modo que acho que uma campanha contra a fome não pode limitar o humor) for distorcida e aproveitada em favor dos fortes e poderosos para impedir que, por exemplo, alguém denuncie as atrocidades de um ditador contando uma piada com habitantes de um campo de concentração.

Na União Soviética dos anos 1930, também não havia piadas de mau gosto. Algumas das altas patentes da KGB faziam sugestões a Prokofiev sobre a melhor forma de compor sinfonias. Felizmente, hoje é possível fazer piadas com este caso, apesar de ser de uma crueldade extrema, porque aniquila, à partida, a mais ínfima possibilidade de sair do cânone definido e dá largas à estupidez que quer formatar ideologicamente a arte (ou o humor) só porque pode ter uma mensagem política. Que se saiba nunca nenhum dos algozes do regime soviético alguma vez negou que era de esquerda. Não tenho dúvidas de que Isabel Moreira sabe que não basta ser de esquerda para garantir a salvação dos mais fracos e oprimidos. Mas falta-lhe perceber que os humoristas não têm por missão salvar a humanidade. E que, sem liberdade, o humor não tem piada nenhuma.

IN "EXAME INFORMÁTICA"
19/12/16

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1096.UNIÃO



EUROPEIA


























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IV-HISTÓRIA DO SÉC.XX
3- A LENTA RECUPERAÇÃO
DE 1945 a 1968

* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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George Michael,Aretha Franklin

I Knew You Were Waiting (For Me)


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3-VERGONHA ALHEIA
 MAGIADORA



* "Vergonha Alheia" é um conjunto de vídeos produzido pelo site brasileiro "AlfaCon Concursos Públicos"
De uma maneira bem humorada são relatadas várias frases "assassinas" da língua portuguesa. Como em todos os países que adoptaram esta língua como nacional, os atentados à gramática são incontáveis, deixamos-vos com esta peça muito bem apresentada que também serve para reflectir sobre o estado da educação nos nossos países.

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1-Esforce-se por ser
muito boa pessoa



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DOUTRO SÉCULO
FOTOS RARAS DE SENHORAS












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1111
Senso d'hoje
JAN EGELAND
CONSELHEIRO SÉNIOR
DA ONU - SÍRIA 
‘Demorou 4 mil anos para
construir Alepo e uma geração
 destruíu-a em 4 anos’



Em Alepo, na Síria, a ONU vai supervisionar a evacuação de milhares de pessoas de distritos sitiados ao leste da cidade. Para representante da ONU, o caso de Alepo será um ‘capítulo obscuro’ na história das relações internacionais.

“Demorou 4 mil anos para construir a cidade de Alepo, centenas de gerações, e uma única geração conseguiu destruí-la em quatro anos. Por 3 mil anos, Alepo contribuiu para a civilização mundial, e a civilização mundial não estava lá para ajudar o povo de Alepo quando eles mais precisaram”, disse Jan Egeland, conselheiro sênior das Nações Unidas para a Síria.


FONTE: ONUBRASIL

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BOM DIA

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44-CINEMA
FORA "D'ORAS"

V-7 PECADOS RURAIS



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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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119-ACIDEZ
 

FEMININA


O SOGRO VIU TUDO

Com PAULA VILHENA



A IMPRESCÍNDIVEL TATY FERREIRA


* Uma produção "ACIDEZ FEMININA" - BRASIL

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REALCE


Performance Art
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XLIX- O UNIVERSO

1- A HISTÓRIA DA GALÁXIA


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3- A HISTÓRIA 

DA DEMOCRACIA



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CRISTINA PERES

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Começou a queda 
de Angela Merkel?

O que for apurado relativamente à responsabilidade do ataque de Berlim vai determinar qual será o tom da campanha eleitoral para as eleições do próximo outono na Alemanha. A segurança nacional é assunto capaz de eleger e derrubar governos e antes de ter sido reivindicada a inspiração do atentado pelo autodenominado Estado Islâmico, já a extrema-direita alemã estava pronta a crucificar aquilo que classifica de permissividade da política de portas abertas aos imigrantes da chanceler. A polícia está a fazer um bom trabalho na defesa dos cidadãos, mas a política do Governo está errada, defende a Alternativa para a Alemanha (AfD). A líder do partido, Frauke Petry, declarou prontamente ao Telegraph que Angela Merkel já está a dever tempo à sua saída de cena após o ataque que matou 12 pessoas e feriu 48 na capital. Na sua primeira declaração pública após o atentado, a chanceler exprimiu que seria lamentável provar-se que o culpado fosse um refugiado acolhido pela Alemanha: “Seria muito difícil aceitar que foi um refugiado a fazer isto”. Enquanto prossegue a caça ao homem e as autoridades aconselham os cidadãos da capital a manterem o estado de alerta, os berlinenses mantêm a calma, como prova uma reportagem da revista Spiegel, que percorreu vários mercados pelo país e falou com feirantes dos 60 mercados de Natal da cidade, que encerraram por “compaixão e piedade”, mas “não por medo”. O dia foi muito pesado, mas os berlinenses não cedem ao medo. Ao final da noite de ontem, um deputado democrata-cristão sustentava à Deutsche Welle ser demasiado cedo para ligar o atentado à política de imigração alemã, tal e qual o que defendia à RTL uma deputada do Partido dos Verdes. Há 1.500 mercados de Natal em todo o território, é impossível defender a 100% todos os pontos fracos como estes: é uma evidência. A Spiegel TV fez um resumo dos acontecimentos neste video (em alemão e não integralmente legendado). Leia aqui a opinião de Ricardo Costa, que defende que o ataque da Breitscheidplatz resume o ano de 2016 e as mudanças políticas que se instalaram no continente europeu, o qual passará por uma série de processos eleitorais/provas de fogo em 2017.

The Atlantic reporta as reações opostas de Obama e de Trump ao ataque de Berlim. O modo como Barack Obama se reservou a falar em atentado contrastou com a classificação imediata e gritante de Trump que logo lhe chamou "atentado terrorista". Mostra bem a diferença entre os últimos oito anos da administração americana e o futuro que começa já esta mês com a tomada de posse do presidente eleito em 8 de novembro.

​​​​​​​O ataque foi descrito por analistas políticos alemães como uma cópia do massacre de Nice em 14 de julho último. A New Yorker diz que é copiado tal e qual dos manuais de terrorismo, mas há quem acredite que “A luz é mais poderosa do que a escuridão”, como se lê numa mensagem deixada junto às velas na vigília do mercado. Leia comentários neste texto que analisa os acontecimentos em conjunto com o assassínio do embaixador russo em Ancara.

OUTRAS NOTÍCIAS
O corpo do embaixador russo assassinado em Ancara voou ontem ao final do dia para a Rússia. Andrei Karlov foi baleado nove vezes nas costas por Mevlut Mert Altintas, um polícia turco do corpo anti-motim de 22 anos, aparentemente em protesto contra o envolvimento da Rússia na guerra na Síria. A segurança às embaixadas na Turquia foi reforçada enquanto a Rússia e a Turquia rapidamente acordaram que o assassínio do diplomata tinha sido um ato de “provocação”. Vladimir Putin declarou que o ato “sem dúvida tinha por objetivo perturbar a normalização” dos laços bilaterais e do “processo de paz na Síria”. O Washington Post comenta a chegada de uma equipa de detetives russos a Ancara para investigar o assassíno de Karlov.

O atirador da mesquita de Zurique que matou três homens em oração na segunda-feira é suíço e a investigação não encontrou nenhuma prova de ligação islamita, como explica a agência Reuters. Suspeito de ter morto outra pessoa no domingo, o homem de 24 anos, com ascendência do Gana, cujo nome não foi revelado pelas autoridades, apareceu morto a cerca de 300 metros de distância da mesquita. Há suspeita de suicídio e a policia sabe que o suspeito abandonou o emprego na passada sexta-feira, mas as suas motivações permanecem envoltas em mistério.

No Cairo, a chefe da diplomacia europeia condenou os atentados do Egito, Jordânia, Alemanha e Turquia e apelou à “cooperação entre a Europa e o mundo árabe para combater o terrorismo”.

Entretanto na Síria, a evacuação de Alepo deverá estar terminada “dentro de dias”. A data foi avançada pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da Rússia e da Turquia e até ontem à noite já tinham partido de Alepo 37.500 pessoas. Como reporta a Al-Jazeera, o Governo sírio autorizou pela primeira que as Nações Unidas enviassem um reforço de 20 observadores para o leste de Alepo para observarem e controlarem o processo de evacuação da cidade destruída.

Já era esperado que uma transição política na República Democrática do Congo não fosse suave nem tranquila, porém a escala e as consequências do protesto contra a permanência do Presidente Joseph Kabila no poder após o termo do seu mandato, que expirou esta segunda-feira, poderão vir a tomar proporções descontroladas. Dos confrontos entre os manifestantes e a polícia já resultaram 20 mortos segundo The Guardian. A Al-Jazeera refere nove mortos na capital Kinshasa e dois em Lubumbashi, no sul, números confirmados pelas autoridades de Kinshasa. O site sul-africano News24 reporta que foram disparadas balas de borracha para dispersar os manifestantes congoloses à porta da embaixada da RDC na capital sul-africana, Pretória. A oposição exige que Kabila, 45 anos, abandone a presidência que ocupou por dez anos nos dois mandatos que cumpriu. Para diminuir as chances de os chefes de Estado se perpetuarem no poder, a nova constituição do país prevê este limite, que Kabila pretende ignorar. As negociações entre o Governo e a oposição não se deram por terminadas, mas o passado pesa: o último conflito no país espalhou-se a nove países limítrofes e afetou durante anos milhões de pessoas, entre mortos e desalojados.

Foram 4.901 as vítimas mortais da travessia do Mediterrâneo contabilizadas pela Organização Mundial das Migrações entre 1 de janeiro e 19 de dezembro de 2016, das 358,156 pessoas que chegaram à Europa, principalmente à Grécia e a Itália. Comparando 2015 com 2016, as proporções mudaram: no ano passado morreram 3.777 dos 1.007.492 migrantes e requerentes de asilo chegados àqueles países.

Um novo grupo armado matou 50 pessoas e obrigou 17 mil outras a abandonarem as suas casas e aldeias na República Centro Africana, denuncia a Human Rights Watch. Os 3R (Retorno, Reclamação, Reabilitação) foram criados no final de 2015 para proteger das milícias cristão anti-balaka a população muçulmana da minoria de pastores Peul e tornaram-se uma ameaça à frágil paz do país. Os 3R são atualmente tropas numerosas (20 mil) e bem armadas capazes de desafiar o exército nacional, como reporta a Reuters.

Em Jacarta, três suspeitos foram mortos pela brigada anti-terrorismo numa troca de tiros relacionada com um engenho explosivo descoberto pela polícia no sul da capital Indonésia.

E os arredores da Cidade do México foram abalados por uma explosão e subsequente incêndio numa fábrica de fogo de artifício em El Pablito, cujo mercado já tinha sido devorado pelas chamas em 2005. Morreram 31 pessoas.

Por cá, o Governo concertou com o Bloco de Esquerda as cedências relativas ao salário mínimo, como faz hoje manchete o Público. A proposta prevê que o salário mínimo nacional suba para €557 em 2017.

O Conselho de Estado "analisou o futuro da Europa, num contexto de incerteza e desafios para a própria Europa e para o mundo", e "manifestou ao engenheiro António Guterres o júbilo e o orgulho nacional pela sua eleição, por aclamação, como secretário-geral das Nações Unidas", lê-se na nota distribuída aos jornalistas no Palácio de Belém.

O fundo que irá reembolsar os lesados do BES poderá ser enquadrado por diploma legal que defina em primeiro lugar a sua missão, capacidade de endividamento, isenção de custas judiciais e a possibilidade de contratar empresas de recuperação de crédito. Leia como. O PCP sustenta que o Estado deveria apenas resolver os casos dos pequenos investidores, defende Jerónimo de Sousa.

Uma boa notícia dá da conta da melhoria do estado de saúde de Mário Soares. Ao fim de uma semana de internamento, o antigo Presidente “mantém uma melhoria progressiva”. Os prognósticos continuam reservados.

Os ministérios das Finanças e Segurança Social decidiram prorrogar o prazo de adesão ao Plano Especial de Redução do Endividamento ao Estado (PERES) por três dias, até ao próximo dia 23 de dezembro. Na origem da decisão esteve a forte adesão dos contribuintes.

FRASES
O Papa Francisco une-se a todos os homens de boa vontade que se empenham para que a loucura homicida do terrorismo já não encontre espaço no nosso mundo”, Papa Francisco a propósito do atentado de Berlim

“Só pode haver uma resposta a isto: os bandidos vão senti-la”, Vladimir Putin referindo-se ao envio de investigadores para a Turquia para perseguirem quem está por trás do assassinio do embaixador russo

"O Estado não deve pagar o regabofe dos banqueiros”, Jerónimo de Sousa à agência Lusa a propósito dos lesados do BES

“Quem dá a casa não tem Natal, não é? A noite acaba e parece que aconteceu ali a II Guerra Mundial”, Cristina Carrasqueira ao Público a propósito de os portugueses escolherem com cada vez maior frequência passarem o Natal em hotéis

O QUE ANDO A LER
“Passei 15 anos a cobrir segurança nacional. Nunca vi nada como o ataque pirata da Rússia” é o título de um artigo que a Vox publicou ontem sobre o ataque aos servidores do Comité Nacional Democrata e à conta de email do diretor se campanha de Hillary Clinton, John Podesta, ambos destinados a roubar e revelar de seguida informação que pudesse prejudicar a candidata democrata à Casa Branca. É como aqui descreve Yochi Dreazan que Vladimir Putin conseguiu denegrir a credibilidade de Clinton perante dezenas de milhar de eleitores norte-americanos.

Mês de dezembro, mês de balanços. Depois de consultar aqui uma serie de fotografias que a agência Reuters selecionou em todo o mundo para figurar o ano que está prestes a terminar, não resisto a recomendar-lhe a leitura desta investigação da Reuters sobre migrantes e refugiados, um dos temas quentes destes dois últimos anos com os quais temos de aprender a viver nas próximas décadas. Mais do que um long read, é uma reportagem multimédia que resulta de muitas horas de trabalho e recolha de dados. Chama-se “The Migration Machine - millions of people, billions of dollars and Europe’s struggle to cope”.

Por falar em fotografia, o britânico The Guardian fez uma seleção dos melhores livros de fotografia que pode aqui consultar.

A seguir ao balanço do que ficou para trás, a futurologia. A revista The Economist preparou uma história séria cujo link aqui fica. É um artigo (não pago) da edição de 27 de dezembro (facultada a assinaturas digitais). “Future Forces: From Politics to Science, our World is Changing. What Will the Future Bring?”.

Se lhe apetecer recuar para tomar balanço, volto a recomendar que use a História do Mundo escrita e adaptada a uma serie da BBC pelo jornalista Andrew Marr, que o Expresso distribuiu em seis edições no final do verão. Nada como condensar milénios em 700 páginas para se verificar - não que a história se repete -, mas que os impérios tiveram sempre uma duração limitada no tempo e que frequentemente acabaram num ambiente de excesso de conforto, ociosidade, riqueza/corrupção e notória desigualdade da distribuição.

IN "EXPRESSO"
21/12/16

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