segunda-feira, 16 de novembro de 2015

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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5-FELICIDADE
Prof. Clóvis de Barros Filho



* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


** Aconselhamos vivamente à visualização de todos os episódios desta série e se repetir algum encontrará um pormenor que da primeira vez lhe passou despercebido.

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2-MY NAME 


IS NOBODY

  
ZAGREB

26ª BIENAL DE MÚSICA



* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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HOJE NO
"DESTAK"

Estivadores acusam operadores 
de "engarrafamento de navios" 
no porto de Lisboa

O Sindicato dos Estivadores acusa os operadores de estarem a provocar um "engarrafamento de navios" no porto de Lisboa por não escalarem o número de trabalhadores necessários à operação, mas os operadores dizem que "infelizmente não há navios à espera". 
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"Os estivadores estão a trabalhar normalmente, mas há quatro a cinco navios sem operar, por não estarem a chamar os trabalhadores suficientes", denunciou hoje à Lusa o presidente do Sindicato dos Estivadores, referindo que há um grupo de trabalhadores disponíveis para trabalhar e que não são chamados, estando a atrasar o processo de carga e descarga das mercadorias.

Fonte oficial das associações de operadores rejeitou as acusações, dizendo que "infelizmente não há navios à espera no porto de Lisboa". 

* Quem mente???

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 MINUTOS DE

CIÊNCIA/75


PARADOXO DA ÁREA

DO TRIÂNGULO




FONTE: MATEMÁTICA RIO

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HOJE NO
"i" 

Coimbra procura idosos para 
investigar limites da memória

Melhorar a memória no envelhecimento é o objectivo do programa.


Se tem mais de 60 anos, é saudável e quer contribuir para o avanço da ciência, é o candidato ideal para os investigadores de Coimbra. São precisos voluntários dispostos a participar no projecto “+ Memória”. Uma equipa de duas dezenas de especialistas da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação está a desenvolver um estudo que visa avaliar a melhoria da capacidade de memória no envelhecimento.  
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Em projectos anteriores, os investigadores do Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenção Cognitivo-Comportamental (CINEICC) desenvolveram de raiz um programa de treino cognitivo e aplicaram-no em idosos com doença de Alzheimer ainda na fase inicial. Este programa, dizem os investigadores, já se mostrou “bastante eficaz” e é constituído por exercícios de treino das “capacidades mnésicas” baseados em técnicas testadas quanto à sua eficácia (aprendizagem sem erros, recuperação espaçada, eliminação de pistas, entre outros).
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Agora a equipa da Universidade de Coimbra quer experimentar um programa semelhante em idosos saudáveis, com o objectivo de testar os resultados na prevenção do declínio da memória, típico do envelhecimento normal: o projecto “+Memória”. Os voluntários teriam de participar em 15 sessões presenciais, que vão decorrer de segunda a sexta- -feira na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação.
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Segundo Ana Rita Martins e Lénia Amaral, investigadoras do projecto, o programa de estimulação de memória de- senvolvido no âmbito da pesquisa, financiada pela Fundação Bial e pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), consiste “num conjunto de tarefas com diferentes níveis de dificuldade, entre as quais associação de faces e nomes, aprendizagem e evocação de listas de palavras, como por exemplo lista de compras ou visualização de cenários complexos (paisagens).
. O plano, que inclui ainda “a estimulação directa do cérebro”, fornece estratégias que vão ajudar mais tarde a melhorar a capacidade mnésica dos idosos, explicam as investigadoras. Ou seja, o objectivo é treinar a memória de forma a melhorar o desempenho diário dos participantes e prevenir o declínio, promovendo um envelhecimento saudável”, realçam Ana Rita Martins e Lénia Amaral. . 


Os voluntários podem inscrever-se através do telefone 239 247 418 ou do endereço electrónico maismemoria@fpce.uc.pt.

 * Uma bela oportunidade para participar em investigação científica, vai perdê-la? 

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XIII-HISTÓRIA DAS

RELIGIÕES DO MUNDO


4- AS RELIGIÕES DAS

PEQUENAS SOCIEDADES



ÚLTIMO EPISÓDIO

 * As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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HOJE NO
"A BOLA"

Júlio César associou-se a iniciativa
 do Hospital Pulido Valente

Júlio César marcou presença, na manhã desta segunda-feira, no Hospital Pulido Valente, em Lisboa, para se associar a uma ação de sensibilização sobre a Diabetes.
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O guarda-redes brasileiro teve oportunidade de conversar com os técnicos presentes, conhecer de perto a realidade dos doentes e, no final, ainda houve tempo para uma troca de camisolas, muitas fotografias e autógrafos.
«Queria agradecer ao Benfica este contacto com o Hospital Pulido Valente e felicitar o clube pela iniciativa, mais uma vez a mostrar a sua preocupação e envolvimento com as ações sociais. Aproveito este momento para fazer uma reflexão sobre o dia-a-dia, recolhendo informações importantes para colocar em prática na minha casa e família. São iniciativas muito positivas, de onde saímos com um conhecimento mais elevado acerca da temática. Sempre que existam este género de ações sociais faço questão de estar presente porque é muito gratificante», afirmou Júlio César, citado pela BTV.

«No Benfica temos este tipo de profissional, o nosso nutricionista, que é muito rigoroso em termos de alimentação e explica-nos o quê e como comer, por exemplo. É formidável ter contacto com pessoas que se formaram e estudaram toda a vida para ajudar os outros a ter esses conhecimentos, de forma a ter uma vida mais saudável. Por vezes o mais difícil é colocar em prática, mas tudo se consegue», concluiu. 

* Um excelente exemplo.

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MIGUEL CARVALHO

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Pedro Arroja, 
o ultraliberal “esganiçado”

É pela Monarquia Absoluta. Admira Salazar, mas votou MDP/CDE nas primeiras eleições livres. Defende a compra de votos e “uma democracia sem partidos”. É a favor da liberalização do comércio das drogas e já quis privatizar os rios. Se os ricos governassem, diz, “não havia corrupção”. Quem é o economista que se atirou às “esganiçadas” do BE?

Chegou tarde a Deus, com passeios a Fátima incluídos. Mais rápido chegou à imagem de ultraliberal “esganiçado”, parafraseando a expressão que colou, na versão plural, às deputadas do Bloco num comentário no Porto Canal. Subversivo e excêntrico, sempre ultrapassando as convenções pela direita, o economista Pedro Arroja, 61 anos (Lisboa, 1954) não é, apesar de tudo, de fácil catalogação. Se, por um lado, já lhe chamaram “skinhead do liberalismo” e “parvenu do reacionarismo monetarista” pelo radicalismo das ideias económicas, também já o viram e ouviram criticar os neoconservadores americanos, contestar a moeda única, defender a liberalização e comércio das drogas e insurgir-se contra a administração fiscal autoritária, que, assinalou, nem sequer poupa as casas das famílias endividadas. Um e-mail endereçado ao antigo diretor-geral dos Impostos, Paulo Macedo, valeu-lhe uma queixa-crime. O economista acusava a máquina fiscal de perseguir os cidadãos e de ser gerida por “canalhas”.

Há algum tempo que o gestor de ativos e patrimónios desaparecera da ribalta, mas na última terça, 10 (dia da queda do Governo PSD/CDS), comentou as incidências políticas no Porto Canal e voltou ao estilo que se lhe conhece. "Repare, aquelas esganiçadas, sempre contra alguém ou contra alguma coisa"; afirmou, referindo-se às deputadas do Bloco. E prosseguiu: "Aqui entre nós que ninguém nos ouve, eu não queria nenhuma daquelas mulheres - já tenho pensado - eu não queria nenhuma daquelas mulheres, nem dada. Nem dada! Porquê? Porque eu não conseguiria com elas, com uma delas, com uma mulher assim, construir uma comunidade, uma família. Elas estão sempre contra alguém ou contra alguma coisa. E lá em casa só havia dois tipos de pessoas, ou os filhos, ou o marido. O mais provável é que elas se pusessem contra o marido. Todas as noites, todos os dias, durante o dia no Parlamento, à noite com o marido: 'Porque tu é que tens a culpa disto!'. Com o tempo ia-me pôr fora de casa... e eu saía! E eu saía! E estou a imaginar o sentimento de alívio que sentiria nesse dia. 'Estou livre! Estou livre dela!'”, concluiu, tendo gerado reações indignadas nas redes sociais. O BE exigiu, entretanto, um “pedido de desculpas” ao canal de televisão.
À VISÃO, o economista mandou dizer que dá o assunto por encerrado.

“Quero lá saber que não me levem a sério”
Costuma fazer orelhas moucas ao que dizem dele. E não dá importância às catalogações. “Desde que esteja convencido, que tenha lido e estudado”, para ele está tudo bem, defendeu-se, na Sábado.

Despreza, por isso, os antigos colegas da Faculdade de Economia do Porto que, segundo ele, escolheram sempre a “carreira política” ao invés das ideias.
E quais são as suas, de forma geral?

Pedro Arroja é um devoto da Monarquia Absoluta, o regime que, segundo ele, melhor respeita “a tradição portuguesa”. Em 200 anos, só reconhece um estadista acima da média: António de Oliveira Salazar. Em ditadura, “Portugal viveu um modelo de governação absolutamente excecional”, escreveu na Vida Económica. Podíamos, pois, presumir que, nele, não abunda grande consideração pela democracia. Mas é o próprio quem atalha: “Já vivemos várias vezes em democracia e acabou sempre mal”, referiu à VISÃO, em 2007. “O Portugal de Salazar, a Espanha de Franco e o Chile de Pinochet foram exemplos de milagres económicos”, sustentou, na mesma entrevista, com uma ressalva: não defende déspotas nem gostava, claro, de ser morto a tiro. Apenas crê ser a opção autoritária a que melhor se adapta à cultura nacional. “O País prosperou sempre mais com regimes de autoridade”, insistiu.

O desencanto com a democracia começou às primeiras luzes do “dia inicial inteiro e limpo” de que falava Sophia. Nas primeiras eleições livres, ainda votou no MDP/CDE, de esquerda. “Grande erro, grande asneira”. Arrependeu-se. Nunca mais votou. Pelo menos, nas Legislativas. Só umas vezes, poucas, nas autárquicas e para a Presidência da República. E já que vem a talhe de foice, Cavaco Silva foi um dos que mais o desiludiu: “Deixou de ser fiel à verdade”, reconheceu ao Expresso.
A democracia entusiasma-o enquanto “invenção cristã” e “questão de fé”. Mas por aí se fica. “O Papa é eleito democraticamente, mas não por sufrágio universal. Imagine que o Papa era eleito pelo povo.

Já tinha aparecido um demagogo que, em troca dos votos, oferecia viagens ao céu para almoçar com Deus. Já não existia Papa”, ironizou. O direito a voto, defendeu, só devia ser dado numa fase adiantada da vida. “Abaixo dos 35, 40 anos, ninguém. Como é que uma pessoa, aos 18, que nunca governou uma casa, que vive à custa dos pais, a quem os pais não reconhecem, qualquer validade de opinião para dar um conselho acerca de como se governa uma casa, que não tem experiência de nada, vai participar na governação de um País?”, questionou, nas páginas da VISÃO, justificando: "Convém que saiba o que é subir e o que é mandar. Não acredito neste sistema que põe a gaiatada a votar”. Eleger e ser eleito é, para Arroja, uma aptidão indissociável de uma maturidade...trintona.

“Não deixaria ocupar lugares públicos de decisão a ninguém com menos de 35, 40 anos”. Ainda assim, preferia uma “democracia sem partidos”, resultantes, segundo disse à RTP, “de uma evolução laica das seitas protestantes que visam dividir as comunidades”. E quanto aos votos, melhor mesmo era transacioná-los: “Quem objeta a que os ricos não governem só tem de vender o seu voto (...) A maior parte dos que protestam, vendiam”, crê. Para Arroja, não há dúvidas: “Se os ricos mandassem, não havia corrupção”, afirmou à Sábado. Dito isto, a democracia só é viável em países tipo Suécia e Alemanha, onde existe “uma cultura de massas” e “é fácil chegar a consensos”. Sobra a ironia: “Para que a democracia – que é o governo do povo – funcione é preciso, em primeiro lugar, acabar com o povo (e substituí-lo por uma massa, tornando todos iguais”.

As ideias do economista que trabalha numa vivenda virada ao mar, na Foz do Douro, não fizeram propriamente escola, apesar das ondas. Nem os palcos mediáticos – Expresso, DN, entre outros – lhe trouxeram uma legião de admiradores. Pelo contrário: Arroja chegou mesmo a colecionar resmas de cartas anónimas, pouco meigas, que recebia a pretexto das suas opiniões. Em décadas, ele já defendeu a privatização da maioria dos setores do Estado, dos tribunais, dos ministérios, dos rios (no contexto da poluição do Ave) e até do ar (à boleia da “solução dos cupões de poluição”). É contra a moeda única e acusou a democracia de ter destruído “a autoridade natural”, ora porque, dantes, “o professor podia pregar dois tabefes ao aluno” e, “agora, o aluno ganhou a autoridade de pregar dois tabefes ao professor”. Na visão deste economista, médicos, juízes, padres e chefes de família perderam, pois, estatuto e dignidade. “E cabelos brancos”, já agora. Arroja, filho de um contabilista e de uma modista, é contra subsídios de qualquer espécie. Para ele, Portugal vive da “cunha” e sobreviveria melhor sem IRS ou IRC, mantendo um único imposto, o IVA. Se somos um País em crise por natureza isso é “culpa” da costela feminina. “A cultura de mulher torna-nos grandes gastadores”, acredita. Descontado o pecado original, a elas deve estar reservado “o modelo tradicional” da família católica. “A função prioritária da mulher é cuidar dos filhos e, pelo menos, enquanto eles são pequenos, só ocasionalmente ela trabalha fora de casa. Compete ao homem auferir o rendimento que permita sustentar a família. O dinheiro ganho pelo homem é depois entregue à mulher para que ela possa satisfazer as necessidades da família”, proclama o tradicionalista – neste caso, claro – Arroja. É para levar a sério? “Eu quero lá saber que não me levem sério (...) Não me quero eleger para nada, não preciso de agradar à opinião pública ou aos políticos”. Disse. A bem da nação, presume-se.

IN "VISÃO"
13/11/15

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692.UNIÃO

EUROPEIA



 NÃO HÁ TERRORISMO QUE VENÇA


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HOJE NO  
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS
DA MADEIRA"

Portugueses vão comprar mais 
com cartão de crédito

De acordo com o Observador Cetelem, a intenção de utilizar o cartão de crédito para pagar as compras de Natal aumentou face ao ano passado. Em 2014, 11% dos portugueses com cartão de crédito tencionavam utilizá-lo como forma de pagamento. Este ano, a percentagem chega aos 18%. O montante a ser pago com cartão de crédito também aumentou consideravelmente, tendo passado dos 360 para os 444 euros, o valor mais alto dos últimos cinco anos.
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Desde o Natal de 2012, ano em que os portugueses gastaram cerca de 251 euros com cartão de crédito, houve um aumento de 193 euros. O Observador Cetelem revela ainda que 18% dos utilizadores de cartão de crédito tencionam gastar entre 250 a 500 euros, 17% entre 100 a 249 euros e 15% entre 500 a 1000 euros. Apenas uma pequena minoria tenciona ir além dos 1000 euros (3%).
Os indivíduos entre os 35 e 44 anos são os consumidores que mais possuem cartão de crédito (45%). No entanto, os inquiridos com maior intenção de utilizar essa forma de pagamento nas compras de Natal têm entre 25 e 34 anos (32%). Os mais jovens, entre os 18 e os 24 anos, são os que menos possuem cartão de crédito (7%) e que menos tencionam utilizá-lo nas compras de Natal (3%).

Na análise por classe socioeconómica, verifica-se que são os consumidores pertencentes à classe mais alta (AB) que mais têm cartão de crédito (53%) e que apresentam maior intenção de utilizar esta forma de pagamento nas compras natalícias (39%). No sentido inverso, 14% dos indivíduos da classe mais baixa (C2/D) possuem cartão de crédito, dos quais apenas 5% pretendem utilizá-lo para fazer face aos gastos com o Natal.

Este estudo foi desenvolvido em colaboração com a Nielsen, tendo sido realizados 600 inquéritos por telefone, a indivíduos de Portugal continental, de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos, entre os dias 28 de Setembro e 1 de Outubro de 2015. O erro máximo é de +4.0 para um intervalo de confiança de 95%.

* Portugueses compram sem poder, "FELIZ ENDIVIDAMENTO" e um "NOVO ANO CHEIO DE CALOTES".

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 NENHUMA SOCIEDADE
QUER QUE SEJAS SÁBIO!
LIBERTA-TE


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12-THE CORPORATION

 DESCUBRA COMO É MANIPULADO



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HOJE NO
 
"DIÁRIO ECONÓMICO"
Passos “deixa escapar”: 
Portugal vai ter novo Governo 
“dentro de duas semanas”

 Pedro Passos Coelho recebeu hoje o ex-presidente do Conselho Europeu e, não se sabendo se, como aconteceu com Vítor Gaspar e Wolfgang Schäuble há uns anos, foi apanhado desprevenido, as suas palavras foram captadas pelas câmaras da TVI.
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“Vive-se um tempo peculiar”, dizia Passos Coelho a Herman Van Rompuy, quando, após olhar para um ponto da sala onde estavam repórteres, afirmou – sem que se saiba se com conhecimento de que as suas palavras estavam a ser gravadas – ao ex-presidente do Conselho Europeu: “eu penso que dentro de duas semanas, a nossa situação estará definitivamente clarificada pelo Presidente. E haverá um novo Governo para negociar com Bruxelas”.

Ainda sem uma solução de Governo, Portugal mantém em Passos Coelho o primeiro-ministro. Formação mais votada nas legislativas de 4 de Outubro, a coligação Portugal à Frente (PàF), liderada por Passos Coelho, foi convidada a formar Governo, o qual durou menos de uma dúzia de dias, sendo alvo de uma moção de rejeição que uniu os deputados do Partido Socialista, do Bloco de Esquerda (BE), Partido Comunista (PCP), Partido Ecologista Os Verdes (PEV) e o PAN.

A solução passará agora pelo Presidente da República. Cavaco Silva está em visita oficial à Madeira, esperando-se que, após o seu regresso a Lisboa, tome uma decisão sobre o próximo Executivo. As opções mais fortes são o convite a António Costa, líder do segundo partido mais votado, para que forme um Governo - ao qual já declararam apoio o BE, PCP e PEV -, ou a manutenção do Executivo de Passos Coelho em gestão.

Herman van Rompuy, com quem Pedro Passos Coelho foi "apanhado" a conversar sobre a solução governativa para Portugal, está em Lisboa para uma conferência da McKinsey&Company, em que está prevista também a participação de Durão Barroso e Joaquín Almunia, em que será apresentado o estudo Portugal - Escolhas para o futuro.

* Novo governo que vai pôr o actual na rua, assim o desejamos.

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Edith Piaf

Paris chante toujours


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HOJE NO
  "CORREIO DA MANHÃ"

Pereira Cristóvão está preso 
mas Justiça não sabe dele

O Tribunal de Família e Menores de Loures cancelou uma audiência com Paulo Pereira Cristóvão, ex-vice-presidente do Sporting e antigo inspetor da PJ, porque não sabe do seu paradeiro, apesar deste estar em prisão domiciliária em casa da mãe, com pulseira eletrónica, desde junho. 
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Pereira Cristóvão deveria ser ouvido por causa da falta de pagamento da pensão de alimentos à filha de 14 anos (250 euros mensais, mais metade das despesas de saúde e de educação). 

Ao que o CM apurou, o tribunal terá enviado para uma antiga morada uma carta que foi devolvida. Porém, contou fonte ligada ao processo, o tribunal foi informado da nova morada quando Cristóvão foi detido em março na prisão de Évora. 

A mesma fonte estranha como é que um tribunal não sabe a morada de alguém que atualmente está com pulseira eletrónica.

* Este é um caso paradigmático de como o sector administrativo dos tribunais funciona na maior parte das vezes, surreal. Também assim se prescrevem processos.

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TRABALHANDO DE BORLA


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HOJE NO
  "OBSERVADOR"
Volkswagen. 
Carros de 2016 também afetados
 por emissões “implausíveis”

Centenas de milhares de carros dos modelos novos da Volkswagen – para 2016 – têm emissões poluentes “implausíveis”, neste caso de dióxido de carbono (CO2), noticia o The Telegraph. 
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A revelação foi feita esta segunda-feira pela fabricante alemã: mais de metade dos 800 mil veículos que apresentam possíveis irregularidades nas medições de CO2 dizem respeito aos modelos mais recentes, em várias marcas do grupo.

Mais de 430 mil carros – diesel e, também, alguns a gasolina – vendidos nos últimos meses e relativos aos modelos para 2016 têm dados “implausíveis” para as emissões de dióxido de carbono. Este número soma-se aos quase 11 milhões de carros em todo o mundo que falsificam as emissões de um outro poluente, conhecido como NOx, uma primeira fase do escândalo que parece ser restrita aos modelos mais antigos.

Os modelos agora visados vão continuar a ser testados pela Volkswagen, num exercício supervisionado pelo regulador alemão para os transportes terrestres. Deverá, também, ser disponibilizada mais informação na Internet para os consumidores saberem, através do número do chassis, se o seu veículo está afetado. Além da marca Volkswagen, há também motores da Audi, Seat e Skoda.

Espera-se para as próximas semanas a apresentação de novas propostas por parte da Volkswagen para, junto dos reguladores, as irregularidades sejam retificadas. Algo que passará, necessariamente, pela chamada dos veículos à oficina. Notícias recentes têm sugerido que a Volkswagen está confiante de que essa retificação será tecnicamente mais fácil do que se temia, incluindo do que diz respeito aos kits fraudulentos instalados nos carros a diesel para mascarar as emissões de NOx.

A empresa deverá, também, ter de negociar com cada Estado a compensação associada à venda de carros com mais CO2 do que o indicado, já que esse valor ajuda a definir os impostos pagos pela empresa. O alemão Bild fez na semana passada um retrato da cultura empresarial que terá levado a estas irregularidades na Volkswagen. 

* O retrato da cultura empresarial da volkswagen saíu tremido. O fotógrafo era tremeliqueiro.

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PARIS  VIVA















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HOJE NO
  "DIÁRIO  DE NOTÍCIAS"
Aumento da resistência aos antibióticos
 é perigo para a saúde mundial

OMS alerta para o consumo excessivo de antibióticos e para a sua má utilização.

" aumento da resistência aos antibióticos representa "um imenso perigo para a saúde mundial", indicou hoje a diretora geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, na apresentação da primeira investigação sobre o tema.
Esta resistência, acrescentou Margaret Chan, "atinge níveis perigosamente elevados em todas as partes do mundo".
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A pesquisa, publicada hoje em Genebra, revela que todas as pessoas podem um dia ser afetados por uma infeção resistente a estes medicamentos.
A resistência aos antibióticos ocorre quando as batérias evoluem e se tornam resistentes aos antibióticos utilizados para tratar as infeções, segundo a OMS.

Este flagelo mundial é sobretudo devido ao consumo excessivo de antibióticos e à sua má utilização.
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 Perto de metade (44 por cento) das pessoas que participaram no inquérito, que não pretende ser exaustivo e que foi realizado pela OMS nos 12 países, pensa que a resistência aos antibióticos é um problema das pessoas que abusam dos antibióticos.

Dois terços dos inquiridos julgam que não existe qualquer risco de resistência aos medicamentos nas pessoas que utilizem corretamente o tratamento antibiótico que lhes é prescrito.

"Na verdade, qualquer pessoa pode, a qualquer momento e em qualquer país, sofrer uma infeção resistente aos antibióticos", sublinhou a OMS, que assinala a partir de hoje a Semana Mundial para um bom uso dos antibióticos.

* Isto é um problema de falta de educação e atrevimento a mais, auto medicação nunca, nem para paracetamol.
Morrem nas estradas do mundo mais de 3 mil pessoas por dia, cerca de 4 mil/dia ficam inutilizados em desatres de viação, isto é próprio de gente mal educada.

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A MÁQUINA É MALUCA



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HOJE NO
"RECORD"

Isinbayeva: 
«É totalmente injusto sofrer 
pelos erros dos outros»

Yelena Isinbayeva, antiga campeã olímpica e recordista mundial do salto com vara, considerou esta segunda-feira que a decisão da Federação Internacional de Atletismo (IAAF) em suspender provisoriamente a federação russa de todas as competições é "totalmente injusta". 
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"Não entendo a razão por que pessoas como eu têm que sofrer pelos erros de atletas irresponsáveis. É totalmente injusto", afirmou Isinbayeva aos jornalistas russos, em Moscovo.

Esta decisão do conselho da IAAF surgiu na sequência das graves acusações apresentadas por uma comissão de inquérito independente da Agência Mundial Antidopagem (AMA), que aponta responsabilidades a altos dirigentes russos e da própria IAAF e ameaça mesmo a participação nos Jogos Olímpicos do Rio2016.

"Há pessoas que lamentaram que eu esteja a ser uma vítima do sistema neste caso. É errado. Eu estou completamente fora do sistema", reforçou a atleta russa, que ainda espera tentar alcançar a sua terceira medalha de ouro olímpica no Rio de Janeiro, depois do sucesso em Atenas2004, e Pequim2008.

Também Sergei Shubenkov, atual campeão mundial dos 110 metros barreiras, lamentou a decisão da IAAF, com uma frase na sua página da rede social Twitter.

"Porquê eu?", questionou o atleta, de 25 anos, que conquistou o ouro nos Mundiais de Pequim, em agosto, com novo recorde russo (12.98 segundos).

O conselho da IAAF baseou a sua decisão nos regulamentos dos seus estatutos, por violação dos objetivos da federação internacional, que "incluem, entre outros, o desenvolvimento e manutenção dos programas destinados a erradicar o doping do desporto e a proteção a autenticidade e integridade do atletismo".

* O atleta sério não pode ser atingido por suspensão colectiva.
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 CUBA LIVRE













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HOJE NO
 
"JORNAL  DE NOTÍCIAS"

Mais de 20% dos alunos do terceiro 
ciclo e do secundário são fumadores

Mais de 20% dos estudantes do terceiro ciclo e do secundário fumam e os mais novos são, entre estes, os que mais relatam terem começado a fumar na escola, revela um estudo feito em Coimbra.

Os estudantes mais novos, com idades compreendidas entre os 12 e os 13 anos, são "os que mais relatam ter começado a fumar na escola, sendo a tendência maior nas raparigas", concluiu um estudo sobre hábitos tabágicos em meio escolar, afirma a Universidade de Coimbra (UC), numa nota divulgada esta segunda-feira.
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De acordo com a investigação, "a grande maioria (79%) de estudantes não fuma" e, entre os 21% de fumadores, "cerca de metade (10,2%) fá-lo regularmente, consumindo em média meio maço de cigarros por dia".

Desenvolvido pela delegação em Coimbra da Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP) e pelo Laboratório de Bioestatística e Informática Médica (LBIM) da Faculdade de Medicina da UC (FMUC), o estudo envolveu 3289 alunos (1584 do sexo masculino e 1705 do sexo feminino) do terceiro ciclo do ensino básico (7º, 8º e 9º anos de escolaridade)e do ensino secundário (10º, 11º e 12º anos) de vinte escolas do concelho de Coimbra.

Os resultados do inquérito, aprovado pelo Ministério da Educação e Ciência, que também avalia o conhecimento dos alunos relativamente à relação entre doenças pulmonares e o tabaco, vão ser apresentados terça-feira, 17 de novembro, às 17.30 horas, na delegação da FPP em Coimbra, no âmbito da III Semana do Pulmão.

As conclusões da pesquisa alertam, designadamente, para "a necessidade de se apostar em campanhas de sensibilização nas escolas sobre os malefícios do tabaco" e de "sensibilizar os pais para esta realidade, dado que a maioria dos alunos fumadores (51,9%) diz que os pais fumam em casa", salienta João Rui de Almeida, presidente da FPP em Coimbra.

"Este estudo revela ainda que é nas escolas que os alunos mais jovens (12-13 anos) começam a fumar", adverte aquele responsável.

Francisco Caramelo, coordenador da equipa do LBIM que realizou a análise dos dados, sublinhou, por seu lado, o facto de se observar nestes alunos "um padrão de crescimento do número de fumadores com a idade".
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O fenómeno significa que "existe um efeito cumulativo, ou seja, quem começa a fumar dificilmente deixa de o fazer, e a probabilidade de fumar aumenta cerca de 1,5 vezes por cada ano", adiantou Francisco Caramelo.
A maioria dos alunos fumadores (51,9%) refere ter familiares na sua residência que fumam, mas esta percentagem desce (para 40, 6%) no caso dos não fumadores, notando-se que há "uma grande prevalência de alunos fumadores passivos".

Embora a generalidade dos alunos (95,8%) afirma ter consciência dos malefícios do tabaco, só 57,9% dos fumadores revelou que gostaria de deixar de fumar, refere a nota da UC.

* Então os queridos papás dos meninos demitiram-se de  educar e sustentam financeiramente o vício dos filhos, que porra de pais!!!

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DEITANDO-SE

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HOJE NO
"JORNAL  DE NEGÓCIOS"
O que é o Estado Islâmico

Petróleo, refugiados e reféns são três fontes de receita do Estado Islâmico. Este grupo, fundamentalista e radical, quer construir através do terror as novas leis do Médio Oriente.
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Nunca, como agora, o Estado Islâmico (EI), ou Daesh, esteve tão pressionado militarmente no imenso território que foi conquistando nos últimos anos, entre o Iraque, a Síria e a Líbia. Mas este cerco, promovido pelas tropas de Bashar al-Assad rearmadas e apoiadas pela aviação russa, pelo Hezbollah libanês e pelos iranianos e pelas forças curdas auxiliadas pelos norte-americanos, não será suficiente para decapitar uma hidra que cresceu à sombra de interesses antagónicos das potências no Médio Oriente.
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IDENTIFIQUEM A MARCA DO FORNECEDOR DA FROTA
O EI nasceu como uma guerrilha, transformou-se num Estado real e agora volta a assumir-se como uma força móvel, que ataca no Médio Oriente e no exterior, especialmente na Europa. Enquanto abre novas vias de conflito no Afeganistão, no Iémen e no centro de África. Olhando também para a Ásia central, onde as zonas de influência russa e chinesa são tentadoras.

O Estado islâmico irrompeu quando a morte de Osama bin Laden, em Maio de 2011, fechou um ciclo iniciado com os ataques do 11 de Setembro. As origens do EI encontram-se mais longe, na luta contra a invasão soviética do Afeganistão e, depois, na invasão do Iraque pelos EUA em 2003. Na guerra civil que se seguiu, a luta não era apenas contra o invasor estrangeiro, mas transformou-se numa sectária e religiosa de sunitas contra xiitas. De blocos: saudita contra iraniano. No meio surgiu Abu al-Zarqawi, que radicalizou este conflito.

A revolta na Síria, em 2011, abriu novas janelas de oportunidade para militantes radicalizados, muitos deles atraídos da Europa para uma "jihad" onde descobriam a sua identidade perdida. Foi aí que o grupo de Al-Baghdadi se afastou do centro de decisões da Al-Qaeda. Conquistando a cidade iraquiana de Mosul, declarou-se califa e o guia espiritual dos muçulmanos. Os Governos ocidentais, cegos pela "Primavera árabe" e pelo derrube de velhos ditadores, como Kadhafi ou Mubarak, acharam que o fim de al-Assad estava próximo. E por isso deixaram que todos estes grupos, como o EI, florescessem.
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A irresistível ascensão do Estado Islâmico fez-se através da surpresa, da distracção do Ocidente, das tácticas militares, da motivação religiosa, do "marketing" moderno e sofisticado e da apatia dos exércitos clássicos da região. Em pouco tempo o EI deixou de se circunscrever a zonas da Síria e passou a controlar partes do Iraque e a exercer pressão sobre a zona curda iraquiana, o Líbano, a Argélia e parte da África central. A capacidade de atracção de novos voluntários para as suas forças (vindos de países ocidentais) serviu também para potenciar o seu poder, mostrando que está a criar raízes para futuros desconhecidos. Não é de admirar: o EI sempre descreveu a sua estratégia militar como a capacidade de se mover como uma serpente entre as rochas. Ou seja, usando as forças militares de forma flexíveis e atacando alvos fáceis, mas nunca entrando em conflitos prolongados a que os seus soldados ficassem amarrados a uma guerra desgastante e sujeitos a pesadas perdas.

A ascensão do EI e os seus rápidos sucessos militares levaram a alguma euforia inicial nos países sunitas. Que o viram como uma forma de contrabalançar o poder xiita, sobretudo na Síria e no Iraque. O movimento parecia convencido da sua inspiração divina para ganhar todas as guerras contra os heréticos. A começar pelos xiitas. Só que rapidamente a sua atitude radical virou-se contra os próprios sunitas mais moderados. Pouco a pouco, o EI tornou-se um grupo ainda mais poderoso e eficaz do que a Al-Qaeda de Bin Laden. Por detrás sempre teve a motivação da versão fundamentalismo do Islão, o Wahhabismo, que tem o seu epicentro na poderosa Arábia Saudita.

A intolerância religiosa e o autoritarismo político ajudam a explicar a violência extrema do grupo, mas tem servido como bandeira para impor o Wahhabismo como conceito hegemónico no universo sunita. Entre o passado e o presente, o Estado Islâmico quer construir pelo terror as novas leis do Médio Oriente. E elas passam pelo fim da partilha e desenho de fronteiras que o acordo Sykes-Picot criou em 1916. Ao criar o Califado, numa zona do tamanho da Grã-Bretanha, entre o Iraque e a Síria, ao mesmo tempo que já ameaça as fronteiras do Líbano, o Estado Islâmico tornou-se um sismo na velha ordem da região. Não é por acaso que uma das primeiras medidas do seu califa, Abu Bakr al-Bagdadi, foi a destruição dos postos fronteiriços entre a Síria e o Iraque.

Al-Bagdadi faz parte de um nova constelação: ele preconiza a autonomia dos indivíduos, o que o torna mais perigoso. Parecendo querer regressar à Idade Média, o EI é uma organização moderna. Há algum tempo editou uma brochura, de "design" atraente, com as suas actividades de 2012-2013, como se fosse o relatório de uma empresa. Numa página refere o número de atentados com bombas em estradas, o de atentados suicidas e de assassínios. É um mundo de estatísticas, como se procurasse accionistas. O problema é que a visão de al-Bagdadi é contemporânea. Até agora as outras entidades, como a Irmandade Muçulmana, o Hamas ou o Hezbollah, queriam apropriar-se das instituições e do poder e nunca criar um novo Estado. O califado surge como um conceito de união política e religiosa, cobrindo o império do Islão no seu auge. A serpente circula entre rochas. E não será fácil de liquidar.

Para a guerra o EI precisa de dinheiro. E ele não falta na zona que controla, a começar pelo petróleo das refinarias que controla e que é vendido no mercado negro a quem dá mais. E não faltam interessados. Depois há muitos donativos para a causa, especialmente de milionários árabes que defendem que a guerra santa contra os xiitas e o Ocidente deve ser mantida. Nos últimos tempos, o EI conseguiu juntar a estas receitas duas outras formas de entrada de dólares: a circulação de refugiados, que têm de pagar uma percentagem para rumarem à Europa, e os raptos de sírios ricos ou de ocidentais. Os reféns são um investimento a longo prazo: podem ser rentabilizados politicamente, como o foram os decapitados, ou economicamente, quando os Estados estrangeiros pagam o resgate. No fim, o EI está sempre a ganhar.

Consta que os negociadores europeus pagam entre um e seis milhões de dólares pela libertação de cada refém. São milhões de dólares (consta que perto de 70 milhões até agora) sem fim que entram nos cofres do EI que, mais do que um grupo de lunáticos, gerem as suas actividades como se fosse uma empresa.
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No caso dos refugiados que pagam para ir para a Europa as receitas até agora do EI terão totalizado cerca de 100 milhões de euros. No regresso os camiões que levam os refugiados voltam com contrabando que é vendido no mercado negro das áreas que controlam. É assim que se pagam também os "jihaddistas" europeus recrutados sobretudo através da Internet (e da vez menos das mesquitas), que recebem salários para combater. As receitas totais do EI em 2014 deverão ter rondado os 1,2 mil milhões de dólares. Mas os gastos são fortes, em armas e "voluntários". Além de pagar a própria estrutura de Al-Bagdadi. As mais recentes estimativas dizem que o EI recebe 40 milhões de dólares por mês da venda do petróleo dos campos que controla na Síria e Iraque. Além disso apropriou-se do dinheiro dos bancos que assaltou na sua expansão, vendendo também muitas das obras de arte que saqueou em cidades históricas. Romper estas fontes de financiamento revela-se fulcral para derrotar o EI.

Funcionando como empresa, o EI, não tem uma estrutura vertical. Antes dá liberdade, em termos de organização horizontal, aos seus apoiantes em todo o mundo. E funciona apenas como se tivesse um CEO, Al-Bagdadi, em funções. É a ignorância dos Estados ocidentais sobre esta nova forma móvel de actuar do EI que continua a causar tantos erros de análise, como se tem visto sucessivamente. Até ao dia que a hidra tiver mesmo de ser destruída.

* Um excelente esclarecimento pelo jornalista FERNANDO SOBRAL


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