quinta-feira, 5 de novembro de 2015

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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63-ACIDEZ 
FEMININA

Ahh O AMOR


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A IMPRESCÍNDIVEL TATY FERREIRA



* Uma produção "ACIDEZ FEMININA" - BRASIL

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SUSPIROS E CAFÉ






Direção: Gabriel Dib e Diogo Sinhoroto
Elenco: Rafael Rodriguez e Juliana Figueiredo
Roteiro: Carol Barros
Fotografia: Vicente Guerra e Bastïen Viltart
Edição: Gabriel Dib e Pedro Gorender
Direção de Arte: Laura Shalders
Produção: Maria Bento
Trilha Sonora: Jabberheads

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HOJE NO
"JORNAL  DE NOTÍCIAS"
Se a terra tremer amanhã às 11.06...
 Sabe o que fazer?

Há mais de 250 mil pessoas inscritas na página do exercício, de escolas a empresas, passando por particulares

A Proteção Civil desafia os portugueses a participarem na manhã de sexta-feira num exercício que lhes pode salvar a vida em caso de sismo: uma simulação para treinar o que fazer se a terra começar a tremer. Às 11.06 faça os três gestos recomendados: baixe-se, proteja a cabeça procurando abrigar-se e aguarde até que a terra deixe de tremer.
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Já há mais de 250 mil pessoas inscritas na página do exercício "A Terra Treme", de escolas a empresas, passando por particulares - uma simulação que visa sensibilizar as diferentes comunidades para a preparação e autoproteção para o risco sísmico, explica a Autoridade Nacional da Proteção Civil.

Assim, esta sexta-feira, 6 de novembro, às 11.06, todas as pessoas, "onde quer que estejam, estão convidadas a participar no exercício nacional, e efetuar os três gestos básicos de proteção em caso de sismo: Baixar - baixe-se sobre os joelhos, esta posição evita que possa cair durante o sismo, mas permite mover-se; Proteger - proteja a cabeça e o pescoço com os braços e as mãos e procure abrigar-se, coloque-se se possível sob uma mesa resistente, e segure-se a ela firmemente; e Aguardar - aguarde até a terra parar de tremer".

Até à hora do exercício, ainda pode inscrever-se na página que a Proteção Civil criou para explicar e promover esta ação de sensibilização.

Um estudo de 2007 da Autoridade Nacional de Protecção Civil estima que um sismo de 6,6 com origem na região de Lisboa causaria cerca de 10 mil mortos e 273 mil desalojados na Grande Lisboa.
Aliás, o território português foi abalado por grandes sismos ao longo da história do país: o de 1775 ficou registado para a história como um dos mais destrutivos de sempre.

E há seis anos a terra do continente tremeu durante oito longos segundos, no que foi sobretudo um susto: o sismo, de magnitude 6,0 na escala de Richter, teve o seu epicentro ao largo do Cabo de São Vicente e a uma profundidade de cerca de 30 quilómetros. 

Abalos que servem como aviso, para recordar que o território nacional está numa zona de risco sísmico moderado. E ninguém pode garantir que um terramoto como o do século XVIII não se repita amanhã.

* Uma excelente iniciativa

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XXXV- O UNIVERSO

2- O FUTURO


SOMBRIO DO SOL

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


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HOJE NO
"RECORD"
Melo Gouveia mantém 2.ª posição na 
Grande Final do Challenge Tour

O português Ricardo Melo Gouveia conservou esta quinta-feira a segunda posição na Grande Final, que reúne os 45 melhores golfistas do circuito Challenge Tour, que decorre em Mascate e continua a ser liderada pelo dinamarquês Joachim Hansen.
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Melo Gouveia, que partiu para o torneio no sultanato de Omã na liderança do Challange Tour, a segunda divisão do golfe profissional europeu, cumpriu a segunda volta em 67 pancadas (cinco abaixo do Par), precisamente o mesmo número que tinha realizado na quarta-feira.

Hansen, que na primeira ronda tinha necessitado de 66 golpes, efetuou hoje também 67 pancadas, o que lhe permitiu manter o comando isolado da prova, dotada de 375.000 euros em prémios, com menos um 'shot' do que Melo Gouveia (133 contra 134 do golfista português).

Já com o cartão para o European Tour de 2016 assegurado, o golfista português chegou a Omã com prémios totais de 157.592 euros, à frente do francês Sebastien Gros (153.612) e do espanhol Borja Virto Astudillo (135.612), segundo e terceiro do ranking, respetivamente.

Os mais diretos perseguidores de Melo Gouveia na corrida pela liderança do ranking continuam longe do português: Astudillo é 22.º classificado, depois de hoje ter realizado 71 pancadas, e Gros, que necessitou de mais três (74), segue no 26.º lugar.

O golfista algarvio, que em 2015 venceu um torneio e somou mais 10 classificações no top 10, poderá tornar-se o primeiro português a vencer a ordem de mérito de um circuito internacional de golfe.

* À custa de muito trabalho conseguem-se resultados.

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5-A ECONOMIA DA FELICIDADE


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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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HOJE NO
"JORNAL  DE NOTÍCIAS"
Ativista chinês morre na prisão,
 família questiona causas

Um ativista chinês morreu quando estava a cumprir pena numa prisão, indicou a família do detido, denunciando que as autoridades chinesas não esclareceram as causas da morte.

De acordo com organizações de defesa dos Direitos Humanos, como é o caso da Chinese Human Rights, esta situação não é inédita e revela a impunidade que abrange os funcionários que cometem "abusos" na China, onde a tortura nas prisões é uma prática regular.
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POLÍCIA CHINÊS TENTANDO CONTROLAR A OTITE DUM MANIFESTANTE
O ativista Zhang Liumao foi detido em agosto passado sob a acusação de "perturbação da ordem pública", uma acusação muito utilizada pelas autoridades chinesas contra ativistas e dissidentes.

Na altura da detenção, o ativista trabalhava numa revista não oficial de Cantão, no sul da China.

A irmã de Zhang Liumao, Zhang Wuzhou referiu que o ativista morreu no início desta semana num centro de detenção em Cantão em "circunstâncias suspeitas".

Segundo a irmã do ativista, Zhang Liumao não teve acesso a um advogado durante vários meses, período durante o qual a família não teve conhecimento da sua localização.

As autoridades acabariam por contactar a família para informar da morte do ativista.
"Ninguém explicou como ele morreu", frisou a irmã, que quer ter acesso ao corpo do irmão para esclarecer se o ativista "sofreu algum tipo de tortura".

De acordo com a irmã, o corpo do ativista está sob a tutela das autoridades, que perguntaram entretanto à família se queria que o corpo fosse cremado. "Antes queremos ver o corpo", insistiu a familiar.

A irmã acrescentou que Zhang Liumao tinha sido diagnosticado com um cancro nas fossas nasais e que tinha sido submetido a um tratamento de quimioterapia antes de ser detido em agosto último.

* Notícias de fonte segura acabadas de chegar à redacção da "apeidaéumregalodonarizagentetrata" informam que o activista estava na sala de leitura da prisão tomando o seu chá, acompanhado de dois guardas quando foi acometido de síncope. É frequente a ocorrência deste tipo de incidente, atribuindo-se uma provável causa de morte ao chá.

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LUCY P. MARCUS

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A revolução Volkswagen

Quando Michael Horn, presidente e CEO do Volkswagen Group of America, testemunhou recentemente perante uma comissão do Congresso dos Estados Unidos sobre o software que a Volkswagen instalou nos seus carros a gasóleo para manipular os testes de emissões, expressou a sua própria incredulidade sobre o facto de a culpa ser de uns poucos engenheiros. "Não achava que isto fosse possível no Grupo Volkswagen", disse Horn.
Horn e os membros do Congresso não são os únicos a sentirem-se traídos pelo acto desleal da Volkswagen. Traídos sentem-se também os consumidores que foram levados pelo marketing em torno do "diesel limpo" da empresa, e compraram um dos 11 milhões de veículos afectados da Volkswagen, Audi, Skoda e Seat. Os comerciantes, fornecedores, trabalhadores, reguladores e legisladores de todos os países que têm agora de lidar com as consequências também se sentem traídos.

Quando uma grande empresa de consumo, construída numa base de confiança e competência especializada, viola a confiança do público, o prejuízo é enorme. As audiências nos Estados Unidos foram seguidas por audições parlamentares no Reino Unido, e mais inquéritos oficiais estão a ser lançados noutros lugares. Em Itália e na Alemanha, a polícia fez buscas em escritórios e casas particulares para proteger documentos relevantes. Fala-se de acções colectivas de consumidores em todo o mundo, desde os Estados Unidos à Austrália. E o Banco Europeu de Investimento pretende investigar se algum dos empréstimos concedidos à empresa - que estavam ligados ao cumprimento de metas climáticas - foram usados para para falsear os testes de emissões. Se assim for, o BEI pode exigir o dinheiro de volta.

Com a Volkswagen a anunciar a recolha de 8,5 milhões de carros na Europa, a empresa pode não sobreviver - pelo menos na sua forma actual. Estima-se que o prejuízo financeiro vá ser enorme: a Volkswagen diz agora que vai constituir provisões de 6,5 mil milhões de euros para cobrir os custos do escândalo. Esse valor pode não ser suficiente, e as acções da empresa estão a reflectir as preocupações do mercado, assim como o rating da Standard & Poor’s.

Toda a indústria automóvel está agora sob escrutínio, assim como os reguladores, cujos procedimentos de teste se mostraram tão fáceis de manipular, e cujas relações complexas com governos e fabricantes de automóveis podem não servir o interesse público. E a Volkswagen está tão estreitamente alinhada com a "marca" da engenharia alemã que, por mais injusto que possa ser, o escândalo pode afectar a imagem de outras fabricantes e indústrias alemãs.

Afinal, uma empresa muito conceituada, que fez bandeira das suas credenciais ambientais, enganou de forma proactiva. Encobrir um erro, como fez a General Motors no caso dos interruptores de ignição com defeito, é mau o suficiente; criar e instalar um software desenhado com o único objectivo de enganar o público é um sintoma de algo muito pior.

Um peixe apodrece pela cabeça. A Volkswagen é conhecida por ter um conselho de administração particularmente mal estruturado e gerido: insular, fechado e afectado por lutas internas e rivalidades familiares. O assunto veio ao de cima em Abril do ano passado, quando o então presidente Ferdinand Piëch se demitiu na sequência de uma luta de poder com o agora ex-CEO da empresa, Martin Winterkorn. A esposa de Piëch, Ursula, uma antiga professora primária que pertencia ao conselho de supervisão, também se demitiu.
Se estas pessoas disserem, sinceramente, que não sabiam o que estava a acontecer, ou não estão a ser completamente disponíveis, ou falharam num dos deveres fundamentais da administração – fazer perguntas difíceis, quando as coisas parecem boas de mais para serem verdade.  

Infelizmente, na sequência das revelações, a Volkswagen desperdiçou o que poderia ter sido um momento decisivo para a empresa - uma oportunidade perfeita para reformar a sua governação corporativa e eleger para posições de topo membros do conselho verdadeiramente independentes e com pensamento novo. Em vez disso, Hans Dieter Pötsch, director financeiro da Volkswagen desde 2003, um verdadeiro insider, foi nomeado presidente do conselho de supervisão, enquanto o novo CEO é outro insider, Matthias Müller, antigo líder da Porsche. Quem é que vai confiar nas investigações internas e nas promessas de transparência de uma tal liderança?

Tudo isto chega numa altura em que as fabricantes tradicionais enfrentam fortes desafios vindos de fora da indústria. O comportamento de empresas como a Volkswagen pode acabar por incentivar os consumidores a mudarem de produtores estabelecidos da indústria para os recém-chegados, como os futuros carros da e os modelos eléctricos da Tesla, que desafiam a  própria premissa de testes de emissões.

Mas há mais. O facto de ter sido utilizado um software – e não um pedaço de plástico ou metal – para falsear os testes de emissões destaca o poder e a promessa dos carros sofisticados de alta tecnologia que podem fazer mais do que nunca. Mas também expõe as possibilidades perniciosas de carros que se tornaram tão complexos ao ponto de quase nenhum condutor saber o que está por baixo do capot, e o que isso significa para o futuro.  

O que a Volkswagen diz ter sido o trabalho de alguns engenheiros desonestos poderá vir a ser um catalisador para novas abordagens na indústria automóvel, sobretudo tendo em conta a possibilidade de uma nova legislação para combater a mudança climática. As pessoas seriam empurradas muito mais rapidamente para a adopção de carros que não dependem de combustíveis fósseis. E o surgimento de novos concorrentes aceleraria, com os consumidores a mostrarem às empresas que a velha escola – má governação corporativa e promessas vazias -  não será mais tolerada.

Estamos apenas no início do que poderá ser um longo processo de investigação e prestação de contas para a Volkswagen. Se esse processo alimentar mais rupturas na indústria automóvel, poderá apressar o surgimento de uma nova era para a mobilidade humana.

Lucy P. Marcus é CEO da Marcus Venture Consulting.

IN "JORNAL DE NEGÓCIOS"
29/10/15


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681.UNIÃO


EUROPEIA



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HOJE NO  
"JORNAL  DE NEGÓCIOS"

Douro Azul abre novo hotel 
no Porto em 2017

A empresa está a investir 20 milhões de euros no Monumental Palace Hotel, na Avenida dos Aliados, um projecto que estará concluído dentro de dois anos e que irá empregar 80 pessoas. 
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A Douro Azul, que integra o grupo Mystic Invest, está a investir 20 milhões de euros no Monumental Palace Hotel, na Avenida dos Aliados, no Porto, segundo anunciou esta quinta-feira Mário Ferreira, presidente da Douro Azul, que apresentou o projecto oficialmente.

O projecto, que abre em 2017, vai empregar 80 pessoas. "Queremos posicioná-lo como o melhor hotel de cinco estrelas da cidade do Porto", salientou Mário Ferreira à margem da cerimónia.

O empresário garante ainda que o projecto, que inclui a reabilitação do café Monumental, um antigo ex-libris da cidade, irá criar empregos indirectos. Mário Ferreira ressalvou ainda que a empresa tem "outros novos projectos que vamos apresentar brevemente".

"Está mais do que comprovado que existe muita margem para subir o preço", explicou o empresário. "Tudo depende de como os players possam estar no mercado. Há menos alternativas para os europeus do norte, que iam para o norte de África e agora vêm para a Europa do sul", disse ainda o presidente da Douro Azul.

A obra estará a cargo da Soares da Costa. Joaquim Fitas, presidente da construtora, não quis comentar os problemas que têm assolado a empresa, que teve mesmo em cima da mesa um processo de despedimento colectivo, que depois travou. O contrato da Soares da Costa na construção do hotel está avaliado em cerca de 8,3 milhões de euros, adiantou o responsável.

Joaquim Fitas estima atingir os 200 trabalhadores na obra, que estará concluída na Primavera de 2017.  

* Já tivemos algumas experiências turísticas nos barcos da  "DOURO AZUL" e fomos muito bem tratados.


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AS 16 ÁREAS MARINHAS
PROTEGIDAS EM PORTUGAL

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Em Portugal a maioria das áreas marinhas protegidas é costeira

Ainda só protegemos o mar que nos dá pelos tornozelos

A esmagadora maioria das áreas marinhas protegidas é costeira.Mas dezenas de cientistas estão a estudar o que existe lá longe, para que a conservação da natureza não fique junto à praia.

O que é uma Área Marinha Protegida?
É qualquer área classificada por lei que se situe na zona entre-marés ou abaixo do nível do mar e que em conjunto com a flora, fauna, história e características culturais, tendo em vista a sua conservação

Série Mar Português do jornal Público em 2014

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I-AMBIENTE FEROZ

1-DOS MAIORES
DESASTRES NATURAIS

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Quando a terra grita...


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HOJE NO
"DESTAK"
Caução de Ricardo Salgado 
no caso "Monte Branco" 
desce de três milhões para 1,5ME

O Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) decidiu baixar, de três milhões para 1,5 milhões de euros, a caução de Ricardo Salgado, no âmbito do processo Monte Branco, informou hoje a Procuradoria-Geral da República (PGR). 
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Em comunicado, a PGR refere que o Ministério Público foi notificado da decisão do TCIC que determinou ainda que o valor de 1,5 milhões de euros, resultante dessa redução, fosse afeto à caução fixada ao arguido, no âmbito das investigações relacionadas com o denominado "Universo Espírito Santo".

"Sendo a caução imposta ao arguido, nestes últimos autos, no valor de 3 milhões de euros, o juiz notificou o arguido para que proceda à entrega do remanescente valor de 1,5 milhões de euros, a fim de que a caução, uma vez prestada na totalidade, possa vir a ser julgada válida", conclui a nota. 

* Conhecem alguém sério que disponibilize 4,5 milhões de euros do pé para a mão?


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Julio Resende e Elisa Rodrigues

Dá-me Lume

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ONTEM NO
"i"

Vatileaks 2.0. 
Afinal havia mais corvos 
a sobrevoar o Vaticano

Há um terramoto prestes a acontecer no Vaticano. Na sexta-feira já corriam rumores, em Roma, de que alguém estaria prestes a ser preso. Mas o que poucos sabiam é que o computador e o smartphone do monsenhor espanhol Vallejo Balda tinham acabado de ser confiscados pela Gendarmeria. 

Os aparelhos foram-lhe retirados por suspeitas de subtracção e divulgação de documentos reservados da Santa Sé e permitiram aos investigadores da polícia do Vaticano completar um puzzle que tentavam resolver desde Maio. 

Na altura, a imprensa italiana publicou dados sobre as finanças do Vaticano que não eram públicos. Escreveu-se, por exemplo, que teria sido desviado dinheiro de obras de caridade para a remodelação do apartamento do ex- -secretário de Estado Tarcisio Bertone. As notícias fizeram soar os alarmes na Cúria e a Gendarmeria iniciou uma investigação silenciosa para apurar a origem das fugas de informação. E há menos de duas semanas, quando os jornalistas italianos Gianluigi Nuzzi e Emiliano Fittipaldi começaram a promover os livros que vão lançar amanhã, a investigação consolidou-se

REUNIÃO DOS CAPOS
À medida que excertos das duas obras iam sendo divulgados, a Gendarmeria fazia um trabalho de cruzamento de dados. E, na semana passada, os investigadores concluíram que todas as informações tinham um ponto em comum: passaram pela comissão de sete pessoas que o Papa criou em 2013 para analisar as finanças do Vaticano.

O passo seguinte foi apreender o computador e o telemóvel a Vallejo Balda – que integrava o grupo – e a análise aos aparelhos terá confirmado as suspeitas. A Gendarmeria encontrou relatórios, documentos confidenciais e até gravações de reuniões com o Papa. Sexta-feira à noite, o monsenhor foi detido e encaminhado para a prisão do Vaticano.

Francesca Chaouqui, uma leiga italiana que também integrava a comissão, foi igualmente presa e passou a noite trancada num quarto de umas freiras salesianas até a advogada – uma das mais conhecidas e bem pagas criminalistas de Itália – chegar para a libertar. Já Vallejo Balda continua detido. Ambos são próximos da Opus Dei e juraram, em 2013, guardar segredo sobre assuntos reservados que lhe passassem pelas mãos. Agora aguardam a conclusão da acusação e deverão ser julgados, arriscando até oito anos de cadeia.
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O que dizem os livros Os dois livros que prometem abalar o Vaticano só são publicados amanhã, mas já se conhece muito do seu teor. Vários jornais publicaram excertos nos últimos dias e os dois autores têm-se desdobrado em entrevistas. A obra de Gianluigi Nuzzi – que, aquando do escândalo Vatileaks, publicou outro livro com documentos secretos de Bento XVI, vazados por uma fonte que se intitulava “o Corvo” – chama-se “Via Crucis” e contém emails, actas de reuniões e gravações de conversas do Papa, além de divulgar pormenores escabrosos sobre as finanças.

O Vaticano, conta o livro, é dono de cerca de cinco mil edifícios só em Roma e o valor deste património imobiliário rondará os 2,7 mil milhões de euros – quantia sete vezes maior que a incluída nos balanços oficiais. Nuzzi conta também que as rendas praticadas pela administração da Santa Sé são entre 30% e 100% inferiores aos valores de mercado. E que a comissão criada pelo Papa descobriu apartamentos que foram doados a cardeais como prémio ou inseridos em negociações de reformas.

Um outro relatório terá concluído, por outro lado, que se as casas fossem rentabilizadas como deveriam gerariam uma receita de 19,4 milhões de euros – muito mais que os 6,2 milhões que estão a render aos cofres da Santa Sé. Gianluigi Nuzzi, que tem dito em entrevistas que o Papa é “visto como um intruso” no Vaticano, revela, por outro lado, como funciona o mundo das causas de canonização dos santos – que chegam a custar mais de meio milhão de euros, suportados por mecenas.

Apesar dos elevados montantes, a Congregação para as Causas dos Santos, que gere estes processos, terá admitido à comissão que não há registos de contas bancárias. Por isso, revela Nuzzi, Francisco terá mandado congelar o dinheiro de vários postuladores. Em “Via Crucis” há ainda uma carta enviada ao Papa por cinco auditores internacionais, em Março de 2013, avisando que existe uma “total ausência de transparência” nas contas e alertando para o facto de os custos estarem “fora de controlo”, especialmente as despesas pessoais da Cúria.
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Já o livro de Emiliano Fittipaldi, “Avarice”, conta como terão sido desviados 200 mil euros de uma fundação de um hospital pediátrico em Roma para suportar as obras de renovação do apartamento do ex-secretário de Estado Tarcisio Bertone, através de uma batotice: um acordo a simular que o apartamento iria servir de apoio ao hospital. No último ano, Bertone já tinha sido bastante criticado pela ostentação da sua nova casa, descrita em alguns jornais como uma “mega-penthouse”.

Vaticano e opus dei reagem 
O Vaticano já reagiu à chegada dos dois livros: são “uma grave traição à confiança do Papa”. O porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, acusou Nuzzi e Fittipaldi de fazerem parte de “uma operação para obter vantagens de um acto gravemente ilícito de entrega de documentação reservada” e rejeitou a justificação que Francesca Chaouqui e Vallejo Balda terão dado aos investigadores de que só vazaram informações para ajudar o Papa. “Publicações deste tipo não ajudam de modo algum a estabelecer luz e verdade, mas contribuem para gerar confusão e interpretações parciais e tendenciosas”, disse Lombardi, acrescentando: “Deve absolutamente evitar-se o equívoco de pensar que isto seja um modo de ajudar o Papa.”

A Opus Dei também reagiu, e demarcando-se do assunto: “A Opus Dei não dispõe de nenhuma informação sobre o caso. Se a acusação se provar, será particularmente doloroso pelo dano causado à Igreja”, diz um comunicado da prelatura.

Os corvos

Vallejo Balda
Padre espanhol
Os jornalistas costumavam chamar-lhe “o contabilista de Deus”, pela habilidade com que geria as contas da Igreja. Nasceu em 1961 na região de Burgos, em Espanha. É licenciado em Teologia e em Direito Económico. Foi secretário da Prefeitura dos Assuntos Económicos da Santa Sé e é próximo do Opus Dei. Entrou para a Cúria em 2011, recomendado ao então Papa pelo cardeal espanhol Rouco Varela. Em Fevereiro do ano passado causou polémica por ter anunciado aos jornais que ia ser eleito número dois da recém-criada Secretaria da Economia. O Papa Francisco não gostou e trocou-lhe as voltas, nomeando outra pessoa para o lugar. 

Francesca Chaouqui
Advogada
Tem 33 anos, é italiana e foi a única mulher a integrar a comissão criada pelo Papa em 2013 para analisar as finanças do Vaticano. A nomeação revelou-se logo incómoda e chegou a dizer-se que Francisco teria sido mal aconselhado. É que Francesca já tinha causado embaraços, de “tweets” polémicos na internet contra o ex-secretário de Estado do Vaticano Tarcisio Bertone a posts elogiosos no Facebook ao jornalista Gianluigi Nuzzi – de quem é amiga –, em pleno escândalo do Vatileaks. É advogada e especialista em Relações Públicas e trabalhou para a Ernst&Young. Entrou na Cúria pela mão de Vallejo Balda e também é próxima do Opus Dei. 

* Qual é a diferença entre esta organização e uma associação criminosa, nenhuma!


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O PRIMEIRO NEVÃO

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HOJE NO
"A BOLA"

Miguel Oliveira quer a vitória em Valência
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O português Miguel Oliveira (KTM) admitiu que parte para o Grande Prémio de Valência, 18ª e última etapa do Mundial de motociclismo, com o foco na vitória, deixando para o fim as contas de um eventual título de Moto3.
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"Valência será uma corrida de alguma forma especial por o título estar em aberto, mas nada disso vai alterar o meu trabalho no fim de semana. Vou trabalhar para ganhar a corrida juntamente com a minha equipa, tentar tirar o máximo partido da KTM e as contas fazem-se no final", afirmou Oliveira, em declarações à sua assessoria de imprensa.

Para que o título seja possível, o português precisa obrigatoriamente de vencer a corrida e esperar que Kent, que lidera o mundial com 24 pontos de vantagem para o luso, que é segundo classificado, não consiga mais do que 15º posto, que vale um ponto.

Aí, em caso de empate, o maior número de vitórias em corrida de Oliveira dar-lhe-ão o título mundial de Moto3, que a concretizar-se será o primeiro de sempre de um português. Já é certo que, em 2016, o piloto natural de Almada estará inserido no circuito de Moto2.

O Circuito da Comunidade Valenciana recebe no domingo a última prova do mundial, com a ação na pista a começar na sexta-feira, com os primeiros treinos livres. 
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* O piloto é bom e jovem, tem muitos títulos a conquistar pela frente, bora lá.

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 A VIDA
NÃO É FÁCIL





















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 HOJE NO
"AÇORIANO ORIENTAL"
Três milhões de pessoas devem 
chegar à Europa até 2017

Três milhões de refugiados deverão chegar à Europa até 2017, altura em que haverá uma "normalização gradual dos fluxos", estimou a Comissão Europeia nas previsões económicas de outono.
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O executivo comunitário notou que este número significará um aumento na população de 0,4%, tendo em conta que alguns requerentes de asilo não terão direito à proteção internacional.

No documento hoje divulgado, Bruxelas prevê um milhão de chegadas durante 2015, 1,5 milhões no próximo ano e meio milhão em 2017.

O comissário para os assuntos económicos, Pierre Moscovici, comentou que o fluxo de migrantes poderá fazer crescer a economia europeia.

"Haverá um pequeno impacto, mas positivo no crescimento da União Europeia, como um todo, que fará subir o Produto Interno Bruto de 0,2 para 0,3% em 2017”, notou o responsável, em conferência de imprensa, acrescentando que estes dados podem “combater um certo número de ideias feitas” e defender a política da Comissão de apoio a migrantes.

* Não são os refugiados que dão cabo da economia europeia, é a promiscuidade entre políticos, banqueiros e multinacionais que arrasam qualquer hipótese de progresso social.


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DOUTRO SÉCULO

1.HISTÓRIA DA PONTE

25 DE ABRIL


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