segunda-feira, 2 de novembro de 2015

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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3-FELICIDADE
Prof. Clóvis de Barros Filho

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

** Aconselhamos vivamente à visualização de todos os episódios desta série e se repetir algum encontrará um pormenor que da primeira vez lhe passou despercebido.


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 NAKED/UNNAKED


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COREOGRAFIA - SARA GAARDBO


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HOJE NO
"JORNAL  DE NEGÓCIOS"

Porsche envolvida na fraude 
das emissões da Volkswagen

O Porsche Cayenne e o VW Touareg, os Audi A6, A8 e Q5, todos equipados com o motor V6 3.0 TDI, também estão afectados pelo software manipulador de emissões de óxidos de azoto, acusa a EPA.
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A entidade ambiental norte-americana, que a 18 de Setembro denunciou a existência de um software nos diesel da VW e Audi que manipulava o nível de emissões nos testes, desencadeando um processo que ganhou escala mundial, veio agora dizer que esse designado ‘defeat device’ também está neste turbodiesel V6, que em Portugal equipa estes e outros modelos do grupo.

De acordo com a Bloomberg, a investigação ao 3.0 V6 TDI, dos anos 2015 e 2016, prossegue. Com a introdução deste motor no 'dieselgate', a Porsche entra no lote de marcas envolvidas na fraude. A marca desportiva foi até há cerca de mês e meio liderada Matthias Müller (na foto), antes de este ser colocado como CEO do grupo Volkswagen. Substituiu nessa altura Martin Winterkorn, afastado devido, precisamente, ao escândalo que envolveu, numa primeira fase, a Volkswagen e a Audi. Com a inclusão da Porsche nesta fraude, algo que o construtor ainda não confirmou, os próximos dias mostrarão se Müller também será afectado.

Quanto aos motores já confirmados pelo próprio grupo Volkswagen como estando afectados pela fraude das emissões, e que implicam cerca de 120 mil automóveis em Portugal, a SIVA, importador da Audi, Skoda e Volkswagen, disse ao Económico que os concessionários “vão, esta semana, enviar uma carta aos clientes cujos veículos estão afectados, explicando-lhes o que foi feito até agora pelo Grupo VW junto das autoridades alemãs e esclarecendo-os sobre o facto de o Grupo VW estar a trabalhar nas medidas técnicas necessárias, as quais comunicará oportunamente”.

Por seu lado, a Seat Portugal, representante da marca espanhola do grupo, explica que ainda não dispõe da informação de fábrica que permita avançar com esclarecimentos aos clientes.

* Alguém já ouviu um grande empresário português  manifestar-se contra esta vigarice mundial, pelo contrário, estão muito mais preocupados com a constituição dum governo de centro/esquerda que pelas circunstâncias talvez não apare tanta golpada nacional.


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 MINUTOS DE

CIÊNCIA/73


DELÍRIO ARITMÉTICO


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FONTE: 
- MATEMÁTICA RIO
- LCM AQUINO

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HOJE NO
"DESTAK"
Fórum para Competitividade preocupado com executivo apoiado por PCP e BE

Os membros do Fórum para a Competitividade manifestaram hoje preocupação face à possibilidade de um governo apoiado pelo PCP e Bloco de Esquerda e decidiram transmitir a sua posição às empresas exportadoras, associações empresariais e partidos políticos.



"Há uma grande preocupação com a possibilidade de haver um governo apoiado pelo PCP e Bloco de Esquerda [BE], que tem a ver com várias razões, nomeadamente com as posições assumidas nos últimos 40 anos pelo PS e pelos outros dois partidos", afirmou o presidente do Fórum, Pedro Ferraz da Costa.

A direção do Fórum para a Competitividade reuniu-se com o respetivo conselho consultivo, a pedido deste, para analisarem a atual situação política, decorrente das eleições legislativas de 04 de outubro. 

* O Fórum para Competitividade sofre de "miopia política tranfusional" migrou da CIP faz tempo.
Lembramos que nos últimos 39 anos fomos governados por gente de centro/direita e a melhor coisa que conseguiram fazer foi pôr-nos na miséria.


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XIII-HISTÓRIA DAS

RELIGIÕES DO MUNDO


2- AS RELIGIÕES DAS

PEQUENAS SOCIEDADES

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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HOJE NO
"i"

Belém. 
Direita incomodada com Marcelo

Marcelo vai manter tom “centrista” na campanha presidencial. Os 38% da coligação não chegam para vencer as eleições. Mas a direita começa a ficar desagradada.

Depois da Festa do Avante!, uma sessão de campanha presidencial na Voz do Operário. A direita até nem se importaria muitos com a simbologia do lugares se não fosse o candidato Marcelo, num dos momentos mais bipolarizados da vida política portuguesa, recusar-se expressamente a dar a mão à sua família política. 
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Nas hostes do PSD e do CDS já é visível um certo mal-estar. “Marcelo não pode estar a hostilizar os seus para estar de bem com os outros. Escusa de bater em quem gosta dele. Não precisa de atirar panos molhados à cara dos seus apoiantes naturais”, diz ao i um membro do novo governo Passos.

Ribeiro e Castro, ex-líder do CDS que já tinha defendido a necessidade de a direita ter outro candidato, afirma ao i: “O que eu vejo é que todos os candidatos presidenciais estão em linha com os interesses do PS e da sua direcção, de Sampaio da Nóvoa a Maria de Belém, passando por Marcelo Rebelo de Sousa, que não defende a única saída política democrática que é a convocação de novas eleições.”

No sábado, em Coimbra, Marcelo Rebelo de Sousa voltou a não alegrar a sua família política. Para já, descartou logo a hipótese de novas eleições, alegando que o país não podia ser sujeito a eleições legislativas “de seis em seis meses”. Quanto ao resto, os sinais todos do seu discurso foram muito mais agradáveis para o PS e partidos à esquerda que para a coligação que agora formou governo.

* Não iremos votar em Marcelo Rebelo de Sousa, mas não negaremos que é um homem extraordinariamente inteligente, já está reformado da docência, brevemente dará a sua última aula, a sua energia não o deixa parar e os tótós do PSD e CDS não arranjam melhor candidato.
Ao afastar-se da PàF deixa os Pàfistas poff.

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FRANCISCO ASSIS

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A falsa tese 
da marginalização política 
da extrema-esquerda

1. A comunicação presidencial da semana passada teve, entre outras, a consequência nefasta de consolidar a ideia de que ao longo dos últimos 40 anos se viveu num regime de apartheid político com a exclusão dos partidos situados à esquerda do PS. 

Com o apoio activo de alguns sectores do Partido Socialista – nuns casos por pura má-fé, noutros por manifesto desconhecimento da nossa história democrática – os partidos da extrema-esquerda têm vindo a impor a tese segundo a qual foram objecto de uma ostensiva marginalização parlamentar de carácter não democrático. Ora isso pura e simplesmente não é verdade. E não só não é verdade, como constitui um monumental embuste directamente filiado na tradição leninista e estalinista de falsificação primária dos fenómenos históricos. Que aqueles que ainda hoje se reconhecem nessa tradição política se dediquem a tais práticas não pode constituir motivo de especial surpresa; que haja sectores do Partido Socialista dispostos a aderir acriticamente a tal tipo de procedimentos e até a participarem entusiasticamente neles já é razão para uma reacção indignada. 

O conceito de “arco da governação” nunca teve, da parte de quantos perfilham os princípios e valores de natureza demo-liberal, um significado ontológico ou sequer normativo. Tão-pouco ele resultou de uma vontade premeditada de exclusão de quem quer que fosse do debate político nacional. E de tal forma assim foi que em bom rigor essa exclusão jamais se verificou. Senão vejamos: os deputados do PCP e do Bloco de Esquerda – uns logo desde o início da Segunda República e os outros mais recentemente – contribuíram para a tomada de decisões parlamentares da maior relevância pública. 

Foram determinantes para derrubar governos, concorreram para a aprovação de legislação de inegável importância, participaram activamente no processo de fiscalização da acção executiva. Carece por isso de qualquer fundamento a proclamação em voga de que esses partidos vão agora ser resgatados a uma espécie de condição de clandestinidade parlamentar a que estariam votados.

Ao longo destes 40 anos a extrema-esquerda estabeleceu como verdade axiomática o princípio de que a direita começava na sua própria fronteira e que, no fundo, não haveria substanciais diferenças entre o PS, o PSD e o CDS-PP. Recordemos como fundamentavam tal afirmação. No 25 de Novembro, o PS, aliado à direita e a sectores conservadores das forças armadas, tinha interrompido um processo revolucionário destinado à edificação de uma verdadeira sociedade socialista; ao liderar o processo conducente à adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia, o PS desvelava a sua genuína natureza de partido empenhado na consolidação de um modelo de sociedade situado nos antípodas do modelo autoritário e colectivista preconizado pelos seguidores da ortodoxia leninista pró-soviética; ao participar activamente em sucessivos processos de revisão constitucional, visando a depuração da lei fundamental de uma ganga pró-marxista manifestamente alheia aos caminhos democraticamente escolhidos ao longo de sucessivos actos eleitorais, o PS foi identificado com os adversários dos “valores de Abril”.

Perante tudo isto não é de espantar que a extrema-esquerda nunca tenha votado senão contra todo e qualquer projecto de Orçamento do Estado apresentado pelos vários governos socialistas e nunca tenha manifestado a mais ligeira aproximação sempre que estiveram em causa votações relacionadas com a adesão e participação de Portugal no projecto europeu. Bem pelo contrário. Nessas ocasiões usaram de uma retórica extremista com o intuito de apoucar as legítimas opções feitas pelo Partido Socialista. Fizeram-no impiedosamente, atacando o esforço bem sucedido de construção e ampliação do Estado social que constitui património da nossa democracia e factor de promoção da liberdade e da igualdade. 

Como tal, só é possível extrair uma conclusão séria: a extrema-esquerda parlamentar optou deliberadamente – com uma legitimidade, de resto, inatacável – por um acantonamento político impeditivo de qualquer participação não só na esfera estrita da governação, como no horizonte mais vasto de definição das grandes prioridades nacionais. Não foi excluída: auto-excluiu-se em nome da fidelidade a um modelo de regime e de organização económica e social claramente repudiado pela maioria dos cidadãos portugueses. 

Tentar inverter a situação releva de despudorado cinismo político. Seria bom que alguns actuais deputados do Partido Socialista que andam por aí levianamente a proferir barbaridades olhassem com mais rigor para a história do partido que conjunturalmente representam.

IN "PÚBLICO"
29/10/15


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678.UNIÃO


EUROPEIA



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HOJE NO
"A BOLA"

Ténis de mesa
Marcos Freitas com melhor posição
 de sempre no ‘ranking’

O português Marcos Freitas subiu ao sétimo lugar do ‘ranking’ mundial de ténis de mesa, conseguindo assim a melhor classificação de sempre na hierarquia.
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Ao ultrapassar o alemão Timo Boll, Marcos Freitas consegue também a melhor classificação de sempre de um atleta português na tabela, onde Tiago Apolónia, João Monteiro e João Geraldo aparecem no 24.º, 39.º e 96.º lugares, respetivamente.

No ranking feminino, Fu Yu é a portuguesa melhor classificada, no 33.º lugar, seguida de Shao Jieni, que entrou no top-50 e é agora 47.ª.

* Grande evolução ao longo dos anos.

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 NENHUMA SOCIEDADE
QUER QUE SEJAS SÁBIO!
LIBERTA-TE
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10-THE CORPORATION

 DESCUBRA COMO É MANIPULADO

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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HOJE NO  
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS
 DA MADEIRA"
Tribunal volta a julgar Manuel Godinho
. por subornar fiscal do ambiente

O sucateiro Manuel Godinho e outros dois arguidos remeteram-se hoje ao silêncio, no Tribunal de Aveiro, no início da repetição do julgamento de um processo de corrupção que resultou de uma certidão extraída do caso "Face Oculta".
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O caso remonta a 2009, quando Manuel Godinho terá mandado a sua secretária pessoal dar 2.500 euros a um funcionário da Administração da Região Hidrográfica do Centro para evitar a fiscalização de extração de areias numa propriedade do sucateiro, em Ovar.

O julgamento deste caso já tinha sido realizado em 2013, no Tribunal de Ovar, sendo repetido agora por ordem do Tribunal da Relação do Porto.

Na altura, os três arguidos foram absolvidos da prática de um crime de corrupção ativa e outro de corrupção passiva para ato ilícito, por falta de provas.

No entanto, os juízes desembargadores entenderam que a prova produzida e examinada durante o julgamento "impõe conclusão diversa" do acórdão recorrido, tendo ordenado a sua repetição.
Além deste caso, Manuel Godinho aguarda também o desfecho de um outro processo de corrupção, julgado no Tribunal de Aveiro, em que está acusado de subornar um ex-funcionário da antiga Rede Ferroviária Nacional (Refer), para praticar "atos materiais que visavam favorecer economicamente" as suas empresas.

Em setembro do ano passado, Manuel Godinho foi condenado no âmbito do processo "Face Oculta" a 17 anos e meio de prisão, por 49 crimes de associação criminosa, corrupção, tráfico de influência, furto qualificado, burla, falsificação e perturbação de arrematação pública.

A defesa do empresário de Ovar recorreu do acórdão para o Tribunal da Relação do Porto, não havendo ainda qualquer decisão.

O processo "Face Oculta" está relacionado com uma alegada rede de corrupção que teria como objetivo o favorecimento do grupo empresarial do sucateiro Manuel Godinho, nos negócios com empresas do setor empresarial do Estado e empresas privadas.

O Ministério Público (MP) acusou 36 arguidos, incluindo duas empresas, de centenas de crimes de burla, branqueamento de capitais, corrupção e tráfico de influências.

Entre os arguidos estão personalidades como o antigo ministro Armando Vara, o ex-presidente da Redes Energéticas Nacionais (REN) José Penedos e o seu filho Paulo Penedos.

Todos os arguidos foram condenados a penas de prisão, mas a grande maioria beneficiou de penas suspensas, condicionadas ao pagamento de quantias entre os três e os 25 mil euros a instituições de solidariedade social.

* O "Império da Sucata" tem muita lata.


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Júlio Resende

Medo

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Dueto Impossível Com Amália

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HOJE NO
"DIÁRIO ECONÓMICO"
Cheias no Algarve: 
Governo diz que "alertas funcionaram"
 e pessoas "deviam ter seguro"

O novo ministro da Administração Interna deslocou-se ao Algarve, na sequência das cheias de domingo, para ver de perto os danos. Calvão da Silva defende que houve prevenção, mas não se esperava que a "fúria" da natureza fosse da dimensão que se verificou, sobretudo em Albufeira.
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"Apraz-me registar que os alertas funcionaram, as pessoas tomaram as medidas preventivas. O que acontece é que as medidas preventivas normais não foram suficientes, mas não significa que as medidas tomadas não tenham atenuado apesar de tudo os danos catastróficos que se verificaram", disse o responsável, citado pela TVI24.

Para além dos danos patrimoniais, o ministro destacou o "problema maior": um homem de 80 anos que perdeu a vida, quando foi arrastado pela água em Boliqueime.

Questionado pelos jornalistas, o governante insistiu que "as forças operacionais e os comandos funcionaram muito bem, preventivamente, não só por sms, mas também por mail". O problema é que, em Albufeira, houve "uma fúria da natureza que se revoltou" e o alerta passou para um nível de protecção distrital.

O ministro deu ainda conta que muitos dos lesados com quem falou já accionaram o seguro. Quem não tem, devia ter: "Para quem não tem seguro, aprende em primeiro lugar que é bom reservar sempre um bocadinho [de dinheiro] para no futuro ter seguro".

A solução para essas pessoas é, agora, "esperar o levantamento feito pela autarquia e esperar que os requisitos de calamidade se justifiquem" para decretar esse estado e, assim, serem ajudados.

* O defensor emérito da idoneidade dos 14 milhões de Ricardo Salgado é um ministro acabado de chegar ainda desinformado, não sabe que dois milhões de portugueses não têm 5 euros para uma consulta no médico de família, quanto mais dinheiro para ter seguro. Já é o ministro do ridículo.


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IKEA - MALÁSIA

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HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"

Deputado nega teste do álcool 
Miguel Santos diz que foi 
uma questão de falta de documentos.  

Miguel Santos, deputado do PSD, recusou, este domingo submeter-se ao teste de alcoolemia depois de ter sido parado pela PSP quando seguia de moto, na Av. do Brasil, Porto. 
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Segundo a participação, às 05h05, um agente verificou "que circulava um motociclo em condução irregular", a cujo condutor foram solicitado os documentos, tendo Miguel Santos apresentado a identificação de deputado. "Senti um forte odor a álcool", relata o agente que fez a participação, dizendo que o deputado recusou o teste, "alegando imunidade parlamentar". 

Miguel Santos diz que tal não é verdade e que tudo se tratou de falta de documentação. "Mostrei a única coisa que tinha comigo, que era o cartão de deputado. 
O agente achou que eu estava de má vontade. Mostrei-me disponível para apresentar os documentos numa esquadra e, como é meu direito, fui-me embora. Eu não tinha bebido álcool, aliás, nem bebo", disse. 

* Mas que história tão mal contada, mas o mentiroso é o elo mais fraco.
Viva a imunidade/impunidade.

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2."LIVRETÁRIO"













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ONTEM NO
"OBSERVADOR"

Morreu o realizador José Fonseca e Costa

"É um choque tremendo", diz o também realizador António-Pedro Vasconcelos. José Fonseca e Costa deixa a meio uma longa-metragem.

Morreu José Fonseca e Costa, realizador português autor de filmes como “Kilas, o Mau da Fita”, “Cinco Dias, Cinco Noites” e “Balada da Praia dos Cães”. A informação foi confirmada ao Observador pelo também realizador António-Pedro Vasconcelos. José Fonseca e Costa faleceu este domingo de manhã, na sequência de uma pneumonia em consequência de uma pré-leucemia, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Tinha 82 anos.
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“É um choque tremendo”, diz António-Pedro Vasconcelos, que com José Fonseca e Costa foi dinamizador em Portugal do movimento do Novo Cinema. “Estava bastante debilitado” devido à leucemia e a pneumonia “foi fatal”.

José Fonseca e Costa nasceu a 27 de junho de 1933 em Angola, tendo-se mudado para Lisboa em 1945. Frequentou a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, mas não terminou o curso para se dedicar à sétima arte, coisa que fez durante toda a sua vida. Descobriu o cinema aos 16 anos. “Nunca me hei-de esquecer”, disse no programa da RTP “José Fonseca e Costa. A Descoberta da Vida. Da Luz… e da Liberdade Também”.

Quando a RTP foi fundada em 1958, José Fonseca e Costa concorreu a uma vaga como assistente de realização. Ficou em primeiro lugar, mas a PIDE impediu-o de entrar. Em 1960, o Fundo de Cinema Nacional recusou-lhe uma bolsa de estudo para ir para o Reino Unido estudar cinema. Pouco depois, foi detido por participar em ações contra o Estado Novo.

Em 1961 aproveita uma oportunidade dada por Michelangelo Antonioni, que o convida para ser assistente estagiário num novo filme, “L’Eclisse”. Mesmo sem salário envolvido, aceita ir para Itália, de onde só regressa em 1964. Até ao final dos anos 1960 dedica-se a filmar documentários e publicidade, até que em 1971 conclui a sua primeira longa-metragem de ficção, “O Recado”.

Participou no filme coletivo do pós-25 de abril, “As Armas e o Povo”, em 1975, uma colagem de imagens recolhidas entre os dias 25 de abril e 1 de maio de 1974. Realizou “Os Demónios de Alcácer Quibir” (1976), “Sem Sombra do Pecado” (1983), “Balada da Praia dos Cães” (1986″), “A Mulher do Próximo” (1988), “Cinco Dias, Cinco Noites” (1996) e “O Fascínio” (2003). A última ficção foi “Viúva Rica Solteira Não Fica” (2006), tendo concluído em 2009 “Mistérios de Lisboa or What the Tourist Should See”, feito a partir de trechos escolhidos do guia What the tourist should see e de excertos de poemas de Álvaro de Campos, numa homenagem a Fernando Pessoa.

Mas seria “Kilas, o Mau da Fita“, estreado em 1981 no mesmo Eden que o fez descobrir a sétima arte na adolescência, a marcar-lhe a carreira. Foi um dos maiores sucessos comerciais do cinema português e trouxe enorme popularidade ao ator Mário Viegas.
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KILAS - O MAU DA FITA
José Fonseca e Costa fez crítica cinematográfica nas revistas Imagem e Seara Nova. Foi sócio fundador e dirigente, em 1969, do Centro Português de Cinema, e, mais recentemente, da Associação de Realizadores de Cinema e Audiovisuais.

Há um ano, recebeu o Prémio Carreira da Academia Portuguesa de Cinema. Quando o foi receber, no Centro Cultural de Belém, disse que “o ICA [Instituto do Cinema e do Audiovisual] é o reino da burocracia, das portarias salazarentas, dos regulamentos mirabolantes. A burocracia mata a criatividade. A criatividade devia matar a burocracia, a criatividade somos nós”.

Deixa por concluir a longa-metragem “Axilas“, com produção de Paulo Branco. “Uma adaptação de um conto de Rubem Fonseca”, adianta António-Pedro Vasconcelos.

* Partiu um homem que faz falta.


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ÊXODO
A CRISE MIGRATÓRIA

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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
Faltam cinco mil enfermeiros 
na região Centro

Ordem dos Enfermeiros denuncia falta de políticas de contratação apesar de não haver profissionais suficientes

A presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros (SRC-OE), Isabel Oliveira, disse hoje que faltam cinco mil destes profissionais na região.
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"Haverá mais de cinco mil enfermeiros em falta" na região Centro nos diversos serviços de hospitais, cuidados de saúde primários ou na rede de cuidados continuados, disse à agência Lusa a presidente da SRC-OE, Isabel Oliveira, que faz a estimativa de acordo com os rácios da Organização e Desenvolvimento Económico (OCDE) e com os vários levantamentos que a Ordem tem feito.
Para Isabel Oliveira, "não há políticas de contratação", apesar de os enfermeiros não estarem "em número suficiente" para garantir qualidade do serviço.
Para além desse aspeto, a presidente da SRC-OE destacou as fracas condições de trabalho e "a carga excessiva" de horário de trabalho destes profissionais de saúde, que leva a "descontentamento e desmotivação".
"As condições de trabalho pioraram e isso tem reflexo na prestação nos cuidados de saúde", constatou, apontando ainda para os "salários mais magros" e o não reconhecimento das qualificações profissionais e habilitações académicas dos enfermeiros, "quando comparado com outros profissionais de saúde".
Isabel Oliveira falava à agência Lusa após um encontro com enfermeiros do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), enquanto recandidata à SRC-OE, juntamente com o candidato a bastonário da Ordem, José Carlos Gomes.
Segundo Isabel Oliveira, os objetivos para os próximos quatro anos passam por investir no acompanhamento a serviços da região Centro, procurar melhorar as condições de trabalho, bem como aproximar os enfermeiros da Ordem.
O candidato a bastonário da OE José Carlos Gomes foi ao encontro das declarações de Isabel de Oliveira, considerando fundamental a "garantia da qualidade dos cuidados de enfermagem e a garantia das condições de trabalho", propondo também uma alteração "na forma como se financia o sistema".
José Carlos Gomes propõe a alteração de um financiamento do sistema de saúde que é feito por atos - "como um ato cirúrgico, um internamento ou a administração de medicação" -, para um modelo que financie "de acordo com resultados em saúde".
"Tem de se mudar o paradigma. É um caminho necessário para garantir melhores cuidados de saúde e também a sustentabilidade do próprio sistema de saúde", salientou.
As eleições para a Ordem dos Enfermeiros realizam-se no dia 15 de dezembro.

* Entretanto o governo teve a ideia luminosa de exportar enfermeiros para a Europa, negando-lhes trabalho em Portugal.

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