domingo, 18 de outubro de 2015

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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O QUE NÓS

  "INTRUJAMOS"!


VESTIMO-NOS NUM "HIPER"
E FOMOS À MODA LISBOA

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COM PAPAS E BOLOS
SE ENGANAM OS TOLOS

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6-BOM ESFORÇO

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 1- A MAGIA NA RUA

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5-BOM ESFORÇO


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IV- ERA UMA VEZ O HOMEM

1- OS VALES FÉRTEIS

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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4-BOM ESFORÇO



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Martin Pistorius

Como a minha mente reviveu

e ninguém sabia



Imagine não conseguir dizer: "Estou com fome", "Estou sentindo dor", "Obrigado" ou "Eu te amo"; perder a capacidade de se comunicar; ficar preso dentro de seu próprio corpo; cercado de pessoas, mas, ainda assim, totalmente sozinho. Durante 13 longos anos, essa foi a realidade de Martin Pistorius. Depois de contrair uma infecção no cérebro aos doze anos, Pistorius perdeu a capacidade de controlar seus movimentos e de falar, e acabou tendo resultado negativo em todos os testes médicos de consciência. Ele havia se tornado um fantasma. Então, algo estranho começou a acontecer: a mente dele começou a se recompor. Nesta tocante palestra, Pistorius conta como se libertou após viver preso dentro de seu próprio corpo.

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3-BOM ESFORÇO


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EVA GASPAR

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Os golpistas

Dilma Rousseff foi reeleita em 26 de Outubro de 2014 pela margem mais curta da história da democracia brasileira. Duas semanas depois, dois indicadores que deveriam ter saído antes das eleições revelavam que a miséria no país crescera pela primeira vez em dez anos, e que, em vez de excedente, o Brasil acumulava o maior défice orçamental primário desde 1997. 

Um ano depois, o Tribunal de Contas do Brasil acaba de recomendar por unanimidade ao Congresso que chumbe a execução do orçamento de 2014. É a primeira vez, desde 1937, que a prestação de contas de um governo federal é rejeitada pela entidade fiscalizadora. As irregularidades totalizarão o equivalente a 24 mil milhões de euros e incluem manobras para ocultar dívida assumida pelo Estado usando dinheiro de bancos públicos, entre os quais o BNDES e a Caixa Económica.

Um ano depois, o Brasil está mergulhado na maior recessão de que há memória, o desemprego passou de 5% para 8%, a inflação de 6% para 9%, o défice externo atingiu o recorde de 4,2% do PIB, a Standard & Poor's mandou o "rating" do país para "lixo" como era até 2008, e a Fitch ficou lá perto depois de estimar nesta semana que o défice orçamental deste ano derrapará para 9% do PIB.

Depois de criticar os austeritários da oposição, Dilma deu-se conta de que "não queremos ser a Grécia" e anunciou cortes de seis mil milhões de euros e mais impostos, que permanecem congelados num congresso presidido e repleto de corruptos que, com a operação Lava Jato e o fim do "propinaducto", ficou com menos boa-vontade para acatar os pedidos do governo.

Pelo meio, o Supremo Tribunal Federal encaminhou para o juiz Sérgio Moro, que está a conduzir as investigações da operação Lava Jato centrada no desvio de verbas da Petrobras, documentos que apontam para suspeitas de arrecadação ilegal de receitas nas campanhas presidenciais que conduziram à reeleição de Lula da Silva em 2006 e de Dilma Rousseff em 2010. A mais recente trapalhada envolve uma empregada doméstica que aparece como dona de uma empresa que recebeu 200 mil euros por serviços prestados para a campanha da Dilma de 2014 e que diz nunca ter recebido esse dinheiro. Dinheiro que teria vindo da Petrobras – hoje a empresa mais endividada do mundo.

Pelo meio ainda, foi detido e condenado a 15 anos de prisão João Vaccari Neto, até então tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT). O anterior tesoureiro do partido de Lula e Dilma, Delúbio Soares, permanece preso por envolvimento no caso do Mensalão. Deslindado em 2010, também esse processo girou em torno do desvio de verbas de empresas públicas para financiar políticos e partidos.

Hélio Bicudo, antigo vice-prefeito de São Paulo e fundador do PT – partido do qual se afastou há dez anos – apresentou entretanto o já 17º pedido de "impeachment" de Dilma na Câmara dos Deputados.  O jurista de 93 anos sustenta-o com base nos indícios recolhidos pela investigação da justiça, na violação da lei orçamental em 2014 e na compra da refinaria norte-americana de Passadena – operação que se revelou ruinosa para a Petrobras e que foi decidida à época em que a petrolífera estatal era dirigida pela hoje presidente.

Dilma II diz que não pode ser alvo de "impeachmemnt" pelo que fez em Dilma I, e a Constituição até parece dar-lhe razão, a não ser por eventuais "crimes comuns" cometidos durante a sua gestão da Petrobras.

Mas o processo de "impeachment" é, por natureza, essencialmente político, e quando o presidente perde as condições para permanecer no cargo um pequeno deslize basta para a queda - um Fiat Elba pago pelo tesoureiro da sua campanha foi o que bastou para forçar a renúncia de Fernando Collor em 1992 e evitar o trauma maior de uma destituição.

Dilma estará a prazo, mas não acaba nela mesma. Ela é parte de um projecto mais ambicioso, cujo verdadeiro protagonista é Lula da Silva, "lobista das grandes empreiteiras, milionário – ele e os seus filhos - coordenador de tudo o que está aí", nas palavras sem meias-tintas de Fernando Gabeira.

É Lula que está neste preciso momento em Brasília a tentar livrar das malhas da Comissão de Ética da Câmara dos Deputados o presidente do Congresso Eduardo Cunha - membro do PMDB, partido aliado do PT no governo, que a Lava Jato descobriu ter contas ocultas na Suíça – a troco de este (que está zangado com o governo) não dar andamento aos pedidos de "impeachment" contra Dilma. Fá-lo porque precisa, mais do que nunca, de descredibilizar a investigação que acaba de atingir o seu filho Fábio Luis (o Lulinha) que, segundo um dos delatores (Fernando "Baiano") tinha despesas pessoais pagas com dinheiro desviado da Petrobras.

A delação contra o filho de Lula torna ainda mais provável a hipótese de as investigações esbarrarem no próprio e na sua bizarra Fundação. Pode não estar longe o momento em que o juiz Sérgio Moro se verá diante de duas únicas possibilidades: libertar toda a gente (quase uma centena de políticos e empresários) ou mandar prender Lula, que já avisou que, se for o caso, convoca o "exército do Stédile", numa referência ao líder do Movimento dos Sem-Terra, João Pedro Stédile, para travar os "golpistas".

É esta a narrativa que impera no Brasil, um país partido por um partido: de um lado os petistas, do outro os "golpistas". "Eu tenho a legitimidade das urnas, que me protege e a qual eu tenho o dever de proteger", voltou a dizer nesta semana a presidente, que insiste em transformar o voto do povo num salvo-conduto para a impunidade.

Quem duvida do acerto da opção de Portugal pela integração europeia ponha hoje os olhos no Brasil. Por cá tivemos muito bruaá, mas as instituições portuguesas não abanaram com a detenção de um ex-primeiro-ministro, e devemo-lo provavelmente também à cultura democrática que temos importado da Europa. Já o Brasil, sendo uma democracia apenas dez anos mais jovem do que a portuguesa, corre o risco de se partir. "Diz-me com quem andas dir-te-ei quem és" e o Brasil tem hoje como parceiros preferenciais a Venezuela de Maduro que manda prender o principal oposicionista, a Argentina de Cristina onde é assassinado o procurador que investigava a presidente e a Cuba dos irmãos Castro que dispensam apresentações.

Quem olha para o euro como um espartilho da economia portuguesa ponha mais uma vez os olhos no Brasil. Um conjunto de regras que limita o poder discricionário dos políticos e cujo cumprimento é observado por entidades externas é uma protecção para contribuintes e para quem recebe prestações sociais e salários do Estado. E se uma moeda fraca pode favorecer as exportações, não se perca de vista que, na maior parte das vezes, ela é mera consequência de uma economia e de uma gestão política medíocres.

E você, que diz que gosta de Estado ao mesmo tempo que diz desprezar os políticos que o gerem e que vê na ausência de controlo público da banca e de sectores estratégicos um obstáculo a uma sociedade mais próspera e justa, ponha também os olhos no Brasil. Lá, na outrora 5ª maior economia do mundo, plantada ao lado de um mar de petróleo, após 12 anos de "Lulismo" ainda não há saúde pública digna desse nome, nem infra-estruturas em domínios fundamentais e não faltam empresas controladas pelo Estado, à mão de semear para serem saqueadas pelos "agentes políticos" de serviço. "O que é desviado hoje no Brasil é algo como 200 mil milhões de reais [45 mil milhões de euros]. Um valor tão alto que não dá para imaginar o que se faria com esse dinheiro", diz o procurador da República Deltan Dallagnol que coordena o núcleo da Lava Jato.

E você, António Costa, que está disponível para governar com o PCP e o BE, vá em frente mas diga-nos que país quer fazer de Portugal nos próximos quatro anos. Visto daqui, não consigo fazer ideia.

IN "JORNAL DE NEGÓCIOS"
16/10/15

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663.UNIÃO


EUROPEIA




2-BOM ESFORÇO


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SATÉLITES AO SERVIÇO
DA SEGURANÇA MARÍTIMA 

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* Uma produção "EURONEWS"


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2-OS PRESIDENTES


HISTÓRIA DA REPÚBLICA

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* A cerca de três meses das eleições para a Presidência da República apresentamos a história deste órgão de soberania, os seus intervenientes desde a sua génese.

** Uma notável produção da "RTP"

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1-BOM ESFORÇO


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Franz Liszt Chamber Orchestra

Adagio in G minor

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Albinoni

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ESTA SEMANA NA
"SÁBADO"

Polícia já não vigia Assange 
na embaixada do Equador

A polícia britânica anunciou esta segunda-feira que vai deixar de vigiar 24 horas por dia a embaixada do Equador em Londres, onde o fundador do Wikileaks, Julian Assange, está refugiado desde 2012. Apesar disso, diz que vai reforçar o número de acções não fardadas para impedir uma eventual fuga do país.
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"O Serviço Metropolitano de Polícia retirou hoje a presença física de agentes do exterior da embaixada", informou a polícia num comunicado.

"Embora nenhuma medida garanta o êxito [de uma operação] caso Julian Assange deixe a embaixada, a polícia vai mobilizar uma série de acções visíveis e ocultas para o deter", acrescentou.

O comunicado refere que "não há uma perspectiva iminente de uma resolução diplomática ou legal" da situação do fundador do portal Wikileaks, pelo que, tendo em conta os "recursos finitos" da polícia e as "tantas ameaças diferentes" à segurança de Londres, a presença permanente de agentes "é desproporcionada".

Segundo o 'site' govwaste.co.uk, criado pelo Wikileaks para denunciar "o desperdício" de fundos do governo britânico com a vigilância de Assange, a presença policial junto à representação diplomática já custou 12,59 milhões de libras (16,96 milhões de euros).

Assange, 44 anos, é alvo de um mandado de detenção europeu, tendo-se refugiado na embaixada do Equador em Londres em Julho de 2012 por recear que a Suécia o extradite para os Estados Unidos, que o querem julgar pela divulgação de milhares de documentos diplomáticos e militares confidenciais.

* Continua uma telenovela inglesa e sueca de muito mau gosto.

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PONTE DE VIDRO

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Uma ponte de vidro, com 300 metros de comprimento e 180 de altura, é a nova atracção do Parque de Shiniunzhai, na China.
Abriu ao público no passado dia 24, após um processo de reconstrução para transformar uma antiga estrutura de madeira em algo único no mundo.
Construída com uma camada dupla de vidro de 24 milímetros de espessura, é, segundo os engenheiros responsáveis pela obra, 25 vezes mais resistente do que o normal. 
Foi desenhada por um arquiteto israelita, e é a mais comprida do mundo.

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ESTA SEMANA NA
"VISÃO"

Esqueça as 8 horas de sono

Os investigadores analisaram os hábitos de sono de três tribos e concluiram que uma noite reparadora pode ter apenas seis ou sete horas de sono. E porquê tribos? Porque, por viverem sem a tecnologia moderna, têm um estilo de vida mais semelhante ao nosso "original", ao dos nossos antepassados.
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"Isto tem implicações na ideia de que precisamos de tomar comprimidos para dormir porque o tempo de sono foi reduzido com a difusão do uso da eletricidade, TV, Internet e por aí adiante", explicam os investigadores.

Para provar a ideia que a tecnologia e as horas de sono não estão relacionadas, cientistas de Universidade da Califórnia, Los Angeles, EUA, decidiram estudar os hábitos de sono em três grupos de caçadores-coletores, sem qualquer tipo de aparelhos e tecnologias comuns no mundo ocidental: os San, da Namíbia, os Hadza, da Tanzânia, e os Tsimane, da Bolívia.

Com recurso a dispositivos semelhantes a relógios, os cientistas mediram, durante mil dias, os ciclos de sono e vigília e a exposição solar de 94 adultos.

A maioria dos indivíduos dormia menos de 7 horas por noite, sendo que a média foi de apenas de 6 horas e 25 minutos. E todos se encontravam de boa saúde, com baixos níveis de obesidade e bons níveis de tensão arterial e cardíacos. 

"Há esta expetativa de que devíamos dormir oito ou nove horas por noite, e que se vivessemos sem tecnologia moderna, as pessoas ainda dormiriam mais," afirma Ghandi Yetish, autor líder do estudo. "Mas agora, pela primeira vez, estamos a mostrar que isto não é verdade."

Jerome Siegel, outro dos investigadores, corrobora: "O argumento tem sido o de que a vida moderna tem reduzido as nossas horas de sono em relação aos nossos antepassados, mas os nossos dados indicam que isto é um mito."

Mas o estudo, publicado no Current Biology, não fica por aqui e questiona também a ideia de que é "contranatura" dormir depois de escurecer.  Embora sem eletricidade, as tribos ficavam acordadas em média 3 horas e 20 minutos depois do pôr do sol.

A análise mostrou também que, entre as tribos, não é comum dormir a sesta. E ter insónias também não. Duas delas, na verdade, nem tinham uma palavra para descrever o não conseguir adormecer..

* Conclusão, livre-se da tecnologia, viva numa tenda e dorme melhor.

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D E F I N I Ç Ã O















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ESTA SEMANA NO
"SOL"

Violência entre jovens sem perdão

O Ministério Público acusou cinco jovens, de ‘boas famílias’ de Cascais de tentativa de homicídio de um miúdo de 18 anos, de um grupo rival de Lisboa. Em causa está uma agressão, quase fatal, ocorrida em janeiro de 2014, após um jogo de râguebi no Dramático de Cascais. E que, na altura, desmascarou um fenómeno recente e escondido: a violência extrema e gratuita entre jovens de classe alta.

Segundo a acusação do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Cascais, a que o SOL teve acesso, os arguidos ­– entre os 18 e os 22 anos, alguns familiares de magistrados – «quiseram de comum acordo» matar a vítima por uma «ninharia».
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O despacho do DIAP sustenta  que os arguidos agiram «imbuídos de intolerância e mesquinhez, determinados a molestar gravemente o assistente e a tirar-lhe a vida» apenas por um amigo seu ter tido desavenças no Algarve e na Discoteca Urban, em Lisboa, com um dos jovens do grupo agressor.
Os cinco foram agora acusados (14 de setembro), em «co-autoria material», de um «crime de homicídio qualificado, na forma tentada», podendo ser condenados a penas de prisão superiores a três anos. A defesa dos arguidos – que estão em liberdade – ­pode requerer a abertura de instrução ou optar por seguir já para julgamento.

Socos e pontapés
A rivalidade entre estes grupos de miúdos de classe alta, de Lisboa e de Cascais, existia já há algum tempo e costumava originar cenas de pancadaria.

Naquela tarde de 11 de janeiro de 2014 a situação foi ao limite. No fim do jogo de râguebi entre a equipas do Grupo Dramático e Sportivo de Cascais e a do Grupo Desportivo do Direito, a vítima, então com 17 anos, e um amigo dirigiram-se para o parque de estacionamento. Quando se encontravam na rampa para a saída, foram abordados por dois dos jovens arguidos – que são primos e pertencem a uma família de magistrados, incluindo uma procuradora da República do círculo de Cascais.

Um deles perguntou à vítima se se lembrava da sua cara e, antes de ainda de qualquer resposta, deu-lhe um soco no ouvido direito, o que o fez cair no chão. Enquanto isso, o seu primo batia no outro rapaz – que conseguiu fugir para pedir ajuda.

Ficaram então os três sozinhos: a vítima deitada no chão e os dois arguidos que, sem parar, continuaram a dar-lhe socos e pontapés no tronco e na cabeça. Chegou entretanto um terceiro elemento do grupo de Cascais que, ao ver que o jovem estava a ser agredido pelos amigos, decidiu também agredi-lo com o capacete da mota. Ao mesmo tempo que se sucediam vários socos e pontapés na cabeça e na face do adolescente, surgiram mais dois elementos do grupo que começaram também a dar-lhe pontapés. No chão, inconsciente, o jovem sangrava abundantemente e tinha convulsões. O ataque só parou quando apareceram mais pessoas, nomeadamente duas amigas da vítima, uma delas neta do fadista Carlos do Carmo e do advogado Vieira de Almeida, que o tentaram proteger.

Mas as agressões já tinham sido tantas que as consequências foram graves: a vítima sofreu lesões neuropsicológicas e psiquiátricas graves, sustentadas em relatórios médicos.

Acusação ‘inédita’
Tânia Homos, psicóloga clínica do serviço de psiquiatria do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, que tem seguido vários jovens com traumas resultantes de agressões físicas e psicológicas, garante que esta acusação é importante por mostrar que os atos podem ter consequências.

«É inédito», diz, explicando que em regra, quando se trata de «filhos de gente importante, não acontece nada». A psicóloga, e também profissional acreditada de coaching, recorda, aliás, um caso recente que testemunhou. Quando foi à escola de uma criança que estava a seguir e que era vítima de bullying, a diretora do estabelecimento disse-lhe que era preciso ter cuidado porque as famílias dos supostos agressores eram «muito influentes».

Também João Lázaro, da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), considera que estas decisões são de extrema importância porque «incentivam as vítimas, que sofrem caladas, a denunciar as situações». Sem comentar este caso especifico, que não conhece com detalhe, o responsável da APAV sublinha, no entanto, o papel que pode ter: «Em certos contextos, os códigos de silêncio são a regra de ouro e por isso, quando alguém leva os casos até às últimas consequências e se consegue fazer justiça, serve de exemplo para outras vítimas».

‘Os pais têm de impor limites’
Pouco depois da agressão no dia do jogo de râguebi, o técnico de acompanhamento Manuel Matias, amigo da família da vítima, tentou «fazer a mediação entre os dois grupos rivais».

«Falei com os jovens envolvidos, incluindo a vítima, os agressores e as testemunhas», contou ao SOL, admitindo ter ficado perturbado com aquilo a que assistiu. «Quando perguntei a alguns agressores porque tinham batido daquela maneira no jovem, disseram-me que não sabiam porque agiram assim. Responderam-me coisas do género ‘não sei, não pensei nisso’», conta o terapeuta, que acabou por não dar seguimento a este trabalho de mediador por o caso ter, entretanto, seguido pelas vias judiciais.

 Para Manuel Matias não há, porém, dúvida de que a violência entre este tipo de jovens está a registar maior agressividade, estando muitas vezes «associado ao consumo de álcool». Além disso, nota, há falta de projetos de vida, o que resulta muitas vezes do facto de hoje em dia se ter experiências precoces a nível da sexualidade e da criminalidade. Solução? «Os pais têm de estar presentes e impor limites», aconselha Manuel Matias.

Tânia Homos concorda. «A fórmula para acabar com esta violência é os jovens terem afetos, mas também regras, coerência e limites», diz, considerando ser urgente acabar com uma certa atitude ultraprotetora dos pais. «Hoje em dia, quando uma mãe é chamada à escola porque uma professora ralhou ao filho, é costume pensar: ‘Mas quem ela para fazer isso ao meu filho?’».

O SOL tentou contactar a vítima e a sua família, que não quiseram falar.

* Estes betinhos violentos são filhos dos "donos do dinheiro" e na maior parte das vezes gozam de impunidade quando cometem desacatos noite dentro. Uns anitos na prisão fazia-lhes bem e aos pais também.

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FAÇA UMA BOA ACÇÃO POR DIA

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ESTA SEMANA NO
"EXPRESSO"

A greve de fome que abala Luanda

Em 1977, o pai, João Beirão, fora um dos jovens intelectuais angolanos a alistar-se como agente da mal afamada Direção de Informação e Segurança de Angola — DISA.
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Trinta e oito anos depois, por ironia da história, o filho, Luaty Beirão, acaba de se converter, há três meses, num dos prisioneiros políticos mais célebres do sistema que o pai ajudou a erguer.

Novo símbolo de resistência ao regime de Eduardo dos Santos, que catapultou o pai para o cargo de diretor da sua fundação — FESA — o rapper angolano, de 33 anos, faz parte de um grupo de 15 jovens encarcerados sob a acusação de envolvimento numa alegada tentativa de golpe de Estado.

A ausência do Presidente José Eduardo dos Santos na abertura do ano legislativo esta quinta-feira, “por indisponibilidade temporária”, gerou uma imediata vaga de especulações. O discurso presidencial acabou por ser lido pelo vice-presidente, Manuel Vicente que tentou desvalorizar a detenção dos ativistas para privilegiar, em contrapartida a firmeza da estabilidade política interna.

“O discurso serviu, em parte, para exaltar o trabalho dos serviços de segurança” — disse ao Expresso Diamantino Fonseca, professor universitário.

Rejeitando quaisquer tipos de cedências a pressões externas, o Presidente angolano não deixou de advertir por interposta pessoa “entidades estrangeiras interessadas em instalar o caos e a desordem para provocar a queda de partidos políticos ou de dirigentes com os quais não simpatizam”.
A crítica encerra uma alusão indireta à eurodeputada do PS, Ana Gomes, eleita inimiga de estimação de Luanda, por causa das suas críticas públicas à forma como o sistema tem lidado com as manifestações de solidariedade para com Luaty Beirão e os seus companheiros.

Visibilidade e “disparates” 
Apesar da condenação dos ativistas estar rodeada de carga “patriótica”, há distanciamento, mesmo em círculos afetos ao regime. “Ridícula” e “bizarra” são as palavras mais usadas, em certos meios da sociedade para satirizar a alegada intentona dos jovens detidos.

Em meios moderados do partido governamental, a estratégia utilizada pelo regime, está a causar tensão, pois o poder angolano está confrontado com um grupo de contestatários com ramificações familiares dentro do próprio MPLA.

“Esse é que é o dilema e quem está a dar visibilidade a este caso são os nossos próprios disparates” — disse ao Expresso um deputado do MPLA, que pediu o anonimato.

Partilhando de ideais que estão a provocar a ira dos serviços secretos angolanos, a causa de Luaty Beirão se, em certos círculos da sociedade angolana derruba barreiras e provoca algumas paixões, noutros meios mais radicais do regime, está a gerar, em sentido inverso, sentimentos de ódio.
“Luaty passou a ser odiado e a sua morte poderia ser um alívio para o partido do Presidente Eduardo dos Santos. Teria menos um crítico com que se preocupar...” — diz o ativista político, Rafael Marques.

O crescente movimento de solidariedade, dentro e fora do país, deixou, entretanto, de ser indiferente para o regime de Luanda. Receando ter de passar uma certidão de óbito em nome de Luaty, as autoridades preocuparam-se em exibir imagens televisivas sobre o seu estado de saúde.

À espera do pior 
Os advogados de defesa dos ativistas continuam a protestar contra o excesso de tempo de prisão preventiva, que recai sobre os seus constituintes.

As autoridades negam categoricamente essa acusação. Em resposta à multiplicação de vigílias nas igrejas de Luanda, prontamente reprimidas pelas forças de segurança, o juiz-presidente do tribunal provincial de Luanda, Domingos Mesquita disse que “os juízes” em Angola “ são independentes e só devem obediência à lei e à sua livre consciência”...

“Agora, só o juiz da causa tem competência para decidir se eles devem, ou não, aguardar julgamento em casa” — defende o jurista José Carlos Miguel.

Profundamente debilitado e internado agora no hospital-prisão da cadeia de São Paulo em Luanda, o rapper angolano recusa interromper a greve de fome iniciada há vinte e cinco dias e continua a rejeitar receber tratamento médico. 

* É a ditadura de Ze Du que tem de morrer não Luaty.

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 FRAUDIQUEIRAS













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ESTA SEMANA NO
"OJE"

CIP pede estabilidade a PSD e CDS-PP

A CIP – Confederação Empresarial de Portugal pediu “estabilidade legislativa, estabilidade fiscal e estabilidade laboral ao novo Governo”, durante um encontro com dirigentes do PSD e do CDS-PP, e desdramatizou a instabilidade associada a um executivo minoritário.
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O RAIO-X DA COLIGAÇÃO
Esta posição foi transmitida aos jornalistas pelo presidente da CIP, na sede desta organização empresarial, em Lisboa, onde foi recebida uma delegação de dirigentes sociais-democratas e centristas, chefiada pelo presidente do CDS-PP, Paulo Portas.


No final desse encontro, que durou cerca de duas horas, António Saraiva disse ter ouvido “as razões” do PSD e do CDS-PP “para a constituição do novo Governo”, e acrescentou: “Compreendemo-las”.

Interrogado sobre a instabilidade que poderá estar associada a um Governo PSD/CDS-PP sem outros apoios, respondeu: “Não creio que um Governo minoritário tenha algum problema desta ou daquela natureza, porque também um Governo que não seja da atual coligação e que resulte, eventualmente, de um Governo minoritário PS com apoio de incidência parlamentar de outros partidos terá igual fragilidade”.

O presidente da CIP voltou a defender que deve haver no quadro parlamentar entendimentos entre os partidos que receberam “70% dos votos” e que têm em comum “um projeto de estar na Europa, de respeitar os tratados”, referindo-se a PSD, CDS-PP e PS.

“Gostaríamos que, num quadro de estabilidade e o mais rápido possível, esta clarificação existisse, o novo Governo tomasse posse e, já em funções, nos ajudasse”, afirmou.

Quanto ao encontro com PSD e CDS-PP, António Saraiva referiu que a CIP lhes transmitiu o que pensa “da atuação do novo Governo”.

“Exigimos estabilidade legislativa, estabilidade fiscal, estabilidade laboral. São três vetores sobre os quais trocámos impressões, transmitimos a nossa opinião e que exigimos ao novo Governo”, relatou.
Em seguida, recorreu a uma expressão de Paulo Portas ao longo da recente campanha eleitoral para as legislativas: “Aquilo que queremos é estabilidade, porque a estabilidade gera confiança, a confiança traz investimento, o investimento promove crescimento económico”.

Segundo o presidente da CIP, neste encontro foi analisada “a situação do país”, mas não foram abordadas “questões partidárias”.

Questionado se a estabilidade de políticas que a CIP defende não pode ser garantida por outras forças políticas, António Saraiva respondeu: “Desde que um Governo nos garanta esta estabilidade e rapidamente tenhamos um Governo com garantia de sustentabilidade destas medidas, acreditamos que sim”.

* O até agora Vice-primeiro ministro da inutilidade anda muito irrequieto. Ninguém contesta resultados eleitorais mas a resposta  dos números indica que estamos numa situação de copo meio vazio e copo meio cheio e o copo meio vazio  pende para a coligação que apesar de ter ganho perdeu 1 milhão de votos.
Aos portugueses interessa um governo que governe  bem, a maioria que governou o país foi absolutamente incapaz, conseguiu duma assentada aumentar a pobreza e o défice.


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Bolo de Maçã com Nozes Pecan e Caramelo

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ESTE MÊS NA
"LUX WOMAN"
Esquizofrenia

O que é a esquizofrenia? Quais os sintomas mais comuns? Que tratamentos existem? As respostas a estas e a outras perguntas podem ser encontradas naquele que é o primeiro site português dedicado à doença: Esquizofrenia 24×7. 


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VÍDEO - FONTE:MINHA VIDA TV

O site reúne informação útil sobre a doença e pretende ser um guia de apoio não só para os doentes mas também para os seus familiares e amigos.

“É importante desmistificar a esquizofrenia e dar ferramentas a quem lida com a doença diariamente, e este site vem responder a esta necessidade”, refere Ana Caixeiro, médica psiquiatra do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa (Hospital Júlio de Matos).

O portal está organizado em quatro separadores diferentes: “O meu familiar/amigo tem esquizofrenia”, “Contacto com pessoas com esquizofrenia”, “Vivo com esquizofrenia há algum tempo” e “Fui recentemente diagnosticado”, cada um deles contendo informações relevantes sobre a patologia.

Existem ainda conteúdos multimédia, como playlists musicais e vídeos com testemunhos reais de doentes e de familiares que todos os dias convivem de perto com esta doença.

A esquizofrenia é uma doença crónica do foro mental que afeta uma em cada 100 pessoas em todo o mundo. Em Portugal, estima-se que 1% da população sofra desta patologia.

* Esta peça serve pela síntese informativa, não esqueça que esta doença só deve ser tratada por especialista.
Não encontrámos nenhum vídeo com origem portuguesa, o Brasil produz muita informação séria sobre saúde.

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