terça-feira, 29 de setembro de 2015

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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FIM DAS FÉRIAS














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GRANDES LIVROS/14

AUTORES DO MUNDO


3-VINTE MIL 

LÉGUAS SUBMARINAS


JÚLIO VERNE




* Depois de treze importantes AUTORES PORTUGUESES segue-se uma série de AUTORES DO MUNDO, livros que o tempo não faz esquecer.

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** As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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*** FONTE: GREAT BOOKS

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HOJE NO
"i"

FIFA. 
Jack Warner banido de toda
 a actividade ligada ao futebol

O ex-vice-presidente da FIFA Jack Warner, um dos envolvidos no escândalo de corrupção do organismo, foi banido para sempre de toda a actividade relacionada com o futebol, anunciou esta terça-feira o Comité de Ética daquela entidade.
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SÓCIOS!
"Concluiu-se que Jack Warner cometeu muitos e variados actos de má gestão continuada e repetidamente enquanto ocupou altos e influentes cargos na FIFA e na CONCACAF [Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caraíbas]", lê-se no comunicado do Comité de Ética.

Durante a sua actividade como dirigente, Jack Warner "foi uma figura-chave em esquemas de oferta, aceitação e recebimento de pagamentos ilegais e desconhecidos e outros esquemas para fazer dinheiro”, violando regras de conduta, lealdade, dever de revelação e cooperação, conflito de interesses, oferta e aceitação de prendas e outros benefícios e a obrigação das partes em colaborar, constantes no Código de Ética da FIFA.

A decisão foi tomada com base na investigação desencadeada em janeiro de 2015 na sequência do relatório resultante do inquérito ao processo de atribuição da organização dos Mundiais de 2018 e 2002, à Rússia e ao Qatar, respectivamente.

O afastamento definitivo do dirigente de Trindade e Tobago abarca a actividade nacional e internacional e produz efeitos desde 25 de setembro, data da notificação.

Warner, de 72 anos, enfrenta ainda um pedido de extradição feito pelas autoridades dos Estados Unidos, onde pendem sobre ele 12 acusações de fraude, crime organizado e branqueamento de capitais relacionadas com o escândalo de corrupção que abala a FIFA.

A justiça norte-americana acusou 14 pessoas, incluindo dirigentes e ex-dirigentes da FIFA e empresas de marketing desportivo, de receberem mais de 134 milhões de euros em subornos e pagamentos indevidos ao longo de duas décadas.

Jack Warner é acusado, entre outras coisas, de ter adquirido os direitos televisivos dos Mundiais de 2010 e 2014 ao presidente da FIFA, Joseph Blatter, por valores extremamente baixos.

* A melhor notícia do dia, falta Blatter. Com tanta fraude só falta saber se o seu carro é um WW.

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II-OLHO DE 
HÓRUS


1- OSÍRIS O SENHOR

DA REENCARNAÇÃO


O documentário apresenta a história de uma suposta organização sacerdotal hermética, pertencente à escola de mistérios conhecida como Olho de Hórus. Esta escola teria sido responsável pela orientação espiritual e a direcção dos destinos do povo egípcio durante milhares de anos.

Seu objectivo principal teria sido o de promover a elevação do nível de consciência dos egípcios através, principalmente, da construção de diversos templos sagrados ao longo das margens do rio Nilo. Além disso, os sacerdotes eram os zelosos guardiões da sabedoria acumulada desde tempos imemoriais, quando ainda "existia" o continente perdido da Atlântida.

A série foi baseada nas investigações do egiptólogo e matemático R. A. Schwaller de Lubicz e nas realizações da escola Olho de Hórus.

Para os antigos egípcios, havia um plano divino baseado na reencarnação destinado a que o homem experimentasse em sua própria carne as leis que determinam o funcionamento do universo. Vivendo um processo evolutivo através da acumulação de experiências ao longo de 700 "reencarnações", o ser humano, inicialmente um ser instintivo, ignorante, inocente e primitivo, poder-se-ia  transformar  num super-homem,  um sábio imortal.

Assim se produzia uma iluminação temporal do discípulo, durante a qual podia viajar conscientemente pelo tempo e pelo espaço.

O documentário original está dividido em 10 capítulos:
Capítulo 1: A Escola dos Mistérios.
Capítulo 2: O Senhor da Reencarnação.
Capítulo 3: A Esfinge, Guardiã do Horizonte.
Capítulo 4: A Flor da Vida.
Capítulo 5: O Complexo de Cristal.
Capítulo 6: A Máquina Quântica.
Capítulo 7: O Amanhecer da Astronomia.
Capítulo 8: O Caminho da Compreensão.
Capítulo 9: O Portal da Liberdade.
Capítulo 10: O Princípio Feminino.


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HOJE NO
"A BOLA"

Olympiakos
«Vencer o Arsenal é algo histórico»
 – Marco Silva
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O técnico português Marco Silva alcançou o feito histórico no comando do Olympiakos ao ser a primeira equipa grega a vencer em Inglaterra para a Liga dos Campeões, isto depois de garantirem os três pontos frente ao Arsenal (3-2).

«Não posso esconder que estou muito satisfeito. É algo histórico para nós, após todas as derrotas em Inglaterra. Para ganhar aqui é preciso saber sofrer e gerir a pressão. Essa é uma das chaves. Foi preciso resistir muito e correr muito quando o Arsenal tentava cansar-nos. Foi também importante não termos tido medo e continuar acreditar que poderíamos ganhar», afirmou Marco Silva.

* Estamos muito contentes por Marco Silva mas também por Vilas Boas e Nuno Espírito Santo, uns valentes.

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VIII-CIDADES 
OCULTAS

2 - NEW YORK

SOCIEDADES SECRETAS



* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


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HOJE NO
"DIÁRIO ECONÓMICO"

Empresas fabricantes de soro 
ameaçam cortar fornecimento 
pondo em risco hospitais

O funcionamento dos hospitais está em risco, com a iminência de deixar de receber soro, produto fundamental para suporte de vida dos doentes, uma vez que as empresas ameaçam cortar o fornecimento por falta de dinheiro.
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A denúncia é feita pela APORMED, Associação Portuguesa das Empresas de Dispositivos Médicos, que alerta para a taxa de 14,3 por cento, definida no Orçamento do Estado de 2015, imposta às empresas de venda de dispositivos médicos na área das Soluções Medicamentosas (Soros), uma taxa "incomportável" para um produto que já tem custos de fabrico elevados mas um preço de venda baixo (um litro custa entre 80 e 90 cêntimos).

"As soluções medicamentosas foram indevidamente colocadas no mesmo lote dos medicamentos inovadores, sobre os quais incide a taxa máxima. As empresas estão a pagar 14,3%, quando estes produtos por questão de baixa margem deviam estar equiparados a outros produtos como gases medicinais e derivados de sangue e plasma, que têm a taxa mínima (2,5%)", disse à Lusa João Gonçalves, Secretário-Geral da APORMED.

O responsável sublinha mesmo que os soros pertencem à mesma classificação atribuída pela Organização Mundial de Saúde aos derivados de plasma e de sangue e que tem "muitas parecenças" com os gases medicinais, ao contrário dos medicamentos inovadores que pertencem a "grupos totalmente diferentes".

Os soros são medicamentos para suporte vital e terapias cíticas, só usados em meio hospitalar: servem para manter o doente hidratado, para que o sistema cardio-circulatório funcione e para alimentar os doentes que chegam ao hospital sem a devida nutrição, explicou.

"Em qualquer emergência hospitalar, a primeira medida é colocar o soro, que no fundo é uma água esterilizada com diferentes solutos", acrescentou.

Segundo João Gonçalves, esta situação tem vindo a ser alertada junto das entidades competentes, nomeadamente a tutela, mas ainda não foi possível assinar um protocolo ou um acordo que permita que estes produtos sejam sujeitos à taxa mínima, como acontece com os outros.

O que acontece é que as empresas estão com dificuldade em suportar esta taxa, uma vez que este produto já tinha sofrido, nos últimos anos, uma "erosão de mais de 20% no preço".

Só que os "hospitais não podem passar sem estes produtos", mas o seu regular fornecimento está em risco de ser afectado, por incapacidade das empresas.

As consequências mais imediatas são o desinvestimento das empresas nesta área, ou, no caso das que se dedicam em exclusivo a estes produtos, a sua saída de Portugal.

* Os doentes sujeitos a morrer por uma guerra de taxas...


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EDUARDO DÂMASO

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O tabu de sempre

Desde o governo do Bloco Central, entre 1983 e 1985, que vivemos ciclos políticos contaminados por casos de corrupção. Desde aí que o combate à corrupção tem sido encarado pelos partidos de poder como um instrumento meramente retórico. O Bloco Central criou a Alta Autoridade Contra a Corrupção, que foi um nado-morto, com poderes limitados de auditoria e inexistentes de sanção. Não serviu para nada e, pelo contrário, agravou a doença do já de si muito debilitado sistema judicial à época, com um Ministério Público e uma PJ sem meios nem sensibilidade para enfrentar o crime económico.

O cavaquismo defendeu-se dos escândalos reforçando com prudência a PJ mas secundarizando o Ministério Público. Apregoava o reforço de meios da PJ mas deixava o MP do então procurador-geral Cunha Rodrigues a pão e água, sem meios técnicos e humanos. Mais: criou leis inaplicáveis, como o tráfico de influências, e com isso, o pântano de dinheiro negro, clientelismo e luvas em que vivemos há duas décadas.

Chegaram os socialistas com António Guterres e pouco ou nada mudou. O PS deu a Cunha Rodrigues uma parte do que ele pedia – lei orgânica e o estatuto do MP – mas logo a lua-de-mel se desfez com as investigações abertas a autarquias. Sócrates foi um tempo de guerra aberta às magistraturas e de desvalorização total da corrupção. O tabu que ia e vinha perpetuou-se e funciona como um adesivo na boca de todos. Já nem o PCP ou o BE falam do assunto. Hoje, com a ausência completa do tema da corrupção na campanha eleitoral, parece que vivemos num oásis de exemplaridade. Ilusão perigosa que, mais tarde ou mais cedo, vamos todos pagar caro.

IN "SÁBADO"
24/09/15

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644.UNIÃO


EUROPEIA



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HOJE NO
  "DIÁRIO ECONÓMICO"

Desenho de criança síria 
acende debate na Alemanha

É um desenho feito por uma criança síria, refugiada, e oferecido à polícia alemã. E está a alimentar o debate em solo germânico sobre o grau de abertura que a maior economia na Europa deve ter no que toca ao acolhimento de refugiados. Ontem foi a vez do presidente alemão, Joachim Gauck, sinalizar que há um "limite" ao número de refugiados que se pode acolher.
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O desenho mostra duas realidades completamente distintas: de um lado, a Síria, carregada de negro e vermelho de sangue, mortos, uma mulher ferida, uma criança em gritos, edifícios a serem destruídos. Do outro a Alemanha, com casas e prédios seguros, caminhos ordenados, uma família que chega com bagagens e sacos. Vários corações mostram o carinho pela Alemanha e pela polícia. A imagem deste desenho foi publicada no Twitter, a 24 de Setembro, pela polícia alemã: "Um presente de uma criança síria para a polícia alemã, em Passau. #speechless", lê-se no post, que já foi partilhado mais de oito mil vezes.

Como conta o ‘Washington Post', a imagem alimenta o debate entre aqueles que são favoráveis ao acolhimento do maior número de refugiados possível, e os que estão contra, duvidando até da autenticidade do desenho. No sábado, o ‘Spiegel Online' trazia a confirmação, pelo polícia Michael Piltz, de que o desenho lhe tinha sido oferecido a ele e a outros dois colegas, por uma menina refugiada.

Ontem, o presidente da Alemanha, Joachim Gauck, tentou unir a nação, dando voz à preocupação de alguns, mas sem colocar em causa a vontade de receber refugiados: "Queremos ajudar. Temos um grande coração. Contudo, há um limite para o que podemos fazer".

As declarações do presidente, que ocupa um cargo sobretudo representativo e com poucos poderes executivos, mas que é visto como uma voz de autoridade no país, surgiram na sequência de motins dentro de campos de refugiados, entre etnias diferentes. O último aconteceu no domingo, na cantina.

A chanceler alemã Angela Merkel tem mantido as portas do país abertas ao acolhimento de refugiados, dizendo-se preparada para receber cerca de 800 mil pessoas. Mas as sondagens mostram que a sua popularidade está em queda, desde que a crise dos migrantes confrontou de forma gritante a Europa.

* A xenofobia e os fantasmas financeiros em mancebia. Há dirigentes alemães que já não se querem lembrar do plano Marshal.

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48-BEBERICANDO

ORGASMO 
(FEMININO MASCULINO)

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 I - PÁTRIA JURÁSSICA
4-QUANDO OS DINOSSAUROS
REINAVAM NA TERRA



* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"

GNR
GNR registou 112 burlas contra idosos
.nos primeiros seis meses do ano

A GNR registou nos primeiros seis meses do ano 112 burlas contra idosos, menos 13 face ao mesmo período de 2014, um crime que vai ser um dos temas da Operação Idosos em Segurança, que começa na quinta-feira. 
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Em declarações à agência Lusa, o major Paulo Poiares adiantou que a operação, que arranca no Dia Internacional do Idoso (1 de outubro), visa alertar os idosos para este crime e apelar à sua denúncia. "Alguns idosos por vergonha, devido ao tipo de burla que são alvo, acabam por não fazer a denúncia e por isso consideramos que os dados podem não ser reais", disse Paulo Poiares.

GNR espancados por condutor

Um homem de 24 anos agrediu ontem de madrugada três militares da GNR de Alpiarça e um bombeiro, após ter sido conduzido ao posto por ter recusado fazer o teste de alcoolemia. 

O suspeito começou por injuriar os militares quando foi mandado parar no âmbito da operação de fiscalização. Como recusou fazer o teste ao álcool, foi levado ao posto da GNR, mas, à entrada, tentou agredir a patrulha. Ficou ferido quando o tentavam dominar. Foi chamada ao local uma ambulância dos Bombeiros Municipais de Alpiarça para lhe prestar assistência. 

Quando o homem já estava dentro da viatura, agrediu um dos bombeiros e envolveu-se em agressões físicas com três dos guardas. Bombeiro e militares da GNR ficaram com escoriações e tiveram de receber assistência hospitalar. 

Segundo o CM apurou junto de fontes policiais, o homem, residente em Alpiarça, foi detido há cerca de três semanas na sequência de uma agressão a outro indivíduo durante a Alpiagra, a feira agrícola da vila ribatejana.

GNR apreende material contrafeito
 em feira de Refojos

 Foram apreendidas 1.819 peças de vestuário. 

O destacamento territorial de Guimarães da Guarda Nacional Republicana realizou uma fiscalização aos vendedores da feira semanal de Refojos, Cabeceiras de Basto, tendo apreendido vário material contrafeito, foi esta terça-feira anunciado. 

Em comunicado, o Comando Territorial de Braga da GNR avança que a fiscalização decorreu na segunda-feira, pelas 11:30, tendo sido constituídos "nove arguidos, maiores, de etnia cigana, sete do sexo masculino e dois do feminino". Na fiscalização foram apreendidas 1.819 peças de vestuário, entre fatos de treino, camisas, blusões, polos, camisolas, casacos, calças e roupa interior, que tinham logotipos de várias marcas como Adidas", "Pepe Jeans", "Burberry", entre outras. Foram ainda confiscadas 30 malas com os logotipos das marcas de luxo "Prada", "Luis Vitton" e "Guess", 24 pares de botas com os logotipos das marcas "Timberland" e "Michael Kors". Com o logotipo das marcas "Adidas", "Levis" e "Lacoste" foram apreendidas 120 pares de sapatilhas. 

A GNR apreendeu também oito porta-moedas com os logotipos das marcas "Chanel" e "Louis Vuitton", além de duas carteiras com a marca "Guess".

* Os militares da GNR sujeitam-se a muito por um salário patético.

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Maciel Melo

Retinas



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HOJE NO
"OBSERVADOR"

225 anos depois, 
o Atelier Gessos Maceiro 
vai fechar portas

Eram 9h00 quando João Paulo Mourato abriu as portas do Atelier Gessos Maceiro pela última vez. Sentado num escritório apertado, admite que é “uma frustração”. Mostra os livros que, durante mais de 200 anos, ocuparam as prateleiras do atelier, um dos mais antigos dedicados à criação, preservação e restauro de peças em gesso em Portugal.
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“Isto é só pó”, diz apontando para o papel escuro. “Veio cá uma senhora do Museu de Arte Antiga, especialista em restauro de papel, e disse que os livros estão em boas condições. Como não os sei restaurar, prefiro não lhes mexer. Tenho medo de os estragar.”

Os livros, escritos em latim e ilustrados com fachadas, colunas e capiteis de antigos prédios alemães, são apenas algumas das peças que compõem o enorme espólio da empresa, criada em 1790 pela família Maceiro. Em cima de mesas e prateleiras, amontoam-se moldes de silicone, florões para tetos, rosetas, painéis e frisos. Tudo o que por ali se fez durante as últimas décadas — mas não só. Há moldes antigos, do século XVIII e XIX, e desenhos feitos a tinta-da-china e carvão.

Aqui e ali, encostadas às paredes, erguem-se colunas altas. Há capitéis, pilastras e até um busto em barro do General Ramalho Eanes. Tudo isso — e o que mais se encontre pela loja da Rua Luciano Cordeiro, em Lisboa — será vendido por João Paulo Mourato. A quem? A quem quiser comprar, pois claro. “Não dou nada a ninguém! Isto é um país a brincar, não é de gente séria. É gente saloia e mesquinha.”
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Sem ter quem desse continuidade ao negócio, durante oito anos, João Paulo Mourato trocou emails com instituições, ministros e chefes de gabinete, na esperança de que alguém quisesse adquirir o “espólio produtivo, documental, histórico e museológico” que foi acumulado durante 225 anos pela família Maceiros e seus descendentes. De todos, recebeu a mesma resposta: “Não há dinheiro”.

“Entre 2014 e 2015, pelo menos umas 40 pessoas visitaram o atelier”, confessa. Sentada à sua frente, a mulher, Maria José Sousa, sorri. Pintora de profissão, tomou as rédeas do atelier em 1993, altura em que a tia, então dona da Gessos Maceiro, lhe passou a empresa. “Quando o marido morreu, a tia dela ficou com a empresa. Então meteu cá um encarregado, que era filho da sobrinha. Mas ele foi-se
embora de repente, e desapareceram várias coisas daqui. Deixou a senhora em mais lençóis.”

 Maria José Sousa, que tinha estudado na Faculdade de Belas-Artes, era então professora. Como não gostava muito da profissão, aproveitou a oportunidade que lhe foi apresentada pela tia. Está à frente da Gessos Maceiro desde então, sempre com o apoio do marido. Este, engenheiro, confessa que o seu papel ali sempre foi o de organizador. “Quando vim para aqui, 30% do tempo era passado à procura dos moldes. Ninguém sabia onde estava nada!”

 Para facilitar o trabalho dos artesãos, João Paulo Mourato dedicou-se a catalogar as mais de 200 peças que constituem o espólio da empresa. “Também a informatizei. Criei uma página na internet em quatro línguas. Fui eu que fiz tudo, só comprei o esqueleto.” Até porque, “se eles conseguem criar um site, eu também consigo!”

Na altura, a loja funcionava na Avenida da Liberdade, no número 203. Aí, João Paulo e Maria José chegaram a empregar sete trabalhadores, entre os quais alguns prestadores de serviços que recebiam 20 contos por dia. “Tínhamos uma senhora que atendia ao público que recebia 80 contos, mais comissões. Por mês, chegava a tirar 160 contos. Dividíamos o bolo. Fazíamos isso para que todos se sentissem interessados no trabalho.”

“Não” atrás de “não” 
 Em 1996, surgiu a oportunidade de a Gessos Maceiro fazer uma (primeira) exposição, em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa. Depois de uma primeira reunião, ficou acordado que o Museu da Cidade ficaria encarregue de servir de elo de ligação entre a câmara e a empresa. Apesar do entusiasmo inicial, a câmara depressa caiu em silêncio.
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 Depois de alguns dias sem notícias, João Paulo Mourato lá conseguiu entrar em contacto com a então diretora do Museu de Lisboa, que lhe perguntou sem rodeios “quanto” é que queria. “Disse-me que não havia dinheiro e que talvez só desse para fazer a exposição ‘daqui a dois anos'”. Para o sócio-gerente da Gessos Maceiro, este foi “o primeiro embate”.

 Em 2006, Maria José Sousa adoeceu. O esforço de vários anos de trabalho fez com que desenvolvesse uma hérnia discal. “O atelier começou a ter um ritmo diferente, ficou semi-paralisado”, admite João Paulo Mourato. Foi nessa altura que contactou pela primeira vez a Fundação Ricardo Espírito Santo e lhe propôs que adquirisse o espólio. Apesar do interesse demonstrado, foi-lhe dito que a Fundação não tinha dinheiro.

O atelier ficou então “no limbo”. Os trabalhadores foram, a pouco e pouco, sendo dispensados, até que a empresa ficou apenas nas mãos de João Paulo e Maria José. Mas a doença da pintora, cada vez pior, fez com que a Gessos Maceiro permanecesse a meio gás. “Íamos abrindo, uma ou duas vezes por semana”, conta o marido.

Tentar arranjar soluções para os problemas parece ser a especialidade de João Paulo. Diz que aprendeu isso na faculdade. E foi exatamente isso que fez quando percebeu que não havia forma de continuar com a Gessos Macedo. Como não foi possível encontrar na família quem quisesse seguir o negócio, o sócio-gerente virou-se para as instituições locais.

Durante os oito anos que se seguiram, entre 2006 e 2015, retomou por diversas vezes o contacto com a Fundação Ricardo Espírito Santo que, apesar do interesse que sempre demonstrou, se recusou a acolher o espólio. Falou com a Santa Casa da Misericórdia, com o Ministério da Cultura e com a Câmara Municipal. Algumas das pessoas com quem falou até eram clientes da empresa. Mas, de todos, ouviu sempre que não havia dinheiro, mas que o espólio centenário “era muito interessante” e importante para a cultura.

“Todos quantos contactamos dizem e escrevem sobre a grande importância para a cultura nacional que tem o Atelier Gessos Maceiro, mas na verdade são os projetos apadrinhados politicamente e economicamente — como por exemplo foi a criação do Museu Berardo, o Museu dos Coches, para citar alguns — que recebem os apoios e o dinheiro dos contribuintes”, diz. Sobre o Museu Berardo chegaram até a dizer-lhe que, se não fosse por ele, não havia um Picasso em Portugal.
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“São uns saloios, uns mesquinhos e uns oportunistas”, admite sem receios. O problema, garante João Paulo, é não saberem apreciar a verdadeira arte. Porque o trabalho que se amontoa pelo Atelier Gessos Maceiros também é arte. E é por isso que o espólio será vendido, peça por peça, perdendo-se assim todo o saber e técnicas que foram acumulados durante mais de 200 anos de atividade. Mas João Paulo Mourato está tranquilo. “Não devo nada a ninguém e ninguém me deve nada a mim.”

* Mais uma nódoa sebenta nos responsáveis da cultura em Portugal.


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 ANTÓNIO COSTA
 NÃO NASCEU ONTEM



FONTE: ZAPATISTA


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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Mãe condenada por 
esfaquear pedófilo até à morte

Sarah Sands, mãe de cinco crianças, foi condenada a três anos e meio de prisão por assassinar o pedófilo cadastrado, Michael Pleasted, seu vizinho, acusado de molestar os seus filhos. 
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Os próximos três anos e meio na vida da britânica Sarah Sands serão passados na prisão, depois de ter sido hoje condenadada por um tribunal londrino por ter esfaqueado mortalmente o pedófilo cadastrado Michael Pleasted, 77 anos, que estava acusado de ter abusado sexualmente dos seus filhos, noticia a Sky News.

A mulher matou Pleasted, que já tinha cadastro por crimes sexuais, antes mesmo de este ir a julgamento pelos crimes mais recentes e que incluíam os abusos aos seus filhos.

O pedófilo estava em liberdade sob fiança a aguardar o julgamento por crimes sexuais contra três rapazes. No dia 28 de novembro do ano passado Sarah Sands muniu-se de uma faca e foi até ao apartamento de Pleasted em Canning Town, este de Londres, para o confrontar com o caso. A mãe solteira de cinco filhos descontrolou-se quando o pedófilo lhe disse que os seus rapazes eram uns mentirosos e que tinham arruinado a sua vida. A mulher pegou na faca e lançou um ataque que deixou a vítima a rastejar da sua sala de estar até sucumbir no corredor, esvaindo-se em sangue.

O juiz que sentenciou Sarah descreveu o caso como "único": "Este foi um caso em que a acusada se entregou à polícia sob um estado elevado de stress, nunca afastou a sua responsabilidade sobre o homicídio nem se quis livrar de provas e até demonstrou remorsos".
A mulher poderá sair em liberdade condicional após cumprir 11 meses de prisão.

* Um pedófilo é a mesma coisa que um taliban, viola crianças, só não vem dos países árabes.
Compreendemos a justiça mas compreendemos mais a mãe.

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DIFERENÇA...

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HOJE NO
"RECORD"

Pinto da Costa: 
«A Federação já está em Madrid 
para ver o Benfica»

Pinto da Costa aproveitou o final do encontro com o Chelsea para deixar um recado à Federação Portuguesa de Futebol, uma vez que nenhum representante da instituição esteve presente no Dragão.

"A equipa, a jogar assim, com esta determinação, abre boas perspetivas para poder ser apurada. O apoio foi constante, casa esgotada, só havia três ou quatro lugares vagos que eram destinados à Federação, que mais uma vez faltou. Eram os lugares do presidente e dos diretores", referiu aos jornalistas.
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"Foi uma noite feliz para o futebol português. Não sei se a FPF também estará feliz porque se calhar ainda nem sabe o resultado, digo daqui ao senhor presidente e diretores que o FC Porto ganhou 2-1 ao Chelsea. Estiveram cá responsáveis da Federação Espanhola, esteve o selecionador nacional com todo o gosto nosso, mas da FPF, como tem acontecido… Se calhar já estão em Madrid para ver amanhã o Benfica. Tinham medo de perder o avião. Mas também não fazem aqui falta nenhuma", continuou.

Por fim, o presidente do FC Porto falou mesmo em "desrespeito".

"É um desrespeito estando o FC Porto na Champions e tendo jogado recentemente com o Benfica, encontrar dirigentes nos jogos dos clubes da capital e aqui ninguém se digna a estar presente, mas mesmo sem esse apoio vamos vencendo e prestigiando o futebol português", concluiu.

* Somos portugueses e quando se trata de jogos internacionais somos absolutamente "portistas" quando o FCP participa.
Pinto da Costa mais uma vez tem razão.

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TODAS AS CRIANÇAS DEVEM SONHAR
E NÓS TEMOS UM PLANO



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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Proprietários de veículos falseados
 podem reclamar devolução de dinheiro

A lei portuguesa tem proteção para todo o tipo de compradores, explica a diretora do Centro de Arbitragem do Sector Automóvel -- CASA, Sara Mendes, mas os mecanismos de proteção são diferentes quando se trata de consumidores individuais ou de empresas e empresários em nome individual.

Segundo a mesma responsável, os consumidores individuais têm uma proteção legal mais ampla, especialmente aqueles com veículos dentro do período de garantia de dois anos.

Os que estão dentro deste prazo de garantia devem denunciar ao vendedor (não ao produtor) que tomaram conhecimento que existe uma desconformidade, nomeadamente através de notícias na comunicação social, e devem fazer a denúncia, de preferência através de carta ou 'email', dizendo que tomaram conhecimento de que o veículo adquirido não está conforme com o contrato de compra porque as declarações proferidas na venda e a descrição do bem não corresponde ao que o bem é.

As declarações da responsável da CASA à Lusa surgem depois de há 11 dias a Agência de Proteção do Meio Ambiente dos Estados Unidos ter acusado a Volkswagen de falsear o desempenho dos motores em termos de emissões de gases poluentes através de um 'software' incorporado no veículo e depois de a Volkswagen já ter reconhecido que 11 milhões de veículos do grupo em todo o mundo têm esse equipamento.
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"Os consumidores que tenham adquirido veículos nestas condições há menos de dois anos têm direito a que a conformidade do bem seja reposta e sem qualquer tipo de encargos", explica Sara Mendes.
Ou seja, prossegue a responsável, os consumidores podem recorrer a um de quatro mecanismos legais: a reparação, a substituição (por um veiculo igual, mas sem o problema detetado), a redução adequada do preço ou a resolução do contrato, com a consequente devolução do carro e o recebimento do valor pago na compra, sendo que a lei não é expressa quanto ao prazo para esta anulação do contrato.

No caso de o consumidor optar por resolver o contrato, o Código Civil prevê que tudo se passa como o contrato não tivesse sido celebrado, uma das partes entrega o veículo e a outra parte entrega o montante que recebeu.

Se o consumidor optar pela reparação, se ela for possível, o que Sara Mendes considera duvidoso, ou pela substituição do veículo, o vendedor tem 30 dias para fazer a reparação ou substituição, contando-se o prazo desde a data da denúncia.

"Se o vendedor não cumprir esse prazo de 30 dias, fica sujeito a um processo de contraordenação a instruir pela ASAE -- Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica, que pode dar lugar a aplicação de coimas entre 250 euros a 2.500 euros, se o vendedor for uma pessoa singular, ou de 500 euros a 5.000 euros, se for uma pessoa coletiva", explicou a diretora do CASA.

Além da denúncia junto do vendedor, o proprietário pode -- segundo a Lei de Defesa do Consumidor -- exigir também do produtor do veículo (não do vendedor) a reparação ou substituição, mas desde que o veículo tenha sido colocado em circulação até há 10 anos, pois o carro pode ter sido vendido há dois anos, mas ter estado num 'stand' (sem circulação) durante muitos mais anos.

Sara Mendes ressalva ainda que a lei determina que a opção que o consumidor fizer não deve constituir abuso de direito, promovendo assim o recurso aos mecanismos menos gravosos que permitam resolver a situação.

"Se for possível fazer uma reparação e resolver a situação, não se pode pedir a resolução do contrato. Mas neste caso [dos veículos Volkswagen] estamos perante uma situação em que a reparação não é um meio adequado para alterar esta situação porque estamos a falar de uma questão de fabrico e à partida não é possível uma reparação", explicou a diretora do CASA.

Se o vendedor não aceitar a proposta, de resolver ou substituir o contrato, o consumidor ou as empresas lesadas podem recorrer ao centro de arbitragem do setor automóvel (CASA) ou aos tribunais judiciais, tendo dois anos após a data da denúncia para o fazer.

Já nos casos em que a compra do veículo tiver sido feita há mais de dois anos, já fora do âmbito da Lei das Garantias, os consumidores têm os direitos previstos na Lei da defesa do Consumidor que diz que o fornecedor de bens deve informar o consumidor de forma clara, objetiva e adequada sobre as características do bem.

Esta obrigação de informar abrange ainda o produtor, fabricante, importador e todos os que estão na cadeia de produção até à entrega do bem, prevendo a lei o direito do consumidor a pedir uma indemnização por prejuízos ao vendedor do automóvel e ao produtor.

Provar os prejuízos em tribunal pode ser uma tarefa difícil, segundo Sara Mendes, mas no caso dos veículos da Volkswagen há já uma vantagem: "É que relativamente ao produtor parece estar demonstrada a violação do dever de informação porque a própria marca já assumiu que produziu informações que não correspondem à verdade".

Além destas regras específicas para o consumidor, dentro ou fora da Lei das garantias, o Código Civil estabelece regras para empresas ou empresários em nome individual, no que respeita à venda de coisas defeituosas, prevendo a reparação e a substituição dos veículos, com equipamento adulterado, mas que impõe uma dificuldade.

"O mais difícil neste caso é que a lei exige que o comprador do veículo prove que o vendedor usou de dolo, com intenção de induzir o comprador em erro, para conseguir vender aquele carro", concluiu.

* Se for proprietário dum veículo atingido pela fraude e quiser reclamar faça-o com apoio dum advogado, de livre iniciativa leva um bailarico dos advogados das empresas.

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LEGISLATIVAS/2015










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