sexta-feira, 25 de setembro de 2015

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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O QUE NÓS

  "NÃO IMAGINAMOS"!




- Veja o que aconteceu de 1998 a 2010.
- Em apenas doze anos tem crescido mais e mais
- Esta é a Estação Espacial Internacional (ISS).
- Observe o diagrama, crescendo pedaço a pedaço.
- E esteja atento às datas, na parte superior esquerda.
- Poucos imaginariam quanto a Estação Espacial cresceria até atingir este tamanho.
- Depois da animação terminada, clique na tabela do lado direito, para identificar cada parte.

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4-NEUROMARKETING

CIDADÃOS SOB A INFLUÊNCIA DA PUBLICIDADE

ÚLTIMO EPISÓDIO

* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS 
DA MADEIRA"

Dois portugueses partem hoje 
para ir buscar famílias refugiadas

Dois portugueses partem hoje com o objectivo de trazer duas famílias refugiadas para Portugal, uma missão que aos olhos do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) comporta alguns riscos, mas que outros veem como um procedimento possível de acolhimento.
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A ideia é de dois amigos que se conhecem já há bastantes anos, ambos pais de quatro filhos, que se sentiram "extremamente indignados" com tudo o que está a passar com os refugiados na Europa, mas também envergonhados por não estarem a fazer nada por aquelas pessoas.

Entre trocas de mensagens, um lançou o desafio ao outro: "Ele deixou subliminar que nós podíamos ir lá de carro buscar uma família e eu disse-lhe que tinha feito a revisão ao meu carro e que estava pronto para ir", contou Nuno Félix.

Quanto ao objetivo, é claro e está bem definido para estes dois amigos, que só querem que esta missão seja bem-sucedida.

"Cada um de nós traga uma família como a nossa para Portugal, para viver nas condições em que vivemos. Boas ou más, são bastante melhores do que aquelas em que eles se encontram e para isso vamos contar com o apoio e com a colaboração de ONG [Organizações não Governamentais] que estão no terreno neste momento a ajudar os refugiados", adiantou Nuno Félix.

Acrescentou que serão estas ONG, no caso a Cáritas Internacional, a indicar para que país em concreto é que os dois se devem dirigir, em que momento e a sinalizar que famílias estão dispostas a vir voluntariamente para Portugal.

Contactado, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) alertou para "os riscos que a iniciativa individual comporta".

De acordo com o SEF, os riscos têm que ver com "a questão da documentação dos refugiados, sendo que para deslocação até território nacional os cidadãos estrangeiros estão sujeitos às regras Schengen e à lei nacional sobre vistos".

"O SEF encoraja todos os que pretendem participar, a conjugar esforços e a contactar para o efeito o Alto Comissariado para as Migrações, entidade que ao nível do Grupo de Trabalho para a Agenda Europeia para as Migrações articula com a sociedade civil nesta matéria", referiu.

No entanto, o advogado Luís Filipe Carvalho é perentório em afirmar que "as famílias portuguesas que venham eventualmente a auxiliar a entrada destes refugiados em território nacional (...) não estarão a cometer qualquer crime".

"Primeiro porque não estamos num âmbito da imigração ilegal, segundo estão a realizar um procedimento de acolhimento que a lei do asilo prevê como sendo procedimento que o próprio Estado deve desenvolver, mas que não proíbe que isso seja realizado pela sociedade civil", explicou.
Por outro lado, em relação às famílias de refugiados que cheguem a Portugal, Luís Filipe Carvalho adiantou que "basta apresentarem o requerimento para afeitos de asilo e eventualmente a atribuição do estatuto de refugiados".

"Automaticamente veem a sua situação regularizada, até que esse processo de atribuição de asilo ou de estatuto de refugiado venha a ser concluído", adiantou o advogado, acrescentando que esse pedido pode ser feito junto de qualquer órgão de polícia, diretamente no SEF ou em qualquer posto de fronteira.

Nuno Félix garante que tanto ele como o amigo, Pedro Policarpo, pensaram bem e ponderaram todos os riscos, a partir do momento em que decidiram por a ideia em prática.

"Cada um de nós é responsável pela família que transportar no seu carro, e é responsável não só durante a viagem, mas após a sua chegada aqui a Portugal e terá de ter as capacidades e a responsabilidade de assumir todas as consequências que pode ser ter uma família destas a cargo", afirmou.

Os dois amigos partem hoje, pelas 19:00, e a primeira meta está estabelecida para Itália, onde esperam chegar dentro de dois dias e onde irão definir para onde irão a seguir.

* A solidariedade destas duas pessoas é extraordinária mas como o SEF refere é melhor actuar organizadamente e não em regime de free lancer.


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 II-JORNADA GEOLÓGICA


2-A GRANDE FENDA

 AFRICANA


* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


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HOJE NO
"DIÁRIO ECONÓMICO"

Subsídio de desemprego 
anulado a 2.523 pessoas

Apesar do número de anulações ter caído face ao período homólogo, registaram-se mais reclamações e o IEFP teve de devolver a prestação social a 92 pessoas.

Nos primeiros seis meses do ano, 2.523 pessoas perderam o direito ao subsídio de desemprego por incumprimento das obrigações perante os centros de emprego, menos 8% que no mesmo período do ano passado. Porém, as reclamações aumentaram e o subsídio acabou por ser reposto a 92 beneficiários. 
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Os dados constam do relatório de actividades da Comissão de Recursos do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) referentes ao primeiro semestre de 2015.

Embora o balanço semestral não aponte quais os principais motivos para as anulações, a falta de comparência às convocatórias e o incumprimento do dever de apresentação quinzenal nos centros de emprego são habitualmente as principais justificações. Outro dos motivos que leva à perda de subsídio é a recusa ou desistência de trabalho socialmente necessário, embora em menor escala.

A diminuição do número de anulações do subsídio de desemprego no primeiro semestre acompanha a tendência dos semestres anteriores, embora seja menos expressiva. Esta evolução poderá ser explicada pela entrada em funcionamento do processo de notificação automática no início do ano. Aliás, era expectável que, devido à nova metodologia, o número de anulações tivesse aumentado no primeiro semestre e não caído, como afinal aconteceu. 

Número de subsidiados caiu 21% 
De acordo com a Comissão de Recursos, a redução de 8% "poderá estar relacionada com o universo dos desempregados subsidiados, que desceu 21% face ao período homólogo do ano de 2014, designadamente por terem visto a sua situação laboral resolver-se ou por terem esgotado o direito ao subsídio de desemprego". Segundo as estatísticas da Segurança Social, em Junho havia 266.960 beneficiários do subsídio de desemprego contra 328.229 no mesmo mês do ano anterior.

A região de Lisboa e Vale do Tejo, que concentra o maior número de anulações do subsídio de desemprego, foi a única das cinco áreas geográficas a registar uma subida das anulações nos primeiros seis meses do ano. Foram 1.496 anulações, um aumento de 3% face ao período homólogo, revela o relatório da Comissão de Recursos (ver gráfico).

Apesar da diminuição das anulações no primeiro semestre, registou-se um acréscimo de 4% do número de reclamações face ao período homólogo. Ou seja, 273 beneficiários que viram o seu subsídio de desemprego anulado recorreram da decisão e, entre estes, foi dada razão a 92, que acabaram por ver reposta a prestação social.

A Comissão de Recursos do IEFP refere que ao longo do semestre manteve "um relacionamento próximo" com a Provedoria de Justiça, uma vez que há pessoas que reclamam junto deste órgão. O mesmo aconteceu com os CTT "já que parte dos recursos entrados na Comissão tem por base o incumprimento dos desempregados subsidiados, alegadamente por deficiências na distribuição postal", lê-se no documento.

O relatório mostra ainda que ficaram pendentes 22 processos de reclamações que entraram na Comissão no final do semestre anterior e que aguardavam ainda decisão.

* O governo criou mais 2.500 pobres.


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POLÍTICA E


FINANÇA


MISTURA FINA 


3-A MAFIA E O REGIME



4-A MAFIA E O BODE EXPIATÓRIO




* EXCELENTE TRABALHO DE REPORTAGEM DA "TVI24"
DEZEMBRO/2014


VOTE BEM

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HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"

PJ trava fraude milionária com subsídios 

Familiares apoderaram-se de 2,5 milhões em fundos comunitários. 

 Pai, filho e sobrinho, com idades entre os 29 e os 65 anos, eram todos administradores de um grupo empresarial, com firmas em vários países africanos e ligadas ao fabrico e venda de materiais de construção. Concorreram em 2011 a um fundo comunitário de 3,1 milhões de euros, mas cerca de 2,5 milhões não foram gastos em qualquer projeto. 
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EXEMPLAR
Os três empresários apoderaram-se do dinheiro e utilizaram um complexo esquema de branqueamento para o esconder. Quando perceberam que teriam de prestar contas, apresentaram a sociedade como insolvente. Segundo o CM apurou, o grupo – todos residentes em Águeda – constituiu uma sociedade anónima para aceder aos fundos comunitários. 

A referida sociedade veio a receber, efetivamente, cerca de 3,1 milhões de euros e, desse valor, 2,5 milhões não foram aplicados para os fins pelos quais foram concedidos. De acordo com a investigação, os valores ilicitamente obtidos "terão sido diluídos" no património pessoal dos suspeitos. 

O dinheiro foi ocultado através de faturação falsa que envolvia empresas portuguesas, espanholas e holandesas. Presos pela Polícia Judiciária de Aveiro, os três empresários foram libertados pelo juiz. Têm de prestar cauções de 50 e 100 mil euros. Estão proibidos de sair do País. 

* Se esta gajada trabalhasse para o bem Portugal seria outro.
Temos dúvidas que este vígaros não saiam do país.

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SANTANA CASTILHO

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Normalidade ou
anormalidade domada?

Será normal que os professores portugueses estejam coagidos a semanas de trabalho com duração superior às 48 horas?

A imagem que perdura neste início de ano lectivo é de “normalidade”. Pelo menos, como tal se vai falando na comunicação social, na ausência dos escândalos que marcaram o ano passado. Em plena campanha eleitoral, a Educação parece ser um grande tabu, protegida por um qualquer acordo entre os protagonistas, de referir pouco, de aprofundar ainda menos.

Domados, os professores regressaram aos seus postos, tristes, desmotivados e descrentes. Será normal que um professor possa ser contratado por uma escola, sem submissão a um concurso, quando a lei fundamental diz “que todos os cidadãos têm o direito de acesso à função pública, em condições de igualdade e liberdade, em regra por via de concurso” (artº 47, nº 2 da CRP)?
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Será normal que um professor, acabado de sair da escola de formação, ocupe um posto de trabalho numa escola, quando outro, do mesmo grupo de recrutamento, com dezenas de anos de contratos consecutivos com o ministério da Educação, fica no desemprego?

Será normal que a um professor com 30 anos de serviço num quadro de escola seja recusado um lugar em benefício de um colega recém-vinculado, em pleno período probatório, ou seja, sem sequer ter ainda um vínculo confirmado?

Será normal termos acabado de assistir a dezenas de casos de professores que, tendo um lugar de quadro e tendo concorrido para se aproximarem da residência, foram miseravelmente ludibriados, sem reacção adequada por parte dos sindicatos, por, afinal, a “vaga” para que concorreram não existir?

O Tribunal de Justiça da União Europeia tomou há dias uma decisão que visa impedir que, no espaço comunitário, se ultrapassem 48 horas de trabalho semanal. Diz a decisão que as deslocações de casa para o local de trabalho, sempre que esse local seja variável, passam a contar para o cômputo final a considerar no horário. Ora parece-me bem que os sindicatos estejam atentos ao precedente estabelecido pelo Tribunal de Justiça da União Europeia e inquiram, junto dos tribunais nacionais, se a norma se aplica aos professores itinerantes, cujos locais de trabalho são vários.

Será normal que os professores portugueses estejam coagidos a semanas de trabalho com duração superior às 48 horas, que o Tribunal de Justiça da União Europeia definiu como linha vermelha? Exagero meu? Então façamos um exercício, que está longe de configurar as situações mais desfavoráveis.

Tomemos por referência uma distribuição “simpática” de serviço, nada extrema, (há muito pior) de um hipotético professor com 6 turmas, 25 alunos por turma e 3 níveis de ensino (7º, 8º e 9º anos). Tomemos ainda por referência as 13 semanas que estão estabelecidas no calendário escolar oficial, como duração do 1º período lectivo de 2015-16. Continuemos em cenários que pequem por defeito: as turmas do mesmo nível são exactamente homogéneas, não necessitando de aulas diferentes, e o professor tem os mesmos alunos duas vezes por semana. Então, este professor terá que preparar 6 aulas diferentes em cada semana. Se pensarmos numa hora de trabalho para preparar cada lição (o que é mais que razoável), estaremos a falar de 6 horas por semana. Nas 13 do período, resultarão 78 horas.

O nosso hipotético professor vai fazer 2 testes a cada turma. Nas 13 semanas lectivas fará 12 testes. Voltemos a considerar apenas uma hora para conceber cada teste (concebê-lo propriamente, desenhar a grelha de classificação e digitar tudo requer mais tempo). Claro está que os testes têm que ser corrigidos. Se o nosso professor cobaia for razoavelmente experiente e despachado, vamos dar-lhe meia hora para corrigir cada um dos 300 testes. Feitas as contas, transitam para a soma final 162 horas.

O que se aprende tem que ser “apreendido”. Os exercícios de aplicação e de pesquisa são necessários. Então agora, com a “orientação para os resultados” com que o assediam em permanência, o nosso professor não pode prescindir dos trabalhos de casa e de outros tipos de práticas. Imaginemos que apenas pede um trabalho em cada semana e que vê cada um deles nuns simples 5 minutos. Então teremos de contabilizar mais 162 horas e meia, relativas a todo o período.

Se este professor reservar 2 escassas horas por semana para cuidar da sua formação contínua e actualização científica, são mais 26 que devemos somar no fim.

Acrescentemos, finalmente, as horas de aulas e as denominadas horas de componente não lectiva “de estabelecimento”. São mais 318 horas e meia. Somemos tudo e dividamos pelas 13 semanas, para ver o número de horas que o professor trabalhou em cada semana: 57 horas!

Além disto, há actividades extracurriculares, visitas de estudo, conversas com alunos e pais, reuniões que não caem dentro das horas não lectivas de estabelecimento e, em anos de exames, pelo menos, algumas aulas suplementares.

Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt)

IN "PÚBLICO"
23/09/15


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640.UNIÃO


EUROPEIA



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HOJE NO 
"OBSERVADOR"

Empresa de Sousa Cintra com concessão para explorar petróleo em Aljezur e Tavira

A Portfuel, do empresário Sousa Cintra, tem a partir desta sexta-feira a concessão para a exploração de petróleo nas áreas de Aljezur e Tavira, onde será feita pesquisa em terra com métodos tradicionais.
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DA BJECA RUMO AO PITROL
O presidente da Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC), Paulo Carmona, afirmou esta sexta-feira à Lusa que os contratos de concessão, pesquisa, desenvolvimento e produção de petróleo nas áreas designadas por Aljezur e Tavira preveem apenas pesquisa em terra, com recursos a métodos tradicionais, por um período de quatro anos.

Isto é, se houver exploração ou sondagem com métodos não convencionais, por exemplo ‘fracking’ (fratura hidráulica) /’shale gas’ (gás de xisto), terá de ser feito um estudo ambiental, acrescentou o responsável do organismo público que veio substituir a EGREP – Entidade Gestora de Reservas Estratégicas de Produtos Petrolíferos.

Segundo Paulo Carmona, “a Portfuel [Petróleos e Gás de Portugal] demonstrou interesse em fazer reconhecimento do terreno, porque acredita que há possibilidade de encontrar petróleo”, referindo que estes serão os primeiros estudos de pesquisa de petróleo nas duas localizações.

Desde 1981 foram feitos em Portugal 27 furos, sempre iniciativa de privados, que no seu conjunto investiram cerca de 1.000 milhões de euros na tentativa de encontrar petróleo, explicou.

Todos os furos foram abandonados “ou porque estavam secos ou porque a quantidade encontrada era insuficiente para justificar o investimento”, avançou o presidente da ENMC, realçando que todo o espólio decorrente dos estudos efetuados fica para o Estado, o que “permite ter um conhecimento profundo sobre o território”.

* Estamos em crer que  se a cerveja Cintra junto a  Santarém ainda fosse propriedade sua, iria levar uma corzinha e depois transformaria as bjecas em petróleo algarvio, "criatividade" não falta a Sousa Cintra.


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101 INVENÇÕES

 QUE MUDARAM 
 O MUNDO


PARTE PRIMEIRA



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  IV-ARQUIVOS SECRETOS

DA INQUISIÇÃO


1-O FIM DA INQUISIÇÃO



* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

José Sócrates foi 
"vítima de truques" do investigador

Acórdão que abriu processo aos arguidos contém críticas aos magistrados. Ex-primeiro-ministro só terá acesso aos autos depois das eleições.

Por unanimidade os juízes desembargadores Rui Rangel e Francisco Caramelo decidiram acabar com o segredo de justiça na "Operação Marquês". José Sócrates e os restantes oito arguidos vão ter acesso a todos os indícios recolhidos pelo Ministério Público, na sequência da decisão de ontem do Tribunal da Relação de Lisboa, que criticou a forma como foi gerido o segredo de justiça pelo procurador Rosário Teixeira e pelo juiz Carlos Alexandre, dizendo, segundo o acórdão, que nenhum arguido pode ser "vítima de truques" que o impeçam de ter acesso às provas que existem contra si.
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Na sequência desta decisão, os advogados do ex-primeiro ministro (que está em prisão domiciliária) anunciaram que vão hoje pedir a sua libertação imediata.

Este acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa - que, por outro lado, recusou, como alegava a defesa de Sócrates, que o inquérito já ultrapassou os prazos legais - surge na sequência de um recurso dos advogados sobre um despacho do juiz de instrução que, em abril deste ano, prorrogou por mais três meses o segredo de justiça no processo, como uma espécie de medida cautelar, uma vez que o TRL estava a analisar se a declaração de especial complexidade do caso foi bem ou mal decidida. Se a decisão do tribunal superior fosse negativa, os prazos do inquérito encurtariam, caso contrário (como veio a acontecer) a fase de investigação só terminaria no próximo mês.

E aqui começam as críticas dos juízes desembargadores: "Nunca tínhamos visto um pedido de prorrogação do segredo de justiça, como medida cautelar, baseando-se num outro processo que está a correr os seus termos no Tribunal da Relação." Segundo Rui Rangel e Francisco Caramelo, "não foi isto que o legislador pretendeu quando alterou o regime jurídico do segredo de justiça, nem esta invocação cautelar se enquadra no espírito e na letra da lei". Perante o caso em concreto, os desembargadores consideraram que "ou existem razões plausíveis de direito que mexam com a investigação (...) ou não faz qualquer sentido, sendo ilegal, abrir esta autoestrada de um segredo, sem regras e sem portagem". Mais: "Razões de ordem cautelar desacompanhadas de razões objetivas e concretas que possam comprometer o êxito da investigação não servem de todo", escreveram Rui Rangel e Francisco Caramelo.

No fundo, os desembargadores foram ao encontro das críticas que a defesa de José Sócrates tem feito ao facto de, desde novembro de 2014, quando o ex-primeiro ministro foi preso, não ter tido acesso aos indícios recolhidos pelo Ministério Público. Recorde-se que é suspeito de corrupção passiva, fraude fiscal e branqueamento de capitais e que está em prisão domiciliária desde o dia 5 deste mês, depois de ter estado detido preventivamente na cadeia de Évora desde novembro de 2014.

Ainda segundo o acórdão, "e o que é grave", é que "toda esta autoestrada do segredo, sem regras, passou sem qualquer censura pelo juiz de instrução, desprotegendo de forma grave os interesses e garantias da defesa do arguido, que volvido tanto tempo de investigação, continua a não ser confrontado, como devia, com os factos e as provas que existem contra si".

Povo vs. padre António Vieira
Perante as sucessivas decisões em manter o processo "Operação Marquês" em segredo de justiça, ambos os juízes desembargadores lamentaram ser "pena que entre nós não exista a cultura de que uma acusação será mais forte e robusta e, sobretudo mais confiante, consoante se dê uma completa e verdadeira possibilidade ao arguido de se defender". "E que não seja vítimas dos truques e de uma estratégia dos investigadores", acrescentam os desembargadores, aplicando o mesmo raciocínio ao "conhecimento cabal dos factos e das provas que lhe são imputados em sede de investigação, não fazendo com que o segredo de justiça sirva de arma de arremesso ao serviço da ignorância e do desconhecido".

Em resumo, o TRL decidiu que os arguidos em vez de terem só acesso ao que o Ministério Público quer, vão poder ver tudo: depoimentos de testemunhas, todas as escutas telefónicas, vigilâncias, cartas rogatórias, informação bancária, etc. Se o primeiro acórdão da Relação de Lisboa, que confirmou a prisão preventiva de Sócrates, em março, citou um provérbio popular - "Quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vêm" - o texto de Rui Rangel e Francisco Caramelo recorreu ao padre António Vieira: "Quem levanta muita caça e não segue nenhuma, não é muito que se recolha de mãos vazias."

Acesso, sim ou não?
Apesar de a decisão do Tribunal da Relação de Lisboa implicar, na prática, o acesso a todos os elementos do processo e não ser passível de recurso para o Supremo Tribunal de Justiça, José Sócrates só poderá ter acesso ao processo depois da eleições. Em causa uma opção jurídica que o Ministério Público (MP) ainda pode usar se decidir invocar a nulidade da decisão. Para isso, tem o prazo de dez dias para o fazer. Até lá, e até ao dia 4 de outubro, a decisão de consultar os autos fica suspensa. "Sen-do suscetível de arguir a nulidade da decisão da Relação, tem de se aguardar dez dias. Logo, o acesso ao processo não é imediato, não pode acontecer já amanhã", explicou o advogado Manuel Magalhães e Silva ao DN.

A lei prevê um prazo de dez dias para o Ministério Público arguir nulidade da decisão, se assim o decidir." E até lá, nada pode ser feito. O DN tentou saber junto da Procuradoria-Geral da República se irá recorrer a esse mecanismo previsto na lei, mas não obteve resposta. Já o recurso para o Supremo Tribunal de Justiça não é possível "porque a Relação não conhece o objeto do processo", frisou Manuel Magalhães e Silva. Os advogados de José Sócrates congratularam-se com a decisão do TRL. João Araújo, um dos defensores do ex-primeiro ministro, disse que agora é "jogo limpo".

* Nunca gostámos de Sócrates, gostos não se discutem, parece-nos que o texto do acórdão é um libelo acusatório contra os autores da instrução do processo. Desejamos justiça sem truques, sem ou com cadeia.


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Melanie

Ruby Tuesday

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HOJE NO
"RECORD"

Justiça suíça abre processo 
a Blatter e envolve Platini

O Ministério Público da Suíça abriu um processo criminal ao presidente da FIFA, Joseph Blatter, e implicou o líder da UEFA, Michel Platini, no escândalo de corrupção que abala o organismo que tutela o futebol mundial. Em comunicado, a procuradoria suíça esclarece que abriu um processo criminal contra Blatter "por suspeita de má gestão e apropriação indevida".
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Neste processo, também está envolvido Platini, candidato à sucessão de Blatter nas eleições de fevereiro na FIFA, por, alegadamente, ter recebido do suíço "um pagamento ilegal" de dois milhões de francos suíços (cerca de 1,8 milhões de euros). Ambos já foram ouvidos.

FIFA cada vez mais fragilizada
A FIFA foi abalada por um escândalo de corrupção em maio, a dois dias da reeleição de Blatter, num processo aberto pela justiça dos Estados Unidos e que levou a acusações a 14 dirigentes e ex-dirigentes.

No início de junho, Blatter apresentou a demissão, abrindo o caminho para novas eleições, marcadas para 26 de fevereiro.

Além de Platini, são também candidatos à presidência da FIFA o príncipe jordano Ali bin Al Hussein, antigo vice-presidente da FIFA, o sul-coreano Chung Mong-Joon, também antigo vice-presidente da FIFA, e o ex-futebolista brasileiro Zico.

* Blatter e Platini já fizeram muito mal ao futebol.


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E DEPOIS VAI PRÓ GINÁSIO


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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"
Oficinas portuguesas já recorrem 
a esquema ilegal em automóveis

A fraude que está na origem de um dos maiores escândalos do mundo automóvel já está a ser praticada em Portugal há algum tempo, embora com outras finalidades.

O esquema ilegal, revelado não é detetável nas inspeções periódicas. O filtro de partículas do motor retira do fumo de escape alguns dos poluentes perigosos que são libertados pelo motor a diesel. Quando este é removido, prática comum em dezenas de oficinas, esses poluentes são expulsos para a atmosfera.

A remoção do filtro de partículas traz alguns benefícios ao proprietário do automóvel, visto que estas peças causam problemas e podem ser dispendiosas de substituir ou reparar. A inspeção obrigatória periódica não verifica as partículas e o óxido de azoto emitidos, pelo que esta operação não é detetada.
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A prática, embora diferente do esquema ilegal dos motores da Volkswagen que foi revelado na sexta-feira passada e cuja extensão mundial se foi conhecendo ao longo desta semana, tem um impacto semelhante. Faz com que automóveis cujos níveis de poluição foram verificados e estavam dentro do limite legal passem a poluir descontroladamente quando são usados na estrada, sem que isso volte a ser detetado.

A Volkswagen está envolvida num escândalo por ter desenvolvido e implementado em milhões de automóveis um software que fazia com que os motores a diesel falseassem resultados positivos nos testes de controlo de emissões de gases e partículas poluentes. Esse software era capaz de fazer com que o carro emitisse dentro dos limites legais enquanto estava a ser testado, e poluísse muito acima desses níveis quando na estrada. O escândalo já levou ao lançamento de investigações por todo o mundo e à demissão do presidente da empresa, e obrigou a Volkswagen a retirar mais de meio milhão de carros das estradas norte-americanas.

* Não gostasse o "tuga" de vigarices, o exemplo vem das altas esferas do poder.

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RESOLVA


O PUZZLE

Peanuts Gang


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HOJE NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

Quase 200 mil contribuintes aderiram
 ao perdão de portagens

No total, os utentes pagaram voluntariamente 5,7 milhões de euros, aderindo ao regime de perdão de portagens que está em vigor desde o início de Agosto, segundo o Diário Económico desta sexta-feira. 
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Foram cerca de 200 mil os contribuintes que aderiram ao regime de perdão de portagens que está em vigor desde o início de Agosto.

Segundo o Diário Económico desta sexta-feira, até ao dia 24 de Setembro tinham sido feitos pagamentos de 5,7 milhões de euros, de acordo com dados avançados pela Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais.

O Regime Extraordinário de Regularização de Dívidas de portagens entrou em vigor a 1 de Agosto e termina no dia 29 de Setembro e que pode ser usado pelos utentes que não pagaram portagens até dia 30 de Abril deste ano.

Com este processo são perdoados juros de mora e reduzidas as custas do processo e de coima, desde que seja o contribuinte a ter a iniciativa de fazer o pagamento, que pode ser realizado no portal das Finanças.

A transferência da competência em cobrar as multas para o Fisco tem sido contestada dentro da própria máquina fiscal, visto que uma das consequências foi o aumento de processos instaurados e o entupimento dos tribunais.

* Pagam, não bufam e ainda pedem desculpa.

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NO ELEVADOR


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HOJE NO
"DESTAK"

Deputados brasileiros aprovam 
estatuto que define família como 
união entre homem e mulher

A comissão especial que discute o Estatuto da Família na Câmara dos Deputados do Brasil aprovou na quinta-feira o texto principal de um projeto de lei que restringe o conceito de família à união entre homem e mulher. 
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IMAGEM DO NOVO ESTATUTO DA FAMÍLIA BRASILEIRA
O texto foi aprovado com 17 votos a favor e cinco contra, numa sessão de cinco horas marcada por muitas discussões entre os parlamentares e protestos de manifestantes de movimentos de defesa dos direitos dos homossexuais.

De autoria do deputado Anderson Ferreira, do Partido da República, a proposta, em apreciação desde 2013, teve como relator o deputado federal Diego Garcia, do Partido Humanista da Solidariedade, que definiu a família, no seu parecer, como a união entre homem e mulher por meio de casamento ou união estável, ou a comunidade formada por qualquer um dos pais e os filhos. 

* Gandas reacionários, no conceito destes gajos família pode ser constituída por um gajo que mata a mulher, ou um filho.

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LEGISLATIVAS/2015











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HOJE NO
"i"
Cai a denúncia do BE em Setúbal: 
"Estado vai pagar 55 milhões por ano" pela subconcessão do Metro de Lisboa

A líder bloquista esteve esta noite no jantar-comício em Setúbal com a cabeça-de-lista pelo distrito, Joana Mortágua.

"O que nos disse ontem o Diário da República (DR) é que estaremos a pagar 55 milhões de euros de uma concessão do Metro de Lisboa (ML), enquanto no público pagaríamos 32 milhões de euros". A denúncia, surgiu esta noite por parte da coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) Catarina Martins, que comentou o contrato da subconcessão dos serviços de transportes da Carris e do ML assinado ontem, à porta fechada, entre o governo de  Passos Coelho e grupo espanhol Avanza.
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Durante um jantar-comício em Setúbal, que juntou, entre outros, o mandatário nacional António Chora e a cabeça-de-lista pelo distrito, Joana Mortágua, a líder do BE considerou que "a falta de transparência e as sucessivas negociatas" das Parcerias Público Privadas (PPP) do governo de direita só vão prejudicar os contribuintes. "O contribuinte paga, e o privado recebe sempre". Mas existe uma solução para travar uma "das maiores PPP dos últimos anos", de nome BE: "Isto chama-se assalto, mas nós vamos travá-lo" já no pós legislativas, argumentou.

O "anexo escondido" no DR, como lhe chamou Catarina Martins, revela que o contrato terá um prazo  até 1 de Julho de 2024, em que o ML "deverá pagar uma retribuição anual,  que terá o montante de 461.830.806 milhões de euros mais IVA". Porém, a líder bloquista não deixou escapar uma das alíneas “escondidas" e, perante uma plateia cheia, avisou: "Se as receitas de bilheteira não atingirem o valor mínimo será o Estado a pagar.” Pois se Passos e Portas têm entoado a música “Amigos para Siempre", a máxima responsável pelo BE estraga a canção,  dizendo que "esses amigos só se forem estes concessionários a quem deram generosas borlas".

Antes de Catarina, Joana Mortágua falou, com inspiração divina, nos "três milagres da direita". O primeiro veio do ministro da Economia Pires de Lima que disse em 2013 que o país estava melhor, o segundo o da multiplicação do défice e o terceiro o da multiplicação da austeridade.

Os três serviram para que a número um por Setúbal tenha também feito durante a churrascada no Largo Doutor Francisco Soveral o seu apelo ao voto: "A direita não tem mais nada a apresentar se não mais austeridade,e o PS prega a mesma 'bíblia' do tratado orçamental, no próximo dia 4 de Outubro, dominados na guerra, rebeldes nos terão.”

* Fomos consultar o D.R., o que Catarina Martins disse é verdade, está lá escarrapachado.

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IA SENDO A DERRADEIRA


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HOJE NO
"A BOLA"
Bilhetes para a Liga portuguesa estão
 na lista dos mais caros do Mundo
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Um estudo apresentado pela empresa ´GoEuro´, em colaboração com a ´Onefootball´, revela que, entre uma lista de 25 países de todo o Mundo, Portugal é nono no que respeita à cobrança mais elevada por bilhetes para os jogos de futebol, como pode ler esta sexta-feira em A BOLA.

De acordo com o referido estudo, o preço médio das entradas na Liga portuguesa é de 32,56 euros, ultrapassando os preços cobrados pelas ligas alemã, dinamarquesa, belga, argentina, brasileira e japonesa.

No entanto, utilizando os rankings da UEFA e da FIFA, na relação entre a qualidade das ligas e o preços dos bilhetes Portugal aparece no terceiro lugar, estando apenas abaixo da Alemanha e Espanha.

* Concluindo:
- O português, adepto do futebol só pode ser da classe alta, a classe média não tem dinheiro para pagar um bilhete de 32€ a não ser que seja subsidiado.
- Se na relação qualidade/preço o futebol português está em terceiro lugar do ranking, não existe razão para o futebol existir com práctica tão comezinha.


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