quinta-feira, 25 de junho de 2015

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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43-ACIDEZ 
FEMININA
FOTOS ÍNTIMAS




A IMPRESCÍNDIVEL TATY FERREIRA


* Uma produção "ACIDEZ FEMININA" - BRASIL


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YELLOW




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PARK






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XXXI- O UNIVERSO

1-OS FENÓMENOS MAIS

ESTRANHOS DO ESPAÇO




* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


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A VERGONHOSA HISTÓRIA

DO PETRÓLEO


 I- O SEGREDO DAS SETE IRMÃS

2-TEMPESTADES E
 FORTUNA NO DESERTO




* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


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PEDRO IVO CARVALHO

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Seis meses para isto?

Parece que foi ontem. Mas não foi. O Governo grego já tem meio ano de vida. Nasceu de punhos cerrados, esperneando por entre os despojos de uma Europa que escorraçou mais de 20 milhões de almas para o desemprego. Para muitos, o Syriza foi o agitador certo no momento ideal. Os gregos podiam alumiar o caminho. Ou, pelo menos, forçar a discussão em torno de uma fórmula austeritária que quis ensinar--nos a todos que é melhor empobrecer com dignidade e viver do que desembainhar a espada e morrer sozinho na batalha. O programa distintivo de Atenas começou por ser uma afronta, passou a utopia, virou teimosia e acabou, a fazer fé nos contornos do acordo em vias de ser alcançado, numa tremenda capitulação perante aqueles que, no princípio, no meio e no fim, sempre deram as cartas do jogo. Os credores.
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No xadrez da diplomacia, todos tratarão de encontrar uma saída vitoriosa para a contenda. A Comissão Europeia, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu esfregam as mãos, missão cumprida tatuada no peito, projetando para o Mundo a imagem do pequeno tiranete que acha que teve sempre razão; Alexis Tsipras e Yanis Varoufakis, o mediático dueto grego que, sozinho, foi amparando os golpes de Bruxelas, dirá ao eleitorado helénico que podia ter sido pior se não tivesse sido a sua astúcia e bravura negociais. Mas a verdade é que dificilmente podia ter sido pior para a Grécia. Dificilmente podia ter sido pior para o projeto europeu.

Meio ano de avanços, recuos, ameaças, amuos e faltas de respeito de ambas as partes deram nisto: a resposta que a Europa parece ter encontrado para uma das suas mais graves crises de identidade foi a já testada em Portugal, na Irlanda e em Espanha: aumentar os impostos e as contribuições de cidadãos e empresas. Mais austeridade. Seis meses para isto? Para acabarmos com os gregos a depositarem 93% das suas medidas de controlo do défice na velha receita fiscal e contributiva? Perversamente, ao esticar as negociações, Atenas deu ao acordo um caráter de absoluta urgência, facilitando, dessa forma, o trabalho de quem sempre quis navegar em mares menos turbulentos.

Agora, um entendimento pode não ser, necessariamente, um final feliz. Conseguirão os gregos impor uma cultura interna de cumprimento das medidas? E conseguirá o Syriza explicar ao parceiro de coligação e ao Parlamento que não teve duas caras, uma para os gregos e outra para a senhora Merkel?
Seis meses depois, os gregos estão mais pobres e a Europa está mais dividida. Alguém quer reclamar vitória?

IN "JORNAL DE NOTÍCIAS"
24/06/15


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548.UNIÃO


EUROPEIA




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HOJE NO
 "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Assinar ecografia antes de abortar assemelha-se a "pena acessória"

Teresa Leal Coelho, deputada do PSD, discorda da iniciativa, mas apoia projeto para acabar com a isenção de taxas moderadoras em caso de Interrupção Voluntária da Gravidez. 

A deputada social-democrata Teresa Leal Coelho defendeu hoje que a medida contida na iniciativa de cidadãos pelo "direito a nascer" de obrigar à assinatura pela mulher de uma ecografia antes da IVG "é no mínimo uma pena acessória".
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"Discordo absolutamente", declarou Teresa Leal Coelho à Agência Lusa, que disse, por outro lado, concordar com o projeto de PSD e CDS-PP para pôr fim à isenção de taxas moderadoras em caso de Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG).

No dia 3 de julho o parlamento vai discutir um projeto da maioria para equiparar a IVG aos outros atos médicos e aplicar taxas moderadoras seguindo o regime geral e uma iniciativa legislativa de cidadãos que propõe diversas medidas, como mostrar à mulher e fazê-la assinar uma ecografia antes da IVG, e também o fim da "equiparação entre maternidade e IVG" para efeitos de prestações sociais e taxas moderadoras.

"Assinar uma ecografia parece-me no mínimo uma pena acessória. Está absolutamente fora de questão fazer exigências legais seja a que ato médico for", declarou.

Sobre o fim da isenção de taxas, Teresa Leal Coelho não vê "inconveniente, desde que sejam salvaguardadas as isenções previstas", que incluem os menores de 18 anos e utentes em situação de insuficiência económica.

No mesmo sentido, a deputada do PSD Francisca Almeida concorda com o fim da isenção de taxas, mas rejeita as restantes medidas da iniciativa legislativa de cidadãos "como ter de assinar uma ecografia e um conjunto de propostas que, sob a capa da proteção da natalidade, o que querem é desfazer o que foi aprovado" anteriormente com a lei da IVG.

"Assinar a ecografia é manifestamente desajustado", declarou, considerando que se deve fazer pedagogia sobre a matéria e também incrementar o planeamento familiar.

A conferência de líderes parlamentares tinha decidido no dia 17 deste mês não agendar a discussão desta iniciativa legislativa de cidadãos, propondo que transitasse para a legislatura seguinte, o que foi decidido com o acordo de todos os partidos.

O presidente da Assembleia em exercício na altura, Guilherme Silva (Assunção Esteves estava em visita oficial à Guiné-Bissau) ficou incumbido de comunicar aos proponentes, explicando-lhes que a iniciativa caducava caso fosse discutida na generalidade e depois o processo legislativo não fosse concluído na especialidade e com votação final global. Sem iniciar a votação em plenário, poderia ser discutido na legislatura seguinte.

A Rádio Renascença avançou na quarta-feira que a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, tinha-se comprometido com a discussão desta iniciativa e ficou desagradada com a tentativa de adiamento, tendo-se desdobrado em contactos nos últimos dias para tentar garantir que fosse debatida até às férias.

* Em contraste com a genérica boçalidade do PSD, Teresa Leal Coelho já assumiu por diversas vezes posições de protecção aos mais frágeis, não tentem passar a imagem de que a IGV é boa para grávidas preguiçosas, há quem se manifeste contra a IGV mas depois vão abortar a Espanha.


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A CULPA É DA VACA




O vídeo está em Castelhano, fácil de entender e também fácil perceber a mensagem.


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6 - DICIONÁRIO 

   
DE ECONOMÊS

H O L D I N G




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HOJE NO
 "RECORD"

Mundial'2015: 
Portugal-Chile, 6-0

 Com um arranque de segunda parte em grande estilo, Portugal derrotou esta quinta-feira a congénere do Chile por 6-0, naquela que terá sido a melhor atuação portuguesa em França.
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Apuramento para as meias-finais assegurado, fase na qual defrontará a Argentina. Assim, será a quarta vez consecutiva que lusos e argentinos se defrontam nesta fase - sempre com vitória sul-americana...


Portugal-Chile

Árbitros: Xavier Bleuzen (França) e Matteo Galoppi (Itália)

Portugal: Ângelo Girão e Pedro Henriques (guarda-redes), Valter Neves, Rafa Costa, Diogo Rafael, Telmo Pinto, Gonçalo Alves, Hélder Nunes, Jorge Silva e João Rodrigues
Selecionador: Luís Sénica

Chile: Lucio Armijo e Felipe Quintanilla (guarda-redes); Gonzalo Andrade, Marc Figa, Juan Pablo Diaz, Bastían Osorio, Felipe Castro, Armando Quintanilha, Nico Fernandez, Nicolas Carmona Felipe Quintanilha
Selecionador: Mauricio Llera

* QUEREMOS A TAÇA

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António Chainho

Escadinhas do Duque


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HOJE NO
 "JORNAL DE NOTÍCIAS"

Tribunal censura gestão de 
Menezes e Marco António

O relatório preliminar do Tribunal de Contas censura a gestão da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. As contas e orçamentos entre 2008 e 2012 não serão verdadeiros.
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AMIZADES DESTAS SÃO PARA TODA A VIDA
As contas e os orçamentos da Câmara de Gaia e respetivas empresas municipais, entre 2008 e 2012, não traduziram uma "imagem verdadeira e apropriada da situação financeira do município". É o Tribunal de Contas que o garante, num relatório preliminar de auditoria orientada ao endividamento municipal, em que são tecidos 11 "fortes juízos de censura" principalmente a Luís Filipe Menezes e a Marco António Costa, atual vice-presidente e porta-voz do PSD. 

* Ninguém tinha dúvidas, carago!

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Campeonato Mundial


de Ginástica Acrobática


2010


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HOJE NO
 "JORNAL DE NEGÓCIOS"

Relatório de "avaliação" de Carlos 
Costa aprovado, Governo já pode
 efectivar nomeação

Os socialistas abstiveram-se na votação do relatório da audição da personalidade indicada pelo Governo para liderar o Banco de Portugal. O Bloco não esteve presente. O nome volta agora para o Governo, que efectivará a nomeação.
O Parlamento já aprovou a nomeação de Carlos Costa para o segundo mandato no Banco de Portugal. O relatório que foi feito da audição indicada pelo Executivo, da responsabilidade do social-democrata Carlos Silva, foi aprovado pelos partidos da maioria e pelo PCP.
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O relatório é, na prática, a transcrição da audição do ainda governador no primeiro mandato a 12 de Junho. Não são feitos quaisquer comentários nem é dada uma qualquer avaliação à sua intervenção, conforme noticiou o Negócios.

Sendo elaborado pelo social-democrata Carlos Silva, o documento tinha já aprovação garantida por parte do PSD e do CDS. O PCP também votou favoravelmente já que, para os comunistas, o documento é apenas uma transcrição da audição em que Carlos Costa foi ouvido como indigitado.

Já o Partido Socialista absteve-se. O Bloco de Esquerda não esteve presente na reunião.

A apreciação e votação do relatório da audição foi levada a discussão da comissão parlamentar de Orçamento e Finanças esta quinta-feira, 25 de Junho, depois de reunião adiada de ontem. Mesmo que houvesse uma rejeição por parte do Parlamento, o que não seria expectável, a audição tinha apenas um carácter consultivo.

Governo já pode formalizar recondução
Após a aprovação no Parlamento, o relatório sobre a audição a Carlos Costa será enviado para a secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade. O Governo fica assim em condições de poder formalizar a recondução do actual governador do Banco de Portugal, intenção anunciada a 28 de Maio.

A nomeação de Carlos Costa para um segundo mandato à frente da entidade de supervisão terá ainda de ser aprovada em Conselho de Ministros. O governador, cuja primeira designação ocorreu em Junho de 2010 pela mão do executivo socialista liderado por José Sócrates, é agora reconduzido para um novo mandato de cinco anos pela maioria PSD/CDS. Uma escolha que o PS acusou de "partidarização".

* Aos governadores do Banco de Portugal, façam as asneiras que fizerem sai sempre um prémio.

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DOUTRO SÉCULO

COMÉRCIO NOS USA

1930















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HOJE NO
 "DESTAK"

Direitos humanos no Brasil
. desrespeitados com más condições
. das prisões, corrupção e trabalho 
forçado - EUA

O desrespeito aos direitos humanos no Brasil ocorre principalmente com as más condições das prisões, a corrupção, o trabalho forçado e o tráfico sexual, inclusive de crianças, segundo um relatório divulgado hoje pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. 

GUANTANAMO É BRASIL?
Outros problemas apontados pelo relatório, que se refere a 2014, foram a violência e os abusos das forças de segurança do Estado, a tortura em reclusos, a violência e a discriminação contra mulheres e meninas, agressões contra crianças, conflitos com indígenas e discriminação com homossexuais.

Segundo o relatório, não há informações que confirmem mortes por motivação política, mas, sim violência pelas forças de Estado, principalmente nas áreas mais pobres e favelas e em casos de vingança contra testemunhas.

Corrupção e violência doméstica entre os principais problemas em São Tomé - EUA

Os principais problemas de Direitos Humanos em São Tomé e Príncipe dizem respeito às más condições nas prisões, corrupção de agentes oficiais e violência doméstica, indica um relatório do Departamento de Estado norte-americano relativo a 2014. 
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NOVA YORK É EM S. TOMÉ?
O mesmo documento acrescenta que "alguma descriminação da sociedade contra as mulheres [também] constitui um problema" e nota que o Governo tentou, sem êxito, investigar e punir abusos por parte de membros dos órgãos administrativos.

"Apesar de o Governo ter dado alguns passos para investigar e julgar responsáveis que cometeram abusos, raramente foram punidos. A impunidade foi um problema" em São Tomé ao longo de 2014, indica.

EUA criticam persistência da violência policial e sobre a mulher e morosidade 
na justiça em Cabo Verde

Cabo Verde é um país "politicamente estável", mas onde persiste a violência policial sobre presos, violência baseada no género e morosidade na Justiça, indica hoje um relatório do Departamento de Estado norte-americano sobre os Direitos Humanos no mundo.
18 CRIANÇAS ASSASSINADAS EM CONNECTICUT, SERÁ EM CABO VERDE?

No relatório sobre a situação em 2014, divulgado hoje em Washington, é indicado também que o arquipélago cabo-verdiano tem ainda problemas como o abuso sexual de crianças, exploração sexual de jovens e trabalho infantil, além de serem "comuns" casos de violência doméstica e de discriminação social contra a mulher, vítima ainda de assédio sexual.

"Embora o Governo tenha tomado medidas para criminalizar funcionários públicos que cometam violações aos Direitos Humanos, o processo é lento", lê-se no documento que, na parte reservada a Cabo Verde, conta com sete páginas, em que são discriminadas sete secções sobre aspetos ligados aos direitos humanos no país.

Violência contra mulheres e 
crianças "ensombra" direitos humanos
 em Portugal - Relatório

Um relatório do Governo norte-americano, hoje divulgado, aponta a Portugal várias violações dos direitos humanos, como violência sobre mulheres e crianças, tráfico de pessoas para exploração sexual e laboral e uso da força policial excessiva contra detidos.

O relatório de 2014 do Departamento de Estado norte-americano, sobre direitos humanos, refere ainda, no que toca a más práticas de Portugal, a detenção de pessoas que procuram asilo, a discriminação e a exclusão social de ciganos, a diferença salarial entre homens e mulheres e a prática da mutilação genital feminina entre a comunidade da Guiné-Bissau residente no país.

NÃO SÃO PORTUGUESAS!
Em particular, sobre o sistema prisional e judicial, o documento enumera o abuso e o uso da força excessiva da polícia e dos guardas prisionais sobre detidos e reclusos, a sobrelotação e a insalubridade das prisões, o menosprezo da Polícia Judiciária pelos direitos dos detidos, o tempo prolongado da prisão preventiva, a negação do contacto de reclusos com familiares e advogados e a integração no mesmo espaço de reclusos jovens com adultos e de presos preventivos com condenados.

Guiné-Equatorial ignora Estado de 
Direito, permite torturas e matança indiscriminada - EUA

O Departamento de Estado norte-americano considera que o regime na Guiné Equatorial ignora as regras de um Estado de Direito, permite que a polícia pratique a tortura e nega a liberdade de expressão, de imprensa e de associação. 


TELEFONE QUE LIGADO AOS TESTÍCULOS
DÁ CHOQUES ELÉCTRICOS
FICA NA GUINÉ EQUATORIAL?
"Os mais significativos problemas de Direitos Humanos [na Guiné Equatorial] são o desrespeito pelo Estado de Direito e o direito a um processo judicial justo, incluindo o uso de tortura e força excessiva por parte da polícia; ausência de liberdade de expressão, de imprensa, de assembleia e de associação; e corrupção administrativa generalizada", indica o relatório de 2014 do Departamento de Estado norte-americano.

Outros problemas de direitos humanos incluem "a impossibilidade de os cidadãos escolherem o seu governo através do direito de voto em eleições justas e livres; assassínios arbitrários e ilegais; abuso de detidos e de reclusos e fracas condições nas prisões e nos centros de detenção".

Estados Unidos apontam tortura e homicídios da polícia em Angola

Os Estados Unidos apontam casos de tortura e homicídios praticados pela polícia em Angola, entre outros abusos, segundo o relatório anual internacional sobre os direitos humanos, divulgado hoje pelo Departamento de Estado norte-americano. 

PRISÃO AMERICANA EM ABU GHRAIB FICA EM ANGOLA
De acordo com esta análise, relativa a 2014 e feita por país, entre os principais abusos dos direitos humanos registados em Angola contam-se punições "cruéis, excessivas e degradantes", incluindo "casos de tortura e espancamento" sobre cidadãos.

O documento, consultado pela Lusa, acrescenta, sobre Angola, que se verificaram "homicídios praticados pela polícia e outros agentes de segurança", bem como "limites à liberdade de reunião, de associação, de expressão e de imprensa", além de "corrupção oficial e impunidade". 

* Estranhamente os Estados Unidos são incapazes de reflectir sobre as atrocidades aos direitos humanos que ocorrem todas as horas de todos os dias naquele país. Somos contra a violência e hipocrisia.


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DESENFARRUSCANDO-SE


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HOJE NO
 "i"

Calor começa a levar pessoas
 às urgências

Os maiores hospitais do país estão a preparar-se para o aumento da afluência do Verão. E já se sente uma maior procura.

O calor que se fez sentir nas últimas semanas aumentou o número de pessoas a recorrer às urgências de alguns pontos do país. A tendência não é geral, mas os hospitais de S. João, no Porto, e S. José, em Lisboa, registam já um ligeiro aumento de afluência. Para os próximos dias está previsto um aumento das temperaturas no Centro e no Sul do país. Os responsáveis reiteram as recomendações da Direcção-Geral da Saúde: boa hidratação, evitar exercício ao sol e ter cuidado em particular com as pessoas mais vulneráveis, idosos, crianças e doentes crónicos.

O i fez uma ronda pelos maiores hospitais e estão todos a preparar-se para o Verão, embora o impacto do calor não se sinta ainda em todo o lado. No Norte, onde as temperaturas não têm estado tão elevadas, só o S. João acusou um aumento de afluência, na casa dos 5%, passando de 436 doentes/dia no último mês para uma média de 456 doentes/dia nas nas duas últimas semanas.


João Jaime, director do Serviço de Urgência Polivalente do CH
S. João, explica que por isso houve também um aumento da demora para observação, mas há um plano de contingência para temperaturas adversas em vigor para assegurar que se mantém uma resposta adequada nas próximas semanas. Já em Lisboa, o Centro Hospitalar Lisboa Central, que integra o Hospital de S. José, dá conta de um aumento ligeiro na procura face aos últimos meses.

Período de férias  
Tendo em conta que se aproxima o período de férias, a unidade admite recorrer nas próximas semanas em situações muito pontuais à prestação de serviços de modo a assegurar as escalas da urgência. João Jaime, do S. João, adianta que não há registo das clássicas insolações, tendo havido apenas um caso de indisposição devido a exercício físico excessivo debaixo do sol.

Nota-se também um aumento do número de casos de cólicas renais, também associados ao efeito de calor, e daí ser aconselhável uma boa hidratação dos doentes crónicos. Já o Centro Hospitalar de Lisboa Central informa que os efeitos do calor se verificam sobretudo no agravamento de doenças respiratórias crónicas, doenças cardiovasculares e num aumento dos casos de desidratação em idosos.
Plano de contingência Em Santa Maria não se regista até ao momento uma maior afluência às urgências. Fonte oficial informou contudo que o plano de contingência está a ser posto em prática e que o hospital está mais bem preparado que no passado para o Verão, com nova climatização e filtros nas janelas.

No Amadora-Sintra, segundo o i apurou, o serviço de observação tem estado cheio, mas esta tem sido a situação habitual nos últimos meses, com apenas duas semanas de maior acalmia. 

Já no Algarve, por agora, tudo calmo, e a procura até está abaixo do normal, informou a unidade. No Centro Hospitalar do Algarve, os atendimentos nas urgências chegam a duplicar no pico Verão. No ano passado em Agosto registaram-se mais 70% de idas às urgências dos hospitais de Faro e Portimão que na média dos primeiros meses do ano.

Portugal começou em 2004 a pôr em prática um plano de contingência para as ondas de calor, em 2011 substituído pelo Plano de Contingência para Temperaturas Extremas Adversas – Módulo Calor 2014.

Alertas 
 O plano é activado a 15 de Maio e prolonga-se até 30 de Setembro com três níveis de alerta. Caso as temperaturas excedam durante vários dias os valores que constituem perigo para a saúde, há instruções para reforçar o acompanhamento de idosos e outras pessoas institucionalizadas e assegurar a capacidade de resposta das unidades de saúde. Os alertas podem ser acompanhados no site da DGS e ontem a situação era normal para a época em todo o país.

Os dois últimos anos com piores registos são 2003 e 2010. Em 2003 uma onda de calor que se prolongou em algumas zonas por mais de duas semanas foi associada a 1953 mortes, sobretudo de idosos com mais de 75 anos.

Em 2010 houve um excesso de mortalidade durante o período de Verão de 1684 mortes. Já no ano passado, apesar de se terem registado duas ondas de calor (pelo menos cinco dias consecutivos com temperaturas acima da média), não houve mais mortes do que é habitual nesta altura do ano. 

* TOME NOTA
Para além de ter muito cuidado com doenças cronicas toda a gente tem de beber muita água e dar especial atenção às PERNAS, se "incharem" recorra ao  médico.


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MAIS PARA A PRUDÊNCIA

DO QUE PARA
A INOCÊNCIA

MULHERES NA POLÍTICA

SARAH PALIN

PRINCESA MADALENA

HILARY CLINTON

ANGELA MERKEL

MICHELE OBAMA

KATE MIDLETON

LAURA BUSH E 
CONDOLEEZZA RICE

NANCY PELOSI

MARIA ELENA BOSCHI

MICHELLE VITTORIA 
BRAMBILLAM

JULIA BONK

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HOJE NO
 "A BOLA"

«É sempre especial conquistar uma medalha de ouro» - Telma Monteiro

A judoca portuguesa estava naturalmente satisfeita por ter conquistado a medalha de ouro nos Jogos Europeus, que decorrem em Baku, no Azerbaijão. Telma lembrou até que não se .
«É sempre especial, para mais sabendo que não estava na minha melhor forma, pois vinha de lesão», afirmou Telma Monteiro, relembrando a caminhada que valeu a medalha de ouro:

«Sabia que não estava na minha melhor forma, por isso fui até ao meu limite no primeiro combate. Mantive-me focada nos combates seguintes, seguindo uma estratégia, e, felizmente, consegui conquistar a medalha de ouro.»

A competição nos Jogos Europeus serviu também para atribuir os títulos continentais, com Telma já condecorada com o ouro por cinco vezes (duas em -52 kg e três em -57 kg), além de uma outra medalha de prata e cinco de bronze. Falta mesmo é a medalha nos Jogos Olímpicos:

«É a única medalha que me falta, mas vou continuar a trabalhar com esse objetivo.»

* Já o repetimos diversas vezes a ciência, a cultura e o desporto são as áreas que dão grandes alegrias aos portugueses, a política e a finança  dão náuseas, quando não nos esvaímos numa caganeira.


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DUELO 'DANÇANTE'


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HOJE NO
 "AÇORIANO ORIENTAL"

Portugal lidera consórcio europeu para
. desenvolver novo tratamento para cancro

Portugal lidera um consórcio europeu que se propõe desenvolver uma nova terapia para o cancro, que mata o tumor sem causar danos nas células saudáveis, como acontece com as terapêuticas convencionais como a quimioterapia.
 
O investigador Gonçalo Bernardes, coordenador do projeto, lembrou à Lusa que "as drogas que são atualmente usadas não conseguem distinguir a célula saudável de uma célula cancerígena".
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Nesse sentido, adiantou, o que o consórcio pretende fazer "é conjugar essas drogas com umas moléculas que se chamam anticorpos, que são específicos para moléculas que estão presentes na superfície das células cancerígenas e, dessa forma, direcionar as drogas convencionais para as células cancerígenas".

Segundo Gonçalo Bernardes, coordenador do Laboratório de Biologia Química e Biotecnologia Farmacêutica do Instituto de Medicina Molecular de Lisboa (IMML), podendo aumentar-se a concentração das drogas tóxicas no tumor, sem atingir as células saudáveis, aumenta-se a eficácia do tratamento e a eliminação de células cancerígenas.

A equipa de trabalho, que agrega 30 a 40 elementos, espera usar este novo tratamento como primeira medicação para o tratamento do cancro, de qualquer tipo de cancro, tendo em conta o seu estado de desenvolvimento.

O projeto obteve um financiamento de 2,5 milhões de euros para quatro anos, do programa europeu de bolsas "Ações Marie Curie", que permitirá criar a nova classe de moléculas - os anticorpos conjugados com moléculas tóxicas - e testá-la em ratinhos.

Do consórcio europeu fazem parte instituições académicas e laboratórios farmacêuticos de Portugal, Espanha, Reino Unido, França, Alemanha, Áustria e Suíça.
Portugal está representado pelo IMML e pela Faculdade de Farmácia de Lisboa.

* Mais  uma investigação, liderada por uma empresa portuguesa, de crucial importância. Os Vascos da Gama são agora outros mas continuam a dar novos mundos ao mundo.

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 A ORIGEM DO CONTO DO VIGÁRIO


Vivia há já não poucos anos, algures, num concelho do Ribatejo, um pequeno lavrador, e negociante de gado, chamado Manuel Peres Vigário.
Da sua qualidade, como diriam os psicólogos práticos, falará o bastante a circunstância que dá princípio a esta narrativa. 

Chegou uma vez ao pé dele certo fabricante ilegal de notas falsas, e disse-lhe: «Sr. Vigário, tenho aqui umas notazinhas de cem mil réis que me falta passar. O senhor quer? Largo-lhas por vinte mil réis cada uma.» «Deixa ver», disse o Vigário; e depois, reparando logo que eram imperfeitíssimas, rejeitou-as: «Para que quero eu isso?», disse; «isso nem a cegos se passa.» O outro, porém, insistiu; Vigário cedeu um pouco regateando; por fim fez-se negócio de vinte notas, a dez mil réis cada uma.
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Sucedeu que dali a dias tinha o Vigário que pagar a uns irmãos negociantes de gado como ele a diferença de uma conta, no valor certo de um conto de réis. No primeiro dia da feira, em a qual se deveria efectuar o pagamento, estavam os dois irmãos jantando numa taberna escura da localidade, quando surgiu pela porta, cambaleando de bêbado, o Manuel Peres Vigário. Sentou-se à mesa deles, e pediu vinho. Daí a um tempo, depois de vária conversa, pouco inteligível da sua parte, lembrou que tinha que pagar-lhes. E, puxando da carteira, perguntou se, se importavam de receber tudo em notas de cinquenta mil réis. Eles disseram que não, e, como a carteira nesse momento se entreabrisse, o mais vigilante dos dois chamou, com um olhar rápido, a atenção do irmão para as notas, que se via que eram de cem. Houve então a troca de outro olhar.
O Manuel Peres, com lentidão, contou tremulamente vinte notas, que entregou. Um dos irmãos guardou-as logo, tendo-as visto contar, nem se perdeu em olhar mais para elas. O vigário continuou a conversa, e, várias vezes, pediu e bebeu mais vinho. Depois, por natural efeito da bebedeira progressiva, disse que queria ter um recibo. Não era uso, mas nenhum dos irmãos fez questão. Ditava ele o recibo, disse, pois queria as coisas todas certas. E ditou o recibo – um recibo de bêbedo, redundante e absurdo: de como em tal dia, a tais horas, na taberna de fulano, e «estando nós a jantar (e por ali fora com toda a prolixidade frouxa do bêbedo...), tinham eles recebido de Manuel Peres Vigário, do lugar de qualquer coisa, em pagamento de não sei quê, a quantia de um conto de réis em notas de cinquenta mil réis. O recibo foi datado, foi selado, foi assinado. O Vigário meteu-o na carteira, demorou-se mais um pouco, bebeu ainda mais vinho, e daí a um tempo foi-se embora.
Quando, no próprio dia ou no outro, houve ocasião de se trocar a primeira nota, o que ia a recebê-la devolveu-a logo, por escarradamente falsa, e o mesmo fez à segunda e à terceira... E os irmãos, olhando então verdadeiramente para as notas, viram que nem a cegos se poderiam passar.
Queixaram-se à polícia, e foi chamado o Manuel Peres, que, ouvindo atónito o caso, ergueu as mãos ao céu em graças da bebedeira providencial que o havia colhido no dia do pagamento. Sem isso, disse, talvez, embora inocente, estivesse perdido.
Se não fosse ela, explicou, nem pediria recibo, nem com certeza o pediria como aquele que tinha, e apresentou, assinado pelos dois irmãos, e que provava bem que tinha feito o pagamento em notas de cinquenta mil réis. «E se eu tivesse pago em notas de cem», rematou o Vigário «nem eu estava tão bêbedo que pagasse vinte, como estes senhores dizem que têm, nem muito menos eles, que são homens honrados, mas receberiam.» E, como era de justiça foi mandado em paz.
O caso, porém, não pôde ficar secreto; pouco a pouco se espalhou. E a história do «conto de réis do Manuel Vigário» passou, abreviada, para a imortalidade quotidiana, esquecida já da sua origem.
Os imperfeitíssimos imitadores, pessoais como políticos, do mestre ribatejano nunca chegaram, que eu saiba, a qualquer simulacro digno do estratagema exemplar. Por isso é com ternura que relembro o feito deste grande português, e me figuro, em devaneio, que, se há um céu para os hábeis, como constou que o havia para os bons, ali lhe não deve ter faltado o acolhimento dos próprios grandes mestres da Realidade – nem um leve brilho de olhos de Macchiavelli ou Guicciardini, nem um sorriso momentâneo de George Savile, Marquês de Halifax.
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Contado por Fernando Pessoa
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(publicado pela primeira vez no diário Sol, Lisboa, ano I, nº 1, de 30/10/1926, com o título de «Um Grande Português». Foi publicado depois no Notícias Ilustrado, 2ª série, Lisboa, 18/08/1929, com o título de «A Origem do Conto do Vigário».

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