quarta-feira, 29 de abril de 2015

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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PASSEANDO A CADELA















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  COMO NÓS 


  "SOFREMOS"!



NEPAL

UM MILHÃO DE CRIANÇAS
 EM RISCO


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* Uma  produção "EURONEWS"


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 AMERICAN HEALTH

















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  A DESPESA

PÚBLICA(cont.)




CLIQUE EM "Programa OLHOS NOS OLHOS"

Se no dia do programa, 27/04/2015, não teve oportunidade de ficar mais esclarecido sobre o tema, dispense-se tempo para se esclarecer agora, este programa é extenso mas terrivelmente claro e polémico.

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HOJE NO
 "i"

Facebook. 
Este jogo está a aterrorizar
 os pais em França

Há um novo jogo que está a deixar os pais em pânico. O desafio é lançado através do Facebook e a ideia é desaparecer durante 72 horas sem avisar ninguém.

De acordo com o “Daily Mail”, este jogo tem intrigado a polícia e desesperado os pais. Na semana passada, uma jovem de 13 anos desapereceu no norte de França, durante três dias. Quando regressou a casa recusou-se a contar o que tinha acontecido ou a dizer onde tinha estado. A adolescente apenas disse que tinha estado a cumprir o “Jogo das 72”.

Já em 2014, as autoridades francesas tiveram problemas com outro desafio, também ele muito perigoso. Os jovens participantes tinham de se atirar ao rio caso não quisessem ter de pagar um jantar a quem os tivesse desafiado. Este tipo de brincadeira acabou por resultar na morte de um jovem, que se atirou à água preso a uma bicicleta.

Há até um grupo organizado contra os jogos perigosos para crianças que se mostra cada vez mais preocupado. “Temos feito de tudo para conseguir alertar os pais para a possibilidade de os filhos estarem envolvidos neste tipo de jogos”, avança ainda a mesma publicação.

* O facebook é tenebroso, haja coragem para o banir das nossas vidas.

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DONNA


KARAN


FULL FASHION SHOW
NEW YORK
PRIMAVERA/VERÃO
2015

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HOJE NO
 "A BOLA"

Três portugueses qualificados para os 
16 avos de final do Campeonato do Mundo

Marcos Freitas (8º no ranking mundial), João Geraldo e João Monteiro estarão presentes nos 16 avos de final do Campeonato do Mundo, que se disputa na China, e tentam agora alcançar um lugar nos oitavos de final da competição.
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No quadro de singulares masculinos, Marcos Freitas venceu o japonês Masaki Yoshida, por 4-2, defrontando agora o alemão Patrick Franziska.

João Geraldo, que derrotou Kit Kwan Ho, por 4-3, irá ter como adversário na próxima fase o bielorrusso Vladimir Samsonov.

João Monteiro impôs-se por 4-0 frente ao sueco Kristian Karlsson e encontrará na quinta-feira o alemão Timo Boll.

* No ténis de mesa estamos com um conjunto de jogadores  de muito alto nível.


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 II - GRANDES EXPLORADORES
 2-DAVID
LIVINGSTONE

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


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HOJE NO
 "DIÁRIO DE NOTÍCIAS 
 DA MADEIRA"


Mulheres imigrantes prostituem-se na
. Sicília para pagar dívidas aos traficantes

Algumas nigerianas alojadas no centro de acolhimento de imigrantes de Mideo, na Sicília, recorrem à prostituição para pagar aos traficantes a travessia do Mediterrâneo, denunciou em entrevista à Lusa Emiliano Abramo, representante da Comunidade de Santo Egídio na região.
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"Algumas mulheres têm dívidas para com os traficantes e têm de pagá-las quando chegam a Itália. Por isso veem-se obrigadas a prostituir-se (...) Outras são [mesmo] obrigadas por algumas pessoas [traficantes] a fazê-lo", disse Emiliano Abramo à Lusa.

Segundo o representante da Comunidade de Santo Egídio, os traficantes chantageiam estas mulheres, ameaçando matar os seus pais, caso não recebam o dinheiro da travessia, e, por vezes, também lhes pedem resgates em troca da libertação dos familiares, raptados em África.

* Um mundo cão.


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MARIA JOÃO AVILEZ

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O anti-vencedor antecipado?

Aguardam-se vozes a dizer “presente” para analisar e debater o que aí ficou: duas escolhas, dois caminhos, duas concepções de sociedade, duas ideologias, assinadas pelos dois partidos de poder no país

1. Sem sombra de surpresa há… despesa garantida e receita duvidosa; há muito Estado e nenhum estímulo ao emprego pelas empresas; há muito consumo e o seu cortejo de importações; há imenso crescimento e nenhuma razão para o obter. Há enfim, no documento do PS “Uma década para Portugal”, muita fé e pouca realidade.

A única surpresa é a (misteriosíssima) fé socialista mas em quê? Neles próprios? Numa varinha mágica? Em se acharem “naturalmente” melhores e por isso capazes de “acabar com a austeridade em metade do tempo do Governo”, como titulava puerilmente um jornal de referência? Ou fé na mera alternância vista como um milagre que tudo resolve, “mudando, logo conseguirei”? Porventura fé na ideologia que conduziu as mãos que embalaram o documento, mas ela vai ter pela frente dois obstáculos: a fantasia e a actual desconfiança dos portugueses.

A primeira, mais perigosa, traduzida no modo (fantasioso…) como por vezes o documento se relaciona com a realidade, alternando a leveza com a pura intermitência. A segunda, mais difícil de gerir: semeada pela crise e adubada por quatro anos pesados, a desconfiança ensinou aos portugueses a olhar de soslaio para qualquer coisa mesmo que longuinquamente comparável com promessas de amanhãs mais doces (não é sequer preciso que cantem). O povo pode estar cansado, farto, desanimado. Mas não é por isso que vai ir em cantigas.

Tantos anos e alguns desastres económicos depois, o PS esqueceu tudo e não lamenta nada? Ou este “relatório”, para satisfazer as pretensões dos gregos, teve também de atender aos clamores dos troianos? (Felizmente que o demencial imposto sucessório nunca será para cumprir. Não se trata de ser de esquerda ou de direita, serão os portugueses todos a recusá-lo.)

Não é preciso saber muito de economia nem ter grandes pergaminhos na matéria para perguntar como farão os socialistas quando as receitas (previsivelmente) tardarem? Quem patrocinará esse, digamos, “atraso”? Quem pagará a prosápia de “acabar com a austeridade em metade do tempo” quando a realidade mostrar não se poder “dispensá-la” nem tão depressa, nem tão cedo? Quem financiará slogans e arroubos de a todo o custo “ser diferente” do caminho já andado desde Junho de 2011?

Desaproveitando o que já se provou ser aproveitável e deitando ao lixo o que estava novo ou era reciclável?
O pior porém é que nada disto é indiferente, porque não é indiferente a Portugal. Que o PS seja geneticamente “assim” (gastar e depois logo se vê como pagar ou, melhor, como “renegociar” as dividas acumuladas) não é apenas “lá com eles”. É connosco. Apesar da desconfiança – que é real -, não se exclui que haja gente zangada com o Governo e por isso tentada pela mera “mudança” ou que haja até quem, mesmo não acreditando no Pai Natal (fora de época, ainda para mais), se possa deixar escorregar no tão português “logo se vê”. Daqui a um sobressaltado regresso à enésima falência da história de Portugal, pode ir um passo? Pode, mas com uma diferença: no fim da linha já não estará absolutamente ninguém para assinar o cheque de resgate algum.

É como com os remakes: são sempre piores.

2. Isto dito, saúdo vivamente o duplo gesto do PS: que tenha produzido este documento e que o tenha publicitado. Discordar de um modelo ou rejeitá-lo politicamente não impede o reconhecimento da capacidade de iniciativa nem da seriedade com que nele se terá trabalhado. É o meu caso face a este exercício dos socialistas.

Mais: a partir de agora – o que não é de somenos – há novo fermento para amassar o debate público. Não sei se haverá resposta e vontade mas, com elas ou sem elas, o que não há é desculpa. Aguardam-se pois (já estou a aguardar) vozes a dizer “presente” para analisar e debater o que aí ficou: duas escolhas, dois caminhos, duas concepções de sociedade e as duas respectivas ideologias que as suportam, assinadas pelos dois partidos de poder no país.

Pode haver falta de comparência ao debate, mas (aviso à navegação), poderá haver pior. Seria péssimo sinal se o rancor, o ressentimento, a fulanização, o insulto, a intriga, as más maneiras, se sobrepusessem à boa-fé e a inteligência nesta oportunidade que nos conferem a coligação e o PS de pensar um pouco melhor e mais longe o que queremos colectivamente. Não se pode consentir que os ácidos efeitos da crise sejam mais fortes que os deveres que o país exigem a qualquer um. Como seja o de participar e intervir no desenho do seu futuro. Por muito que “país” ou “dever” sejam palavras que – reconheço-o – tenham caído em grande desuso.

3. Em toda esta caminhada do PS/Costa há um paradoxo interessante que ultimamente se tornou ainda politicamente mais interessante, talvez porque já não é possível disfarçá-lo ou fazer de conta que não existe: está aí, à vista desarmada. Falo da dissintonia entre a percepção, ou a “impressão”, que o PS pode ganhar as eleições do outono – que já foram maiores, mas isso agora não interessa – e o caminhar do seu líder. A percepção de vitória não coincide com quem a encarna.

Não há nada do vencedor antecipado em António Costa: nem o pensar, nem a atitude, nem o pisar, nem sequer o tom de voz, muitas vezes despropositadamente estridente. E nem sequer a segurança. Pelo contrário, o que temos testemunhado – basta não estar distraído – é um misto de hesitar e tropeçar, de avançar e recuar; de um pensamento que um dia olha para um lado e no dia seguinte aplaude o outro; do uso claudicante da autoridade política junto dos seus, da agressão verbal e da rejeição liminar como exclusiva forma de crítica ao que quer que o Governo decida, escolha ou produza.

António Costa não parece ter o futuro planeado (se tivesse, ziguezagueava tanto?) nem as coisas “domesticadas” à sua frente. Para não evocar a sua sempre lembrada (por ele) indisponibilidade para algo sequer de parecido com consensos, acordos, convergências. (Portugal não lhe interessa nada?)
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Nada disto encaixa muito bem no perfil mais ou menos habitual do político em vésperas de ganhar a sua mais fundamental batalha: um misto de serenidade, segurança, confiança, autoridade e na mão uma bússola de tão bom fabrico que impeça desvios grosseiros na rota previamente decidida.

Mas há rota ou há só uma ideologia datada e que não provou?


IN "OBSERVADOR"
24/04/15


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495.UNIÃO


EUROPEIA





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HOJE NO
 "DIÁRIO ECONÓMICO"

Liberland já recebeu 250 mil pedidos
 de atribuição de cidadania 

O Estado da República Livre de Liberland ainda não oficialmente reconhecido por nenhum outro país já recebeu 250 mil pedidos de atribuição de cidadania.

A mais recente micro-nação do Mundo situa-se numa ‘terra de ninguém' entre a Sérvia e Croácia, com uma área de cerca de sete quilómetros quadrados.

Um antigo político e financeiro analista checo, Vít Jedlicka, fundou este novo Estado a 13 de Abril e já tem em campo uma estratégia de ‘branding'.

O lema é "Vive e deixa viver" e a bandeira, com fundo amarelo, simboliza o capitalismo e os mercados livres e a liberdade.

Os outros elementos da bandeira de Liberland - uma árvore, o Sol e um rio - traduzem, respectivamente, as ideias de abundância, de energia e do rio Danúbio, onde o novo Estado está localizado. 

* Terão Socrates e Ricardo Salgado efectuado pedido de cidadania a esta "coisa" que pretende ser país.

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O MEU INSTRUMENTO



4-BAIXO


ACÚSTICO


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FONTE: TRAMA RADIOLA



* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


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69.O MELHOR
 DA ARTE

06.GRANDES PINTORES

PORTUGUESES


PAULA REGO 


A ARTE BRUTA/2


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Paula Rego nasceu a 26 de Janeiro de 1935 em Lisboa.

Oriunda de uma família republicana e liberal.Paula Rego tem ligações às culturas inglesa e francesa, iniciou seus estudos no Colégio Integrado Monte Maior, seguindo para a St. Julian's School em Carcavelos onde os professores cedo lhe reconheceram o talento para a pintura. Incentivada pelo pai a prosseguir o seu desenvolvimento artístico fora do Portugal Salazarista dos anos 50 partiu para Londres, onde estudou na Slade School of Fine Art, até 1956. 

Conheceu o pintor Victor Willing (1950-1999), com quem se casou em 1959. Entre 1959 e 1962 viveu na Ericeira. Numa ida a Londres, conheceu o pintor Jean Dubuffet, referência determinante na sua criação artística, usualmente definida como Arte bruta. Ao longo da década de 1960 assina exposições colectivas em Inglaterra e, em 1966, entusiasma a crítica ao expôr individualmente, na Galeria de Arte Moderna da então Escola de Belas-Artes de Lisboa.

Na década de 1970, com a falência da empresa familiar, vende a quinta da Ericeira e radica-se em Londres. Torna-se bolsista da Fundação Calouste Gulbenkian para fazer pesquisa sobre contos infantis, em 1975, e figura com onze obras na exposição Arte Portuguesa desde 1910 (1978), dominado pelas colagens. Volta à pintura, mais livre e mais directa, retratando o mundo intimista e infantil, inspirado em dados reais ou imaginários, com figuras de um teatro de crianças de Victor Willing (o macaco, o leão e o urso), interpretando as histórias que Paula inventa. 

A obra literária de George Orwell inspira-a no painel Muro dos Proles (1984), com mais de seis metros de comprimento, onde estabelece um paralelismo com as figuras de Hieronymus Bosch.

Dá uma viragem radical na sua obra com a série da menina e do cão. A figura feminina assume claramente a liderança na acção, enquanto o cão é subjugado e acarinhado. A menina faz de mãe, de amiga, de enfermeira e de amante, num jogo de sedução e de dominação que continua em obras posteriores. Tecnicamente as figuras ganham volume, o espaço ganha solidez e autonomia, a perspectiva cenográfica está montada. Em 1987, Paula Rego assina com a galeria Marlborough Fine Art, o passo que faltava para a divulgação internacional.

A morte do seu marido, também nesse ano, é assinalada em obras como O Cadete e a Irmã, A Partida, A Família ou A Dança, de 1988. A convite da National Gallery, em 1990, vai ocupar um ateliê no museu e pintar várias obras inspiradas na colecção. Desse período destaca-se Tempo – Passado e Presente (1990-1991).

Em 1994, realiza a série de pinturas a pastel intitulada Mulher Cão, que marca o início de um novo ciclo de mulheres simbólicas.

Impõe a sua consciência cívica em Aborto (1997-1999), numa crítica ao resultado do primeiro referendo a essa matéria, realizado em Portugal em 1997.

Inaugura, a 18 de Setembro de 2009, a sua Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, que nasce com o intuito de acolher e promover a divulgação e estudo da sua obra, e cuja entidade responsável é a Fundação Paula Rego.
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WIKIPÉDIA

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HOJE NO
 "CORREIO DA MANHÃ"

Vistos gold: 
Relação de Lisboa rejeita recurso 
de António Figueiredo

O recurso para a Relação de Lisboa surgiu após o juiz Carlos Alexandre ter indeferido um pedido de António Figueiredo.

O Tribunal da Relação de Lisboa rejeitou um recurso do ex-diretor do Instituto dos Registos e Notariado António Figueiredo, no caso vistos 'gold', relacionado com a substituição da prisão preventiva pela obrigação de permanência na habitação. "Foi decidido julgar improcedente o pedido" da defesa de António Figueiredo, adiantou à agência Lusa fonte do TRL, precisando que a decisão do tribunal, proferida na terça-feira, teve como relator o juiz desembargador José Adriano, da 5/a Secção Crminal daquele tribunal superior. 
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UM "GABIRU" À MANEIRA
O recurso para a Relação de Lisboa surgiu após o juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal, ter indeferido um pedido de António Figueiredo para que a medida de coação de prisão preventiva que lhe foi aplicada no âmbito do processo vistos 'gold' fosse substituida pela Obrigação de Permanência na Residência com Vigilância Electrónica (OPHVE). 

* Os "gabirus" sempre tiveram muita lata.


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Os Azeitonas

Café Hollywood

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HOJE NO
 "OBSERVADOR"

As 17 principais conclusões
 do inquérito ao BES

Os deputados imputam culpas a Salgado e aos administradores e não desculpam o Banco de Portugal. O Observador resume-lhe as conclusões que ficam da comissão de inquérito.

São mais de 400 páginas de relatório depois de dezenas de audições da Comissão de Inquérito à gestão do BES e do GES. E foram centenas as conclusões a que chegaram os deputados. O relatório mereceu o consenso entre PSD, PS e CDS e a abstenção do BE (só o PCP votou contra). 
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O Observador resumiu-lhe as principais ideias a que chegou a comissão de inquérito desde o comportamento informal dos gestores do GES e BES, até às culpas atribuídas aos administradores e às responsabilidades assacadas aos auditores e Banco de Portugal. Para o futuro fica uma certeza com um ponto de interrogação: o risco na venda do Novo Banco.
  • Informalidade: Para os deputados ficou evidente que o GES, sobretudo, tinha uma gestão “fortemente personalizada” e que isso evidenciava “fragilidades de organização”. Mesmo em relação ao Banco, lê-se no relatório que “persistiam diversas informalidades, conflitos de interesses, uma ausência de segregação de funções, a par de debilidades no exercício pleno das funções de controlo interno”;
  • Espiral de endividamento: O Grupo Espírito Santo tinha as suas bases num “recurso sistemático a financiamento bancário” e com um “reduzido volume de capitais próprios”, o que levou a uma “contaminação do próprio BES” e a “sofisticadas operações de engenharia financeira” para suportar a atividade do grupo.
  • Contaminação do BES: Tendo em conta a necessidade de financiamento da parte não financeira, há “indícios” de que o aumento de capital não foi feito com “dinheiro fresco”, mas sim através de “operações de circularização de crédito” que levaram a uma exposição do BES “de modo direto e indireto” “tornando assim o BES cada vez mais dependente do pagamento atempado das dívidas do GES, numa relação de mútua dependência que acabou por resultar no colapso tanto do ramo não financeiro como do ramo financeiro do GES”;
  • Todos culpados: Apesar da “centralização de responsabilidades” no GES em Ricardo Salgado, o relatório conclui que “todos os administradores e dirigentes de topo do GES são solidariamente responsáveis”;
  • Crise destapou problemas: A crise das dívidas soberanas agudizou os problemas do GES que tinha sobretudo dívida de curto prazo (80% inferior a um ano);
  • Informação manipulada: Para os deputados, foi possível concluir que com as dificuldades de circular dívida, a partir de 2008, o grupo começou uma “manipulação de informação”, que tinha como objetivo “ocultar prejuízos que se vinham acumulando”;
  • Contaminação a todo o Grupo e da PT: Com as dificuldades de encontrar uma solução para o problema, houve uma “gradual contaminação de todo o GES”, desde a Rioforte como da ESFG, a empresas do GES. Além disso, o relatório relata que a “contaminação” à Portugal Telecom que só aconteceu “devido às más  práticas de gestão da sua administração”;
  • Operações complexas: Diz o relatório que Ricardo Salgado e outros administradores do BES, como Amílcar Morais Pires ou Isabel Almeida, foram responsáveis por várias operações que não responderam à blindagem e às medidas de proteção dos clientes de retalho, que aconteceu apenas de “forma parcial”, mesmo apesar do reforço de vigilância pelo Banco de Portugal;
  • Troika não detetou e não agiu: Até ao final da comissão de inquérito, os deputados não receberam as respostas da troika, mas isso não os impediu de colocar no relatório que “a vigilância efetuada a este nível foi incapaz de identificar atempadamente os problemas ou evitar a implosão do GES e por arrastamento do BES”. Além disso, acrescentam, “não oi possível encontrar qualquer tomada de ação ou alerta” no caso;
  • Banco de Portugal não rompeu com o BES: As partes mais duras do relatório dizem respeito à atuação do BdP. A comissão de inquérito salienta que a opção do regulador foi a de “tentar soluções acordadas com o GES, por forma a assegurar a estabilidade financeira” e com essa solução concertada, evitar “a adoção de posições ou imposições unilaterais de rutura com o mesmo”. Mais tarde, lê-se no relatório que o BdP “optou por um estilo de intervenção baseado na construção de soluções por acordo e persuasão moral”. Por isso, o relatório conclui que a “intervenção do Banco de Portugal revelou-se por ventura tardia, nomeadamente quanto à eliminação das fontes de potenciais conflitos de interesses, e pouco eficaz ao nível da determinação e garantia de cumprimento das medidas de blindagem impostas ao BES”;
  • Buraco de 1,5 mil milhões em dois meses: Só nos meses de junho e julho, o relatório diz que a equipa de Ricardo Salgado gerou um buraco de 1,5 milhões d e euros através da “emissão de cartas de conforto e circularização de obrigações” e que isto é sinal que pode ser “potenciais irregularidades”;
  • Perdas com o BESA e branqueamento de capitais: Agravamento da situação do BES com perdas adicionais de 2,750 mil milhões de euros por causa da intervenção do Banco Nacional de Angola no BESA. Perdas essas que o relatório diz que “podem resultar” “de um conjunto de fragilidades ao nível da atividades de concessão de crédito e prevenção de branqueamento de capitais”;
  • Falhas nas auditorias: Para os deputados, os auditores externos “não foram capazes frequentemente capazes de identificar ou caracterizar os problemas existentes, com a gravidade ou dimensão que possuíam” uma vez que “as contas das empresas de cúpula do GES, como a ESI e a ES Control, não eram nem consolidadas nem auditadas”;
  • Não era possível ajudar o BES: já no plano das eventuais soluções para o caso, o relatório escreve que não foi apresentado qualquer cenário “credível e firme” de capitalização privada do GES, mas além disso, o “Governo excluiu à partida qualquer tipo de ajuda, por via direta ou indireta, ao ramo não financeiro do GES” e apenas admite que a resolução é a melhor solução;
  • Resolução foi a melhor medida: Diz o relatório que a “solução encontrada acautela os interesses de todos os depositantes do BES”, assim como “a manutenção da atividade bancária” e ainda a manutenção “dos postos de trabalho”. E conclui que evitou-se “perturbações significativas no sistema financeiro nacional”;
  • Solução por encontrar para o papel comercial: O relatório lembra que ainda está por saber como ressarcir clientes particulares, sobretudo os clientes do papel comercial de entidades do GES;
  • Risco na venda do Novo Banco: No documento, a comissão de inquérito fala do risco da venda do Novo Banco. Ou seja, refere que “uma parte da avaliação e consequências desta intervenção vai depender da comparação entre o valor da venda do Novo Banco e a verba injetada pelo Fundo de Resolução de 4,9 mil milhões de euros. E é neste ponto que o relatório diz que “o processo de venda do Novo Banco acarreta riscos” nomeadamente “no eventual impacto sobre a estabilidade financeira caso a venda venha a ocorrer abaixo do valor injetado pelo Fundo de Resolução”. Isto porque poderá ter impacto “sobre os balanços dos restantes bancos do sistema financeiro – incluindo a CGD – que podem ou não vir a afetar a capacidades destes para reembolsas prontamente o empréstimo do Estado ao Fundo de Resolução”.
* E assim vamos entendendo como os "Trafulhas Disto Tudo" deram cabo do país.
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GINASTAS

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HOJE NO
 "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Homossexuais só podem dar sangue 
se estiverem em abstinência sexual

Presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação disse hoje no Parlamento que o "contacto sexual de homens com outros homens é definido como fator de risco".

O presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) afirmou hoje que é um fator de exclusão para a dádiva de sangue ser homem e ter tido sexo com outros homens.
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Segundo Hélder Trindade, que foi ouvido hoje na Comissão Parlamentar de Saúde, o instituto não faz qualquer discriminação em função da orientação sexual, mas sim em função da prática sexual.

"O contacto sexual de homens com outros homens é definido como fator de risco", admitiu o presidente do IPST, sem contudo reconhecer tratar-se de preconceito como acusam os partidos da oposição.

O sangue doado é sempre testado antes de ser usado, mas o questionário realizado ao dador é considerado um passo crucial para a segurança da transfusão, na medida em que há uma "janela de tempo", que é variável, em que o VIH pode não ser detetado na análise ao sangue doado.

No final da comissão parlamentar e em declarações aos jornalistas, Hélder Trindade voltou a explicar que está definido como fator de exclusão para a dádiva de sangue "ser homem que tem sexo com homens".

Apesar de a pergunta ter saído dos questionários escritos feitos antes das dádivas de sangue, continua a haver indicações para que seja sempre formulada a quem se apresente para doar sangue.

Hélder Trindade entende que não se trata de um preconceito, uma vez que nada é perguntado sobre a orientação sexual, mas antes sobre o comportamento sexual.

"O que o instituto questiona é o comportamento de risco. Tanto faz se é homo ou heterossexual. Não há discriminação por grupos de risco, mas sim por comportamentos de risco", afirmou, adiantando que o dador não será excluído por se assumir homossexual, mas por praticar sexo com outros homens.

O presidente do IPST sublinhou que o mesmo se passa em vários outros países europeus e também nos Estados Unidos, apesar de na Europa a matéria não ser consensual.

Para justificar o que está estabelecido em Portugal, cita dados do Centro Europeu de Controlo de Doenças segundo os quais a prevalência do VIH/sida é "bastante mais elevada" nos homens que fazem sexo com homens.

"O contacto sexual de homens com homens é definido como um fator de risco. A homossexualidade não é assumida como fator de risco", indicou o responsável aos deputados durante a audição requerida pelo Bloco de Esquerda.

Perante as explicações, os partidos da oposição foram unânimes em considerar que o fator de exclusão assumido pelo IPST continua a ser discriminatório.

"A categoria 'homens que têm sexo com homens' é uma categoria preconceituosa e é absurda do ponto de vista da avaliação do risco. Primeiro presume que um homem que faz sexo com homens faz sempre sexo anal. Depois não considera o fator da desproteção. O fator de risco são as práticas sexuais desprotegidas", defendeu José Soeiro, deputado do Bloco de Esquerda.

Para a deputada do PS Elza Pais, "as garantias de segurança para quem recebe a dádiva devem ser feitas com base no rigor científico e não no preconceito".

"O sexo anal não é exclusivo de homens que têm sexo com homens. Se se entende que o sexo anal é fator de risco, como se garante a segurança quando os heterossexuais também têm sexo anal?", questionou Elza Pais.

Paula Santos (PCP) disse que os argumentos do IPST eram contraditórios e referiu-se ao critério de exclusão da dádiva de sangue como uma "discriminação".

O BE, que requereu esta audição, considerou ainda que a interpretação do instituto "viola a decisão e o espírito" de uma resolução do parlamento estabelecida em 2010 que recomendou ao Governo abolir qualquer discriminação dos homossexuais e bissexuais nos serviços de recolha de sangue.

Nessa resolução recomenda-se a reformulação de todos os questionários que contenham enunciados homofóbicos, nomeadamente em relação a questões relativas a relações sexuais entre homens.

A mesma resolução de 2010, aprovada sem votos contra, recomenda a elaboração de um documento por parte do governo que proíba expressamente a discriminação dos dadores com base na sua orientação sexual.

O governo decidiu a este propósito criar um grupo de trabalho no IPST, que até ao momento não apresentou conclusões, como admitiu Hélder Trindade, garantindo apenas que deverá haver conclusões "em breve".

Hélder Trindade frisou que o "IPST não tem preconceitos" e que debate estes assuntos com um olhar "técnico e científico".

* Os preconceitos homofóbicos estão em evidência,  "escarrapachados". O presidente do IPST nem referiu, por exemplo, que os comportamentos heterossexual ou bissexual desprotegidos, têm riscos idênticos. 
A "janela de tempo" é uma realidade clínica mas vale para homens e mulheres tanto "homo" como "hetero".
Nem tudo o que vem da Europa é bom e dos USA muito menos.

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AO ABANDONO/2

SANATÓRIO
SOUSA MARTINS


Nos finais do século XIX, a tuberculose era uma das mais temidas doenças infecciosas. Os doentes infectados sofriam da rejeição da sociedade e da família, que os afastavam com medo de contágio. Na época, muito antes do aparecimento dos antibióticos, acreditava-se que a melhor maneira de combater a tuberculose era instalar os doentes em climas de montanha, com ar seco, ausência dos nevoeiros e alta ozonização.
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Conta a história que em 1881, o Doutor Sousa Martins ao fazer uma expedição à Serra da Estrela considerou a elevada montanha um local óptimo para o tratamento da Tuberculose. Natural de Alhandra, em 1864 terminou o curso de Farmácia e passados dois anos o de Medicina. Em sua honra e pelo seu empenho à causa da Tuberculose, veio a ser dado a este Sanatório o nome de Sousa Martins. Hoje a sua fama perdura (sobretudo a nível popular), devido ao seu saber, inteligência, bondade de coração, dedicação e carinho como os doentes pobres.

A proposta para a sua construção foi feita pelo Dr. Lopo de Carvalho (então Delegado de Saúde da Guarda) e foi aceite pela Presidente da Associação Nacional aos Tuberculosos, Rainha D. Amélia, a qual decidiu criar nesta cidade o primeiro Sanatório desta instituição – Sanatório Sousa Martins. 
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A 18 de Maio de 1907, com a presença do Rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia, foi então inaugurado o primeiro Sanatório de Assistência Nacional aos Tuberculosos. Numa mata de pinheiros e abetos foram construídos três pavilhões para doentes de primeira, de segunda e de terceira classe, denominados respectivamente de Lopo de Carvalho, António de Lencastre e Rainha D. Amélia, bem como outras estruturas de apoio. Iniciaram-se os preparativos para os grandiosos festejos da inauguração a fim de receber condignamente suas majestades reais. Constituíram-se comissões e nada foi deixado ao acaso.

A Companhia dos Caminhos-de-Ferro estabeleceu tarifas reduzidas nas viagens e os comerciantes divulgaram a chegada de mercadorias expressamente para a ocasião. Assim, ao então conceituado estabelecimento do Sr. José de Lemos chegou um lindíssimo sortido de colchas de Damasco, sedas maravilhosas para blusas e coletes de fantasia, também de seda, para homem. 

O Sr. Presidente da Câmara, Dr. Francisco dos Prazeres, convidou os proprietários dos prédios urbanos situados junto às ruas públicas da cidade, a pintar as frontarias e respectivos muros de quintais. Regimentos de Infantaria e Pelotões de Cavalaria instalam-se na Guarda para auxiliaram nas cerimónias. A cidade enfeitou-se. Rogério Reynaud, aluno de Belas Artes no Porto, desenhou e pintou quatro grandes arcos que foram colocados nos principais pontos do percurso que Suas Majestades iriam fazer. 



A designação de “Cidade da Saúde”, atribuída à Guarda, em muito se fica a dever ao Sanatório que a marcou indelevelmente, ao longo de décadas, no século passado.

Embora a situação geográfica e as especificidades climatéricas associadas tenham granjeado a esta cidade esse epíteto, a construção do Sanatório Sousa Martins certificou e rentabilizou as condições naturais da cidade para o tratamento da tuberculose, doença que vitimou, em Portugal, largos milhares de pessoas.

A Guarda foi, nessa época, uma das cidades mais procuradas de Portugal. A afluência de milhares de pessoas à cidade deixou inúmeros reflexos na sua vida económica, social e cultural; a sua apologia como localidade “eficaz no tratamento da doença” foi feita por distintas figuras da época, pois era “a montanha mágica” junto à Serra.
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O Sanatório era especialmente recomendado para doenças como a Tuberculose, a Pleurisma, a Asma, a Anemia e a Neurastemia, bem como para todos os convalescentes de doenças graves. Por ele passaram três Directores que superiormente o geriram e dignificaram: Dr. Lopo de Carvalho, Dr. Ladislau Patrício e Dr. Manuel Martins Queiroz. Funcionava como uma pequena cidade. Era quase auto-suficiente. Quem vivia lá dentro, não precisava de sair, nem isso era muito desejado pelos guardenses, que temiam o contágio.

O Sanatório possuía todas as condições: lavandaria e central eléctrica; esgotos; água que era distribuída através de canalização; desinfecção dos quartos; jogos (xadrez, damas, dominó); jardim de Inverno onde se desenrolavam diversões (concertos, piano e outras distracções para os doentes); biblioteca (com mais de mil volumes escolhidos entre os melhores autores portugueses). 

Quando os enfermeiros faziam “piquete” entre os pavilhões, servia-lhes de protecção as grandes capas que eles usavam; isto porque os imensos e ferozes cães que soltavam à noite, só os reconheciam nessas capas e só perante elas se mostravam amistosos e companheiros de “piquete”. Os doentes passavam os seus dias entre tratamentos rotineiros e monótonos e o convívio entre eles. Chegou a criar-se a partir de 1937, a Caixa Recreativa, que tinha como finalidade arranjar dinheiro para se poderem realizar espectáculos, festas, manter a biblioteca, etc. 


Foi graças a essa Caixa Recreativa, que foi criada a Rádio Altitude. O Sanatório Sousa Martins foi uma casa que todos os doentes ficaram a estimar e a admirar. Muitos deles aqui se fixaram na saudável Cova Quente e contribuíram para que a Guarda se tornasse próspera e mais feliz .

Que futuro? 
Conforme citado na edição de 21 de Fevereiro de 2002 do Jornal “Terras da Beira” «aos pavilhões 2 e 3 os mais próximos do renovado pavilhão central, não podiam restar dúvidas de que há algo mais a fazer para além da recuperação dos edifícios. No pavilhão 2, jazem à mão de semear, autênticas relíquias que, por sorte, conseguiram escapar a um despercebido leilão entre a classe médica. Para lá de uma porta rotativa, sacos e sacos de papelada, radiografias, prateleiras erguidas ao um bilhar russo e barro caído do tecto. 
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Num piso superior quartos ainda com armários, um deles com um letreiro de “vendido” e noutro roupa intacta, nem toda carcomida pelo mofo, em malas de viagem. Secretárias, puxadores de porta, torneiras tipo arte-nova, lavabos, cadeiras de barbearia e muito lixo. Surgiram duas propostas importantes. Uma seria a transformação de um pavilhão naquilo a que os franceses chamam de “maison de parents”, uma casa de apoio a familiares dos doentes.

A outra que agradou mais aos presentes, seria então a criação efectiva de um “Museu de espaço vivido “, onde ficassem perpetuados as memórias». O Sanatório foi desactivado logo após «O 25 de Abril» numa altura em que tinha capacidade para albergar 600 doentes em simultâneo. 


Em parte renovado e/ou construído aqui funcionam o Hospital Distrital, o Centro de Saúde e o Centro Psiquiátrico, nesse espaço hoje denominado Parque da Saúde. À sua volta algum abandono e “a mesma” mata de rara beleza com recantos bonitos e românticos: bancos de pedra, pontes, grutas e miradouros, tudo para nos lembrar do passado e de quem (de uma forma ou de outra) passou ou continua a passar aqui alguns anos da sua vida, unidos pela mesma causa. 

O Dia Mundial da Tuberculose comemora a data, em 1882, em que Robert Koch anunciou a descoberta do Mycobacterium tuberculosis, o bacilo que causa a TB.
 
 Recorde-se que o Sanatório Sousa Martins, inaugurado na Guarda em 18 de Maio de 1907, foi uma das principais unidades de saúde de Portugal no combate contra a tuberculose.

A portaria 39/2014, do Secretário de Estado da Cultura refere que a classificação do antigo Sanatório reflete os critérios relativos ao “carácter matricial do bem, ao génio do respetivo criador, ao seu interesse como testemunho notável de vivências ou factos históricos, ao seu valor estético, técnico e material intrínseco, à sua conceção arquitetónica, urbanística e paisagística, à sua extensão e ao que nela se reflete do ponto de vista de memória coletiva, e às circunstâncias suscetíveis de acarretarem diminuição ou perda da perenidade ou da integridade do bem”.


IN:
https://sanatoriosousamartins.wordpress.com/
http://www.ointerior.pt


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