quarta-feira, 8 de abril de 2015

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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 O QUE NÓS


 
"DEPRIMIMOS"!


EU TINHA UM CACHORRO PRETO,
SEU NOME ERA DEPRESSÃO




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UNANIMIDADE













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A REFORMA

DA

AGRICULTURA




CLIQUE EM "Programa OLHOS NOS OLHOS"

Se no dia do programa, 06/04/2015, não teve oportunidade de ficar mais esclarecido sobre o tema, dispense-se tempo para se esclarecer agora, este programa é extenso mas terrivelmente claro e polémico.
Fique atento às declarações do Dr. Luís Capoulas Santos.

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HOJE NO
 "DIÁRIO ECONÓMICO"

A única aguardente DOC portuguesa
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* Qualidade inquestionável.

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ZUHAIR



MURAD


HAUTE COUTURE
PARIS
PRIMAVERA/VERÃO
2015






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HOJE NO
 "CORREIO DA MANHÃ"

Ministro continua a demolir 

Governante acusa moradores das ilhas barreira de ocultarem que têm outras casas.

O ministro do Ambiente acusou ontem alguns moradores das ilhas barreira da ria Formosa de estarem a instrumentalizar os protestos e a ocultar que possuem alternativas habitacionais. Jorge Moreira da Silva foi questionado no Parlamento e afirmou que as demolições são para continuar, ignorando os protestos dos moradores. 
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ILHA DA CULATRA
"Na maioria dos casos, estamos a falar de casas de férias e não de primeira habitação", referiu o governante, afirmando que até junho deverão ser realizadas "todas as demolições previstas". As palavras do ministro foram consideradas ofensivas para os moradores das ilhas. "São acusações gravíssimas, porque isso são situações que não existem e nem são concebíveis. Mas o ministro não pode só dizer as coisas, tem de fazer prova disso em tribunal", criticou Feliciano Júlio, da Associação de Moradores da Ilha do Farol.

Sílvia Padinha, da Associação de Moradores da Culatra, lamenta as palavras do ministro e que se esteja a perder "uma oportunidade de requalificar" um núcleo com mais de 200 anos. Os deputados da oposição acusaram o Governo de "expulsar" as comunidades locais para no futuro "beneficiar entidades privadas". Em resposta, Moreira da Silva referiu que a intenção é a de que as ilhas passem a ser "desfrutadas por toda a população" e não só por alguns. 

* Ninguém deveria viver naquelas ilhas. Se o Estado teve receitas oriundas das casas ilegais ali construídas não é pessoa de bem.


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 I - GRANDES EXPLORADORES
2-ERNST SHACKLETON




* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


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HOJE NO
 "OBSERVADOR"

Já existe um nano-sensor que 
deteta o cancro sem biopsia

Uma cientista brasileira está a desenvolver um nano-sensor capaz de "registar moléculas individuais na presença de outras moléculas muito mais abundantes".

Foi desenvolvido um método menos invasivo e “dez milhões de vezes mais eficaz” do que os meios tradicionais realizados em amostras de sangue para detetar cancros. Trata-se de um nano-sensor que consegue identificar “a partícula diferente”, mesmo sem a existência de sintomas.
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“Atualmente não existe nenhuma técnica que permita a detenção de moléculas que estejam em concentrações muito baixas e que coexistam com mais de 10 mil espécies de proteínas numa única bio-amostra”, disse Priscila Kosaka, de 35 anos, a cientista brasileira responsável pelo desenvolvimento da técnica. “Portanto, existe uma necessidade de tecnologias capazes de registar moléculas individuais na presença de outras moléculas muito mais abundantes e o nano-sensor que desenvolvi é capaz de fazer isso”, justificou sobre a importância da sua descoberta, em declarações citadas pelo jornal O Globo.

A cientista brasileira, membro do Instituto de Microeletrónica de Madrid há seis anos, descreveu o seu sensor para o jornal O Globo. É parecido com um “trampolim muito pequenininho” com anticorpos na superfície. O sensor “captura” a partícula diferente quando fica em contacto com uma amostra de sangue de uma pessoa com cancro e acaba por ficar mais pesado. A taxa de erro, segundo Kosaka, é de 2 a cada 10 mil casos.

“Estou muito feliz. Amo o que faço. Consegui um resultado que parecia apenas um sonho há quase seis anos. O que me motivou? Conseguir proporcionar uma melhor qualidade de vida para as pessoas. Quero que o diagnóstico precoce do cancro seja uma realidade em alguns anos”, revelou Priscila.

“Poder fazer um diagnóstico precoce por meio de métodos menos invasivos é um avanço importante. Os métodos que temos hoje são muito rudimentares, são muito arcaicos. É um exame físico melhorado em relação ao que se via antes, o paciente continua a fazer uma porção de testes, de exames de imagem,” comentou Gustavo Fernandes, um oncologista brasileiro.

A cientista sublinha, contudo, que se trata ainda apenas de um protótipo e que necessita de passar por fases de teste. Além disso, Priscila Kosaka diz que precisa de financiamento, para tornar o equipamento o mais acessível possível. Futuros desenvolvimentos podem fazer com que este nano-sensor seja usado para identificar a que tipo específico pertence uma amostra cancerígena. Estima-se que possa também ser usado no combate à hepatite e ao Alzheimer. Prevê-se que esteja disponível no mercado dentro de dez anos.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam 21,4 milhões de novos casos de cancro em 2030, com 13,2milhões de mortes.

* Os druidas da ciência não têm poção mágica mas hão-de lá chegar.


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BAPTISTA BASTOS

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Modestas Histórias 
do Bairro Antigo

Antes de se entrar no Beco do Xadrez, havia um prédio de dois andares e, no rés-do-chão, a Margarida dos longos caracóis, sempre à janela, cega e linda, e eu permanecia a olhá-la, e creio que ela sabia que a olhava (...). Tenho de repetir que eu era muito feliz.

(A Jorge Palma)

A meio da calçada virava-se à direita, caminhávamos um pouco, por onde ficava a mercearia do sr. Torrado, e desembocávamos no largo. O largo estava emoldurado de casas térreas, habitadas por ciganos, sendo o sr. Torcato o mais velho dentre eles e também o mais respeitado. Gostava muito do largo, chafariz ao meio, homens sentados em caixotes, conversas amenas. Caminhava-se um pouco mais, até ao Beco do Xadrez, habitado pelo sr. Arsénio, operário no Arsenal, dado à bebida e à melancolia, depois de passar três anos no Aljube, preso por motivos políticos; pela Luísa dos gatos, dezenas deles; pela minha avó, e pelo João Maneta, grande amigo do meu tio João e do meu pai, que costumavam ir ver o Belenenses. Ainda havia as Salésias, o Rio Seco e o Carcavelinhos. E eu era muito feliz, embora a minha mãe estivesse a morrer com um cancro. Não percebia a natureza do que acontecia, nem que ia ficar, em breve, sem mãe.

Antes de se entrar no Beco do Xadrez, havia um prédio de dois andares e, no rés-do-chão, a Margarida dos longos caracóis, sempre à janela, cega e linda, e eu permanecia a olhá-la, e creio que ela sabia que a olhava. A mãe dela tocava piano e os sons espalhavam-se pelo bairro. Tenho de repetir que eu era muito feliz.

Nos dias de calor e em que o meu pai estivesse em casa, de folga do jornal onde trabalhava de noite, descíamos a calçada até à Torre de Belém. Brincava na areia e, às vezes, dava uns mergulhos na água glauca. O meu pai gostava de ir à leitaria do Zenida e beber uma amêndoa amarga, lia o jornal República e falava um pouco com o barbeiro, mesmo ali ao lado. O barbeiro era baixinho e não tinha uma orelha. Também tinha por hábito conversar com o sr. Alfredo, um negro alto e sorridente, por aqueles tempos o único motorista de táxi negro em Lisboa.

Nas horas livres, depois da sair da escola primária da Dona Odete, brincava com o Malagueta e com o Reginaldo. O Malagueta morreu atropelado e o Reginaldo foi para a Austrália, marinheiro de barcos de cabotagem. No largo morava a Alzira, cantadeira de fados, que vivia maritalmente (era assim que se dizia) com o Américo alfaiate, que tocava guitarra nos intervalos dos afazeres.

Nada disto poderá ser esquecido, e eu conhecia aquelas ruas e aquelas pessoas como se tudo fosse meu. Às vezes, observo os meus netos como, antes, olhava os meus três filhos, com a vaga melancolia de saber que eles nunca verão isto, vendo, porém, outras coisas, certamente por igual belas, que encherão as suas memórias.

Nos quartéis da calçada, três, ressalvo o erro, tocavam a recolher quando arriavam a bandeira. Os homens paravam de andar, tiravam o chapéu, num grande respeito, e as mulheres benziam-se. Eu fazia a mesma coisa, e os meus amigos também. Esquecia-me de lhes dizer que, aos domingos, assim houvesse uns tostões. Íamos ao cinema, ao Salão Portugal, dois filmes, desenhos animados e actualidades francesas, e as mulheres esmeravam-se nas roupas e os homens punham gravata e fumavam nos intervalos.

Não; nada disto poderá ser esquecido. E eu era muito feliz.

IN "JORNAL DE NEGÓCIOS"
02/04/15


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476.UNIÃO


EUROPEIA








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HOJE NO
 "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Ex-patrão de Passos adjudica contratos públicos a associações a que está ligado

Responsável pelo programa do PSD preside o instituto que contratou serviços a associações suas, no valor de quase 242 mil euros

Rogério Gomes, antigo patrão de Passos Coelho na Urbe, em 2003 e 2004, e militante do PSD - a quem o líder social-democrata entregou a elaboração do programa eleitoral do partido para as próximas eleições legislativas -, é também presidente do Instituto do Território (IT), que ele próprio criou. 
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Este instituto já adjudicou contratos por ajustes diretos com dinheiros públicos a instituições a que Rogério Gomes esteve ou está ligado no valor de quase 242 mil euros.

Mesmo que não se trate de montantes elevados, é um circuito quase fechado em que se movimentam estas quantias: o professor universitário preside a associação que adjudica trabalhos e projetos a entidades criadas e geridas por si e pela sua mulher.

O Instituto do Território nasceu num cartório notarial de Torres Vedras, a 1 de outubro de 2011, como organização privada "sem fins lucrativos", com o objetivo de dinamizar uma rede de instituições públicas e privadas sobre o território nacional, nas suas mais diversas vertentes. Constituído por Rogério Gomes, pela sua mulher, Myriam Romero Cobo, e por Alexandra Campos, contou com a presença do atual primeiro-ministro no ato de apresentação do IT.

Desde então multiplicaram-se conferências e eventos, a criação de agências especializadas dentro do instituto e foram assinados contratos públicos por ajuste direto (que no caso da prestação de serviços é até 75 mil euros), com o IT a recorrer a empresas da sua rede e a associações em que Rogério Gomes tem um papel central.

* Isto é tudo gente muito séria, chiça!

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O MEU INSTRUMENTO



1-VIOLINO





FONTE: TRAMA RADIOLA


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66.O MELHOR
 DA ARTE

05.GRANDES PINTORES

PORTUGUESES


NADIR AFONSO


HARMONIA PURA/3




*  Entrevista do jornalista JORGE CAMPOS em 1993, para a RTP.



Nadir Afonso Rodrigues GOSE (Chaves, 4 de dezembro de 1920Cascais, 11 de dezembro de 2013) foi um arquitecto, pintor e pensador português.1

Diplomado em arquitectura, trabalhou com Le Corbusier e Oscar Niemeyer. Nadir Afonso estudou pintura em Paris e foi um dos pioneiros da arte cinética, trabalhando ao lado de Victor Vasarely, Fernand Léger, August Herbin e André Bloc. Nadir Afonso é autor de uma teoria estética, tendo publicado em vários livros onde defende que a arte é puramente objectiva e regida por leis de natureza matemática, que tratam a arte não como um acto de imaginação, mas de observação, percepção e manipulação da forma. Nadir Afonso alcançou reconhecimento internacional e está representado em vários museus. As suas obras mais famosas são a série Cidades, que sugerem lugares em todo o mundo. Com 92 anos de idade, ainda trabalhava activamente na pintura.


(WIKIPÉDIA)


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HOJE NO
  "RECORD"

Carlos Barbosa:
 «Prontos para fazer o melhor 
rali do Mundo»

O presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP), Carlos Barbosa, garantiu esta quarta-feira que está a ser organizado o "melhor rali do mundo", considerando que o regresso do Rali de Portugal ao Norte será "uma loucura". 

"Estamos prontos para fazer o melhor rali do mundo. Os troços são considerados os mais técnicos e mais difíceis do mundo. Os pilotos estão a zero porque não conhecem os troços. Está completamente decidido que nos próximos quatro anos o rali será feito no Norte", disse Carlos Barbosa.

O presidente do ACP falava aos jornalistas à margem da apresentação oficial da 49.ª edição do Rali de Portugal, prova pontuável para o mundial da especialidade (WRC), que terá lugar entre 21 e 24 de maio, regressando às estradas do Norte após 14 anos de ausência.
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"Vai ser uma loucura. Quando falamos em 600 mil pessoas no Algarve durante três dias, agora teremos seguramente mais, porque no Norte é onde está a paixão e também a proximidade com a Galiza que é uma zona muito aderente aos automóveis. Penso que vai ser o maior evento desde sempre do Rali de Portugal", apontou Carlos Barbosa.

Já durante o seu discurso na cerimónia que decorreu na Exponor, em Matosinhos, onde será instalado o centro nevrálgico do Rali de Portugal 2015, o presidente do ACP apontou o dedo ao antigo presidente da câmara do Porto.

"Se o Rali de Portugal não está no Norte há mais tempo deve-se a uma pessoa que é Rui Rio", disse.

A expectativa de que o rali de Portugal permanecerá no Norte durante os próximos anos foi acompanhada pelo presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Melchior Moreira, que sintetizou esta decisão com a expressão "o bom filho à casa torna".

"A grande 'afición' do automobilismo em Portugal está no Norte. Queremos que este seja o melhor rali do campeonato do mundo de ralis. O nosso desejo é que este evento não se faça só por um ano.", disse Melchior Moreira.

Questionado sobre a polémica em volta do financiamento deste evento, uma vez que em julho de 2014 o Ministério da Economia anunciou que o Turismo de Portugal não iria apoiar financeiramente, Melchior Moreira que cabe à entidade nacional responder, garantindo que a entidade regional dará apoio.

"Hoje os eventos são fundamentais para promover os destinos turísticos. O Turismo de Portugal tem entendido que não é assim. Nós entendemos precisamente o contrário. Damos uma grande resposta de unidade regional", referiu.

A edição 2015 do Rali de Portugal deverá custar cerca de 3,2 milhões de euros, sendo que cerca de um milhão cabe às autarquias e entidades regionais, estando em curso uma candidatura a fundos europeus.

A decisão - adjetivada ao longo da cerimónia pelos vários intervenientes como "sábia" e "justa" - de promover o regresso do Rali de Portugal ao Norte foi também aplaudida pela Federação Internacional do Automóvel (FIA), contou o presidente da comissão organizadora Mário Martins Silva.

"A FIA fez muita força para trazer o rali para o Norte. Compreende que é importante para o campeonato do mundo de ralis este entusiasmo do Norte à volta do rali", disse o responsável aos jornalistas, à margem da apresentação.

Também o anfitrião da sessão, o presidente da câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, afirmou ter "a certeza de que este rali será histórico", criticando ao mesmo tempo a decisão do Governo de não apoiar o evento.

"É vergonhoso que o rali tenha deixado de ter apoio só porque veio para o norte. Mas o Norte pode passar por cima dos apoios lisboetas e do centralismo", defendeu o autarca.

* Portugal um país de tribos, os portugueses uns pequeninos, todos querem um poleiro mesmo que finjam o contrário, o país fica para depois!

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Xutos & Pontapés

Gritos Mudos


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HOJE NO
 "JORNAL DE NOTÍCIAS"

Porto, Lisboa e Cascais
fora da corrida a Capital Verde

Ainda não é desta que uma cidade portuguesa é escolhida para Capital Verde Europeia.

As três cidades portuguesas que estavam na corrida para o galardão em 2017 foram excluídas, esta quarta-feira. Da lista final divulgada pela Comissão Europeia não constam os nomes de Porto, Lisboa e Cascais, as candidatas nacionais. Apesar disso, as representantes portuguesas não se mostram desanimadas.
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A CASA DO CIDADÃO (TDT) DE MÉRITO
DE CASCAIS
Filipe Araújo, vereador da Câmara do Porto, salienta que este "é um processo exigente" e manifesta a expectativa em nova candidatura da "invicta" para 2018. A Câmara de Cascais também deverá tentar novamente. Através do gabinete de comunicação da Autarquia, Cascais diz-se "bem ciente" das dificuldades deste ano, "em função da qualidade e do prestigio das candidaturas concorrentes, algumas das quais repetentes".

Ambas concordam a candidatura já foi positiva pois colocou-as num leque restrito das 12 cidades com melhores políticas ambientais e permitiu diagnosticar problemas. Lisboa não esclareceu se é recandidata.

Holanda lidera finalistas
O quarteto final foi divulgado esta quarta-feira pela Comissão Europeia e é deste leque que vai sair a Capital Verde de 2017. Compõem-no a cidade alemã de Essen, a sueca Umeå e, da Holanda, Den Bosch e Nijmegen.Final é em junho

*  Cascais devia ser capital verde/BES já que Salgado continua a ser cidadão de mérito da vila.

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  B-2 Spirit

ABASTECENDO 



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HOJE NO
 "JORNAL DE NEGÓCIOS"

Tsipras defende 
fim das sanções à Rússia. 
Putin interessado nas 
privatizações gregas

"Criámos as fundações para um novo relacionamento entre os dois países", assegurou esta tarde o primeiro-ministro grego. Alexis Tsipras falava após o encontro com o presidente russo Vladimir Putin, em Moscovo, onde defendeu o fim das sanções impostas pela União Europeia no rescaldo da intervenção russa no leste da Ucrânia.
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Tsipras afirmou que o cessar-fogo e o acordado em Minsk têm de ser cumpridos, mas considerou que as sanções europeias "não são uma solução eficaz". Com Moscovo - disse - deve ser antes privilegiado "o diálogo, uma solução política", e é por esta via que Atenas se baterá, disse, citado pela Bloomberg.

Já "os problema da Grécia são europeus" e "carecem de soluções europeias", mas como "nação soberana" a Grécia "tem direito a uma política externa", argumentou Tsipras, ao negar que tenha vindo a Moscovo pedir financiamento para o Estado grego, que estará com os cofres à beira da ruptura, em véspera do prazo para pagar 450 milhões de euros ao FMI.

Vladimir Putin, por seu turno, mostrou grande interesse em dinamizar as relações comerciais entre os dois países e em participar em negócios na área da energia - designadamente para estender o gasoduto que promete ligar a Rússia à Turquia (através do mar Negro) a território grego, transformando a Grécia (em vez da Bulgária, originalmente envolvida no falhado "south stream") no "hub" de distribuição de gás para os Balcãs e para Europa central. O governo grego, assim como o governo húngaro de Viktor Órban, querem financiamento europeu para um troço deste projecto, conhecido por "turkish stream", por intermédio do "plano Juncker", destinado a relançar o investimento na União Europeia.

"Discutimos grandes projectos na área da energia", disse Putin, acrescentando que investimentos russos poderão ser acompanhados de empréstimos. O presidente russo disse estar interessado sobretudo em infraestruturas que possam ser privatizadas pelo governo grego, composto por dois partidos (Syriza, extrema esquerda, e Anel, de extrema direita) que querem reaproximar Atenas de Moscovo.

Segundo avançava o jornal russo Kommersant, citando uma fonte do governo de Putin, Moscovo estaria disposta a oferecer gás russo mais barato e eventualmente empréstimos a Atenas, em troca de acesso privilegiado às privatizações gregas. A Grécia compra 57% do gás que consome à Rússia, e já em 2013 a Gazprom tentara, sem êxito, comprar a congénere grega DEPA.

Putin disse ainda que foram discutidas formas de aumentar as exportações gregas, designadamente agrícolas, para a Rússia, severamente penalizadas com o embargo decretado por Moscovo para retaliar as sanções da União Europeia após as ofensivas russas no leste da Ucrânia. Mas o presidente russo disse que não pode discriminar países europeus, pelo que espera que as sanções sejam brevemente levantadas. Essa sua afirmação contraria a indicação vinda de Moscovo, segundo a qual Putin estaria disposto a levantar selectivamente o embargo para os produtos gregos.

Após as conversações, os dois líderes anunciaram que será concretizado um plano de acção para estreitar as relações económicas bilaterais ao longo dos próximos dois anos.

* Tsipras começa a desapontar, os valores da liberdade genuflectem perante rublos manchados de sangue.

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 ENGENHARIA DE PÁSSAROS

































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HOJE NO
 "DESTAK"

Há mais Peixe em Lisboa
 a partir de amanhã

Degustações, mercado de produtos, aulas de cozinha e debates são alguns dos ingredientes do festival gastronómico, que regressa entre amanhã e 19 de abril, ao Terreiro do Paço. 
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A oitava edição do Peixe em Lisboa fica marcada pela presença de duas celebridades da cozinha: os espanhóis com três estrelas Michelin Quique Dacosta e Joan Roca, que vão brilhar no auditório do evento, nos dias 12 e 14 respetivamente.

Nas sessões de cozinha ao vivo, os protagonistas são Pedro Lemos (dia 10), Vitor Sobral (dia 12), Ricardo Costa (dia 16), Leonel Pereira (dia 17) Tomoaki Kanazawa e Leonardo Pereira (dia 18) e Belmiro de Jesus (dia 19).

Durante 12 horas diárias, uma dezena de restaurantes vai combinar tradição e contemporaneidade, com propostas gastronómicas de peixes e mariscos do mar português. Entre as novidades, destacam-se as estreias de Las Ficheras, Kiko Martins, Pap’Açorda, Sushi Café e Taberna da Rua das Flores & Flores Bairro Alto Hotel. Repetem presença Arola by Penha Longa, José Avillez, O Nobre/Nobre Estoril, Ribamar e Vitor Sobral.

Conte também com um mercado gourmet, composto por expositores de diversas marcas, desde bebidas, doçarias, produtos tradicionais e mercearia fina. 

PROGRAMA 9 ABRIL (quinta-feira) 
18h00 – Abertura dos restaurantes

10 ABRIL (sexta-feira) 
12h00 – Abertura dos restaurantes 15h00 – Ciência Viva “As espécies mais populares do mar de Portugal” 17h00 – Conversas no Pátio. O chefe José Avillez conversa com o público do Peixe em Lisboa no Pátio da Galé. 19h00 – Pedro Lemos (Pedro Lemos, Porto)

11 ABRIL (sábado) 
12h00 – Abertura dos restaurantes 16h00 – Simpósio Sangue na Guelra 19h00 – Apresentação chefes Sangue na Guelra

12 ABRIL (domingo) 
12h00 – Abertura dos restaurantes 16h00 – Vítor Sobral (Tasca da Esquina/Cervejaria da Esquina) 18h30 – Quique Dacosta (Quique Dacosta, Denia, Espanha)

13 ABRIL (segunda-feira) 
12h00 – Abertura dos restaurantes 15h00 – Ciência Viva - Projecto “Mr. Good Fish” 19h00 – Mauro Colagreco (Mirazur, Menton, França)

14 ABRIL (terça-feira) 
12h00 – Abertura dos restaurantes 15h00 – Projecto Fabrico Próprio - “Novos bolos Fabrico Próprio” 18h30 – Joan Roca (El Celler de Can Roca, Girona, Espanha) 21h00 – Exibição do filme El Somni (83 minutos). No final, conversa com Joan Roca e outros convidados 21h00 – Jantar “a quatro mãos” dos chefes Quique Dacosta e José Avillez no restaurante Belcanto

15 ABRIL (quarta-feira) 
12h00 – Abertura dos restaurantes 15h00 – Prova dos Pastéis de Nata 17h00 – Conversas no Pátio. O chefe Kiko Martins conversa com o público do Peixe em Lisboa no Pátio da Galé. 19h00 – Rafael Costa e Silva (Lasai, Rio de Janeiro, Brasil)

16 ABRIL (quinta-feira) 
12h00 – Abertura dos restaurantes 15h00 – Jovens Talentos da Gastronomia Um evento promovido em colaboração com a revista InterMagazine que destaca jovens profissionais com um percurso promissor em Portugal, dando-lhes a oportunidade de mostrarem o seu trabalho, numa demonstração de cozinha ao vivo. 19h00 – Ricardo Costa (The Yeatman, Vila Nova de Gaia)

17 ABRIL (sexta-feira) 
11h30 – Peixe em Lisboa visita a Lisbon Week. Dois chefes presentes no Peixe em Lisboa, Justa Nobre (O Nobre) e André Magalhães (Taberna da Rua das Flores), vão ao Mercado de Alvalade, bairro onde decorre a Lisbon Week deste ano, para fazerem demonstrações de cozinha com peixes e mariscos. 12h00 – Abertura dos restaurantes 15h00 – Projeto Fabrico Próprio - “Design da pastelaria semi-industrial portuguesa” 17h00 – Conversas no Pátio. O chefe Vítor Sobral conversa com o público do Peixe em Lisboa no Pátio da Galé. 19h00 – Leonel Pereira (São Gabriel, Almancil)

18 ABRIL (sábado) 
12h00 – Abertura dos restaurantes 16h00 – Tomoaki Kanazawa (Tomo, Algés) 18h30 – Leonardo Pereira (Areias do Seixo, Torres Vedras)

19 ABRIL (domingo) 
12h00 – Abertura dos restaurantes 15h00 – Belmiro de Jesus (Salsa e Coentros, Lisboa) 17h00 – Encerramento.

* Um notável acontecimento gastronómico!

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Ping Pong no metro de Londres


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HOJE NO
 "i"

Caso Vistos Gold.
Fugas de informação levaram 
arguidos a destruir provas

Ex-director do SEF recebeu um SMS de um elemento da Unidade Contra Terrorista a avisar que seria alvo de buscas no dia seguinte. Empresário chinês já tinha avisado em Março, em mandarim, que estavam “todos sob escuta”

Foi uma detenção mais do que anunciada. A 23 de Março de 2014, Zhu Xiaodong, um dos empresários chineses suspeitos de corrupção activa no processo Vistos Gold, avisou por telefone um concidadão com o qual falava em mandarim sobre a detenção de uma pessoa e de registos criminais falsificados: “Não fales sobre estas coisas ao telefone. Todas as chamadas estão sob escuta agora. Pessoas como nós que tratamos da emigração, estamos todos sob escuta.” 
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Mais ou menos por esta altura, António Figueiredo, então presidente do Instituto dos Registos e Notariado (IRN), fez o mesmo aviso a Eliseu Bumba, um cidadão angolano que aparece referenciado no processo: era preciso ter “cuidado” pois o seu telefone “de Portugal” estava sob escuta. Foram as últimas conversas telefónicas que a Polícia Judiciária interceptou dando a entender que havia uma teia de corrupção montada na administração pública em torno da atribuição de autorizações de residência para investimento (ARI) a cidadãos chineses. Os excertos das escutas constam de um acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa, a que o i teve acesso.  
Perante o aviso de que estariam sob escuta, os principais arguidos do processo começaram a mudar de tom ao telefone e a evitar determinados temas. Manuel Palos, então director do SEF, por exemplo, não voltou a pedir favores em troca da rapidez na atribuição dos vistos dourados.  
E António Figueiredo, então presidente do IRN, ao mesmo tempo que deixou de falar ao telefone com os chineses sobre autorizações de residência, desdobrou-se em contactos para apurar se, efectivamente, as suas conversas estavam a ser interceptadas.   
Mas esta não terá sido a única fuga de informação que chegou aos ouvidos dos que estavam há meses a ser vigiados naquela que foi baptizada de “Operação Labirinto”. Oito meses depois do aviso de que estavam a ser investigados, e um dia antes de serem detidos, Manuel Palos, o homem que liderava o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, foi avisado de que havia uma mega-operação de buscas montada para o dia seguinte.  
O aviso nem sequer chegou com grandes disfarces: Palos recebeu um sms de um membro do SEF com funções na Unidade Contra Terrorista (UCAT) – grupo que reúne, entre outros, elementos do SIS, SIED, PSP, GNR e PJ. Os investigadores ficaram estupefactos: os mandados de busca eram apenas do conhecimento de um grupo restrito de intervenientes – 8 magistrados do DCIAP e 5/6 directores da PJ – e nem todos eles tinham conhecimento do conteúdo de todos os mandados.  
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A verdade é que a operação de buscas chegou sem surpresa, dando tempo aos arguidos para destruírem e ocultarem provas, nomeadamente comunicações electrónicas, conforme indiciava uma escuta telefónica a Jaime Gomes, antigo sócio de Miguel Macedo e também arguido no processo, e como uma perícia informática viria a provar.  
Manuel Palos terá demonstrado uma “conduta de facilitação contínua”, pelo menos desde Novembro de 2013, data em que começaram as intercepções telefónicas. Mas essa conduta, segundo os investigadores, terá sido “abruptamente interrompida” já nos primeiros meses de 2014. O Ministério Público suspeita que a primeira fuga de informação ocorreu em finais de Fevereiro, início de Março daquele ano, altura em que Palos começou a fazer questão de frisar ao telefone que “todos os processos têm de seguir os trâmites normais, independentemente de quem solicite urgência na solicitação”.  
Palos teria como missão acelerar os procedimentos, ou seja, ser uma espécie de “facilitador burocrático” na obtenção de vistos dourados pelos clientes dos empresários chineses. O Ministério Público suspeita mesmo que a partir da primeira fuga de informação “plantou” conversas telefónicas só para “simular” que a sua conduta nos vistos gold era correcta.  
Ao mesmo tempo, o homem que liderava o Instituto dos Registos e Notariado servia-se da sua rede de contactos no SIS, na magistratura, no SEF, e na PJ, para indagar, “directa ou indirectamente” se estava a ser alvo de intercepções. Por duas vezes, como já relatado pela “Sábado”, o contactado foi Almeida Rodrigues, director nacional da Polícia Judiciária. Da primeira vez, no início de Março de 2014, António Figueiredo fez a pergunta por telefone, a partir do seu secretariado. Da segunda, em Abril, aproveitou-se de uma deslocação a Angola para questionar Almeida Rodrigues directamente. À pergunta do director da PJ sobre quem o teria informado, Figueiredo terá respondido apenas: “Um magistrado.”  
Numa conversa telefónica que consta dos autos do processo Figueiredo acrescentou um pormenor: refere-se à fonte de informação como um procurador próximo do Ministério da Justiça. 
As conversas telefónicas entre Figueiredo e Zhu começaram a aparecer cifradas, com referências imperceptíveis a “fábricas de batatas”, e uma conversa telefónica entre o então presidente do IRN e a filha deu a entender que Figueiredo mantinha outro número de telefone, que não era conhecido, e para o qual a filha teria tentado ligar, mas sem êxito.  
O facto de haver indícios de que uma equipa do Serviço de Informações e Segurança (SIS) terá efectuado um primeiro “varrimento electrónico” no gabinete do presidente do IRN , a 27 de Fevereiro, também não é encarado pelos investigadores como uma mera coincidência temporal. 
Certo é que, apesar de todas as cautelas, Manuel Palos deveria continuar com dúvidas pois em Maio, numa conversa com um indivíduo chamado “Zé”, aquele lembrou-o de que se estivesse a ser investigado por causa dos “vistos gold”, Alexandra Góis, funcionária do SEF destacada em serviço no DCIAP, já o teria avisado.  
Nessa mesma conversa falam sobre “o homem do IRN”. Zé diz ser voz corrente que, para além da posição que exerce, Figueiredo teria um escritório que trataria desse tipo de investimentos. E logo de seguida pergunta a Palos se aquele não o tem chateado. O director do SEF diz que não, que só pede o que os outros pedem.  
Os cuidados dos arguidos foram reforçados em Junho de 2014, depois de a “Sábado” avançar que estava a ser investigada uma teia de corrupção e tráfico de influência à volta da atribuição dos vistos dourados. Três semanas antes da divulgação da notícia, a informação já seria do conhecimento do secretário de Estado do Ministério da Administração Interna, João Almeida.  

A partir desde momento, a colaboração do director do SEF cessou totalmente, a ponto de os chineses serem obrigados a contratar um escritório de advogados para acelerar a atribuição do vistos. António Figueiredo, porém, nunca terá posto de lado os seus negócios imobiliários, continuando a ter reuniões de investimento e a fazer visitas a imóveis. 
A 18 de Junho, houve nova limpeza electrónica efectuada pelo SIS. E a 2 e a 16 de Junho, Figueiredo contactou directamente a Procuradoria-Geral da República (PGR) no sentido de averiguar se havia algum inquérito pendente em que fosse suspeito. 
Em Novembro, na mesma semana em que foi detido José Sócrates, foram detidos onze suspeitos do caso Vistos Gold, entre eles António Figueiredo (que ainda se encontra em prisão preventiva), Manuel Jarmela Palos (obrigado a apresentações periódicas) e a ex-secretária-geral da Justiça Maria Antónia Anes (que permanece em prisão domiciliária). O Ministério Público avisa que não são os únicos suspeitos.  
Na fundamentação do acórdão da Relação de Lisboa a que o i teve acesso, o Ministério Público sublinha que a investigação “está longe de estar próxima de uma conclusão” e rejeita processos “paralelos”. Frisa haver diversos suspeitos ainda não constituídos arguidos e muita prova ainda a ser procurada através das perícias informáticas, contabilísticas e financeiras em curso.

* Estes criminosos de "colarinho branco" são todos da inteira confiança dos ministros do governo que os tutelam.

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