sexta-feira, 3 de abril de 2015

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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 O QUE NÓS


  "INFORMAMOS"!



BAKU FESTEJA O


NOVRUZ


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* Uma produção "EURONEWS"

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 FELICIDADE INTRÍNSECA








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10- O FIM DO JOG0

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Como menos de 1% da população mundial escraviza o resto do mundo



* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores. 

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HOJE NO
 "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

A peça que não encaixa 
na investigação dos vistos gold

Miguel Macedo chumbou o nome proposto pelo ex-diretor do SEF para oficial de ligação em Pequim, o que contraria a tese do MP.

Uma nomeação que não chegou a concretizar-se será um dos fundamentos do crime de prevaricação que o Ministério Público (MP) imputa ao ex-ministro da Administração Interna Miguel Macedo, no âmbito da investigação dos vistos gold. 
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Trata-se da nomeação para o cargo de oficial de ligação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) na China, cujo nome proposto pelo ex-diretor do SEF, Manuel Palos - indiciado por coautoria do crime de prevaricação, além do crime de corrupção passiva - foi chumbado por Miguel Macedo.

Este facto contraria a tese do MP, segundo a qual Palos teria cumprido uma ordem de Macedo para escolher um nome que servisse os interesses comerciais dos outros arguidos e detidos da "Operação Labirinto", designadamente de António Figueiredo, ex-presidente do Instituto de Registos e Notariado e Jaime Gomes, um empresário, antigo sócio do ex-ministro.

* Neste governo há demasiado desencaixes.

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ALMADA


1.BANHADA POR UM

MAR DE HISTÓRIAS

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HOJE NO  
"RECORD"

Mais três recordes nacionais absolutos em Coimbra

Novas marcas No Centro Olímpico de Piscinas

A sessão desta sexta-feira dos Nacionais de natação, que estão a decorrer em Coimbra, rendeu três recordes nacionais absolutos, um dos quais igualado, bem como um mínimo para os Mundiais de juniores.

No Centro Olímpico de Piscinas de Coimbra, Pedro Oliveira (Estrelas S. João de Brito), que nas eliminatórias da manhã tinha igualado o recorde absoluto dos 100 metros costas em 55,55 segundos, fixou um novo máximo nacional na final, em 55,46. 

Na mesma distância, Gabriel Lopes (Louzan Natação) garantiu os mínimos para os Mundiais de juniores, ao cumprir a prova em 57,11.
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ANA LEITE
Ana Leite (Ginásio de Vila Real) estabeleceu recorde nacional absoluto dos 100 metros costas com 1.03,42 minutos, superando o anterior máximo de 1.03,45, que pertencia a Marta Marinho desde 2010.

Quanto a Diana Durães (FC Porto), igualou o recorde nacional absoluto dos 400 metros livres com o tempo de 4.19,75 minutos, o mesmo que Ana Neto conseguiu em 2013.

Na sessão da manhã, Raquel Pereira (Sport Algés e Dafundo) voltou a nadar abaixo dos mínimos para os Mundiais de juniores nos 200 metros bruços, com novo recorde pessoal fixado em 2.34,91.

David Grachat (Gesloures), da classe 9, confirmou mínimos para os Jogos Paralímpicos e Mundiais de Glasgow nos 50 metros livres (26,90) e 400 metros livres (4.28,65).

* Valentes jovens.


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 BIG BROTHER

NOS CÉUS DA EUROPA

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* Uma produção "EURONEWS"


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HOJE NO
 "JORNAL DE NOTÍCIAS"

Hotéis pedem aos turistas 
para levarem papel higiénico

Alguns hotéis venezuelanos estão a pedir aos turistas que levem o seu próprio papel higiénico e sabão. A revelação foi feita pelo presidente da Câmara de Turismo da cidade de Mérida.
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Já no final do ano passado, o setor da hotelaria tinha-se queixado de dificuldades para conseguir papel higiénico, sabonetes e detergentes, necessários para o funcionamento quotidiano.

A queda no preço do barril de petróleo agravou a escassez de produtos de consumo, num país que importa a maioria dos seus bens e tem na exportação petrolífera cerca de 95% das receitas provenientes do exterior.

As restrições das autoridades venezuelanas aos produtos importados já tinham chegado ao leite e a outros produtos básicos, incluindo de higiene.

Recorde-se que, em dezembro, preservativos e outros contracetivos começaram a desaparecer de muitas farmácias e clínicas venezuelanas, quando o governo limitou o recurso a divisas ao mesmo tempo que as receitas do petróleo baixaram.

A própria cadeia norte-americana de "fast food" McDonald's viu-se obrigada a substituir as tradicionais batatas fritas por acompanhamentos venezuelanos mais típicos, como mandioca frita, uma vez que as batatas consumidas pela McDonald's da Venezuela são provenientes da Argentina, do Canadá e dos Estados Unidos da América.

* Até Maduro caír de pôdre.

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ANA KOTOWICZ

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Maternidade

A história de Rachel Reeves passou despercebida em Portugal. Se nas eleições de 7 de Maio os Trabalhistas formarem governo, é muito provável que Rachel, 36 anos, se torne ministra. Poucos dias depois irá de licença de maternidade. O nascimento está previsto para Junho e Rachel admitiu que se lhe for oferecido um cargo no governo aceitará. Com o mesmo à-vontade, garantiu que irá gozar a licença. 
 
Os Conservadores entraram em polvorosa – Cameron distanciou-se e diz não ver problema algum em ter uma grávida no governo – e Rachel foi apelidada de tudo. “Mulher estúpida” foi um dos mimos, quando foi posta em causa a sua capacidade de ser ministra e mãe ao mesmo tempo. As mulheres não são todas iguais, mas as decisões que tomam sobre carreira e maternidade servem sempre para serem julgadas.
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As que juntam o maior número de dias possível para tratar dos filhos são mães-galinhas. As que voltam logo ao trabalho são egoístas. Estamos em 2015. O que as mulheres ganharam, depois de anos de luta foi o direito à escolha. Susana Díaz vai governar a Andaluzia e fez campanha grávida do primeiro filho. Angelina Jolie retirou os ovários para evitar que os filhos percam a mãe para o cancro. Sisa Abu Daooh vestiu-se de homem durante 40 anos para poder trabalhar e alimentar a filha. As mulheres não são todas iguais e as suas decisões espelham essa diferença. O que deveríamos discutir é por que razão ser pai e ministro ao mesmo tempo nunca é um tema controverso.

IN "i"
31/03/15

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471.UNIÃO


EUROPEIA



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HOJE NO 
  "PÚBLICO"


Little Foot, um australopiteco que veio
. baralhar a origem da humanidade

Tem havido várias tentativas de datação de um fóssil de australopiteco descoberto em 1997 numa gruta da África do Sul. Agora, cientistas concluíram que o Little Foot tem 3,67 milhões de anos. O crânio de Little Foot na gruta em África do Sul Laurent Bruxelles/INRAP 
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Little Foot, um australopiteco cujo fóssil foi descoberto há quase 20 anos, na África do Sul, terá morrido há cerca de 3,67 milhões de anos, revelou uma equipa de investigadores que fez a datação mais rigorosa deste fóssil, num estudo publicado na última edição da revista científica 

 As ossadas da famosa australopiteca Lucy – a mais importante representante da espécie Australopithecus afarenis, descoberta em 1974, na Etiópia – têm cerca de 3,2 milhões de anos. A nova datação de Little Foot torna-o quase contemporâneo da Lucy e aumenta a região africana onde pode ter surgido o nosso antepassado directo, o Homo habilis, defendem os investigadores.

 “Isto coloca a África do Sul na corrida da evolução humana”, declarou à agência AFP o investigador Laurent Bruxelles, do Instituto Nacional de Investigação Arqueológica de Prevenção, em França, que participou no estudo. Durante décadas, o Leste de África esteve à frente da corrida.

“Com 3,67 milhões de anos de idade, o Little Foot viveu muito antes do Homo habilis, o nosso antepassado directo, que surgiu há cerca de 2,5 milhões de anos”, sublinhou Laurent Bruxelles. 
 “Neste caso, nada se opõe a que este australopiteco sul-africano tenha  estado na origem da humanidade. Está tudo em aberto”, defendeu Laurent Bruxelles.

A margem de erro da nova datação é de 160.000 anos, segundo os cientistas, que usaram isótopos de origem cósmica para datar o fóssil. Estes isótopos, como o alumínio-26 ou o berílio-10, são originados quando os raios cósmicos atingem a superfície da Terra. Depois, quando as rochas onde estão estes isótopos ficam enterradas, os raios cósmicos já não atingem a rocha e deixa de haver a produção de mais isótopos.

Com o passar do tempo, dentro do solo, estes isótopos vão decaindo e diminuindo de número. Hoje em dia, os cientistas conseguem analisar a quantidade de isótopos de origem cósmica que restam nestas rochas enterradas. A partir daí, é possível calcular quando é que a rocha ficou enterrada. Se houver um fóssil, neste caso de um hominídeo, associado à rocha, pode saber-se quando foi enterrado e, assim, ter uma data da sua idade.

No caso deste fóssil, a idade era uma confusão. Após a descoberta do Little Foot, em 1997, numa gruta do sistema de grutas de Sterkfontein, a noroeste de Joanesburgo, iniciou-se uma batalha entre os investigadores para determinar a idade do mais completo fóssil descoberto de um australopiteco. Tinha 4,17 milhões de anos? Ou 3,3 milhões? Ou apenas 2,2 milhões? Aceitavam-se apostas.

Datação sólida 
A nova datação foi feita por uma equipa internacional, onde se inclui Ronald Clarke, paleoantropólogo da Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, que descobriu o Little Foot. Em 1994, Ronald Clarke deparou-se com uma caixa com vários ossos que tinham sido descobertos durante trabalhos mineiros na gruta de Silberberg. Lá dentro estavam quatro pequenos ossos de um pé de um antigo hominídeo. E decidiu chamar-lhe Little Foot. Três anos depois, quando examinou o conteúdo de uma outra caixa, descobriu mais ossos dos pés e um pedaço de tíbia do mesmo indivíduo.

Com estes indícios, a equipa de Ronald Clarke foi até à gruta e recuperou o esqueleto quase inteiro de Little Foot, que estava enterrado numa camada calcária a 25 metros de profundidade. Segundo os investigadores, o australopiteco provavelmente caiu num precipício e morreu.

Foram necessários 13 anos de escavações para retirar o Little Foot do local. O fóssil deverá ser um representante da espécie Australopithecus prometheus. Na altura, Ronald Clarke atribuiu 3,3 milhões de anos ao fóssil, com base na morfologia dos ossos hominídeo e numa primeira datação das rochas da gruta.

Depois, em 2003, o geólogo Darryl Granger (que também integra o novo estudo e trabalha na Universidade de Purdue, no Indiana, Estados Unidos), utilizou os isótopos de origem cósmica para datar os sedimentos que envolviam o fóssil. O resultado apontou uma idade mais antiga: 4,17 milhões de anos. “Mas a margem de erro era mais ou menos de um milhão de anos”, explicou agora Laurent Bruxelles.

Três anos depois, um estudo de cientistas britânicos chegou a um resultado desconcertante: afinal, o Little Foot não tinha mais do que 2,2 milhões de anos, segundo uma análise aos sedimentos à volta do seu esqueleto.

Mas Ronald Clarke não ficou convencido com este último resultado e pediu a Laurent Bruxelles, especialista na análise de rochas calcárias de grutas, para estudar a sucessão de estratos geológicos que rodeavam o fóssil. A gruta sofreu inundações, colapsos e explosões de dinamite durante a exploração mineira, o que dificultava este tipo de análise.

Mas o cientista pôs ordem na sequência temporal dos sedimentos. E concluiu que, na realidade, os depósitos datados com 2,2 milhões de anos foram formados após a queda de Little Foot naquela gruta. O novo estudo partiu desta nova interpretação da estratigrafia da gruta.

Em seguida, Darryl Granger voltou a fazer as análises, baseando-se no mesmo método de datação mas agora com técnicas mais afinadas, o que permitiu obter uma idade mais rigorosa. Das 11 amostras de rocha recolhidas na última década, a datação de nove dá resultados consistentes, o que permite uma “datação sólida”, avança a Universidade de Witwatersrand, em comunicado.

Para Ronald Clarke, a descoberta muda a forma como se deve olhar para a evolução humana. “Demonstra que os hominídeos mais recentes, como o Australopithecus africanus e o Paranthropus, não têm de ter evoluído todos a partir do Australopithecus afarenis’, considerou o paleoantropólogo, citado num comunicado da Universidade Purdue. “Só temos um pequeno número de sítios [paleoantropológicos] e temos tendência para basear os nossos cenários evolutivos em fósseis que encontramos nesses sítios. Esta nova idade lembra-nos de que pode muito bem ter havido muitas espécies de Australopithecus que habitaram uma região muito maior de África.”

* Mais um avôzinho!

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O SEGREDO 
DAS COISAS

 21 -COSMÉTICOS


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IRÃO



3-O BAZAR 
DOS SEXOS
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DO PURITANISMO SELVAGEM
PELO CASAMENTO TEMPORÁRIO,
À HUMILHAÇÃO DAS MULHERES


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HOJE NO 
  "LUX WOMAN"

Filme
 «Os gatos não têm vertigens» 
domina prémios Sophia 2015 

O filme "Os gatos não têm vertigens", do realizador António-Pedro Vasconcelos, venceu nove das 15 categorias em que estava nomeado para os prémios Sophia 2015, entregues na noite de quinta-feira no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. 
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"Os gatos não têm vertigens" conquistou os quatro principais prémios, incluindo o de melhor filme, melhor realizador e melhor atriz (Maria do Céu Guerra) e ator (João Jesus) principais.

O filme ganhou também os prémios de melhor argumento original (Tiago Santos), melhor banda sonora original (Luís Cília) e melhor canção original, com o tema “Clandestinos do Amor”, de Ana Moura. 

* Um grande filme de um grande realizador.

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Madredeus e a Banda Cósmica

Ecos na Catedral

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ONTEM NO 
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Jovem escreve carta ao ex-patrão 
do pai e comove portugueses

Uma portuguesa viu o seu pai ser despedido, ao fim de mais de 20 anos, e decidiu não cruzar os braços.

A carta, dirigida ao ex-patrão do pai, foi divulgada pelo “Correio da Manhã” e tem estado a ser muito partilhada nas redes sociais. Uma história que está a comover o País. 
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“Boa tarde 
Ao ex-patrão do meu pai:
 Aqui fala a filha do homem que você despediu sem dó nem piedade, há cerca de um ano. Você apenas se deve lembrar do processo demorado que lhe levou tempo e alguns milhares, nem sei se você se lembra do nome do meu pai. Mas eu vou fazer questão de lhe lembrar quem ele era. 
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 Trabalhou para si mais de 20 anos. Começou como motorista dos seus já extintos camiões. Fazia viagens de 3-4 dias para Lisboa e Algarve todas as semanas, para poder alimentar a família, enquanto eu, na altura pequena, me agarrava à sua roupa a chorar com saudades do meu pai. Sim, porque o meu pai é tão mal educado e violento que a filha chorava na sua ausência. 
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 Depois de muitos anos como camionista, você decidiu que lhe ficava mais em conta acabar com os camiões e contratar uma empresa de fora. E convidou o meu pai a passar para o armazém e ser chefe.
 Ele aceitou claro. Fez um bom trabalho durante uns cinco anos, até que você decidiu começar a cortar no pessoal. Aí sim é que se viu o carácter das pessoas que trabalham para si, e melhor ainda, o seu. 
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 Com medo de perderem o próprio emprego e por inveja do lugar do meu pai, decidiram que ele era um alvo a abater. De repente, o meu pai, que sempre foi uma boa pessoa, tornou-se, na boca dos invejosos e cruéis, uma pessoa mal-educada e violenta. Você nem se deu ao trabalho de constatar os factos, meteu-lhe um processo disciplinar sem vencimento e despediu-o. 
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Com 50 anos de idade, sem indemnização, sem fundo de desemprego e sem dignidade, foi assim que os 26 anos de trabalho na sua empresa acabaram. Como qualquer outro em plena consciência, o meu pai tentou combater esta injustiça e gastou do pouco que lhe sobrou para que a justiça fosse feita. E desta parte você deve lembrar-se, pois desta vez você esteve presente, com a única intenção de o mandar embora novamente sem nada. 
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O meu pai lutou e foi massacrado em tribunal por antigos amigos que, de repente, só o viam como o homem que os tratava mal. Houve pessoas que, com medo de serem os próximos, não testemunharam a favor mas mantiveram a dignidade e não testemunharam contra. E houve aqueles que não ficaram calados e defenderam o meu pai como ele merecia (e a estas pessoas mando, desde já, o meu agradecimento por num mundo cheio de hipocrisia terem tido a coragem de falar). 
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O meu pai ganhou o processo como você se deve lembrar, mas claro que não lhe queria pagar o que lhe era devido e você recorreu. Em portas fechadas, não sei o que aconteceu, nem como, mas você ganhou. E agora eu pergunto com a minha inocência no mundo: por que é que, depois deste empate, você é que ganha e o meu pai nem pode recorrer? Como é para si dormir à noite sabendo que o seu trabalhador veio para a rua sem nada e por nada? 
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Quero que saiba, o meu pai era um péssimo funcionário, uma péssima pessoa e mesmo assim conseguiu um novo emprego num armazém. Ele realmente devia ser tudo aquilo que lhe contaram. A minha pergunta para si é: você deu-se ao trabalho de saber os dois lados da história ou o que lhe interessa é apenas a opinião dos seus escovas? Você destruiu a vida de um funcionário que era exemplar, até à data em que lhe resolveram encher os ouvidos. 
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Não espero que com isto você lhe pague. Só quero que o país saiba o poder que lhe deu com as novas leis de trabalho. Quero que saibam a injustiça que foi feita. Quero que um dia isto não possa mais acontecer porque alguém defende a parte fraca desta equação. 
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A todos os que lêem neste momento esta carta quero que saibam que este é o país em que vivemos, onde o patrão enriquece à custa da desgraça dos seus trabalhadores. Onde a justiça é aquela que manda o trabalhador embora sem hipóteses de ripostar. É este o país, é esta a justiça? É isto que me espera no futuro? Não vou fazer a diferença, eu sei, mas pelo menos sei que não fiquei calada a ver a vida do meu pai desmoronar.” 
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Ana Sousa 

* Quantos milhares de filhos ainda não escreveram aos ex-patrões dos pais?

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O MELHOR DA MOTOCROSS

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HOJE NO
 "A BOLA"

«Ficarei imensamente feliz se formos campeões no último dia» - Mourinho
 
José Mourinho desvaloriza por completo o ´timing´ da conquista do título por parte do Chelsea, deixando claro que não se importará de festejar apenas na derradeira jornada da Premier League.
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«Ficarei imensamente feliz se formos campeões no último dia, como ou quando não me preocupa. Precisamos de seis vitórias e de um empate em nove jogos. A situação é boa, qualquer clube queria estar na nossa posição», constatou o treinador português, esta sexta-feira, no lançamento da receção ao Stoke City.

«São uma equipa difícil, conhecem-se muito bem e não é por acaso que estão onde estão», alertou Mourinho, aludindo ao 10.º lugar do adversário na classificação. 

* O Chelsea está numa posição confortável mas ser campeão na última jornada também é bom.


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Afinal mandar "prò c..." é apenas virilidade verbal

por CARLOS RODRIGUES LIMA 18 Novembro 2010

Ministério Público quis levar a julgamento 
cabo da GNR 
que usou expressão junto de superior, 
Tribunal da Relação de Lisboa ilibou-o

Quando um cabo da GNR, irritado com o facto de não ter conseguido uma troca na escala de serviço, se dirige ao seu superior, dizendo "não dá pra trocar, então prò c...", está a cometer um crime de insubordinação ou apenas a desabafar? Este debate percorreu o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa e o Tribunal de Instrução Criminal, chegando, a 28 de Outubro deste ano, ao Tribunal da Relação de Lisboa, que encerrou o caso: o cabo não deve ser julgado, porque a expressão utilizada é um "um sinal de mera virilidade verbal".

Foi no dia 4 de Agosto de 2009 que, no gabinete do sargento da GNR que liderava um subdestacamento, o cabo solicitou uma troca de serviço com outro militar. Perante a recusa do seu superior hierárquico, tal como vem descrito no acórdão do Tribunal da Relação, o militar disse: "Não dá para trocar, então pró c..." E de seguida: "Se participar de mim, depois logo falamos como homens."

A situação em causa evoluiu para uma acusação pelo crime de insubordinação. Segundo uma procuradora do DIAP, "a palavra 'c...', proferida pelo arguido, na presença do seu superior hierárquico, de forma alguma, poderia constituir um mero desabafo, antes, indignado, pelo facto de o seu superior não permitir a troca de serviço, visou o arguido atingi-lo na sua honra e consideração".

"Então existe outro significado para a palavra, 'c...' em causa, dita naquele contexto, que não seja injurioso, ofensivo, de afronta, em relação à pessoa a quem é dirigida?", questiona a mesma magistrada.

Os juízes desembargadores Calheiros da Gama e o juiz militar major-general Norberto Bernardes tiveram entendimento diferente, mantendo a decisão do juiz de instrução que decidiu não levar o arguido a julgamento.

E para fundamentar tal decisão, os desembargadores fazem uma extensa análise da expressão "prò c..." que, no fundo, era o que estava em causa no autos. Concluíram que há contextos em que a utilização da expressão não é ofensiva, mas sim um modo de verbalizar estados de alma. Um pouco de história: "Para uns a palavra 'c...' vem do latim caraculu que significava pequena estaca, enquanto que, para outros, este termo surge utilizado pelos portugueses nos tempos das grandes navegações para, nas artes de marinhagem, designar o topo do mastro principal das naus, ou seja, um pau grande. Certo é que, independentemente da etimologia da palavra, o povo começou a associar a palavra ao órgão sexual masculino, o pénis."

Porém, continuam os juízes, "é público e notório, pois tal resulta da experiência comum, que 'c...' é palavra usada por alguns (muitos) para expressar, definir, explicar ou enfatizar toda uma gama de sentimentos humanos e diversos estados de ânimo. Por exemplo 'prò c...' é usado para representar algo excessivo. Seja grande ou pequeno de mais. Serve para referenciar realidades numéricas indefinidas ('chove pra c...'; 'o Cristiano Ronaldo joga pra c...'; 'moras longe pra c...'; 'o ácaro é um animal pequeno pra c...'; 'esse filme é velho pra c...')".

Mas há mais jurisprudência sobre a matéria: "Para alguns, tal como no Norte de Portugal com a expressão popular de espanto, impaciência ou irritação 'carago', não há nada a que não se possa juntar um 'c...', funcionando este como verdadeira muleta oratória."

Tendo presente tais considerações, mais o facto de se ter dado como assente que o cabo e o sargento - apesar da distância hierárquica - manterem uma relação de proximidade, sem muitas regras formais, a Relação de Lisboa decidiu não levar o militar a julgamento pelo crime de insubordinação.

IN "DIÁRIO DE NOTÍCIAS" 
  
Finalmente, para os juristas ou curiosos que prefiram ler o douto Acórdão:

CLIQUE AQUI EH EH EH!!!

OBRIGADO E. FRANÇA 

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HOJE NO
 "AÇORIANO ORIENTAL"

Papa volta a criticar padres 
aborrecidos e maldispostos

O papa Francisco lembrou esta quinta-feira que os padres não podem ser "maldispostos, queixosos nem, o que é pior, aborrecidos".
 
O papa falava na homília da missa Crismal de Quinta-feira Santa, celebrada na basílica de São Pedro, que como em anos anteriores foi dedicada aos conselhos para os sacerdotes e "à beleza" do cansaço da dedicação aos fiéis.
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Francisco explicou que o sacerdócio e a proximidade das pessoas cansa, mas "é um cansaço bom, cheio de frutos e de alegria".

"O povo fiel não nos deixa sem tarefas, a menos que se esconda num gabinete ou ande pela cidade num automóvel com vidros fumados", garantiu.

Mas, apesar desta fadiga, o papa disse aos sacerdotes que não podem ser "pastores maldispostos, queixosos nem, o que é pior, aborrecidos", reiterando a necessidade de pastores "com cheiro a ovelha" e "sorriso de padre".

"Em nada parecidos com esses que cheiram a perfume caro e olham para ti de longe e de cima", acrescentou.

Francisco inicou a homília com uma confissão: "Sabeis quantas vezes penso no cansaço. O cansaço de todos vós. Penso muito e rezo por isso com frequência, especialmente quando quem está cansado sou eu".

"A nossa fadiga é especial aos olhos de Jesus, que nos recebe e nos ergue", garantiu o papa na primeira cerimónia do chamado Tríduo Pascal, período de três dias em que os católicos assinalam a paixão, morte e ressureição de Cristo.

A missa Crismal que inicia a Quinta-feira Santa inclui a bênção dos óleos e a renovação das promessas sacerdotais de todo o clero, antes do início do Tríduo Pascal, à tarde

Francisco lembrou os deveres que devem cumprir os sacerdotes e acrescentou que existem outras tarefas como "construir um novo salão paroquial, ou pintar as linhas para o campo de futebol dos jovens do Oratório".

"São tarefas para as quais o nosso coração se move e comove. Alegramo-nos com os noivos que casam, rimos com o bebé que nos trazem para batizar, acompanhamos os jovens que se preparam para o matrimónio e as famílias, apoiamos quem recebe a unção na cama do hospital, choramos com quem enterra um ente querido", disse.

Estes são deveres que "cansam o coração do pastor", garantiu. "Para os sacerdotes, as histórias da nossa gente não são um noticiário".

Francisco instou os padres "não só a fazerem o bem, mas também a defenderem o rebanho e a defenderem-se do mal".

"O mal é mais astuto que nós e é capaz de derrubar num só momento o que foi construído com paciência durante muito tempo", sublinhou.

A celebração da Quinta-feira Santa continua esta tarde, quando o papa, mantendo a tradição de quando era arcebispo de Buenos Aires, sair do Vaticano para celebrar missa na prisão romana de Rebbibia, onde lavará os pés de 12 reclusos.

* Talvez com este papa o clero aprenda alguma coisa, há que ser simpático para os fiéis, (clientes).

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LIMPEZA DESCONTROLADA

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Xangai, China
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ESTA SEMANA NO
 "OJE"

Consequências e poderes das comissões de inquérito que a opinião pública ignora

As comissões de inquérito já levaram a demissões de altos cargos públicos e ajudaram a fazer prova em processos judiciais e contraordenacionais, mas na opinião pública prevalece a ideia de que são “blá-blá-blá” e guerras entre partidos.

Entre-os-Rios, BPN, BCP e uma das muitas sobre Camarate são casos de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) cujas consequências – políticas, administrativas e outras – foram recordadas em entrevistas à agência Lusa por deputados intervenientes.
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“Foi o desenvolvimento dos trabalhos da primeira Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o caso Banco Português de Negócios (BPN) que levou à demissão de um Conselheiro de Estado, Dias Loureiro”, recorda o antigo deputado comunista Honório Novo.

Mas o cidadão comum ou não se recorda ou espera mais, como mostram entrevistas de rua realizadas a quase duas dezenas de pessoas, que confundem amiúde os trabalhos em plenário e as CPI, ignoram os poderes que estas têm e que não se confundem com os poderes de julgar e condenar dos tribunais.
“É paleio. Falam muito mas no fim não se veem conclusões. O BES por exemplo, falaram com uma data de funcionários e não se vê, de facto, grandes conclusões. O Ricardo Salgado (antigo presidente do banco) continua aí a passear”, atira Manuel Oliveira, engenheiro agrónomo reformado.

Gaudêncio Vieira, ex-bancário e professor na Universidade Sénior, diz que “os deputados são levados pela linguagem hermética que os banqueiros utilizam para engonhar os processos”. Marília, reformada, também “ vê sempre” na televisão mas acha que “tudo espremido não deita sumo. É só blá-bla-blá e clarificação dos assuntos pouco”.

“Se ajuda? Então não ajuda? É um princípio”, considera Maria, reformada, enquanto Sónia, estudante, entende que “deveria haver conclusões” e como “normalmente não há”, não fica esclarecida.

O eurodeputado eleito pelo CDS-PP Nuno Melo, advogado de formação, precisa que uma CPI “não se confunde com um tribunal”.

“Pode juntar documentos, arrolar pessoas para serem ouvidas, requerer perícias técnicas, mas não pode lavrar uma sentença que condene ou absolva quem quer que seja”.

O objetivo, explica também Honório Novo, é apurar factos, definir responsabilidades de agentes políticos ou administrativos ou de outros, de terceiros. Depois concluir pela responsabilidade e recomendar alterações de procedimentos às instituições e ainda remeter tudo o que é passível de procedimento judicial ou criminal para os tribunais, o Ministério Público, ou entidades de regulação e de supervisão, consoante os factos.

Há 14 anos, em março de 2001, a ponte de Entre-os-Rios ruiu arrastando um autocarro e dois outros veículos. Morreram 59 pessoas.

Teve consequências políticas imediatas, com a demissão do então ministro do Equipamento Social Jorge Coelho e os trabalhos e conclusões da CPI, que se seguiu, serviram “como elemento de prova do tribunal que julgou a situação”, lembra o antigo deputado comunista.

Foi este caso que levou também à criação de um sistema de gestão com inspeções periódicas às pontes e o relator desta comissão, Renato Sampaio, deputado socialista, não tem dúvidas de que “ajudou em muito no apuramento dos factos” e deu um contributo no julgamento do processo e na “sentença de indemnização prestada as vitimas”.

Nuno Melo recorda outro caso, o da 8.ª comissão à tragédia de Camarate, em que morreu, a 04 de dezembro de 1980, o então primeiro-ministro, Sá Carneiro (PSD), e o ministro da Defesa, Adelino Amaro da Costa(CDS), a que presidiu, em que “um conjunto de peritos chegou a um conjunto de conclusões que indiciaram a prática de crimes e todo o espólio documental, além das conclusões, foi remetido ao Procurador Geral da República, na altura Souto Moura”.

Depois disso, “um ofício dele reconhece, pela primeira vez, do lado do Ministério Público a existência de indícios da prática de crime” por que “até ali a PGR tinha sustentado sempre exclusivamente a possibilidade de um acidente”, salienta o deputado.

Voltando à área financeira, Honório Novo, lembra que a criação de equipas permanentes do Banco de Portugal fixadas em bancos de maior peso é resultado da primeira comissão sobre do BPN.
As sanções para crimes financeiros foram agravadas do ponto vista contraordenacional e também do ponto de vista penal, embora neste “continuem a ser uma espécie de penitência que compensa”, refere.

Honório Novo e Nuno Melo voltam ao caso BPN para salientarem a importância das comissões parlamentares de inquérito e estabelecerem, com algumas críticas, a diferenciação em relação à atuação da justiça.

Aquilo com que o português médio pode estar frustrado, diz o antigo deputado comunista, “é que a comissão, que tem como prazo limite de funcionamento seis meses, tenha produzido o que produziu do ponto de vista do apuramento de factos, e a justiça (…) só agora tenha iniciado, praticamente, os julgamentos das pessoas implicadas num processo desde 2008. Isto sim devia causar perplexidade às pessoas”.

“Houve muito que se conheceu sobre o BPN e do que ali sucedeu que de outra forma não teria sido conhecido nem hoje, porque muitos dos processos ainda estão sob segredo de justiça. Por outro lado tudo o que foi dito serve também à justiça, está registado em ata e tem valor probatório”, afirma Nuno Melo.

* Fica a informação

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