domingo, 29 de março de 2015

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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 O QUE NÓS

  "VASCULHAMOS"!




A BAIXA DE LISBOA
 ANTES DO TERRAMOTO




6-ROSA CHOCK
 

PARIS HILTON






































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VIGAROLEAKS









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MARCELINHO LENDO CONTOS ERÓTICOS

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 Aviso aos Srs. Visitadores

Esta inserção tem linguagem imprópria  para ouvidos sensíveis ou "pudorentos". Mas como neste blogue quase todas as formas de expressão têm lugar, excluimos a calúnia e a grosseria, decidimos editar esta forma radical de contar estórias.
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Oxalá a vossa curiosidade
seja mais forte que o pudor
 


 MARCELINHO LENDO
 CONTOS ERÓTICOS

3- FIM DE SEMANA DE PRAZER


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5-ROSA CHOCK
 



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2- UMA OVELHA NA ILHA


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* Uma produção "PIXAR"

* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores. 

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4-ROSA CHOCK
 

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Shimpei Takahashi



Jogue este jogo
 

Shimpei Takahashi sempre sonhou projetar brinquedos. Mas quando começou a trabalhar como um desenvolvedor de brinquedos, ele descobriu que a pressão de usar dados como um ponto de partida para o design acabava com sua criatividade. Neste talk curto e engraçado, Takahashi descreve como fez suas ideias fluírem novamente, e compartilha um jogo simples que qualquer um pode jogar para gerar novas ideias.

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3-ROSA CHOCK
 


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ADRIANO MOREIRA

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A estratégia
 do conhecimento

Parece ser pouco discutível que a soberania clássica compreendia mais do que o poder militar, o qual agregava os poderes financeiro e económico, e o poder científico e cultural, embora o primeiro tivesse uma imagem mais forte até que as duas grandes guerras mundiais destruíram primeiro os impérios domésticos europeus (alemão, austro-húngaro, russo, turco), depois o império colonial euromundista (Holanda, Bélgica, França, Portugal, Inglaterra). Depois disso, multiplicam-se os Estados cuja soberania nominal não compreende a soma dos poderes clássicos. A necessidade de cada Estado averiguar e assumir o que lhe resta dos componentes da soberania clássica exige cuidar não apenas do movimento de regionalização coletiva (União Europeia) que lhe salvaguarde a igual dignidade internacional, e não descurar os componentes da debilitada soberania que lhe resta em numerosa companhia.

A política externa e a segurança externa e interna não são em geral descuradas, ou são descuradas com aumento da perda de estatuto internacional. Mas existe um elemento, nesta época de crise financeira e económica mundial, que é a estratégia do conhecimento, que um liberalismo de nova invenção frequentemente descura, porque encontra na privatização um remédio que não responde às exigências de pelo menos manter a igual dignidade na comunidade internacional. Trata-se da estratégia do conhecimento, antes mais conhecida como política da investigação e do ensino. Ora os países mais em vista, neste século sem bússola, não esquecem eles próprios que a investigação e o ensino, ou estratégia do conhecimento, é um tema da soberania. Um poder como ainda é o dos EUA faz uma distinção que podemos exprimir como estratégia do conhecimento e economia do conhecimento. No primeiro grupo ficam as investigações reservadas, relacionadas com a segurança e a defesa nacional, com o seu conceito de nação indispensável, designadamente com a exploração do espaço. Mas a abertura oportuna desse conhecimento à rede nacional de ensino e investigação, e, a partir desta, à iniciativa e à criatividade privadas, são uma verdadeira doação à economia de mercado. A literatura sobre este tema da estratégia do conhecimento relacionada com a inovação económica, e a sua relação com o poder efetivo da potência política, é valiosa, e os resultados são conhecidos.

Naturalmente, casos como o da Rússia, pelo menos enquanto durou o regime soviético não refletiu a estratégia militar do conhecimento na atividade privada que não considerava, mas a França, sem a dimensão dos EUA, não omitiu que o "poder francês" tinha nisso uma das suas bases. É evidente que os chamados pequenos países, mesmo quando a adjetivação não é aceite pelos seus governos, não podem, senão ocasionalmente, ligar ambas as atividades, mas não estão impedidos, pelas alianças designadamente, de conseguir alguma corrente útil entre a estratégia estadual do conhecimento e a inovação, quer no ensino quer no saber-fazer que anima a iniciativa privada e a sua criatividade. Mas em qualquer das circunstâncias o que não parece possível, a qualquer Estado que pretende um lugar igual na comunidade das Nações em termos de dignidade, é descurar que investigação e ensino são responsabilidades da soberania e não do mercado.

É coisa diferente admitir ensino público e ensino privado, articular a investigação pública e a investigação privada, com a condição de não esquecer que a responsabilidade estadual se estende à coerência, à viabilidade, e a resultados, exigidos pela rede nacional que todos integram. E por isso não reduzir a uma visão contabilista o problema da investigação e do ensino, com o prejuízo adicional de que os que se distinguem não obstante as dificuldades é no estrangeiro que procuram utilidade e futuro. É muito honroso ser pátria de um Pedro Hispano, mas a honra junta-se ao proveito quando o seu triunfo é doméstico.

IN "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
25/03/15

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466.UNIÃO


EUROPEIA










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2-ROSA CHOCK
 


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MATERIAIS AEROESPACIAIS

DO FUTURO 


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* Uma produção "EURONEWS"


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4-HISTÓRIA
ESSENCIAL
DE PORTUGAL
VOLUME V

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O professor José Hermano Saraiva, foi toda a vida uma personalidade polémica. Ministro de Salazar, hostilizado a seguir ao 25 de Abril, viu as portas da televisão pública abrirem-se para "contar" à sua maneira a "HISTÓRIA DE PORTUGAL", a 3ª República acolhia o filho pródigo. Os críticos censuraram-no por falta de rigor, o povo, que maioritariamente não percebia patavina da história do seu país, encantou-se na sua narrativa, um sucesso. Recuperamos uma excelente produção da RTP.


 
  FONTE: SÉRGIO MOTA     




* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores. 


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1-ROSA CHOCK

 
 

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Luciano Pavarotti

Adeste Fideles

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"Adeste Fideles" é o título do chamado "Hino de Natal Português", escrito pelo Rei D. João IV de Portugal. Foram achados dois manuscritos desta obra, datados de 1640, no seu palácio de Vila Viçosa. 

Muitos outros atribuem a autoria desse hino a John F. Wade, que não pode ter composto a obra, já que o seu manuscrito data de 1743. O mais provável é que Wade tenha traduzido o Hino Português, como era chamado em Londres na época e ficado com os louros.

 D. João IV de Portugal, “O Rei Músico” nascido em 1604 foi um mecenas da música e das artes, assim como um sofisticado autor; foi também compositor e durante o seu reinado possuiu uma das maiores bibliotecas do mundo. 

A primeira parte da sua obra musical foi publicada em 1649. Fundou uma escola de música em Vila Viçosa de onde saíam músicos para Espanha e Itália e foi aí, no seu palácio, que se acharam dois manuscritos desta obra. Esses escritos (1640) são anteriores à versão de 1760 feita por Wade. 

De entre os seus escritos podemos encontrar “Defesa da Música Moderna (Lisboa, 1649) ano em que o Rei D. João IV lutou contra o Vaticano para conseguir a aprovação da música instrumental nas igrejas.
Uma outra famosa composição sua é "Crux fidelis", um trabalho que permanece popular nos serviços eclesiásticos.

De: Jorge Portojo
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ESTA SEMANA NA
"BLITZ"

GNR: 
'Um gajo anda aqui a querer ser 
moderno e depois trama-se'

Em entrevista à BLITZ, Rui Reininho, Tóli César Machado e Jorge Romão - que esta semana lançaram novo álbum Caixa Negra - falam sobre as glórias e os desaires de uma longa carreira. 
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Ao décimo segundo álbum, o trio do Porto avança por conta própria. Caixa Negra é uma edição de uma banda definitivamente divorciada da velha indústria e põe termo a um intervalo ocupado por várias revisões da matéria dada.

Encontramo-nos às primeiras horas de um soalheiro dia do início de março, pouco depois de o F.C. Porto ter "despachado" o Sporting por um conclusivo 3-0. O resultado avantajado da equipa maior da cidade que viu nascer, há 34 anos, os GNR domina, naturalmente, a conversa antes de os cafés começarem a fazer efeito e de o gravador arrancar para uma hora e meia de memórias e pontapés para a frente, numa entrevista que pode ler na BLITZ de abril, já nas bancas.

Rui Reininho, Tóli César Machado e Jorge Romão discorreram sobre glórias, falhanços e o preço a pagar por se andar a fazer pop e rock há 34 anos. 

Leia aqui um excerto:
Sentem-se, hoje, revigorados?
Jorge Romão: Sim, e tem a ver com esta coisa da "independança" [refere-se à editora atual dos GNR, a Indiefada]. Gravámos no nosso estúdio, não estamos à espera que a editora calendarize. Fomos fazendo a gosto... "Ó Mário, podes amanhã e depois?". Gravámos até às horas que nos deu jeito.
Tóli César Machado: Agora não tenho tido bloqueios. As canções estavam todas prontas, não se foi fazer canções para o estúdio!
Rui Reininho: Tens tomado as gotas... (risos)
TCM: Não, pá, é muito trabalhinho. Tem de se trabalhar...
RR: É como diz o grande Camilo José Cela... Quando a inspiração chega, encontra-me a trabalhar. (risos)
TCM: Isto tem sempre a ver com o feedback que os discos têm. Um gajo faz um disco, depois não vende e não adianta para nada e não se fica com muita vontade de fazer [outro].

Depois da "ressaca" do meio dos anos 90, regressaram com dois álbuns muito bem recebidos pela crítica e pelo público: Mosquito (1998) e Popless (2000)...
TCM: Sobretudo o Popless, um disco muito bem produzido. Depois houve a tentativa de mexer e de mudar, que não correu assim muito bem - foi o disco a seguir [Do Lado dos Cisnes, de 2002] -, mas quem não arrisca não petisca. Senão, fazemos sempre a mesma coisa, como outras bandas. Há uns que o fazem e fartam-se de tocar! Um gajo anda aqui a querer ser moderno e trama-se! (risos) Depois não tem recompensa nenhuma, toca menos...
RR: Resulta do facto de não se comparecer na chamada capital do império... Podemos vir de quarenta concertos e... "então, vocês têm estado um bocado parados, não é?". Bolas, parado é o teu tio.

Leia a entrevista completa na BLITZ de abril, já nas bancas

* A BLITZ é para ler do princípio ao fim.

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DISSUASÃO

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Armas com histórias
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ESTA SEMANA NA
"SÁBADO"

Estudantes ingleses usam 
sexo para pagar estudos

Mais de 100 mil estudantes universitários ingleses estão a optar por trabalhos relacionados com sexo para pagar os seus estudos. A conclusão baseia-se numa pesquisa, de três anos, feita pelo Projecto sobre Estudantes e Sexo que se dedica a conhecer as necessidades dos estudantes que são também trabalhadores do sexo.

A falta de dinheiro foi apontada como a motivação principal para que um em cada 20 universitários ingleses se transforme num trabalhador sexual. Estima-se que, por ano, para fazer face às despesas com os estudos, os frequentadores do ensino superior precisem de aproximadamente €12.300.
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Os rapazes são os que mais recorrem ao sexo para ganhar dinheiro. Alguns dedicam-se à pornografia online, ao striptease ou às danças eróticas, enquanto outros usam o corpo de forma menos directa vendendo serviços sexuais na Internet.
Também no sector feminino há quem pague as dívidas com trabalhos de striptease, danças eróticas e venda de serviços sexuais online ou em linhas telefónicas para adultos. Algumas raparigas deixam-se fotografar em poses ousadas e com pouca roupa para ganhar dinheiro. E há uma pequena percentagem que trabalha como acompanhante, a chamada "garota de programa".

Ganhar dinheiro para financiar os estudos faz com que mais de metade dos estudantes optem por estes trabalhos, mas há quem vá mais longe e pretenda também custear um estilo de vida que de outro modo não podia ter. Mesmo trabalhando apenas algumas horas por semana, podem ganhar entre €400 e €1.365.

Uma grande percentagem dos estudantes confessou, no entanto, ter outras motivações além de poderem pagar as contas ou evitar dívidas, como o prazer sexual ou a curiosidade sobre a indústria do sexo.

Nos aspectos negativos incluem a insegurança (36%), a condenação por família e amigos (cerca de 33%) – a maioria mantém essas actividades em segredo – e as experiências desagradáveis com clientes.

* Longe de criticarmos os estudantes gostaríamos que houvesse um estudo semelhante aos estudantes universitários portugueses, seria maneira de avaliar as dificuldades financeiras existentes e a prepotência feroz do dinheiro sobre estes jovens.

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 O QUE NÓS


  "FESTEJAMOS"!!!




O primeiro número da ONDA POP explica quase tudo, os primórdios, os conceitos, a paginação e artigos publicados demonstram o trabalho destes rapazolas nos idos de 60.

Ontem saíu o nº24 da edição impressa. Neste número os "NIGHT STARS"  são  1º destaque com muitas memórias do percurso da banda.  Os "NIGHT STARS" foram um grupo de excepcionais intérpretes, um dos melhores de Moçambique e de Portugal, na época existiam bandas de grande qualidade por todo o continente e colónias.Tempo também para uma entrevista a Mário Ferreira e Sousa.

Giorgio Moroder intérprete e produtor italiano, não muito conhecido mas de muita valor tem lugar de direito próprio nesta página.Foi vencedor de três Oscares da Academia.

Os DAVE CLARK 5 uma das melhores bandas do mundo é notícia importante, na época tinham uma popularidade enorme nos USA e interpretavam excelentes temas,pode escutar o "BECAUSE"

Claro, não perca a  "ÉPOCA DE OURO DO ROCK" com a continuação da apresentação dos 100 melhores albuns iniciada a passada semana.

São muito bons motivos para ir já direitinho à ONDA POP, que, na actualidade, é completamente elaborada pelo José Couto e João Pedro. 
Duarte Nuno e Luís Filipe continuam a assobiar para o lado enquanto dão a volta ao bilhar grande. Reeditar a também vossa "ONDA POP" é tarefa dura, a grande qualidade que patenteia merecia mais a vossa atenção.

Neste blogue, na coluna da direita tem um link directo.
ABJEIAÇOS

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 ESTA SEMANA NA
"VISÃO"

Finlândia prepara-se para acabar
 com disciplinas nas escolas 

O sistema de ensino finlandês, considerado um dos melhores do mundo, prepara-se para inovar

O sistema de ensino finlandês tem sido regularmente considerado um dos melhores do mundo. Ocupou os lugares cimeiros das três primeiras edições do ranking PISA (Programme for International Student Assessment), embora os últimos resultados mostrem a liderança dos países asiáticos, muitos dos quais se inspiraram precisamente no modelo finlandês.
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Mas o país do báltico prepara-se para voltar a servir de modelo educativo para o resto do mundo, ao abandonar as 'tradicionais' disciplinas até 2020.

Mas em que moldes funcionará, na prática, o novo modelo? O objetivo é ensinar recorrendo a grandes temas ou fenómenos e não a disciplinas específicas. Por exemplo, sob a temática "União Europeia", pode ensinar-se línguas, história, geografia, entre outros.

Dito de outra forma, pretende-se atingir um modelo de ensino mais fluído, transversal e transdisciplinar. Não se pretende abandonar as teorias científicas, mas sim apresentá-las como mais aplicadas a fenómenos "reais".

Ensinando os alunos a relacionar os conceitos e as teorias com a realidade, pretende-se evitar que a célebre pergunta "mas afinal, para que é que isto serve?"

* Para quem esteve sempre habituado a estudar por disciplinas custa entender um pouco o novo método, deixem-nos especular:
- A propósito  de ir fazer xixi e cócó ao wc da escola pode aprender-se química através de análises aos produtos excretados, geometria dos sólidos pela observação das formas geométricas dos artefactos sanitários, física da energia accionando o interruptor da luz, as famosa leis de Newton e Arquimedes por se perceber que as fezes caem mesmo tal como a maçã, para depois boiarem no líquido do vaso, anatomia, porque pelo menos identificam in loco a zona terminal dos aparelhos urinário e digestivo, os que lavarem as mãos terão ainda aprendizado em física dos fluidos e também economia consoante o uso maior ou menor de água.
  Será isto um bom relacionamento entre teoria e realidade?


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 SNOWBOARD

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.MACHO NÃO CHORA

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ESTA SEMANA NO
"SOL"

Mãe acusada de trocar abusos sexuais
 à filha por dose de heroína

Uma mulher, acusada de ter trocado os abusos sexuais da filha de onze anos por uma dose de heroína, disse estar inocente, em tribunal, na passada quinta-feira em Ohio (EUA).
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As autoridades, citadas pelo Huffngton Post, afirmam que os crimes terão ocorrido entre 15 de Fevereiro e 6 de Junho de 2014.

April Corcoran, de 30 anos, deixava a filha em casa do traficante de droga, Shandell Willingham de 41 anos, onde ocorriam os abusos e ia buscá-la mais tarde.

Willingham, para além de estar acusado de violação e tráfico de seres humanos, terá filmado os abusos à menina.

A polícia só teve conhecimento do crime em Junho, depois da menor ter contado o que se passava ao pai e à madrasta.

Corcoran, que alegadamente também injectava heroína na filha, e Willingham podem ser condenados a prisão perpétua.

* Esta notícia é um nojo mas deve ser lida para cada vez mais termos a noção de quão nojento pode ser o ser "homo sapiens?"!

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ILUUSÃO DE ÓPTICA












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ESTA SEMANA NO
  "EXPRESSO"

É científico: 
raparigas começam a falar mais 
cedo do que os rapazes 

Muito antes de dizer as primeiras palavras, os bebés já conseguem distinguir uma língua estrangeira da sua.

Tal como já fazem para avaliar o peso e a altura, pediatras e especialistas em Portugal podem agora verificar em que percentil da linguagem se encontra um bebé e se apresenta ou não algum desvio relevante em relação ao padrão típico das crianças portuguesas.  

Uma equipa de investigadores do Lisbon Baby Lab da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o primeiro do género a surgir em Portugal, concluiu este ano um trabalho inédito de adaptação do questionário conhecido como CDI (Inventário de Desenvolvimento Comunicativo - formas reduzidas) para português europeu, de forma a identificar as competências médias de bebés e crianças no que respeita à compreensão e à fala. Um instrumento que já tinha sido adaptado para meia centena de línguas, mas não para o português.  
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O estudo foi feito a partir de uma amostra representativa de 836 crianças, entre os 8 e os 30 meses. As curvas de desenvolvimento mostram que a compreensão de palavras precede a produção de vocábulos (ver caixa) e que enquanto a primeira tem uma progressão linear, a fala dá um salto a partir dos 15 meses. A investigação permitiu ainda verificar que desde muito cedo as raparigas começam a compreender, mas sobretudo a dizer, mais palavras do que os rapazes. A diferença foi encontrada em várias línguas, ainda que não em todas.

"Os estudos sobre o CDI reportam o resultado, mas não adiantam explicações. Todavia, estudos na área do desenvolvimento do cérebro revelaram que os cérebros de rapazes e raparigas apresentam diferenças no seu desenvolvimento ainda durante a gravidez e que podem estar relacionadas com a forma como homens e mulheres processam a linguagem, designadamente com o facto de as mulheres terem capacidades de linguagem mais fortes", explica Sónia Frota: "A maturação de áreas do cérebro envolvidas na linguagem ocorre mais cedo nelas."

Mais do que variações normais, os investigadores realçam a importância de se conhecer o desenvolvimento linguístico típico, por forma a detetar desvios significativos e desencadear uma intervenção "mais atempada e ajustada dos técnicos". Uma das investigações em curso no Lisbon Baby Lab pretende precisamente detetar a existência ou não desses sinais em bebés de risco no espectro do autismo em vez de esperar dois ou três anos pela manifestação desses sintomas.

Ainda que não falem como os adultos - as primeiras palavras surgem à volta dos 12 meses, apesar de haver bastante variação entre crianças -, é possível, através de sistemas de monitorização do olhar (eye tracking), eletroencefalogramas, registo de sons perceber a relação de bebés e crianças com a linguagem. Quando e como começam a descodificar sons, palavras e frases é uma das perguntas a que se tenta responder naquele laboratório, criado há cinco anos. Sendo certo que antes de dizerem as primeiras palavras com sentido, os bebés desenvolvem capacidades relacionadas com a linguagem logo nas primeiras semanas de vida.

As crianças e as línguas estrangeiras
"Bebés recém-nascidos são capazes de discriminar a língua materna de línguas estrangeiras", exemplifica Sónia Frota, diretora do laboratório. "São também capazes de distinguir entre duas línguas estrangeiras, dependendo das propriedades sonoras dessas línguas." 

O que as experiências mais recentes mostram é que tudo começa "mais cedo do que se pensava", diz Sónia Frota. No Lisbon Baby Lab testou-se a reação de bebés com 5 meses a determinados contrastes de melodia (a mesma frase dita com entoação interrogativa ou afirmativa, como é comum na fala) e confirmou-se que os bebés já discriminam essa diferença. Mas quando foram expostos ao mesmo tipo de contrastes, usando uma língua estrangeira, no caso o mandarim, essa discriminação já não aconteceu da mesma maneira, relata. "Isto significa que aos 5 meses já estão sintonizados para a sua língua nativa", sublinha a investigadora.

A partir dos 4-6 meses os bebés têm consciência da "distribuição dos sons típica de cada língua", acrescenta. E não é de todo um mito que as crianças têm mais facilidade em aprender um idioma estrangeiro do que os adultos. "Mesmo entre as próprias crianças há uma grande diferença nessa capacidade, entre o que conseguem fazer entre o primeiro ano de vida e o que acontece entre os 4 e os 7 anos. A partir daí há uma quebra brutal dessa capacidade", confirma. Porquê? 

"Quando nascemos é como se o cérebro fosse um campo virgem que nunca foi ceifado, em que tudo tem a mesma importância. Um bebé exposto a sons do chinês, do árabe, do italiano, do português consegue discriminar todos eles, de uma forma que um adulto não consegue. Esse campo vai sendo ceifado pela língua a que estão mais expostos e há circuitos que vão sendo otimizados para determinadas combinações de sons e outros que vão sendo desativados", numa espécie de "learning by forgetting" explica Sónia Frota.  

É o que acontece com línguas relativamente próximas na sonoridade, como o Português e o Espanhol. "Um bebé espanhol não terá dificuldade em distinguir a vogal 'e' aberta ou fechada. Para um adulto espanhol isso é uma dificuldade porque só utiliza uma das vogais", exemplifica. E está também demonstrado que, nalguns casos, as características dos idiomas acabam por facilitar ou dificultar o início da fala. Os bebés que falam inglês americano têm um desenvolvimento mais rápido do que os que falam francês, por exemplo. 

* Fica provado porque somos mais cuscas e tagarelas, começamos mais cedo, eh,eh,eh.

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Compota de Limão

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 De: Saborintenso

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ESTA SEMANA NO
  "DINHEIRO VIVO"

Bastardo divide cozinha com Midori no primeiro Combate Gastronómico

O Internacional Design Hotel vai transformar-se num ringue de combate gastronómico nas noites de 15 e 16 de abril.
Quem sobe ao ringue para "lutar" pelos melhores pratos neste duelo que opõe o Japão a Portugal são os chefs Pedro Almeida e Luís Rodrigues, responsáveis pelas cozinhas do Midori e do Bastardo, respetivamente.

A ideia dos combates - em casa do Bastardo - é desafiar chefes que representam cozinhas de outros países para combates gastronómicos, "onde vale tudo menos dar murros (a não ser nas batatas)", esclarece o restaurante lisboeta em comunicado.

O primeiro a aceitar o desafio foi o chef do Midori, restaurante japonês do Penha Longa Resort, Pedro Almeida, que se estreia na subida ao ringue nas noites de 15 e 16 de abril. Cada combate conta com oito pratos servidos em quatro rounds. O segundo confronto, Portugal VS França, está agendado para o fim de maio.

A luta no ringue gastronómico custa 50 euros/pessoa (25 euros/pessoa com wine pairing). Reservas: 213240993 / info@restaurantebastardo.com

* Será um excelente desafio.

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