sábado, 28 de março de 2015

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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O QUE NÓS 

"PEREGRINAMOS"





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6-TOP MODEL



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DESCOBRIMENTOS















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Mete a Colher


10 MOTIVOS PARA NAMORAR

UM CARA TATUADO


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3-CANCRO DA MAMA



DETERMINANTES SOCIAIS DO CANCRO

Uma interessante série conduzida pelo Prof. Dr. Euderson Kang Tourinho, Doutor do Departamento de Radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

* Uma produção "CANAL MÉDICO"



** As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


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5- COMO INICIAR

UMA REVOLUÇÃO



ÚLTIMO EPISÓDIO

* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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3-TOP MODEL
 




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RITA LELLO

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Sacudir a água
 do pacote 

No seguimento das investigações ao passado do contribuinte Pedro Passos Coelho rebenta a bolha e o País fica com o menino ao colo. Numa malograda acção de formação de estagiários da AT avisam-se os formandos (em tom de ameaça segundo alguns presentes) que é necessário cautela nos acessos porque ele há contribuintes e "contribuintes". Pacote ou lista a informação fugiu e deu início ao já habitual dize tu direi eu; e consequente chutar de responsabilidades e sacudir águas do capote, ou dos capotes; que tanto tem credibilizado o nosso Executivo e os partidos que o compõem. A imprensa inunda-se de notícias, de opiniões, de desmentidos, de desculpas, de exigências de demissão, rolam umas cabeças, empossam-se outras. É preciso mudar para que tudo fique igual.

Que se instalou em Portugal a prática de haver dois pesos e duas medidas, cidadãos de primeira e de segunda, uns a quem tudo é perdoado e outros a quem só se exigem sacrifícios e que são expoliados dos seus direitos mais básicos e fundamentais já não é novidade, nem será assim de surpreender a existência de listas VIP, de reuniões de bastidores, de práticas nebulosas e opacas nos gabinetes na gestão dos dinheiros públicos e dos destinos do País. Grave é a estratégia de instalar no inconsciente colectivo de um povo a ideia de que nada há a fazer porque "eles" são os senhores do poder e legislam e agem de forma a permitir todas as falcatruas, as suas e as dos amigos. Grave é governar um País a instalar o medo, medo que toma conta das pessoas e é transversal a idades e estatutos sociais.

Medo de ser perseguido no emprego, de ser despedido, medo de ficar sem a casa, sem dinheiro para ir trabalhar, sem o almoço, medo de não ter futuro. Um medo que mina e conduz à apatia e a ausência de esperança. E não adianta Passos Coelho, depois do seu Governo ter sido o executante das políticas europeias que asfixiaram o País, vir dizer que a crise passou e que os jovens agora podem voltar ao ensino superior e que façam favor de voltar os emigrantes que ele mandou embora porque agora até já há uns pacotes de apoio aos que decidirem voltar e investir aqui; porque a esperança não se constrói com hipocrisias e arbitrariedades, a esperança constrói-se com autenticidade e coerência.

ACTRIZ

IN "DIÁRIO ECONÓMICO"
26/03/15

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465.UNIÃO


EUROPEIA





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APRENDER COM OS 

CINCO SENTIDOS




* Uma produção "EURONEWS"



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XVI-TABU


BRASIL


1. CADÁVERES





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1-TOP MODEL
 

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RECORDANDO

Madalena Iglésias

Ele e ela



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HOJE NO
 "JORNAL DE NOTÍCIAS"

Psiquiatra português é o Melhor Jovem Investigador na área da esquizofrenia

É a primeira vez que um português vence galardão do Congresso Internacional de Investigação da Esquizofrenia. Tiago Reis Marques tem 38 anos e dá aulas no Kings College em Londres. 

O psiquiatra Tiago Reis Marques, investigador na área da esquizofrenia, foi distinguido com o prémio de Melhor Jovem Investigador, que será atribuído no 15º Congresso Internacional de Investigação da Esquizofrenia, que decorre nos Estados Unidos.
 
O CÉREBRO

Trata-se da primeira vez que um português vence este galardão, o qual "pretende distinguir jovens investigadores que desenvolvem trabalhos de investigação básica ou clínica na área da esquizofrenia e também estimular o desenvolvimento de carreiras científicas focadas nesta doença psiquiátrica".

A investigação premiada de Tiago Reis Marques tenta perceber "de que forma o stress provoca alterações cerebrais na conectividade cerebral e a relação que isso tem com a resposta terapêutica", disse o investigador através de uma nota de imprensa.

O investigador, de 38 anos, que desenvolve a sua atividade no Instituto de Psiquiatria do Kings College, em Londres, onde atualmente leciona, tem-se dedicado à procura de novos alvos terapêuticos, procurando perceber como e onde poderão atuar novos medicamentos para o tratamento das doenças psiquiátricas.

Este prémio é "um reconhecimento perante o trabalho que a equipa com quem trabalho tem vindo a desenvolver na compreensão das doenças psiquiátricas", disse o investigador.

"Pessoalmente, é um importante estímulo para que continue a desenvolver em paralelo uma carreira enquanto médico e investigador", prosseguiu.

O foco da investigação de Tiago Reis Marques é a utilização de dados de neuroimagem, como a ressonância magnética, para a compreensão das doenças psiquiátricas.

Recentemente, Tiago Reis Marques participou num estudo conduzido pelo Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociências do King's College de Londres, o qual concluiu que o consumo de canábis em doses diárias e muito fortes aumenta cinco vezes o risco de psicose.

De acordo com esta investigação, um em cada quatro novos casos de psicose se deve à ingestão diária de canábis de "alta potência".

* A inteligência portuguesa ao serviço da saúde mas, infelizmente, a trabalhar fora desta pátria madrasta.
E ainda há quem queira legalizar a canábis!


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 VELOCIDADE
E

CONCENTRAÇÃO


Com a sua catana um samurai corta bolas lançadas a 350 e 500 kms/h .
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HOJE NO 
"RECORD"

Crocodilo devora tartaruga 
a meio de torneio

Apelidado de Golias, um enorme crocodilo tornou-se figura nos Estados Unidos, especialmente no seio da comunidade golfista do país. Tudo porque, esta semana, no campo de Florida's Myakka Pines, o animal surgiu em pleno green e decidiu, logo pela manhã... devorar uma tartaruga. 


A cena foi captada por alguns fotógrafos presentes e até houve um vídeo efetuado, mas nenhum mostra o exato momento em que Golias decidiu tomar o seu pequeno almoço.

No local desde o início deste mês, Golias nunca atacou qualquer pessoa, segundo garante a direção do clube de golfe local.

* Um crocodilo gigante num campo de golfe, juntem-lhe umas pitons...

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"Cómo prevenir el Alzheimer".
 
El ejercicio del día era:
    Mantenga su cabeza trabajando.
    Intente crear algo a través de su memoria.
    Haga algo que le traiga buenos recuerdos  !!!!!!!!!!!!!





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HOJE NO
 "CORREIO DA MANHÃ"
Faltam condições a lares

Instituições foram concebidas para pessoas mais novas.

Os utentes que atualmente residem nos lares portugueses são maioritariamente do sexo feminino, iletrados, pertencem a um escalão etário elevado e são altamente dependentes e debilitados. Mais de 30 por cento sofrem de demência. 
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A conclusão faz parte do projeto Vidas – Valorização e Inovação em Demências, da União das Misericórdias Portuguesas, que avaliou 1500 idosos de norte a sul do País. "Os resultados preliminares indicam que a população que reside nos lares é muito frágil e idosa, com uma idade média de 83 anos. Mais de 80 por cento têm múltiplas doenças, entre as quais demência", explicou Manuel Caldas de Almeida, responsável pelo projeto.

De acordo com o médico especialista em geriatria, "a demência é um problema nos lares, e o cenário é heterogéneo, já que há pessoas em várias fases da doença", razão pela qual é necessário alterar o paradigma. "A população dos lares mudou e as instituições não estão preparadas para responder aos utentes com demência. 

Os lares foram feitos para acolher pessoas mais novas, autónomas e com menos doenças, mas neste momento estão a ser utilizados por pessoas muito mais dependentes. É necessário pensar em soluções", alertou. 

* Velhos amontoados em depósitos sem condições e o ministro Mota da lambreta consegue dormir descansado.

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A IMPORTÂNCIA DO CINTO


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HOJE NO 
"i"

Alguns processos e muitas 
ligações (pouco) secretas

Dos processos que trouxeram a Ongoing para as páginas dos jornais, o das Secretas assumiu especial destaque – o julgamento é no próximo mês –, mas a empresa já tinha sido referida nas escutas do Face Oculta. Além destes dois casos houve mais um que foi crescendo: uma denúncia de Balsemão na sequência do processo das Secretas acabou com a acusação do MP

A Ongoing envolveu-se em vários casos mediáticos ao longo dos últimos anos. Em Portugal foi notícia pela tentativa de compra da TVI e pelo processo das Secretas. No Brasil pela investigação do Ministério Público Federal de São Paulo por alegado desrespeito pela Constituição daquele país

O caso que envolve o antigo director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) começa a ser julgado a 16 de Abril. Jorge Silva Carvalho é acusado de fornecer informações secretas à empresa de Nuno Vasconcellos, que mais tarde acabaria por o contratar. A notícia chegou às páginas dos jornais em Julho de 2011, precisamente nove meses depois da data do despacho de exoneração de director do SIED.  
 
Nuno Vasconcellos
Em 2012, o Ministério Público acusou três arguidos: Nuno Vasconcellos, presidente da Ongoing, por corrupção activa, Jorge Silva Carvalho por acesso indevido a dados pessoais, abuso de poder e violação de segredo de Estado e João Luís, ex-director do SIED, por co-autoria dos crimes de abuso de poder, acesso ilegítimo agravado e acesso indevido a dados pessoais. 
 Segundo a acusação, tudo começou quando Silva Carvalho ordenou, entre 7 e 17 de Agosto de 2010, ao arguido João Luís que obtivesse os dados de tráfego do número de telefone (da operadora Optimus) utilizado pelo jornalista Nuno Simas, no período compreendido entre Julho e Agosto de 2010. Os investigadores acreditam que a finalidade era perceber quem é que das Secretas tinha passado informações ao jornal “Público” sobre o mal-estar causado por mudanças de espiões e dirigentes.  
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Entrada do espião na Ongoing Segundo o MP, nas vésperas de Silva Carvalho sair do SIED começou a desenhar-se a sua entrada na Ongoing. Nesta empresa trabalhavam já duas pessoas conhecidas do então director do SIED: João Alfaro, ex-funcionário do Sistema de Informações e Segurança (SIS), e Fernando Paulo Santos que participavam em sessões, encontros e jantares da organização maçónica, a Grande Loja Legal de Portugal, de Silva Carvalho.
Ainda antes de sair do SIED – o então director da Secreta externa enviou a Nuno Vasconcellos informação secreta sobre os empresários russos que estavam em negociação com a Ongoing  na sequência do interesse da empresa em entrar numa parceria para construção de infra-estruturas no porto grego de Astakos.  
Em Janeiro de 2011, a Ongoing apresentava um reforço de peso: o ex-director do SIED. Mas durou pouco. A investigação do MP considera que a seis meses das eleições legislativas de 2011, o antigo espião iniciou contactos com dirigentes partidários com o propósito de regressar aos Serviços Secretos.  
Além dos três arguidos acusados, na fase de instrução foram pronunciados outros dois por terem colaborado na obtenção de informações sobre o telemóvel do jornalista Nuno Simas.
O relatório sobre Balsemão não demorou até que outras pessoas entrassem na história. A relação de Pinto Balsemão e de Nuno Vasconcellos voltou a cruzar-se. O pai do presidente da Ongoing, Luís Vasconcellos,  fundou com Balsemão o semanário “Expresso” e o grupo Impresa, mas a ligação de há muitos anos não tem chegado para acalmar a relação conturbada que ambos têm tido desde que Luís Vasconcellos morreu. 
Quando em 2012 foi tornado público que Silva Carvalho tinha encomendado relatórios sobre pessoas cuja vida interessava à Ongoing, entre as quais o patrão da SIC, o comunicado do fundador do “Expresso” não tardou: “Tendo tomado conhecimento, através da comunicação social, do conteúdo do relatório sobre mim produzido, no qual são referenciadas dezenas de calúnias e falsidades – algumas das quais de mau gosto e grotescas – decidi proceder às diligências necessárias, junto dos meus advogados, no sentido de responsabilizar criminalmente os autores do documento”. O Ministério Público deduziu acusação pelo crime de  devassa por meio informático não havendo ainda data marcada para início de julgamento.  
Escutas face oculta Outro dos processos que acabou por trazer o nome da Ongoing para as páginas dos jornais foi o Face Oculta. Das escutas resulta que o grupo português pretendia controlar uma televisão generalista. 
E a Ongoing ainda chegou a acordar com os espanhóis a compra de 33% da Media Capital por cerca de 100 milhões de euros, mas o negócio acabaria por nunca se concretizar. O que travou a pretensão do grupo português foi a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, isto porque a acontecer o grupo ficaria com 22% da Impresa e 35% na Media Capital.   

* Uma história de faca e alguidar mais uma vez interpretada por figurantes da alta "postura"



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IRS 2014
(IMPRESSO)





MAIS CLARO E SIMPLIFICADO NÃO PODIA SER ...



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HOJE NO
 "A BOLA"

Sergiu Oleinic
 conquista bronze na Turquia

Sergiu Oleinic, a representar a Seleção Nacional no Grand Prix de Samsun, na Turquia, conquistou esta sexta-feira a medalha de bronze na categoria de -66kg, graças a uma vitória por ippon diante do esloveno Adrian Gomboc.
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Depois de caminhada vitoriosa no apuramento, com triunfos diante do húngaro Felician Ori, do tunisino Houcem Khalfaoui e do turco Bilal Ciloglu, Oleinic entrou nos quartos de final com nova vitória sobre Charles Chibana, judoca brasileiro que ocupa o 3.º lugar do ranking mundial na categoria.

Nas meias-finais acabou por sofrer a única derrota do dia diante do uzbeque Rishod Sobirov, cedendo por Ippon. Venceu Gomboc no duelo pela medalha de bronze e vingou Diogo César que havia sido eliminado pelo esloveno na segunda ronda.

Na categoria de -60kg, Nuno Carvalho foi 9.º sendo derrotado pelo judoca do Iémen Ali Khousrof na terceira ronda depois de vencer o húngaro Laszlo Burjan e britânico Ashley McKenzie, ambos por Ippon.

* A defender as cores nacionais com valentia.


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LANÇAMENTO PERFEITO


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HOJE NO  

"OBSERVADOR"

Sabe porque muda a hora? 
Esta história tem barbas

 Atrasar ou adiantar os ponteiros do relógio 60 minutos não parece ser complicado. Será que uma medida implementada em 1916 para poupar carvão ainda faz sentido?

A pergunta é só esta: sabe porque muda a hora duas vezes por ano? Os mais afoitos dirão que será para os caracóis e a cerveja saberem melhor depois de uma ida à praia, com o sol ainda a piscar o olho enquanto a noite, impotente, tenta impor-se. É sempre a mesma cantiga: o relógio anda para a frente ou para trás? Os que têm jogos ao domingo de manhã ou aqueles com outros compromissos mais parecem o Dr. House a esmiuçar todas as informações sobre o assunto e a tratar do relógio como se fosse um paciente. Este domingo, dia 29, muda a hora. É só adiantar os ponteiros 60 minutos, senhoras e senhores.

Mas esta história tem muito que se lhe diga. Estamos em 2015, certo? O homem foi à lua, existem iPads, GPS, podemos pagar contas à distância de um clique, os carros andam sozinhos, existem drones, estamos a seis, sete pessoas de qualquer outro ser humano deste planeta. O mundo ficou mais pequeno, e segue galopante. Mas esta decisão de trocar as voltas aos ponteiros do relógio remonta a 1916. Mil e novecentos e dezasseis. Para quê? Poupar energia. O nome oficial é “Daylight Savings Time” (DST). Foi pensado para poupar velas (1784), protagonista das duas Grandes Guerras, foi apoiado numa fase inicial por Winston Churchill e motivo de chacota em Espanha. Acabaria por ser recuperado depois da crise do petróleo de 1973 e por transformar-se em diretiva europeia em 1981.

Estamos em 2015, certo? Existem lâmpadas de baixo consumo, os computadores estão ligados o dia todo, seja para trabalhar ou para ver Homeland, House of Cards ou Downton Abbey; existe o ar condicionado, as empresas laboram a todas as horas. Estamos sempre ligados à corrente. Os tempos mudaram. Em 1916, um dos grandes hits musicais foi “Somewhere a voice is callin”, de John McCormack. No mesmo ano, o Benfica discutiu o Campeonato da capital com o Lisboa FC (Campo Grande) e nasceu Walter Cronkite (1916-2009), o importante jornalista que se emocionou a anunciar o assassinato de Kennedy. Fará sentido, hoje em dia, uma medida implementada durante a Primeira Guerra Mundial para poupar carvão? É o que vamos ver…

Vamos por partes. Quem teve a ideia? Um dos homens mais importantes da história dos Estados Unidos: Benjamin Franklin. O norte-americano escreveu um artigo — “Economical Project for Diminishing the Cost of Light” — para o Journal de Paris, em 1784, no qual dissertou sobre a importância de mudar a hora com vista a poupanças. Mas a ideia só andou para a frente graças a um londrino — William Willett –, que, no entanto, não conseguiu convencer os governantes do país com o panfleto “The Waste of Daylight”, em 1907. O jovem Winston Churchill apoiou a teoria, mas ela não chegou ser aprovada.

A Primeira Guerra Mundial estalou pouco depois. A Alemanha e o império Austro-Húngaro abraçaram a ideia de Willett. O Reino Unido e a França anunciaram poucos dias depois a mesma decisão. Willett, que só queria mais luz solar pela manhã para continuar a colecionar insetos, havia morrido no ano anterior e não viu o horário de verão ser implementado. Em 1917 foi a vez da Rússia e dos Estados Unidos. Ironicamente, a guerra que desuniu o mundo juntou-os neste capítulo.
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A família real espanhola só adotou o novo horário em 1918, quando a guerra estava a chegar ao fim. Muitas fábricas estavam a fechar, faltava matéria-prima, havia escassez de algodão e de trigo para fazer pão. Poupar passou a ser uma forma de estar, e lá foi decidido que os relógios seriam adiantados uma hora no dia 15 de abril. A imprensa não resistiu e gozou com a situação, principalmente com os problemas que se adivinhavam para os proprietários dos relógios de sol. Pelas ruas, nomeadamente em Barcelona, começaram a ver-se avisos sobre a nova situação. Era uma nova realidade. Na rua, quando alguém perguntava as horas a outro ouvia muitas vezes “a oficial ou a outra?”
Quando terminou a guerra houve quem abandonasse o tal horário de verão. A Segunda Guerra Mundial trouxe-o de volta, mas voltaria a cair em várias zonas do globo. Era como um carrossel que andava ao sabor dos conflitos bélicos, que tanto esmifraram as pessoas e os recursos dos países.

Esta prática generalizou-se a diferentes ritmos a partir de 1974, quando os Estados Unidos e Europa viram os países árabes roubarem-lhes o chão, ao fechar a torneira do ouro negro. A crise energética de 1973 colocou o ambientalismo no mapa e no top of mind dos políticos. Os Estados Unidos, por exemplo, para enfrentar o problema, racionalizaram gasolina, impuseram um limite de velocidade nas estradas e, como tantos outros, adotaram o tal Daylight Saving Time. Para quê? Poupar, como acontecera em 1916. A organização árabe para a exportação de petróleo levantaria o embargo em março de 1974.

DAYLIGHT SAVING TIME: BOM OU MAU?

Há estudos para todos os gostos. Uns dizem que existe apenas uma poupança de energia de 1%, outros falam até 10%. Depois há aqueles que sugerem que há menos acidentes no trânsito e que o crime diminui. As consequências na saúde também são esmiuçadas. A Universidade do Alabama descobriu, em 2012, que há um aumento de 10% de ataques cardíacos na segunda e terça-feira após avanço da hora. Já quando se atrasa a hora, no outono, não foi registada qualquer oscilação nos números referentes a ataques de coração.
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Consumos relativos a segundas-feiras consecutivas, antes e depois da mudança de hora (verão-inverno 2013) - Dados da REN
Na imagem em cima podemos observar o consumo de energia relativo a duas segundas-feiras seguidas, que aconteceram antes e depois da mudança horário de outubro de 2013. As linhas do gráfico são muito semelhantes, pelo que podemos concluir que não haverá uma oscilação significativa relativamente às mudanças horárias. Ainda assim, é possível observar que o pico de energia consumido aconteceu durante o horário de inverno, ao fim da tarde, um pouco antes do que aconteceu no horário de verão. O que faz sentido: as pessoas chegam mais tarde a casa quando os dias ficam mais compridos.

Os mais afetados serão as crianças, diz a revista brasileira Crescer. Embora pareça pouco tempo, o da adaptação, os mais pequenos podem ficar mais preguiçosos na semana seguinte. O relógio biológico é mais lento e exige habituação. Tudo porque a melatonina, a hormona produzida pela glândula pineal que participa na regulação dos ritmos biológicos, é ativada e alterada pela falta de luz, provocando instabilidade na rotina. Há todo um repertório de sintomas que estão intimamente ligados a esta adaptação: mau humor, cansaço, falta de apetite e preguiça. “Não se deve dormir durante o dia para compensar a noite mal dormida”, explicou Leonardo Ireradi, um neurologista de um hospital de São Paulo.

Existem alguns truques para tornar menos brusca esta cambalhota na rotina. Antecipar a mudança do horário, para se habituar aos poucos, e evitar alimentos pesados e estimulantes são um bom princípio. Mas nem tudo é mau, pois um estudo — sim, mais um — mostrou que no horário de verão pais e filhos passam mais tempo juntos, e ao ar livre.

“Não sabia porque mudavam a hora, nem nunca me passou pela cabeça o porquê”, começou por dizer Alexandra Esteves, de 30 anos, ao Observador. “Claro que me causa transtornos. Fico mais cansada, custa sair da cama e os dias parecem intermináveis. Mas penso que isso também se deve ao frio e à ideia de inverno. É só durante a primeira semana, depois adapto-me.”

Já Jorge Tavares, de 25 anos, considera que faz sentido as horas estarem de acordo com a luminosidade. “A minha grande preocupação quando era mais novo era ter jogos sempre ao domingo de manhã, então não me podia descuidar. Não me afeta nada, e só muda uma noite, depois as pessoas adaptam-se. É como um mini-jet lag. Quando fores viver para a Austrália não te vais andar a queixar da diferença horária durante meses”, explicou.

E lá justificou: “Acho que faz sentido as horas estarem de acordo com a luminosidade. Acordar a uma hora normal e ser de noite é parvo, como também é estúpido já teres jantado e ainda ser de dia. Não é estúpido, mas há uma razão para dizer sete da tarde e oito da noite…”

João Duarte Silva, de 28 anos, é favorável às mudanças horárias. “Há prós e contras nesta questão”, começou por dizer. “Por um lado é desagradável ver a noite a chegar às seis da tarde — até antes nos meses de novembro e dezembro –, mas por outro lado o dia começa mais cedo, o que traz vantagens a muitas industrias. E não só. Para o trabalhador comum, sabe bem sair da cama com o sol a nascer nos dias de inverno. Se a hora não mudasse, sairíamos da cama de noite nos dias mais frios do ano, o que seria uma chatice”. O argumento está ao nível do que exaltaram outrora Franklin e Willett. “No geral, eu concordo com a hora de inverno. Julgo ser o melhor caminho para a produtividade” rematou Duarte Silva.

João Pedro, de 23 anos, diz-se um romântico das compras natalícias pela noite. “Hoje em dia faz sentido nem que seja só por uma questão de tradição. É difícil imaginar a aproximação ao natal com o horário de verão. Mesmo comercialmente afeta, porque se saíres do trabalho ainda de dia não te apetece tanto fazer compras de natal. A noite puxa mais a isso, com as iluminações e tal, mas se calhar isto é só uma ideia romântica minha…”

Não abundam os estudos sobre a temática em Portugal, por isso abordemos um de 2007, elaborado pela Netsonda, a pedido da Philips. Mais de 75% dos portugueses — falamos apenas de uma amostra de 885 pessoas, entre os 18 e 55 anos — concorda com a mudança de hora como medida positiva ambiental de poupança de energia, embora a mesma afecte negativamente um terço deles, pode ler-se no relatório. Os inquiridos queixaram-se de que a mudança de hora oferece alguns efeitos negativos: alterações do sono, irritabilidade, mau humor, sonolência e cansaço. São necessários três dias em média para as pessoas se habituarem à ideia.

UNIÃO EUROPEIA: ESTÁ TUDO BEM

A União Europeia também já se debruçou sobre este assunto, através de um relatório da Comissão das Comunidades Europeias, de novembro de 2007. A diretiva que fixou uma data comum única para o início do período de verão entrou em vigor em 1981. Como já vimos em cima, a maioria dos Estados-membros introduziu a Daylight Saving Time nos anos 70, após a crise do petróleo.
Mais recentemente, em 19 de janeiro de 2001, o Conselho e o Parlamento Europeu adotaram conjuntamente a diretiva respeitante à hora de verão. O artigo 5.º da diretiva previa que a Comissão apresente ao Parlamento Europeu, ao Conselho e ao Comité Económico e Social um relatório sobre a incidência das disposições da diretiva nos setores relevantes. O artigo 5.º prevê igualmente que o relatório seja elaborado com base nas informações comunicadas à Comissão por cada Estado-Membro. Aconteceu em 2007.

E quais são as conclusões desse relatório? Está tudo bem e não há motivos para mudanças. Deixamos aqui a lista das conclusões, que tiveram em conta as muitas vicissitudes dos setores mais importantes, assim com questões relacionadas com lazer, saúde e ambiente.

— Mais de 20 anos após a adoção da primeira diretiva sobre esta matéria, os setores económicos considerados mais relevantes, nomeadamente a agricultura, o turismo e os transportes, integraram a hora de verão nas suas atividades e não põem a sua existência em causa.
— No que diz respeito aos transportes, a plena harmonização do calendário permitiu suprimir os obstáculos mais importantes observados no passado.
— A hora de verão favorece a prática, ao fim do dia, de todas as espécies de atividades de lazer em condições de maior conforto, dado se realizarem com luz natural.
— Face a estudos contraditórios sobre esta matéria, é impossível tirar conclusões válidas sobre o impacto ambiental da hora de verão. Esta constatação aplica-se, em especial, à questão de determinar se a hora de verão resulta num aumento ou numa redução da produção de ozono, em comparação com uma situação sem mudança horária.
— A hora de verão contribui para uma poupança de energia pelo facto de se utilizar menos eletricidade em iluminação ao fim do dia, visto haver mais luz natural. No entanto, desta poupança é necessário deduzir o maior consumo de energia devido à necessidade de aquecimento de manhã, quando da mudança horária, e o consumo de combustível suplementar gerado pelo possível aumento do tráfego ao fim do dia quando há mais luz natural. Além disso, as poupanças efetivamente obtidas são difíceis de determinar e, de qualquer modo, são relativamente limitadas.

— A maior parte dos possíveis efeitos da hora de verão na saúde está ligada ao facto de o corpo humano ter de se adaptar à mudança de hora em abril e outubro. A esse respeito e no estado atual da investigação e dos conhecimentos, os especialistas estão de acordo que a maior parte das perturbações sentidas são de curta duração e não põem em perigo a saúde.

— No que diz respeito à segurança rodoviária, a questão é determinar se as manhãs com menos luz natural, nomeadamente na primavera e no outono, e as noites com mais luz natural têm um impacto no número de acidentes de automóvel. A ausência de dados quantitativos suficientes, bem como a interação com outros fatores como as condições meteorológicas, não permite estabelecer com segurança uma relação de causalidade entre a hora de verão e o número de acidentes.

Segundo o mesmo relatório, nenhum Estado-membro solicitou a modificação do atual regime. Pelo contrário, sublinharam a importância da harmonização do calendário da hora de verão na União Europeia, lembrando a questão dos transportes. Só a Bélgica apelou a que, caso houvesse mudanças, que se passasse a usar sempre o horário de verão. Quanto ao turismo, a Letónia, por exemplo, afirmou que a hora de verão tem um impacto positivo. Já a Itália referiu então que os setores da construção e agricultura saem beneficiados com a hora de verão, nomeadamente no sul do país, que sentem menos calor de manhã.

E a lengalenga que nos trouxe até aqui? Quanto ao consumo de energia, Bulgária e França falaram numa oscilação de 0,01% e 0,014%, respetivamente. Irrisório, portanto. Na Eslovénia e Letónia não houve mudanças significativas, ao contrário do que aconteceu na Estónia, que assinou uma oscilação de menos de 10%, que ainda assim é significativa.

“Para além do facto de favorecer a prática de todas as espécies de atividades de lazer ao fim
do dia e de permitir alguma poupança de energia, a hora de verão tem poucos impactos e o
regime atual não constitui um assunto de preocupação nos Estados-membros da UE”, começa por dizer a conclusão do relatório. “Nesta perspetiva, a Comissão considera que o regime de hora de verão tal como estabelecido na diretiva continua a ser adequado. Nenhum Estado-Membro mostrou vontade de abandonar a hora de verão ou modificar as disposições da atual diretiva. Em contrapartida, importa manter a harmonização do calendário a fim de assegurar o bom funcionamento do mercado interno, que é o objetivo essencial da diretiva.”

ESTADOS UNIDOS DIZ ADEUS AO HORÁRIO DE VERÃO?

Em 2011 eram 110 os países que mudavam a hora duas vezes por ano. Só havia uma exceção na Europa: Islândia. Os russos preferiram não adotar também o DST porque estudos terão concluído que a hora de inverno deixava o povo deprimido, contribuindo para um aumento da taxa de suicídios. Dmitri Medveded, o então presidente russo, afirmou no início de 2011 que o país viveria sempre no horário de verão.
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Já os Estados Unidos começam a perder o encanto com esta medida que adotaram primeiramente em 1917, contou o Washington Post, a 17 de outubro. Os estados do Arizona e Havai não mudam os ponteiros do relógio durante o ano. Mas a shortlist poderá não ficar por aqui. O Utah poderá ir pelo mesmo caminho, pelo menos é o que propõe o deputado Lee Perry e o Senador Aaron Osmand. Os dois legisladores querem acabar com o Daylight Saving Time ou organizar um referendo. Segundo Perry, 62% de 30 mil inquiridos querem derrubar a atual modalidade.

“Isto diz-me que é um assunto que as pessoas querem resolver. Conheço pais frustrados porque os filhos vão para a escola de noite”, explicou Lee Perry. O deputado estadual disse ainda que os estados do Colorado, Idaho, Montana e Wyoming estão a refletir sobre o mesmo cenário. O Daylight Saving Time foi implementado no Arizona em 1918, mas teve “stop” em 1968. O Havai nunca participou.

Estamos em 2015, certo? Sim, e se calhar até faz sentido continuarmos a ter o Daylight Saving Time, mas não pelas razões que abraçaram a génese do “projeto” — poupar energia. Se os principais setores da economia não se queixam, talvez não haja drama nenhum.

* Uma história bem contada!

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 ONDE SE COMPRAM MARIDOS!





















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ÁLCOOL

  


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TRAVA, TRAVA!!


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475.
Senso d'hoje

  GONÇALO REIS
  PRESIDENTE DA RTP
 SOBRE A ESTAÇÃO DE 
TELEVISÃO PÚBLICA


"O papel da estação pública 'não deve ser medido por audiências', mas sim por fazer um 'bom serviço público' e apoiar a produção audiovisual."

“Nem tudo o que se mede conta e nem tudo o que se conta pode medir, pelo que a RTP deve ser avaliada pelo seu papel de conteúdos diferenciados e de qualidade, um bom serviço público, que apoia  a produção audiovisual”.

“Era impensável que não houvesse nenhum contacto da administração a sugerir, validar nomes para a direção de informação, é um ganho civilizacional”.


 * Excertos de afirmações respondendo  a questões colocadas no almoço-debate promovido pelo IDL – Instituto Amardo da Costa.