domingo, 1 de fevereiro de 2015

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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O QUE NÓS 

  "COSTURAMOS"!




MYANMAR -


COSTURANDO LAÇOS




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6-PRATEADO



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O CLUBE DO ZÉDU



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ANDRÓGINOS

Andrej Pejic

BILL KAULITZ

DIEDERIK VAN DER LEE

RICARDO DOMINGUEZ

JOSHUA TRUSTY

MARTIN COHN

COOPER THOMPSON

DARREL FERHOTSAN
DAVID BOWIE
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5-PRATEADO


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AS GRANDES
NAVEGAÇÕES
3-ENCONTRO NO ALÉM-MAR




* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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4-PRATEADO


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Sarah Bergbreiter

Por que eu crio robôs

do tamanho de um grão de arroz


Ao estudar o movimento e corpos de insetos, como formigas, Sarah Bergbreiter e sua equipe construíram versões mecânicas de bichos rastejantes incrivelmente robustas, superpequenas... e então eles adicionam foguetes. Veja seus avanços de cair o queixo, em microrrobótica, e ouça sobre três maneiras que poderíamos usar esses pequenos ajudantes no futuro.

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3-PRATEADO



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JOSÉ PACHECO PEREIRA

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Locais infectos

De que alfurjas, bueiros, cavernas sulfurosas, loca infecta, saíram estas legiões de comentadores, articulistas, jornalistas, escreventes, gente dos blogues, que passaram o dia das eleições gregas a pedir mais austeridade punitiva para os gregos, mais desemprego, mais pobreza e miséria, mais impostos, menos salários e serviços públicos, como retaliação e vingança por terem tido o topete de votar no Syriza? Ai quiseram livrar-se da austeridade, pois preparem-se para levar com o dobro, para não se porem com ideias! Os insultos a um dos povos mais martirizados da Europa – martírio sem resultados, como todos podem perceber – sucederam-se: não querem trabalhar, querem viver à custa de empréstimos que não têm intenção de pagar, pior do piorio, mentirosos, falsificadores de contas, enganadores de alemães, violentos, mal-agradecidos, tudo.

Ouvindo estas vozes, exigindo que a única política europeia seja "levar o Syriza à derrota" para evitar o contágio, sem transigências e com toda a dureza, eu penso como nestes últimos anos nós não tivemos só discussões políticas e ideológicas (poucas aliás, a sério), alimentámos o mal. O mal. Nalguns sítios da nossa sociedade gerámos, alimentámos, engordámos, trouxemos à luz do dia gente má, muito má, que mandou e manda em nós, instilando arrogância, desprezo pelos mais fracos, insensibilidade face à miséria, gente que olha os gregos como se fossem untermenschen. Do alto do seu conforto, sim porque o conforto distingue-os da ralé, eles andam a passear-se nestes dias com uma enorme espinha na garganta, mais do tamanho de uma trave do que de uma espinha, e não gostam. Obrigado aos gregos por terem ensinado aos maldosos que a sua impunidade tem limites.

O fim do bloqueio europeu
Um dos resultados mais positivos das eleições gregas é terem acabado com o bloqueio que as políticas da "inevitabilidade" traziam à Europa. O isolamento alemão (e português) é maior, e todos os outros países têm hoje razões e obrigações de mitigar, moderar e mesmo, num certo sentido, acabar com a hegemonia alemã das políticas de austeridade. A decisão e o maior protagonismo do Banco Central Europeu já abria caminho para essa inversão. Draghi não se limitou a propor uma medida "técnica" contra a inflação negativa, mas explicou preto no branco que as políticas anteriores tinham dado mau resultado e propôs-se aplicar uma medida que classificou de "expansionista". Não admira que Passos Coelho não tenha gostado, as suas declarações, inequívocas neste caso, consideravam estas políticas como "erros".

Mas o soçobrar do bloqueio da "inevitabilidade" (aquilo que mais dói aos detractores das eleições gregas) vai tornar mesmo governantes fracos como Hollande, um obstáculo para o curso punitivo que Merkel, Rajoy e Passos desejariam "para derrotar um governo do Syriza". Eu não tenho nenhuma especial simpatia por Hollande, mas não o estou a ver a assinar de cruz medidas punitivas contra os gregos e, sem a França, a hegemonia alemã enfraquece muito. É isso que significa o desfazer do bloqueio: há hoje alternativas políticas que seriam impensáveis há seis meses. Obrigado aos gregos por terem permitido a possibilidade de uma melhor Europa.

Não vai ser fácil
Todos sabemos que o caminho dos gregos não é fácil. Sabemos, a começar pelos gregos, que enormes dificuldades vão estar pela frente. Mas pela primeira vez depois destes anos de lixo, foram eles próprios que escolheram o caminho das pedras que queriam trilhar e não os alemães e os burocratas europeus. Faz uma enorme, gigantesca diferença, este assumir de dignidade nacional para um país que foi humilhado como poucos.

E é uma bofetada de luva branca para muitos que enchem a boca com a "Pátria", para depois a descreverem como um "protectorado", que aceitaram com aplauso abdicar de todos os traços da nossa soberania, e transformarem Portugal num vassalo obediente, muito além do que seria razoável pelas nossa atribulações financeiras, que tenha sido um partido que descrevem com desprezo como de "extrema-esquerda", que restituiu à Grécia a honra perdida.

Sim, porque na vitória do Syriza o conteúdo do seu programa foi o que menos contou, mas a afirmação da independência e da soberania de um povo que não esqueceu as violências que os alemães fizeram na Segunda Guerra Mundial, e os insultos à Grécia na última década, e a vontade de varrer a elite política nacional corrupta que foi o seu instrumento. Uma vitória destas não se obtém sem ser pelo contra, por aquilo que os gregos não queriam. Depois virá o resto. Obrigado aos gregos por nos terem ensinado que em tempos de lixo o que verdadeiramente mobiliza a mudança é o que não se deseja, e só depois de se ter atirado borda fora esse lastro é que se pode começar a falar outra língua.

Afinal os gregos não fazem tudo mal
Portugueses, aprendam com os gregos! Eleições no domingo, coligação durante a noite, governo na tarde do dia seguinte. Obrigado aos gregos por nos darem lições de eficácia.


IN "SÁBADO"
30/01/15

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411.UNIÃO


EUROPEIA









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2-PRATEADO


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BRINCAR COM O MEDO




* Uma produção "EURONEWS"

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2-HISTÓRIA
ESSENCIAL
DE PORTUGAL
VOLUME IV



O professor José Hermano Saraiva, foi toda a vida uma personalidade polémica. Ministro de Salazar, hostilizado a seguir ao 25 de Abril, viu as portas da televisão pública abrirem-se para "contar" à sua maneira a "HISTÓRIA DE PORTUGAL", a 3ª República acolhia o filho pródigo. Os críticos censuraram-no por falta de rigor, o povo, que maioritariamente não percebia patavina da história do seu país, encantou-se na sua narrativa, um sucesso. Recuperamos uma excelente produção da RTP.

FONTE: SÉRGIO MOTA

* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores. 



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1-PRATEADO

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Scala e Kolacny Brothers

Every Breath You Take


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ESTA SEMANA NA
"VISÃO"

Guia para enfrentar a gripe

Quando meio País está a fungar e o pico da epidemia prestes a ser atingido, saiba o que fazer para passar pela doença sem traumas. A VISÃO dá-lhe as respostas para as perguntas mais frequentes

COMO SABER SE TENHO GRIPE?
No adulto, a gripe manifesta-se por início súbito de mal-estar, febre alta, dores musculares e articulares, dores de cabeça e tosse seca. Pode também ocorrer inflamação dos olhos. Nos bebés, a febre e prostração são as manifestações mais comuns. Os sintomas gastrintestinais (náuseas, vómitos, diarreia) e respiratórios (laringite, bronquiolite) são frequentes. A otite média pode ser uma complicação frequente no grupo etário até aos 3 anos. Na criança maior os sintomas são semelhantes aos do adulto.

A GRIPE É MAIS SEVERA ESTE ANO?
Até agora, o vírus que predomina, nas amostras analisadas pelo Instituto Nacional de Saúde, tem sido do tipo B, que causa infeções mais suaves. No entanto, em 32% dos casos a infeção foi causada pelo subtipo A (H3), um vírus associado a taxas de internamento mais elevadas e a maior mortalidade em idosos e crianças com patologias crónicas. 
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Além disso, a maior parte das estirpes A em circulação não estão contempladas na vacina da gripe. O Influenza sofreu mutações e 'fintou' as previsões dos especialistas, feitas no final do inverno passado. De qualquer modo, uma pessoa vacinada tem sempre alguma proteção.

QUANDO SERÁ ATINGIDO O PICO?
A epidemia de gripe foi declarada, em Portugal, há três semanas. O pico deverá ser atingido no início de fevereiro. No último boletim, divulgado pelo Instituto Nacional de Saúde, a incidência era de 122,4 casos por cem mil habitantes e havia 29 pessoas internadas nos cuidados intensivos por infeção pelo Influenza.

COMO EVITÁ-LA?
De novembro a março, no hemisfério norte, é sempre época de gripe. A melhor forma de escapar é: vacinar-se, evitar o contacto com pessoas contaminadas e lavar as mãos com frequência.

QUAL O PERÍODO DE CONTÁGIO?
Um dia antes de surgirem os sintomas e até sete dias depois de terem começado, há risco de contágio. Os vírus espalham-se pela tosse, espirros e material usado pelos engripados, como os lenços de papel, ou superfícies com que tenham estado em contacto.

A VACINA DA GRIPE PROVOCA SINTOMAS DA DOENÇA?
Não. A vacina contém vírus inativados, que não podem causar a doença. Algumas pessoas manifestam, no entanto, dores musculares e febre ligeira.

POR QUE RAZÃO A VACINA DEVE SER TOMADA TODOS OS ANOS?
No final de fevereiro, a Organização Mundial de Saúde, em colaboração com especialistas de todo o mundo, estima quais as estirpes que serão dominantes na época de gripe seguinte. A vacina inclui normalmente dois vírus de tipo A e um de tipo B. Todos os anos, as estirpes circulantes mudam. 
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Além disso, a imunidade conferida pela vacina não dura a vida toda, ao contrário da imunidade natural, adquirida quando se tem a doença. Devem ser vacinadas as pessoas com mais de 65 anos e os doentes crónicos, com asma ou diabetes.

DEPOIS DE TER TIDO GRIPE, JÁ NÃO VOLTO A TER ESTE ANO?
Pode voltar a ter. Todos os anos, há várias dezenas de estirpes do vírus em circulação. Só fica protegido contra aquela que lhe causou a doença. Ou seja, pode ser infetado por uma estirpe diferente.

VALE A PENA TOMAR VITAMINA C?
Um estudo feito em 2010 veio clarificar a crença antiga de que a vitamina C ajuda a tratar gripes e constipações. O antioxidante não evita as constipações, no entanto, diminui num dia ou dois a duração das mesmas. De qualquer modo, isto só acontece preventivamente. Começar a tomar vitamina C depois dos primeiros sintomas não faz diferença nenhuma. Só quem pratica desporto muito intenso, como os maratonistas, é que apresenta um benefício claro na toma.

TER FEBRE É MAU?
A subida da temperatura corporal é sinal de que o sistema imunitário está a trabalhar para eliminar a infeção. Havia a ideia de que a febre impede os micróbios de se desenvolverem. Um estudo recente, feito no Instituto americano Roswell Park Cancer, veio clarificar o assunto: A temperatura elevada ajuda o nosso sistema imunitário a trabalhar mais e melhor, aumentando a produção e atividade de um tipo de linfócitos, capaz de destruir células infetadas por vírus e até células tumorais. De qualquer modo, a recomendação continua a ser tomar antipiréticos caso haja um grande desconforto.

A GRIPE TRATA-SE COM ANTIBIÓTICOS?
A gripe é uma infeção viral, causada pelo vírus Influeza, e cabe ao sistema imunitário combatê-lo. Em alguns casos, de pessoas com sistema imunitário mais frágil ou com patologias crónicas, pode ser necessário tratar a gripe com um dos dois antivirais disponíveis no mercado. Os antibióticos servem exclusivamente para tratar infeções causadas por bactérias. O que acontece, por vezes, é a gripe baixar as defesas do organismo, abrindo a porta à entrada de bactérias que causam otites ou pneumonias - que exigem, de facto, antibiótico.

COMO A DISTINGUIR DE UMA CONSTIPAÇÃO?
Os vírus que causam uma a outra são diferentes. As constipações vão-se instalando aos poucos, com nariz entupido, espirros, olhos húmidos, irritação da garganta e dor de cabeça. Raramente ocorre febre alta ou dores no corpo. A gripe surge de forma repentina e normalmente obriga a 'ir à cama' durante dois a três dias. 
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ATENÇÃO À HIGIENE
As complicações da gripe podem levar ao internamento hospitalar. O diagnóstico é feito a partir dos sintomas. No entanto, em alguns casos, por questões de saúde pública, para se conhecer as estirpes circulantes, ou em pacientes com complicações, pode ser colhido material biológico, na orofaringe, por exemplo, que permite identificar o vírus mediante testes de laboratório.

COMO ENFRENTAR GRIPES E CONSTIPAÇÕES?
A regra básica é reduzir o desconforto. Fique em repouso, em casa, para limitar o contágio e ajudar o corpo a combater a infeção. Mantenha-se hidratado, bebendo muita água e sumos de fruta. Isto ajuda o sistema imunitário a combater a infeção e a repor os fluidos perdidos pelo nariz e tosse. Evite café, bebidas gaseificadas ou energéticas. O álcool também deve ser evitado já que causa desidratação. Use soluções salinas, como soro fisiológico, não fume e evite locais com fumo. Tome paracetamol e ibuprofeno para reduzir o mal estar, a febre e as dores do corpo. Lave as mãos com frequência e reduza os contactos sociais. Em caso de dúvida, ligue para a Saúde 24 (808 24 24 24). Se os sintomas não melhorarem ao fim de cinco a sete dias, consulte o médico.

QUANTO É QUE SE GASTA EM PORTUGAL PARA TRATAR ESTAS INFEÇÕES?
De acordo com os dados da consultora IMS Health, os portugueses gastaram quase três milhões de euros só no mês de dezembro em paracetamol -o medicamento mais vendido no segmento designado como produtos para constipações. Logo a seguir vêm os anti-histamínicos, com dois milhões de euros.

QUAL TEM SIDO O IMPACTO DA GRIPE NA LINHA DE SAÚDE 24?
A linha de saúde pública foi reforçada, tendo sido criado um centro de atendimento para síndrome gripal, em Coimbra, a 26 de janeiro. Em 2015, as queixas mais comuns têm sido: cefaleia, diarreia, dor abdominal, dor torácica, problema nasal, problema no ouvido, problemas da orofaringe, problemas urinários, tosse e vómito. A média diária de chamadas atendidas, em 2014, foi de 1 800. Agora está nos 2 200, e com tendência a subir.

O INFLUENZA PODE MATAR?
Nas primeiras semanas do ano, ocorreram mil mortes acima do esperado, o que a Direção Geral da Saúde atribui ao frio e à epidemia degripe. Estes fatores levam a que os doentes crónicos, cardíacos ou diabéticos, bem como os idosos, entrem em descompensação. Todos os anos, morrem à volta de 1 500 pessoas por causa da gripe.

* Guarde esta excelente informação!

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FANTÁSTICO

Montando 3 cubos mágicos ao mesmo tempo e fazendo malabarismo
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ESTA SEMANA N0
"SOL"

Crise do rublo:
 Dor de cabeça para quase todos

Basta entrar num dos supermercados da cadeia Piatiorotchka, em Moscovo, para ver que muito mudou desde que começou a turbulência económica e financeira com o rublo, no final do ano passado. A variedade de produtos é menor e os preços subiram substancialmente.
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“Só não vê quem não quer. As pêras Conference, que antes custavam entre 60 e 90 rublos, hoje estão a entre 129 e 190 [1,58-2,47 euros, ao câmbio actual]. Com as maçãs Smith aconteceu a mesma coisa: subiram de 60-80 rublos para 140 [1,82 euros] e mais rublos”, declara ao Sol Anton, funcionário público. “E a qualidade passou a ser muito pior depois das sanções, quando a Rússia deixou de importar frutas do Ocidente”, acrescenta.

Entre Novembro e Janeiro, a queda do rublo em relação ao euro e ao dólar rondou os 30% e as autoridades russas ainda não conseguiram travar este processo, embora, nas últimas semanas, tenha tentado contrariar a tendência através de 'injecções' monetárias do Banco Central da Rússia nos mercados.

Os funcionários públicos foram dos mais castigados pela crise económica. Marina ensina inglês numa das escolas de Moscovo. Há dois anos, recebia um salário de cerca de 60 mil rublos (que na altura correspondiam a cerca de 1.500 euros) por mês. Além disso, as autoridades locais pagavam 'subsídios de estímulo', o que fazia com que o seu salário chegasse aos 100 mil rublos mensais.
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“Era um salário muito bom, se tivermos em conta que a média nacional para os professores do ensino médio ronda os 33 mil rublos. Permitiu-me pedir um empréstimo para comprar um apartamento  e outro para um automóvel. Mas a crise veio estragar todos os planos”, afirma a professora. Entretanto, continua Marina, “a queda do preço do petróleo e do rublo obrigou a fazer ajustamentos orçamentais e perdemos quase todos os subsídios de estímulo. O salário ficou na mesma, mas os preços aumentaram muito, os juros bancários também, por isso não faço ideia de como pagar as contas”.

A situação não é melhor entre os médicos. Segundo dados oficiais, o salário médio de um médico na Rússia é de 45 mil rublos. “Eu recebo quase o dobro da média devido à especialidade, mas se já antes mal dava para comer e para as despesas com apartamento, escola dos filhos, etc., agora temos de economizar em tudo”, reconhece Alexandra, cardiologista num dos hospitais de Moscovo. “Mas isso é apenas um dos problemas.

Moscovo vai fechar vários hospitais e policlínicas, reduzir o pessoal e o desemprego poderá ser uma realidade”.

Segundo o Governo central, em 2014 um cidadão russo necessitava de pelo menos 8.086 rublos por mês para comprar o cabaz mínimo de compras, prevendo-se que essa importância possa subir para 8.500 rublos no ano corrente.

“Isso já não dava para nada antes da crise e agora dá para muito menos. O preço do pão, do leite, tudo sobe. Comer carne é um luxo. Os nossos dirigentes deviam experimentar viver com as nossas pensões”, lamenta uma reformada, que afirma receber mensalmente 11 mil rublos.

Russos compraram tudo o que podiam
Quando os russos começaram a ver que a queda do rublo não era um fenómeno conjuntural, os mais avisados (e abonados) investiram em imobiliário.

“Devido à queda do rublo, os compradores tentam proteger as suas poupanças e adquirem activamente imobiliário, nomeadamente caro”, declara Dmitri Khalin, gerente da companhia Intermark Savills, citado pela agência económica RBC. “Nos segmentos do imobiliário de classe premium e business, em Outubro de 2014, o aumento da quantidade de contratos assinados foi de 25% em comparação com o ano anterior. Porém, se o dólar descer”, continua o especialista, “veremos uma continuação do crescimento no mercado imobiliário. Se a situação se deteriorar, é provável um cenário de estagnação no mercado e da diminuição de negócios”.
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Mas a verdadeira corrida contra a desvalorização do rublo ocorreu nas lojas que vendem produtos de longa duração como electrodomésticos, televisores, computadores, etc. “As cadeias de lojas de electrodomésticos importados Eldorado e M-Video registaram recordes de vendas, pois os russos queriam livrar-se rapidamente dos rublos. Até eu fui na onda, porque recebo metade do salário em rublos”, contou ao Sol Domingos, um português que trabalha para uma multinacional que tinha na Rússia um dos principais mercados para os seus electrodomésticos. “Entre Outubro e Janeiro, os preços dos nossos produtos sofreram um aumento de 70% e, por isso, prevemos uma queda das vendas de cerca de 20% em 2015, o que faz com que os nossos projectos de crescimento tenham sido adiados para melhores dias. A Rússia era o nosso segundo mercado, mas agora passou para o nível ibérico”, frisa o funcionário luso, que receia ser transferido para outro país devido à crise.

Empresas como a Apple suspenderam as vendas no pico da desvalorização do rublo, tendo depois retomado as vendas, mas com um aumento dos preços da ordem dos 40%.

Apenas os automóveis de luxo escaparam à fúria consumista dos moscovitas. Os carros de outros segmentos conheceram vendas nunca vistas no país nos finais do ano passado. “Em Dezembro foram vendidos 270,6 mil automóveis, ou seja mais 6,3 mil veículos ou seja, um aumento de 2,4% em comparação com o mesmo mês de 2013”, lê-se num relatório da Associação Europeia de Negócios, que reúne produtores de automóveis de países da União Europeia.

Quanto a previsões para o ano corrente, o quadro é bem diferente. Segundo a citada associação,  “ em 2015 poderão ser vendidos 1,89 milhões de automóveis novos, ou seja, prevê-se uma diminuição de 24% em relação ao ano passado”.

No segmento dos carros de luxo, a situação foi e continua a ser calma, sendo aí o segredo e a confidencialidade a alma do negócio. “Crises deste tipo claro que afectam os vendedores de automóveis dos segmentos de luxo, porque eles são feitos por encomenda”, declarou ao SolMikhail, vendedor de automóveis, recusando-se a avançar mais pormenores.
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Seja como for, os senhores das grandes fortunas na Rússia parecem não ter sido muito atingidos pela crise, porque preferem ter o dinheiro seguro nos bancos ou em investimentos no estrangeiro, nomeadamente em sectores como o imobiliário. Talvez não seja por acaso que, em 2014, se tenha fixado mais um recorde no campo económico: segundo dados oficiais, a fuga de capitais do país foi de cerca de 130 mil milhões de euros.

A crise do rublo fez também descer bruscamente o número de russos que optam por passar férias no estrangeiro.  “A Europa Ocidental, incluindo Portugal, recebeu, em 2014, menos 40% de turistas russos e as perspectivas não são nada animadoras. Razões políticas tiveram alguma influência neste processo, mas a principal causa é, claro, a desvalorização do rublo”, considera Marina, funcionária de uma das agências de viagem de Moscovo. “Os russos voltaram aos destinos mais acessíveis: Turquia e Egipto, e aumentou o turismo interno”, precisou.

Nem os estrangeiros escaparam
Vários estrangeiros contactados pelo SOL frisam que a queda do rublo não transformou a Rússia num 'paraíso de compras', pois o aumento dos preços dos produtos neutralizou os ganhos com a subida do dólar e do euro.

“O meu marido é atleta profissional na Rússia.  Apesar de ser português e de ter sido contratado como jogador estrangeiro, perdemos grande parte das nossas economias pois ele é pago em rublos. Ainda não sabemos como vai ser o final da história. Podemos ir embora em Junho ou renovarem aqui o contrato e ficarmos por um ano ou mais...”, declara ao Sol a esposa de um jogador de futsal português que alinha numa equipa da província russa. “Todos os nossos planos foram por água abaixo”, continua. “Vamos ver o que aí vem, mas posso dizer que a nível desportivo os clubes atravessam grandes dificuldades e vai ser cada vez mais difícil contratarem jogadores estrangeiros”.
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Um diplomata europeu em Moscovo chama a atenção para o facto de aqueles que em parte são pagos em dólares não terem ficado mais ricos: “isso seria verdade se os preços em rublos se mantivessem, mas não é assim. Observa-se uma forte subida dos preços, pois a Rússia importa muito do que consome e compra isso em moeda forte”.

Por exemplo, alguns dos produtos alimentares que deixaram de entrar na União Europeia, passaram a chegar à Rússia através de países terceiros. “As tangerinas ou legumes, que antes trazíamos directamente de Espanha, passam por outros países e recebem documentos para entrar na Rússia como se não tivessem origem nesse país da UE”, explica uma importadora russa. E frisa indignada: “O nosso Governo devia pensar nas sanções que tomou contra a União Europeia e os Estados Unidos, mas que, no fundo, nos atingem. Com todas as burocracias e esquemas, só temos uma saída: aumentar os preços”.

Rublo cai, popularidade de Putin mantém-se
Não obstante todas as dificuldades económicas, os russos continuam a acreditar no Presidente Putin. Segundo alguns sociólogos, trata-se de uma situação temporária e o aprofundamento da crise do seu regime é inevitável. Mas nem todos pensam assim. Alexei Levinson, do Instituto Levada-Tsentr, explica assim este aparente paradoxo: “Descem todos os índices respeitantes ao bem-estar ou à situação económica. 
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As pessoas compreendem que os preços aumentarão e a vida se tornará mais difícil... mas mantém-se a bravata, típica de situações extraordinárias. Então, a hierarquia comum de prioridades vê-se virada ao contrário. Aqui só há um caso atípico: fomos nós próprios que criámos as situações extraordinárias”.

As situações extraordinárias são a ocupação da Crimeia pela Rússia e o apoio do Kremlin aos separatistas pró-russos no Leste e Sul da Ucrânia.

Porém, a fim de evitar surpresas, Putin toma medida duras para impedir o aparecimento de forças de oposição sérias, que vai desde a propaganda desenfreada na televisão até à redução do preço da vodka, pois, quando o povo bebe, esquece as mágoas. 

* Para doparem completamente o povo russo só falta alguém aterrar numa azinheira.

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NA COLUNA VERTICAL DA ESQUERDA
. TEM EM SEQUÊNCIA

1 - O contador do número de pessoas que já nos visitaram

2 - O nome dos PENSIONISTAS (editores manhosos claro!!!!)

3 - O nome dos PERSEGUIDORES (gente que não se sabendo porquê, gosta de nós)

4- A descrição das ETIQUETAS
4.1 - Cada etiqueta armazena edições de temas sobre o mesmo conceito, ex: "AÇIM-NOS-VÃO- À-PEIDA" credo salvo seja, edita temas dolorosos.


5 - ARQUIVO
5.1 - Por ordem cronológica decrescente aparecem primeiramente os dias do mês corrente e em seguida os meses anteriores.

5.2 - Se clicar num dos dias do mês em curso surgirão os temas editados nesse dia.

5.3 - Se clicar num dos meses anteriores, do ano de qualquer ano, aparecem no ecran os dias desse mês e em seguida proceda como em 4.2.


6 - A PEIDA AOS SITES - Cada título refere um site que consideramos cu rioso e informativo, basta clicar e aceder.


7 - A PEIDA É CU SCA - É uma lista que refere onde cus cámos blogues melhores que este, peida sincera hein, se estiver farto de nós vá a um dos vizinhos.


Sempre a considerá-la (o)
 
A Redacção

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ESTA SEMANA N0
"EXPRESSO"

Regadio de Alqueva pode aumentar 55% para 170 mil hectares 

A um ano do fim da obra do regadio de Alqueva, lançado em 1995, está decidido que o projeto pode crescer mais 55% em área, passando dos 110 mil hectares previstos desde o início, para 170 mil.

A área de regadio de Alqueva pode aumentar dos 110 mil hectares programados desde 1995, para 170 mil. Ou seja, um aumento de 55%.  
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A notícia foi avançada ao Expresso pelo presidente da EDIA - Empresa de Desenvolvimento das Infraestruturas de Alqueva. José Pedro Salema, que completa 12 meses à frente do projeto, garante que estão criadas todas as condições para que o regadio cresça mais 60 mil hectares, nos terrenos vizinhos do atual perímetro dos 110 mil hectares estipulados.

Ou seja, assim haja procura e vontade de investir e a área regada pode não ficar por aqui. A explicação é simples: quando o sistema de rega foi imaginado há 20 anos, as dotações planeadas apontavam para gastos de seis mil metros cúbicos de água por hectare/ano. 

No entanto, e como explica José Pedro Salema, "o que hoje estamos a constatar é que as dotações de hoje são metade daquele valor". E dá como exemplo a área regada de olival, onde  se consomem apenas dois mil metros cúbicos de água por hectare, "o que faz baixar muito a média previamente estabelecida".

* E o sequeiro, está protegido?

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Flash Mob at St Pancras International NYE



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ESTA SEMANA NA
"EXAME INFORMÁTICA"

Intel apoia impressora de Braille
 feita com Legos

A Bragio foi construída com peças de Lego e é capaz de imprimir em Braille. O projeto saiu da cabeça do jovem indiando Shubham Banerjee e atraiu algumas atenções. 
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A Intel já anunciou que irá ajudar e investir no desenvolvimento desta ideia. Os pais de Banerjee já tinham adiantado 30 mil dólares para começar a montar uma empresa dedicada à criação destas impressoras. 

A gigante dos chips vai ajudar com a injeção de fundos e ainda com a ajuda de especialistas. Uma das primeiras medidas foi ligar a impressora à plataforma de baixo consumo Edison, o que irá permitir uma poupança significativa nos custos de produção, noticia o Geek.com.

Neste momento, Banerjee está a trabalhar com um estudante universitário que é cego de nascença e que ficou entusiasmado com o projeto. O principal conselho deste estudante é que a impressora deve estar centrada mais na portabilidade do que no desempenho, uma vez que os invisuais anseiam por uma solução móvel que lhe permita imprimir em Braille. 

Ambas as partes pretendem conseguir lançar a impressora para o mercado com um preço abaixo dos 500 dólares. 

* Tecnologia a beneficiar os que mais precisam.

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SABIA QUE...














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ESTA SEMANA NO
"OJE"

Discrepâncias nos números
 do desemprego. PSD e CDS querem
 ouvir presidente do INE

A maioria PSD/CDS-PP quer ouvir no parlamento a presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE), Alda de Castro Carvalho, defendendo que há “discrepâncias entre as estimativas e os dados finais publicados” pela instituição.

No requerimento apresentado à comissão de Segurança Social e Trabalho, os deputados da maioria afirmam que “desde que existem estatísticas mensais de desemprego do INE têm sido sistematicamente divulgados dados que, afinal, são sempre revistos em baixa”.
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“Em concreto, em outubro de 2014, o INE anunciou 13,6% de desemprego que, afinal era 13,5%. Em novembro de 2014, o INE previu 13,9%, que depois retificou para 13,5%. Estas discrepâncias não permitiram aos portugueses uma correta perceção da evolução virtuosa da taxa de desemprego que teve, de facto, uma redução acentuada face a igual período de 2013″, argumentam.

No requerimento, os sociais-democratas Adão Silva e Mercês Borges e pelo centrista Artur Rego, escrevem que “importa perceber as razoes de discrepâncias entre as estimativas e os dados finais publicados pelo INE”.

* Já agora as inteligências pardas  da maioria deviam convocar madame Lagarde para uma audição, já que o comunicado do FMI da passada sexta-feira, referia que o desemprego real no nosso país é superior a 20%. Falta-lhes coragem.

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Semi-frio de Café


De: SaborIntenso
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