terça-feira, 20 de janeiro de 2015

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

.












.
.

O QUE NÓS

"CUSCAMOS"!


MEGACUSCAS/28
8 HISTÓRIAS BIZARRAS
QUE TALVEZ NÃO SAIBA

video
.


.
.

PREMONIÇÃO












.
.


LITERATURA PARA
PREGUIÇOSOS/16  

O RETRATO DE
DORIAN GRAY


OSCAR WILDE


video




AUTOR: IGOR ALCÂNTARA



.
 
 HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"

Tribunal analisa contas 
antigas de autarquia 

Anteriores autarcas ainda podem vir a ser condenados à reposição de verbas municipais.

O Tribunal de Contas está a analisar as contas e contratos assinados pela Câmara de Silves, nos anos de 2004 e 2005, para apurar responsabilidades financeiras no caso ‘Viga D’Ouro’, apurou o CM. 
 .

O processo judicial do Ministério Público contra o executivo liderado por Isabel Soares foi arquivado. 

No entanto, as finanças da autarquia continuam a suscitar dúvidas, uma vez que foram contraídas dívidas de mais de 7 milhões de euros (com juros) a vários bancos, devido a contratos de ‘factoring’ realizados. Mais de 10 anos depois, o Tribunal de Contas ainda pode vir a condenar anteriores autarcas ao pagamento de multas ou à reposição de verbas para os cofres municipais.

 Os bancos avançaram com processos judiciais. O atual executivo, liderado por Rosa Palma, conseguiu acordos para regularização de dívidas com o BES, BCP e Caixa Geral de Depósitos (CGD). Até final de 2014, a autarquia pagou quase dois milhões de euros, sendo que a dívida ao BES já foi totalmente regularizada. As restantes dívidas ao BCP serão pagas até 2017 e à CGD até 2020. 

* Existem muitas dívidas das autarquias por pagar, são "trilhões"

.
.
 2.Os IMPRESSIONISTAS

video


* Uma história verdadeira, baseada em documentos históricos, produzida pela BBC


* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


.
.
HOJE NO
"OBSERVADOR"

Noruega quer redefinir limites do gelo 
no Ártico e abrir à exploração do petróleo

Governo da Noruega anunciou que quer redefinir os limites do gelo do Ártico, uma decisão controversa que pode permitir uma maior abertura do Mar de Barents à exploração do petróleo e do gás.

O governo da Noruega anunciou nesta terça-feira que quer redefinir os limites do gelo do Ártico, uma decisão controversa que pode permitir uma maior abertura do Mar de Barents à exploração do petróleo e do gás. A área está fechada à indústria do petróleo e do gás e o governo de minoria estabeleceu, em 2013, com os seus aliados do centro-direita, um acordo que proíbe a exploração no rico e frágil ecossistema nos limites do gelo. Porém, o aquecimento global provocou o recuo do gelo para norte, provocando um debate sobre a fixação do seu limite.
 .

“É importante ter conhecimento atualizado sobre a localização das áreas frágeis”, disse o ministro do Clima e Ambiente, Tine Sundtoft, em comunicado. “Já solicitei ao Instituto Polar Norueguês que atualizasse os seus cálculos”, acrescentou. O Instituto vai atualizar o mapa do mar de gelo da Noruega, que está baseado em informação obtida nas duas décadas anteriores a 1989, com nova informação recolhida por satélite entre 1984 e 2013.

Este processo vai permitir ao governo argumentar que as novas concessões a serem disponibilizadas em breve à indústria petrolífera no Mar de Barents estão situadas longe do gelo. Quando apareceram objeções à exploração na área, no ano passado, o governo decidiu adiar a última ronda de leilões para as concessões. Mas hoje os partidos de centro-direita representados no parlamento e grupos ambientalistas exprimiram a sua oposição à reformulação das fronteiras e acusaram o governo de favorecer a indústria petrolífera.

“Não estamos a mudar os limites do gelo”, afirmou a primeira-ministra, Erna Solberg, à estação televisiva TV2. “É a natureza que está a mudar as fronteiras do gelo”. As empresas petrolíferas, confrontadas com o declínio das reservas de petróleo e gás do Mar do Norte, têm pressionado para a concessão de mais licenças de exploração em áreas que se encontravam fora de limite. Os grupos ambientalistas argumentam que os riscos ambientais da exploração no Ártico são demasiado elevados e que esta nem deve ser viável dada a queda dos preços do petróleo.

* O dinheiro manda em todo o lado até na Noruega.

.
.
.
III - A CIÊNCIA E O ISLÃO


4-O PODER
DA DÚVIDA
video



FONTE: BLEOGEO
 



* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


.
.
HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Mulheres fazem 'topless' ilegal 
em protesto contra o machismo

Protesto no Rio de Janeiro foi realizado para chamar atenção para a falta de liberdade das mulheres. O 'topless' é ilegal no Brasil, sendo considerado um ato obsceno e está classificado como crime.

Sete mulheres desafiaram a lei brasileira e fizeram hoje 'topless' na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, enquanto outras usaram uma blusa com fotos de seios à mostra, para protestar contra o machismo.
 .

O ato, denominado "Topless in Rio", foi realizado para chamar atenção para a falta de liberdade das mulheres, e reuniu cerca de 20 pessoas, segundo a imprensa brasileira.

No Brasil, a proibição do 'topless' não está explícita no código penal, mas essa prática, em público, é considerada como um ato obsceno e classificada como crime.

A regra surpreende turistas que estão acostumadas a fazer 'topless' nos seus países e que conhecem o Brasil por via de um imaginário mais liberal, sobretudo devido a imagens do período do Carnaval, que contrasta com uma realidade legislativa mais conservadora.

Grupos feministas questionam o facto de o 'topless' ser proibido nas praias, mas estar presente na televisão e nos cinemas, em novelas e filmes, e nos desfiles das escolas de samba, durante o Carnaval, por exemplo. Citada pelo jornal O Estado de São Paulo, a organizadora do protesto, a produtora cultural Ana Paula Nogueira, afirmou que foi organizado para "questionar e desnudar as hipocrisias".

* VALENTES SENHORAS


.

DANIEL SAMPAIO

.



A terapia com a família

Neste ano de 2015 completam-se 30 anos de publicação, em Portugal, do primeiro livro de terapia familiar. Foi em 1985 que eu e o José Gameiro publicámos Terapia Familiar, nas Edições Afrontamento. Esta obra está hoje, como é evidente, um pouco desactualizada, mas na altura constituiu um marco na divulgação da terapia familiar sistémica como forma de intervenção em saúde mental. Vários cursos, realizados nos anos seguintes, utilizaram o livro como manual de aprendizagem e muitos formandos elaboraram trabalhos tendo como base as nossas páginas.

Trinta anos depois, a terapia familiar sistémica evoluiu muito. Já não temos a ideia, um pouco romântica, de que uma intervenção bem feita, proposta por um terapeuta experiente, poderia conduzir a uma grande mudança. Nem temos a convicção de outrora, de que certas perturbações psiquiátricas derivavam de comunicações distorcidas nas famílias de origem. Hoje sabemos que as doenças da mente resultam da interacção complexa de factores biológicos, psicológicos e sociais, e que a intervenção deve reunir uma série de procedimentos terapêuticos ajustados a cada caso, de modo a potenciarmos sinergias para podermos ser cada vez mais eficazes.

A terapia familiar sistémica, todavia, continua a ser fundamental em muitas situações. Refiro-me a problemas relacionados com crianças, adolescentes e suas famílias, bem como as questões originadas pelas interacções com sistemas sociais como a escola, o grupo juvenil e os tribunais (sobretudo na relação com o divórcio dos pais). Ouvindo a família e interagindo com ela, o terapeuta fica na posse de informações essenciais para a condução da terapia, ao mesmo tempo que mobiliza e ajuda as famílias na sua missão de cuidar.

Quando oiço dizer, na televisão, que faltam camas de internamento para tratar as perturbações psiquiátricas da infância e da adolescência, não posso deixar de concordar. Em vários distritos existe apenas um pedopsiquiatra e muitos psicólogos que se ocupam dos casos, apesar do seu meritório trabalho, necessitariam do apoio de médicos para poder levar a cabo um atendimento correcto. Em muitos casos, teria sido importante falar com a família, em vez de propor um internamento, porque todas as organizações familiares, em maior ou menor grau, têm possibilidade de responder às crises e de encontrar alternativas ao seu funcionamento. A minha experiência de 35 anos de trabalho com famílias mostra que, muitas vezes, basta sermos capazes de estruturar uma conversa — em que todos os membros da família podem fazer ouvir a sua voz e escutar a de outro — para que aquele conjunto de pessoas que vive em conjunto passe a ser capaz de conseguir um nível mais tranquilo de comunicação, de onde vão emergir soluções para os seus problemas.

Num caso recente de que tive conhecimento, em que uma adolescente de 16 anos se recusa a frequentar a escola, a intervenção tem consistido em sessões mensais com pai e mãe, conduzidas por dois médicos, enquanto a jovem é seguida individualmente por uma psicóloga. Segundo relato dos pais, as intervenções terapêuticas surgem descoordenadas, sobretudo os progenitores não se sentem ajudados a lidar com a filha. Seria muito mais simples se todos falassem em conjunto, numa sessão de terapia familiar sistémica! A terapia familiar deveria ser hoje chamada “terapia com a família”, no sentido em que precisamos de a mobilizar e depois ajudar, qualquer que seja a sua configuração actual.

IN "PÚBLICO
18/01/15


.
.


399.UNIÃO


EUROPEIA


.
.
 HOJE NO
"RECORD"

Mundial: 
Portugal entre a elite mas virado a norte 

O Rali de Portugal vai integrar pelo sétimo ano consecutivo o calendário do Mundial de Ralis (WRC), que arranca na quinta-feira em Monte Carlo, mas os pilotos que se habituaram às estradas do Algarve vão enfrentar agora os troços do norte.
 .
Após dez edições no sul do país, o 49.º Rali de Portugal, que se realiza entre 21 e 24 de maio, vai ficar centralizado em Matosinhos e vai percorrer estradas de outros 12 concelhos vizinhos, das regiões do Minho e do Douro Litoral.

O "namoro" do Automóvel Clube de Portugal (ACP) com o norte adensou-se nos últimos três anos, com a realização do WRC Fafe Rally Sprint, um evento de exibição a anteceder o Rali de Portugal, que agora devolve ao itinerário o seu famoso salto, mas em formato totalmente competitivo.

Realizado sem interrupções desde 1967, o rali português integrou o campeonato do mundo em 35 edições. Excluindo as seis primeiras, a mais longa ausência do mundial aconteceu nas cinco edições que mediaram entre 2002 e 2006.

Durante muitos anos considerado um dos melhores do mundo, o Rali de Portugal foi excluído durante aquele período por questões de segurança, o que coincidiu com o seu afastamento da região do Porto e a sua mudança de ares: primeiro para Trás-os-Montes e depois para o Algarve.

Em 2005, o rali fixou-se nas estradas de terra do sul e, em 2007, voltou a fazer parte do Mundial WRC. De lá para cá, só ficou de fora em 2008, ao abrigo da política de rotação então em vigor, e "assistiu" aos triunfos de nomes como Sébastien Loeb, nove vezes campeão do mundo, e Sébastien Ogier, seu sucessor.

Depois de uma década bem-sucedida e após uma mudança mal aceite por diversas entidades algarvias, o ACP e o Rali de Portugal enfrentam agora um novo desafio à sua capacidade de manter os padrões que permitiram a reintegração no calendário.

Será um desafio de formato compacto, com 16 classificativas repartidas por quatro dias de competição e um total de 1.529,43 quilómetros, dos quais 354,35 cronometrados, passando pelos municípios de Amarante, Baião, Caminha, Fafe, Guimarães, Lousada, Matosinhos, Mondim de Basto, Paredes, Ponte de Lima, Valongo, Viana do Castelo e Vieira do Minho.

* Vai ser uma festa!

 .
.
17-BEBERICANDO


Grasshopper é uma bebida doce com sabor de hortelã para ser degustada após o jantar. O cocktail  consiste de três partes iguais de creme de mentacreme de cacau e creme de leite fresco. Num shaker misturam-se muito bem os cremes e junta-se gelo picado, serve-se em taça apropriada muito fresca, podendo decorá-la com folhas de hortelã.


.
.

6-HISTÓRIA NATURAL

DO COMPORTAMENTO 

video

ÚLTIMO EPISÓDIO


POR: DAVID ATTENBOROUGH


* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

.
.

HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Desempregados até 30 anos
 podem candidatar-se a apoios 
para criar empresas

 Os jovens desempregados entre os 18 e os 30 anos podem, a partir de quarta-feira e até 31 de dezembro, candidatar-se a apoios do Instituto do Emprego e Formação Profissional para desenvolver projetos e ideias de negócios.

A medida Investe Jovem, que se insere no programa Garantia Jovem, destina-se aos jovens desempregados inscritos nos centros de emprego, "com projetos e ideias de negócio e formação adequada para a sua concretização", de acordo com a informação facultada à Lusa pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).
 .
Com uma dotação orçamental de 11 milhões de euros, um valor que o Governo estima duplicar em 2016, a medida deverá apoiar já este ano um total de 400 novas iniciativas empresariais promovidas por jovens, que deverão permitir a criação de mil postos de trabalho

Através do Investe Jovem, o IEFP concede apoios financeiros e técnicos aos jovens candidatos que apresentem projetos de investimento e criação do próprio emprego que contribuam, também, para fomentar o desenvolvimento e crescimento regional e local.

Todos os processos de decisão, processamento dos apoios financeiros, gestão dos reembolsos e acompanhamento da atividade das iniciativas são da responsabilidade do IEFP.
 .

A análise das candidaturas, bem como a apreciação das mesmas, ficarão a cargo de Escolas de Gestão e de diversos estabelecimentos de ensino superior nas áreas de contabilidade, gestão, economia ou finanças, havendo um [estabelecimento] por cada Delegação Regional do IEFP (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve).

As informações sobre as condições de candidatura, de acesso ao Investe Jovem e ao regulamento específico estão disponíveis, a partir de hoje, na página oficial do Instituto na internet..

* Investe Jovem é igual a Impulso Jovem do famigerado Relvas, igual também às Novas Oportunidades do Socrático aldrabão. Serve para fazer troça de quem não tem salário e acredita nestas promessas.
Quem foi o "crânio" desta ideia?

.
.
India Martinez

Vencer Al Amor

video


.
.
HOJE NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

Impacto do franco suíço continua
 a alastrar na Europa 

Credit Suisse Group e Saxo Bank A/S aumentam a lista de companhias financeiras europeias a declarar que a decisão da Suíça de terminar a ligação da moeda nacional ao euro tem impacto nos seus lucros, relata a Bloomberg. Saxo Bank diz ter previsto problemas com o franco suíço e prepara-se para novos choques.
 
O Saxo Bank, sedeado em Copenhaga, declarou poder vir a sofrer perdas irrecuperáveis com a decisão do banco central suíço de pôr fim à indexação do franco ao euro e diz estar a preparar-se para novos choques. Em entrevista telefónica à Bloomberg, o CFO (administrador financeiro) do banco afirmou terem previsto esta situação: "Avisámos os clientes em Setembro, quando revimos em alta a margem [de segurança] para o franco". Na altura, os investidores ficaram insatisfeitos, mas hoje "só desejava que tivéssemos aumentado ainda mais", afirma Steen Blaafalk.
.
A partir de amanhã, o banco vai requerer aos clientes que guardem uma margem de segurança ainda maior nos investimentos – não apenas em francos, mas também em euros, libras, dólares e ienes - preparando-se para choques a curto prazo maiores. "Prevemos uma mudança de paradigma nos mercados financeiros", escreveu o banco numa carta endereçada aos clientes, citada pela Bloomberg. As medidas de alívio quantitativo que podem ser anunciadas pelo BCE esta semana e as eleições na Grécia também colocam riscos, considera o banco.

Na Suíça, o segundo maior banco do país, Credit Suisse, declarou ontem que as variações cambiais podem prejudicar os resultados, dependendo em parte de "acções compensatórias" que possam ser tomadas. Até agora a volatilidade no mercado cambial ainda não teve um impacto material nos rácios de capital, afirmou o banco à agência noticiosa. O banco do grupo Julius Baer afirma que, apesar de não ter sofrido perdas nas primeiras duas sessões após a decisão do banco central suíço, planeia tomar as "medidas adequadas" para defender os lucros, relata a Bloomberg.

"Isto ainda não acabou", afirma Andreas Venditti, analista na Vontobel Securities AG, à Bloomberg. "O impacto vai depender da rapidez das companhias a reagir e da profundidade das suas acções", diz Venditti.

Na quinta-feira, 15 de Janeiro, o banco central da Suíça anunciou que iria desistir da ligação entre o franco e a moeda única, que determinava um câmbio mínimo de 1,20 francos suíços por euro. A medida surpreendeu os mercados e está a causar perdas em vários bancos e empresas com activos ligados à economia suíça.

* Por detrás das justificações económicas e financeiras há outras veladas intenções.


.
.
Dançando 'LIMBO' em Oslo

video

.
.
HOJE NO
"DESTAK"

Desemprego em Portugal deverá
 situar-se nos 10,1% em 2019 

O desemprego em Portugal deverá manter a tendência de queda iniciada em 2013, chegando aos 10,1% em 2019, de acordo com as estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT) expressas num relatório divulgado na segunda-feira à noite. 
 .

Daqui a quatro anos, a taxa de desemprego deverá, assim, descer para níveis de 2010 (10,8%), com o desemprego jovem a registar a maior percentagem (23,6%) entre o número total de desempregados, segundo o relatório "Perspetivas Sociais e de Emprego no Mundo - Tendências 2015". 

Numa análise por géneros, em 2019, a taxa de desemprego entre o sexo masculino deverá ser de 9,8% e, entre o sexo feminino, de 10,4%, segundo a OIT. 

* É uma velhacaria fazer previsões a cinco anos de distãncia, a quem serve a OIT?


.
.



ABSURDAMENTE















.
.

HOJE NO
"i"

Paulo Campos. 
“Ultimamente temos técnicos do INEM 
a ser agredidos na rua”

 Presidente do INEM revela que notícias sobre atrasos no atendimento já levaram a agressões aos técnicos e afectam credibilidade da instituição 

O convite para o INEM chegou um dia antes do nascimento do seu último filho e é por isso que considera o instituto “uma espécie de filho mais novo”. Há nove meses à frente do_INEM, Paulo Campos fala em muito trabalho e dias que normalmente não acabam antes da madrugada. Apesar do recurso a números e dados exactos, não esquece o tempo que trabalhou no terreno e garante que às vezes ainda “veste o fato amarelo e calça as botas” para um ou outro serviço. 
 .

Defende melhores condições de trabalho para os funcionários do instituto, mas garante que nunca conheceu trabalhadores tão motivados. Sobre as últimas polémicas, Paulo Campos garante a eficiência do serviço e desvaloriza as notícias sobre demora no atendimento. 

Já morreram pessoas devido a atrasos no atendimento do INEM?
Que nós tenhamos conhecimento, não. O impacto tem a ver com atrasos de alguns segundos. Para uma média de chamadas de cerca de 3400 por dia, passámos a ter, no dia 1 de Janeiro, por exemplo, mais de 5 mil chamadas. Este acréscimo de chamadas é muito grande para uma central de atendimento. 

A que se deve esse acréscimo?
A um conjunto de factores. A nossa população está mais envelhecida, precisa de mais cuidados de saúde e ao longo dos anos temos tido um aumento de 5 a 10 por cento do volume de chamadas todos os anos. Por outro lado, estamos no Inverno, com picos de casos de gripe. 

Esse aumento no volume de chamadas tem sido acompanhado por um aumento de pessoas no atendimento?
Temos um aumento de chamadas e um plano de abertura de meios anual, com os quais é preciso fazer passagem de dados. É preciso repensar estruturas e é por isso que, para 2015, está previsto um incremento de quase 300 profissionais e já temos autorização para a abertura do concurso para 85 técnicos de emergência. 

Mesmo assim há notícias específicas, como a do homem de 63 anos em Espinho que morreu depois de 40 minutos à espera de viatura do_INEM.
Lamentamos a morte do doente, mas é o caso de um doente com uma doença muito grave e que provavelmente não iria ter outro desfecho. O comandante dessa corporação de bombeiros [de Espinho ] é vice--presidente do sindicato, o mesmo que está a trazer isto a público. Em nenhum ponto os bombeiros estão em causa. 

Há uma espécie de guerra aberta entre bombeiros e INEM?
Não há, nem pode haver. Somos parceiros de um sistema que dá resposta ao cidadão. Pode ter havido algumas animosidades no passado, ou pessoas ligadas a outras estruturas e que não deviam levantar poeira entre estas duas estruturas, mas temos conseguido limar os problemas e pôr o doente acima de tudo isso. 

Qual tem sido o impacto destas notícias no dia-a-dia no_INEM?
Este tipo de notícias tem impacto na agressividade das chamadas e no próprio contacto com os nossos técnicos, que ultimamente são agredidos na rua. As pessoas ficam com dúvidas sobre o nosso trabalho. 

O número de profissionais ainda responde aos padrões de segurança?
Sim, senão tínhamos de encerrar meios. 

A formação dos técnicos é suficiente?
Fazemos sempre propostas de melhoria e a verdade é que os técnicos de emergência vão ter mais competências e mais tempo de formação. E isso não tira o lugar a ninguém. 

Faria sentido ter um enfermeiro em cada saída do INEM?
Não, de maneira nenhuma. É mais um mito criado por uma luta de parceiros, que põe em causa o próprio sistema. Ordens e sindicatos, que puseram isto em causa, têm de perceber que há espaço para todos e que não lhes compete roubar espaço uns aos outros. 

Ao i, o INEM explicou que a subida de poucos segundos nos tempos de atendimento não tem reflexo nos tempos globais de resposta às emergências. Como é isso possível?
Falamos de uma timeline de tempo. Quando uma pessoa faz a chamada para o 112 é atendida e a chamada é passada para o CODU (Centros de Orientação de Doentes Urgentes), é a esse tempo de atendimento que nos referimos. A partir daí o profissional identifica o caso e manda o meio para o local. Como tudo é feito através de um algoritmo, o meio pode ser activado mesmo antes de o técnico terminar a chamada. É por isso que um aumento de poucos segundos na chamada para o CODU não aumenta o tempo geral de espera. 

Mas alguns técnicos falam em tempos de espera de mais de uma hora.
Isso será o tempo de passagem de dados, não o de atendimento. O que está previsto é que se não são atendidos tentem outra linha. 

O que quer dizer que os técnicos não estão a usar todos os meios disponíveis?
Acredita que se eu estiver na rua uma hora com uma situação urgente não tento outra linha? 

Falta passar essa informação aos técnicos?
Eu não vou dizer que não houve um aumento de tempo na passagem de dados. Mas não é suposto ficar à espera para provar à comunicação social que não conseguiu ligar. 

Há alguma razão para que o problema tenha saído a público agora?
O sindicato é que poderá explicar o porquê de só falar agora, principalmente a dias de termos a abertura de concursos para novos profissionais. 

Há uma incompatibilidade entre direcção e sindicato?
Não, mas estamos em ano de eleições… 

Acha que isso influencia?
Influencia, claro, até porque estamos a falar da exposição mediática da emergência médica nacional. Se quem mediatizou estes temas esperasse uma semana, estes técnicos já estavam a integrar o CODU. 

Antes desta direcção não foram integrados novos recursos humanos?
Não quero comentar as opções das outras direcções. Temos trabalhadores motivados, que nunca dizem que não. Existe burnout [síndrome de exaustão emocional  relacionada com a profissão], mas também existe engagement [capacidade de se manter envolvido na profissão]. 

Os valores de engagement são superiores aos das outras profissões?
São, claramente. As pessoas quando abraçam uma profissão destas fazem-no com toda a paixão.
 
Mas compensa os valores de burnout?
É um trabalho desgastante, sem dúvida, tanto a nível físico como psicológico. Para mim sempre compensou, mas depende de pessoa para pessoa. A remuneração é baixa, mas salvar uma criança sabe tão bem... Por outro lado, ter uma criança morta nos braços também tem os seus efeitos. Os valores de burnout no INEM são semelhantes aos de serviços do género a nível internacional. 

Ser semelhante ao que acontece no estrangeiro não quer dizer que seja positivo...
Principalmente não quer dizer que não se possa fazer nada. Daí termos apostado em acções de formação dadas pelos nossos psicólogos, para prevenir o burnout e aumentar o engagement. 

Como explica o número de baixas do INEM?
É verdade que no Natal tivemos mais 50 baixas que o esperado, mas não sei se em geral temos mais ou menos que outras entidades da função pública. Há muitas instituições que não autorizam férias em períodos críticos, talvez seja uma opção a ponderar para o INEM. 

Como foram suportadas essas baixas?
Com outros profissionais, que tiveram de deixar as famílias no Natal e na passagem de ano para virem trabalhar, mesmo sem estarem escalados para tal. É de enaltecer esse empenho. Cada um pode pensar no que quiser sobre haver mais baixas em alturas de festas, mas são baixas por doença, não há muito a fazer.

Isso não é contar com a boa vontade dos trabalhadores?
Há mecanismos legais para interromper férias para dar resposta aos serviços. Mas não foi preciso e não conheço muitas instituições em que isso aconteça. Os trabalhadores do INEM são um exemplo, estão altamente motivados. 

No INEM a motivação não passa por aumentos salariais?
Um bombeiro que faça um turno extra ganha 3 euros, um técnico do INEM ganha 22,50. Não é o dinheiro o único motivo que os leva a trabalhar mais horas, até porque no INEM os valores nunca podem ultrapassar os 60% do ordenado-base. 

Então como se motivam os trabalhadores do INEM?
A entrada de mais recursos humanos vai aliviar o trabalho actual, o que já é uma motivação. Vai ser possível também alocar profissionais a outros serviços. Estar oito horas a atender chamadas de pessoas com níveis de stresse elevados é muito desgastante. 

Os aumentos salariais não estão em causa?
Os trabalhadores do INEM ganham mal, é verdade. Um técnico de emergência ganha 695 euros, mas não há alternativa que não seja cumprir as regras que o país tem. 

As condições de trabalho no INEM são as suficientes?
Temos coisas para melhorar, claro. Não podemos é querer fazer numa semana aquilo que não foi feito no último século. O que posso garantir é que temos estado a acompanhar auditoria e em 2014 fizemos auditoria de 80% das bases. Esgrimir isto do ponto de vista político é muito fácil, mas em termos técnicos é mais complicado. Este instituto não são só os técnicos de emergência, temos 1300 profissionais, dos quais 770 são técnicos de emergência. É preciso gerir tudo da melhor forma. 

Chegou a falar-se de casos de suicídio entre trabalhadores da instituição.
Não existem casos de suicídio no INEM, não há ninguém da equipa que os conheça. 

O estudo do burnout deu origem a apoio psicológico aos trabalhadores. É para continuar?
Sim, e a ideia é abrir o leque a todos os trabalhadores do INEM, não ficando só pelos técnicos de ambulância, como até aqui. Por isso pedimos um estudo mais alargado à Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa. 

* Como é hábito não comentamos entrevistas aqui reproduzidas.

 .
.

 SEGUINDO OS SEPARADORES

video

.