sábado, 17 de janeiro de 2015

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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CONTA DO RECADO

Um médico, numa cidadezinha do interior de Minas, queria tirar um dia de folga, mas não podia fechar o consultório.

Chamou o Zé, dono da única farmácia do lugar, e propôs a ele:
- Zé, ando muito cansado e preciso tirar um dia pra pescar. Como aqui não acontece nada grave, você fica no meu lugar.
Pode ser?

O Zé aceitou. O médico vestiu o jaleco no Zé e foi pra pescaria.

De tardezinha, quando retornou, o médico perguntou ao Zé:
- E aí, Zé, como foi o dia?

- Correu as mir maravia. Atendi treis duente.

O médico, preocupado, pergunta:
- Quais foram os casos?

E Zé:
- O primero era um omi que tava com dô de estrombo.

O médico perguntou:
- O que você deu para ele?
Zé:

- Dei omeprasó.

O médico:
- Agiu certo, OMEPRAZOL. E o segundo?

Zé:
- O segundo foi um otro ome que tava com dô de cabeça.

O médico:
- O que você receitou para ele?

- Dei tilenó.

O médico:
- Correto, TYLENOL. E o terceiro caso?

- A tercera foi uma muié que entrô, trancô a porta, tirô a rôpa, ficô peladinha, deitô na cama e disse:

- O sinhô pricisa resolvê o meu pobrema, faiz 5 ano qui eu não vejo um omi.

O médico, alarmado:
- Meu Deus do céu, Zé! O que você fez com ela?

Zé:
- CARQUEI COLIRO NOS ZOIO DELA, UAI!


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  DO QUE NÓS NOS


  "LEMBRAMOS"!





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6-ARRENDADOS




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 NEM DUVIDAMOS





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Não Faz Sentido

CELEBRIDADES ESTÚPIDAS



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5-ARRENDADOS



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 7-DERMATOLOGIA 

 E GRAVIDEZ




ALTERAÇÕES VASCULARES



Uma interessante série conduzida pela Prof. Dra. Luna Azulay-Abulafia, Mestra especialista em Dermatologia
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* Uma produção "CANAL MÉDICO"


** As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores. 

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4-ARRENDADOS



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3-CIENTOLOGIA




ÚLTIMO EPISÓDIO

* Um excelente trabalho exibido na TVI, no programa "TODA A VERDADE"

** As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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3-ARRENDADOS


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HELENA MATOS

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O problema 
não são os outros. 
Somos nós

Na passagem de ano foram incendiados em França 940 automóveis. As autoridades rejubilaram: afinal em 2014 tinham sido contabilizadas 1 067 viaturas queimadas. Quantas notícias se leram sobre isto?

Como é que a Europa deve responder aos ataques terroristas? A solução passa sobretudo por medidas securitárias, ou deve passar também pelo combate ao desemprego e pela integração das comunidades árabes e islâmicas? São preocupantes os sinais que apontam para o crescimento da xenofobia?” – No site da TSF estas perguntas lançavam o Forum da passada sexta-feira.

O primeiro impulso seria rir perante o óbvio destrambelho destas perguntas: combate ao desemprego? Mas desemprego de quem? Onde é que na Europa alguma vez o terrorismo foi praticado por pobres ou por desempregados? Os terroristas europeus contaram nas suas fileiras com aristocratas, militares, jornalistas, padres, artistas, estudantes, intelectuais, médicos… Agora que se mata em nome de Alá e não de Marx as profissões são menos diferenciadas. Não temos em 2015 registo de nenhum terrorista que seja editor e aristocrata como foi nos anos 70 do século passado Giangiacomo Feltrinelli nascido em palácio, responsável pelas melhores edições de Itália e bombista que se dizia serviço do proletariado, mas daí a ver-se nos autores dos recentes atentados em França uns jovens que o desemprego e a falta de oportunidades levam a matar os seus semelhantes vai um pedaço de mau folhetim neo-realista que nenhuma realidade sustenta.

E o que se entenderá por “integração das comunidades árabes e islâmicas”? Aliás será que ser árabe ou islâmico faz de cada um automaticamente membro dessas ditas comunidades? Os portugueses que emigraram para França há tantos anos quanto os pais de muitos destes membros das actuais “comunidades árabes e islâmicas” e que ao contrário de muitos deles nem sequer sabiam ler nem escrever e muito menos falar francês que medidas tiveram para promover a sua integração na sociedade francesa?

As perguntas lançadas no Fórum da TSF são semelhantes a tantas outras formuladas nos últimos dias. São perguntas, frases e comentários que partem sempre do mesmo princípio: o problema da violência dos outros somos nós. Porque nós vemo-nos como responsáveis por tudo o que aconteceu e acontece no mundo: para tudo aquilo que os outros fazem há sempre um gesto ou uma decisão que nós ou os nossos antepassados tomámos agora ou há quinhentos anos e que explicam, justificam e de certa forma têm desculpado aos nossos olhos o terrorismo e os terroristas.

Nós, europeus, temos um problema sério. Não com os terroristas que por mais chocante que seja escrevê-lo nestes dias não é a nós, ocidentais, que causam maior dor: enquanto na Europa se repetia “Todos somos Charlie”, na Nigéria o Boko Haram matava 2000 pessoas, na sua maioria mulheres, crianças e velhos sem que alguém se indignasse ou sequer admirasse. Não há semana em que na Nigéria, no Paquistão ou no Quénia o terrorismo islâmico não faça atentados. Meninas de dez anos são transformadas em bombistas suicidas. Das vítimas ninguém sabe nada, nem a idade, nem o nome nem o que faziam.

Ao contrário do que sucede nesses países, o terrorismo islâmico não põe em causa o nosso modo de vida. Muito menos os seus autores têm actualmente capacidade para condicionar a nossa vida política como o fizeram no passado. Pense-se apenas que em 1978 as Brigadas Vermelhas tiveram capacidade para manter Aldo Moro sequestrado durante 55 dias! O que presentemente o terrorismo consegue é confrontar-nos com um mundo que não é apenas os resultados dos nossos actos. E para esse ruir das nossas ilusões não estamos preparados.

O nosso problema com o terrorismo não são os terroristas mas sim o relativismo com que analisamos os seus actos. E quanto mais esses actos nos parecem plausíveis de ser explicados pela cartilha do sociolês mediático (uma espécie de marxismo caldeado com fartura e culpa cristã por viver bem) mais os toleramos. Daí que a condenação que fazemos do terrorismo seja quase indexada ao posicionamento político das vítimas: durante anos e anos a ETA foi tolerada porque as suas vítimas eram geralmente militares, agentes da Guarda Civil, militantes do PP, empresários… enfim gente que nesse discurso justificativo se procurava sempre associar ao franquismo. Quando se tornou óbvio que as balas da ETA não distinguiam as nucas da gente de esquerda das da gente de direita era como se se estivesse perante um desacerto desses rapazes um pouco excitados mas apesar de tudo gente de causas. E só nessa fase em que ser de esquerda deixou de ser um escudo perante a ETA muito boa imprensa tida como de referência deixou de tratar a ETA como movimento independentista para passar a designá-la como aquilo que sempre foi: terrorista.

Pelo contrário não houve qualquer simpatia, enquadramento socio-cultural ou tentativa de compreensão das razões que levaram Anders Behring Breivik a matar vários dos seus concidadãos na ilha de Utøya. Breivik era branco e de olhos azuis, não podia ser integrado em comunidade alguma e era de extrema-direita. Logo foi visto como aquilo que era: um terrorista e não o resultado de uma qualquer exclusão. Aliás se os irmãos Kouachi tivessem levado a sua mortandade a cabo não no “Charlie Hebdo” mas sim num jornal de direita não faltariam neste momento explicações para os seus gestos.

Por exemplo explicações similares às que foram dadas em 2005 aquando do assassinato por um fundamentalista islâmico do cineasta Theo Van Gogh, ele mesmo, a vítima, definida como um “provocador”. Ou aquando dos atentados do 11 de Setembro em que a culpa era inevitavelmente de Bush, dos americanos que “estavam a pedi-las” e das torres que eram um símbolo do poderio capitalista. Explicações similares às dadas quando o jornal dinamarquês “Jyllands-Posten” publicou várias caricaturas de Maomé: condenou-se rapidamente a violência para logo em seguida se partir para o perfil “populista” da publicação e, em seguida, desenvolver longos raciocínios sobre a problemática da intolerância. Não, como em abstracto se esperaria, da intolerância dos agressores mas sim daquela que em nome das vítimas poderia vir a ser desenvolvida…

Os exemplos não faltam. Nem vão continuar a faltar. Embora se possa ser levado a pensar que o agora sucedido em França virá a marcar um antes e um depois na forma de olhar estas questões na Europa. A própria forma como a sociedade francesa está a reagir dá conta de algo que vem de muito antes e que não se restringe ao fundamentalismo islâmico: estamos perante um país que perdeu para a Inglaterra o lugar de quinta economia mundial e em que o ministro da Economia, Macron, teve de se explicar porque declarou que era positivo que os jovens franceses desejassem ser milionários. Um país onde grupos de jovens assaltantes conseguem bloquear comboios, assaltar os seus passageiros (às vezes seleccionando nestes e noutros ataques as vítimas pela sua aparência racial) e ainda atacar as equipas de socorro.

Um país que precisamente dias antes destes atentados viu com estupefacção serem publicadas fotografias tiradas dentro de prisões francesas: a avaliar por aquilo que ali se via de consumos de drogas e ostentação de dinheiro algumas prisões francesas são um espaço cujo ambiente parece retirado de um qualquer festivo e sórdido casino. Se se recuar uns meses e se se trocarem estas fotos pelos parágrafos de um relatório policial constatar-se-á que, segundo os autores desse estudo, as prisões francesas são um dos principais locais de radicalização dos jovens muçulmanos pois não existe qualquer capacidade de controlar a actividade dos imans nos estabelecimentos prisionais.
 
Como não podia deixar de ser rapidamente se esqueceram os avisos contidos nesse relatório para mediática e politicamente o tomar como pretexto para um tema bem mais aliciante e politicamente correcto: correm as prisões francesas o risco de se transformar num novo Guantanamo?

A França é o país onde todas as semanas aparece o problema de uma funcionária de supermercado ou escola que pretende trabalhar de rosto completamente tapado mas onde paralelamente as activíssimas associações ditas de livre pensamento, que se calam respeitosamente perante a actividade dos fundamentalistas islâmicos, exigem com urgência que se proíbam os presépios nos espaços públicos. O país onde as autoridades se regozijaram porque na noite da passagem de ano foram incendiados apenas 940 automóveis: afinal em 2014 tinham sido contabilizadas 1 067 viaturas queimadas. (Já agora quantas notícias se leram sobre estes factos na imprensa portuguesa? Será que os jornalistas não sabem francês ou simplesmente não estão preparados para dar notícias que não cabem na sua quadratura do mundo?)

Um país onde abordar boa parte das questões que vão do mundo do trabalho, à habitação e às escolas se torna num campo minado em que em vez de se discutirem os problemas concretos logo se define que colocar determinada questão é discriminatório, passando com fervor a discutir-se se A ou B é xenófobo. Patrões, professores e funcionários estão entregues a si mesmos perante uma minoria que escudada nos conceitos de comunidade exige de facto um tratamento diferenciado para impor a sua vontade aos demais e retirar as maiores vantagens do sistema (não estou a falar apenas dos radicais muçulmanos mas também deles).

Mesmo umas prosaicas salsichas numa festa de escola infantil podem tornar-se em França no pretexto para que algumas famílias, alegando que não comem carne de porco, não só tenham direito, como é desejável, a uma comida diferente, mas acabem a impor as suas regras a todos demais. Pois face à recusa destas famílias de partilharem um grelhador onde tivessem estado carnes que consideram impuras, a alguns professores não ocorreu melhor ideia que acabar a só servir salsichas halal. Ou seja salsichas confeccionadas com animais abatidos segundo os ritos da religião muçulmana. Naturalmente esta decisão foi tomada e justificada em nome da tolerância

Com aquela espécie de complexo napoleónico de quem já teve um imperador e agora tem presidentes em declínio, a França adoptou perante os seus problemas a mesma atitude que tem perante a crescente influência do mundo anglo-saxónico: fala de excepções culturais, usa a retórica da “grandeur” e apresenta contabilidades engenhosas para iludir a realidade. O resultado é catastrófico.

Na rua a realidade impõe-se. E na política, o país que prefere as revoluções às reformas e que acha que o mundo em geral e a França em particular se ordenam por declarações de vontade prepara-se para mais uma vez tentar suster a evolução da economia e da História. Agora premiando eleitoralmente os radicais de direita. De quem esperam exactamente o mesmo que esperaram quando a esquerda elegeu Hollande: que façam leis que garantam à França um estatuto excepcional no mundo e que portas adentro os consigam tirar desse inferno de intolerância a que em nome da tolerância chegaram.

IN "OBSERVADOR"
11/01/15


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396.UNIÃO


EUROPEIA



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2-ARRENDADOS


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 25 ANOS DEBAIXO DA TERRA



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XIII-TABU


E.U.A.


1.DESEJOS PRIVADOS




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1-ARRENDADOS



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Elvis Presley

Suspicious Mind


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HOJE NO
"A BOLA"

Jorge Jesus - 
«Jogadores emprestados não devem defrontar os clubes a que pertencem» 

Jorge Jesus mostra-se favorável à introdução de uma norma que proíba a utilização de jogadores emprestados frente aos clubes que detêm os seus passes.
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«Todos os jogadores que estejam emprestados não devem jogar contra os clubes a que pertencem. Devia ser uma norma introduzida na próxima época. Defende o futebol, o clube e o próprio atleta», argumentou em conferência de Imprensa o treinador dos encarnados, quando confrontado com a queixa do Sporting pela não utilização de Deyverson e Miguel Rosa por parte do Belenenses no Estádio da Luz, no passado dia 6 de dezembro, em partida da 13.ª jornada da Liga.

* Estamos de acordo.

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 EXPLORANDO


Mergulho numa rede submarina de túneis e cavernas
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HOJE NO
"OBSERVADOR"

Fatores que não imaginava 
que o podiam engordar 

Na cruzada contra os quilos a mais há erros facilmente evitáveis. Veja aqui os principais.

Se uma das resoluções de ano novo que fez era perder peso, então este artigo é para si. O El Pais deixou algumas ideias de fatores que ajudam a engordar, ou pelo menos, comer mais, de acordo com vários estudos científicos. Alguns dificilmente poderão ser evitados, mas ainda assim vale a pena conhecer todos. Para facilitar fizemos uma organização temática dos principais fatores.

Relações familiares
Não convém evitar jantares de família, porque segundo um estudo publicado na Revista de Pediatria americana, partilhar as refeições com familiares pode ajudar a proteger da obesidade e do excesso de peso. E isto porque o estabelecimento de ligações emocionais familiares com quem se partilha a refeição faz com que se escolham alimentos mais saudáveis.

Mas convém ter também atenção ao excesso de peso dos familiares. E isto porque um irmão obeso duplica o risco de sofrer de obesidade, principalmente se for do mesmo sexo. A probabilidade é até maior do que ter um progenitor obeso, afirma o estudo foi feito por Markos Pachucki, faculdade de Medicina da Universidade de Harvard.

Hábitos quotidianos
Há uma série de maus hábitos que ajudam a desequilibrar um esforço na dieta. Não deve, por exemplo, comer ao som de música clássica – um estudo da Universidade de Leicester y Surrey Roehampton, em Inglaterra, apurou que a música clássica incentiva a vontade de comer.

O trabalho por turnos também não ajuda. Isto porque quando se trabalha em ritmo de turnos no período da noite, o ciclo fisiológico que está preparado para comer durante as horas de sol e dormir quando escurece fica alterado, resultando numa diminuição do gasto de energia. Quem o explica é o Instituto Howard Hughes.

Dormir mal também perturba o organismo, impedindo a reposição do metabolismo energético. É o que diz este estudo publicado na Revista Americana de Nutrição Clínica, que mostra que as pessoas que dormem mais têm um índice de massa corporal menor e uma alimentação mais saudável.

Já é do senso comum que passar muitas horas em frente à televisão aumenta o risco de obesidade. Mas também já foi confirmado pela ciência: a Universidade de Harvard alerta que se esta for uma atividade recorrente aumenta 23% o risco de obesidade e 14% o risco de diabetes.
E já que se fala de televisão, é de recordar que a Universidade de Granada acrescenta ainda que a luz da televisão reduz os níveis endógenos de melatonina, a hormona que regula o ritmo cardíaco, que tem efeito antioxidante e anti-inflamatório.

Questões de saúde
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As bactérias Christensenellacea estão presentes no intestino e defendem o corpo do aumento de peso. A presença dela no organismo depende de fatores hereditários, mas já estão a ser desenhados tratamentos contra a obesidade que as utilizam.

Se sofrer de stress pós-traumático deve consultar um especialista, por todos os motivos, mas também porque a probabilidade de desenvolver obesidade é muito maior. Mas a partir do momento que diminuem os sintomas o risco de obesidade reduz de forma rápida.

Pesticidas, herbicidas, entre outros produtos que estão presentes na alimentação, estes acumulam-se nos tecidos gordos e ajudam a desenvolver a obesidade e o aumento do colesterol. A Universidade de Granada aconselha a evitar comidas muito gordurosas ou carne e peixe de tamanho elevado.

* Depois da leitura desta notícia está mais informado, agora depende de si.


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29.Quem avisa

seu amigo é!















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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Portuguesa recebe prémio europeu
 do jovem investigador

Rita Guerreiro é investigadora da University College London em Londres

A investigadora portuguesa Rita Guerreiro, da University College London, em Londres, no Reino Unido, vai receber o "Prix Européen Jeune Chercheur"(Prémio Europeu do Jovem Investigador), a 19 de Janeiro, numa gala na sala Olympia em Paris.
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A cientista foi selecionada pelo trabalho sobre as mutações do gene TREM2, indicado como possível fator de risco da Doença de Alzheimer e de outras doenças degenerativas como a Demência Frontotemporal.

A votação foi feita por um comité científico europeu e o prémio é atribuído pela "Association pour la Recherche sur Alzheimer" (Associação para a Investigação sobre Alzheimer), criada em 2004, em França, e dedicada à pesquisa sobre a doença.

"Isto é um prémio que vem reconhecer o trabalho que temos desenvolvido nestes últimos tempos e é também uma motivação muito grande para o futuro. É um prémio que foi atribuído, por votação, por outros investigadores e, portanto, é um reconhecimento pela comunidade científica internacional", disse à Lusa Rita Guerreiro.

A investigadora fez questão de sublinhar que "é um prémio que reflete todo o trabalho de uma equipa" nos últimos dez anos, em referência ao laboratório Guerreiro-Bras, chefiado por ela e pelo marido José Miguel Brás e que faz parte do Departamento de Neurociência Molecular do Instituto de Neurologia da University College London.

"É muito gratificante vermos que uma descoberta que nós fizemos - que não está tão diretamente associada com o doente mas que claramente levou a um melhor conhecimento da doença - está neste momento a fazer com que haja investigação mais aplicada, principalmente em termos de fármacos que se estão a basear nestas descobertas", continuou a investigadora.

O prémio é de dez mil euros, um montante que pretende "apoiar e encorajar um jovem investigador que tenha projetos de investigação prometedores", de acordo com a página da internet da associação.

"É sempre dinheiro essencial para conseguirmos manter o laboratório a funcionar e vai ser essencial para conseguirmos continuar os estudos que temos estado a desenvolver", explicou a investigadora de 34 anos, acrescentando que o laboratório continua a "estudar famílias com doenças raras".
Rita Guerreiro saiu de Portugal em 2006 e não pensa regressar porque "na mesma área será muito difícil", ainda que gostasse "muito".

"Os apoios à ciência são cada vez menores e para fazer trabalhos deste género é necessário um investimento muito grande, os projetos são muito caros, manter um laboratório custa muito dinheiro - especialmente na área da genética - e é necessário estar ligado a grupos e a instituições com uma grande capacidade financeira. Eu diria que seria quase impossível fazer o mesmo tipo de trabalho em Portugal", concluiu.

* O que é uma honra para a comunidade cientifíca portuguesa é uma honra para Portugal.  Lamentamos que o governo não promova condições para que estas brilhantes inteligências não efectuem os seus trabalhos em Portugal.

** Acrescentamos que o estudo abrangeu 1.092 doentes de Alzheimer e um grupo de controlo com 1.107 elementos saudáveis. Os resultados foram divulgados esta semana pela publicação especializada “New England Journal of Medicine”.
Foi desenvolvido por 80 cientistas liderados pela University College London, através do Instituto de Neurologia, em colaboração com os Institutos Nacionais de Saúde (National Institutes of Health), em Washington, nos Estados Unidos.
Rita Guerreiro liderou a equipa de investigação do University College London


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COMO FAZER VELAS NUMA EMERGÊNCIA


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 HOJE NO

"RECORD"

José Sócrates tenta ficar com
 botas e cachecol do Benfica

José Sócrates foi intimado a entregar, até segunda-feira, dois pares de botas do Benfica que tem utilizado na cadeia e foi ainda proibido pelo diretor do estabelecimento prisional de Évora de ter consigo na cela um edredão e um cachecol das águias, que lhe foi oferecido por António Ramos, mais conhecido como "Barbas".
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A notícia é avançado pelo "Expresso" este sábado, onde é revelado que a proibição surgiu após o sindicato de guardas prisionais ter apresentado uma queixa sobre um alegado tratamento de favor ao antigo primeiro-ministro, que se encontra em prisão preventiva. Em resposta, os advogados de Sócrates entraram com um recurso e admitem mesmo levar o caso a tribunal.

* Preciosismos... pacóvios.


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INVULGARES/2















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HOJE NO
 "CORREIO DA MANHÃ"

Governador angolano 
tem 6 andares no Estoril 

José Pedro Morais foi nomeado por José Eduardo dos Santos. 
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 O novo governador do Banco Nacional de Angola, José Pedro Morais, é dono de seis apartamentos num dos condomínios mais luxuosos de Portugal, o Estoril Sol Residence. Segundo apurou o CM, os imóveis localizam-se na Torre Estoril e na Torre Baía. 

Na Torre Estoril, José Pedro Morais é dono de duas frações no 12º andar, enquanto na Torre Baía é dono de uma fração no 1º, 2º, 4º e 5º andares. 
 
O "VIDRÃO"
Os imóveis no condomínio Estoril Sol Residence são dos mais caros do País, com um preço médio de 1,5 milhões de euros. José Pedro Morais, ministro das Finanças de Angola de 2002 a 2008, foi nomeado pelo presidente angolano, José Eduardo dos Santos, para substituir o atual governador, José de Lima Massano, que pediu para abandonar o cargo. 

* É a miséria em que vive o povo angolano a possibilitar que este energúmeno seja dono duma colossal fortuna, as autoridades portuguesas estimam-no. Em breve teremos o governadordo BdP a prestar-lhe vassalagem.

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Cuidado com o pneuuuuuu....



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HOJE NO
"i"

Roubos, processos, privacidade. 
Perigos que corre no Facebook 

É uma foto inocente ou um comentário entre amigos, mas pode ser muito mais 

Maria da Conceição publicou uma foto no Facebook. Uma foto! E nem sequer era dela. Era uma imagem, encontrada algures na internet, de uma mulher sentada numa pilha de malas pronta a partir. "Estou no aeroporto de Lisboa a viajar para a Suíça" - a frase acompanhava a imagem. Resultado? Maria, beneficiária do rendimento social de inserção, que nunca saiu de Portugal, perdeu o apoio do Estado alegadamente por "ausência do país". Prova de que, em matéria de redes sociais, o utilizador pode ser o seu próprio inimigo. "As pessoas usam o Facebook, mas só quando têm algum problema é que se preocupam com o conteúdo daquilo que publicam", refere Gustavo Cardoso, professor do ISCTE. 

A publicação (ou post) era dirigida aos amigos, uma mera piada antes de Maria ser sujeita a uma intervenção cirúrgica. O significado era inocente: ia ficar afastada da existência digital por uns dias. Acabou mal, mesmo depois de a técnica da Segurança Social encarregada do seu processo (e sua "amiga" virtual) ter feito um "gosto" na publicação. Os timings coincidem, ainda que a Segurança Social garanta que a decisão de retirar o apoio em nada teve a ver com a publicação. 

Há muitos anos que Tito de Morais se dedica a sensibilizar a sociedade para os perigos da internet. O conferencista recorre à imagem do "contexto" para mostrar que no dia-a-dia estamos habituados a relacionar-nos com um número reduzido de pessoas num ambiente mais familiar. Esse simples facto torna presentes as barreiras de que precisamos para moldarmos comportamentos. "Se entramos numa igreja, não agimos da mesma forma que faríamos se estivéssemos num concerto de rock", ilustra. 

"Mas na internet não existe esse contexto." O Facebook já cá anda há algum tempo - mais precisamente, há dez anos. E neste período aquela que é já a maior rede social do mundo tem vindo a dedicar mais atenção às necessidades de reserva dos utilizadores, aumentando as ferramentas que permitem gerir a privacidade das publicações. Ainda assim, "a esmagadora maioria dos utilizadores não faz uso dessas ferramentas", sublinha Tito de Morais. A forma como o próprio Facebook está concebido também contribui para a "impulsividade" da publicação. "Um dos principais objectivos desta ferramenta é levar as pessoas a partilhar o máximo de informação possível, para gerar meta-dados que actuem em benefício da própria empresa", refere Gustavo Cardoso. A isto soma-se o facto de uma grande percentagem de utilizadores da rede social ser bastante jovem (quase 40% têm menos de 34 anos). 

Em teoria, "os utilizadores do Facebook têm um nível de escolaridade mais elevada e à partida terão as competências necessárias" para se proteger dos riscos. Mas não é menos verdade que o Facebook conta muito com o factor passividade. Porque se os utilizadores não definirem o que querem e não querem mostrar ao seu universo de contactos - e ao universo de contactos de todos os seus amigos da rede social (sim, é mesmo muita gente) -, cada publicação é lançada sem barreiras. E passa a ser de todos. Sem limites. "Basta clicar num botão para partilharmos, e isso tira-nos tempo de reflexão", diz Tito de Morais. 

MONTRA DE RISCOS 
Teste rápido: tem conta de Facebook? Vá à "pesquisa de pessoas, locais e coisas". Agora pense num nome próprio e num apelido, de forma aleatória, e escreva-os aí. O mais provável é que no perfil de algumas das opções que surgiram (se não em muitas) possa encontrar no mural as fotos do casamento do melhor amigo ou do final de Verão de 2014, o beijinho de saudades de uma tia ou a piada de um colega de trabalho no espaço de comentários dessa pessoa que não conhece. Está lá tudo, para quem quiser ver. 

"As pessoas continuam a preocupar-se com o que é privado e o que é público, mas não têm uma total consciência de onde está a fronteira", diz Gustavo Cardoso. Por isso a regra é simples: "Não publicar nada que não pudesse ser publicado nestas páginas do i", resume. Mais que o risco de ser visto por quem não quer a fazer o que não gostaria que outros tivessem visto, há perigos reais com que contar. 

"A PSP alerta frequentemente para a 'maleita' que nos leva a difundir nas redes sociais imagens, estados de alma e locais que, por passarem para o domínio público, nos fragilizam enquanto hipotéticos alvos de um assalto", diz o subintendente Paulo Flor. Algo tão banal como a publicação de uma foto que as pessoas "tiram nas suas casas, nos seus carros e nas suas férias" pode "virar-se contra elas próprias". Há verdadeiros "ladrões" à espreita para "orientarem os seus alvos", alerta. 

As crianças são outro alvo fácil. "Somos muito pragmáticos a avisar pais e familiares de crianças, desincentivando que publiquem imagens de crianças", porque o que é publicado na internet não volta a desaparecer, diz Paulo Flor. Tito de Morais lança um palavrão para a mesa: "sharenting", uma mistura entre parenting e sharing (algo como cuidar dos filhos e partilhar). 

"Os pais não têm noção de que estão a criar uma pegada digital dos filhos sem que estes sejam tidos nem achados", sublinha. 

* Livre-se do Facebook, se ainda puder.


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APETITES
AS PIZZAS DE  DOMENICO CROLLA



















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