segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

UMA (DES)GRÇA PARA O FIM DO DIA

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O QUE NÓS


APRENDEMOS

 
FORUM GLOBAL DA
ALIMENTAÇÃO INFANTIL

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ASSAZ ROMÂNTICO





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1-MAR
INTERPRETAÇÃO 

MADREDEUS



DANÇA

LISBOA BALLET CONTEMPORÂNEO




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HOJE NO
 "CORREIO DA MANHÃ"

Domingo sangrento faz 
oito mortos nas estradas 

Três motards perderam a vida. 
César Almeida e Luís Lourenço morreram em colisão frontal. 

A paixão pelas motos unia as duas vítimas mortais do choque frontal entre três motociclos que ocorreu ontem, às 11h30, na Estrada Nacional 247, perto de Azoia, Sintra. César Almeida, de 34 anos, e Luís Lourenço, de 43, que, apesar de não se conhecerem, participavam no habitual encontro de motards ao domingo, no Cabo da Roca, Sintra. César e Luís são duas das oito pessoas que ontem, no primeiro domingo do ano, perderam a vida nas estradas portuguesas. 
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 Um terceiro motard morreu num despiste junto a Naia, Tondela. 
Um condutor, de 41 anos, perdeu a vida em Aljustrel depois de o carro ter saído da estrada. 
Um despiste em Marco da Pipa, Pombal, foi fatal para um homem de 70 anos. 
Na colisão entre dois carros numa estrada regional perto de Alqueva, morreu uma enfermeira de 31 anos e um homem 45 anos. 
O ‘garrafão’ da ponte Vasco da Gama, em Lisboa, revelou-se igualmente fatal para uma mulher de 70 anos, que não resistiu ao choque com outro veículo. 

Amante das duas rodas, César Almeida seguia ontem pela Nacional 247, numa Yamaha R1, com destino ao Cabo da Roca, e no sentido contrário vinha Luís Lourenço, numa Honda VFR. Um destes condutores terá entrado em despiste e acabou por embater numa terceira viatura, uma motorizada 125 cc. Dois dos motards tiveram morte imediata e o terceiro ficou ferido com gravidade. César Almeida trabalhava para uma empresa de reboque de veículos e deixa um filho, de 11 anos. Luís Lourenço era gerente de uma empresa de telecomunicações e pai de dois filhos. 

*  Do Natal ao Ano Novo morreram 25 pessoas nas estradas portuguesas, umas foram assassinadas, outras suicidaram-se.

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1-AS COMUNICAÇÕES


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HOJE NO
 "OBSERVADOR"

Trabalhar por turnos aumenta 
o risco de morte prematura

Uma equipa internacional conduziu um estudo com base nos dados recolhidos dos registos de 22 anos da atividade de 75 mil enfermeiras norte-americanas. 

Este trabalho permitiu chegar a duas conclusões principais: o risco de doença cardiovascular agrava-se em apenas cinco anos de trabalho por turnos e, após 15 anos, as mulheres apresentam também um aumento de 25% no risco de cancro do pulmão. Ou seja, em traços gerais, ficou demonstrada a ligação direta entre o trabalho por turnos e a morte prematura.
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É fácil de compreender que o trabalho por turnos é física e psicologicamente desgastante, quem o faz sente-o na pele. Em 2007, a Organização Mundial de Saúde classificou os turnos noturnos como potenciadores da atividade tumoral devido às perturbações no ciclo circadiano (sono/vigília). O estudo agora publicado no American Journal of Preventive Medicine vem reforçar as implicações negativas do trabalho por turnos na saúde.

A investigadora Eva Schernhammer, professora associada na Universidade de Harvard, sublinhou a dimensão do estudo e o facto de, por incidir sobre apenas um género (mulheres) e uma única atividade profissional (enfermagem), ter permitido uma análise estatística mais apurada, o que não acontece quando se estuda a influência de comportamentos em diferentes profissões (apesar da existência de várias especialidades na enfermagem).

O trabalho por turnos é um assunto bem estudado e está associado a muitos problemas de saúde, entre eles: problemas gastrointestinais, diabetes tipo 2, obesidade, depressão, alteração do período menstrual, cancro da mama e infertilidade. A regularização dos ciclos do sono são difíceis de compensar, mas ainda assim é possível minimizar os riscos. Um estudo publicado em 2006 sugere que descansar, por pouco que seja, durante uma noite de trabalho, ajuda a minimizar os efeitos negativos das alterações do ciclo circadiano.

* Num internamento fomos espectadores atentos ao trabalho dos enfermeiros em turnos. Para além de trabalho incessante e dedicado percebemos  o quanto são escravos.

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MINUTOS DE


CIÊNCIA/29


SEQUÊNCIA FIBONACCI

E NÚMERO DE OURO


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Fonte: MINUTO DA TERRA

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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Prova docente tem como "propósito mais evidente" impedir o acesso à carreira

Um parecer do Conselho Científico do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) defende que a prova de avaliação docente não é "válida e fiável" no objetivo a que se propõe, tendo como "propósito mais evidente" impedir o acesso à carreira.


"O Conselho Científico considera que nenhuma avaliação pontual, realizada através de uma prova escrita 'de papel e lápis' com a duração de duas horas, é efetivamente válida e fiável se não for integrada numa estratégia global e contínua de formação e avaliação", lê-se nas considerações finais de um parecer do Conselho Científico do IAVE, o organismo que coordena a aplicação da prova de avaliação de capacidades e conhecimentos (PACC) dos professores.
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SANTANA CASTILHO
No documento, datado de novembro de 2014, o mês anterior à realização da segunda edição da prova, afirma-se que nas condições em que se realiza, a PACC "afigura-se-nos como uma iniciativa isolada, cujo propósito mais evidente parece ser o impedimento ou obstaculizar o acesso à carreira docente".
O Conselho Científico considera que a prova falha no objetivo essencial: "Em nenhum momento a PACC avalia aquilo que é essencial: a competência dos professores candidatos para esta função".

Apesar de declarar a sua concordância com as "finalidades gerais" declarada na PACC, e constantes do preâmbulo do decreto regulamentar que enquadra legalmente a prova, o Conselho Científico não deixa de apontar que este texto legal é "contraditório e inconsistente".

Contraditório porque determina que os resultados da PACC devem ser complementares a outros processos de avaliação vigentes e à formação inicial dos professores, mas assume um caráter decisivo na exclusão do acesso à carreira a todos os candidatos que não obtenham aprovação.

Inconsistente por se propor a "avaliar conhecimentos e capacidades transversais e específicas", mas sem esclarecer "no articulado do decreto, nem em posteriores diplomas, as particularidades da avaliação dos domínios específicos, no qual estão incluídas competências pedagógicas e didáticas exclusivas de cada grupo de docência (escritas, orais, estratégicas e procedimentais)".

O parecer rejeita ainda que a PACC possa ser integrada em "qualquer projeto global de qualificação" da escola e ensinos públicos, sublinhando que o modelo de prova implementado tem sido "reiteradamente rejeitado pela investigação em educação, pelo facto de ser totalmente descontextualizado da ação docente".

E acrescenta que a prova podia ser realizada por qualquer profissional, de qualquer área, "com formação superior ou até secundária", o que não a torna apta para avaliar "as competências que deve reunir e mobilizar um bom professor".

"Determinar a competência para uma dada função através de uma prova, com apenas um momento de avaliação de duas horas, pode até ser considerado, no melhor dos casos, uma forma urgente de clivagem, mas jamais uma avaliação válida e consistente. Neste caso particular, o método escolhido aumenta a gravidade da escolha, pois esta prova foi criada com o intuito de permitir aos candidatos continuarem a ser isso mesmo: candidatos a professores", defende-se no parecer.

A Lusa contactou o Ministério da Educação e Ciência (MEC) para obter um comentário e aguarda resposta.

* É assim que o governo actua em quase todos os ministérios, velada e seraficamente vai "fecundando" os portugueses. Da mesma maneira que  duplicou no Estado os despedimentos propostos pela troika.

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ANA SÁ LOPES

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Em 2015, a Vanessa
quer colher os “frutos”
de que falou Passos Coelho

A Vanessa ficou animada com o discurso de Natal de Pedro Passos Coelho. Achou que sim, que era o primeiro Natal em anos “sem acumulação de nuvens negras no horizonte”, com “o futuro aberto diante de nós”. Depois de ouvir Passos Coelho em silêncio, sentiu-se “numa nova fase”. Uma optimista desalmada a entrar em 2015

A mística do Benfica talvez seja menor que a da passagem de ano, quando humanos sensatos, na posse das suas plenas faculdades, se sujeitam de livre vontade a engasgar-se com um fruto seco. 

Foi o que a Vanessa fez, na festa a que escolheu ir (depois de ter dito que sim a 7 convites diferentes para poder decidir conforme o “mood”), numa casa alugada por uns amigos, no Alentejo, que tinha uma lareira com má ventilação. 

– Olha, engoli fumo, passas e espumante, tudo sem travar.
– E foi bom?
– Foi mais ou menos. Conheci uns tipos giros. Vou jantar com um deles na próxima semana.
– E o socialista moderado?
– Um dos meus projectos para 2015 é avaliar essa hipótese. Vou tentar perceber qual é o programa de vida dele. Ainda não sei se me interessa. Este ano vou analisar tudo muito cuidadosamente.
A Vanessa tinha feito uma lista das coisas fundamentais para conseguir em 2015. A primeira era arranjar um emprego. Se isto falhasse, voltaria a Londres.
– Mas estou optimista. Não ouviste o Passos Coelho? Se ele que é primeiro-ministro diz que as nuvens negras vão acabar é porque deve estar bem informado. Fogo, estou farta da crise. O homem desta vez conseguiu animar-me!
O discurso de Natal de Passos Coelho tinha tido uma influência benéfica na forma como a Vanessa tinha passado as festas. Foi com atenção e em silêncio total que ela ouviu o primeiro-ministro dizer que “este será o primeiro Natal desde há muitos anos em que os portugueses não terão a acumulação de nuvens negras no seu horizonte”.
– Achas que ele tem razão? Se o disse é porque tem, não é? Achas que vou conseguir mesmo arranjar trabalho? Se o este foi “o primeiro Natal desde há muitos anos em que temos o futuro aberto diante de nós”, é porque o meu futuro vai ser espectacular não achas? Não te esqueças que ele também disse que “houve muita coisa que mudou em todo este período e finalmente começamos a colher os frutos dessas transformações”. Eu quero colher os frutos!!!!!! Eu estou doida para colher os frutos!!!!!!
– Isto não vai fácil.
– Caramba, que tu és pessimista. É insuportável falar contigo. O homem disse que “entrámos numa nova fase”. Eu estou a entrar numa nova fase e não quero que me venhas chatear com o teu pessimismo. Não ouviste o homem? “Uma fase de crescimento, de aumento do emprego e de recuperação dos rendimentos das famílias”. É isso que vai ser.
Foi bom Passos Coelho ter conseguido retirar a Vanessa daqueles pós de depressão natalícia, mas o excesso de confiança na entrada em 2015 parecia-me um bocado disparatado.
– Disparatada és tu! Eu acredito no homem! Se ele diz que “entrámos numa nova fase em que podemos sentir cada vez mais confiança no futuro” eu digo já que sim. Sinto-me numa nova fase!!! E não vão ser conversas pessimistas do costume que me vão retirar esta esperança. Não percebes que me tenho que agarrar a alguma coisa? Se não tiver mais nada para me agarrar do que um discurso de Natal, paciência!!!!!! 

IN "i"
03/01/15


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384.UNIÃO


EUROPEIA




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 HOJE NO
"RECORD"

Plano de Apoio ao Alto Rendimento 
com apoio de 10 milhões de euros

O Plano de Apoio ao Alto Rendimento (PAR) da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) prevê um total de 10 milhões de euros e tem como principal objetivo a preparação para os Jogos Olímpicos de 2016 e 2020. 
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Em comunicado, o organismo anunciou que o novo PAR, que vai abranger os próximos cinco anos e que entrou em vigor a 1 de janeiro, arranca com 155 atletas, 25 dos quais estão já integrados no projeto olímpico.

"Os atletas e treinadores integrados no PAR dispõem de uma bolsa mensal de preparação, suplementos alimentares e um plafond individual anual para apetrechamento, estágios de preparação e apoio à participação em competições internacionais que não de seleção nacional", explicou a FPA. 
 Todos os atletas incluídos no PAR têm igualmente acesso aos serviços da equipa multidisciplinar que a FPA constituiu para o projeto, que é composta por treinadores, médicos, fisioterapeutas, massagistas, dietista/nutricionista, fisiologista, psicólogo, biomecânico e outros técnicos de apoio. De acordo com o organismo, o valor total do investimento deverá ascender aos 10 milhões de euros, provenientes dos apoios concedidos pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), do Comité Olímpico de Portugal (COP) e de parceiros privados da FPA.

"A direção da FPA está convicta que a disponibilização de apoio técnico multidisciplinar e a criação de apoios financeiros específicos para a preparação dos atletas e treinadores é o caminho para melhorar o nível desportivo do atletismo e para a obtenção de mais medalhas e lugares de finalista para o desporto nacional", afirmou o vice-presidente Paulo Bernardo. 
A evolução dos resultados desportivos também será objeto de premiação pelo novo PAR, estando previstos prémios para quem obtém recordes nacionais e de Portugal, bem como para os atletas que realizem as melhores marcas do ano e os recordes pessoais nas competições mais importantes do calendário internacional ao serviço da seleção nacional. 

* 10 milhões de euros é um bom apoio e oxalá os nossos atletas com mais qualidade usufruam, mas o dinheiro não gera atletas, são precisas escolas de formação porque os jogos não acabam em 2020.


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MEDITERRÂNEO
GRÉCIA
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* Uma produção "EURONEWS"

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6.PORTÕES PARA


O INFERNO


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ÚLTIMO EPISÓDIO

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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Uso de "pequenos ecrãs" 
impede as crianças de dormir

As crianças que têm acesso a "tablets" ou "smartphones" nos seus quartos dormem menos do que as crianças que não têm acesso a estes dispositivos à noite, conclui um estudo norte-americano divulgado esta segunda-feira.

As conclusões da investigação publicadas na revista "Pediatrics" mostram que ter um chamado "pequeno ecrã" à mão é pior do que ver televisão, no que toca à falta de sono, de acordo com a observação de duas mil crianças em idade escolar.
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No geral, aqueles que têm acesso a "tablets" ou "smartphones" dormem menos 21 minutos por noite em comparação com os que não usam essa tecnologia e têm mais probabilidade de acusar falta de sono.

Já as crianças com televisão no quarto dormem menos 18 minutos do que as que não têm esses aparelhos na mesma divisão em que dormem.

"A presença de pequenos ecrãs, mas não de televisão, no ambiente de sono, está associada com a perceção de descanso ou sono insuficiente", indica o estudo de Jennifer Falbe, da Universidade da Califórnia.

* O "estafermo" do consumismo parental atinge de forma viral os filhos, senão tiverem todas as modernices entram em depressão, daqui a vinte anos serão profundamente infelizes ou abúlicos, (ausência mórbida de vontade).


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Tsedenia Gebre

Ethiopian Jazz Fusion

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HOJE NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

Europa preparada para deixar
 a Grécia sair da Zona Euro

A 20 dias das eleições legislativas gregas intensificam-se as pressões, nomeadamente da Alemanha, para que Atenas cumpra as medidas acordadas com a troika. Caso contrário, o governo de Angela Merkel e de François Hollande já assumiram a possibilidade da Grécia abandonar o euro. Comissão Europeia lembra que pertença à Zona Euro "é irrevogável".
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Tendo em conta as informações vindas a lume nos últimos dias, parece claro que para a Alemanha, a maior economia do euro, há dois cenários em cima da mesa no que à Grécia diz respeito: a Grécia pode permanecer na Zona Euro após as legislativas desde que mantenha os compromissos assumidos pelo governo ainda em funções; e a Europa está preparada para a saída da Grécia do bloco do euro caso Atenas reivindique o não cumprimento do anteriormente acordado nos memorandos e insista em reestruturar a dívida.
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No mesmo sentido, o Presidente gaulês François Hollande assume a necessidade de Atenas "respeitar os compromissos assumidos", independentemente do resultado das eleições. Todavia, Hollande deixa aos próprios gregos a decisão sobre a permanência no euro "porque é uma escolha que só a eles cabe". É uma afirmação prudente do governante francês na medida em que os tratados europeus não prevêem a expulsão de países do bloco europeu ou da moeda única.

Hollande acredita que não cabe a Bruxelas teorizar sobre se os votos dos eleitores gregos vão ou não determinar a saída do país da moeda única. E numa aproximação ao fim da austeridade sustentado por Alexis Tsipras, líder do Syriza, Hollande defende que "a Europa não pode continuar a ser identificada pela austeridade".

De acordo com uma fonte oficial anónima do governo alemão, citada pela revista alemã Der Spiegel, a Zona Euro está preparada para uma eventual saída da Grécia da moeda única, algo que os governantes germânicos consideram quase inevitável, refere a revista alemã, caso seja o Syriza a sair vencedor das eleições parlamentares de 25 de Janeiro.

O ministro das Finanças alemão Wolfgang Schäuble já havia prevenido isso mesmo quando assumiu que se "a Grécia assumir um percurso diferente será difícil" a sua permanência na moeda única. Num trabalho publicado este fim-de-semana, a Der Spiegel explicava que para os governantes alemães a situação é bem diferente daquela que marcou o início da crise do euro.

Aquela publicação escreve que a conclusão da união bancária e a criação do mecanismo europeu de estabilidade (MEE) impedem o contágio no seio da Zona Euro, designadamente a países como a Irlanda e Portugal que também beneficiaram de resgates internacionais e cujos processos de reestruturação se encontram a caminho da consolidação.

Berlim coloca água na fervura
Entretanto, de Berlim, foram proferidas declarações no sentido de relativizar o artigo publicado pela revista Der Spiegel, até porque é já conhecido, tendo em conta os estudos de opinião, que na Grécia a pressão externa acaba por penalizar os partidos do centro. Algo contrário às próprias pretensões germânicas.

O ministro da Economia alemão Sigmar Gabriel, líder do SPD, esclareceu, citado pelo The Guardian, que a actual capacidade da Europa para suster os efeitos negativos da saída grega da Zona Euro explica o "porquê de não podermos ser chantageados e o porquê de esperarmos que o governo grego, independentemente de quem o lidere, cumpra os acordos feitos com a União Europeia (UE)".

Quanto ao artigo publicado na Der Spiegel, Gabriel assevera que "não existiram nem existem planos no sentido contrário" à permanência da Grécia no bloco da moeda europeia. Antes pelo contrário, porque, de acordo com o Kathimerini, o líder dos sociais-democratas alemães defende mesmo que "o objectivo do governo alemão, da União Europeia e mesmo o de Atenas, é o de manter a Grécia na Zona Euro".

No mesmo sentido, o secretário-geral do partido de Merkel, os democratas-cristãos da CDU, Peter Tauber, garante, segundo refere a agência Bloomberg, que "não vê" que a Grécia venha a sair do euro. "A Grécia assumiu um acordo com os credores internacionais, que o país terá de assumir", sustentou Tauber para quem o Syriza apenas está a fazer uma "campanha de retórica".

Numa entrevista a uma rádio alemã, Tauber assume porém que as consequências da saída da Grécia da Zona Euro são "diferentes do que eram há uns anos" devido à criação de instrumentos, pela União Europeia, para lidar com tais cenários. "Trabalhámos muito para tornar esses cenários controláveis", assegurou.

A Comissão Europeia optou por não comentar o artigo da revista alemã Der Spiegel mas sublinhou que, de acordo com o artigo 140, parágrafo 3, do Tratado da União Europeia a pertença à Zona Euro "é irrevogável".

Samaras joga cartada de risco de saída do euro, mas Tsipras lidera sondagens
O resultado das eleições de 25 de Janeiro vai decorrer da escolha, cada vez mais polarizada, nota o politólogo grego Ilias Nikolakopoulos ao Guardian, entre duas personalidades: Antonis Samaras, actual primeiro-ministro e líder do Nova Democracia, e Alexis Tsipras, o mediático líder do Syriza.

Tal como refere o jornal britânico, desde a marcação das eleições parlamentares, o primeiro-ministro Samaras tem centrado a sua campanha nas referências ao risco de a Grécia ser levada a sair do euro caso seja o Syriza a vencer o acto eleitoral. Possivelmente para esvaziar esse mesmo discurso, Tsipras já assumiu que defende a permanência de Atenas no euro.

Para Nikolakopoulos, a escolha dos gregos far-se-á entre a preferência pela estabilidade garantida pelo candidato Samaras, bem considerado pelas instituições europeias e internacionais, ou pela ruptura representada pelo Syriza, que defende a reestruturação da dívida grega e o final das medidas de austeridade acordadas com os credores internacionais. Algo que tem deixado os mercados em alerta e já fez subir os juros da dívida grega, cuja taxa no prazo a dez anos sobe 18,9 pontos base para os 9,439%. Já a praça grega segue a cair nesta manhã perto de 4%.

Recorde-se que o segundo programa de assistência financeira à Grécia, que terminava a 31 de Dezembro, foi prolongado por dois meses, altura em que Atenas ja deverá ter acordado as condições para o estabelecimento de uma almofada financeira de linhas de crédito cautelares. Algo que neste momento poderá depender do vencedor da corrida a primeiro-ministro.

Independentemente das pressões externas, inclusivamente do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, para quem Tsipras "não é o homem ideal" para governar a Grécia, num discurso agendado para hoje, 5 de Janeiro, o líder do Syriza deverá defender, escreve a Bloomberg, que as eleições gregas vão abrir caminho para uma mudança progressiva das políticas europeias contra a receita de austeridade feita por Angela Merkel.

Alexis Tsipras deverá também continuar a tentar acalmar os mercados e os eleitores gregos que possam temer mudanças radicais na condução política grega. A Bloomberg refere que Tsipras, caso seja eleito primeiro-ministro, vai assegurar a garantia dos depósitos bancários e a definição de um saldo primário orçamental e rejeitar, desde já, a lógica irrealista de excedentes primários.

A última sondagem da Rass, divulgada sábado, dá a vitória ao Syriza com 30,4% dos votos, 3,1 pontos percentuais acima dos 27,3% atribuídos ao Nova Democracia. O Pasok, que forma a coligação governamental com o Nova Democracia, teria somente 3,5% dos votos. Nesta sondagem ressalta ainda um dado que se prende com a clara preferência de 74,2% dos inquiridos pela permanência da Grécia no euro. Quanto àquele que os gregos consideram poder ser melhor primeiro-ministro, 41% responderam favoravelmente a Samaras e 33,4% escolhem Tsipras.

Papel importante no resultado final poderá ter a força partidária que está a ser formada pelo antigo primeiro-ministro grego George Papandreou, que a confirmar-se uma sondagem referida na semana passada pelo Financial Times (FT), poderia alcançar entre 4% e 5% dos votos dos eleitores gregos. O FT escrevia ainda que os votos alcançados pela nova força partidária poderiam resultar, na sua maioria, de uma transferência de votos do Syriza para o partido de Papandreou.

* Se a Grécia saír da União Europeia será o princípio do fim. 
Há muitos, muitos anos, a jornalista Maria Elisa entrevistou Franco Nogueira que, sobre a defunta C.E.E., foi claro, "quando a Alemanha se reunificar a C.E.E. acaba, é só uma questão de tempo", alguém se lembra disto? A prepotência germanófila é demolidora.

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Cliff Jumping
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Um desporto emocionante e perigoso
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HOJE NO
"DESTAK"


PCP alerta que Penafiel tem o 
maior surto de tuberculose da Europa 

O deputado do PCP Jorge Machado alertou hoje, em Penafiel, que em algumas freguesias do concelho ligadas à indústria da pedra encontra-se o maior surto de tuberculose da Europa. 
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  "Na reunião que tivemos com o Agrupamento de Centros de Saúde e com o Centro de Diagnóstico Pneumológico de Penafiel, foi-nos dado esse dado que é assustador", afirmou o deputado, em declarações à Lusa. 

Jorge Machado, acompanhado de dirigentes locais comunistas, visita hoje algumas empresas daquele concelho do distrito do Porto que se dedicam à extração de granitos, nas freguesias de Luzim e Boelhe.

* E o que alertam os partidos do covil da governação, népia, fazem um grande basqueiro quando dizem que o país está melhor, sem estar.

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6-ÀS COMPRAS
INFORMALMENTE












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HOJE NO
"i"

Seis perguntas chegaram para
 Sócrates cair em contradição 

Na entrevista à TVI, o ex-primeiro-ministro insiste que a prisão do motorista teve como objectivo pressionar, confessa que teve problemas de dinheiro em Paris e admite ter ido várias vezes a Espanha

Em apenas seis respostas a partir da cadeia de Évora, José Sócrates tentou explicar, detalhadamente e por escrito, como foi detido de forma “injusta e injustificada”. Garantiu que o seu carro nunca passou de Espanha e admitiu que pediu empréstimos ao amigo Carlos Santos Silva – igualmente detido – para fazer face a “algumas dificuldades de liquidez”. 


Na entrevista à TVI – que o advogado de defesa diz não ter sido uma entrevista –, o ex-primeiro-ministro caiu várias vezes em contradição. Com declarações suas, dos seus advogados e da defesa do motorista João Perna. O i passou as respostas do ex-governante a pente fino e comparou-as com factos e declarações anteriores. 

Prender para falar  
Na entrevista que deu ao i a 27 de Dezembro, Ricardo Candeias, advogado do motorista João Perna, rejeitou a tese de que as detenções da Operação Marquês fossem ilegais ou tivessem como finalidade fazer os arguidos falar – ao contrário do que dissera o advogado de Sócrates. “Não, nunca. Não senti isso em tempo algum”, afirmou o advogado, acrescentando que o tribunal “está proibido de prender alguém para que fale”. 

Menos de uma semana depois, e na carta enviada à TVI, José Sócrates voltou a defender que a sua prisão, a do amigo Carlos Santos Silva e a do motorista são “injustas e injustificadas”. “No fundo, essas prisões foram ordenadas, como a minha, sem factos que as possam fundamentar”. No caso da detenção de Perna, o ex-primeiro-ministro foi até mais longe: “Tratou-se de utilizar a prisão para aterrorizar uma pessoa que julgavam vulnerável de modo a tentar obter-se sabe-se lá que informação. Um abuso”. Já Ricardo Candeias, na entrevista ao i, assegurou que o motorista nunca foi pressionado: “Do que sei, nunca me apercebi que tenha havido qualquer pressão fosse a que nível fosse”. 

As idas ao estrangeiro  
A versão apresentada por José Sócrates sobre as idas do motorista ao estrangeiro também colide com as explicações de Ricardo Candeias e até com as justificações do próprio advogado de defesa, João Araújo. O ex-primeiro-ministro garantiu que João Perna nunca lhe foi entregar malas com dinheiro a Paris. “Nunca o meu motorista foi a Paris; nunca me levou nenhuma mala de dinheiro; e nunca o meu carro foi além de Espanha (onde fui passar curtos períodos de férias e pouco mais)”. 

A versão do advogado do motorista é outra. Ricardo Candeias admitiu que o seu cliente “saiu várias vezes de Portugal” para “fazer recados, transportar pessoas, etc.” a José Sócrates. Há ainda uma terceira versão: a do advogado do ex-primeiro-ministro. Numa recente entrevista à TVI, João Araújo reafirmou que João Perna nunca terá saído de Portugal como motorista de Sócrates “Foi uma vez a Badajoz fazer a revisão do carro. É aqui ao lado”, ironizou. 

Os empréstimos do amigo 
  Nas seis perguntas enviadas da prisão, Sócrates contou que, devido a “algumas dificuldades de liquidez” que atravessou “em certos momentos”, recorreu “várias vezes” a empréstimos concedidos pelo amigo Carlos Santos Silva. “Sinceramente, não me parece que pedir dinheiro emprestado a um amigo seja crime”, acrescentou. 

As “dificuldades de liquidez”, segundo a carta do ex-primeiro--ministro, aconteceram quando teve “parte da família em Paris” e no período em que viveu entre a capital francesa e Lisboa. Porém, em 2013, numa entrevista à RTP, Sócrates admitiu ter pedido um empréstimo à Caixa Geral de Depósitos (CGD), depois de sair derrotado das eleições legislativas de 2011. “A primeira coisa que fiz quando saí de primeiro-ministro foi pedir ao meu banco um empréstimo para ir viver um ano para Paris, sem nenhuma responsabilidade a nível profissional”, contou. O empréstimo rondou os 100 mil euros e, segundo o jornal “Sol”, o ex-governante gastou 95 mil num Mercedes pago a leasing. 

Em Paris, onde estudava Filosofia Política, e apesar das “dificuldades de liquidez”, Sócrates gastaria, de acordo com as contas do “Correio da Manhã”, 15 mil euros por mês. E, diz  o “Sol”, frequentava os mais caros restaurantes da capital francesa. 
 
A proibição das entrevistas  
As contradições de José Sócrates não se ficam pela carta à TVI. No fim-de-semana, o advogado de defesa Pedro Delille disse aos jornalistas que as seis respostas do ex-primeiro-ministro “não foram uma entrevista”. Porém, Sócrates escreve várias vezes, na carta, que se trata de uma entrevista e a primeira frase é mesmo: “Dou esta entrevista em legítima defesa”. 

Pedro Delille também disse que “não há nenhuma decisão do director geral” dos Serviços Prisionais” no sentido de proibir José Sócrates de dar entrevistas. Contudo, a defesa do ex-primeiro-ministro, sabe o i, foi informada por Rui Sá Gomes do impedimento de o fazer. 

Após a detenção em Évora, o “Expresso” e a RTP apresentaram pedidos formais para entrevistas, que foram encaminhados ao director-geral. Rui Sá Gomes consultou o juiz Carlos Alexandre e o Ministério Público – que, ao abrigo da Lei de Execução de Penas, declinaram os pedidos. E Rui Sá Gomes comunicou esse facto à defesa de José Sócrates. 

* Não nos apetece muito dar notícias sobre o aldrabão do Socrates, aldrabão é, criminoso a justiça há-de apurar, mas esta notícia até tem piada.


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DUELO MUSICAL

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