22/07/2015

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HOJE NO
 "DIÁRIO ECONÓMICO"  


Queda do ouro poderá levar
 a encerramento de minas

O ouro sofreu nova queda durante a noite, negociando agora abaixo dos 1,006 euros (1,100 dólares) por onça. O metal activou novamente ordens de ‘stop loss' para interromper as perdas durante a sessão asiática, à semelhança do que aconteceu em dias anteriores.
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A manutenção do preço do ouro nestes níveis é preocupante para a indústria extractiva e CEO da Gold Corp (uma das maiores produtoras de ouro do mundo) já admitiu que  se o ouro continuar abaixo dos 1,006 euros (1,100 dólares) poderá ter de haver encerramento de minas.

A onça de ouro está a desvalorizar 0,91% para 1,002 euros, mantendo-se em mínimos de cinco anos e registando o 10º dia de quedas consecutivas, o que equivale à maior série de perdas em quase 20 anos (19 anos). Esta queda está a ser encarada como sinal de melhoria do crescimento económico dos EUA e segue-se ao anúncio feito pela China, na passada sexta-feira, de que tem muito menos reservas de ouro (1.658 toneladas) do que previam os analistas. O resultado está a ser o recuo do apelo desta matéria-prima como refúgio dos investidores.

"Estou chocado com este número tão baixo", admitia, reagindo ao anúncio chinês, Ross Norman, CEO da Sharps Pixley, citado pela Bloomberg, referindo-se às reservas da China, o maior produtor mundial de ouro e maior consumidor a par da Índia. "Penso que não estou sozinho ao dizer que pensava que a China tinha acumulado três vezes mais" ouro, acrescentou.

Os números das reservas "foram, em certa medida, decepcionantes e reflectem a ideia que a China não tem tanto ouro quanto as pessoas pensavam", defendeu também Bernard Dahdah, analista da Natixis em Londres.

* É a ganância que comanda o mundo, o ouro escraviza.

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