segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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PORQUE NOS

  "INQUIETAMOS"!

 PAULO MORAIS
CASO SOCRATES
23/1/2014

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 GÉNESIS



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4-LES NUITS 


INTERPRETAÇÃO 
LE BALLET PREIJOCA


COREOGRAFIA

ANGELIN PREIJOCA


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HOJE NO
"i"

Sapadores Bombeiros de Lisboa deixam de estar no aeroporto a partir de hoje

O RSB marcou uma greve, entre as 20:00 de terça-feira e as 08:00 de sexta-feira, que abrangia também o destacamento do aeroporto

O Regimento de Sapadores Bombeiros (RSB) de Lisboa deixa de estar no aeroporto a partir das 20:00 de hoje, e não a 30 de dezembro, como estava previsto, anunciou a Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais (ANBP). 
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“O Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa deixa de fazer serviço hoje, dia 22, a partir das 20:00, no destacamento do aeroporto de Lisboa. Esta situação estava prevista para o dia 30 de dezembro, mas foi antecipada”, refere um comunicado da ANBP. 

A Lusa tentou perceber o motivo desta antecipação e contactou o RSB, que remeteu esclarecimentos para a Câmara de Lisboa. Contudo, até ao momento não foi possível obter explicações do gabinete do vereador da Protecção Civil, Carlos Castro. 

O RSB marcou uma greve, entre as 20:00 de terça-feira e as 08:00 de sexta-feira, que abrangia também o destacamento do aeroporto. 

Na nota hoje divulgada, a ANBP recorda que “o sindicato não chegou a acordo para os serviços mínimos no aeroporto e que os mesmos foram definidos pelo Tribunal Arbitral, que reconheceu o direito à greve no aeroporto e definiu serviços mínimos para os mesmos”. 

“Com esta antecipação da saída do destacamento do RSB do aeroporto de Lisboa, deixa de ser necessário fazer greve no aeroporto”, acrescenta. 

Citando “fontes ligadas ao aeroporto”, a ANBP diz que a antecipação da saída do RSB “trouxe vários problemas, um deles a falta de equipamentos de proteção individual para os novos bombeiros que vão prestar serviço contratados pela ANA e que vão ficar com os equipamentos que os sapadores de Lisboa estão a utilizar”. 

“Outra situação prende-se com o facto de ainda durante o dia de hoje existirem bombeiros da nova equipa a fazer a formação mínima exigida para exercer essa função”, refere. 

O contrato de prestação de serviço do RSB no aeroporto termina no final do ano e a autarquia decidiu não concorrer a um concurso público aberto pela ANA - Aeroportos de Portugal. 

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, afirmou em Novembro que a autarquia não entrou no concurso público lançado pela ANA porque “não é uma empresa”. 

O destacamento do RSB, que presta serviço no aeroporto da capital há “mais de duas décadas”, segundo a ANBP, ao abrigo de um contrato entre a ANA e o município, vai ser substituído a partir de Janeiro de 2015 por uma empresa privada que venceu um concurso público, válido para os próximos oito anos. 

* Assim este governo privatiza uma empresa estratégica portuguesa, a ANA. Oito dias depois as taxas de aeroporto quase duplicaram e agora o RSB é substituído por uma empresa que tem ligações aos actuais proprietários da ANA. Temos um governo colonizado e inútil.

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7. A EVOLUÇÃO 

GEOLÓGICA

DO PLANETA TERRA 

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HOJE NO
"A BOLA"

Leões anunciam «blackout» 
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O Sporting emitiu, na noite desta segunda-feira, um comunicado a anunciar que não vai prestar declarações à Imprensa, com exceção das plataformas de comunicação próprias do clube e as intervenções impostas pelos regulamentos, nomeadamente as «flash interviews» após os jogos do campeonato.
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Eis o comunicado:
«Em virtude dos injustificados e repetidos ataques por parte de diversos órgãos de comunicação social ao Sporting Clube de Portugal e da constante manipulação da informação sobre o Clube, vem a administração comunicar que, com efeitos a partir da presente data, nenhum órgão social, dirigente, funcionário, colaborador, treinador, atleta ou outras pessoas que representem o Sporting, prestará qualquer tipo de declarações aos órgãos de comunicação social, com excepção das plataformas de comunicação próprias do Clube (Sporting TV, Jornal Sporting, site e redes sociais) e, ainda, com excepção das intervenções que sejam obrigatórias nos termos regulamentares e contratuais, como por exemplo nas `flash interviews`.»

* A arrogância é sempre um tiro na pata, em breve o felino miará.
Como sportinguistas só podemos dizer que esta direcção é decepcionante.


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MINUTOS DE


CIÊNCIA/27


CURIOSIDADE 2+2=5


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HOJE NO
 "DIÁRIO DE NOTÍCIAS 
 DA MADEIRA"

União dos Sindicatos da Madeira manifesta apoio à greve contra "escravidão" na hotelaria 

A União dos Sindicatos da Madeira (USAM) manifestou esta manhã, no Funchal, o apoio à greve dos trabalhadores do sector da hotelaria, marcada para os dias 30 e 31 de Dezembro e 1 de Janeiro. Segundo o coordenador desta estrutura sindical, Álvaro Silva, a greve é o "último recurso dos trabalhadores" e fazem-no porque se forem por avante as medidas de "escravização" pretendidas pelas entidades patronais "deixará de haver os serviços de qualidade".
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O sindicalista referiu que, no âmbito das negociações do Contrato Colectivo de Trabalho, a Associação Comercial e Industrial do Funchal (ACIF) está a exigir: a possibilidade de transferir trabalhadores para qualquer parte da Região, sendo as despesas de deslocação assumidas pelos próprios; a alteração dos horários de trabalho e dos dias de descanso; o trabalho em dia feriado pago como dia normal; a criação de bancos de horas; a alteração do período de férias, que passarão a ser marcadas de Janeiro a Dezembro (o Código do Trabalho diz que é de Maio a Outubro); a redução do pagamento do trabalho suplementar e a retenção de 10% da quotização sindical revertendo o montante para as empresas. Da parte dos trabalhadores, representados pelo Sindicato da Hotelaria não são pedidos aumentos salariais mas apenas a manutenção das actuais cláusulas contratuais.

Face às exigências patronais, Álvaro Silva defendeu a intervenção do Governo Regional nas negociações do Contrato Colectivo de Trabalho. "É uma vergonha o que se está a passar e é uma vergonha ainda mais grave que a Secretaria Regional da Educação e Recursos Humanos, que tutela esta área, não tome qualquer medida contra as pretensões das entidades patronais, que consistem na escravização do sector da hotelaria", acrescenta o coordenador da USAM. "Não é assim que se tem um turismo de qualidade. Com estas medidas vamos matar a galinha dos ovos de ouro", declarou Álvaro Silva, exigindo a intervenção do executivo para "pôr fim a esta pouca vergonha". 

A ACIF já fez saber que pretende apenas mudar alguns "aspectos obsoletos" do Contrato Colectivo de Trabalho, mas o sindicalista respondeu que ao que os patrões pretendem os trabalhadores chamam "escravidão".
Por fim, o coordenador da USAM criticou a RTP-Madeira por ter realizado esta semana um programa onde o tema da greve foi abordado por vários representantes das empresas do sector mas para o qual não foram convidados os representantes dos trabalhadores, designadamente o Sindicato da Hotelaria.

* Dizem as  más línguas que a RTP-Madeira é o canal privativo de AJJ.


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LUCY PEPPER

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O que quero para o Natal

Além das coisas que posso comprar para mim ou aquelas coisas para quais trabalho todos os dias (porque isso é a parte divertida), as coisas que quero são sonhos impossíveis.

Todos os anos, nesta altura, a minha mãe pergunta-me o que quero para o Natal. Além do creme anti-rugas que ela ia me comprar antes de ler o que escrevi aqui na semana passada sobre cremes para o rosto, não me consigo lembrar de nada. As únicas coisas que quero são absurdas…

Quero paz no mundo, como é óbvio. Paz no mundo deve estar no topo da lista de toda a gente que deseja pelo menos parecer simpática, ou ganhar um concurso de beleza.  O problema é que a única maneira de conseguir paz no mundo seria a aniquilação brutal de todos os adultos com cérebro de adolescente que adoram brigas e guerras. Mas a aniquilação brutal desses adultos implicaria alguma violência brutal, negando assim o sentido da paz. É um paradoxo impossível. De qualquer maneira, não vai acontecer.

Quero que desapareça o tecto de vidro que deixa as mulheres verem os lugares cimeiros mas que as exclui de lá chegarem. Quero que o tecto de vidro rebente em cima dos homens que o mantém, aqueles tipos que gostam do status quo, que dão pouco valor às mulheres, excepto nos casos em que é do interesse deles, claro. Eles ficariam tão ocupados a tirar os cacos de vidro espetados nos fatos, agora mais brilhantes, que não teriam tempo de ignorar as mulheres, que agora poderiam subir até onde merecem estar, com as suas ideias, ética e batom (ou sem batom, a escolha é delas). Mas isso não vai acontecer.

Quero que todas as artes sejam mais importantes do que os bisbilhotices e sobre-análises da política. Mas sabemos que isso não vai acontecer.

Quero as ruas de Lisboa livres de bosta de cão, de tuk-tuks, de buracos gigantes, de graffiti. A merda de cão esmagada nas pedras da calçada obriga-nos a olhar para o chão em vez de olhar para cima, e ver a cidade. Os tuk-tuks dão a Lisboa, esta antiga e graciosa cidade europeia, o aspecto e ruído de Bombaim. Os buracos na estrada não são buracos, mas fissuras glaciais que aparecem e ficam nas ruas mais importantes da cidade e ameaçam partir os eixos dos carros e o nosso espírito. Os graffiti destroem qualquer vista, incluindo os graffiti supostamente aceitáveis que os autores receberam autorização para pintar em grandes edifícios, cartoons feios e na moda, incontornavelmente gigantescos e invasivos, e que dão um aspecto afavelado à cidade, uma cidade que está longe, mas muito longe de ser uma favela. E não vai acontecer.

IN "OBSERVADOR"
14/12/14

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370.UNIÃO


EUROPEIA



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HOJE NO
 "DIÁRIO ECONÓMICO"
Sapatos sexy e tecidos 
que resistem ao fogo

A indústria do têxtil e calçado apostou no design e tecnologia para vencer a concorrência da China e da Índia. Hoje as empresas portuguesas estão a desenvolver tecidos inteligentes que resistem ao fogo e lavam-se sozinhos e sapatos que são considerados os mais sexy da UE.

A empresa que abastece a Dior e a Zara Home
A empresa tece roupa de bebé para as colecções da Dior, Ralph Lauren e Kenzo que vestem muitos filhos de famosos em todo o mundo. Fundada em 1980 a A.ferreira&filhos (AFF) também produz as célebres mantas suaves vendida na Zara Home e muitos dos produtos de têxtil - Lar no exigente catálogo "The White Company". 
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Com 4 milhões de "turnover" exportam 97% da sua produção. Reino Unido, Austrália, japão são os principais mercados. Apenas 6% das vendas seguem para os EUA, país para onde gostavam de vender mais. "O grande obstáculo em exportar para o mercado norte-americano "são as tarifas e a burocracia", diz Noel Ferreira, um dos três irmãos que dirige a fábrica . "É muito diferente quando há que pagar 15% de tarifas para entrar no mercado dos EUA", acrescenta. . 

Eliminar as tarifas para os produtos portuguesas, resultaria em "mais vendas o que significaria mais empregos". As empresas sentem que o mercado norte-americano já reconhece a qualidade dos produtos "made in Portugal". Por isso "o mercado dos EUA" agora é a nossa prioridade".

O design dos padrões da roupa de cama é feita por Cláudia Garrido. Uma designer de moda formada na ESADE que tem também uma colecção para homem que já desfilou
na London Fashion Week

A indústria mais sexy da UE quer voar para os EUA
A Fly London é uma das marcas portuguesas que contribuiu para afirmar o calçado português como "a indústria mais sexy da Europa". Fortunato Frederico que começou a trabalhar com 12 anos numa fábrica de sapatos em Guimarães lidera hoje uma marca que gera 55 milhões de euros por ano, emprega 600 pessoas e exportas 85% da sua produção. 

Demorou cinco anos a entrar no mercado norte-americano, mas hoje já tem vendedores nos 53 estados dos EUA. O mercado norte-americano já representa 10 milhões de vendas anuais da Fly London. Acaba de inaugurar uma loja própria em Nova Iorque e, em breve, vai abrir mais duas. Portugal já vende os 2º produtos mais caros do mundo na indústria do calçado. 
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Este é o resultado de uma estratégia de aposta na qualidade e não no baixo preço, que se revelou a opção certa. Porque é impossível competir com a China no factor preço. Um sapato chinês custa, em média, três euros à saída da fábrica, e o português 25 euros.

Com cerca de 1100 empresas que exportam 98% da sua produção em 153 países dos cinco continentes, o calçado português quer agora ganhar a corrida no mercado norte-americano.

Se o acordo de comérico livre foir assinado as exportações de sapatos pode crescer 540% nos anos seguintes.

Fatos que protejam a vida dos bombeiros
Desenvolver tecidos inteligentes que protejam do fogo e enviem informação sobre os sinais vitais dos bombeiros que combatem incêndios é o principal objectivo da parceria entre a Microsoft, o Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal (Citeve) e o Centro de Nanotecnologia e Materiais Inteligentes (CeNTI). 

O Centi deverá desenvolver as fibras necessárias para resistir ao fogo e ter sensores biométricos que detectem as informações sobre o estado do bombeiro. A Microsoft vai trabalhar no software que processa essa informação, analisando os dados na nuvem e transmitindo-as para os serviços médicos, quando os sinais vitais estiverem em risco, explicou Pedro Duarte, responsável pelas relações institucionais da Microsoft Portugal durante a cerimónia."Níveis de dióxido de carbono, temperatura do corpo" são alguns dos indicadores que poderão ser medidos por este tecido inteligente explica Ana Ribeiro, responsável pelo desenvolvimento de Negócios do CeNTI.

Tecidos com fibras que se limpam sozinhos quando são expostos ao sol, tecidos de bancos de automóveis que aquecem e fatos que registem a temperaturas de 63 graus negativos são algumas das tecnologias que estão a ser desenvolvidas pelo Cinte e Citeve.

* Inteligência portuguesa!


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 LANÇAMENTO DE NOVO

CACAU QUENTE

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4.PORTÕES PARA


O INFERNO


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HOJE NO
 "CORREIO DA MANHÃ"

Empresa de cogumelos tem
 falta de mão-de-obra

O principal grupo ibérico de cogumelos, Sousacamp, queixa-se da dificuldade em encontrar mão-de-obra para a empresa-mãe, sediada na aldeia de Benlhevai, Vila Flor, no distrito de Bragança. 
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O grupo que controla 90% do mercado português de cogumelos e é líder na Península Ibérica, tem unidades em Paredes, Vila Real e Espanha, mas nasceu e mantém a sede e a principal fábrica nesta aldeia transmontana. 

É nesta unidade, com cerca de 170 postos de trabalho, que tem a maior dificuldade em recrutar trabalhadores e onde continua a precisar de mão-de-obra, segundo afirmou à Lusa Amável Teixeira, diretor do departamento de produção do grupo. "Muita gente fala de desemprego, mas nós continuamos a ter problemas quando queremos empregar pessoas", apontou. 

O responsável reconhece que tanto neste concelho, com menos de 6.500 habitantes, como em todo o Nordeste Transmontano, os recursos humanos são cada vez menos, devido ao despovoamento e ao envelhecimento da população. 

* Esta situação é um problema nacional grave, os sucessivos governos de Portugal menosprezaram sempre o interior português. Apesar de muitos governantes terem nascido nessa região, longe de pensarem no repovoamento, acenaram às gentes daquelas terras com o folclore do litoral que conduziu muitos a bairros de lata ou a subúrbios de gaiolas de betão e também para a precaridade no trabalho.

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Andrea Bocelli e Natalie Cole


Christmas song

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ONTEM NO
"OBSERVADOR"

Divulgado manual da CIA que 
ensinava aos espiões como se 
infiltrarem no aeroporto de Lisboa 

Wikileaks revelou guias da CIA que explicam aos espiões como podem evitar serem descobertos quando se infiltram em países da União Europeia. Aeroporto da Portela, em Lisboa, na lista com detalhes.

A Wikileaks divulgou este domingo mais documentos classificados como secretos pela CIA, neste caso guias práticos para os agentes secretos norte-americanos manterem o seu disfarce quanto se tentam infiltrar em países da União Europeia e do espaço Schengen, passando as verificações de segurança dos aeroportos.


“A CIA realizou uma série de sequestros de cidadãos oriundos de países da União Europeia, incluindo da Itália e da Suécia, durante a Administração de Bush. Estes manuais provam que, sob a Administração de Obama, a CIA continua com intenções de se infiltrar nas fronteiras da União Europeia e conduzir operações clandestinas em Estados-membros da UE”, garantiu o líder da Wikileaks, Julian Assange.

Num dos manuais divulgados – intitulado “Sobreviver ao Segundo Interrogatório” – a CIA explica aos agentes secretos como devem ultrapassar os desafios causados pelas perguntas das autoridades que controlam as fronteiras e como manterem o seu disfarce. O essencial, escreveu a CIA a 21 de setembro de 2011, é ter ” um disfarce consistente, muito bem ensaiado e plausível”, pode ler-se no guia, que contém, ainda, vários detalhes sobre os métodos utilizados nos diferentes aeroportos dos países-membros.

“Os viajantes devem-se assegurar, também, que, antes de viajarem, tudo o que trazem com eles deve ser consistente com o disfarce - os passaportes, a história da viagem, a bagagem, os aparelhos eletrónicos, o lixo que têm nos bolsos, as reservas de hotel, o registo nas redes sociais“, sob o risco de os funcionários do aeroporto os considerarem suspeitos, avisa a agência de inteligência norte-americana.

CIA ensina espiões como se infiltrar em Portugal 
O aeroporto da Portela, em Lisboa, figura naturalmente na lista: os agentes secretos que se pretendem infiltrar em Portugal devem saber que o segundo interrogatório é um procedimento comum quando a origem dos passageiros é Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique e países do ocidente africano. Por isso, e caso o falso perfil do agente faça referência a estes países, os agentes da CIA são treinados para responderem corretamente às perguntas das autoridades portuguesas.
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A CIA fez, também, uma lista de comportamentos suspeitos que podem valer aos espiões – ou como a CIA os designa no documento, “viajantes dos Estados Unidos não-identificados” – um segundo interrogatório. Os agentes são instruídos a não permitirem que exista uma “pausa significativa” entre o momento em que foi feita a questão e o momento da resposta, a não usarem sons que atrasam a resposta, como ‘ah’ ou ‘hum’, e a não apresentarem sinais evidentes de nervosismo – como engolir em seco, morder o lábio, transpirar, respirar profundamente ou ajustar a roupa frequentemente.

O segundo documento, um guia para os espiões norte-americanos que procuram entrar em países do espaço Schengen, explica os vários sistemas eletrónicos de identificação de passageiros utilizados pelos diferentes aeroportos e os riscos que representam para os disfarces dos agentes secretos.

O Sistema Europeu de Informação sobre Vistos (VIS) – uma base de dados criada para permitir uma troca rápida dos dados relativos aos vistos de curta duração entre os países Schengen e que contém informações e dados biométricos dos passageiros (incluindo as impressões digitais) – é uma das maiores preocupações da agência de inteligência norte-americana, que teme que os seus agentes fiquem demasiado expostos – é que o novo sistema tecnológico põe em risco as identidades falsas criadas pelos espiões.

Estes manuais agora divulgados são apenas a ponta do icebergue: a Wikileaks vai continuar a disponibilizar documentos secretos da agência de inteligência norte-americana ao longo do próximo ano, pelo que se esperam novas revelações sobre os métodos utilizados pela CIA.

* Comentários de dois leitores muito atentos do OBSERVADOR e que reproduzimos .

JOSÉ ESTEVES PEREIRA
“Infiltrar” é uma palavra totalmente inadequada. Quem ler os dois manuais não encontra quaisquer instruções para “infiltração”. Os dois documentos são monografias — talvez bem informadas — dos sistemas de controlo de fronteira implementados na UE, tal como o eram em 2011.

PEDRO PESTANA
A única vez que Portugal, Lisboa e a Portela são mencionados neste relatório é na página 9, a par da Venezuela e Indonesia, como países susceptíveis de efectuarem um segundo escrutínio do passageiro, para além do tradicional tratamento do passaporte e respectivo visto à chegada, quando existem indícios de possibilidade de emigração ilegal e, sobretudo, quando a origem é dos países designados como “antigas colónias”. Portanto, o título utilizado para esta notícia parece-me “demasiado” sugestivo e induz os leitores, como eu, em erro, antes de lerem a notícia pois fica-se com a ideia de que a CIA dá indicações para que a entrada na UE seja feita preferencialmente em países “fracos” numa perspectiva de segurança nacional, como Portugal.
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 'HEADIS'

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um novo desporto

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HOJE NO
 "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Joe Cocker morreu depois 
de uma luta contra o cancro

O músico britânico ficou célebre pela sua versão dos Beatles de With A Little Help From My Friends (que chegou ao n.º 1 do top britânico em 1968) e segundo a edição online da ITV News, o cantor lutava contra um cancro no pulmão.
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No entanto, segundo a BBC, o seu agente, Barrie Marshall, confirmou a morte de Joe Cocker mas não referiu qual a doença. No ano passado o músico chegou a dar vários concertos por palcos europeus, inclusivamente no célebre Montreux Jazz Festival.

Nascido em Sheffield, a 20 de maio de 1944, Joe Cocker deu voz ainda a outros sucessos como You Are So Beautiful ou Up Where We Belong (com o qual foi distinguido com um Grammy em 1983).
Há sete anos o cantor foi consagrado membro da Ordem do Império Britânico.
Desde finais dos anos 1960 que Joe Cocker lançou mais de duas dezenas de álbuns de estúdio, o último dos quais foi lançado há dois anos, intitulado Fire It Up.

Em setembro deste ano, durante um concerto no Madison Square Garden, em Nova Iorque, o músico Billy Joel referiu-se ao estado de saúde frágil de Joe Cocker, tendo apelado a que o cantor fosse incluído no Rock and Roll Hall of Fame.


Morreu o ator António Montez

O ator António Montez, de 73 anos, que participou, entre outras, na primeira telenovela portuguesa, "Vila Faia", em 1982, morreu esta segunda-feira em Lisboa. 
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António Montez encontrava-se doente, e morreu numa unidade hospitalar, em Lisboa, disse à Lusa o ator Heitor Lourenço.

Natural do Cartaxo, no distrito de Santarém, António Montez recordou numa conversa naquela vila ribatejana, que começou a carreira aos 23 anos, no Teatro Experimental do Porto, depois de ter deixado a licenciatura de Medicina.

Tornou-se conhecido do grande público, ainda na década de 1970, com a participação em encenações de teatro televisivo, nomeadamente de Artur Ramos, na RTP e, mais tarde, com a participação em telenovelas como Vila Faia, Chuva na Areia e Olhos nos Olhos, entre outras.

* Ficam os palcos mais pobres.


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PRIVADAMENTE












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HOJE NO
"RECORD"

Joseph Blatter quer restaurar 
a credibilidade do futebol

O presidente da FIFA, Joseph Blatter, defendeu na mensagem de fim de ano difundida esta segunda-feira pelo organismo que dirige a importância de "restaurar a credibilidade do futebol", que, na sua opinião, é o melhor desporto do mundo.
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"A opinião pública é importante", adiantou o suíço, que se mostrou orgulhoso de ter convencido os membros do seu executivo a divulgar publicamente todo o processo de investigação às eleições para Mundiais de 2018 e 2022, cuja organização foi atribuída a Rússia e Qatar, respetivamente.

Joseph Blatter abordou ainda a questão das reformas em curso na FIFA, que levam sempre algum tempo, e o sentido da palavra ética, "algo que algumas federações não entendem o que significa".

O presidente da FIFA considerou ainda o Mundial'2014, organizado no Brasil, como o número um, e que a Alemanha foi uma justa vencedora, "porque desde o primeiro jogo até ao último jogou ao ataque".

* Para Blatter ser capaz de dar credibilidade ao futebol só tem de se demitir.


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ÀS COMPRAS...
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 HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

CDS recorre à cantora Ruth Marlene
 para caraterizar o PS como um 
partido "pisca pisca" 

O PS considerou, esta sexta-feira, que o debate da dívida permitiu um "reencontro histórico" PSD/PCP contra os socialistas, num debate em que o CDS recorreu à cantora Ruth Marlene para caraterizar o PS como um partido "pisca pisca".
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Falando no encerramento do debate sobre a sustentabilidade da dívida de Portugal, na Assembleia da República, o ex-ministro socialista Vieira da Silva pronunciou-se em tom crítico sobre um episódio registado momentos antes no hemiciclo, quando a bancada do PSD aplaudiu a intervenção do deputado do PCP Paulo Sá, que se referira ao "nim" do PS perante as soluções para o peso do envidamento do país.

"Mais uma vez assistimos aqui, no parlamento, a um reencontro histórico com o PSD a bater palmas ao PCP. Tanto PSD, como o PCP, têm interesse em sustentar que só há duas posições possíveis para a dívida, mas é mentira. Não há apenas a denúncia unilateral que empurraria o país para fora da zona euro, nem apenas a posição de subserviência da maioria PSD/CDS face aos poderes fáticos da União Europeia e de recusa de resposta aos interesses nacionais", declarou o vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS.

Na reação a estas palavras, o líder parlamentar do PCP, João Oliveira, afirmou que Vieira da Silva se "enganou no alvo", porque "o problema não são os aplausos circunstanciais do PSD" a intervenções provenientes da bancada comunista.

"O problema reside nos votos contra do PS face a posições a favor da renegociação da dívida. Esses votos contra do PS são contrários a uma efetiva política de esquerda em Portugal", respondeu João Oliveira.

Além do PCP, o posicionamento do PS no debate sobre a sustentabilidade da dívida foi ainda criticado pela maioria PSD/CDS e pelo Bloco de Esquerda.

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Pela parte do CDS, a deputada Cecília Meireles recorreu a um êxito musical de Ruth Marlene e acusou o PS de ser o partido "do pisca pisca", procurando agradar simultaneamente aos "radicais de esquerda que defendem o não pagamento da dívida e aos setores mais responsáveis do país".

"Mas os senhores julgam que enganam os portugueses?", perguntou Cecília Meireles dirigindo-se à bancada do PS.

No mesmo sentido, o secretário-geral do PSD, Matos Rosa, disse que o debate sobre a dívida permitiu recordar o "ano negro de 2011, quando um Governo do PS chamou as instituições internacionais num momento em que o país se encontrava à beira da bancarrota".

"O PS quer ou não que Portugal pague o dinheiro que pediu emprestado? Não sabemos. O PS espera agora um perdão internacional caído do céu? Também não sabemos", concluiu José Matos Rosa.
Embora com argumentos diferentes da maioria PSD/CDS, a deputada do Bloco de Esquerda Mariana Mortágua considerou que a posição do PS sobre a dívida representa em última análise "um pedido de esmola" à União Europeia.

Mas Mariana Mortágua também questionou o conceito de desorçamentação da ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque.

"Diz que a capitalização do Banfif não conta para o défice, mas já conta para o défice os investimentos públicos fundamentais e os subsídios de desemprego", apontou, sustentando depois a tese de que a dívida aumentou em Portugal por via da "especulação financeira e dos desagravamentos de impostos a favor do capital" e não por via do peso dos serviços públicos.

A deputada do Partido Ecologista "Os Verdes" Heloísa Apolónia defendeu a renegociação da dívida, frisando que este ano Portugal pagará mais de sete mil milhões de euros em juros, verba que sobe para 8,2 mil milhões em 2015.

* Apesar de nem simpatizantes do PS sermos não engeitamos uma ajudinha, há imensas canções do Quim Barreiros perfeitamente adaptáveis ao comportamento político do CDS, é só procurar.

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