sexta-feira, 31 de outubro de 2014

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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O QUE NÓS

ALERTAMOS!


Quais são os riscos reais 
de contrair o Ébola?


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DESEMPREGO














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 1-ARQUIVOS


EXTRA-TERRESTRES


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HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"

Machete avisa que portugueses no
 Estado Islâmico são terroristas

 Rui Machete avisou que os portugueses que participem em ações do Estado Islâmico serão considerados terroristas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, avisou esta quinta-feira que os portugueses que participem em ações do autoproclamado Estado Islâmico serão considerados terroristas e que o seu envolvimento no grupo 'jihadista' não pode ocorrer "de ânimo leve".
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"É muito importante alertar os portugueses e as portuguesas de que este fenómeno [do grupo radical Estado Islâmico] não é uma brincadeira, é uma coisa muito séria, e não podem, de ânimo leve, fazer uma viagem à Síria e participar em operações, porque são operações de terrorismo, comandadas por assassinos que praticam crimes hediondos", declarou o governante português aos jornalistas, em Lisboa, falando à margem da primeira gala Portugal-China, promovida pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa.

Segundo o chefe da diplomacia portuguesa, "é muito importante que as pessoas percebam a gravidade desses eventuais atos e compreendam que passam a ser consideradas como terroristas".

* Seja qual fôr a nacionalidade da pessoa  que  pratique crimes em nome de uma religião, só pode ser considerada  terrorista.


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1- A TRANSLACÇÃO


DA TERRA


 A SUCESSÃO DAS ESTAÇÕES DO ANO

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HOJE NO
"O PRIMEIRO DE JANEIRO"

Luís Montenegro defende que António Costa
 só está a preparar o terreno... 
"PS assumiu como prioridade política
 reabilitar José Sócrates" 

O líder parlamentar do PSD sustenta que o vencedor das primárias socialistas, António Costa, pretende reabilitar e está a abrir caminho ao regresso do "verdadeiro líder do PS", José Sócrates. 

 Luís Montenegro falava no encerramento do debate sobre o Orçamento do Estado para 2015 na generalidade, na Assembleia da República, depois de o novo líder parlamentar do PS, Ferro Rodrigues, ter referido o nome de José Sócrates como alguém que se bateu contra o pedido de resgate financeiro a Portugal. "A partir de hoje, é oficial, desde que ouvimos aqui o líder parlamentar do PS: o PS assumiu como prioridade política reabilitar José Sócrates. Esta é a primeira grande ideia mobilizadora do PS de António Costa", declarou Luís Montenegro, recebendo palmas da maioria PSD/CDS-PP. "Ele é um líder em transição para abrir caminho ao regresso do grande líder, o verdadeiro líder do PS: o engenheiro José Sócrates", acrescentou. 


A este propósito, o líder parlamentar do PSD ressalvou não saber se António Costa se qualificou ou não como um "líder de transição", tendo em conta a sua situação no PS, mas aproveitou a expressão para acenar com "o regresso" de José Sócrates: "Por aquilo que hoje aqui ouvimos, de facto, ele é um líder em transição". 

A 28 de setembro, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa derrotou o secretário-geral do PS, António José Seguro, em eleições primárias - com participação de militantes e simpatizantes - para candidato dos socialistas a primeiro-ministro. Na sequência dessas eleições, António José Seguro demitiu-se, sendo transitoriamente substituído pela presidente do PS, Maria de Belém, e foram marcadas eleições diretas para a liderança do partido para 21 e 22 de novembro, e um Congresso eletivo para 29 e 30 do mesmo mês. O líder parlamentar do PSD sintetizou desta forma a história recente do PS: "José Sócrates governou como se não houvesse futuro. António José Seguro fez oposição como se não houvesse passado. E António Costa quer comprometer o futuro com as políticas do passado". 

No seu discurso, Luís Montenegro reivindicou que o resultado da governação PSD/CDS-PP é uma economia mais competitiva, maior justiça social e um Estado reformado, mais eficiente e menos gastador, com Portugal livre dos credores da 'troika' - tudo sem o apoio dos socialistas que, disse, "rasgaram o memorando" e "saltaram fora do barco". 

O líder parlamentar do PSD defendeu que o cenário macroeconómico para 2015 é credível, que a economia portuguesa vai crescer acima da média da zona euro, o desemprego vai continuar diminuir e o défice vai descer para o valor mais baixo dos últimos 40 anos. "O Orçamento do Estado para 2015 concretiza a mudança, vence o derrotismo e renova a esperança", declarou, repetindo mais de quinze vezes a palavra "mudança". 

O PS, por sua vez, alegou, "não aprendeu a lição do passado" e está "muito perto da esquerda radical", recusando cortes na despesa e apoiando a reestruturação da dívida, "esconde as suas soluções" e "desespera por eleições", mas "não está, de facto, preparado para governar". Declarando-se confiante na "sabedoria do povo", o líder parlamentar do PSD concluiu que "os portugueses não querem, não vão querer que o seu futuro fique nas mãos dos fanáticos do passado". 

* Constatamos, com a maior prosápia, que o sr. deputado Montenegro concorda com o que escrevemos sobre António Costa há mais de dois meses, di-lo por outras palavras é certo, mas vai dar ao mesmo. Vale mais tarde do que nunca.


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28-UM POEMA

POR SEMANA


ANA LUÍSA


AMARAL


AS DISJUNÇÕES PERFEITAS

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dito por

ANA LUÍSA
AMARAL


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HOJE NO
"DIÁRIO  DE NOTÍCIAS"

Tribunal proíbe enfermeira de se
. aproximar a um metro de outras pessoas

Depois de ter desafiado as autoridades para dar um passeio de bicicleta, Kaci Hickox está proibida de ir a locais com muita gente. Mas pode sair de casa. 
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O Estado do Maine conseguiu uma ordem judicial que restringe os movimentos da enfermeira, que chegou há uma semana da Serra Leoa, onde tratou doentes com ébola, e que foi obrigada a permanecer de quarentena, primeiro pelo governador de Nova Jérsia, e depois pelo do Maine, onde reside.

Um juiz obrigou Kaci Hickox a permanecer a cerca de um metro de distância de outras pessoas e a coordenar as suas deslocações com as autoridades. 


A enfermeira está proibida de sair da sua cidade, Fort Kent, mas pode sair de casa, devendo evitar zonas de grande movimento, como centros comerciais.

Esta decisão judicial surgiu na quinta-feira à noite, dia em que, logo de manhã, a enfermeira desafiou as autoridades para ir dar um passeio de bicicleta com o companheiro.

Kaci Hickox alegava que a quarentena que lhe foi imposta pelo governador do Maine era ilegal, injusta e uma violação dos seus direitos humanos, uma vez que não apresenta sintomas de estar infetada com o vírus do ébola e que todas as análises que efetuou tiveram resultado negativo.

Apesar de ter os seus movimentos condicionados até dia 12, a enfermeira tem agora autorização legal para sair de casa. 

*  Tem resultados negativos e é tratada quase como culpada de ter ébola, a justiça prepotente para os mais frágeis  também é à escala global. Se fosse um banqueiro ou quiçá um juíz, com ébola iriam para um "hospitel".

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CATARINA CARVALHO

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Anoréticas, chineses, 
enfim, todos diferentes


Se tivéssemos de encontrar o menor denominador co­mum de todas as guerras entre povos, íamos sempre dar ao mesmo: a diferença. Os homens vivem socialmente sempre na dicotomia entre a diferença e a parecença, entre o que nos distingue dos ou­tros e o que nos une a outros. Sendo o que nos une a uns o que nos separa dos outros. É nessa aglutinação que encontramos o confor­to, claro, mas também o poder. E é por muito simples razões que tantas vezes desrespeitamos o diferente: tanto por uma questão psi­cológica, porque nos tira da nossa zona de conforto, como por uma questão prática, porque nos retira o poder que conquistámos entre os nossos. Isto faz as guerras. E também a escolha dos nossos pares, dos nossos amigos, parceiros, namorados e companheiros de vida. Só não faz as famílias – essas já vêm com as relações todas defini­das à partida, que, também por isso, obviamente, dão origem a tan­tas guerras fratricidas e familiares. Porque calhou termos como primo ou irmão alguém que é água quando somos o vinho.

Esse sentimento continua a prevalecer através dos tempos. Numa passerelle da ModaLisboa, por exemplo. Quando aparece alguém que tem um pouco mais do que a pele colada aos ossos há logo quem venha desatar aos berros, denegrir, enxotar. Dizer: «Tu não és daqui.» E o que é que faz quem foi alvo desse ato de afastamento por excesso de lípidos? Responde na mesma moeda dizendo: «Vocês é que não são normais, suas anoréticas!» E torna e vira. E continua tudo a ser uma questão de poder e ter­ritório como a mais banal das guerras. Das que dominam a passe­relle, as produções e o milionário mundo da moda – talvez não a portuguesa, mas certamente a global – e se sentem ameaçadas pela diferença.

Como de poder é também a questão que leva Alexan­dre Soares dos Santos a falar dos chineses e do seu investimento em Portugal, que, diz, «detesta». O preconceito leva à generalização com a rapidez que conhecemos e, assim, de uma só vez, o dono do Pingo Doce equipara uma empresa tão séria como o gigante de investimentos chinês, a Fosun, que comprou a Fidelidade e o ES Saúde, com os pequenos negócios de compras de apartamen­tos para obter vistos. Esta estranha declaração veio, aliás, dar origem ao inédito acontecimento de pôr Soares dos Santos a con­cordar com Raquel Varela, a historiadora radical que se queixa­ra da abertura de lojas asiáticas em Lisboa.

Quando os bispos reunidos em sínodo, no Vaticano, discutem a integração de práticas familiares diferentes da nor­ma vigente, eles estão, no fundo, a mergulhar no dilema acima descrito. Que continuem a acentuar a diferença e não a integra­ção mostra também como o poder ainda permeia, e muito, o as­sunto. A decisão de adiar a decisão é tão legítima como o seu con­trário – a Igreja é soberana nos seus próprios assuntos, claro – mas esquece que todas as evoluções se fizeram da dialética dos opostos que produzem algo diferente, talvez melhor.

Cosmopolitismo é uma palavra positiva. Perceber o mun­do é uma competência que se pede cada vez mais a quem nele vi­ve. E só se pode fazê-lo olhando para o lado e, nessa curiosidade tão humana e tantas vezes esquecida, dizer: «Olha que interes­sante.» Já a xenofobia e o racismo vivem nos antípodas disso. E alimentam-se da raiva do diferente. Além de todas as conse­quências humanas que esses comportamentos têm – e do sofri­mento que causam – há um ponto que os torna, simplesmente, estúpidos: temos sempre a ganhar em perceber os outros. Que mais não seja da maneira que a estratégia da guerra nos ensina: para os derrotar.

IN "NOTÍCIAS MAGAZINE"
26/10/14


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319.UNIÃO


EUROPEIA










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HOJE NO
"RECORD"

Telma Monteiro conquista ouro
 em Abu Dhabi

A judoca portuguesa Telma Monteiro conquistou esta sexta-feira a medalha de ouro na categoria de -57 kg do Grand Slam de Abu Dhabi, ao derrotar a francesa Laetitia Blot na final.
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Depois de ter conseguido uma vantagem de "waza-ari", com uma projeção, Telma Monteiro ganhou por "ippon", graças a uma imobilização, e garantiu o segundo triunfo do ano, depois da vitória no Open de Varsóvia.

Vice-campeã do Mundo pela terceira vez este ano e oitava do "ranking" mundial, a judoca do Benfica, de 28 anos, conquistou ainda duas medalhas de bronze esta época, nos Europeus e no Grande Prémio de Ulan Bator.

Já Joana Ramos, que defrontou a russa Natalia Kuziutina no combate para a medalha de bronze nos -52kg, terminou o Grand Slam de Abu Dhabi na 5.ª posição.

* VALENTE MENINA

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 EM 2013 O PCP AVISOU 
O BANCO DE PORTUGAL
SOBRE RICARDO SALGADO

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DEPUTADO HONÓRIO NOVO


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9-O MEU BAIRRO 



BELÉM


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O percurso circular tem início no atelier/residência de Lagoa Henriques. O escultor e Ana Sousa Dias percorrem o bairro de Belém visitando alguns dos seus ex-libris: o Largo da Princesa, a Torre de Belém, o Centro Cultural de Belém, a Praça do Museu da Marinha/Planetário e o claustro dos Jerónimos.

www.reabitar.pt | Reabi(li)tar
O Meu Bairro
Episodio 9 Belém
Escultor Lagoa Henriques
RTP2



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HOJE NO
"JORNAL  DE NOTÍCIAS"

Aeronave de turismo espacial despenha-se

 A aeronave "SpaceShipTwo", da Virgin Galactic, despenhou-se, esta sexta-feira, durante um voo de testes no Deserto do Mojave, na Califórnia. Um dos pilotos morreu no acidente e outro estará gravemente ferido. 
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O desaparecimento da aeronave foi confirmado pela Virgin Galactic, que fala em "anomalia grave", mas a empresa remeteu para mais tarde uma explicação detalhada sobre a queda ao aparelho. 

A CNN mostra imagens feitas a partir de um helicóptero, onde de veem destroços com o logótipo da Virgin.
De acordo com a polícia da Califórnia, uma pessoas morreu no incidente e outra estará ferida com gravidade, revela a Associated Press.Testemunhas no local afirmam que a "SpaceShipTwo" (SS2) explodiu em pleno voo.

A aeronave é transportada por um jato (batizado de "WhiteKnightTwo"), que depois liberta a "SpaceShipTwo", quando esta liga os motores próprios. A BBC revela que o jato aterrou sem problemas, tendo o acidente acontecido quando a SS2 se deslocava com propulsão própria.

O português Mário Ferreira, da Douro Azul, é o primeiro português já inscrito para participar num voo de turismo espacial da empresa de Richard Branson.

* A conquista do espaço devora vidas, por enquanto muitas menos que a conquista dos oceanos, admiramos os temerários mas preferimos as pantufas.


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Michael Jackson

Thriller

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HOJE NO
"JORNAL  DE NEGÓCIOS"

A "casa das máquinas" da UE

Todos os dias, milhares de funcionários deslocam-se às diferentes direcções gerais e departamentos da Comissão Europeia para trabalharem em prol do interesse público europeu. Mas quem são os trabalhadores da função pública europeia? Que tarefas têm? Dias antes do fim da Comissão Barroso, fomos espreitar a "casa das máquinas da UE".
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É pelas 8h30 que Paula Pinho costuma chegar ao seu gabinete no 9.° andar do Berlaymont, o famoso edifício "em estrela" da capital belga, sede da Comissão Europeia (CE). Membro do gabinete do comissário alemão até agora responsável pela Energia, Gunther Oettinger, esta funcionária portuguesa, há 14 anos na CE, garante que não há um dia típico, "ou melhor, a regra é que não haja dois dias iguais". O trabalho de assessoria e aconselhamento com os outros serviços é feito sobretudo em inglês, mas, nas reuniões internas do gabinete, fala-se em alemão, a língua estrangeira que melhor domina.
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O trabalho em equipas multinacionais, com recurso a várias línguas, é também o quotidiano de Pedro Velasco Martins no seio da direcção geral do Comércio da CE, em frente ao Berlaymont. Chefe de unidade adjunto, responsável pelas questões de propriedade intelectual e contratos públicos, está na Comissão desde 1996 e acompanha todas as negociações com países terceiros naquelas áreas.

Ser poliglota é, afinal, traço comum destes funcionários da UE, numa Europa com 24 idiomas oficiais. Ao todo, a função pública comunitária tem cerca de 55 mil trabalhadores (funcionários e pessoal externo) em 60 instituições, organismos e agências da União. Comissão, Conselho e Parlamento são os mais visíveis, mas há outros departamentos e instituições, tais como o Serviço Europeu de Acção Externa (o serviço diplomático da UE) e o Tribunal de Justiça. As despesas com a função pública - salários, edifícios, informática, equipamentos, tradução - representam 6% do orçamento anual da UE (8 mil milhões de euros).

É na Comissão, órgão executivo da UE, que trabalha o maior contingente: são 33.039 cidadãos dos 28 Estados-membros, entre funcionários, agentes e pessoal externo, peritos nacionais, de diferentes horizontes culturais e sociais. No total, as mulheres constituem 55% do pessoal da CE.

É essencialmente no designado "bairro europeu" de Bruxelas que Pedro Velasco Martins, Paula Pinho e a maior parte das pessoas da CE trabalham. Encontram-se espalhadas por dezenas de edifícios: no total, são 40 direcções gerais, serviços e outros departamentos. Existem alguns serviços no Luxemburgo e em Itália, e centros de investigação na Bélgica, Alemanha, Holanda e Espanha. Sem esquecer as representações da CE em cada Estado-membro e as 130 delegações (embaixadas) no mundo.

A Comissão refuta que sejam demasiados funcionários. Trinta mil pessoas é, por exemplo, inferior ao número dos que trabalham no município de Estocolmo (40 mil); e equivale apenas a três vezes os postos ocupados na Câmara Municipal de Lisboa, em 2014. "Servimos 500 milhões de pessoas", afirma Antony Gravili, porta-voz do comissário da Administração. "O número é pequeno, comparado com o do pessoal dos ministérios de alguns Estados-membros e, tendo em conta as funções da Comissão", corrobora Sonia Piedrafita, investigadora no Centro de Estudos Políticos Europeus, um think tank em Bruxelas.

Quem são os funcionários europeus?
A Comissão está dividida em serviços e direcções gerais, equivalentes aos ministérios: agricultura, indústria, comércio, etc. Em cada um dos serviços, o pessoal reparte-se em diferentes categorias, tarefas e escalões. Assistentes-secretários, assistentes (trabalho técnico/administrativo), passando por administradores (responsáveis pela elaboração de políticas, aplicação da legislação, análise, assessoria), até aos funcionários de topo, directores e directores gerais. Acima, a liderança política: os comissários e o presidente do executivo.

Ser poliglota é traço comum destes funcionários da UE, numa Europa com 24 idiomas oficiais.
Ao todo, a função pública comunitária tem cerca de 55 mil trabalhadores. É na Comissão, órgão executivo da UE, que trabalha o maior contingente: são 33.039 cidadãos dos 28 Estados-membros.


Cada instituição é responsável pelo recrutamento do seu pessoal, mas existe um âmbito jurídico comum consagrado no "estatuto do funcionário" e regime do pessoal. O salário de um funcionário varia entre os cerca de 2600 e os 18 mil euros brutos, consoante a função, anos de serviço, experiência, e nível de responsabilidades.

E qual o perfil dos que concorrem à função pública da UE? A grande maioria dos candidatos expatriados, "quase metade do pessoal vem das profissões liberais", explica Gravili. "Muitos juristas, economistas, mas também cientistas". "Muitos já tinham uma carreira profissional", sublinha. Antony Gravili garante que os concursos são muito estritos por forma a certificar que são os melhores candidatos a obter os postos.

Se tivermos como referência os currículos dos actuais 36 directores gerais (DG) da CE, constata-se que a grande maioria tem vários diplomas, um percurso profissional anterior, e há ainda quem tenha passado pelo mundo académico, instituições internacionais ou nacionais. Neste momento, Portugal tem dois directores-gerais à frente dos serviços da Mobilidade e Transportes e do Desenvolvimento e Cooperação.

Actualmente, há 875 portugueses nas várias categorias a trabalhar na CE, cerca de 2,6% do total. Os países com mais funcionários e pessoal são a Bélgica, e países de maior dimensão como Itália, França , Alemanha, Polónia, Roménia e Reino Unido. No outro extremo, estão países como a Croácia, Luxemburgo, Malta e Chipre.

Funções no dia a dia
As tarefas da CE são idênticas às de um governo: poder de iniciativa legislativa, guardião dos Tratados, gestão do orçamento da União e das políticas, representação da UE na cena internacional. Para o presidente cessante, Durão Barroso, a Comissão é a "casa das máquinas" da Europa, como sublinhou numa mensagem aos funcionários, enaltecendo a sua "entrega e profissionalismo".

Quando o projecto europeu foi lançado, os países privilegiaram sobretudo as relações económicas e comerciais. Mas o grau de integração política foi aumentando, as competências da UE ampliadas e os alargamentos sucederam-se (as últimas adesões implicaram a entrada de 6.700 funcionários e pessoal daqueles países).

Hoje, a UE está presente em inúmeros domínios do dia-a-dia: ambiente, segurança, agricultura, justiça, etc. Excessivamente técnica? "Bem, a Comissão tem um papel peculiar. Como detentora de iniciativa legislativa e guardiã dos Tratados, o seu trabalho implica um grau de especialização técnica muito elevado", afirma Sonia Piedrafita. "As direcções gerais sim, são especializadas como os ministérios", bem como os grupos de trabalho que a CE consulta antes de avançar com iniciativas legislativas. Mas a investigadora ressalva que, actualmente, as decisões estão mais politizadas, já que as políticas europeias afectam mais os cidadãos.

Se a nível das direcções gerais da CE, o acompanhamento específico de cada área implica uma tarefa técnica especializada, nos gabinetes dos comissários a função foca-se na análise política e assessoria. "O meu trabalho passa muito por aconselhar o comissário na sua área mas também em outras áreas que, não sendo da sua competência principal, são cobertas pelo colégio de comissários", explica Paula Pinho. Daí que acompanhe diariamente as questões relacionadas com comércio, segurança alimentar, relações externas, além da energia. Isso obriga-a a estar "operacional 24 horas/dia e 7 dias/semana", com telemóvel ligado, e a consultar frequentemente o "e-mail" também aos fins-de-semana, já que, por vezes, é necessário responder a questões imprevisíveis e urgentes.

Paula Pinho e os colegas de gabinete reúnem pelo menos duas vezes por semana com o comissário para prestar aconselhamento, preparar decisões, encontros e a agenda. Foi, essencialmente, o idealismo pelo projecto europeu que a motivou a concorrer à função pública europeia. E, nesse sentido, trabalha dia-a-dia, considerando uma mais-valia uma administração comunitária que permita à Europa falar a "uma só voz" em áreas fundamentais e de actualidade, tais como a segurança energética.

Mas não só de assessoria política é feito o trabalho no quotidiano. Uma das áreas em que a UE desempenha hoje um papel fundamental (competência exclusiva da União) é o comércio internacional, sendo a CE a negociar em nome dos Vinte e Oito os acordos com terceiros. Nos últimos meses, Pedro Velasco Martins tem estado absorvido pelas negociações com os Estados Unidos para um Acordo de Comércio e Investimento (o famoso TTIP). Entre duas rondas negociais com os EUA, presta ainda apoio à comissária indigitada para a pasta no novo executivo, e ao comissário cessante. Tem ainda a gestão da sua equipa de 18 pessoas e, de novo, volta às negociações de acordos comerciais com vários outros países.

"Queremos abrir mercados para os produtores europeus mas também queremos regras que protejam os nossos produtos nesses países", afirma. No fundo trata-se também de "exportar regras europeias" para defender o valor acrescentado dos produtos da UE. Negociar em nome da União na área da propriedade intelectual é, por vezes, "difícil", reconhece Pedro Velasco Martins. "Uma das questões mais importantes é encontrar um justo equilíbrio entre as partes".

Assim é, também, o dia a dia dos funcionários europeus: gerir a globalização, dentro e fora de fronteiras da UE, num contexto de poderes e responsabilidades reforçadas da Comissão Europeia.

* E são cada vez mais "tenebrosas" as provas de acesso para os lugares  de funcionário.


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Halloween Horror Nights 2014

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"Halloween" a casa assombrada de Michael Myersn nas Noites de Horror 2014 do Estúdio Universal -   Orlando

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HOJE NO
"DESTAK"

Quase 60% dos enfermeiros "trabalha
. demasiado depressa e sob pressão" 

 Uma investigação desenvolvida por um professor da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra concluiu que 59% dos enfermeiros "trabalha demasiado depressa e sob pressão, tentando fazer muito" durante a maior parte do tempo. 


Baseada em inquéritos a 926 profissionais com domicílio profissional hospitalar na área da Secção Regional do Centro da Ordem do Enfermeiros, a investigação de António Manuel Fernandes revela que só 46% deles "nunca sacrifica a segurança do doente quando há sobrecarga de trabalho" 

 "A cultura de segurança do doente apresenta-se como um fator crítico da qualidade dos cuidados de saúde hospitalares e a necessitar de melhoria", considera. 

* Nutrimos pelos enfermeiros a maior consideração e respeito. Em situações pessoais, de amigos e familiares só nos lembramos de procedimentos de qualidade muitas vezes sob pressão, sem sacrifício da segurança do doente, mesmo quando as vidas se perderam. 
Não duvidamos do trabalho do investigador, muito mais sabedor que nós, sentimos que o grande problema vem da drástica redução de efectivos. Reportamo-nos a profissionais do SNS.


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ESTÁ ALGUÉM



A MAIS?
















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HOJE NO
"i"

Paulo Morais pondera ir a votos.
 “Se achar que posso ser útil, avançarei”

Ex-autarca admite entrar na política activa. Está em reflexão e atento a legislativas e presidenciais.

Paulo Morais pondera vir a entrar na política activa para agitar as águas. Conhecido por ter um discurso anticorrupção e muito crítico da classe política, o ex- -autarca do Porto admite ao i que está a ponderar encabeçar um projecto político. Com que objectivo? Não concretiza, mas terá em vista as próximas legislativas ou presidenciais. 


A única certeza de Paulo Morais neste momento é que está a "reflectir sobre a possibilidade de regressar à política activa, tendo em conta o longo período eleitoral" que se aproxima. Decepcionado com o estado actual da política nacional, o presidente da Transparência e Integridade - Associação Cívica (TIAC) afasta, porém, a ideia de voltar a ter "militância partidária". 

Paulo Morais olha para o parlamento e diz que os partidos tradicionais "estão demasiado degradados", mas também não encontra alternativas para levar avante o seu projecto de "regeneração da democracia". Está convencido aliás de que os grandes partidos estão longe de querer reformar o sistema e os pequenos "não têm dimensão" nem trazem "soluções".

"Os deputados estão ao serviço de quem os financiou e não de quem os elegeu"
"Há uma troca permanente de cadeiras entre o governo e os bancos e construtoras, que são quem financia os partidos"
"O centro de corrupção em Portugal tem sido a Assembleia da República, pela presença de deputados que são, simultaneamente, administradores de empresas"
7 NOVEMBRO 2011 

Nesse caso, o que resta? Nem Paulo Morais - visto como o braço-direito de Rui Rio na Câmara do Porto, até ter sido excluído das listas pelo PSD, em 2005 - tem ainda uma resposta. A "reflexão" vai continuar até "ao final do ano", altura em que deverá decidir o seu futuro. "Se achar que posso ter um contributo útil, avançarei", diz ao i.

Os pequenos partidos são sempre uma porta de entrada na política activa e o ex--vereador do PSD vai colaborar em breve com o MPT - por onde passou Marinho Pinto. José Inácio Faria, eleito para o Parlamento Europeu nas últimas europeias, admite que tem tido "algumas conversas" com Paulo Morais, mas "estritamente" no âmbito da sua "actuação enquanto eurodeputado interessado em organizar ciclos de seminários e conferências sobre questões de transparência e do combate à corrupção".

"O exercício do mandato de deputado exige de nós um sacrifício pessoal e profissional, mas cada um sabe até onde quer levar o seu sacrifício"
19 JUNHO 2011 


Se houve convites, ninguém assume. O ex-autarca sublinha que esta reflexão é "pessoal" e que as colaborações com o MPT acontecem com a mesma naturalidade com que trabalha com a eurodeputada Ana Gomes, o eurodeputado Nuno Melo ou várias instituições com as quais tem reforçado a mensagem do combate à corrupção.

O eurodeputado José Inácio Faria também nega ter abordado o assunto "legislativas" ou sequer "presidenciais" com o presidente da TIAC, mas, questionado pelo i, deixa rasgados elogios: "Caso o Dr. Paulo Morais decida retomar as suas actividades políticas, o MPT aplaudirá essa decisão, que considera positiva e muito necessária à democracia portuguesa."

"Grande parte da dívida pública e privada é fruto da corrupção e não dos alegados excessos dos portugueses"
"Na Alemanha há pessoas [acusadas de corrupção] a dormir todos os dias na cadeia "
MAIO 2013 

Se o ex-autarca se decidir por um regresso - "o que espero faça rapidamente, porque o país precisa dele" -, Inácio Faria garante que o MPT "estará sempre à sua inteira disposição para com ele colaborar na definição de um programa de reformas político-sociais" que tenham como horizonte um "futuro melhor" para os portugueses e a "dignificação" da classe política.

* Pessoas como ele são sempre bem vindas mas não para o grupo folclórico do MPT.


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Perpetual Magnetic Generator

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 Trick Or Treat Folks

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1952 Halloween Cartoon- Um clássico

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HOJE NO
"A BOLA"

Vencedora das maratonas de Boston e
. Chicago com controlo antidoping positivo

A queniana Rita Jeptoo, vencedora das edições de 2013 e 2014 das maratonas de Boston e Chicago, teve um controlo antidoping positivo, informou esta sexta-feira a World Marathon Majors (WMM).
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«A WMM está desapontada com a informação de que Rita Jeptoo aparentemente terá acusado na análise A positivo de uma substância proibida pela federação internacional (IAAF)», lê-se no comunicado publicado no site da instituição.

A organização da maratona de Boston já reagiu, anunciando que vai «esperar por uma comunicação oficial da IAAF antes de abordar o assunto».

Recorde-se que Jeptoo, de 33 anos, conta no seu historial o triunfo na meia maratona de Lisboa, em 2008.

* Uma notícia desgraçada.

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