sexta-feira, 17 de outubro de 2014

UMA (DES)GRAÇA PARA O FIM DO DIA



Porque é que eu não vou ao médico 

Meu Tio Tonico
Meu tio Tonico estava bem de saúde, até que sua esposa, minha tia Marocas, a pedido de sua filha, minha prima Totinha, disse:
-Tonico, você vai fazer 70 anos, está na hora de fazer um check-up com o médico.
- Para quê, estou me sentindo muito bem!
-Porque a prevenção deve ser feito agora, quando você ainda se sente jovem, disse minha tia.
Então meu tio Tonico foi ver um médico.
O médico, sabiamente, mandou-o fazer testes e análises de tudo o que poderia ser feito e que o plano de saúde cobrisse.

Duas semanas mais tarde, o médico disse que os resultados estavam muito bons, mas tinha algumas coisas que podiam melhorar. Então receitou:
Comprimidos:
Atorvastatina para o colesterol
Losartan para o coração e hipertensão,
Metformina para evitar diabetes,
Polivitaminas para aumentar as defesas.
Norvastatina para a pressão,
Desloratadina em alergia.
Como eram muitos medicamentos, tinha que proteger o estômago, então ele indicou Omeprazol e um diurético para os inchaços.
Meu tio Tonico foi à farmácia e gastou boa parte da sua aposentadoria em várias caixas requintadas de cores sortidas.

Nessa altura, como ele não conseguia se lembrar se os comprimidos verdes para a alergia deviam ser tomadas antes ou depois das cápsulas para o estômago e se devia tomar as amarelas para o coração antes ou depois das refeições, voltou ao médico.

Este lhe deu uma caixinha com várias divisões, mas achou que titio estava tenso e algo contrariado. Receitou-lhe, então, Alprazolam e Sucedal para dormir.
Naquela tarde, quando ele entrou na farmácia com as receitas, o farmacêutico e seus funcionários fizeram uma fila dupla para ele passar através do meio, enquanto eles aplaudiam.

Meu tio, em vez de melhorar, foi piorando. Ele tinha todos os remédios num armário da cozinha e quase já não saia mais de casa, porque passava praticamente todo o dia a tomar as pílulas.
Dias depois, o laboratório fabricante de vários dos remédios que ele usava, deu-lhe um cartão de “Cliente Preferencial”, um termômetro, um frasco estéril para análise de urina e lápis com o logotipo da farmácia. Meu tio deu azar e pegou um resfriado.
Minha tia Marocas, como de costume, fez ele ir para a cama, mas, desta vez, além do chá com mel, chamou também o médico.
Ele disse que não era nada, mas prescreveu Tapsin para tomar durante o dia e Sanigrip com Efedrina para tomar à noite.
Como estava com uma pequena taquicardia, receitou Atenolol e um antibiótico, 1 g de Amoxicilina. A cada 12 horas, durante 10 dias.
Apareceram fungos e herpes, e ele receitou Fluconol com Zovirax.
Para piorar a situação, Tio Tonico começou a ler as bulas de todos os medicamentos que tomava, e ele ficou sabendo todas as contra-indicações, advertências, precauções, reações adversas, efeitos colaterais e interacções médicas.
Leu coisas terríveis.
Não só poderia morrer mas poderia ter também arritmias ventriculares, sangramento anormal, náuseas, hipertensão, insuficiência renal, paralisia, cólicas abdominais, alterações do estado mental e um monte de coisas terríveis.
Com medo de morrer, chamou o médico, que disse para não se preocupar com essas coisas, porque os laboratórios só colocavam para se isentar de culpa.
- Calma, seu Tonico, não fique aflito, disse o médico, enquanto prescrevia uma nova receita com um antidepressivo Sertralina com Rivotril 100 mg. E como titio estava com dor nas articulações deu Diclofenac.

Nessa altura, sempre que o meu tio recebia a aposentadoria, ia direto para a farmácia, onde já tinha sido eleito cliente VIP

Chegou um momento em que o dia do pobre do meu tio Tonico não tinha horas suficientes para tomar todas as pílulas, portanto, já não dormia, apesar das cápsulas para a insônia que haviam sido prescritas. Ficou tão ruim que um dia, conforme já advertido nas bulas dos remédios, morreu.

No funeral tinha muita gente mas quem mais chorava era o farmacêutico.

Agora tia Marocas diz que felizmente mandou titio para o médico bem na hora, porque se não, com certeza, ele teria morrido antes.

Dedicado a todos os meus amigos, sejam eles médicos ou pacientes.
Qualquer semelhança com fatos reais (não) será “pura coincidência”

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O QUE NOS

REVOLTA!




PROSTITUEM-SE POR ÁGUA,
AS MENINAS NO HAITI

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VEDETA


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 BRAÇO DE FERRO
TÉCNICAS DE VITÓRIA


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HOJE NO
"DIÁRIO ECONÓMICO"

Crato diz que corte real na 
Educação é de 230 milhões

Ministro diz que teve um conjunto de despesas em 2014 que já não vai ter em 2015. As rescisões é um desses casos tendo custado ao MEC 230 milhões de euros. Com o fim da contribuição de 1,25% para a ADSE por parte das entidades empregadoras do Ministério, Nuno Crato vai conseguir uma poupança de cerca de 50 milhões de euros. 

O ministro da Educação apresentou, pela primeira vez, as suas contas do OE/2015. De acordo com Nuno Crato o corte real na Educação é de 230 milhões de euros e não de 704 milhões como vem inscrito na proposta do Orçamento do Estado para 2015. E, por isso, Crato garante que para conseguir aquela poupança não terá de fechar mais escolas ou dispensar mais professores.


Isto porque, segundo o ministro, a redução de 704 milhões de euros inclui "uma série de investimentos adicionais que foram feitos em 2014 e que não vão ser necessários em 2015". Um deles é o pagamento das compensações das rescisões de mútuo acordo a que se somam o pagamento do reposicionamento de professores na carreira desde 2010, pago em 2014, onde o Ministério gastou 230 milhões de euros. Para fazer face a esta despesa o MEC tinha uma dotação inscrita no OE/2014 de 86 milhões de euros.

O programa de rescisões para os professores que esteve aberto este ano aumentou os gastos com compensações em 2014, mas traduz-se num alívio para o próximo ano, já que o ministério já terá de pagar salários aos professores que saíram.

Também com o fim da contribuição de 1,25% para a ADSE por parte das entidades empregadoras do Ministério, Nuno Crato vai conseguir uma poupança de cerca de 50 milhões de euros.
Além disso, foi feita a "adaptação do investimento nas empresas públicas reclassificadas" onde se inclui a Parque Escolar que em 2014 recebeu 100 milhões para "a conclusão das obras que tinham sido suspensas". Verbas que em 2015 a empresa, responsável pela requalificação da escola pública, já não vai receber e que está já "a preparar os investimentos que vão ser feitos ainda em 2015" mas cujo volume principal vai ter efeitos em 2016.

Mas o ministro explica ainda que para fazer as contas "temos que olhar para as dotações do OE de 2014 e 2015 nas dotações iniciais". Isto porque "quando estamos a comparar as dotações finais estimadas de 2014 e 2015 estamos a fazer um exercício de comparação que não é o mais adequado. Porque nas dotações finais de 2014 entram as descativações, ou seja, a utilização de verbas adicionais que não entraram neste OE e só entrarão no fim, se forem necessárias".

Isto significa que, o Ministério da Educação prefere comparar as verbas inscritas nas propostas de orçamento, retirando do raciocínio o reforço de verbas que foi atribuído à tutela com o segundo Orçamento Rectificativo de 2014, onde foram transferidos 424 milhões de euros para o Básico e Secundário. Além disso, o ministro desconta as verbas que foram descativadas este ano (100 milhões de euros), considerando que pode não vir a precisar delas.

Contas feitas, a redução de 704 milhões na dotação passa então, descontando todas essas despesas que pesam em 2014 mas que não se verificam no próximo ano, para os 230 milhões de euros. Valor que, Nuno Crato acredita conseguir sem ser necessário encerrar mais escolas do 1º ciclo com poucos alunos e sem dispensar professores.

Isto porque as rescisões que foram "um investimento muito grande" em 2014, somadas à expectativa do ministro do possível aceleramento da aprovação de aposentações, vão permitir "a renovação progressiva do quadro docente" que se traduz em "economias para o sistema".

"Um professor de topo de carreira tem um vencimento superior aos 40 mil euros por ano e trabalha 14 horas, de acordo com a lei". Ora, um docente "que saia do sistema nestas condições é substituído por um professor mais novo, que vai ter um horário de 22 horas e é um professor que ganha bastante menos porque está, à partida, no início da sua vida profissional".

* 230 milhões de euros de corte no orçamento do ministério da Educação é o anúncio de redução da qualidade de ensino público, Crato esteve sempre ao lado dos privados.


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 2111 - ROBOTS


DO FUTURO/1


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HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"


Discriminação dá tribunal em Espanha
Diretor de colégio recusou 
filho de casal 'gay'

O diretor e a responsável de matrículas de um colégio privado de Sevilha, Espanha, vão ser julgados por recusarem inscrever o filho de um casal de homossexuais.
Iván Vallejo e Ricardo Lucas contam que há dois anos, quando tentaram matricular o filho de três anos no colégio Yago School a direção da escola disse não ter vagas. No entanto, quando um deles voltou a tentar, ocultando o facto de ser homossexual e viver com outro homem, já havia vagas.

O diretor e a responsável de admissões da escola são agora acusados de delito "contra os direitos fundamentais e as liberdades públicas garantidas pela Constituição". 

* Quando é que esta cambada de anormais percebe que existe o direito à diferença? Precisa-se mão pesada.


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26-UM POEMA

POR SEMANA


CAMILO


PESSANHA


QUEM POLUIU, QUEM RASGOU 
OS MEUS LENÇÓIS DE LINHO


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dito por

LUÍSA CRUZ

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HOJE NO
"PÚBLICO"

Secretário de Estado plagiou textos sobre a “dimensão moral” da profissão docente

João Grancho copiou, sem citar, dois textos académicos numa comunicação que apresentou num seminário espanhol quando era presidente da Associação Nacional de Professores. O actual governante recusa a acusação de plágio.

Foi num seminário académico espanhol, em 2007, que João Grancho apresentou a sua comunicação. O agora secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário participou, como presidente da Associação Nacional de Professores, ANP, numas Jornadas Europeias, em Múrcia, numa conferência sob o tema "A dimensão moral da profissão docente"

Sete anos depois, as dez páginas da sua participação – que está publicada no site das Jornadas– levantam uma questão sensível. Em algumas partes, o agora governante copia documentos anteriores, da autoria de outros académicos, sem fazer qualquer referência aos autores originais.
O COPISTA

Da parte do secretário de Estado refuta-se a acusação de plágio: "Pretender associar um mero documento de trabalho, não académico nem de autor, nas circunstâncias descritas, a um plágio, é totalmente inapropriado e sem qualquer sentido.”

Em causa estão, antes de mais, sete parágrafos no capítulo sobre “Profissionalidade e Deontologia Docente”. Em mais de uma página, o texto de Grancho reproduz partes de uma comunicação, assinada pelo professor do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, Agostinho Reis Monteiro. Um trabalho que este apresentou em Outubro de 2001, em Lisboa, no seminário Modelos e Práticas de Formação Inicial de Professores. O tema da comunicação de Reis Monteiro era “Para uma deontologia pedagógica”.
João Grancho reproduziu, quase na totalidade, a introdução de Reis Monteiro, além de um parágrafo de outra parte desse trabalho sobre a “questão deontológica”.

Os excertos reproduzidos versam o tema da deontologia na profissão de docente, abordando o carácter “crucial” da deontologia para o “maior prestígio social” da “profissão do professor” e ainda a necessidade da criação de uma comissão deontológica.

Mas o plágio não se limita a este autor. No capítulo final da sua comunicação, Grancho reproduz outros três parágrafos (mais de uma página) de um documento de trabalho da comissão ad hoc do CRUP (Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas) para a formação de professores, cujo título é “Por uma formação inicial de qualidade". Mais de metade desse capítulo – representando mais de uma página – é retirado desse documento datado de Abril de 2000, assinado, entre outros, por João Pedro da Ponte (que na altura liderava o Departamento de Educação da Universidade de Lisboa) e Isabel Cruz (então vice-reitora da Universidade do Algarve).

Os excertos incidiam sobre o Estatuto do Docente Europeu. Aí se pode ler – tanto no paper de Grancho como no de Ponte – sobre a defesa da escola enquanto “missão intelectual e social no seio da sociedade” no sentido da “garantia dos valores universais e do património cultural”.
Grancho não apresenta os excertos em causa como citações, nem faz qualquer referência aos autores originais. Isto, apesar de a comunicação do secretário de Estado incluir uma bibliografia em que são citados cinco autores, sem que nenhum deles sejam Reis Monteiro ou João Pedro da Ponte. 

A comunicação do actual governante foi apresentada nas Jornadas Europeias sobre Convivência Escolar, uma acção de formação contínua organizada pela Dirección General de Ordenación Académica, em colaboração com a Dirección General de Formación Professional e Innovación Educativa. A primeira entidade referida regula os títulos académicos na Comunidade de Múrcia (Espanha). O seminário era dirigido a pessoal docente, e não só, e dava direito a um certificado "equivalente a três créditos de formação", emitido pelo Centro de Professores e Recursos daquela comunidade.

O PÚBLICO contactou as pessoas envolvidas. De acordo com a resposta enviada pelo gabinete de imprensa do Ministério da Educação, a comunicação feita na ocasião pelo actual secretário de Estado era um “mero documento elaborado pela ANP”, servindo apenas de “suporte prévio a uma intervenção oral do seu presidente” e que “mais não representa que o alinhamento mais ou menos organizado de um conjunto de ideias de vários pensadores”. A resposta acrescenta ainda que “intervenções com referência aos escritos do professor Reis Monteiro eram recorrentes, em várias circunstâncias e com o conhecimento do próprio”. Para “contextualizar”, é ainda destacada a “afinidade entre o pensamento da ANP e o pensamento do professor”.

Sobre o segundo documento o gabinete garantiu que o texto de Grancho "não foi produzido para difusão pública, tão-pouco como obra original do então presidente ou da própria ANP. A passagem em causa, como outras que eventualmente possa conter de outros autores, não se pretendia assumir como documento de reflexão própria ou de produção original".
Por sua vez Reis Monteiro, depois de consultar os trabalhos em causa, optou por não se alongar. Admitiu a “reprodução”, mas escusou-se a fazer um juízo de valor sobre o sucedido. Já João Pedro da Ponte, director do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, foi mais assertivo. “Isto é uma cópia integral, nem sequer houve trabalho de disfarçar”, disse ao PÚBLICO. “É um tipo de prática que deve ser condenado na nossa sociedade e é de assinalar que tenha sido feito por uma pessoa com responsabilidades na Educação”, afirma.

Sobre a gravidade do sucedido o professor universitário acrescenta: “Nós no Instituto da Educação consideramos que – e explicamos isso aos nossos alunos – é intelectualmente desonesto copiar um texto como se fosse feito por nós, seja um texto científico ou qualquer outro texto.”

Casos na Europa

Nos últimos anos, surgiram diversos casos polémicos na Europa envolvendo governantes e os seus percursos académicos.A ministra da Educação da Alemanha, Annette Schavan, de 59 anos, demitiu-se em Fevereiro de 2013, depois de ter perdido o título de doutora pela Universidade Heinrich Heine, de Düsseldorf, sob a acusação de ter plagiado a sua tese final.
Não foi o único caso. Em 2011, o ministro alemão da Defesa, Karl-Theodor zu Guttenberg, anunciou a demissão na sequência do escândalo de plágio da sua tese. A saída de Guttenberg foi forçada pela divulgação de passagens da tese de doutoramento que tinham sido copiadas de várias fontes sem serem citadas, o que valeu ao ministro o epíteto de "barão do copy-paste".
Em Abril de 2013, foi a vez de Pál Schmidt. O Presidente da Hungria renunciou ao cargo depois de meses de polémica relacionada com a tese de doutoramento. A Universidade Semmelweis, de Budapeste, retirou o título académico ao político após ter considerado provado que Schmitt fizera plágio na tese que defendera há 20 anos naquela instituição e que versava sobre a história dos jogos olímpicos. Para a maioria dos membros do senado, esse trabalho académico "não respeitava nem os métodos científicos nem éticos" exigíveis.

Partes dos excertos plagiados
"A Deontologia é cada vez mais crucial para a distinção profissional dos professores, por duas razões: porque é um atributo maior do prestígio social de uma profissão e porque a função docente não tem tradição deontológica."
Pág. 7 de Dimensión Moral de la Profession Docente, de João Grancho
"A Deontologia é cada vez mais crucial para a distinção profissional dos professores, por duas razões: porque é um atributo maior do prestígio social de uma profissão e porque a função docente não tem tradição deontológica."
Pág. 1 de Para Uma Deontologia Pedagógica, de A. Reis Monteiro
"Para além disso, a escola tem de afirmar a sua missão intelectual e social no seio da sociedade, contribuindo para a garantia dos valores universais e do património cultural."
Pág. 9 de Dimensión Moral de la Profession Docente, de João Grancho
"Para além disso, a escola tem de afirmar a sua missão intelectual e social no seio da sociedade, contribuindo para a garantia dos valores universais e do património cultural."
Pág. 5 de Por Uma Formação Inicial de Professores de Qualidade, coordenado por João Pedro da Ponte.

* Em Portugal ninguém se demite por uma patacuada destas, excepção a deste membro do governo, faça-se-lhe justiça. Neste governo há de tudo, começou com licenciados por equivalência, afundou no  estado de "citius", não se sabe onde irá parar, não à cadeia, porque a impunidade impera.



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MARIA JOÃO TOMÁS

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A perseguição dos curdos

Numa altura em que se intensificam os combates entre o autoproclamado califado islâmico e os curdos sírios da cidade de Kobani, na fronteira entre a Síria e a Turquia, vale a pena perceber quem são os curdos, e porque a posse dos seus territórios é tão importante.

O Médio Oriente é das zonas do planeta mais rica em diversidade étnica e religiosa. Não nos podemos esquecer que aqui nasceram as três principais religiões monoteístas, o Judaísmo, o Cristianismo e o Islão que, por sua vez, sofreram influências dos cultos antigos que se praticavam nesta região, onde se desenvolveram as primeiras civilizações da humanidade. Os curdos são um destes melhores exemplos, não só porque incorporam várias tribos, como também professam vários credos. São dos povos mais antigos de que há memória, sendo já mencionados nos registos escritos da Suméria, há mais de cinco mil anos.

Sempre habitaram o denominado Curdistão, uma região muito rica, hoje repartida pela Síria, Iraque, Turquia, Irão e Arménia. Ao longo dos séculos, sobreviveram a diversas invasões, fizeram várias diásporas, mas mantiveram a sua língua, cultura e identidade, mesmo após a queda do Império Otomano, no fim da I Guerra Mundial, e a criação do Médio Oriente que hoje conhecemos. Com o tratado de Sèvres 1919-1923, a França e a Grã-Bretanha dividiram o Curdistão por cinco países, percebendo-se, assim, porque a independência e autonomia dos curdos é geopoliticamente incómoda. É também nas montanhas do Curdistão que nascem os rios Tigre e o Eufrates, as duas fontes de vida do Médio Oriente que, graças ao declive dos seus caudais, prestam-se à construção de barragens para produção de eletricidade, como seja o mega projeto Southeast Anatolia Project, responsável pelo fornecimento de uma parte substancial da energia da Turquia. Mais recentemente, descobriram que, além do gás e do ouro, são a sexta maior reserva de petróleo do mundo, levantando de imediato o interesse das maiores companhias mundiais, como a Exxon, Total e Chevron.

Ao longo do século XX, as diferentes etnias espalhadas pelos cinco países tentaram por várias vezes a independência em guerras sangrentas, e tristemente célebres, sendo que até os seus partidos políticos foram repetidamente proibidos de existir, como na Síria, ou simplesmente considerados como organizações terroristas, como o PKK da Turquia, PJAK do Irão.

No Iraque, desde 1992, e depois da Guerra do Golfo e estabelecimento de zona de exclusão aérea no norte do país, o Curdistão conseguiu ter um governo próprio. Após a remoção de Saddam Hussein, e a ratificação da nova constituição do Iraque, em 2005, obtiveram o estatuto de região autónoma, sendo conhecida pela segurança e estabilidade. Mas foi caso único, porque nos restantes países a perseguição continuou.

Quando eclodiu a guerra na Síria, país onde nem sequer eram reconhecidos como etnia, os curdos começaram a lutar pela sua terra a norte e a leste, perto da fronteira da Turquia e do Curdistão iraquiano, combatendo contra as tropas de Assad, contra os rebeldes e agora, mais recentemente, contra os jihadistas e takfirs do ISIS, estes últimos determinados em controlar a água e o petróleo que os curdos têm.

Não será de espantar, por isso, que a guerra pelo controlo das montanhas do Curdistão se agudize e se intensifique. Se na da Síria assistimos a uma espécie de proxy-war, ou seja, uma "guerra por procuração", onde as grandes potências externas, não querendo envolver-se diretamente, tentam controlar e defender os seus interesses, agora a todos convém enfraquecer os curdos. Acresce-se o facto de serem muito tolerantes, e de professarem vários credos tonando-os, por isso, alvos fáceis de justificar religiosamente, quer pelos sunitas mais fundamentalistas, mas sobretudo pelos energúmenos do califado islâmico, que os consideram infiéis.

Não se esperam tempos fáceis para os curdos.

IN "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
16/10/14


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305.UNIÃO


EUROPEIA



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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"


Juízes defendem em acórdão que 
sexo já não é importante aos 50

Supremo Tribunal Administrativo reduziu indemnização a mulher de 50 anos que, por erro médico, não consegue ter sexo. Nesta idade, o sexo "não tem importância que assume em idades mais jovens". 
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O caso remonta a 1995 e aconteceu na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa: a mulher estava a ser acompanhada devido a um problema ginecológico que lhe causava infeções frequentes na zona genital, escreve hoje o Correio da Manhã. Os médicos decidiram que o problema seria resolvido com uma cirurgia que retiraria duas glândulas da zona vaginal.
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Mas, durante a operação, um nervo foi cortado por engano, o que fez com que a doente passasse a sofrer de incontinência urinária, dores fortes, dificuldade em estar sentada e incapacidade para manter relações sexuais.

O caso foi julgado e, em primeira instância, foi atribuída à vítima uma indemnização de 175 mil euros, que o Supremo Tribunal Administrativo reduziu agora para 111 mil, alegando no acórdão que "aos 50 anos, a atividade sexual não tem a importância que assume em idades mais jovens". No acórdão refere-se ainda que a mulher já tinha dois filhos, o erro médico agravou uma situação que já era dolorosa e que "à medida que a idade avança, a importância do sexo vai diminuindo". 


* Nem sabemos por onde começar. Talvez sugerir uma concentração à porta do STA, de pessoas com mais de 50 anos que gostam muito de sexo e de que praticar é muito importante para elas.
Esta sentença é de uma justiça desumana machista absolutamente inconstitucional. 
Algum dos senhores juízes é falicamente preguiçoso???

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ENCONTROS IMEDIATOS 
COM VÉNUS

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Uma produção "EURONEWS"


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7-O MEU BAIRRO 


BENFICA


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Neste episódio Ana Sousa Dias percorre as ruas do Bairro de Benfica com o jornalista Mario Zambujal.
O bairro, desenvolvido a partir do séc.XVII em torno do convento de S.Domingos, cresceu depois do terramoto com os lisboetas que fugiram da Baixa.

Zambujal, que vive no bairro há 45 anos é o nosso guia de excelência através da Mata de S.Domingos, o Palácio Fronteira, o Bairro Grandella, o Beau Sejour, o Jardim Zoológico, a Chafariz de S. Domingos e o renovado Estádio da Luz.

www.reabitar.pt | Reabi(li)tar
O Meu Bairro
Episodio 7 Benfica
Jornalista Mário Zambujal
RTP2

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HOJE NO
"RECORD"

FIFA em situação "muito delicada" 
se divulgasse relatório na íntegra

A publicação integral do designado relatório Garcia, que investigou os processos de atribuição das organizações dos Mundiais de 2018 e 2022, colocaria a FIFA numa "situação jurídica muito delicada", explicou esta sexta-feira o organismo.
MÃOS LIMPAS

"Publicar integralmente o relatório de inquérito colocaria a Comissão de Ética e a FIFA no seu todo numa situação jurídica muito delicada", observou Hans-Joachim Eckert, presidente da câmara de julgamento da Comissão de Ética, em entrevista publicada no sítio oficial do organismo que rege o futebol mundial na Internet.

A FIFA já tinha informado que o relatório de 350 páginas elaborado por Michael Garcia, antigo procurador federal norte-americano, sobre a atribuição dos Mundiais de futebol de 2018, à Rússia, e 2022, ao Qatar, manter-se-ia secreto, a fim de garantir a confidencialidade das fontes. "Devemos respeitar os direitos das pessoas mencionadas no relatório, o que pode ser comprometido caso se proceda à sua publicação integral. Michael Garcia nunca disse que o relatório devia ser publicado na totalidade", assinalou Hans-Joachim Eckert.

A Rússia ganhou a corrida à organização do Campeonato do Mundo de 2018 numa segunda votação, depois de a Inglaterra ter sido eliminada na primeira, com um total de 13 votos, contra sete da candidatura ibérica (Portugal e Espanha) e dois do projeto conjunto entre a Holanda e a Bélgica.

O Qatar foi escolhido para anfitrião do Mundial de 2022, na sequencia de quatro votações. Após as sucessivas eliminações da Austrália, Japão e Coreia do Sul, o Qatar venceu a candidatura dos Estados Unidos por 14 votos contra oito. 

* Revelado o que já sabíamos, a FIFA está acima da lei, significa que os seus dirigentes são uns "fora da lei".


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Taylor Swift


Shake It Off

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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Romance
 "O meu irmão" vence Prémio LeYa

O autor premiado tem 24 anos e, segundo o próprio, que esteve presente na cerimónia do anúncio na sede do grupo editorial, em Alfragide, é trineto do escritor Eça de Queiroz.
O presidente do júri, Manuel Alegre, disse que o livro "trata de um tema delicado que podia suscitar uma visão sentimental vulgar: a relação entre dois irmãos, um deles com Síndroma de Down".
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O júri salientou que a realidade foi "trabalhada de uma forma objetiva e com a violência que estas situações humanas podem desenvolver" e que o romance faz "um retrato social que evita tomadas de decisão fáceis, obrigando a um investimento numa leitura que nos confronta com a dificuldade de um mundo impedoso".
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Afonso Reis Cabral nasceu em Lisboa, cresceu e estudou no Porto até ao ensino secundário. Em 2005 publicou o livro de poemas "Condensação", escrito entre os 10 e os 15 anos.

Atualmente a trabalhar na editora Alethêia, o vencedor é licenciado em Estudos Portugueses e Lusófonos pela Universidade Nova de Lisboa, onde fez também um mestrado de Estudos Portugueses.
Ao Prémio Leya de Literatura concorreram 361 originais de autores de 14 países.

Além de Manuel Alegre, o júri integrou ainda os escritores Nuno Júdice, Pepetela e José Castello, assim como José Carlos Seabra Pereira, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Lourenço do Rosário, reitor do Instituto Superior Politécnico e Universitário de Maputo, e Rita Chaves, professora da Universidade de São Paulo.

No ano passado, o galardão distinguiu, pela primeira vez, uma mulher, Gabriela Ruivo Trindade, de 43 anos, portuguesa residente no Reino Unido, pelo romance "Uma outra Voz".

O primeiro vencedor do Prémio LeYa, em 2008, foi o romance "O Rastro do Jaguar", do jornalista brasileiro Murilo Carvalho.

Em 2009 venceu o romance "O Olho de Hertzog", do escritor moçambicano João Paulo Borges Coelho, na edição de 2010 o júri decidiu, por unanimidade, não atribuir o Prémio LeYa dada a falta de qualidade dos originais a concurso, em 2011 foi distinguido o romance "O Teu Rosto Será o Último", estreia literária do português João Ricardo Pedro, e em 2012 venceu o português Nuno Camarneiro, com o romance "Debaixo de Algum Céu".

* É um gosto saber de gente tão nova a escrever com tanta classe. Trineto de peixe sabe nadar.



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EM BREVE NO SEU TABLET

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APLICATIVOS DA ADOBE PARA A MICROSOFT
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HOJE NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

Portugal entre os países onde o PIB mais
. cresceu devido a efeitos contabilísticos

O nível do PIB português de 2010 cresceu 4,1%, devido à implementação de alterações metodológicas e a uma melhoria no apuramento estatístico, consequência da introdução do SEC 2010. Um das maiores revisões da Europa.
Segundo os dados publicados esta manhã, 17 de Outubro, pelo Eurostat, em média, os estados membros da Zona Euro tiveram uma revisão em alta do seu produto interno bruto (PIB) de 2010 de 3,5%, devido a alterações na fórmula de cálculo do indicador. Na União Europeia, foi 3,7%. Portugal superou estas médias comunitárias, vendo o seu PIB avançar 4,1%.

As alterações ao PIB – indicador que mede a produção de bens e serviços na economia ao longo de um ano – deveram-se à substituição do Sistema Europeu de Contas 95 pelo de 2010. Entre as mudanças, está o facto de a despesa com Investigação e Desenvolvimento (I&D) passar a contar como investimento, em vez de consumo intermédio, um caminho seguido também pelos gastos com equipamento militar. Actividades ilegais como a prostituição ou o tráfico de drogas também passaram a contar para o PIB. Entre as melhorias estatísticas conta-se a introdução de informação obtida nos últimos censos.

Dos países da União Europeia, o campeão das revisões é, sem dúvida, Chipre, cujo PIB de 2010 é revisto em alta 9,5%, seguindo pela Holanda com um crescimento de 7,6%. Ambas as revisões se justificaram essencialmente por uma melhoria do apuramento estatístico. À frente de Portugal na dimensão da revisão surgem ainda Suécia, Reino Unido, Finlândia, República Checa e Irlanda. Porém, os 4,1% de Portugal superam os valores observados em países, como Itália (3,4%), Alemanha (3,3%) ou Grécia (1,8%).

A Letónia foi o único estado membro da UE a sofrer uma ligeira revisão em baixa do seu nível de PIB, de -0,1%.

Recorde-se que embora tenha efeitos positivos no PIB, a introdução das novas regras do SEC 2010 tiveram um impacto negativo para o défice orçamental e a dívida pública. 

* Chama-se "inginharia financeira" e tem como objectivo falsear a realidade, tal como o fazem políticos e banqueiros que conhecemos.



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COÇA, COÇA/1















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