domingo, 25 de maio de 2014

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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 O QUE NÓS

OBSERVAMOS!
 


A CRONOLOGIA DO AJUSTAMENTO







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5-O QUE SE 


OUVIU POR AÍ!

«Há umas dezenas de anos, na Europa, houve um partido [Nacional Socialista] que disse que os judeus eram um vírus que era preciso exterminar. O PS não é um vírus mas um grande partido da democracia e da tolerância.»

Manuel Alegre
PS


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NSA






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CARICATOS

































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4-O QUE SE 


OUVIU POR AÍ!

«Eu vou ser o Mestre de Aviz na União Europeia.»

José Manuel Coelho
Partido Trabalhista Português



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HOMEM VERSUS
MULHER 

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3-O QUE SE 


OUVIU POR AÍ!

«Em política deve-se escolher os melhores e não os mais fiéis.»


António Marinho Pinto
Partido da Terra


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1- OS DEZ MELHORES


 SUBMARINOS


DE GUERRA


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Somos anti-belicistas mas nada nos impede editar exemplos de despesas absurdas na indústria da guerra. Por isso é que depois da II Guerra Mundial nunca mais houve uma hora de paz absoluta no planeta terra.


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2-O QUE SE 


OUVIU POR AÍ!


«O Livre tem uma lista de cidadãos, escolhida por cidadãos.»

Ricardo Araújo Pereira
Partido Livre



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NICOLAU DO VALE PAIS

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Incêndios e abstenção:
 é para deixar arder?  

A abstenção não é nenhum extintor, mas sim gasolina na fogueira.

Neva na Serra da Estrela às portas dos Santos Populares: falemos de eleições.

Ao céptico não lhe ocorre que o ambientalista possa estar certo nos fins, mesmo que obtuso e utópico nos meios; ao abstencionista não lhe ocorre que o seu acto possa ter, como resultado indirecto, o fim do direito a que tão galantemente renuncia. Esclarecedores dias, estes, em que a consequência de não votar pode desembocar num futuro negro que demonstrará tarde demais que a abstenção não é nenhum extintor, mas gasolina na fogueira. Ide votar, portanto, mesmo que sem caneta, e desculpem se me repito: façam uns chifres no boletim, se preciso for; dessa forma, o vosso gesto não será alvo das mais erráticas e obscuras interpretações demagógicas e será só isso mesmo - um par de chifres.

Não votar tem a eficácia das imagens do país a arder ao vivo e em directo, ano após ano, nos telejornais - a eficácia "zero". Temo que chegue o dia em que a indiferença tome proporções tais que, ao invés de se transformar num pretenso protesto afirmativo e libertário, se transforme em argumentação falaciosa para a edificação de uma prisão pior - muito pior - do que este asilo em que achamos que vivemos. A falta de participação cívica - onde se inclui, entre outros "pormaiores", o abstencionismo eleitoral - é o óleo da máquina compressora em que está transformado o eixo político-mediático; "eles", como gostamos hoje em dia de generalizar, vivem tanto do voto como da falta dele - é a nós que faz falta o sufrágio, e é sobre esse vácuo que tem avançado, sub-reptícia e tentacularmente, a criação de um sistema venal e hipócrita, responsável pelo abandono de pessoas e valores, mas cheio de homens providenciais. Não consigo encontrar melhor metáfora para este desatino generalizado do que a forma inexpugnável como, ano após ano, hectare após hectare, se deixa arder o país. Votar deveria ser um acto de prudência, como não acender fogueiras em pleno Verão - qualquer descuido pode tornar-se numa calamidade colectiva que os pequenos delitos individuais não deixavam, na sua aparente simplicidade inofensiva, antever. O culto catastrofista nacional não leva a lado nenhum; virar-lhe a cara, também não.

Não interessa se você é "neo-hippie" e tem como "slogan" lírico o vetusto "não herdámos o planeta dos nossos pais, pedimo-lo emprestado aos nossos filhos"; tão pouco interessa se o seu enviesamento neo-liberal o leva a achar que "money talks and bullshit walks" - de facto, tal e qual como a abstenção, estamos a falar de problemas cuja solução não tem receita, apenas caminho. Essa tomada de consciência começa no fim da denegação implícita que surge no paradoxo de se criticar um sistema e, ao mesmo tempo, recusar-se a participar dele. Entender a urgência em recuperar a relação de afecto com "a terra" (ou com o mar e as pescas, vai dar ao mesmo) seria, na minha opinião, uma forma transversal de eficácia inédita no que toca à refundação do sistema político e da própria noção de Estado - resolver esse vazio, uma missão difícil, mas possível, para o próximo Presidente da República; isto enquanto, lá está, ainda podemos votar e cheirar algumas cerejeiras no meio do eucaliptal lusitano.

Na sexta-feira 9 de Maio, o "Jornal de Notícias" assinalava na capa um número espantoso: entre o consumo de património florestal e recursos gastos a combatê-lo, os incêndios custaram ao país, em 11 anos, qualquer coisa como 2,9 mil milhões de euros - ou seja, 10% da dívida nacional. Uma barbaridade só ultrapassada por outra, em que ninguém parece querer pensar a sério: os incêndios estão na nossa memória colectiva como um tsunami ou um qualquer outro armagedão, amputando à nossa cultura outros tantos biliões incomensuráveis em auto-estima e descrença na mutualização da responsabilidade pública, que deveria ser o pilar salutar de qualquer democracia civilizada. Como votar.

IN "JORNAL DE NEGÓCIOS"
23/05/14


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191.UNIÃO




EUROPEIA

ABC DA EUROPA
LETRA "P"

O Negócios lançou em parceria com a Universidade Católica uma nova ferramenta para nos ajudar a percorrer os caminhos da União Europeia e a descodificar o seu jargão.
 
 O trabalho foi coordenado pelos professores Armando Rocha e Luís Barroso, e pela jornalista Eva Gaspar, tendo envolvido directamente alunos da Católica.

Reproduzimos com o devido respeito
 
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Pacto de Estabilidade e Crescimento -
Adotado no contexto da União Económica e Monetária, destina-se a assegurar a disciplina orçamental dos Estados-Membros, com vista a evitar a ocorrência de défices excessivos. Institui um procedimento de vigilância por parte da Comissão Europeia, com a possibilidade de o Conselho aplicar sanções.
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Parlamento Europeu -
No quadro institucional da União Europeia, é ao Parlamento Europeu que cabe realizar o princípio da democracia representativa, garantindo que os cidadãos se encontram diretamente representados no plano da União Europeia. Os deputados organizam-se em grupos políticos partidários e multinacionais, e não em função da sua nacionalidade. É legislador de pleno direito, em paridade com o Conselho.
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Política Agrícola Comum -
Criada em 1962, tem por objetivos assegurar o abastecimento regular de produtos agrícolas, proteger o meio ambiente e manter a viabilidade social e económica dos aglomerados rurais. Tendo sido alvo de profundas reformas, é sobretudo conhecida pelos subsídios atribuídos aos agricultores e programas de desenvolvimento em várias áreas agrícolas.
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Política Comum de Pescas -
É uma das mais antigas políticas da União Europeia. na fixação de regras e quotas de pesca com a finalidade de promover a sustentabilidade económica e ambiental da pesca e aquacultura no espaço europeu (reforçada pela reforma em 2014). Concebida para gerir um recurso comum, esta política confere a todas as frotas de pesca europeias igualdade de acesso às águas e aos pesqueiros da UE e permite uma concorrência leal entre os pescadores.
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Política fiscal europeia -
A fiscalidade é um domínio em que a harmonização europeia é limitada, uma vez que os Estados-membros preservam a sua prerrogativa de soberania em relação aos impostos diretos, e o poder de fixar a taxa de IVA (ainda que dentro de limites europeus). Há algumas propostas para se avançar com uma política fiscal europeia, mas condicionada pelos princípios da proporcionalidade e da subsidiariedade.
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Políticas da União -
Conjunto de medidas implementadas pela União Europeia que visam a integração europeia e a criação de uma política comum entre os vários Estados-Membros. Incidem sobre vários domínios: ex. agricultura, pesca e produtos alimentares; clima; cultura, educação e juventude; economia, finanças e fiscalidade; emprego e direitos sociais; energias e recursos naturais; ambiente, saúde e consumidores; regiões e desenvolvimento local; ciência e tecnologia; ou transportes e viagens.
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Presidente do Conselho Europeu -
Figura introduzida pelo Tratado de Lisboa, é responsável por garantir a coerência e continuidade nos trabalhos do Conselho Europeu e maior independência face aos interesses nacionais. É eleito pelo Conselho Europeu para um mandato de dois anos e meio, renovável por uma única vez. O antigo primeiro-ministro belga, Herman Van Rompuy, foi o primeiro titular do cargo.
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Primado (Princípio do —) -
Princípio que determina que, em caso de conflito, as normas de direito da União prevalecem sobre normas de direito interno, inclusive sobre normas constitucionais. É um elemento de integração política, que tem na sua génese a ideia do direito da União como ordem jurídica própria, autónoma e não subordinada às ordens jurídicas nacionais.
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Processo legislativo ordinário -
O processo legislativo ordinário foi nominalmente introduzido pelo Tratado de Lisboa, mas representa uma reformulação do processo de co-decisão na versão anterior dos Tratados. Na sua atual formulação, visa reforçar a legitimidade democrática dos atos legislativos europeus, que são adotados conjuntamente pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho, co-legisladores em pé de igualdade.
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Proteção de dados pessoais -
Sendo um dos domínios em que o Direito é mais pressionado pela globalização, e mais concretamente pelo derrube de barreiras físicas que a internet e a circulação de dados pessoais no âmbito de atividades quotidianas, os Estados-membros sentiram a necessidade de desenvolver uma política e uma autoridade de proteção de dados pessoais a nível europeu. A diretiva correspondente data de 1995, tendo a Comissão Europeia proposto uma reforma em 2012, mais protetora dos direitos dos cidadãos, que aguarda aprovação.
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Proteção dos consumidores -
A União Europeia tem protegido a saúde, segurança, informação, educação e interesses dos consumidores. Em harmonia com este objectivo, a legislação estabelece um nível mínimo de proteção, o qual poderá ser elevado pelos Estados-Membros através de legislação nacional. Esta política garante aos consumidores, independentemente de onde se encontrem dentro da União Europeia, a proteção e defesa dos seus direitos e interesses.
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Provedor de Justiça -
Nomeado pelo Parlamento Europeu, é competente para receber queixas apresentadas por cidadãos, residentes ou empresas sediadas na União Europeia e respeitantes à má administração (i.e., ilegalidade) por parte das instituições, órgãos ou organismos da União Europeia.
 


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1-O QUE SE 


OUVIU POR AÍ!



«O surf não tem sido usado como deveria ser em favor do desenvolvimento local e até mesmo da protecção ambiental.»

Marisa Matias
BLOCO DE ESQUERDA


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 QUÍMICA NA


AGRICULTURA

3- CORRECÇÃO DE
ACIDEZ E ADUBAÇÃO

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ESPECIAL 
ELEIÇÕES
EUROPEIAS
Sr./a Visitador/a 


HOJE o seu voto é importante, a abstenção só beneficia quem o tem prejudicado, mostre o seu descontentamento votando. 


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Capriccio Italiano
P.Tchaikovsky

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ESTA SEMANA NO
"SOL"

OCDE avisa que exames de 4.º ano 
têm potencial de exclusão social

Os exames de 4.º e 6.º ano em Portugal podem ter sido introduzidos demasiado cedo no percurso escolar dos alunos, tendo "potencial penalizante" para agravar o risco de reprovação e de exclusão social, alertou um analista português da OCDE.

No final de uma conferência subordinada ao tema "Compromissos na Educação", que decorreu na sexta-feira na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, o analista chefe da Direcção da Educação e das Competências da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), Paulo Santiago, em declarações à Lusa, sublinhou que os exames têm uma importante função de validação de conhecimentos no sistema de ensino, mas que só fazem sentido quando os alunos são confrontados com mudanças e escolhas, como na definição de uma área de interesse do 9.º para o 10.º ano, ou no final do ensino secundário, para prosseguir estudos superiores.

A OCDE entende que entre os mais jovens os testes devem ter uma função de diagnóstico, para permitir a orientação dos alunos e a superação de dificuldades, retirando o peso de um exame final, com consequências para o percurso escolar dos alunos.

Frisando que a nível europeu apenas existem exames de 4.º ano na Bélgica e na Turquia, Paulo Santiago sublinhou o potencial de exclusão social que estes exames podem ter.

"O que mostra a investigação a nível de educação é que o factor mais importante é a envolvente socioeconómica do aluno: se tem um quarto para estudar, se tem pais que o empurram para estudar, tudo isso vai aparecer na nota do aluno. Se o exame é penalizante, no sentido que conta para a potencial reprovação, a proporção dos que vão reprovar é bastante mais significativa, e o que isso quer dizer é que o exame pode eventualmente ter uma função de exclusão social", afirmou o analista da OCDE.

Paulo Santiago referiu que em Portugal há uma tendência para equiparar as notas dos exames aos resultados das aprendizagens e que em muitos países apenas se introduzem notas quantitativas no percurso escolar dos alunos a partir dos 13, 14 anos.

"[Até essas idades] o que é preciso é fazer um diagnóstico sobre a progressão do aluno e reflectir sobre os conselhos que se podem dar para que possa melhorar a sua aprendizagem", disse.
Paulo Santiago deixou ainda alertas sobre as escolhas precoces de uma via profissionalizante, sublinhado também o "potencial de penalização" para a carreira e o futuro dos jovens que escolhem este caminho demasiado cedo.

Por uma questão de maturidade dos alunos, a OCDE entende que essa escolhe nunca deve ser feita antes dos 14, 15 anos.

"O que analisamos em muitos outros países é que quando essa escolha é feita de uma maneira muito precoce, aos 10, 11, 12 anos, que pode ter implicações em termos da carreira futura e das oportunidades laborais. Os alunos ainda não estão suficientemente maduros. O que notamos na análise nos outros países é que há uma proporção maior de alunos nessas vias profissionalizantes que vêm de famílias mais desfavorecidas. Há o risco de ter um impacto negativo em termos de equidade, de dar oportunidades", disse.

Paulo Santiago disse ainda que considera "surpreendente que não haja mais políticas de acção para desenvolver as competências e aprendizagens dos alunos", mas não quis fazer comentários sobre as situações concretos do programa Novas Oportunidades e dos nos centros de qualificação, por não terem sido objecto de análise da OCDE.

"Portugal está a fazer um projecto com a OCDE sobre estratégias para desenvolver competências e o tema da aprendizagem dos adultos está incluído, mas ainda não há resultados", adiantou.

* Quanto a nós exames de 4º e 6º ano não serão factores de exclusão se forem bem estruturados e dimensionados, é importante que as crianças sintam algum clima de exigência. 
A exclusão tem outras origens, a discrepância entre muito ricos e muito pobres, a pulverização da classe média  e a incompetência do governo.


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ESPECIAL 
ELEIÇÕES
EUROPEIAS
Sr./a Visitador/a 

HOJE o seu voto é importante, a abstenção só beneficia quem o tem prejudicado, mostre o seu descontentamento votando. 


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MAZDA

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ESTA SEMANA NO
"EXPRESSO"

Precisa de tirar o cartão de cidadão? 
Prepare-se para esperar. E desesperar

O Expresso foi em digressão pelas Lojas do Cidadão que restam em Lisboa em semana de grande afluência. Descubra onde menos se desespera.

Apenas esta quinta-feira, depois de já ter tentado três vezes, Tiago Ferreira ganhou coragem para aguentar tanto tempo de espera. Chegou à Loja do Cidadão das Laranjeiras por volta das 6h45 da manhã. Às 8h30 conseguiu a senha número quatro e foi das primeiras pessoas a ser atendida. A situação causa transtorno. "Tive de acordar muito mais cedo e vou trabalhar às onze", disse ao Expresso. Esteve duas horas à espera para ser atendido.
Na mesma fila estavam mais de cem pessoas, metade das quais para fazer ou renovar o cartão de cidadão. 

Na terça-feira, às 9h30, a espera era também de duas horas. As senhas para o cartão de cidadão já iam no 145. A sala de espera estava lotada. Havia quem tivesse chegado de madrugada. A loja abriu eram 8h30 e uma hora depois apenas 25 pessoas tinham sido atendidas. 
A afluência a este serviço tem vindo a diminuir, mas algumas horas de espera ainda são garantidas.
Rui (nome fictício) chegou na terça-feira às Laranjeiras eram 9h40, retirou a senha número 154. 

Quando percebeu as duas ou mais horas de espera que o aguardavam decidiu ir-se embora. Mas antes, perguntou à funcionária como podia fazer para agendar a marcação. Foi-lhe entregue um número de telefone e a resposta foi: "Pelo que sei, são pelo menos três meses de espera". Ligou de imediato, na presença do Expresso. Não foi fácil, nem eficaz. "Tinha muitas opções para escolher e muito tempo de espera, além de que era paga", conta.
Grávidas, bebés e idosos respiravam de alívio no meio das centenas de pessoas que ainda esperavam. Embora muitos deles não soubessem, podiam tirar a senha V, porque tinham prioridade e um funcionário chamava-os insistentemente para serem atendidos. Ainda assim, nem todos viam as suas condições reconhecidas. Ana Vieira está grávida, mas ficou surpreendida quando um funcionário lhe disse que era necessária a apresentação de um comprovativo de gravidez. "Não está escrito em lado nenhum as condições para as senhas prioritárias", constatou. Nem Ana sabia, nem João, de 68 anos. "Não está escrito em lado algum que temos prioridade dos 65 anos para cima. Afinal, estive tanto tempo à espera desnecessariamente", reclamou.
Quem se despachava, pouco tempo tinha para falar com o Expresso. A justificação era quase sempre a mesma: tinham de ir trabalhar e já estavam atrasados. Todas essas pessoas que até às 9h30 estavam a ser atendidas tinham chegado ainda antes de a loja abrir. Tudo isto, num dia meio chuvoso.

 Para quem não conseguia um lugar na sala de espera e não queria aguardar tanto tempo de pé a funcionária explicava que, na senha retirada, estava um código que permitia, enviando uma SMS, receber outra de volta a informá-lo que já só faltavam nove senhas para ser atendido. Uma lufada de ar fresco para quem tanto tinha de esperar.
Às dez da manhã já a senha número 34 era atendida, o que resulta numa média de 25 senhas por hora, quando não há desistências. Diz quem ali trabalha que dão senhas conforme a afluência. Há dias em que terminam por volta das 14h. Normalmente, emitem cerca de 300 senhas por dia. Mas esta terça e quarta-feira foi diferente. Às 16h de terça ainda se podia tirar a senha C (para tratar do pedido do cartão de cidadão) e já tinham sido tiradas 500 senhas.
O Expresso contactou a AMA (Agência para a Modernização Administrativa), responsável pela rede de Lojas do Cidadão, com o objetivo de perceber o porquê de tanta afluência. Responderam que, de acordo com o Instituto dos Registos e Notariado (Ministério da Justiça) "a principal causa terá sido a primeira vaga de emissões de cartões de cidadão que estão a caducar simultaneamente, num curto espaço de tempo". Há cinco anos, só em Lisboa, foram atribuídos cerca de 200 mil cartões de cidadão.

A AMA acrescenta ainda que tem tentado assegurar os níveis de serviço e atendimento e em "trabalhar com o Instituto do Registo e do Notariado e outros serviços" que constituam alternativas a quem se desloca à Loja do Cidadão das Laranjeiras.

No concelho de Lisboa, há neste momento mais quatro locais onde é possível fazer ou renovar o cartão do cidadão. Ao que o Expresso apurou, a que está com melhores condições de serviço e menos tempo de espera é o recente Departamento do Cartão do Cidadão, no edifício J do Campus da Justiça de Lisboa, no Parque das Nações.

EM DIGGRESSÃO PELAS LOJAS
Ponto da situação terça, dia 20
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Campus da Justiça de Lisboa
Além de haver menor afluência é possível fazer agendamento no local, sem ter de permanecer na fila de espera. O agendamento, com dia e hora marcada, resultaria em menos de uma semana de espera. A espera para o atendimento no próprio dia rondava entre hora e hora e meia e os lugares para sentar eram vários. Às 11h45 os números de espera eram apenas 50 - nada comparado à Loja do Cidadão de Marvila.
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Centro comercial da Bela Vista
Para quem vai de metro, a Loja do Cidadão de Marvila é das mais acessíveis, pois o metro tem saída mesmo para o centro comercial da Bela Vista. Mas o tempo de espera assusta quem lá entra. Ao que o Expresso constatou, o tempo de espera era acima das três horas. Já os agendamentos rondam os três meses de espera. E as pessoas desesperam.
A loja abriu as portas eram 9h. Às 12h30 a senha que se retirava tinha o número 161, mas os atendimentos estavam lentos e ainda não tinha sido despachadas 80 pessoas.
Comparando com o Departamento do Cartão do Cidadão, na Expo, a afluência é maior e os atendimentos são mais lentos. Enquanto na Expo, em três horas mais de 100 pessoas foram atendidas, na Loja do Cidadão de Marvila, em três horas e meia, nem 80 pessoas tinham sido chamadas.
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Fontes Pereira de Melo
Mais perto do centro, perto da saída do metro de Picoas encontramos a Conservatória do Registo Civil de Lisboa, onde no piso -1 também é possível fazer ou renovar o cartão de cidadão. Sítios para sentar encontravam-se, mas a situação de espera era caótica. Segundo quem estava a duas senhas de ser atendido, por volta das 13h30, o tempo de espera era superior as três horas - sendo "basicamente três horas e meia de espera", contou ao Expresso um cidadão que não quis ser identificado.
À hora de almoço, eram mais de 100 os números à frente de quem tirava a senha M e uma estimativa feita pelo Expresso aponta que, no espaço de uma hora, apenas 30 pessoas estivessem a ser atendidas. Ainda assim, na quinta-feira a situação esteve ligeiramente melhor.
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Avenida Elias Garcia
Não muito longe da Conservatória do Registo Civil de Lisboa, numa transversal sensivelmente a meio da Avenida da República, encontramos a RIAC (Rede Integrada de Apoio ao Cidadão) onde é possível comprar produtos tradicionais dos Açores e tirar o cartão do cidadão. Ao entrar, uma funcionária explica, prontamente, que para sermos atendidos temos de fazer agendamento. "Neste momento, penso que estejamos a realizar o agendamento de julho", explicava a mesma funcionária. Um total de, pelo menos, um mês e meio de espera. Não tão assombroso como o tempo de espera das lojas do cidadão.

* Tudo isto devido à paranóia "economezita" do governo.


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ESPECIAL 
ELEIÇÕES
EUROPEIAS
Sr./a Visitador/a 


 HOJE o seu voto é importante, a abstenção só beneficia quem o tem prejudicado, mostre o seu descontentamento votando. 


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MAS QUE MANEQUINS























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ESTA SEMANA NA

"SEMANA INFORMÁTICA"

Incubadora Taguspark de portas abertas

Um dia aberto à inovação e à troca de ideias e experiências empreendedoras

A apoiar empreendedores no processo de desenvolvimento sustentado e ideias de negócio e start-ups de base tecnológica, designadamente nas áreas das Tecnologias de Informação, Comunicação e Electrónica, Biotecnologia e Ciências da Vida, nos últimos dois anos, a Incubadora  Taguspark abre dia 29 de Maio, pelas 10h00, as portas a todos os que queiram conhecer a comunidade e os projectos da incubadora.

* Um importante certame.

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