quarta-feira, 9 de abril de 2014

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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 O QUE NÓS

FIXAMOS









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O DISFARCE 
DA FOME


























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O EMPOBRECIMENTO
e
A REESTRUTURAÇÃO DA DÍVIDA



CLIQUE EM "Programa OLHOS NOS OLHOS"

Se no dia indicado acima não teve oportunidade de ficar mais esclarecido sobre estes dois temas, dispense-se tempo para se esclarecer agora, este programa é extenso mas terrívelmente claro e polémico.
Fique atento às declarações do Economista Victor Bento


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HOJE NO
"i"

PSD e CDS vetam discurso de militares
 de Abril no parlamento

Capitães de Abril querem falar nas comemorações oficiais na Assembleia da República.Direita é contra. PS prefere não tomar posição até o assunto ser discutido no parlamento 
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O PSD e o CDS rejeitam a exigência dos militares de Abril de discursarem nas comemorações oficiais dos 40 anos do 25 de Abril na Assembleia da República. O PS e os comunistas aguardam que o assunto seja debatido formalmente no parlamento para tomarem uma posição e o BE entende que é possível "dar voz" aos protagonistas da revolução.

A proposta foi feita por Vasco Lourenço e aguarda ainda uma resposta da presidente da Assembleia da República, que contactou o presidente da Associação 25 de Abril para tentar convencer os "capitães de Abril" a marcarem presença na sessão solene no parlamento, ao contrário que aconteceu em 2012 e 2013.

"Não iremos se não formos convidados para usar da palavra. Queremos usar da palavra de pleno direito com usam os deputados e o Presidente", diz ao i Vasco Lourenço.

O assunto será debatido numa das próximas conferências de líderes, mas PSD e CDS não simpatizam com a proposta dos capitães de Abril. Nuno Encarnação, deputado do PSD e do grupo de trabalho que está a preparar as comemorações no parlamento, defende que "as cerimónias sempre se realizaram com este formato e é assim que devem continuar". Questionado sobre a hipótese de os militares voltarem a estar ausentes na cerimónia, Encarnação responde que "só vai quem quer". "As portas estão abertas a toda a gente que queira participar", diz ao i o deputado do PSD.

Na mesma linha, João Rebelo, deputado do CDS e do grupo de trabalho que está a organizar as comemorações, classifica a exigência dos militares como "um pedido inusitado e muito estranho". Rebelo defende, a título pessoal, que os capitães de Abril "têm de se sujeitar ao modelo que sempre vigorou" e é claro na defesa de que "o parlamento não devia aceitar" esta proposta.

Os socialistas e o PCP estão à espera que o assunto seja debatido em conferência de lideres para assumirem uma posição. Já o líder parlamentar do Bloco de Esquerda, Pedro Filipe Soares, defende que deve ser ponderada a possibilidade de os militares terem uma participação interventiva. "É possível dar voz aos militares. Há um momento de intervenção dos órgãos de soberania, mas a sessão solene tem um conjunto de momentos onde é possível enquadrar a intervenção dos militares de Abril", diz ao i Filipe Soares.

A deputada do PS e constitucionalista Isabel Moreira apresenta outra hipótese: "Devido à data simbólica justificar-se-ia a realização de uma sessão na Sala do Senado em que os militares pudessem discursar".

Não é a primeira vez que os militares de Abril estão ausentes das comemorações oficiais da revolução de 1974. Nos últimos dois anos, os capitães não foram ao parlamento em sinal de protesto contra um poder que "deixou de reflectir o regime democrático herdeiro do 25 de Abril".

Este ano, a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, antecipou-se a uma decisão dos capitães de Abril e contactou Vasco Lourenço para o sensibilizar para a importância da presença dos militares que fizeram, há 40 anos, a revolução que mudou o regime.

O presidente da Associação 25 de Abril respondeu com a garantia de que estariam presentes se pudessem usar da palavra, tal como o Presidente da República e os deputados. Mas o presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Fernando Negrão, considera que a proposta choca com o regimento da Assembleia da República, que só permite aos "deputados, membros do governo e ao Presidente da República" usarem da palavra. "Não vejo como ultrapassar este problema", diz Negrão ao i, garantindo que a "presença deles é muito importante e um motivo de orgulho".

Vasco Lourenço apresenta outros argumentos. "Já houve situações em que pessoas estranhas ao parlamento falaram no plenário. Se é uma situação excepcional pode ter uma solução excepcional". O capitão de Abril diz, porém, que a sua convicção é que os militares voltarão a estar ausentes nas comemorações oficiais.

* Costuma dizer-se que as excepções confirmam as regras, dar a palavra a quem lhes entregou o poder de bandeja, seria um acto de bom senso dos parlamentares portugueses. Nenhum deputado poderia estar no hemiciclo, em democracia, se não fossem os capitães de Abril.
De que têm medo? De algum inconseguimento?


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BACI LINGERIE

 WHITE COLLECTION 4


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HOJE NO
"A BOLA"

Nacionais de inverno de natação sincronizada disputam-se em Santarém
 Decorre de sexta-feira a domingo, em Santarém, o Campeonato Nacional de Inverno de natação sincronizada, no qual vão marcar presença 129 atletas de 14 clubes, anunciou a Federação Portuguesa de Natação.

«Este vai ser o primeiro campeonato nacional realizado à luz do novo regulamento FINA, que deixa alguma expectativa quanto à resposta das atletas a um novo quadro de figuras, a par da constante exigência nos esquemas», afirmou Marta Martins, diretora técnica nacional da FPN.

Em disputa estarão os títulos dos escalões de infantis, juvenis, juniores e seniores. As provas, que se realizarão no complexo aquático de Santarém, têm início às 10 e 17 horas na sexta-feira, às 9 e 16.15 horas no sábado e às 10 e 15 horas no domingo. 

* Uma modalidade de grande beleza e precisão mas com poucos adeptos, lamentável.


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 IX-OS SUPER
  HUMANOS
 
1-MANDÍBULAS
  DE AÇO

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HOJE NO
"AÇORIANO ORIENTAL"

Suicídios aumentaram mas não é 
possível estabelecer relação com a crise

O presidente da Sociedade Portuguesa de Suicidologia (SPS), Jorge Costa Santos, revelou hoje que em 2013 houve cerca de dez suicídios por cada 100.000 habitantes, mas não estabeleceu qualquer relação com crise que se vive no País.
 
"Tem havido um ligeiro aumento do número de suicídios nos últimos anos, mas, pela reduzida expressão numérica deste aumento, não é possível fazer extrapolações que nos permitam estabelecer qualquer relação com a crise económica", disse.

Segundo Jorge Costa Santos, estes dados constituem um ponto de partida para diversas comunicações e trabalhos de investigação que serão apresentados durante o XIII Simpósio da SPS, a 11 e 12 de abril, no Campus do Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz, no Monte da Caparica, em Almada.

O presidente da SPS referiu, no entanto, que, ao contrário da quase estabilização do número de suicídios nos últimos anos, "tem havido um aumento dos comportamentos autolesivos", pelo que considerou necessária uma "aposta na prevenção".

"Não foi por acaso que demos a este simpósio o subtítulo de `Suicídio e comportamentos autolesivos - da investigação à prevenção", disse, lembrando que nos comportamentos autolesivos se incluem as tentativas de suicido e a automutilação.

"A tónica da prevenção deve assentar, fundamentalmente, nos médicos de família, tendo em vista uma identificação precoce, um tratamento eficaz e o encaminhamento dos casos mais complexos para os psiquiatras, psicólogos e outros técnicos de saúde mental", defendeu.

De acordo com o responsável da SPS, o XIII simpósio vai também alertar para os "custos dos suicídios", que, além da perda de vidas humanas, também têm graves consequências económicas para o País.

* O suicida é uma pessoa que tem a coragem de acabar com a infelicidade e o desespero, respeitemo-lo.

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NICOLAU SANTOS

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O negócio da morte em Portugal
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O preço médio de um funeral ronda, no nosso país, a módica quantia de 1500 euros.
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É claro que num momento de luto e dor, os familiares aceitam pagar esta quantia sem pestanejar.
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Por isso, o mercado da morte tem evoluído bem: diminuem as empresas, aumentam os proveitos. Em 2010, havia 1178 empresas a trabalhar no sector, que facturavam 179 milhões de euros. Nos dois anos a seguir os valores foram os seguintes: 1167 empresas e 180 milhões (2011); 1141 empresas e 189 milhões (2012).
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Ou seja, há concentração no sector. E como os resultados aumentam, isso quer dizer que em média, cada um dos operadores está agora a ganhar mais que em 2010. O que também quer dizer que, das duas uma: ou há mais gente a morrer ou os funerais estão mais caros. Ou podem ser mesmos as duas hipóteses.
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Certo é que se trata de um bom negócio. Os clientes pagam e não protestam. Talvez por isso as IPSS (instituições de solidariedade social) também querem entrar no negócio. Para quê, eis a questão.
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Com efeito, as funerárias são obrigadas, desde 2001, a terem no seu cardápio um fineral social que ronda os 400 euros. Por isso, coloca-se de novo a questão: o que querem as IPSS? Fazer funerais gratuitos? Ou serem fiunanciadas pelo Estado para executarem essas funções?
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É que, convém lembrar, as IPSS recebem todos os anos 1,2 mil milhões de euros (não, não estou enganado - são mesmo 1,2 mil milhões de euros) para desenvolver actividades de solidariedade social em nome do Estado. Digamos que não é pouco. E digamos que pouca gente sabe que as IPSS recebem esta verba para fazerem o que o Estado deveria fazer.
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Daí a estas actividades passarem a ter um teor vagamente mercantilista é um passo de anão. Agora as IPSS querem fazer funerais. Com um fim social, junto do público alvo das IPSS, dizem os seus responsáveis. Mas agora é que descobriram isso? Não morreu ninguém desse público alvo até agora? Ou morreu e não foi enterrado por falta de dinheiro dos familiares?
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Convenhamos que o intuito do Governo abrir o negócio dos funerais às IPSS (passe a piada de mau gosto) não cheira bem. As IPSS já são um lobby que faz enorme pressão sobre a área de solidariedade social dos Governos. Agora vai aumentar o seu poder. 
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Esperemos que um dia destes não sejamos confrontados com a canalização de mais dinheiros públicos para as IPSS para desempenhar uma função que está assegurada pelo mercado. 
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IN "EXPRESSO"
09/04/14


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145.UNIÃO




EUROPEIA

















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HOJE NO
"DIÁRIO ECONÓMICO"

Indicador de poupança das famílias 
recua pelo oitavo mês consecutivo

O indicador de poupança APFIPP/Universidade Católica recuou em marco, pelo oitavo mês consecutivo, baixando de 106 pontos em Fevereiro para 105,9 pontos, indicam os dados hoje divulgados.

Começa-se também a notar uma descida na variação trimestral das séries analisadas do indicador, variação esta que analisa a tendência de poupança das famílias, sublinham a Associação
Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP) e a Universidade Católica, numa nota hoje divulgada.

O indicador de poupança atingiu o máximo histórico em Julho de 2013, nos 135,4 pontos.
"Com estes decréscimos que se vêm verificando no Indicador de Poupança APFIPP/Universidade Católica dos últimos meses, começa a ser perceptível a diminuição da poupança das famílias, cuja tendência, medida pela variação trimestral das séries analisadas, indicia já uma descida, depois de se ter mantido durante vários anos em níveis historicamente elevados", salienta o documento.

O indicador de poupança APFIPP/Universidade Católica procura antecipar a evolução da taxa de poupança das famílias portuguesas em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), corrigida de efeitos de sazonalidade, e resulta da análise ao comportamento de um conjunto alargado de fontes estatísticas.

O indicador de poupança assume o valor 100 no último trimestre de 2000 quando a taxa de poupança foi de cerca de 8% do PIB.

Assim, cada 12,5 pontos do indicador representam cerca de 1% do PIB. Quando o indicador atinge o valor 125 a poupança das famílias é cerca de 10% do Produto Interno Bruto português.

* Na actual situação só podem poupar os que roubam os cidadãos mais desfavorecidos.


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 ROTULAGEM






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14.O MELHOR
 DA ARTE
BAILARINA DE
"QUATORZE" ANOS

EDGAR DEGAS

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Cada episódio é dedicado a um grande trabalho de arte da coleção dos museus do Louvre, Antiquities Museum of Saint Germain, Orsay, Rodin e Guimet. A série mostra obras como a Monalisa e os tesouros do budismo. Um trabalho único sobre história da arte.




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HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"

Câmara de Aveiro 
decide abolir taxa turística 

Em defesa da abolição, o presidente da Câmara, Ribau Esteves, considerou que a taxa criada pelo seu antecessor, Élio Maia, prejudicava o turismo, não tendo expressão significativa para as receitas municipais.

A Câmara de Aveiro decidiu esta quarta-feira acabar com a taxa turística sobre as dormidas, contestada pelas associações dos empresários hoteleiros, e com os quais prepara agora um protocolo de cooperação institucional. 

A abolição da taxa entra em vigor caso a Assembleia Municipal aprove as alterações aos regulamentos propostas pelo executivo, que contaram com o voto contra do PS, por não serem sujeitas a audição pública, e a abstenção do movimento Juntos por Aveiro.

* Por vezes abolir taxas não é um bom acto de gestão, parece mais atitude popularucha.

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The corrs and
the chieftains

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HOJE NO
"O PRIMEIRO DE JANEIRO"

FMI apresenta estimativas 
Portugal vai ter défices até 2019 

 O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que Portugal vai continuar a registar défices pelo menos até 2019, ano em que prevê que o défice orçamental do país seja de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB). O 'Fiscal Monitor' mantém as previsões em linha com as já apresentadas pelo Governo e pelos credores internacionais no programa de resgate, de -4% este ano e de -2,5% em 2015. 

No 'Fiscal Monitor', hoje publicado, o FMI apresenta estimativas para a trajetória do défice até 2019, mantendo as previsões até 2015 em linha com as já apresentadas pelo Governo e pelos credores internacionais no programa de resgate, de -4% este ano e de -2,5% em 2015. Para 2016, a estimativa do Fundo é que Portugal registe um défice orçamental de 2%, caindo para um défice de 1,7% em 2017, 1,4% em 2018 e para 1,2% em 2019, o último ano da projeção. 


 Quanto à dívida pública, as previsões da instituição liderada por Christine Lagarde indicam que, depois de ter subido para os 128,8% do PIB em 2013, deverá inverter a tendência este ano, caindo ligeiramente para os 126,7% em 2014 e para os 124,8% em 2015. 

No entanto, estas previsões da dívida pública são mais pessimistas do que as da última edição do 'Fiscal Monitor', de outubro, altura em que o FMI antecipava que a dívida portuguesa atingisse os 125,3% este ano, caindo para os 124,2% em 2015. Apesar de prever que o ritmo do ajustamento abrande em grande parte da zona euro em 2014, o FMI alerta que em alguns países, "sobretudo na Irlanda e em Portugal", o ajustamento orçamental "vai continuar a ser considerável". 

No caso de Portugal, o FMI calcula que o rácio da dívida sobre o PIB caia abaixo dos 120% apenas em 2017, ano em que a dívida deverá equivaler a 119,1% do produto, antecipando que se contraia progressivamente, ficando nos 113,8% em 2019, quase 54 pontos percentuais acima do definido no Tratado Orçamental (60% do PIB). 

Olhando para o grupo das economias desenvolvidas, o FMI calcula que os rácios permaneçam elevados até ao final da década: o rácio da dívida sobre o PIB vai ficar, em média, acima dos 100% até 2019 e 14 economias avançadas vão ainda registar dívidas superiores a 80% do PIB nesse ano, incluindo Portugal (113,8%), Chipre (107,9%), Grécia (137,8%), Itália (121,7%), Irlanda (109,1%) e Espanha (102,4%). 

AJUSTAMENTO ORÇAMENTAL ALIVIA EM 2014 
O FMI refere ainda que o ajustamento orçamental será mais leve em 2014 do que foi em 2013, mas alerta que "vão ser precisos esforços adicionais" para levar a dívida das economias desenvolvidas para "níveis mais seguros". 

No 'Fiscal Monitor', o FMI acrescenta que o ritmo de consolidação mais rápido em 2013 em muitas economias desenvolvidas "ajudou a estabilizar os rácios da dívida pública e [a] reduzir os défices orçamentais": o FMI estima que, em média, o défice orçamental das economias desenvolvidas seja de 4,3% este ano, cerca de metade do pico registado em 2009, ano em que chegou aos 9,5%. 

 Por isso, espera-se que, este ano, o ritmo médio de consolidação orçamental nos países desenvolvidos alivie para os 0,4% do PIB, em média, depois de ter alcançado os 1,25% do PIB no ano passado. No caso da zona euro - cujo défice orçamental passou, em média, dos 6,4% em 2009 para os 2,6% previstos para 2014 - a instituição liderada por Christine Lagarde calcula que o ritmo do ajustamento abrande este ano, "uma vez que a maior parte do ajustamento necessário para alcançar os objetivos de médio prazo foi alcançado e a atenção está a virar-se para a recuperação" das economias da moeda única. 

No entanto, o Fundo alerta que, em alguns países, "sobretudo na Irlanda e em Portugal", o ajustamento orçamental "vai continuar a ser considerável". O FMI antecipa que o ajustamento seja feito sobretudo através de medidas do lado da despesa em 2014 e 2015, destacando os exemplos de França (com cortes anuais médios previstos de 0,25% do PIB entre 2014 e 2016), de Itália (com cortes previstos de 32 mil milhões de euros em três anos) e da Alemanha (que, por oposição, deverá aumentar a despesa em 1 a 1,5% do PIB até 2017, sobretudo nas pensões, na educação e nas infraestruturas). 

Ainda assim, e apesar de reconhecer que a margem para aumentar impostos é limitada em muitos países, nomeadamente na zona euro, o FMI defende que as reformas fiscais ainda podem desempenhar um papel importante. Para a organização estas reformas devem "remover desincentivos à participação laboral e ao investimento, reduzir ou eliminar isenções não produtivas, potenciar o crescimento e o emprego e promover a equidade". 

MEDIDAS TEMPORÁRIAS GERAM APENAS EFEITOS DE CURTO PRAZO 
 O FMI considerou também que medidas de emergência, como o congelamento temporário dos salários e das contratações, também aplicadas em Portugal, tendem a produzir apenas efeitos de curto prazo ou a não produzir quaisquer efeitos. 

No 'Fiscal Monitor', o FMI analisa as reformas da despesa pública e apresenta opções de política a considerar pelos governos, defendendo que os esforços destas reformas devem dirigir-se à fatura com salários e pensões, as rubricas mais pesadas da despesa pública, mas também procurar direcionar melhor os benefícios e criar entidades que controlem a despesa e melhorem a sua eficiência. 

De acordo com o FMI, a fatura salarial representa 30% da despesa pública na saúde e 60% na educação, respetivamente, e é sempre o maior item da despesa pública (cerca de 10% do produto, em média), pelo que "reformas no emprego público e nas compensações são elementos inevitáveis" na redução da despesa. 

O Fundo entende que as reformas nos salários e pensões do setor público "têm sido as mais duradouras e as mais amigas do crescimento", mas alerta que a forma como as medidas são desenhadas importa: "congelamentos de salários e de contratações podem ser efetivos no curto prazo, mas não podem substituir reformas mais profundas", adverte a organização. Isto porque, escreve a instituição liderada por Christine Lagarde, estas medidas "tendem a ter apenas efeitos de curto prazo, se tiverem algum [efeito]". 

No entanto, o Fundo reconhece que "as reformas de longo prazo que podem ter resultados substanciais são, tipicamente, difíceis de implementar a nível político". Nos países cujas realidades orçamentais exigem cortes na despesa, o Fundo considera que "os cortes transversais devem ser evitados", uma vez que podem penalizar o potencial de crescimento de longo prazo e prejudicar os grupos de baixos rendimentos, defendendo que os ajustamentos orçamentais são "mais duradouros" quando alcançados através de reformas "bem pensadas". 

 Além disso, a instituição considera que melhorar a eficiência da despesa pode gerar ganhos "potencialmente amplos", destacando que, no caso da saúde e da educação, "uma maior competitividade e a adoção de práticas usadas no setor privado podem ajudar a resolver pressões de custos e, ao mesmo tempo, gerar poupanças para que a cobertura [destes serviços] possa ser ampliada onde for necessário". 

O Fundo refere também que a redução da despesa pública tem sido maior e mais duradoura quando os processos de ajustamento incluem reformas estruturais, destacando que o diálogo social e político é também um fator importante para que as reformas sejam bem-sucedidas. 

Finalmente, o FMI escreve que a reorganização dos serviços públicos direcionada a funções específicas "é provavelmente mais bem-sucedida" na redução permanente do emprego do que os processos não direcionados e transversais, e que os sistemas de rescisões voluntárias "não têm sido efetivos", uma vez que "têm problemas de seleção adversos". 

INJETAR MAIS DINHEIRO NOS BANCOS 
 Os governos da zona euro podem ter de injetar mais dinheiro nos bancos depois dos testes de 'stress', alertou hoje o Fundo Monetário Internacional (FMI), que considera que estes exames "podem evidenciar" necessidades adicionais do setor. 

No 'Fiscal Monitor', hoje publicado, o FMI refere ainda que, na zona euro, "os riscos orçamentais relacionados com o setor bancário não foram completamente eliminados", apontando o exemplo da Eslovénia, onde vários bancos estão a ser fechados ou foram recapitalizados, com um custo para o Estado de 10,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013. 

A instituição liderada por Christine Lagarde alerta que a avaliação da qualidade dos ativos bancários em curso e os testes de 'stress' à banca "podem evidenciar necessidades de mais apoio público em alguns países". Além disso, o Fundo destaca também a "inflação persistentemente baixa" como um risco orçamental de curto prazo na zona euro, alertando que pode "tornar a redução da dívida mais difícil". 

 O FMI defende que a consolidação orçamental deve focar-se no apoio ao crescimento de longo prazo, reconhecendo, no entanto, que a recuperação das economias desenvolvidas "vai continuar a ser desigual" e sujeita a riscos negativos. 

 Para a instituição, a prioridade das economias desenvolvidas com elevados níveis de dívida, como o Japão e os Estados Unidos, deve ser "formulação de uma estratégia orçamental de mais longo prazo e amiga do crescimento". 

* Estima-se que em 2030 o défice ainda valerá 40% do PIB.



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 DESENHOS

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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Ministra demite-se após petição
 de mais de 185 mil

A ministra britânica da Cultura, Media e Desporto, Maria Miller, demitiu-se hoje do Governo, na sequência da polémica sobre as suas despesas parlamentares. E depois de uma petição à qual aderiram mais de 185 mil pessoas, defendendo que a ministra devia ou reembolsar as 45 mil libras em causa (55 mil euros) ou demitir-se. 
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Um inquérito independente concluiu em fevereiro que Maria Miller deveria reembolsar as 45 mil libras (55 mil euros) de despesas que apresentou e que estão relacionadas com uma residência secundária sua, em Wimbledon, no sudoeste de Londres, a capital britânica, na qual vivem os seus pais. 

A ministra, de 50 anos, membro do Partido Conservador, foi fortemente criticada por se ter limitado a pedir desculpa por apresentar estas despesas e foi posta a circular uma petição a sugerir que a governante ou reembolsasse o dinheiro ou abandonasse o Executivo liderado por David Cameron (também ele Conservador). A petição foi entretanto assinada por mais de 185 mil pessoas.

Numa carta enviada ao primeiro-ministro britânico, citada pela AFP, Miller justifica a sua demissão com o facto de não querer que a controvérsia "desvie a atenção do trabalho essencial que o Governo está a fazer para dar a volta ao país". 

Noutra carta de resposta, citada pelo site do 'Guardian', Cameron lamenta a demissão e diz que a ministra pode "estar extremamente orgulhosa do seu trabalho no Governo". Miller era, entre outras coisas, responsável pela pasta da regulação dos media. 

As despesas que os políticos britânicos apresentam no Parlamento têm sido nos últimos anos motivo de várias polémicas. Entre 2009 e 2010, um escândalo que ficou conhecido como "expenses row" envolveu uma grande parte dos deputados britânicos, de todos os quadrantes políticos, tendo levado mesmo à demissão histórica do então "speaker" (presidente) da câmara dos Comuns, Michael Martin.

* Parece que em Inglaterra a democracia existe e que não há ministros intocáveis.


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QUE GÉNIO!




























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HOJE NO
"RECORD"

Carlos Sá sobe ao quarto lugar
 na Maratona das Areias

O atleta português Carlos Sá subiu esta quarta-feira à quarta posição na Maratona das Areias, em Marrocos, depois de ter terminado a quarta etapa no terceiro lugar, a 26.19 minutos do vencedor. 

O ultramaratonista de Barcelos concluiu a etapa, de 81,5 quilómetros, entre Ba Hallou e Rich Merzoug, em 7:40.19 horas, perdendo mais 26.19 para o marroquino Rachid Elmorabity, que foi segundo na tirada e reforçou a liderança na geral.

Cumpridas quatro das sete etapas, Elmorabity comanda com 16:53.55 horas, menos 09.24 minutos do que o segundo classificado e vencedor da etapa de hoje, o jordano Salameh Alaqra.

O atleta português, que fixou como objetivo concluir a competição nos 10 primeiros, está em quarto da classificação geral, a 1:07.51 horas de Elmorabity.

* Haverá prova mais dura???


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NADANDO NO MAR MORTO

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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Ucrânia anunciou que vai deixar de
. bombear gás russo que abastece a Europa

A Ucrânia anunciou, esta quarta-feira, que deixou de bombear gás russo para os depósitos subterrâneos que abastecem hidrocarbonetos à Europa, porque não aceita a subida do preço anunciada por Moscovo.

"A partir desta quinta-feira não bombeamos mais gás" , disse o ministro da Energia da Ucrânia, Yuri Prodan, citado pelas agências locais.

Prodan sublinhou que Kiev não aceita o novo preço do gás russo que chega quase aos 500 dólares (362 euros) por mil metros cúbicos, razão pela qual a Ucrânia já recusou pagar o abastecimento referente ao mês de março.

De acordo com o ministro, a dívida respeitante a março ascende a pelo menos 550 milhões de dólares (398 milhões de euros).

O governo de Kiev, durante as negociações, mostrou-se disposto a pagar 268 dólares (194 euros) por mil metros cúbicos, o valor da tarifa concedida por Moscovo às antigas autoridades ucranianas.

Entretanto, a Rússia já avisou que se verifica uma "preocupante descida de gás natural nos depósitos subterrâneos ucranianos", construídos no país e que garantem o abastecimento de gás à Europa.

A empresa russa Gazprom, que detém o monopólio do setor, também alertou que o esvaziamento dos depósitos subterrâneos pode afetar o envio de gás russo para a Europa no inverno.
 
A Gazprom anunciou na quinta-feira passada o aumento do preço do gás para a Ucrânia, que vai passar a custar, a partir do final de abril, 485,5 dólares (351 euros) por mil metros cúbicos.


* Isto pode ser o rastilho para uma guerra que não é de palavras.

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UTENSÍLIOS MARADOS 
PARA QUEM VIVE SÓ














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HOJE NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

O corte nas pensões acima de 
mil euros chega amanhã

Os pensionistas que ganham pouco mais de mil euros vão esta semana receber um valor menor do que o que têm recebido. 
 
ESTES NÃO LEVAM CORTES
É o impacto do alargamento da Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES). A Segurança Social paga, por regra, ao dia 10 de cada mês.
 
Este é o primeiro mês que os pensionistas vão sentir a aplicação da CES (Contribuição Extraordinária de Solidariedade) a outros rendimentos. Até agora, só era aplicada a quem recebesse mais de 1.350 euros. Agora começa nos mil euros.

* Os assaltos ainda não acabaram


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