segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA




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O QUE NÓS


IMIGRAMOS!









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 ZEDU


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CLOUD IN LOVE


 


 FONTE: Vimeo.


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HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"

Ministros de Merkel 
dormem nos gabinetes

Vários ministros alemães dormem no local de trabalho para fugir aos impostos.

Na Alemanha, o Estado paga os gabinetes dos ministros em vez das residências, pelo que – adiantou esta segunda-feira a revista ‘Der Speigel’ – há governantes do executivo de Angela Merkel a dormir no local de trabalho. A oposição já reprovou este ‘fenómeno’ porque os ministros não o declaram nos impostos.
 
MANUELA
A revista alemã dá como exemplo o caso da ministra dos Assuntos da Família, Manuela Schwesig, que está a pernoitar às custas do Estado, onde no seu gabinete concilia uma cozinha e uma casa de banho. Esta conduta insólita é seguida igualmente pela ministra da Defesa, Ursula von der Leyen, bem como pelos ministros da Justiça e do Emprego. 
 
URSULA
Segundo a revista ‘Der Spiegel’, os ministros dormem nos locais de trabalho sem o declarar, o que lhes permite escapar ao pagamento do aluguer, e por essa razão a oposição persiste na ideia de que os governantes devem declarar nos impostos se usam o local de trabalho como habitação.

* É por isso que a Alemanha tem uma economia forte. Neste governo há ministros com casa própria em Lisboa e receberam ou ainda recebem  ajudas de custo, tudo dentro da lei, claro.


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8. ORFEU 

NEGRO


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Filme baseado na peça "ORFEU DA CONCEIÇÃO" de Vinicius de Morais tendo como fonte a mitologia grega, é um manifesto contra a loucura do carnaval do Rio de Janeiro.

Realizador: Marcel Camus
Musica: Antonio Carlos Jobim and Luis Bonfá
Argumento: Vinicius de Morales
 


Intérpretes
Orfeu: Breno Mello
Euridice: Marpessa Dawn
Mira: Lourdes de Oliveira
Morte: Adhemar Ferreira da Silva
Chico: Waldetar de Souza
Hermes: Alexandre Constantino
Benedito: Jorge Dos Santos
Zeca: Aurino Cassiano
Menina: Maria Alice


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HOJE NO
"O PRIMEIRO DE JANEIRO"

Assunção Cristas reclama em 
Bruxelas estratégia europeia 
Fim das quotas leiteiras em causa 

A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, disse que voltou a reclamar hoje, em Bruxelas, uma estratégia europeia com vista ao fim das quotas leiteiras que tenha em conta as diferentes situações dos Estados-membros e antecipe e resolva crises no setor. 

 "Como é sabido, as quotas leiteiras chegarão ao fim dentro de um ano e é preciso discutir sobre mecanismos de regulação do mercado. (…)Reclamámos, como temos vindo a reclamar, que, além do observatório do leite, que já ficou garantido, que haja mais mecanismos que nos permitam antecipar e resolver situações de crise neste setor tão importante", disse, à saída de uma reunião de ministros da Agricultura da União Europeia. 


Apontando que se trata de um "tema delicado", Assunção Cristas disse que, "ainda hoje", referiu o caso dos Açores em específico, "para sinalizar que os países são muito diferentes, e dentro dos próprios países também há diferenças, e as respostas europeias têm de se adequar a toda esta diversidade que constitui os Estados-membros". 

Segundo a ministra, uma política apropriada para o setor, ao nível nacional, poderá também ajudar a prevenir um cenário mais negativo com a chegada ao fim das quotas nacionais de produção. "A situação vai ser também aquela que nós conseguirmos gerir melhor todos em conjunto, porque pode não haver nenhuma catástrofe se, de facto, nós pudermos investir, criar valor acrescentado, procurar novos mercados de exportação, coisa que já tem acontecido", disse, apontado designadamente a abertura, "há uns meses, do mercado chinês às empresas portuguesas de laticínios". "Portanto, fazer leite cru não é a única alternativa. 

Nós podemos e devemos acrescentar valor às nossas exportações leiteiras, crescendo na transformação, nomeadamente em produtos onde nós não somos sequer autossuficientes do ponto de vista alimentar - o queijo ou os iogurtes são dois exemplos -, e onde, sobretudo, temos o mercado internacional para conquistar", completou. 

O futuro do setor do leite foi um dos tópicos da agenda da reunião de hoje dos ministros da Agricultura, com um debate sobre os desafios que o mercado leiteiro irá enfrentar - a curto, médio e longo prazo - com o fim das quotas nacionais de produção, que está marcado para 01 de abril de 2015, e os dispositivos previstos na nova Política Agrícola Comum (PAC) para prevenir crises de mercado, especialmente nas regiões mais desfavorecidas ou com uma produção mais frágil, como os Açores. 

Segundo a presidência grega da UE, a previsão para o mercado, a médio e longo prazo, é positiva em termos de procura, mas o setor poderá ter que lidar com flutuações de preço potencialmente dramáticas. 

* Qualquer ministro português vai a Bruxelas reclamar "0" ZERO! Mendigar isso sim, porque a coluna vertebral anda pelas ruas da amargura.


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4.CLIMA 

EXTREMO


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ÚLTIMO EPISÓDIO

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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Livro sobre nudez 
para crianças causa polémica

Grupo mais radical quer que livro seja retirado das bibliotecas. Líder do partido de direita UMP considera que o livro é "perigoso", mas ministra da Cultura reage dizendo que se está instrumentalizar a obra. 
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Bibliotecas de várias cidades francesas estão a ser pressionadas para retirarem o livro intitulado "Tous à Poil!" (tradução "Todos a Nu!"). O grupo Primavera Francesa, que se opõe radicalmente ao casamento entre homossexuais, realça que o obra confunde as crianças. "Os livros que colocam na cabeça que uma menina ou um menino não são necessariamente do sexo masculino ou feminino segundo a sua biologia, mas que decidem quando forem mais velhos, devem ser colocados de parte. Pedimos aos pais que telefonem para as bibliotecas e peçam para os retirar", afirmou Beatrice Bourges, líder do grupo.


Jean-Francois Cope, líder do partido UMP, insurgiu-se contra a recomendação do livro a professores da primária, considerando a decisão "perigosa". O ministro da Educação Vincent Peillon apelou "à responsabilidade", pedindo que "deixem as crianças em paz". Já a ministra da Cultura, Aurélie Filippetti, alerta que o livro está a ser instrumentalizado e denunciou que cerca de 30 bibliotecas estavam a ser pressionadas para retirar o livro.

Um dos autores da obra, Marc Daniau, explicou ao Huffington Post, que o livro foi escrito para responder às questões que os quatro filhos (que na altura tinham entre 10 e 16 anos), numa altura em que o corpo de cada um estava a mudar.

* A intenção da polémica é não permitir esclarecer, para os donos do dinheiro gente esclarecida é do pior, quanto mais ignorantes melhor!


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ELISABETE MIRANDA

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Facturas, sortes
 e vergonhas

Na popular discussão sobre a Factura da Sorte estou entre o grupo de portugueses que considera manifestamente exageradas as reacções de desdém e de "repugnância" que se ouviram nas últimas semanas. É certo que, para um Governo que quer transformar a austeridade numa "nova ética da existência", expressão ontem aqui usada pelo Fernando Sobral, lançar um sorteio que incita ao consumo é uma contradição. Também não será menos verdade que, numa sociedade depauperada, empurrada para o limiar da subsistência, acenar com carros de luxo roça a insensibilidade social e dá um certo toque terceiro-mundista. Mas, em tempos de governação pragmática, o que não faltam por aí são incoerências políticas e exemplos de vexatórios retrocessos civilizacionais. 

Ainda esta semana soubemos que, ao mesmo tempo que assiste à sangria de uma geração jovem e qualificada para o exterior o Governo está ocupado em criar programas que atraiam e facilitem a obtenção de residência a … "talentos" estrangeiros. Nesta mesma linha, e enquanto sujeita os portugueses a um esforço sem precedentes no IRS e no IMI, o Estado continua a conceder generosos descontos fiscais a quem se registe como residente em Portugal, ao abrigo de um sintomaticamente baptizado "regime especial para cérebros". Artistas, investigadores, trabalhadores, reformados: ser estrangeiro ou ter por lá passado é sinónimo de uma inteligência superlativa e merece-nos todas as deferências e especiais recompensas. Se não é terceiro-mundista, é o quê?

Nos últimos dias ficámos também a saber que, numa altura em que o País atravessa uma das piores crises económicas da sua história moderna o número de prestações sociais está em queda livre, deixando milhares de famílias desamparadas. À força da repetição de uma mensagem retrógrada e perigosa – de que é preciso guardar o dinheiro para quem realmente precisa - os desempregados estão a ser transformados em mandriões e os pobres equiparados a perigosos caçadores de apoios públicos. Se não é obscurantista, o que é?

E o que dizer de um País que continua a fazer depender a sua competitividade externa da manutenção de salários miseráveis de 431 euros líquidos, e que, em vez de aspirar aos melhores exemplos europeus em matéria de organização do tempo do trabalho, coloca as férias e os feriados no topo das causas da improdutividade da economia?

E de um Governo que, para abrir caminho à aceitação social de medidas de redução da despesa pública não arranja melhor método do que incitar a inveja entre novos e velhos, trabalhadores e reformados, função pública e sector privado da economia?

Ou como classificar sucessivos governantes que, como comprovava um estudo divulgado esta semana, usaram sistematicamente a administração pública para colocar "indivíduos com redes de conhecimento que podem ser relevantes para o partido"? Ou de alegados paladinos da transparência que exercem o poder e gerem a informação pública como se de coutadas privadas se tratassem?

Em Portugal abundam os exemplos de práticas de Terceiro Mundo e a intenção de substituir a obrigação cívica e legal de pedir facturas por um sorteio semanal pode ser mais uma. Mas, anacronismo por anacronismo, eu cá prefiro aqueles que nos beliscam a honra, mas ainda nos deixam alguma coisinha no bolso.

*Jornalista

IN "JORNAL DE NEGÓCIOS"
14/02/14


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94.UNIÃO
 
EUROPEIA





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HOJE NO
"RECORD"

Catanhede recebe Taça do Mundo
 de ginástica aeróbica

Cerca de 250 atletas vão participar na Taça do Mundo de ginástica aeróbica e 4.º Open Internacional, de 28 de Fevereiro a 2 de Março, em Cantanhede, anunciou esta segunda-feira a Federação de Ginástica de Portugal. 


A competição envolve, além de Portugal, Bulgária, China, Estónia, França, Grã-Bretanha, Hungria, Japão, Rússia e Espanha, e integra o calendário da Federação Internacional de Ginástica. Durante três dias, as melhores ginastas mundiais vão competir no pavilhão "Os Marialvas", naquela que é a primeira prova do ano do circuito mundial.

"A realização desta prova é, sem dúvida, o reconhecimento da Federação Internacional de Ginástica pelo trabalho que temos desenvolvido. Vamos ser, em 2014, a federação que mais eventos vai organizar ao nível das Taças do Mundo", disse à agência Lusa o vice-presidente Álvaro Sousa. Além de Cantanhede.

 Portugal organiza outra competição em Maio, nos Açores, que já vem sendo habitual nos últimos anos. Álvaro Sousa, que é também diretor executivo da Taça do Mundo de ginástica aeróbica e 4.º Open Internacional, destaca ainda a intenção de "promover e divulgar a modalidade em Portugal, atraindo mais ginastas e mais público".

Sobre o momento atual da modalidade, o responsável disse que, ao nível da base, a ginástica tem tido um crescimento interessante, enquanto na ginástica de alto rendimento passa por uma fase de reformulação.

* São sempre precisos eventos desportivos de qualidade.


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 INGENUIDADE


















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8.AS FORMAS DO

INVISÍVEL



PIOLHO



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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

PSD, PS e CDS são iguais nos "tachos" 

Um estudo de uma investigadora da Universidade de Aveiro não podia ser mais claro: as nomeações para a Administração Pública respondem a interesses partidários, estejam o PSD, o PS ou o CDS-PP no Governo.  

Não há diferenças entre os partidos do arco do Governo no que diz respeito aos chamados "tachos", as nomeações para a Administração Pública (AP) com base em interesses e pressões partidários.


"PSD, CDS e PS são duas faces da mesma moeda", resume Patrícia Silva, investigadora da Universidade de Aveiro (UA), que analisou uma amostra de 11 mil nomeações para a Administração Pública realizadas entre 1995 e 2009, período que abarca dois governos PS (António Guterres e José Sócrates) e um do PSD/CDS (Durão Barroso/Santana Lopes).

A autora do trabalho de doutoramento "Novos dilemas, velhas soluções? Patronagem e Governos Partidários" concluiu que as nomeações para a cúpula da AP em Portugal são influenciadas por interesses partidários para recompensar serviços prestados ao partido do poder.

* Nós que não somos investigadores, politólogos, comentadores de pacotilha, andamos a dizer o mesmo há anos, talvez nos dêem um diploma por equivalência, como ao Relvas.


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Ute Lemper


All That Jazz

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HOJE NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

Maria Luis Albuquerque: 
Disciplina nas finanças terá que
 continuar em Portugal por muitos anos

A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, disse hoje, em Bruxelas, que um dos maiores desafios que Portugal enfrenta é não cair na "tentação" de abdicar da disciplina orçamental, por considerar que a parte mais crítica já está ultrapassada.
 
Maria Luís Albuquerque, que intervinha, em inglês, num seminário da OCDE que decorre em Bruxelas antes de uma reunião do Eurogrupo, apontou, por outro lado, que "entre as reformas que estão a ser implementadas a nível europeu, a união bancária é claramente a prioridade para Portugal", pois as atuais "condições de crédito são um factor muito negativo para a competitividade das empresas e da economia portuguesa".


Assinalando que as reformas estruturais, um dos tópicos do seminário, e também "obviamente um tópico chave para Portugal, e principal razão para os recentes desenvolvimentos positivos na frente macroeconómica", a ministra considerou que há razões para olhar com satisfação para os resultados alcançados, mas frisou, repetidamente, que "ainda há muito trabalho pela frente".

"As reformas estruturais são sempre por definição um trabalho em progresso, há sempre mais por fazer, independentemente do que já tenha sido feito", e, no caso de Portugal, sustentou, tal ainda é mais evidente, pois "os desequilíbrios eram muito grandes", os níveis de dívida são ainda muito altos, tanto no sector público como no sector privado, o défice, apesar de ter baixado significativamente, continua elevado, e a taxa de desemprego é ainda extremamente elevada.

"O ambiente continua a ser muito desafiador, e estou certa de que a pressão dos mercados continuará a estar presente. A situação continuará a ser frágil durante muito tempo (...) A disciplina orçamental é algo que tem de ficar connosco por muitos anos", apontou, reforçando que é imperioso que haja uma consciencialização em Portugal de que, apesar de a parte mais difícil da crise estar ultrapassada, é necessário prosseguir as reformas e manter a disciplina, pois caindo "novamente no erro" de relaxar poderá levar a que "os progressos sejam rapidamente perdidos".

Maria Luís Albuquerque defendeu que também é necessário fazer mais ao nível europeu, voltando a instar a Europa a prosseguir políticas com vista a uma verdadeira união bancária, para reduzir a fragmentação dos mercados financeiros, que, disse, está a penalizar particularmente as empresas portuguesas, que poderiam contribuir de forma muito mais decisiva para restaurar a competitividade da economia portuguesa se tivessem mais e melhor acesso ao crédito.

A ministra participa hoje de manhã num seminário da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), sobre políticas para o crescimento, emprego e competitividade na zona euro, num painel que integra ainda o ministro das Finanças da Irlanda, Michael Noonan, o ministro da Economia espanhol, Luis de Guindos, além do secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, e o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem.

Às 14:00 locais (13:00 de Lisboa), tem início uma reunião do Eurogrupo, precisamente a três meses do final do programa de assistência financeira a Portugal, mas ainda não haverá qualquer discussão sobre a saída do programa.

* A disciplina orçamental tem de ser permanente e rigorosa, ou estava alguém a pôr a hipótese de um período de rebaldaria????



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CASTELOS DE GELO


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HOJE NO
"DESTAK"

Mais de 4.000 trabalhadores saíram dos
. principais bancos em 3 anos de prejuízos

Mais de quatro mil trabalhadores saíram dos principais bancos nos últimos três anos, período em que o setor acumulou prejuízos, dos quais 1.200 em 2013, segundo contas feitas pela Lusa a partir da informação divulgada pelas instituições.

O maior número de saídas aconteceu no BCP que, entre 2011 e 2013, cortou 1562 postos de trabalho na atividade em Portugal, a maior parte dos quais em 2012 (mais de 1.000) e 398 no ano passado.

O banco liderado por Nuno Amado tem ainda de reduzir mais de 1.000 trabalhadores até 2017 para chegar ao final desse ano com 7.500, segundo o acordo feito com Bruxelas, um número que pode ser reduzido em função dos cortes salariais que estão a ser negociados com os sindicatos.

* Pode alguém confiar nos banqueiros portugueses???

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I-MULHER VERSUS


HOMEM















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HOJE NO
"i"

Eurodeputados do PSD e do CDS 
querem culpar Sócrates pela 
acção negativa da troika

Os eurodeputados da Comissão de Assuntos Económicos e Monetários (ECON) no Parlamento Europeu apresentaram 915 emendas ao relatório inicial sobre a avaliação da acção da troika nos países sob programas de ajuda financeira. 

Entre os representantes portugueses as opiniões divergem: à direita pede-se que a resposta "desadequada" à crise do governo de Sócrates conste do texto final; à esquerda, os eurodeputados querem carregar no tom das consequências negativas dos programas de ajustamento. Para o relator Liem Hoang Ngoc, eurodeputado francês do Partido Socialista Europeu, "as consequências das políticas incluídas nos memorandos "contrariam claramente os objectivos da União Europeia".

Dos partidos portugueses representados no Parlamento Europeu (PE), todos apresentaram alterações ao documento inicial, mas o sentido das emendas é muito diferente. Desde logo, sobre a origem da crise. 


No documento inicial refere-se que no princípio do programa de ajustamento, "a economia portuguesa registava há vários anos um fraco crescimento do PIB". Um ponto que Elisa Ferreira, eurodeputada do PS, quer ver suprimido do texto final, enquanto Diogo Feio (CDS) sugere acrescentar ainda que, na altura, havia no país "uma aceleração das despesas, nomeadamente das discricionárias, sistematicamente acima do crescimento do PIB".

Ainda neste ponto, Nuno Melo (CDS) quer que fique registado que os PEC (Programas de Estabilidade e Crescimento) apresentados pelo anterior governo socialista "estavam completamente desadequados da realidade e foram incapazes de fazer face aos problemas estruturais e orçamentais enfrentados por Portugal".

Embora a primeira versão deste relatório refira que "os pressupostos da troika" foram "excessivamente optimistas", Diogo Feio quer que conste no texto final que essas previsões falharam por haver um conhecimento "superficial" sobre a situação de Portugal, Irlanda, Grécia e Chipre. 

Noutro ponto, o eurodeputado do CDS critica ainda a troika pela "falta de discernimento, patente na rejeição de várias sugestões governamentais destinadas a atenuar esse impacto [das estratégias de ajustamento] e os efeitos nocivos que tiveram na vida dos cidadãos", alegando que as equipas técnicas destas instituições "demonstraram níveis de rigidez e intransigência desnecessários".

Ana Gomes e Elisa Ferreira, eurodeputadas socialistas, insistem na falta de "controlo democrático" da troika e, noutra emenda, Elisa Ferreira, juntamente com Hoang Ngoc, aponta que a solução será "integrar o Mecanismo Europeu de Estabilidade no quadro jurídico da UE" e sujeitar futuros programas de ajustamento ao controlo do Parlamento Europeu. Já os eurodeputados comunistas, Inês Zuber e João Ferreira (cabeça de lista do PCP nas próximas europeias) querem que conste do texto final que, para Portugal, o memorando "constituiu um acto de ingerência, ilegítimo e antidemocrático".

Após o projecto de relatório apresentado em Dezembro, as visitas aos países sob ajuda no princípio de Janeiro e as audições com os responsáveis pela troika, os eurodeputados da ECON - que estão encarregues de avaliar a acção do BCE, da Comissão Europeia e do FMI nos últimos quatro anos - avançaram agora com as emendas ao documento inicial. O relatório final será aprovado a 27 de Março e até lá o texto terá de ser consensualizado entre as várias forças políticas do Parlamento Europeu. A votação final em plenário deverá ocorrer em Abril

As propostas e as alterações dos eurodeputados portugueses
Emendas  
O relatório inicial tem 14 páginas e foi redigido antes das visitas aos países sob ajuda financeira e sem ouvir alguns dos principais intervenientes. Agora, o relatório será sujeito à incorporação das propostas dos eurodeputados que, até à votação final a 27 de Março, terão de ser consensualizadas entre os partidos. Eis alguns exemplos:
Lamenta a falta de transparência nas negociações dos memorandos de entendimento; salienta a necessidade de se verificar se os documentos oficiais foram correcta e atempadamente transmitidos aos parlamentos nacionais e ao Parlamento Europeu; chama ainda a atenção para o eventual impacto negativo destes processos nos direitos dos cidadãos e na situação política dos países envolvidos; 

Diogo Feio
Alteração
Lamenta a falta de transparência nas negociações dos memorandos de entendimento; salienta a necessidade de se verificar se os documentos oficiais foram correcta e atempadamente transmitidos aos parlamentos nacionais e ao Parlamento Europeu (restante texto suprimido); 

Elisa Ferreira
Alteração
Lamenta a falta de transparência nas negociações dos memorandos de entendimento; lamenta que os documentos oficiais não tenham sido correcta e atempadamente transmitidos aos parlamentos nacionais e ao Parlamento Europeu, nem adequadamente discutidos com os parceiros sociais; chama ainda a atenção para o impacto extremamente negativo destes processos nos direitos dos cidadãos, na situação política dos países envolvidos e na confiança dos cidadãos na democracia e no projecto da União Europeia;

Lamenta, no entanto, os pressupostos por vezes excessivamente optimistas da troika, em particular no respeitante ao crescimento, bem como o deficiente reconhecimento da resistência política à mudança em certos Estados--membros; lamenta o facto de tal ter prejudicado também a análise da troika sobre a interacção entre a consolidação orçamental e o crescimento; salienta que, por esse motivo, os objectivos orçamentais não puderam ser alcançados; 

Diogo Feio
Alteração
Lamenta, no entanto, os pressupostos por vezes excessivamente optimistas da troika, em particular no respeitante ao crescimento, decorrentes principalmente de um conhecimento deficiente e superficial dos países sujeitos ao ajustamento financeiro; lamenta o facto de tal ter prejudicado também a análise da troika sobre a interacção entre a consolidação orçamental e o crescimento; salienta que, por esse motivo, os objectivos orçamentais não puderam ser alcançados não obstante os importantes esforços e as reformas relevantes executadas pelos governos nacionais nesse sentido; 

Marisa Matias
Alteração
Lamenta, no entanto, os pressupostos excessivamente optimistas da troika, em particular no respeitante ao crescimento, ao emprego, à evolução da dívida e ao défice, bem como o deficiente reconhecimento da resistência política à mudança em certos Estados-membros; lamenta o facto de tal ter prejudicado também a análise da troika sobre a interacção entre a consolidação orçamental e o crescimento; salienta que, por esse motivo, os objectivos orçamentais não puderam ser alcançados;

Considera que tem sido prestada muito pouca atenção à minimização do impacto negativo das estratégias de ajustamento nos países do programa; 

Ana Gomes
Alteração
Considera que tem sido prestada muito pouca atenção à minimização do impacto negativo das estratégias de ajustamento nos países do programa; lamenta nomeadamente a ausência de acesso ao crédito para PME e de programas para fomentar a criação de emprego e o crescimento a nível nacional e europeu;


Diogo Feio
Alteração
Considera que tem sido prestada muito pouca atenção por parte da troika à minimização do impacto negativo das estratégias de ajustamento nos países do programa; lamenta esta falta de discernimento, patente na rejeição de várias sugestões governamentais destinadas a atenuar esse impacto e os efeitos nocivos que tiveram na vida dos cidadãos, das famílias, das empresas e de outras instituições destes países; regista várias declarações políticas proferidas por altos funcionários da troika subscrevendo esta necessidade de atenuação, reconhecendo desta forma a necessidade de moderar o ritmo e o rigor das medidas, as metas orçamentais e a condicionalidade dos programas de ajustamento, bem como os seus erros ao nível das previsões e das apreciações; e lamenta profundamente que estes erros não tenham sido devidamente acompanhados e atempadamente detectados pelas equipas técnicas da troika, que demonstraram níveis de rigidez e intransigência desnecessários, com consequências sociais negativas;

Observa que o mandato da troika tem sido considerado ambíguo e pouco transparente; 

Inês Zuber, João Ferreira
Alteração
Considera que o Memorando de Entendimento com Portugal constituiu um acto de ingerência, ilegítimo e antidemocrático pela decisão político--institucional, violando princípios e direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa e sobretudo pelo seu conteúdo que configura um verdadeiro Pacto de Agressão ao povo e ao país; 

Ana Gomes e Elisa Ferreira
Alteração
Observa que o mandato da troika tem sido considerado ambíguo, pouco transparente e desprovido de controlo democrático;

Salienta a responsabilização democrática geralmente deficiente da troika nos países do programa a nível nacional; sublinha, contudo, que esta responsabilização democrática varia entre os países, dependendo da vontade dos executivos nacionais; 


Paulo Rangel
Alteração
Salienta a responsabilização democrática insuficiente da troika nos países do programa a nível nacional; sublinha, contudo, que os programas, nas suas linhas gerais, foram escrutinados pelos eleitores nacionais dos países intervencionados e pelos respectivos parlamentos ao longo dos anos; 

Marisa Matias
Alteração
Salienta a responsabilização democrática geralmente deficiente da troika nos países do programa a nível nacional; (restante texto suprimido);

Constata que, no início do programa de assistência UE FMI, a economia portuguesa registava há vários anos um fraco crescimento do PIB e da produtividade, e que essa falta de crescimento, aliada ao impacto da crise financeira global, deu origem a um elevado défice orçamental e a um elevado nível de dívida, fazendo disparar para níveis incomportáveis os custos de refinanciamento de Portugal nos mercados de capitais; assinala, a este propósito, que, em 2007, Portugal registou uma taxa de crescimento de 2,4%, um défice orçamental de 3,1%, um nível de dívida de 62,7%, um défice da balança corrente de 10,2% do PIB e uma taxa de desemprego de 8,1%; 

Nuno Melo
Adenda
Observa que os Programas de Estabilidade e Crescimento (PEC), apresentados pelo governo socialista entre maio de 2010 e Março de 2011 – quatro programas em apenas um ano (PEC 1 em março de 2010, PEC 2 em maio de 2010, PEC 3 em Setembro de 2010 e PEC 4 em Março de 2011) –, estavam completamente desadequados da realidade e foram incapazes de fazer face aos problemas estruturais e orçamentais enfrentados por Portugal;

Liem Hoang Ngoc, Elisa Ferreira
Adenda
Assinala que as tensões no mercado de obrigações soberanas portuguesas começaram apenas em meados de Abril de 2010, ou seja, cinco meses após as taxas das obrigações soberanas gregas terem começado a aumentar; verifica que este momento coincide com o pedido de assistência financeira do governo grego, em 23 de Abril de 2010; lamenta a falta de reacção imediata por parte do Conselho Europeu e do BCE à situação que se vivia nos mercados financeiros nos primeiros meses de 2010; considera que esta inacção, que durou até maio de 2010, contribuiu para a pressão especulativa sobre as obrigações gregas se alargar às portuguesas.

* Os deputados do PSD e CDS são patéticos, pensam eles que o povo português desconhece o conluio permanente entre PSD, PS e CDS!

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TRUQUES DO GOLF


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HOJE NO

"A BOLA"

Sérgio Silva reforça Benfica

Sérgio Silva é o mais recente reforço da equipa de atletismo do Benfica, para as vertentes de estrada e de corta-mato.

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«Este é um ciclo novo que irei iniciar aos 30 anos. É com imenso orgulho que represento o Benfica e quero tentar ajudar a equipa ao máximo no Campeonato Nacional de corta-mato curto e longo. Estes títulos foram ganhos pelo Sport Lisboa e Benfica e vou fazer de tudo para que voltemos a conquistá-los e podermos, no próximo ano, representar a equipa na Taça dos Clubes Campeões Europeus, disse o antigo atleta da extinta The Cleans, em declarações à Benfica TV.

«Tenho um nervoso miudinho mas sinto algo extraordinário por representar as cores do Sport Lisboa e Benfica. Este era um dos meus sonhos mas nunca sabemos se se vão realizar. Nem sequer conseguia imaginar que iria representar o clube», confidenciou.

* BOA SORTE


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